Capitulo dezessete: O pequeno Draco.

- Você quer algo Lucius?

Lucius fulminou seu esposo com o olhar

- Sim... que este bebê nasça logo - resmungou.

Remus sorriu e depois suspirou abatido. Se aproximou de seu marido, que estava sentado em um grande sofá, o abraçou e beijou sua cabeça.

- Mas ainda faltam cinco meses Lucius. E você já passou pela pior parte da gravidez. Agora será mais tranquilo.

- Se não fosse porque meu pai ter tentado me casar com Narcisa o grávido seria você e não eu, nunca faria essa besteira. Um Malfoy não foi feito para gestar um filho - resmungou.

- Nisso estamos de acordo meu amor. Mas eu também não posso gerar um bebê. O lobo não teria permitido.

- Eu não acho isso - disse o loiro se acomodando no abraço de Remus. Gostava que o mimassem ainda mais agora que estava nesse estado - o lobo sempre se rende ao meu encanto veela. Então, se o bebê tem meu sangue, penso que ele não se molestaria.

- Pode ser... mas seria perigoso durante as transformações -disse melancólico.

- Não pensa mais nisto - levantou a cabeça para beijá-lo - Agora teremos Draco e se passará muito tempo até que pensemos em ter outro.

- Draco?

- Sim o nome do bebê.

- Draco...? É um tanto... estranho.

- Mas é perfeito para um Malfoy. É um nome poderoso.

- Sim... é bonito - se resignou, brigar com Lucius grávido era de antemão uma batalha perdida - mas e se for uma menina?

- NÃO vai ser uma menina - disse com desdém - meu primogênito deve ser um homem. Para continuar nosso legado. E depois podem vir às fêmeas.

- O que você quiser amor, o que você quiser.

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- ARGH! Maldito elfo!

Remus suspirou. As crises de raiva de seu marido eram cada vez piores. Por sorte seu caráter era muito tranquilo e nem com a lua cheia próxima conseguia fazer entrar a razão na cabeça de seu gravidíssimo veela. Aos seis meses de gestação, Lucius já tinha castigado a todos os elfos da casa, amaldiçoado os quatros ventos e enfeitiçado os poucos visitantes que ainda tinham. Conclusão... neste último mês não tinham saído de casa e muito menos recebido visitas. Ninguém queria lidar com o sonserino com exceção (obrigatória) de Remus.

- O que houve agora meu amor? – perguntou tranquilamente entrando no escritório do loiro.

- Nada! Só que eu estou rodeado de incompetentes! Pedi uma maldita xícara de chocolate morno e estes estúpidos elfos me trouxeram fervendo!

Remus voltou a suspirar e olhou no lugar onde sua elfinha estava dando cabeçadas com o chocolate liquido derramado em sua pequena roupa.

- Você está bem Sofi?

- Sim senhor Remus – ele tinha pedido expressamente ser chamado assim pelos elfos que atendiam na casa de Veneza. Pois tanto ele como Lucius eram "senhor Malfoy" e não queria confusões – mas Sofi cometeu um erro senhor. Mereço um castigo – a trêmula elfinha continuou com a tarefa de bater sua cabeça na parede. Com um suspiro Remus a deteve.

-Está tudo bem Sofi. Você já sabe como o senhor Malfoy está alterado pelo seu estado. Anda... - a empurrou –... vai fazer mais chocolate.

- Como em meu estado? – resmungou aborrecido.

- Sim meu amor – disse recolhendo os cacos da xícara quebrada do chão – você está um pouco... irritável por causa da gravidez.

- Eu não estou irritável – resmungou irritado – somente queria um maldito chocolate morno. É normal que eu fique chateado se não me trazem o que eu quero.

- E o que te custava soprar até que chegasse a temperatura que você queria...

Lucius somente o fulminou com o olhar. Para isso que eu tenho elfos domésticos!

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- Luc, você está com oito meses de gravidez pára.

- Mas estamos na primavera! Isso somados com esses malditos hormônios, estão me deixando louco! Faz amor comigo, por favor!

O veela tinha encurralado seu marido na cama que compartilhavam. Seu ventre volumoso não o impedia de querer ter relações, mas sem muito movimento. Mesmo assim, o medimago tinha proibido o grifinório de tocar em seu marido até o nascimento do bebê e agora Remus estava em uma encruzilhada.

- Lucius, não. – afastou seu marido de seu de seu corpo, que muito traidor já estava despertando.

Mas Malfoy não ia se dar por vencido tão fácil assim. Então deixou sair seus poderes veela para obter o que queria.

- Não faça isso... – gemeu o castanho ao sentir a magia e como seu lobo interior começava a grunhir de desejo.

- Mesmo que seja oralmente quero você... – sussurrou sensual enquanto pousava a sua mão na virilha do homem lobo.

Resignado Lupin deitou lentamente o saco de hormônios no qual se havia convertido seu marido e começou a tirar sua roupa. Uma vez feito isso, suas mãos vagaram por todo o corpo branco debaixo do seu. Não pode evitar sorrir ternamente ao ver o relevo no abdômen de seu veela. Ali vivia o fruto de seu amor. Que se bem foi gerado por motivos caprichosos do destino, o fazia completamente feliz. Ali estava seu Draco, pois desde os cinco meses sabiam que a pequena criatura dentro do loiro era um varão, como seu pai queria. Um herdeiro que continuasse seu sobrenome.

Repartiu suaves beijos por toda a extensão dessa pele esticada (sem estrias) e subiu sua boca para lamber e morder os mamilos sensíveis do sonserino. Chegou até o pescoço, onde tratou de marcar essa pele como o próprio Lucius gostava de fazer com a sua e parou nos lábios vermelhos.

-Te amo... – confessou num sussurro.

- Eu também Remus...

O castanho sorriu e desceu lentamente até chegar ao membro de Lucius que o necessitava com urgência. Lambeu desde os testículos até a ponta deixando uma linha de saliva. Foi recompensado com gemidos de prazer por parte do loiro. Decidiu não torturar mais seu esposo e meteu por completo o membro ereto em sua boca. Subiu e baixou lentamente até que o homem grávido começou a marcar o ritmo de suas investidas.

Num instante Remus foi vitima da excitação e, enquanto continua atendendo o grande membro de seu marido com a boca, levou uma mão até seu próprio membro para satisfazer-se a si mesmo. Coisa que durante este mês fazia sempre, pois até o parto não deveriam ter relações.

Bastaram somente uns minutos mais para que com um forte gemido, Lucius alcançasse o clímax dentro da úmida boca do castanho, que engoliu toda a essência como se tratasse de um delicioso manjar, enquanto aumentava o ritmo de sua própria masturbação até que alcançou seu próprio clímax e caiu exausto ao lado do veela.

- Eu quero que este bebê nasça – grunhiu o loiro abraçado ao corpo do grifinório.

- Só falta mais um mês amor... – Remus o consolou sorridente.

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5 de julho de 1980

- Remus... me sinto... estranho – disse Lucius franzindo a testa.

- Estranho como?

- Acho... que o bebê vai nascer...

- Ah...

Silêncio.

- VOCÊ NÃO PENSA EM SE MEXER? – gritou a plenos pulmões.

- Claro! – Remus se levantou do sofá num pulo. Em seguida apareceu com as coisas necessárias para poder ir com segurança a Saint Mungo.

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No hospital

Os animagos, Lily, Narcisa e Severus estavam acompanhando um nervoso Remus Lupin-Malfoy na sala de espera do hospital. O castanho não parava de caminhar por toda a sala retorcendo as mãos. James Potter sorria nervoso imaginando que ele estaria nessa mesma situação dentro de um mês e isso não lhe agradava nada.

- Você não vai entrar com ele? – Narcisa quis saber.

- Sim... vão me avisar quando estiver tudo pronto – respondeu distraidamente.

- Até que enfim vai nascer – Severus disse – espero que o caráter de Lucius melhore, uma vez que seus hormônios se normalizem. Só então voltarei a aparecer em sua casa.

Remus riu envergonhado. O moreno tinha sido vítima de uma das muitas mudanças de humor de seu marido. O pobre havia sido enfeitiçado, ficando com o cabelo lilás e a pele vermelha, só por ter insinuado que Lucius estava comendo bolo de chocolate demais durante um café da manhã que tomavam juntos na mansão. Desde desse dia Severus Snape não voltou a pisar na casa de Veneza.

Uns toques leves foram ouvidos na salinha e uma pálida e contrariada enfermeira apareceu.

- Eh... Senhor Malfoy? – perguntou olhando o grupo. James e Sirius fizeram uma careta de desagrado.

- Sim... sou eu.

- Senhor, temos um problema com seu marido.

- O que houve!? O bebê já está nascendo? – perguntou atropeladamente.

- Não é o bebê, nem sequer tem a ver com o parto. Seu marido está levando tudo muito bem. O que acontece é que... seu marido libera um... tipo de magia que nos faz comportar de uma maneira estranha.

O grupo a olhou sem entender. Até que um resmungo vindo da parte de Severus Snape os distraiu.

- É a magia veela. Deve estar fora de controle por causa da dor que Lucius está sentindo.

- Veela? – perguntaram a enfermeira e Narcisa ao mesmo tempo.

- Eh... sim – Remus sorriu nervoso – o senhor Malfoy é um meio veela.

O cenho da enfermeira se franziu e seus lábios crisparam. Um gesto que lhes lembrou sua professora de transformações em Hogwarts.

- Deveria ter nos dado essa informação antes.

- Eu lamento muito. Será que tem algo que se possa fazer? – Remus se apressou em desculpar-se.

- Nós estamos preparados para estes casos. Venha comigo, o bebê está pronto para nascer.

Então enfermeira e o futuro papi desapareceram atrás da porta de saída.

Duas horas depois

James e Sirius estavam que subiam pelas paredes. Eles não eram conhecidos por serem pacientes e ainda por cima Snivellus não respondia a suas piadas sem graça e assim não podiam se descontrair.

- Bom já cansei de esperar eu vou ver o que acontece – disse Sirius resoluto.

Quando estava chegando à porta esta se abriu dando passo a um sorridente Remus Lupin-Malfoy trazendo consigo um pequeno embrulho envolvido numa manta azul.

- Aproximem-se... – murmurou sem perder o sorriso.

As seis pessoas presentes obedeceram expectantes. Uma vez perto do castanho este destampou o embrulho e todos sorriram com ternura. Um pequeno corpinho de pele branca dormia com os punhos fechados. Uma penugem de cabelo loiro platinado cobria sua cabecinha. Estava limpo e enrrugadinho.

- Parece um bichinho... – James sussurrou.

O resto rio baixinho.

- O bicho é você Potter – Severus alfinetou, mas não havia maldade em suas palavras. Pois o pequeno anjo que estava nos braços de Remus anulava todo o sarcasmo, maldade ou ironia do ambiente.

- Ele é lindo Remus. E como está Lucius? – Lily perguntou.

- Recuperando-se – suspirou.

- Como foi o parto? – Narcisa quis saber.

O grifinório sorriu.

- Normal. Meu marido me disse até que ia morrer. Os medimagos têm a mesma poção que você preparava no colégio para estes casos – disse olhando para Severus. O moreno assentiu em sinal de entendimento – Isso ajudou muito para que pudessem o atender sem problemas. Quando cheguei todos estavam olhando para ele abobados e dizendo loucuras. Mas meia hora depois que beberam a poção este anjinho veio ao mundo – terminou olhando com ternura o bebê.

- Parabéns! – disse Lily com lágrimas nos olhos e abraçou o novo pai.

- Lily o bebê – disse Remus aflito.

- Oh eu sinto muito. É que... – abraçou James e chorou desconsolada.

- O que há com ela? – Sirius alfinetou.

- É a gravidez... – James explicou com um gesto de cansaço. Notava-se que já tinha vivido essa experiência muitas vezes – Chora por qualquer coisa...

- Não é qualquer coisa – resmungou a ruiva contra o peito de seu marido.

- Ah... – Remus riu um pouco olhando seu filho com adoração – Lhes apresento o pequeno Draco.

- Draco?

- Sim Draco Lucius John Malfoy-Lupin.

- Que tanto de nome...

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- Oi meu amor – sussurrou Remus ao notar como Lucius despertava da anestesia.

- Oi – sorriu – Onde está?

O castanho sorriu e aproximou o pequeno berço que estava perto da cama do loiro. Abaixou-se e com delicadeza e alçou em seus braços o bebê que acabava de mudar a vida desta família. Com precaução o depositou nos braços da "mãe" que olhou embelezado para o pequeno.

- Oi Draco.

E como se conhecesse seu nome o filhote abriu os olhos e os conectou com a pessoa que o tinha nos braços. Como todo recém nascido ainda não dava pra saber de que cor seriam os olhinhos do bebê, mas Remus pressentia que seriam idênticos aos de Malfoy: cinzas.

- Nosso bebê é lindo Lucius. Obrigado por esse presente – disse o beijando.

- Claro que é lindo. Se parece comigo – disse arrogante.

- James disse que ele parecia um bichinho.

O veela o fulminou com o olhar.

- Ele que é um bicho. – grunhiu.

- Severus disse a mesma coisa – sorriu.

Continuaram se olhando durante alguns minutos dizendo sem palavras todo o amor que tinham e o quanto estavam felizes pela chegada desse pequenino loiro. Remus se aproximou de seu marido e começou a beijá-lo com paixão, o castanho colocou a mão na nuca de Lucius para ajudá-lo a aprofundar o beijo.

Um resmungo interrompeu sua demonstração de amor. Ambos olharam o bebê nos braços do sonserino e se não fosse porque o bebê era um recém nascido, teriam jurado que os olhava com a testinha franzida.

- Parece que ele não gosta de ser ignorado – Lupin comentou divertido.

E ali começava a luta de ambos Malfoy veela para obter a atenção do licantropo Lupin. Qual dos dois ganhará essa batalha?

Continuará…

Próximo capitulo: Hallowen 1981

Nota tradutor: sinceramente ambos Malfoys são possessivos! XD

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