Capitulo sete: Sorrisos bobos e serpentes venenosas

- E bem?... Como foi ontem?

- Hummmm? –sorriso bobo e olhar perdido

Lily sorriu maternalmente.

- Como foi ontem com Malfoy? –suspirou conspiradora. –Sei que se falaram, tua cara diz tudo.

Remus deu um sorriso radiante a ruiva, suspiros se ouviram ao seu redor. Ele ficava tão lindo quando sorria dessa maneira.

- Tudo foi perfeito –confessou no mesmo tom –Somos namorados.

- Ah... –Devo lhe felicitar por ser namorado de Malfoy? Mas, ele está tão feliz... –Meus parabéns Lupin –o abraçou fraternalmente.

- Pode me chamar de Remus e obrigado –sorriso.

Próximos dali, certas pessoas olhavam a cena receosas.

- Eu não estou gostando nada disso Padfoot, Lily e Remus estão tramando algo –gaguejou James.

- Tem razão Prongs, será melhor que averiguemos.

Ao seu lado Peter ofegou.

- Averiguar o que? - sussurrou ao ver se aproximar o professor de Feitiços –Remus não seria capaz de lhe tirar a garota que você gosta James.

- Mas alguma coisa ele tem com minha Lily... sua atitude é muito suspeita. Não viu como se abraçaram? –disse obstinado.

- Isso não quer dizer nada. –murmurou Peter –E se duvidam de nosso amigo... Por que simplesmente não lhe perguntam o que se passa entre ele e Evans?

Sirius e James olharam escandalizados.

- Isso acabaria com a graça do assunto Pet. –disse Sirius solenemente. –Não… o que queremos fazer é investigar por nossa conta.

- Tem razão meu amigo. –olhares de apoio incondicional, olhos em branco de Peter.

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Uns bancos mais distantes dali…

- Essa sangue ruim - sussurrou Lucius cerrando os olhos. –quem ela pensa que é para estar abraçada com meu namorado?

Sanpe bufou.

- Quem sabe ela está apaixonada por ele.

- O QUE?

- Aconteceu alguma coisa senhor Malfoy?

- Não professor. –resmungou com seu olhar gelado fixo em Lily Evans.

A ruiva se moveu inquieta em seu lugar, prudentemente, se afastou um pouco de Remus. O castanho sorriu ternamente ao seu namorado, que lhe sorriu de volta… imperceptivelmente.

- Então… comece a trabalhar e não grite na sala de aula se não quiser perder pontos para sua Casa.

- Se nota que você é um idiota. –murmurou Severus. –Só estava brincando.

- Devia deixar de brincadeiras idiotas, Severus. –disse arrastando as palavras. –Sabe que não duvidaria em te enfeitiçar se continuar com isso.

Snape tremeu ligeiramente.

- O que estava querendo dizer é que provavelmente a sangue-ruim deve saber de sua relação com ele. Como ela os viu juntos o mais certo é que ela é a única de sua Casa que Remus confidenciou.

- E tinha que ser justamente com ela. –murmurou receoso.

O moreno encolheu os ombros.

- É bom que seja ela quem saiba, pois é muito discreta. Suponho que deve ser algo assim como uma confidente, certamente porque desses idiotas não se pode dizer o mesmo. O mais certo é que se ficam sabendo o obrigam a terminar com você.

- Só se for por cima do meu cadáver. –resmungou.

Severus não disse nada sobre a relação de seu amigo com o lobisomem . Ele já estava tranquilo porque está manhã Lucius voltou a ser o mesmo de sempre... um sacana traiçoeiro, mas qual sonserino não é assim? Ele sabia lidar melhor com esse Lucius do que com o melancólico Veela que suspirava continuamente por estar separado de seu companheiro.

Algumas vezes durante a semana que passou Severus achou que Lucius ia chorar e isso o teria alterado sobremaneira. Por essa causa fez algo que nunca em seus mais horríveis pesadelos pensaria em fazer... Merlin! Melhor não pensar nisso. O que passou, passou.

Semanas depois... á poucos dias do Hallowen

- Olá precioso. –sussurrou sensual o abraçando pelas costas enquanto beijava seu pescoço.

- Olá Lucius. –ronronou o grifinório contente por essa caricia.

- Vamos nos encontrar hoje depois do jantar?

- Claro... no lugar de sempre? –sussurrou enquanto dava mais espaço para se pescoço ser beijado.

- Sim...

- Remus onde você está? –ouviram a voz de James Potter. Separaram-se rapidamente, o castanho apressou em cobrir seu pescoço ligeiramente vermelho enquanto lançava um olha reprovador a seu namorado. O outro só sorriu com malicia.

- Onde ficam os livros de poções James.

- Ah... justamente... –se deteve em seco. –Malfoy. –cuspiu.

- Potter –murmurou.

Olhares de ódio intensos.

- Bem... - pigarreou Remus entre divertido e incomodado pela situação. Era evidente que o dia que decidisse contar a seus amigos sobre seu namoro deveria ter muito tato –O que necessita companheiro?

- Eu só queria emprestada a sua tarefa de poções, para completar o que me falta - sorriu comprador.

Malfoy soltou o que pareceu ser um sorriso safado.

- Algum problema Malfoy?

- Claro que não Potter. Só que me perguntava como conseguiram passar uns retardados como você e Black, se copiam tudo de Lupin. Se não fosse pelos métodos de segurança do Ministério juraria que vocês trapaceiam.

James rangeu os dentes.

- Não nos compare com os sonserinos. Todo mundo sabe que os melhores trapaceiros são as serpentes.

- Talvez seja por isso que os sonserinos sempre ganham, os que trapaceiam sempre ganham - sorriu com superioridade.

- Então admite? –resmungou.

Lucius encolheu os ombros elegantemente. Se ele não estivesse brigando com seu amigo, Remus pensaria que ele estava muito sexy.

- Não admito nem nego nada, mas isso não tira o feito de que se não fosse por Lupin e a sangue-ruim da Evans vocês nunca ganhariam pontos em classes.

- Não a chame assim! –exclamou puxando sua varinha.

- Não James - interveio Remus segurando a mão de seu amigo antes que enfeitiçasse o seu namorado... embora ele merecesse –Não cometa essa besteira, você vai sair no final de semana, não deixe que te castiguem por essa bobeira.

James olhou seu amigo furioso, mas concordou e baixou a varinha. Depois de fulminar ao loiro com o olhar abandonou o lugar.

-Espero que você não fique me esperando esta noite, acabou de ficar sem sua sessão de beijos noturnos. —dizendo isso deixou o local indo atrás de seu amigo.

-Não... –quase gemeu Lucius olhando seu namorado com os olhos abertos. Mas, se foi Potter quem começou! Maldito grifinório!

Remus:

Não posso permitir que me castigue por algo que evidentemente, seu amiguinho Potter - o nome estava escrito com tanta força que quase rasgou o papel - é culpado. Ele começou tudo e você sabe - É muita hipocrisia! - então te espero como combinado esta noite na sala de aula.

Te amo , Lucius Malfoy.

PS: Não se atreva a faltar se não quer represálias.

- E ainda por cima me ameaça. –gaguejou aborrecido deixando de lado o bilhete.

Olhou, todavia, aborrecido para a arrogante coruja - Todo mascote se parece com seu dono! - que tinha levado a carta. Ela continuava ali, esperando uma resposta, assim escreveu um "Ali estarei" para entregar a coruja que ululou feliz antes de se retirar, depois disso se pôs a pensar na solitária sala comum da Grifinória.

Suspirou, já havia falado com Lucius sobre seus amigos e o loiro lhe prometera que tentaria ser tolerante com eles. O incidente na biblioteca demonstrava que não estava pondo nada nessa tentativa.

A verdade é que depois de tudo seu namorado tinha alguma razão... Sirius e James sempre lhe pediam a tarefa e isso não podia negar. Mas Lucius tinha sido muito cruel em suas palavras e havia insultado a Lily, que se converteu numa boa amiga desde que falaram quando estava confuso com seus sentimentos.

E tinha outra coisa: os pensamentos de Lucius com respeito aos filhos de trouxas e os mestiços, talvez ele pudesse chegar a tolerar seus amigos... Isso espero... mas nunca aos que não sejam sangue puro. Será que nossa relação tem futuro... não podemos brigar cada vez que o loiro falasse demais... o que acontece na maioria das vezes.

- E essa atitude tão melancólica?

- Oi Lily – sorriu –Só estava me perguntando se minha relação com você-sabe-quem, tem futuro.

- Se eu não estivesse sabendo dos pormenores dessa relação te diria que não. Inclusive pensaria que você está louco só por haver iniciado esse namoro. –o castanho a olhou com apreensão, ela sorriu. –Mas por outro lado, você me contou e o que eu vi me fez chegar a conclusão que Malfoy está mudando e isso quem fez foi você. Se bem que não posso dizer se chegarão a envelhecer velhos, casados e com filhos, posso dizer sim que formam um belo casal e por agora não vejo nada que lhes impeçam de ficar juntos.

- Quando nos viu juntos? –perguntou franzindo o cenho.

- Eu… -gaguejou envergonhada. –escutei ruídos estranhos em uma sala de aula a duas noites atrás durante minha ronda, entrei para ver do que se tratava e, pois...

- Oh... -murmurou Remus ruborizado.

- Sim... – seu olhar se tornou malicioso. –Vocês já? Você sabe?... consumaram sua relação?

- Não… eh, é que eu nunca… -confessou mais ruborizado ainda abaixando a cabeça.

- Entendo. –sorriu ternamente. Se perguntava por que nunca notou Lupin, seria tão fácil se apaixonar por ele. Tudo por culpa do Potter, pensou irritada.

- Eu quero que seja especial e Lucius disse que esperaria até que eu estivesse preparado. –sorriu.

A ruiva levantou uma sobrancelha.

- Não sabia que Malfoy poderia ser tão… atento.

- Pois é, ele é assim… -sorriso bobo. –me mima muito.

- Bem... – pigarreou. –Vamos jantar todos já devem estar no refeitório.

Dando uma grande inspiração Remus entrou na sala de aula vazia que usava com o loiro para seus encontros. Instantaneamente foi imprensando por uns fortes braços enquanto sua boca era devorada.

- Lucius temos que falar - murmurou quando se separaram por falta de ar.

- Depois. –sentenciou o loiro enquanto beijava com paixão o pescoço de seu namorado.

- Lucius... não. Eu ainda estou chateado com você!

- Mas, eu não fiz nada. –disse franzindo o cenho.

Remus pôs os olhos em branco e se desfez do abraço, fazendo com que o cenho de seu namorado ficasse ainda mais franzido. Necessito tocar meu companheiro!

- Não fez nada? Então eu só imaginei que meu namorado insultava meus amigos? –disse cruzando de braços enquanto levantava uma sobrancelha.

- Exato. Eu não insultei ninguém, só disse a verdade. Não fiz nada do que você falou.

- Nada? Pois, se nada fez sem nada ficará. –e deu meia volta para sair da sala.

- Não! –exclamou alarmado o Veela detendo-o com um braço. –Por que você está assim? Se eu só disse a verdade, todo mundo sabe! –gemeu desesperado. –Não posso suportar que meu companheiro fique chateado comigo! Maldito Potter!

- Bom pode ser que James e Sirius me peçam as tarefas. –teve que admitir incomodado. Ao ver que seu namorado sorrir com satisfação franziu o cenho. –Mas isso não quer dizer que você não os ofendeu e chamou Lily de sangue-ruim. –o repreendeu como se tratasse de uma criança.

- Mas, se Evans é uma sangue ruim… - gaguejou mal humorado, mas contente que seu namorado o deixou abraçá-lo.

- Ela é filha de trouxas, não use esse adjetivo horroroso quando se referir a ela diante de mim. Ouviu?

Lucius franziu seu cenho e crispou seus lábios.

- Mas...

- Sem mais Lucius Malfoy, senão ficarei sem falar com você por uma semana. –ameaçou o olhando decidido.

Lucius o olhou alarmado.

- Não pode fazer isso! – exclamou. –Brigaria comigo por essa sangue ruim? O que você tem com ela? –essa pergunta foi feita numa voz fria enquanto seus olhos entrecerravam perigosamente.

Remus pôs os olhos em branco, essa atitude ciumenta do sonserino podia chegar a ser divertida, inclusive terna, mas na maioria das vezes era exasperante.

- Não tenho nada com ela além de amizade, Lucius. Só isso. E agora promete que não vai chamá-la assim na minha frente.

- Só a ela? - perguntou avaliando suas possibilidades. Isso era totalmente humilhante, se deixar dominar por Remus para que deixasse de depreciar a sangue ruim como havia aprendido. Mas era consciente que sendo um Veela faria qualquer coisa que estivesse ao seu alcance só para agradá-lo.

- Sim Lucius só a ela - sabia que não podia pedir mais do que isso. Os ideais do loiro acerca dos filhos de trouxas e mestiços formavam parte de sua vida, e ele deveria conformar-se de que pelo menos não insultaria a sua amiga.

- Está bem prometo não chamar mais de sangue-ruim a Lily Evans... embora ela seja.

- Lucius Malfoy! –repreendeu seu namorado o fulminando com o olhar.

- Perdão... -sorriu falsamente envergonhado, para segundos depois roubar um beijo que deixou o lobisomem sem ar.

Remus logo se esqueceu de tudo enquanto sentia as mãos do loiro em sua cintura. Pelo menos tinha ganhado uma batalha depois veria se ganhava a guerra.

Continuará...

Próximo capitulo… hallowen e animagos curiosos

Nota tradutor:

Gente que loiro muito ciumento e possessivo... bom bom quero reviews... um montão...

=D