Capitulo vinte: Brincadeiras de crianças...
- Oi Blaise. Como vai? – saudou amavelmente ao pequeno menino.
O menino de pele ligeiramente morena, com cabelos castanhos, olhos cor de mel que se assemelhavam muito aos de Remus. Ele era carismático e demonstrava seus sentimentos. Remus gostava muito dele, porque como a todos os filhos dos sonserinos, amigos de seu bebê, a Blaise parecia que faltava carinho.
- Muito bem senhor Remus – respondeu com os olhinhos brilhantes pela emoção.
Blaise Zabini adorava visitar Draco, porque seu papi Remus era muito amável com ele. Sua mãe nunca lhe fazia caso como também sua babá. Em sua Mansão somente os elfos brincavam com ele, mas amor não recebia de ninguém. Por isso podia dizer que invejava seu amigo um pouco, pois seu papi tinha amor para todo mundo.
- Vem cá Blaise me deixa te dar um abraço.
O pequeno praticamente se lançou nos braços do licantropo fazendo com que o cenho de Draco se franzir. Como se atreve?! Ninguém abraça meu papi a não ser eu! pensou aborrecido.
- Bom... vão até seu quarto minha vida. Quando Gregory e Vincent chegarem eu os levo até lá.
- Theo também vai vir.
- Tudo bem agora vão brincar.
Vinte minutos depois Remus deixava entrar no quarto de seu filho dois meninos gordinhos e um moreno de olhos cor de café e expressão séria. Só que este último vinha agarrado fortemente à mão do grifinório. Isto fez com que a cara de Draco se fechasse em desagrado. Não entendia o que seus amigos tinham com seu papi que gostavam de estar sempre com ele, coisa que o deixava ciumento.
- Aqui estão o resto da turma rapazes. Vou deixar vocês brincarem em paz.
- Não vai ficar com a gente Senhor Remus? – Theodore Nott perguntou sem se soltar da mão do castanho.
- Vocês querem que eu fique? – perguntou divertido.
- Sim! – exclamaram todos os meninos, com exceção de Draco, que estava cada vez mais irritado. Era de se supor que estivessem aqui pra brincar comigo e não com meu papi!
- Tudo bem eu fico.
- Conta outra historia divertida sobre Moony, Padfoot e Prongs! – gritou um emocionado Gregory Goyle.
- Sério, querem isto? Não preferem brincar entre vocês?
- Não! – gritaram todos de uma vez. Draco já conhecia todas essas historias, mas gostava de escutá-las sempre que podia.
Uns toques suaves na porta interromperam a conversa.
- Sim?
Um elfo doméstico entrou no quarto.
- Desculpe senhor Remus senhor. O jovem Lucas Lestrange acaba de chegar com sua tia a senhora Snape.
- Ah manda eles entrarem Dobby.
Minutos depois Narcisa, radiante como ela só, chegava trazendo seu sobrinho Lucas, um moreno de cabelo negro azulado e com uns impressionantes olhos azuis. Era muito alto para sua idade (cinco anos), pois seu pai foi um homem de estatura alta.
- Bom dia Narcisa – saudou Remus educadamente lhe dando beijos na bochecha – Oi Lucas - mexeu no seu cabelo carinhosamente.
- Oi Remus... – devolveu sorridente o comprimento.
- Senhor Remus, Lucas olha o respeito – corrigiu Narcisa exasperada.
- Tudo bem Cissa. Não tem importância. Por que vieram?
- Lucas me disse que Draco se reuniria com os meninos hoje em sua casa e me pediu para vir – Na realidade me encheu a paciência, mas isso você não precisa saber – então aqui estamos. Você não ficou chateado que a gente veio sem avisar?
- Mas é claro que não! Quanto mais melhor, não é verdade crianças?
- Sim! – exclamaram os outros sorridentes.
- E o que iam fazer? – Lucas quis saber soltando a mão de sua tia e se sentando no chão sem cerimônia.
- O senhor Remus ia nos contar uma historia sobre Moony, Padfoot e Prongs – respondeu Vincent Crabbe entusiasmado.
- E de Snivellus também? – Lucas se interessou olhando o licantropo.
- Claro...
Narcisa o olhou levantando uma sobrancelha para o grifinório que encolheu os ombros sorridente.
- Que bom! – gritou emocionado. As desgraças desse Snivellus eram muito engraçadas. Embora não entendia porque seu tio Severus ficava zangado quando lhe contava sobre as historias que Remus lhe relatava.
- Quer ficar também Narcisa?
- Claro... eu também gosto dessas historias sobre Snivellus.
Ambos sorriram cúmplices.
Todos os meninos foram se acomodando sobre o chão ou sobre o tapete. Draco, por sua parte, se sentou no colo de seu papi. Só para deixar claro que ele era seu.
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\
- Bom... já é hora do lanche. Estão com fome?
- Sim! – exclamaram os meninos Vicent e Gregory com mais ímpeto.
- Então vou trazer algo para todos. Vem comigo Narcisa?
- Claro...
Os dois adultos abandonaram o lugar. Mas pouco tempo depois a porta se abriu deixando Remus entrar com...
- Olhem quem veio se unir ao grupo garotos.
A cara dos seis meninos fechou. Pansy Parkinson vinha de mão dada com Remus. Outra! Pelas expressões dos pequenos se notava que ela não era bem recebida.
- Bom você fica aqui Pansy. Eu venho logo... – beijou sua bochecha.
- Sim senhor Remus – disse emocionada. Nem sua mãe nem seu pai nunca beijavam sua bochecha.
Quando o castanho saiu, Pansy agarrou com força sua boneca e cruzou os braços.
- O que foi? – grunhiu.
- Não queremos meninas aqui... – Draco resmungou.
- Pois eu estou aqui e não penso em ir embora.
- Claro que não... – disse Lucas sorrindo malicioso – vem Pasny... O que é que você tem em suas mãos?
- É minha boneca Remusina. Minha preferida.
- Remusina? – Theo perguntou franzindo o cenho.
- Sim esse é o nome dela algum problema?
- Não...
- Você me empresta? – Lucas perguntou.
- Pra que? – questionou receosa.
- Ah... só para vê-la de perto. É de porcelana não é?
- Sim.. – disse a entregando – toma cuidado.
- Claro... pega ela Blaise! – gritou jogando a boneca até onde estava o castanho.
Blaise sorriu e pegou a boneca em suas pequenas mãos e assim começaram a brincar enquanto Pansy gritava assustada temendo a integridade física de Remusina.
\\\\\\\\\\\\\\\\\
- Você é genial com essas crianças Remus. Nunca pensou em ser professor em Hogwarts? Se estudasse para isso...
- E você acha que Lucius e sobretudo Draco me deixariam fazer isso – perguntou fingindo surpresa.
- Ah vamos... se você quiser pode convencê-los.
- Eu sei. Mas prefiro ficar com meu bebê. Além do mais não preciso de dinheiro. Se eu fizer será só por diversão.
- Draco já não é um bebê...
- Para mim ainda é – disse com ternura – eu não poderia estar tanto tempo separado dele, nem deixar meu pequeno com alguma desconhecida. Se converteria em alguém como esses meninos que brincam com ele agora.
- Frios por não ter carinho dentro de seus lares... – Narcisa suspirou.
- Sim – fez uma careta – sinto tanta pena por eles. Se eu for não deixaria sozinho somente a meu filho senão também a eles. Não entendo como seus pais lhes dão tão pouca atenção eles são adoráveis.
- É assim a criação de crianças da raça pura.
- Mas vocês não são assim com Lucas.
- Lucas não nos deixa ser assim ele, é muito diferente – sorriu.
- Tem razão. Não acredito que esse menino é filho de Bellatrix e Rodolphus.
Narcisa desviou o olhar.
- Sim. São tão diferentes que nem parece filho de minha irmã... – murmurou para si mesma.
- O que você estava dizendo?
- Nada, nada – sorriu – quer ajuda com a bandeja?
- Se não for incomodo.
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\
Ao voltar ao quarto Remus percebeu algo estranho. Os meninos estavam em um canto do quarto cabisbaixos e muito calados e Pansy estava em outro canto... chorando? Alarmado deixou a bandeja sobre a pequena mesa de Draco e se aproximou da menina.
- O que houve princesa?
- Estes idiotas quebraram minha boneca – soluçou ela chateada lançando um olhar gelado aos meninos.
Remus levantou uma sobrancelha e olhou em direção dos garotos que evitavam o contato visual. Observou que a boneca estava nas mãos da menina e notou que a cabeça estava partida em vários pedacinhos. O choro de Pansy se intensificou.
- Não chora princesinha – consolou limpando as lágrimas da menina – olha – disse tirando sua varinha – "Reparo" pronto já está como nova. Viu?
- Meu herói! – gritou Pansy se jogando no pescoço de Lupin para o abraçar. O castanho abriu os olhos surpreso pelo arrebato.
Perto dali Narcisa teve que fazer uso de todo seu autocontrole para não soltar uma gargalhada. Por outro lado Draco estava rangendo os dentes. Se não fosse porque isso aumentaria o aborrecimento de seu papi estaria separando essa atrevida pelos cabelos. Por que todos querem abraçar MEU papi dessa maneira?
- Bom – separou a menina de seu corpo – acho que há alguns cavaleiros que devem desculpas a essa princesa.
Pansy sorriu com superioridade enquanto segurava com força a mão de Remus. Os meninos a olharam com ódio e murmuraram umas desculpas.
- Ok com isso resolvido agora vamos comer.
Os pequenos concordaram fervorosamente. Se algo assim tivesse acontecido em suas casas, além de se desculparem, teriam recebido um castigo de quem sabe que intensidade.
Remus sentou em uma cadeira de crianças e levantou Pansy para se sentar no seu colo. Sentiu seu filho parar perto dele e o olhou. Draco tinha o rosto fechado, os braços cruzados e o olhava feio pra garota.
- Eu também quero sentar no seu colo – resmungou.
- Não, você se comportou muito mal hoje com sua convidada.
- Mas... – murmurou pondo sua carinha de cachorro abandonado e Remus se deu conta que não podia se fazer de duro com seu bebê quando o olhava dessa maneira.
- Está bem Draco – suspirou – senta sobre minha perna direita – disse acomodando a pequena na outra perna.
-Por quê? Eu quero me sentar sozinho no seu colo, coloca ela em uma cadeira vazia.
O grifinório olhou seu filho levantando uma sobrancelha.
- É pegar ou largar – sentenciou.
E Draco cedeu. Seu papi fazia tudo o que ele queria, mas ele sabia que tinha seus limites e essas palavras o demonstravam.
- Eu sei que você teve "muito" a ver nesse assunto Lucas – murmurou Narcisa no ouvido de seu sobrinho – em casa a gente conversa.
Lucas só sorriu despreocupadamente.
Os tenho comendo na minha mão...
\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\\
Um pequeno moreno de seis anos de idade caminhava pelo parque a duas quadras de sua casa, completamente só. Era muito pequeno para sua idade, pois sua família não cuidava dele direito. Seu cabelo estava completamente emaranhado, suas roupas estavam enormes e uma estranha cicatriz adornava sua testa.
- Olá.
O menino deu um pulo ao ouvir a voz e girou seus olhos verdes até pousá-los na figura do homem a sua frente. Não era muito velho, seu cabelo era castanho e seus olhos eram dourados. Seu sorriso transmitia a Harry muita tranquilidade.
- O-olá – murmurou.
- Meu nome é John. E o seu?
- Harry. Harry Potter.
- Olá Harry Potter – sorriu – por que você está aqui sozinho?
- Sai de minha casa porque agora tem visitas lá e minha tia não quer que me vejam.
O cenho de John se franziu.
- E por que não querem que te vejam?
Harry encolheu os ombros. A verdade era que não sabia. E preferia assim estar fora de casa do que ficar trancado na despensa.
- Bom... Posso te fazer uma pergunta Harry?
O pequeno fez que sim com sua cabeça.
- Você gosta de chocolate?
- Muito – sorriu mostrando todos seus dentes. Só uma vez tinha provado chocolate, quando seu primo deixou esquecido um tablete no sofá da sala e ele pode comer sem que ninguém visse. Foi o mais delicioso que provou em sua curta vida.
- Pois aqui tenho muitos. Me deram de presente hoje, porque é meu aniversário.
- Em 31 de julho?
- Sim...
- O meu também! Parabéns! – exclamou entusiasmado – embora eu não tenha recebido nenhum presente... – murmurou.
- Não? – o menino negou com a cabeça e o cenho de John tornou a se fechar em sinal de desgosto – pois eu te dou os meus. São rãs de chocolate. E parabéns também...
- Rãs? – perguntou achando estranho. Para sua surpresa ao abrir um desses estranhos embrulhos, uma rã de chocolate saltou da caixa e subiu em seu ombro.
- Cuidado – John riu – senão elas fogem...
- Se... se mexem senhor. Você pode ver? Parece magia!
- É magia – John esclareceu olhando surpreso o menino. Por acaso ele não sabe que a magia existe?
- Wow... nunca vi nada igual – Harry murmurou levando a rã na boca – não dói nela quando a gente morde, verdade?
- Claro que não – riu divertido.
Harry lhe devolveu o sorriso.
- Olha Harry... tenho mais aqui. São todas pra você – disse lhe entregando uma caixa muito grande.
- Mesmo senhor? Vai me dar todas?
- É seu aniversário... você merecia muito mais.
- Muito obrigado senhor – deu um pulo ao olhar o céu – já está tarde tenho que ir.
- Tudo bem... Foi um prazer te conhecer Harry.
- Igualmente senhor John – e depois de lhe dar um belo sorriso Harry correu até a casa de seus tios.
- Você é idêntico a ele pequeno – murmurou John antes de desaparecer depois de um sonoro "crack".
Esse foi o melhor presente que Harry Potter pode ter nesses anos, antes de chegar certa carta que o convidava a estudar em um colégio que lhe mudaria a vida...
Continuará…
Próximo capitulo: educando um futuro sonserino
Nota tradutor: indo pro penúltimo capitulo! Sinceramente não gostei do nome que Pansy deu para a sua bonequinha de porcelana! Remusina? Deus me livre, prefiro dar um nome como flor de liz, margarida, rosa, girassol... mas nunca que eu ia colocar um nome desses se eu fosse menina!
Bem então bora para os reviews "esfregando as mãos" com delicia ^^
Ate breve!
