Vamos aos disclaimers de hábito.
Saint Seiya não me pertence. Blá, blá, blá. Essa fic não tem fins lucrativos. Blá, blá, blá.
Avisos:
- Essa fic não é yaoi. Nesse universo paralelo, todos os cavaleiros (todos!) são (ou alegam ser) héteros. E eu não vou questionar (muito). Está classificada como M por conter situações maduras. E eu não tenho a mais mínima idéia de como a história vai se desenrolar daqui pra frente. Então estejam avisados.
On with the show.
SUI GENERIS
Capítulo 4
Ou:
Lei de Freeman: Nada é tão simples que não possa ser mal entendido
Santuário de Atena, escadarias das Doze Casas.
Um grupo heterogêneo formado por três cavaleiros de bronze, um grande-mestre do santuário, uma deusa encarnada e cinco cavaleiros de ouro em condições variadas de integridade física subiam as escadarias em direção ao salão do Grande Mestre.
O mais avariado dentre eles, Saga, estava voltando a si.
- Uuuuuii...
- Saga, você está bem? - A voz preocupada de Saori Kido trouxe o cavaleiro de volta à realidade. Os olhares de todos os outros presentes estavam fixos sobre si.
Até onde se lembrava, ele, o magnífico cavaleiro de ouro de Gêmeos, tido como o mais forte entre os mais fortes guerreiros de Atena, tinha levado uma surra histórica de seu irmão gêmeo.
Tudo bem que não seria essa a primeira vez que Kanon o usava para 'limpar o chão', e também contava o fato de que, como nas outras vezes que seu irmão fizera isso, ele jogara sujo e pesado, mas... Fora sumamente constrangedor ser nocauteado pela mulher linda que seu irmão tinha se tornado. Feria o seu orgulho de cavaleiro de ouro o fato de que seu irmão fora capaz de quase triturá-lo a gosto mesmo depois de ter adquirido formas femininas. E que formas, aliás.
Além de todo dolorido, ele estava se sentindo humilhado.
E mais, a lembrança do potente chute em suas partes baixas que a então moça usara para derrubá-lo ainda o estressava.
Para piorar sua situação, uma voz jocosa e conhecida ressoou em seus ouvidos.
- Ma che, alguém anotou a placa do caminhão que fez isso com ele? - Máscara da Morte, o temido cavaleiro de Câncer, mal disfarçava o contentamento de ver o seu estado, e o dos cavaleiros de ouro que o ajudavam a subir as escadas com considerável dificuldade: um Mu totalmente desgrenhado e com alguns hematomas nos braços, um Milo com algumas manchas roxas pelo corpo e a lateral de seu braço direito todo esfolado e um Aiolia que, notem a fina ironia, estava tão arranhado que parecia ter brigado com um gato e perdido. Shion e Dohko, apesar de também desgrenhados, não aparentavam ter sofrido tanto como os outros.
- Não enche, Topo Gigio¹, que nós não estamos com humor pra isso. Valeu? - Aiolia rosnou. - Agora deixa a gente passar, por gentileza.
- Ei, desculpe aí, mas eu tou curioso! Não é todo dia que aparece uma comitiva dessas na minha porta. E pelo jeito deve ser uma bela ameaça, pra deixar quatro cavaleiros de ouro assim... Vamos ter guerra santa de novo?
- Não, Domenico... - Shion endereçou-se ao italiano por seu nome verdadeiro, que por sinal ele odiava. E somente isso desfez o tom irônico do cavaleiro, que então assumiu um ar irritado. - Nós estamos com um problema de ordem privada e pedimos passagem para subir ao meu salão. Devido ao selo, deveremos fazer isso a pé.
- Va bene, podem passar. Alguma coisa está mesmo me dizendo que eu não deveria me meter nesse assunto.
- Deve ser seu senso de preservação. Deveria escutá-lo, em vez de ficar aí se refestelando com a desgraça alheia. - Respondeu Saga, fazendo algum esforço para falar sem sentir tanta dor, mas a ironia em sua voz foi impossível de disfarçar. Como resposta, recebeu um risinho ainda mais irônico do italiano, que se dirigia para dentro do templo.
Enquanto isso, Shiryu e Seiya olhavam para o umbral de entrada, um tanto apreensivos.
- O que foi? - Perguntou Saori.
- Será que elas ainda estão aí dentro? - Indagou Seiya, levantando as sobrancelhas.
- Elas o quê? - Foi a vez de Dohko perguntar.
- As cabeças das pessoas que ele matou, que tinham na parede, ainda estão aí? - A colocação de Shiryu chamou a atenção do cavaleiro de Câncer, que respondeu com uma risada seca.
- Mas vocês são burros mesmo, viu... Não eram cabeças. Eram as máscaras mortuárias da minha coleção. Acham mesmo que eu manteria cabeças empalhadas penduradas na minha parede?
- Ainda assim! - Disse Seiya, em tom reprovador. - Representam todas as pessoas que você matou!
- Mas será possível que eu vou ter que explicar de novo? Eu não matei todo aquele povo! Ave, mas esses meninos acreditam em cada coisa...
- Mas também isso não quer dizer que você seja um pobre inocente injustiçado... - Isso sim era inédito: a infinita paciência de Mu parecia ter achado um fim. - Então vamos deixar de chorumelas e passar logo.
- Mas... O que estava acontecendo lá na casa do Duas Caras?
- Mas não foi você quem acabou de dizer que não queria se meter nesse assunto? - Disparou Saga. - O que acontece na minha casa não é do seu pecúlio.
- Eu ouvi uma mulher gritando, até achei que você finalmente tinha largado de ser mole, mas pelo visto me enganei... - Máscara da Morte suspirou. - Mas realmente, eu não quero confusão. Senão perco minha folga. E eu já programei uma viagenzinha maneira cheeeia de momentos de relax for men. Opa, perdão, minha deusa...
- Estou me perguntado o que pode ser uma viagem dessas. - Pensou alto o cavaleiro de Pégaso.
- Nada que um homem comprometido como você vá poder aproveitar muito, não é mesmo, Seiya Ogawara? - Retrucou Saori, ainda de cara fechada. - Não tem problema, Máscara, porque há muito tempo eu já deixei de perder meu precioso tempo para me importar com o que vocês cavaleiros fazem ou deixam de fazer.
- Hum, hum... - Hyoga disfarçava um sorrisinho. - Algo me diz que o recado não é bem para o Máscara.
- O que disse, Hyoga?
- Nada não, Saori. Só estava pensando alto, só isso.
E, enquanto o grupo passava pela casa de Câncer, Dohko começou a reclamar.
- Mas isso é um absurdo. Olhe o que está acontecendo com os nossos cavaleiros, Shion. Só pensam 'naquilo'. Eu me sinto desgostoso! E essas mulheres de hoje em dia, que não se dão ao respeito? Ficam por aí se dando ao desfrute com tipos desocupados e desrespeitosos! Ainda bem que eu criei minha Shun-rei pra não ser uma dessas mulheres à toa!
Shiryu, que até então se mantinha calado, estava ficando estranhamente desconfortável.
- Mas você já vai começar DE NOVO com esse assunto? - Disparou Aiolia. - Nós somos homens saudáveis na flor da idade! E você queria que a gente pensasse no quê?
- Nisso eu tenho que concordar com o Aiolia. - Disse Shion. - Estranho seria se eles NÃO pensassem nisso. Eles já estão na idade de terem conhecimento de... certas coisas.
Agora foi a vez de Mu ficar estranhamente desconfortável.
- Ahá, Aiolia, isso me lembrou uma coisa! - Máscara da Morte segurou o leonino pelo braço, isolando ele do grupo. - Me dê aí uns cem dracmas².
- Que é isso, é um assalto?
- Não, gatinho. Eu e o Shura estamos organizando a grande estréia do seu irmão. E fale baixo, pra não chamar a atenção dos outros.
- Mas ele é de menor! Não tem idade pra acompanhar você e o Shura nesses lugares não!
- Em tese, a carteira de identidade dele diz que ele tem vinte e sete anos.
- Como assim?
- Como assim o quê, rapaz? Quer que teu irmão fique 'moço velho³', que nem uns certos rapazes por aqui que a gente conhece? Ou morra donzelo de novo? Não, não. Vai ter estréia SIM. Passa a grana pra cá.
Nisso, Mu entrou magicamente na discussão, para puxar Aiolia e calar a boca do canceriano.
- Vamos embora, Aiolia, que você já caçou confusão suficiente por essa encarnação e mais umas outras duas!
- Nossa, Mu! Isso tudo é medo do teu mestre descobrir que...
- Quieto, italiano! Deixa esse assunto pra lá!
- Descobrir o quê? - Shion levantou um dos pontinhos que lhe servia de sobrancelha, interrompendo a frase de Máscara da Morte no meio.
- Nada não, mestre! - Mu forçou uma risada. - É besteira desses dois, você sabe como eles são, né...
Enquanto Shion se virava para continuar seguindo Dohko, que ainda discorria sobre as sem-vergonhices próprias desses tempos modernos, Aiolia começou a cochichar com o colega ariano.
- Peraí. Mas você é...
- Isso não é da sua conta!
- Gente, mas você é mesmo?
- Já te falei que isso é assunto meu! Eu não sou obrigado a dividir minhas intimidades com vocês!
- Tá vendo, gato, no que dá ficar invicto e sem estréia? - Máscara da Morte, também usando seu mais baixo tom de voz, interrompe sardonicamente a dupla. - Vira moço velho! Ou coisa pior...
- Cala a boca! - Mu disse entre os dentes, lançando um olhar mais do que assassino para os outros dois. Aiolia olha o ariano com os olhos arregalados de estranheza, pensa por alguns minutos e se volta para Máscara da Morte.
- Depois eu te passo o dinheiro. Mas olha lá o que vocês vão fazer! Meu irmão é um menino inocente!
- Aguarde e confie, rapaz, que depois da estréia dele ele não vai ser tão inocente assim... Agora se mandem do meu templo.
OOO
Enquanto a trupe subia pelas escadarias, Kanon parecia cansado de depredar o templo de Gêmeos. Mas isso não acalmava seu espírito.
Olhou para um dos espelhos que sobraram intactos à sua fúria, apenas para ver do outro lado a mulher em que tinha se transformado.
- Pelos deuses, isso é uma DESGRAÇA! - Choramingou a agora moça, agora já não contendo as lágrimas. - E agora? Que é que eu vou fazer da minha vida?
Depois de se acalmar um pouco, Kanon se fecha no banheiro, para então tirar a roupa para tomar um banho. E, ao desnudar-se por completo, se põe a olhar para o espelho, contemplando atentamente o reflexo que o encarava de volta dos pés a cabeça.
- Uau. - Diz o ex-rapaz sem pensar, embasbacado com o corpo feminino perfeito que ganhara em sua versão feminina; para logo então se virar de costas e olhar de novo para o espelho agora atrás de si, por cima dos ombros, tendo uma visão completa do seu 'novo' corpo e dando uma bela apalpada nos seus glúteos. - Nossa!
Após suspirar pesadamente, Kanon entra na banheira que estava enchendo, acomodando-se na água quentinha e sentindo seus olhos pesarem pelo cansaço e pela tristeza.
- Que m****... É o cúmulo da injustiça. A única mulher que eu conheço que é cem por cento livre de celulite sou eu mesmo. Vou te contar, viu...
OOO
Casa de Leão.
Ao chegar no quinto templo, o grupo foi recebido por uma garota de cabelos castanho-escuros, vestindo uma bermuda curta e camiseta puída, displicentemente sentada no sofá.
- Shina? O que diabo você está fazendo aqui na minha casa, sua louca?
Ao ouvir o nome da amazona, Milo sentiu uma descarga elétrica involuntária percorrer seu corpo.
Era a primeira vez que ele a via sem máscara.
Ele nunca tinha visto aqueles olhos verdes, enormes, emoldurados por um rosto ironicamente belo e delicado para uma amazona tão rude quanto ela.
Aiolia não tinha mentido, afinal.
Mas não sabia porque estava se importando tanto! Não era ele mesmo quem disse que não tinha o mínimo interesse de vê-la sem máscara?
Ainda assim, não conseguia parar de olhar.
O momento mágico foi quebrado, porém, pela voz aguda e levemente irritante da própria amazona.
- Marin, vem cá que o teu 'xaninho' chegou! E pelo jeito andou brigando com algum felino maior que ele.
E uma garota bonita de cabelos avermelhados e olhos castanhos claros surge imediatamente de um dos quartos privativos, também sem máscara e de roupas casuais como a outra.
- Mas Olia, onde é que você estava? Já estou te esperando aqui tem um tempo!
Aiolia, vermelhíssimo, sentia todos os outros cavaleiros olharem para si.
Milo não perdoou.
- 'Xaninho', 'Olia'?
- Ora vá para o Diabo que te carregue! Você também Shina, sua insuportável.
A amazona referida deu um sorriso irônico, para então Marin se virar para o grupo.
- Gente, mas o que aconteceu com vocês?
- O Kanon virou uma garota! - Respondeu Seiya à mestra sem titubear, recebendo olhares assassinos dos outros presentes. Shina arregalou os olhos.
- Mas o que foi, o Seiya bateu a cabeça de novo? - Shina perguntou.
- Não, é sério! Se estiver duvidando, desce lá na casa de Gêmeos pra ver!
- Seiya, eu acho que isso deveria ser segredo, entende? - Hyoga retorquiu, segurando a testa com uma das mãos.
- Mas espere, isso é sério? - Marin tinha o hábito de acreditar no que o pupilo falava. Bem que ela sabia que não havia muita comunicação entre a boca e o cérebro do Pégaso, mas ele dificilmente mentia a respeito das histórias que contava.
- É claro que é sério! Acha que eu inventaria uma história como essa?
- Então, vamos anunciar agora pra todo mundo em assembléia? - Disse um Saga mal-humorado. - Porque veja bem, é só o que está faltando.
- Saga, você quer discrição sobre o assunto mesmo estando o Seiya envolvido? Impossível. - Shina disse num muxoxo. - Mas como foi isso, uma cirurgia de mudança de sexo? Eu nunca conseguiria imaginar que o Kanon fosse...
- E ele não é! - Cortou Saga. - Olha, o Kanon pode ter vários defeitos, mas esse ele não tem!
- Defeito, Saga? - Saori ergueu uma sobrancelha. - Nossa, mas como vocês são antiquados e intolerantes. Ser uma pessoa que tem relações homoafetivas com outras não é um defeito! Qual seria o problema de um cavaleiro, por exemplo, ser gay?
- Minha deusa, me perdoe, mas NÃO EXISTE isso de cavaleiros... transviados. Não, isso NÃO PASSARÁ! - Shion, conservador como sempre, apressou-se em replicar (4).
- Então passará bem perto, isso sim. - Treplicou Hyoga. - Porque vejam bem, tem uns tipos super esquisitos aqui no santuário.
- E você não está em condição de falar nada a respeito de ninguém, ou esqueceu do episódio da casa de Libra? - Treplicou Milo.
- Espera ai. Não aconteceu NADA DE MAIS na casa de Libra!
- Não, claro que não. Você só acordou com um cara fazendo conchinha em você. Normal, nada de mais. - Devolveu Milo.
- Mas vocês vão ficar mesmo insistindo nessa polêmica? - Cortou Saga, com a voz traindo um pouco da dor que sentia ao andar todas aquelas escadarias. E pensar que seu humor estava tão bom logo de manhã. - Isso não está ajudando a resolver o problema!
- Peraí, deixa eu entender: Então, se não foi uma cirurgia de mudança de sexo... - Shina continuou
- Não foi! - Gritou Saga novamente.
-...Como diabos o Kanon foi virar uma mulher?
- Aparentemente, ele caiu numa lagoa mágica, enquanto estava na missão lá na China, aquela que o Dohko organizou. - Respondeu Shion, olhando de soslaio para o colega.
- E nós estamos subindo até o salão do grande mestre para tentar resolver o problema. - Completou Saori. - Isto é, se mais nada atrasar a gente.
- Hum, por mim, podem subir. - Shina disse. - E o dono da casa não vai se opor, não é?
- Não. - Disse Aiolia, ainda de mau humor. - Podem ir subindo, que eu fico aqui.
- Nem pensar, Xaninho. - Cortou Milo. - Isso também é obra tua, ou esqueceu que foi o teu Relâmpago de Plasma que despachou o Kanon pra lagoa?
- Como é? - Saga interessou-se pela história.
- Esses dois descerebrados estavam brigando, e eu e o Kanon tentamos apartar. Aí ele acabou levando a pior. - Explicou Mu.
- O Kanon tentando apartar uma briga? Não faz sentido... Mas, pelo quê estavam brigando esses dois?
- Por nada! - Interrompeu Milo, subitamente.
- É, por nada... - Aiolia decidiu encobertar o colega.
- Hum... - Aparentemente, a negativa dos dois não convenceu Saga de Gêmeos, que além de inteligente, os conhecia há tempo suficiente para saber que tinha algo além naquela história.
- Vamos subindo, gente! - Saori tentava apressar o grupo. - Que ainda falta subir um mooonte de escadas.
OOO
Casa de Virgem
- Shaka? Você está aí? - Mu chamava o colega. Nenhuma resposta. - Shaka?
- Deve estar meditando. - Disse Milo num muxoxo. - Vambora.
- Eu estava meditando, até vocês me interromperem. - A voz arrastada e levemente irritada do indiano ecoou no salão de virgem. - O que querem aqui?
- Precisamos passar. - Disse Dohko.
- Hum. Isso eu sei. - O indiano apareceu no salão, de traje puído e olhos fechados. Ao perceber a presença da Deusa no meio do grupo, abriu os olhos. - Minha princesa? O que a senhorita...
Foi então que Shaka, de olhos abertos, pôde avaliar o estado de seus colegas. Ficou alarmado.
- O que aconteceu com vocês?
- Nada de importante. - Tentou despistar Saga.
- Você brigou com seu irmão de novo?
- Bem...
- Vocês todos brigaram com ele? Até você, Mu?
- Shaka, não é nada importante...
- Como não é importante? - Questionou o cavaleiro de Virgem. - Olhem o estado do Saga! Olhem o estado de vocês! Isso não pode acontecer, esse grau de desentendimento dentro da ordem!
- Shaka... - Mu tentou interromper, mas Shaka continuava.
- Olha, isso está errado, muito errado. Eu sei que o Kanon e o Saga tem suas diferenças, mas ele não pode chegar ao ponto de machucar o irmão dele desse jeito. E nem vocês! Eu vou descer lá e resolver eu mesmo esse assunto. Já passou da hora de alguém intervir.
- NÃO! - Shion se colocou na frente do virginiano. - Shaka, é sério, não é nada de importante. Já está tudo resolvido. Deixe isso para lá.
- Shion, me desculpe, mas tudo isso acontece porque esses rapazes se confiam na sua permissividade. - Shaka disparou, estreitando os olhos, enquanto Shion arregalava os seus. - Se eles não aprenderem que há consequências negativas para seus atos, isso pode se tornar uma escalada de energia negativa que poderá contaminar todo o santuário. E...
- Então está bem, Shaka. Você tem razão. - Shion estreitou os olhos. - Desça lá e fale com o Kanon.
- Estou indo. - Disse Shaka, num tom vitorioso, já de olhos fechados novamente. E por isso ignorando as feições de assombro do restante do grupo, enquanto marchava em direção a casa de Gêmeos.
Algum tempo depois que ele saiu, Dohko quebrou o silêncio.
- Shion, você tem idéia do que acabou de fazer?
- Poupar nosso tempo. - Respondeu Shion, com um sorrisinho malévolo. - Ademais, o Shaka bem que anda precisando de um choque de realidade.
- Isso foi cruel, mestre. - Disse Mu, em tom reprovador.
- E o que você sugeriria? Continuar aqui uma discussão infrutífera com ele no modo 'dono da verdade'? Nós só perderíamos um tempo que a gente não tem.
- Mas... O Shaka não estaria agora correndo risco de vida, Mestre Shion? - Seiya estava assustado. - Porque, do jeito que o Kanon está puto, é bem capaz dele soltar um Athena Exclamation sozinho.
-Nah, ele consegue contornar a situação. Ele é o Shaka, esqueceram? Agora vamos.
OOO
Conseguirão os cavaleiros alcançar o salão do Grande Mestre sem que ninguém mais os interrompa? Conseguirá Seiya de Pégaso manter o bico calado?Conseguirá o Shaka se confrontar com Kanon de Gêmeos sem ser aniquilado pelo ex-rapaz enfurecido? Conseguirá Aiolia de Leão fazer com que seus companheiros esqueçam seu apelido carinhoso dos momentos de alcova? E conseguirá Máscara da Morte organizar a grande estréia de Aiolos de Sagitário?
Tudo isso e muito mais nos próximos capítulos!
Stay tuned!
1 - Topo /wiki/Topo_Gigio. Topo topo gigio, vai pegar no seu pé. E um adendo: o nome Domenico é o nome que eu dei para o Máscara da Morte nesse, bem, 'universo'. Só pra constar.
2 - Dracma: moeda grega anterior ao Euro. Porque estamos nos anos oitenta o euro ainda não existia.
3 - Versão masculina do termo 'moça velha', que quer dizer solteirona, mulher que não casou. No caso, acho que dá pra saber o que nosso amável Domenico quis dizer.
4 - Perdoem o conservadorismo de Shion, gente, é que ele é uma pessoa antiquada. Mas nada que nossa amada deusa Atena, aka Saori Kido, não possa corrigir!...
...Com o tempo.
Olá, pessoas!
Aí vai mais um capítulo dessa loucura de ocasião que eu estou amando escrever! Agradeço aos meus fiéis reviewers e a todos que estão lendo! E deixem reviews! Ficwriters felizes escrevem mais e melhor!
EDITANDO!
Gente, não resisti e mudei a cor dos olhos da Marin.
Primeiro, porque essa história de japonesa ruiva de olhos azuis já estava me dando nos nervos, era DEMAIS pra minha pessoa... Eu até posso tentar entender a miríade de loiros dentro do santuário, sendo um deles um indiano (!), mas a gente releva, afinal foram aaanos e aaaanos de colonização britânica na Índia. Os gregos loiros também, pois apesar de relativamente incomuns, eles existem. Mas japonês ruivo? Ok, chinês até vai, há relatos e tal, mas japonês?...
Segundo, eu não achei uma ÚNICA foto que fosse (oficial, claro) que mostrasse a amazona de águia com os olhinhos azuis piscina do irmãozinho dela.
Então, isto posto, Marin não perderá seus cabelos avermelhados, mas os olhos azuis ficaram castanho claros. Okey?
E todo mundo segue o esquema de cores do mangá, certo?
