Instinto - Rose POV
As pessoas continuavam a congratular-me, mesmo já tendo passado horas do final do jogo. A festa passou do campo para o salão e do salão para a sala comum e daí ainda não tinha saído. Era perto da meia noite e a música ainda estava alta e as pessoas ainda celebravam. Ainda mal tinha conseguido ver Lily, que estava ainda mais rodeada de admiradores do que eu, e senti-me sorrir porque ela realmente merecia aquela festa.
- Tenho de ir embora. - disse ao Hugo e à Joanne.
- Já? - disseram ambos em uníssono.
- Fica mais um bocado, a festa ainda mal começou! Acabámos de ganhar a taça aos Slytherin, temos de festejar. - continuou Hugo.
- Está a ficar tarde, e tenho mesmo de ir. Se o Filch me apanha por aí à noite ainda perco o meu distintivo. - respondi, e perder o meu distintivo numa altura destas não era realmente algo que eu quisesse, não quando partilhava a sala comum com Scorpius.
Despedi-me rapidamente deles e tive de evitar uns quantos Gryffindors que decidiram que era a altura ideal para me congratular, e consegui finalmente sair da sala comum. Enquanto me dirigia para a minha sala comum encontrei Albus pelo caminho que parecia bastante perdido.
- Andaste a beber firewisky, não andaste? - perguntei-lhe, enquanto passava um praço por baixo dos ombros dele e o ajudava a caminhar até à porta da sala comum dos Slytherin.
- Estás a brincar? Nós perdemos... Nós perdemos Rose, eu perdi. Eles vão matar-me se me apanham na sala comum. Matar-me! - respondeu ele, um pouco afetado.
- Quem te vai matar é o Filch se te apanha nos corredores a estas horas, Albus.
Acabei por o deixar lá e certifiquei-me que ele entrava na sala antes de me vir embora, rezando a Marlin para que os Slytherins não matassem o meu primo. Tive de voltar a subir as escadas e quando cheguei à porta da minha sala comum já passava da meia noite e meia. Balbuciei Varinhas Flamejantes ao retrato e quando ele me deixou passar estranhei ver a sala vazia.
- Scorpius? - chamei, mas a única coisa que me respondeu foi o meu próprio eco.
Sem saber porquê começaram a entrar imagens na minha cabeça de um Scorpius extremamente zangado comigo por eu ter feito o que fiz. Tinha de admitir, o meu jogo de sedução tinha sido um truque baixo mas necessário, os Slytherins acham-se os reis da manipulação, pois eu acabei de provar o contrário. No entanto agora que tudo tinha acabado, e pensando bem no assunto, eu voltei a fazê-lo. Voltei a ser a razão pela qual Scorpius Malfoy não apanhou a snitch e perdeu a taça de Quidditch.
Corri escadas acima e bati à porta do quarto dele mais vezes do que aquelas que consigo contar pelos meus dedos.
- Scorpius? Estás ai? - voltei a chamar, mas não ouve resposta e eu não esperei mais por uma.
Abri a porta de rompante, preparada para fazer um discurso do quão arrependida eu estava quando percebi que não estava absolutamente ninguém no quarto.
- Scorp...? - e antes que eu pudesse terminar sequer a frase alguma coisa chegou por trás de mim, agarrou-me e esmagou-me contra a parede do interior do quarto.
- Achaste o joguinho engraçado Weasley? Gostaste de jogar o teu joguinho de sedução? Porque esses joguinhos têm consequências Weasley, espero que estejas consciente que estás prestes a pagar a tua consequência.
A primeira coisa que eu reparei, com um suspiro de alívio, é que era Scorpius Malfoy. A segunda coisa era que ele tinha o cabelo completamente despenteado de ter andado a jogar Quidditch, estava vestido com um camisa bege relativamente apertada, que mostrava os músculos dele (obrigada, Quidditch!) e os olhos dele não davam qualquer hipótese para luta. Eu ia pagar as consequências... E realmente não me importava nadinha de o fazer.
E antes que eu pudesse responder a boca dele encontrou a minha ferozmente, reclamando tudo o que eu tinha para dar, quase que me desafiando a dar tudo o que tenho.
E eu realmente adoro desafios...
Foi mais instinto do que qualquer outra coisa, mas eu rodeio sobre nós e era ele que estava contra a parede agora, com uma das mãos que não estava a despentear o cabelo dele ainda mais fechei a porta do quarto dele que estava mesmo ao nosso lado. Ele pareceu perceber que as minhas intenções eram iguais às dele porque começou a andar para a frente, fazendo-me recuar até cair em cima da cama dele. Antes de cair em cima de mim vi-o a tirar a camisola por cima da cabeça enquanto eu mordia os lábios que já estavam completamente inchados. O corpo dele cobriu então cada pedacinho do meu e comprimiu-o contra a cama numa sensação que eu nunca mais vou esquecer. Faz-me sentir tão pequena, aconchegada e quente. Sim, pode dizer-se que calor era o que não faltava.
A minha camisola foi parar ao chão um pouco depois, e a única coisa em que conseguia pensar era em todas as sensações que passavam pelo meu corpo que nem flechas de fogo, queimando-me tanto por dentro como por fora, e eu nunca me vou esquecer disso. Nem disso nem dos pequenos detalhes, como por exemplo a maneira como uma das mãos dele estava sempre no meu cabelo, umas vezes a despenteá-lo ainda mais do que ele já estava outras vezes parada lá, apenas lá... Ou como ele me beijou o nariz e me mordeu a orelha. Também não me vou esquecer da maneira como ele me olhou, olhos nos olhos, e parecia tudo tão certo.
E o resto foi instinto, porque nesse momento eu perdi-me para sempre.
N/A: Tchau, tchau Ron Weasley. A tua filha perdeu-se para o Malfoy... Ups. Afinal, quem é que consegue resistir uma coisa destas?
Obrigada pelos vossos comentários, espero que tenham gostado, beijo enooorme. :D
