Capitulo treze: Sétimo ano e comemorações especiais

- James, Sirius, Peter! - gritou Remus feliz ao encontrar seus amigos em frente ao Expresso Hogwarts na estação King's Cross.

- Hei Moony! - saudou Sirius e caminhou até onde seu amigo estava, porém parou um momento ao ver o olhar que Lucius lhe dava. No entanto não se intimidou e abraçou o castanho com todas as suas forças, desafiando ao veela que lhe dissesse algo.

- Como estão rapazes?

- Muito bem... mas sentimos muitas saudades de você - James disse fazendo um biquinho.

- Mas, rapazes… a gente se viu um dia inteiro.

- Mas não é a mesma coisa, nada é igual se você não está o tempo todo com a gente. Até parece que você nos esqueceu... precisamos muito de você - dramatizou Sirius.

- Ah é claro - Lucius bufou - o mais certo é que sentiram mais falta dele quando chegou a hora de fazer as tarefas...

- O que você quer dizer com isso Malfoy? - grunhiu James.

A resposta se perdeu, pois nesse momento se ouviu o apito do trem, os avisando que já iam partir e então tiveram que se apressar.

- Eu vou ficar na cabine com meus amigos - Lucius franziu a testa - a gente se vê quando os monitores forem fazer a ronda.

- Tudo bem - resmungou de má vontade

Remus somente sorriu como só ele sabia fazer e lhe deu um beijo tão arrebatador que os que estavam olhando ficaram com inveja e água na boca.

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Uma vez dentro do trem, os Marotos se dirigiram ao lugar de sempre. Conversaram sobre tudo o que fizeram durante o verão para ficar em dia com os assuntos. Os animagos não perderam tempo em reclamar com o lobisomem como sentiram saudades dele, que parece, nem pensou neles... até que chegaram a um assunto que o fez esquecer qualquer reclamação

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- Ou seja, você ficou o tempo todo cruzando como coelho com a serpente? - disse James com desdém.

- Não seja vulgar Prongs. Não fizemos só isso, Lucius também me levou para conhecer vários países que nunca sonhei em conhecer.

- Quer dizer que além de transar na casa de Veneza, também fizeram pelo mundo afora - Sirius debochou.

- Vocês só pensam nisso não é mesmo? - sua testa franziu - então se querem tanto saber, sim... durante todos esses dias em que passamos juntos fazíamos amor pelo menos três vezes ao dia.

Seus amigos empalideceram.

- Mas Moony... - murmurou Peter - de onde você tirou tanto ímpeto…

- Isso é coisa de veelas e lobisomens, vocês não entenderiam... - falou.

Silêncio.

- Bom… agora eu vou até a cabine dos monitores, a gente se vê em Hogwarts.

E dizendo isso saiu da cabine deixando três animagos abobados.

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Ele e Lily foram os primeiros em chegar no lugar, junto com os demais grifinórios. Minutos mais tarde os corvinais apareceram (a Loira amiga do castanho olhou pra todos os lados para se assegurar que Malfoy não estava ali e então se aproximou para cumprimentar o grifinório, fazendo a ruiva bufar, embora a entendesse...). Em seguida chegaram os lufa-lufa e os sonserinos.

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Rodolphus Lestrange vinha com eles, um belo moreno de cabelos castanhos quase negros perfeitamente penteados, olhos azuis como o céu e muito mais alto que Lucius, de fato, Rodolphus era o garoto mais alto da casa das serpentes. Dizia-se que era o homem mais atraente da escola, mais até que Lucius Malfoy.

Remus e Lily franziram o cenho ao vê-lo, enquanto Malfoy fulminava com o olhar um rapaz lufa-lufa que estava sentado ao lado de seu namorado, o pobre rapaz empalideceu e lhe cedeu lugar.

- O que Lestrange faz aqui Lucius? - sussurrou Remus a seu namorado enquanto este o abraçava possessivamente pela cintura.

- Você já vai descobrir...

A porta voltou a se abrir, deixando Minerva McGonagall entrar. Seu cenho se franziu ao ver o casal. Por que seu aluno preferido teve que ser eleito como companheiro desse veela? Só esperava que o pobre rapazinho não tivesse um futuro negro, tendo em conta a fama dos Malfoy.

- Bom... suas tarefas continuam as mesmas de todos os anos. Os do sétimo ano deverão se encarregar de ensinar aos novos monitores e seguir supervisionando-os de vez em quando - todos concordaram para logo olharem para Lestrange - Se estão se perguntando o porquê da presença do senhor Lestrange... se deve que, como o senhor Malfoy foi eleito Prêmio anual de sua casa, decidiu deixar seu cargo para poder conciliar tantas responsabilidades. Por isso, se nomeou Lestrange como monitor da Sonserina junto com o senhor Snape - se ouviu um "oh" dos presentes - Bem... não vou aborrecê-los mais. Podem começar a ronda.

Todos os alunos se retiraram deixando somente nosso casal de protagonistas.

- Você é premio anual….? - murmurou Remus surpreso, com os olhos abertos como pratos.

- Sim – sorriu com superioridade.

- E porque não me disse? - o abraçou sorridente - Parabéns!

- Nem liguei - encolheu os ombros delicadamente - tive coisas mais importantes em que pensar no verão - disse sorrindo lascivo enquanto apertava e abraçava com paixão seu namorado.

O castanho, completamente ruborizado, correspondeu ao beijo. Ele sabia que Lucius era muito inteligente, mesmo nunca vendo o outro estudar quando estavam juntos, porque estudar era o que menos faziam nesses momentos, mesmo assim a noticia o surpreendeu muito.

Estava muito contente por isso também, pois em sua casa Lily Evans foi eleita como a melhor do ano pela Grifinória. Remus não estava com ciúmes nem coisa parecida, pois sabia que isso trazia muitas responsabilidades a mais, e ele com suas transformações mensais, ser babá de seus amigos, seu cargo como monitor e ainda por cima ter como namorado um possessivo veela era demais para sua pessoa, sem contar que sendo este seu ultimo ano teria exames finais muito difíceis. Espero dar conta de tudo isso...

- A gente devia ir fazer a ronda Luc - o castanho murmurou rompendo o contato com seu namorado.

- Ou poderíamos fica aqui e fazer amor até voltamos para o colégio... - propôs o loiro beijando o pescoço de seu namorado.

Definitivamente espero dar conta de tudo…

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- Onde você esteve todo este tempo? Te esperamos na cabine. Evans nos disse que você estava fazendo a ronda... mas você não voltou a aparecer nem pra apanhar seu baú - perguntou James de cara fechada.

- Eu... - murmurou ruborizado enquanto retorcia sua túnica.

- Não chateie nosso amigo… se sente o cheiro - disse Sirius cheirando o ar aborrecido.

Remus ficou vermelho até as orelhas. Será verdade mesmo que podia sentir o cheiro? Que vergonha! Tudo por culpa de Lucius…

- Cheiro? – perguntou Peter confuso - Que cheiro?

- Não é obvio - Longbottom zombou - O loiro esteve fazendo das suas com nosso inocente amigo. Se bem que de inocente você já não deve ter mais nada, não é mesmo?

Toda mesa da Grifinória explodiu em gargalhadas, enquanto Alice repreendia seu namorado e Lily fazia o mesmo com seus amigos. Os animagos sorriram, mas por dentro estavam furiosos com o que o rapaz tinha dito... embora sabendo que era verdade... O pobre Remus queria somente que a terra o engolisse.

- Esses grifinórios… resmungou Nott aluno do quinto ano da Sonserina - não podem ficar calados nem na hora da comida? Percebem-se os maus modos.

Snape bufou.

- O que você tem é inveja – disse - porque nós somos tão chatos que não temos nada do que falar durante as refeições.

- Você os está defendendo? - perguntou Rodolphus levantando uma sobrancelha.

- Não... somente estou falado o obvio. Além do mais, estou salvando a vida deste idiota. Não vê como Lucius o está olhando?

O loiro se encontrava fulminado o rapaz com o olhar, e ele empalideceu consideravelmente. Lestrange e os companheiros do sétimo ano do loiro sorriram. Era hilário ver a atitude super- protetora que Lucius tinha com seu namorado.

- Quero te lembrar que meu namorado é um grifinório - disse Lucius arrastando as palavras - Então não generalize. Entendeu?

- S-sim e-eu entendi Malfoy - gaguejou o garoto.

- Bom - grunhiu o veela continuando seu jantar, mas mantendo um olho em... seu envergonhado namorado.

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E as aulas começaram normalmente no dia seguinte.

Normal… com os animagos fazendo sua primeira tentativa de separar o casal… que fracassou miseravelmente. Fazendo assim com que James e Sirius ganhassem a primeira detenção do ano e perdendo respectivamente dez pontos para sua casa e ganhando sorrisos zombeteiros das serpentes.

Normal... com Snape gaguejando ruborizado quando Narcisa Black (um ano mais nova que ele) lhe perguntou se ele podia ser seu tutor em poções pelo resto do ano.

"Eu não sou muito boa nessa matéria"… havia dito ela com uma carinha tão tristonha e Severus não teve coragem de negar. Mesmo que isso lhe fizesse usar todo o seu autocontrole quando estivessem juntos.

Normal... com Lucius grunhindo e ameaçando a qualquer ousado que se aproximasse de seu namorado mais do que o normal.

Normal... com Voldy pressionando aos Black, Malfoy, Lestrange, entre outros para se assegurar de que seus filhos lhe fossem fiéis servos uma vez terminado o colégio. Que fique bem claro... torturando e matando a um ou outro sangue ruim ou mestiço. E sobre tudo emocionado uma vez que sua querida Nagini foi mãe de trinta asquerosas serpentes iguais a ela para o orgulho de seu avô Tom.

Normal… com Dumbledore consumindo caramelos de limão enquanto pensava no nome que colocaria na organização que estava criando para lutar contra Tom. E vendo como sua querida Fawkes se regenerava depois de ter se tornado um punhado de cinzas... ai lhe veio a inspiração. Nesse momento seus olhos brilharam de maneira aterrorizante.

E assim chegamos a setembro, data em que nosso casal faria um ano de namoro... como passa o tempo. ú.ù

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- O que faz aqui Remus? - tom carinhoso.

- Pensando...

- Em que, se é que se pode saber?

- Lucius e eu vamos fazer um ano de namoro Lily. E não sei o que lhe dar de presente. Por que… - suspirou abatido - ele tem tudo. O que posso dar a uma pessoa que só com o estalar de dedos tem tudo o que quiser?

Lily fez uma careta, o assunto era mesmo difícil. Porque seu amigo tinha toda a razão... e conhecendo a Malfoy... ele esperaria um presente de acordo com a ocasião. Sem duvida seu amigo tinha uma difícil tarefa pela frente. A não ser...

- Remus… - o garoto a olhou desconsolado - Você não me disse o que Malfoy mais admira em você são suas... - pigarreou desconfortável - sessões de sexo?

Lupin levantou uma sobrancelha.

- Lily... Lucius e eu temos sexo todos os dias. Estou falando de lhe dar um presente original.

- Eu sei... mas você uma vez me disse que ele é... meio masoquista - ambos ficaram vermelhos - Você poderia lhe dar de presente uma sessão de sexo diferente, como ele gosta.

- Como assim...? - perguntou interessado

Lily engoliu em seco. O que não se faz por um amigo, pensou.

- Não sei… talvez pudesse procurar um lugar onde pudesse criar um ambiente romântico, mas que inclua algemas e chicotes. Você entende... Tomara que não tenha ninguém nos ouvindo...

- A sala Precisa… - Remus murmurou.

- Como?...

- Nada amiga - sorriu radiante - Você me deu uma excelente idéia! Obrigado - lhe deu um beijo na bochecha e depois abandonou o lugar todo animado.

A ruiva ficou vendo o lugar por onde desapareceu seu amigo assombrada e completamente ruborizada.

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Dois dias depois.

- Onde você está me levando?

- Você vai ver… fica aqui e não se mexa.

Minutos depois Lucius Malfoy, que estava com os olhos vendados, era levado ao que lhe pareceu ser um quarto. Quando sua venda foi tirada pode apreciar um quarto com uma grande cama de casal com lençóis negros, um par de algemas grossas estava pendurado tanto na cabeceira quanto nos pés. Ao redor em uma mesa se mostravam alguns objetos de tortura junto com o que parecia ser um traje de couro totalmente vermelho e absolutamente sexy. Sua sobrancelha direita se levantou.

- O que fazemos aqui?

- Aqui é aonde vou te dar seu presente de aniversario... – sorriso - desmaius.

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Quando Lucius despertou se encontrava algemado na cama e nu. Nada que o assustasse, olhou ao redor e viu seu amor. Sua virilidade despertou exaltada quando pode ver seu namorado vestido com aquele traje de couro vermelho, um chicote em sua mão e com um sorriso que não pressagiava nada de bom... mas sim muito excitante.

- Já acordou...

- Sim... O que você vai fazer com isso? - gemeu.

- O que você acha?

PAF primeira chicotada no peito nu do veela que chiou de dor, mas logo em seguida um sorriso satisfeito apareceu em seu rosto. Remus franziu a testa. Era mesmo verdade, seu amor tinha um gosto muito esquisito… PAF… não estava muito seguro de seguir adiante com seu plano… PAF… era uma boa idéia, mas ele não estava completamente de acordo... PAF... que isso de machucar seu namorado seria bom... PAF... mas agora podia comprovar que seu loiro estava desfrutando de tudo com insana satisfação... PAF.

Com um movimento de varinha as algemas desapareceram e Remus se apressou em virar o corpo de Lucius. Seu rosto se contraiu ao ver as marcas e o sangue sobre o peito do veela, mas ele já tinha tudo pensado, lhe daria uma poção quando terminassem e pela manhã não haveria nem rastro disso. As algemas voltaram a sujeitar o corpo pálido e as costas e o traseiro de Lucius receberam mais chicotadas. PAF... Remus sorria divertido ao escutar os gritos e gemidos do homem que pedia mais e mais. E isso o estava excitando cada vez mais e mais.

Uma vez terminado, deixou de lado o chicote e virou Lucius novamente. Sentou-se sobre as pernas do loiro e começou a lamber as gotinhas de sangue que saiam do veela. O lobo dentro dele não poderia estar mais satisfeito. Uma vez terminado ele começou a morder e chupar todo o peito lastimado para depois se ocupar da dura virilidade de Lucius. Não teve piedade, mordeu e chupou alargando o máximo possível o orgasmo.

- Maldição… faz de uma vez - grunhiu retorcendo-se debaixo das caricias de Remus.

- Não… isso é uma tortura se lembra?... - sorriu mostrando todos seus dentes para depois morder sem piedade os testículos do loiro quem gritou de dor.

Quando por fim pode provar os frutos da masturbação se aproximou de Lucius, que buscou os lábios, mas foi-lhe negado. Lambeu e beijou as bochechas enquanto se esfregava sobre o pênis que foi despertando aos poucos.

- Eu quero te beijar…

- Não, os beijos hoje estão proibidos.

O veela grunhiu. Remus sorriu enquanto tirava suas calças com alguma dificuldade. Maldito couro… Uma vez fora da roupa parou na frente de Lucius e quando teve sua total atenção começou a manusear seu próprio membro. Os olhos do outro se arregalaram. Essa era a pior das torturas! Retorceu-se tentando tocar um pedacinho da pele do castanho, mas este não permitiu enquanto continuava gemendo pelo prazer de se tocar. Tendo alguma piedade do suado rapaz algemado se ajoelhou perto do rosto do sonserino e permitiu que ele beijasse e chupasse seu membro. Remus ofegava sem controle enquanto investia nessa ansiosa boca, Lucius soltava gemidos afogados, vitima do prazer que estava experimentando. Continuaram assim até que o orgasmo atingiu o lobisomem. Exausto, se deitou ao lado do corpo pálido e ensanguentado do meio veela.

- Agora vem o melhor - sussurrou desejando o lubrificante que se materializou.

E sem preparação, Remus entrou em Lucius de uma vez. Gritos de puro prazer mesclados com dor se escutaram durante as seguintes TRÊS horas dentro do lugar, até que ambos ficaram exaustos e sem vontade de mover um dedo sequer.

- Esse é o melhor presente de aniversario que você poderia me dar... - murmurou Lucius com os olhos fechados.

Remus sorriu e se acomodou de modo que pudesse lhe dar um terno beijo nos lábios de seu namorado.

- Pensei que beijos não estavam permitidos.

- Eu te falei no dia de hoje. Já passou da meia noite. Então tecnicamente já é outro dia e eu posso te beijar.

Lucius sorriu e atraiu o castanho para um beijo. Tempos depois Remus se levantou e procurou algo em sua túnica, quando o encontrou aproximou um pequeno frasco da boca de seu namorado.

- Bebe isto…

- O que é? - perguntou desconfiado.

- É para as feridas - seu rosto se contraiu ao ver o sangue seco e as marcas das chicotadas - fará com que desapareçam.

- Não quero… - sorriu.

O castanho levantou uma sobrancelha.

- Amanhã a gente tem aula, você não conseguir se mexer direito por causa da dor e nem sentar - brincou.

Fazendo uma careta o loiro assentiu e logo sentiu os efeitos da poção sobre seu corpo.

- A gente tem que fazer isso mais vezes. Não só para comemorar algo… - disse Lucius atraindo Remus para seus braços.

-Você está louco… - murmurou o lobisomem aconchegando-se no peito curado, mas com sangue seco ainda visível.

- Você é que me deixa louco - declarou beijando com ternura os cabelos suados de seu amor.

Logo adormeceram satisfeitos depois do presente mais inesquecível que ambos receberam em sua vida.

Continuará…

Próximo capitulo: armadilhas e aceitação

Nota tradutor: nossa que masoquistas!

Ate breve

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