Fuga - Rose POV
O que raio estava a acontecer? Porque raio estava Scorpius Malfoy a beijar-me? Pior, porque é que eu o estava a beijar? Isto não era suposto acontecer. Era suposto ele estar zangado comigo, era suposto ele afastar-se, e não precisamente o contrário.
Não. Pára. Tu tens de parar Rose Weasley, o que raio pensas que estás a fazer?
As minhas mãos estavam no cabelo dele, puxavam-no para mim, como se toda a proximidade do mundo não fosse suficiente. Eu ordenava às minhas mãos para se afastarem, para se descolarem do Malfoy, mas elas não pareciam querer obedecer-me. Na verdade todo o meu corpo estava a reagir-lhe, como se fossemos ambos dois elementos químicos que tinham entrado em ebulição juntos. Num fogo que não mais acabava. E sabia tão bem...
Rose Weasley, o que é que o teu pai diria se te visse a fazer o que estás a fazer neste preciso momento?
Assim que a vozinha dentro da minha cabeça me relembrou do meu pai o meu corpo voltou ao meu controle, e assim que pude larguei-o e empurrei-o para trás. Ele soltou um grunhido que me parecia querer dizer que ele não estava a gostar do afastamento. Voltei a afastá-lo e desta vez ele deixou-me ir. Estávamos ambos a respirar pesadamente, os olhos pregados um no outro.
O que é que eu estava a fazer? Eu não podia gostar do Malfoy, eu não podia beijá-lo. Eu nunca na minha vida quando comecei a falar com ele achei que isto viesse dar aqui. Nunca. Mas veio, e eu acabei de quebrar mais uma regra. Ai, se o meu pai estivesse aqui já me tinha deserdado, e com razão, porque uma Weasley e um Malfoy não pertencem juntos.
E antes que ele pudesse reagir de alguma maneira, eu fugi. Como sempre fizera na vida, eu desatei a correr pelo corredor fora e só parei quando estava em segurança na Torre dos Gryffindor, onde sabia que ele não me podia encontrar. Subi as escadas até ao dormitório feminino e fechei a porta, sabendo que estaria sozinha até à hora do jantar. Sentei-me no chão encostada à porta e levei as mãos à cara, cobrindo-a por completo.
O que é que eu tinha feito? O que raio tinha eu feito?
Beijar o Troppson para que toda a Hogwarts visse era suposto acabar com aquilo, com os rumores, com isto que eu sentia pelo Malfoy, com tudo! E tinha feito pior, muito pior. Porque ao contrário do que eu pensara ao principio, o Malfoy também sentia o mesmo por mim. Ou então el estava apenas confuso por me ver a beijar outro rapaz. Ou simplesmente acha que eu sou propriedade dele e não quer que eu ande a beijar ninguém.
Fosse o que fosse, eu tinha de acabar com isto. Eu tinha de acabar com qualquer laço que me unisse ao Malfoy. Eu definitivamente não ia chegar a casa no Verão e dizer aos meus pais: Mãe, pai, só gostava que soubessem que tenho um novo namorado, e espero que não me deserdem, nem que me ponham na rua, porque eu realmente não tenho nenhum sitio para onde ir, mas eu namoro com o Scorpius Malfoy. Sim pai, aquele de quem tu falaste no primeiro de Setembro, não é tão engraçado?
Não.
Abanei a cabeça uma, outra e outra vez.
Porque é que eu estava sequer a pensar em namoro? Oh meu Merlin, o que fiz eu para merecer uma coisa destas? E depois a voz do meu pai ecoou na minha cabeça, uma, outra e outra vez.
Deixa-nos orgulhosos Rose.
Não, isto certamente não os ia deixar orgulhosos, eu ia ser a vergonha da família, e a última coisa que eu tenciono fazer é desiludir a minha família, nem hoje nem nunca. Especialmente não por uma paixoneta dos tempos de escola, não por amizade que não significa nada, não por uma aldrabice pegada, não por um Slytherin.
E decididamente, não por Scorpius Malfoy.
N/A: Ahahahahahaha, acharam que ia ficar tudo bem já? Entããão, assim não tinha piada ^^ *autora malévola* Muahahahahaha.
Já agora, este capitulo é dedicado á Jacih, que tem acompanhado a história desde o principio e me pede sempre para atualizar rapidinho *-* Este é para ti, o mais rapidinho que consegui desde que recebi o teu review.
Beijos para todos. :D Até ao próximo!
