Capitulo cinco : O que acontece com Malfoy?

- Quer parar de sorrir como uma adolescente apaixonada —bufou Snape— Está me dando medo (N/A: Perceberam como sempre começo um capitulo com um diálogo de Severus repreendendo Lucius por sua atitude? É que se preocupa com a reputação do loiro).

- Não estou sorrindo como uma adolescente apaixonada— disse fulminado o outro com o olhar—Esse é meu sorriso normal—procurou por todos os meios voltar com sua máscara habitual.

- Sim, claro. A baba já esta caindo. Suponho que você teve uma boa noite, não?

- Sim... uma noite muito boa—e voltou a sorrir fazendo com que seu amigo pusesse os olhos em branco.

- E bom? Quero os detalhes!

Lucius o olhou levantando uma sobrancelha.

- Não completamos o enlace, mas o tive em minhas mãos. Por hora o veela está tranquilo.

O sonserino dizia a verdade, depois daquele maravilhoso orgasmo Remus e eles se beijaram durante um longo período até que se separam para voltar cada um a sua sala comum.

Não falaram nada, não queriam quebrar esse momento mágico. Mas, em seus olhos podia se ver um sentimento novo. Pois se a parte veela de Malfoy escolheu como companheiro ao licantropo, a parte humana ou mágica não queria aceitar essa verdade. Pois bem logo depois do ocorrido ontem ambas as partes dentro do bruxo chegaram a um acordo.

Estava perdidamente apaixonado por Remus Lupin. E o mesmo podia se dizer do grifinório porque os sentimentos que refletiram noite passada em seus olhos eram de amor, ou estava muito próximo de ser. E depois de tudo... Quem não se apaixonaria por Lucius Malfoy ou por Remus Lupin?

- Então vocês acertaram os ponteiros, já são namorados?—perguntou curioso.

- Não falamos muito ontem á noite—disse com um sorriso malicioso—Mas, suponho que se subentende que somos algo. Amantes pelo menos. Eu vou-me encarregar disso esta noite. Vamos tomar café!—disse com ímpeto pouco comum nele.

Certamente isso de veela apaixonado está mudando meu amigo—pensou Severus negando com a cabeça enquanto seguia ao loiro.

- Merlin...—murmurou nervoso enquanto seus olhos se abriam como pratos—Oh... Lucius eu acho que esqueci algo em nossa sala comum, vamos voltar.

- Volta você, eu tenho fome—disso com seu característico arrastar de palavras. Tentou seguir seu caminho, porém o que viu o deixou gelado.

A três metros dele, Remus Lupin falava com a loira da corvinal muito próximos um do outro, segundo certo sonserino, ela estava ruborizada e movia as pestanas de maneira provocante, o castanho lhe sorria amavelmente enquanto falava em sussurro.

De repente a loira levou a mão na parte de trás do pescoço. Que estranho sinto como se me queimasse a nuca. E, em teoria era verdade. Lucius estava fulminado à loira com os olhos soltando faíscas pelo olhar, que ao que parece alcançaram a loira, daí se explicava essa estranha sensação.

Ao seu lado Severus estava visivelmente nervoso. Ele podia sentir a magia que saia do corpo do meio veela e se ele podia sentir era porque seu amigo estava com muito, mas com muito ciúme mesmo. Estava inseguro entre a decisão de tirar sua varinha e enfeitiçar seu amigo antes que cometesse um assassinato ou levá-lo dali.

Não teve que pensar muito porque a grandes passos Lucius se aproximou do casal.

- Olá Remus—o tom frio fez com que tanto o castanho como a loira ficassem com todos os pelos do corpo eriçados.

Ambos olharam para onde a voz provinha e pela expressão da loira ao olhar para o sonserino, a garota desejou estar em qualquer lugar menos ali. Inclusive toda sua vida passou diante de seus olhos, como se a preparando para o pior.

- Lucius—murmurou vermelho—Oi como está?

- Já estive melhor—seu olhar frio se mantinha na jovem num claro convite para que desse o fora dali. Mas, ela estava tão assustada que não podia pedir ao seu corpo que fugisse dali o quanto antes.

- Lupin—Severus saiu ao regate antes que uma catástrofe acontecesse naquele corredor.

- Oi Snape—sorriu o grifinório sinceramente aliviado ainda mantendo um olho sobre o loiro.

A tensão foi aumentando e ninguém dizia nada até que...

- OH… Mas, que grupo tão variado—chegou a voz divertida de Albus Dumbledore—Como estão meus queridos alunos? Querem um caramelo de limão?

- Não—grunhiu Lucius dando um olhar gelado para o diretor.

A tensão diminuiu consideravelmente foi aí que a loira pareceu reagir, gaguejou uma desculpa a Lupin e foi correndo para o refeitório.

- Oh—havia algo de desilusão na sua voz—E vocês?

- Não, obrigado diretor—disse amavelmente Remus enquanto Severus negava com a cabeça.

- Bem, bem, nos vemos no refeitório para o café da manhã.—e se foi com andar avivado.

- O que você fazia com essa...?—foi o primeiro que conseguiu dizer assim que estiveram os três sozinhos no corredor.

- Eu só... estávamos conversando—disse algo envergonhado pela presença de Severus. Também estava confundido pela atitude ciumenta do outro. Porque aquele brilho nos olhos prateados e o corpo tenso não podia ser outra coisa que não ciúmes.

- Conversando?—murmurou entre os dentes—Se demoro mais alguns segundos vocês teriam estariam fazendo sexo aqui no corredor.

Tanto Remus quanto Severus o olharam surpreso. Como podia ser tão exagerado?

- Do que você está falando? Eu seria incapaz de fazer algo assim!—exclamou ofendido. Bem... ontem foi especial haviam tido algo, mas isso não lhe dava o direito de lhe falar assim nem de inventar tamanha mentira.

- Ah, não seria capaz? E ontem à noite?

Remus ficou vermelho... mas de raiva. Ontem a noite foi especial e agora o loiro estava insinuando que ele era um desavergonhado que sucumbia ante as caricias e palavras bonitas de qualquer um.

Ops Merda!, Pensou Severus enquanto se movia incomodado olhando para qualquer lugar que não fosse o casal. Eu só desci para tomar café não para presenciar uma tonta briguinha de amantes!

- Mas, o que está havendo com você Malfoy?—o alarme dentro do loiro soou ao ouvir seu Remus lhe chamar pelo sobrenome, mas estava muito ciumento para prestar-lhe atenção—Pensei que ontem tinha sido algo especial...—seu tom era amargo—mas, vejo que me enganei—se virou para ir-se porém foi detido pelo loiro.

- Aonde você pensa que vai? Ainda me deve uma explicação.

- Explicação de que? —disse enfadado com seus olhos dourados brilhando perigosamente—Se você e eu não somos nada.

Soltou-se do agarre do sonserino e sem olhar para trás foi para a sala de transfigurações. Havia perdido o apetite.

Severus se manteve quieto, esperando a reação de seu amigo e tomando a sábia decisão de não falar nada. Sabia que o que tinha ocorrido a pouco era em consequência dos instintos veela, mas Lucius era inteligente o suficiente para ver que Lupin não estava fazendo nada de mal com a loira, no entanto deixou o ciúme cegar seus sentidos e esse era o resultado.

Ao que parecia Lucius ainda não tinha processado seu erro porque depois de grunhir lhe se foi ao refeitório e Severus se pôs a segui-lo para o café. Depois isso não era problema seu e estava com fome.

Quase todos os alunos de Hogwarts se encontravam no refeitório, mas não havia o burburinho tradicional, muito pelo contrário só se podia escutar sussurros ocasionais. Todos os olhares estavam em três pessoas em particular.

Faz uns poucos minutos ocorreu o primeiro episódio que levou a esse entranho comportamento por parte dos alunos. Uma corvinal do quinto ano, Sumen, entrou no refeitório mais branca que um fantasma e com uma cara de terror digna de alguém que viu a morte e se salvou por muito pouco.

Quando seus companheiros de casa lhe perguntaram ela só conseguiu murmurar Malfoy.

Surpresos pela resposta alguns alunos perderam o segundo episódio: a entrada de Dumbledore, que vinha com um sorriso típico de alguém que descobriu um segredo particularmente gostoso. Muitos se morderam para saber do que se tratava.

E por último, mas não menos importante o terceiro episódio: Lucius Malfoy entrou no refeitório evidentemente muito furioso, coisa rara nele, já que não era uma pessoa de deixar exteriorizar suas emoções, sempre o viam com sua expressão de fria indiferença, acontecesse o que acontecesse. Isto emudeceu todos os alunos, uma só pergunta pairava em suas cabeças. O que aconteceu com Malfoy?

Em meio a essa confusão ninguém notou a ausência de Lupin então não puderam associar os fatos.

Agora o loiro se encontrava engolindo seu café claramente emburrado e já não tão furioso. Seus companheiros sonserinos se mantinham apropriadamente longe dele. Um Malfoy com raiva não era alguém que queriam enfrentar. Talvez os grifinórios conhecidos como os Marotos, mas agora eles estavam preocupados demais pela ausência de seu amigo Moony para prestar atenção ao loiro. Somente seu fiel amigo Severus se mantinha sentado ao seu lado, aguardando a explosão.

- Você acha que exagerei Severus?

Snape bufou.

- Você atuou como uma adolescente histérica.

- Quer deixar de me comparar com uma garotinha—murmurou irritado.

- Tudo bem, mas sim exagerou Lucius... Lupin é a pessoa mais tímida e correta que conheço e não seria próprio dele estar beijando com ninguém do lado de fora do refeitório onde qualquer um poderia ver. Ele não é como esses idiotas que ele chama de amigos. E ainda assim não era este o caso. Se houvesse usado seu raciocínio te daria conta que só estava falando com ela como te disse—Severus falou com voz entediada, agora ele teria que ser a voz da consciência de, justamente, Lucius Malfoy.

- Mas... e essa loira, dá pra perceber que quer algo com ele —disse raivoso.

- Isso não tem nada a ver. Já te disse que Lupin é um homem correto, ele não seria capaz de ficar de beijos com você em um dia e com ela no outro.

- E como é que você sabe disso? —sussurrou entrecerrando os olhos.

- Lucius, por favor! Estou tentando te fazer entender que você pisou na bola com o licantropo! Quer deixar de lado esses ciúmes ridículos!—sussurrou irritado.

- Não o chame de licantropo! Alguém pode te ouvir—murmurou o fulminado com o olhar.

- Já chega!—exclamou Severus atraindo todos os olhares sobre eles —Hoje você está insuportável —pegou suas coisa e com um sonoro fru-fru de sua túnica abandou a mesa da sonserina.

- E vocês estão olhando o que!?—grunhiu a todos lançando um olhar gelado.

Na mesa dos professores Dumbledore sorriu divertido.

Esses meninos.

- Hei Moony por que não foi tomar café hoje?—perguntou James Potter.

- Não tinha apetite—murmurou sem olhá-los.

O resto dos Marotos se olharam. Seu amigo tinha levantado essa manhã com um sorriso de orelha a orelha. E não conseguiram saber o motivo ( mesmo usando métodos de persuasão dos mais variados), era evidente que tinha acontecido algo na noite de ontem que o fez despertar assim, mas agora estava abatido, quase chorando.

- Aconteceu alguma coisa?—quis saber Sirius.

- Não rapazes. Não aconteceu nada. É verdade—murmurou com um sorriso evidentemente falso.

Seus amigos voltaram a olhar-se dessa vez preocupados, mas decidiram não insistir mais no assunto. Quando seu amigo se sentisse preparado lhes contaria. Remus Lupin sempre fazia isso.

A aula tinha começado e Remus suspirou. De verdade não entendia nada. A noite de ontem havia sentido uma conexão especial com o sonserino. Cada vez que estavam juntos, seu lobo interior se desesperava com a necessidade de sentir a pele de Lucius contra a sua, de ser beijado e escutar coisas bonitas saídas de sua boca com essa voz especial. Será amor? Certamente que sim depois do que houve ontem à noite, ruborizou-se, eles tinham uma espécie de relação?

Mas, isso não dava direito ao loiro de fazer uma cena de ciúmes. E isso era outra coisa que o confundia. Porque ciúmes só sentiam as pessoas apaixonadas e inseguras. E a palavra insegurança era algo que não podia associar a Lucius Malfoy e muito menos a palavra amor.

Não a alguém com esse porte e fama de rompe corações. Então... O que estava acontecendo com Malfoy? Será que estava apaixonado por ele e sentiu ciúmes de Lara? Ou será que só detestava a concorrência? Talvez fosse uma coisa de sonserino, todos sabiam o quanto eles eram possessivos, egoístas e que não gostavam de compartilhar nada.

Mas ele não era uma coisa. E tinha visto claramente o sinal de ciúmes nos olhos prateados do belo loiro platinado. Voltou a suspirar Por que a vida é tão complicada? E quem mandou gostar de um sonserino e justamente desse sonserino? Rodolphous Lestrange não estava nada mal. No entanto sentia que tinha aquela conexão especial com Lucius que não deixava pousar seus olhos em outra pessoa. Pelo menos por enquanto...

Só para não perder o costume voltou a suspirar. Deixaria o tempo passar. Não queria preocupar seus amigos nem queria que se inteirassem do que aconteceu. Já até imaginava o que eles diriam se soubessem que em vez de fazer a ronda dos monitores esteve de beijos e algo mais com Lucius pelos corredores. Para sua sorte eles, nem em seus mais feios pesadelos, podiam associar sua apatia com o furioso Lucius Malfoy que seguramente tinha entrado no refeitório hoje.

- Senhor Lupin, quer tentar primeiro?

- Claro professora—respondeu nervoso—Merda!

-Você tem que transformar essa pedra em uma ave—sussurrou sua companheira de classe Lily Evans, quem esteve atenta aos contínuos suspiros de Remus. Ela sim havia associado o estranho comportamento de Malfoy com a ausência de Lupin e agora o castanho estava perdido em seus pensamentos.

Na era a toa que ela era a sabe-tudo da grifinória.

- Obrigado—disse enquanto sorria. Tinha sorte de ter revisado a matéria um dia antes se não agora não teria idéia de como fazer o que a professora McGonagall lhe havia pedido.

Continuará...

Próximo capitulo: Severus ao resgate

Nota tradutor:

Nossa mais que loiro exagerado gente...

Bora comentar aí em baixo? =D