Coincidência - Rose POV

Assim que li as primeiras linhas da carta desatei a correr pela casa que nem uma louca, aos pulos e aos berros.

- Consegui! Consegui!

Por momentos a minha mãe e o meu pai olharam para mim como se eu fosse um explojento cauda-de-fogo, até que eu gritei também:

- Sou chefe de turma!

E depois o meu pai quase me atirou para o chão quando me abraçou, enquanto dizia repetidamente Esta é a minha filha! A minha filha, chefe de turma! Igualzinha à mãe! A minha mãe sorriu para mim como nunca tinha sorrido, e nesse dia fez bolo de abóbora porque sabia que era o meu favorito, e convidou os Potters para jantar. Até me obrigou a pôr o distintivo dourado com um C gigante e brilhante ao peito. Foi aí que a coisa piorou.

- Eu? Não Rose, eu não sou chefe de turma. - disse-me Albus quando eu fui a correr congratulá-lo.

Eu não sabia se havia de berrar ou de chorar, porque na verdade eu sabia muito bem quem neste preciso momento tinha um distintivo igualzinho ao meu nas mãos. No entanto foi só quando entrei no comboio e o vi ao peito dele é que percebi as verdadeiras consequências de sermos ambos chefes de turma.

Talvez não. - pensei para mim, enquanto a Jo e a Delly se entretinham a partilhar as novidades do Verão - Talvez eu fique com o chefe de turma da minha equipa! Ou com os Hufflepuff... Ou os Ravenclaw!

Mas assim que cheguei a Hogwarts percebi que o que eu mais temia tinha acontecido. Coincidência ou não, eu e Scorpius Malfoy íamos partilhar a mesma sala comum o resto do ano.

E aqui estava eu, depois de dizer Sumo de Abóbora e a passagem que ficava no quinto andar se ter aberto para revelar uma das quatro salas comuns dos chefes de turma, aquela que ia ser minha. E do Malfoy. Ele estava mesmo atrás de mim e ainda não tínhamos trocado uma única palavra. A sala era grande e espaçosa, era em tons de bege e castanhos, tinha uma lareira que estava acesa, um sofá e um cadeirão, alguns quadros e uma escada que dava a uma plataforma superior, de um dos lados uma porta com o estandarte dos Gryffindor, um leão dourado, e do outro lado uma porta com o estandarte dos Slytherin, uma serpente prateada, respectivamente o meu quarto e o do Malfoy. Reparei que a sala tinha duas janelas que davam para o lago e por momentos preferia atirar-me dela do que partilhar aquele espaço com ele o resto do ano.

Acabei por suspirar e pousar o meu malão no chão e depois virar-me para ele.

- Isto é como as coisas vão acontecer Malfoy, partilharmos um quarto não vai mudar absolutamente nada. Eu tenho um quarto e tu tens o quarto e não temos de falar um com o outro mais do que o necessário.

Ele ergueu o sobrolho, mas não levantou qualquer objecção.

Peguei novamente no meu malão para o levar para o meu quarto quando ele me pegou no braço, para me impedir de continuar. Estremeci com o toque, mas não me mexi, nem me soltei. Então, ouvi-o dizer.

- As coisas não vão ficar assim Rose, não vais conseguir evitar-me para sempre. Um ano é muito tempo, e pode acontecer muita coisa.

Depois soltou-me, mas eu não me consegui mexer. Ele passou então por mim e subiu as escadas para o dormitório que lhe pertencia. Depois eu suspirei e finalmente caminhei para o meu quarto.

Este ia ser um ano difícil. Muito difícil. Difícil de mais.


N/A: Olá a todos! :D

Bom, este é o ultimo ano deles, e ainda por cima no mesmo dormitório... Eu acho que Hogwarts vai pegar fogo agora. Muito obrigada pelos vossos comentários e apoio *-* Espero que gostem, e como sempre, não se esqueçam de dar a vossa opinião! Beijos enormes (obrigada por salvares o meu capitulo Leniita *w*)