Capítulo 17: Entrevistas (Melhores Momentos)
Antes de começar, gostaria de desculpar-me pela demora. Meu computador estava com problemas. Bom, originalmente não iria escrever um capítulo para as entrevistas, mas Ade5000 me convenceu a fazê-lo com os melhores momentos. Os tributos escolhidos serão aqueles que não tiveram nenhum POV desde o capítulo de sua Colheita e aqueles que mereciam aparecer um pouco mais. Gostaria de pedir que se pudessem escrevessem reviews dizendo os tributos que vocês querem que morram no banho de sangue. Então aqui vai.
Marc Gem – Distrito 1 (15 Anos):
Eu realmente não estou no clima para conversar com alguém. Não paro de pensar em Jewel, queria estar junto dela neste momento, no armário de vassouras, aquela louca sensação, que só aumenta a cada dia. Queria poder estar agarrado com ela e jamais soltá-la.
Quando vejo, ela já está voltando de sua entrevista. Agora é a minha vez. Eu me aproximo e sou recebido por calorosos aplausos da multidão.
"Ora, ora", diz Caesar com seu tom animado. "Olá Marc. Como vai?"
Bom, eu tento ser o mais simpático que posso.
"Olá Caesar. Estou ótimo!"
Nossa conversa continua com este tom. Ele me faz algumas perguntas sobre a Capital e sobre os Jogos, as quais eu respondo calmamente. Quando percebo que o tempo está acabando, peço-lhe a palavra.
"Bom, antes de partir, gostaria de dizer algo que começou a me acontecer a alguns dias. Eu comecei a experimentar um sentimento novo, que nunca havia sentido: o amor. Sim, sim, é algo bem bobo, mas gostaria de compartilhar com você, Capital. Não irei revelá-los o nome de minha amada, mas posso dizer que é um dos tributos femininos. Agora, devo sair, mas vos deixo com seus mais profundo pensamentos refletirem por quem me apaixonei." Nessa hora, o gongo toca, sinalizando o fim de meu tempo. "Adeus"
Eu saio e quando chego ao nosso andar, faço uma coisa impressionantemente inacreditável. Eu me aproximo de Jewel, e lhe dou um longo beijo cinematográfico. A sensação de felicidade é imediata. Nunca achei que algum dia me sentiria assim. Foram os dez segundos mais longos de minha vida. Não quero largar de seus lábios nunca.
Quando me afasto, ao invés de um sorriso, sou surpreendido por um soco de Jewel em meu olho esquerdo. Seu lindo rosto é a última coisa que vejo antes de cair desmaiado.
Sierra Ripper – Distrito 2 (13 Anos):
Estou mais do que satisfeita pela minha nota, considerando que esperava tirar 7 ou 8, no máximo 9. Mas agora, tenho que suportar a pior parte dessa "brincadeira": a entrevista. Não tenho nada contra o tal de Caesar Flickerman, é só que, não sou de conversar com os outros. Já foi um sufoco me aliar ao Marc (1).
Finalmente – ou não – chega minha vez de ser entrevistada. Eu vou andando lentamente até o palco, e sou recebida com calorosas – e falsas – palmas dos habitantes da Capital.
"Olá Sierra. Como vai?", ele pergunta animado.
"Eu estou bem.", menti descaradamente. Estava tudo, menos bem. Preferia estar longe deste lugar.
A entrevista até que não vai mal, até o momento em que ele pergunta:
"E então, está confiante? Acha que vai ganhar?"
"Bom, Caesar", eu deixei meus pensamentos fluírem. "Eu nunca considerei a chance de perder, e é bom que meus adversários lembrem-se bem de minhas palavras, principalmente meu companheiro de Distrito, Mason Stone: eu irei caçá-los um por um, e adorarei ver seus jovens corpos jogados no chão como meros bichos.", por um momento, quase esqueço-me de meu aliado. "Claro, isso não se aplica ao meu aliado, Marc Gem...", nessa hora o gongo soa e saio apressada do palco.
Eugene Tech – Distrito 3 (16 Anos):
Os dias na Capital têm ficado cada vez mais deprimentes. Darla tem tido pesadelos quase todos os dias. Ela não para de pensar no Ace, seu "namorado". No começo, eu não gostava dele – na verdade, nem sei se agora gosto. Mas acho que é bom para ela ter alguém esperando lá em casa. Tirando nossos pais, eu não tenho mais ninguém. Mas não posso pensar muito nisso, já é minha entrevista, devo me manter calmo.
"Olá Eugene. Como vai?", Caesar fala com a mesma animação que para os últimos cinco entrevistados.
"Estou muito bem", minto para ele com um lindo sorriso no rosto. "Para melhorar só mais um pudim de chocolate.", a plateia explode em risadas. "Deixe-me perguntar-lhe algo Caesar: pode me falar o nome da cozinheira? Adoraria contratá-la para trabalhar em casa...", mais risadas enérgicas – e falsas – da plateia.
"Ora, mas que confiança. Aliás, seu nome é Chitilla.", a plateia continua a rir. "Agora fiquei curioso: qual será sua estratégia na Arena?"
Eu o chamei para mais perto e falei em alto e bom em seu ouvido:
"É segredo...", mais risadas.
A conversa continuou com esse clima animado até o gongo tocar e eu me retirar.
Siren Hook – Distrito 4 (17 Anos):
Ótimo. Como se já não bastasse estar aqui, na "maravilhosa" Capital, ainda tenho de fazer uma entrevista. Realmente, minha vida não poderia estar pior. Quando o garoto do 3 volta, eu sou chamada para o palco. Relutantemente obedeço à ordem. Após eu me sentar, Caesar começa a fazer diversas perguntas sobre o Distrito 4. No fim da entrevista ele me pergunta:
"Então, você é a única Carreirista menina desta edição, certo? Como se sente com isso?"
"Primeiramente, você não é um psicólogo para dizer-lhe como me sinto. E além do mais, acho ridículo esse machismo implantado nessa competição. Só por que sou uma garota, não quer dizer que tenha medo de sujar minhas unhas. Tenho certeza que a maioria dos tributos femininos pensa assim, e é por isso que posso te afirmar algo: uma garota será a Vitoriosa, disso eu não tenho a menor dúvida."
Ao ouvir o milagroso som do gongo que indica o fim da entrevista, eu me levanto, faço uma reverência e saio.
Eddy Stamina – Distrito 5 (14 Anos):
Eu estou realmente explodindo dentro de meu smoking. Ter tirado uma nota 11 foi mais do que satisfatório; mas ver aquela maldita peste, que não deve nem ter saído das fraldas ainda tirar uma nota DOZE, isso eu não posso aceitar. O que será que ela fez, cantou uma canção de ninar vestida de princesa? Bom, não tenho tempo para descobrir. Minha arque rival, Courtney Geo, está voltando de sua entrevista, o público, ao fundo, aplaudindo de pé.
Quando ela passa por mim, eu digo:
"Tomara que o elevador quebre e caia até te levar ao inferno que é seu lugar."
Ela olha para mim, uma expressão vazia em seu rosto, e responde:
"Sério? Nunca tive vontade de visitar a sua casa...", ela se vira e vai embora, o que me deixa ainda mais revoltado.
A entrevista não é muito melhor, até o momento em que Caesar me pergunta, por pura curiosidade, se eu tinha alguém que eu não gostasse dos tributos ou que eu quisesse... Matar.
"Bom Caesar, eu não pretendia responder, mas já que insisti, irei dizer-lhe o tributo que eu pretendo matar é...", fiz questão de acentua o "pretendo", "Minha companheira de distrito, Courtney Geo."
O público fica perplexo, e depois começa a me vaiar do palco. Eu, sem hesitar, me levanto e saio do palco sorrindo de orelha a orelha. "Mal posso esperar para ver a cara daquela peste.", digo a mim mesmo.
Maddie Barge – Distrito 6 (15 Anos):
Tirar uma nota 5 nas avaliações com os Idealizadores. Mas isso em nada se compara com o fato de ser a única garota que tirou essa nota. Meus outros companheiros de notas – Vince (8) e Barnie (10) – não estão com mais sorte do que eu, considerando que ambos são aliados e estão com dois aliados tão bom quanto eles – Mack (6) e Harvie (9).
Mas não tenho tempo para me preocupar com os outros. Meus problemas já estão bem drásticos e já é hora de minha entrevista. Apesar de não ser um tributo tenha recebido tanta atenção – como o casal do 1, os Carreiristas, o casal do 5, o garoto do 7, as garotas do 8 e do 10 e o garoto do 12 – a plateia me aplaude com a mesma animação.
A entrevista foi bem até que Caesar resolveu mexer com meus sentimentos:
"Entao, Maddie, você tem alguém especial te esperando em seu Distrito?"
Essa pergunta me fez ter rápidos devaneios com Salt. Eu me esforcei o máximo para não chorar e mostrar fraqueza, mas assim que comecei a falar, as lágrimas saíram juntas.
"Sim... Sim, eu tenho. Meu namorado, Salt..."
"Certo. Você gostaria de deixar algumas palavras para ele?"
"Sim...", eu me levantei e olhei para uma das milhares de câmeras. "Salt, eu sei que não tenho muitas chances de vencer os Jogos, e você também sabe. Mas eu quero que saiba que, do fundo do meu coração, eu te amo. Você é quem me consola e me conforta. Você sempre esteve ao meu lado em todos os momentos. Espero que você continue sentindo o mesmo por mim, mesmo após meu quase que inevitável desastre na Arena. Adeus."
Eu começo a correr para fora do palco e paro no elevador, caindo em pranto. Eu fui fraca. Eu me entreguei para a morte. Já sei meu destino na Arena. Está tudo acabado.
Carter Furn – Disrito 7 (13 Anos):
Poxa! A entrevista. O último evento antes de meu encontro com a morte. Eu deveria estar mais confiante, já que tenho dois aliados, e eles são uns dos melhores tributos. Mas não sei porque não posso confiar no Eddy. Na verdade, eu sei sim. Eu vi a cara dele quando começou a falar de Courtney. Estava com sede de sangue, e tenho certeza que não hesitaria em matar a mim ou ao Jack.
Bom, já é minha hora de ir à entrevista. Caesar recebe-me da mesma maneira como a todos os outros: entusiasmado e caloroso. A entrevista toma um rumo comum, com ele me fazendo perguntas completamente triviais sobre a minha vida no 7, até que finalmente ele resolveu encostar em meu ponto fraco:
"Entao, Carter, nós pudemos perceber que você estava machucada antes de vir para cá. Diga-me, como você fez esse machucado?"
Eu sabia que uma hora ou outra, iriam obrigar-me a dizer isso. Eu respirei fundo e comecei:
"Bom, foi um senhor que estava bêbado e começou a me esfaquear violentamente. Ele era muito forte. Surpreendentemente, consegui escapar dele apenas com um corte em meu braço. Depois disso, meu companheiro de Distrito, Jack, me encontrou e me ajudou.", eu resolvi parar por aí. Não acho que seja necessário dizer-lhe que o sujeito era o pai de Jack, ele já deve estar sofrendo bastante agora que soube que ele morreu.
Após responder à pergunta de Caesar, eu me despeço dele e do público e vou embora, com milhares de pensamentos aflorando sobre como será minha experiência na Arena.
Vince Chenil – Distrito 8 (16 Anos):
Já teve a sensação de que você está muito perto de morrer? É isso que estou sentindo agora. Tenho certeza absoluta de que vou morrer na Arena, e não sei se vale a pena eu tentar mudar isso.
Depois que minha companheira, Polly Esther, volta de sua entrevista, eu me direciono ao palco. A "animação" dos habitantes da Capital é tão convincente que até parece real. É como se eles gostassem de mim.
Durante a entrevista, Caesar me faz perguntas sobre minha antiga vida e sobre estratégias na Arena – pergunta meio irônica para quem tirou um 5 nas avaliações. Eu respondo calmamente que não tenho estratégia, já quanto mais tempo eu ficar na Arena será um minuto a mais que estarei atrasando minha morte. Após isso, eu me despeço do público e vou embora, me sentindo – inexplicavelmente – mais confiante.
Harvey Plow – Distrito 9 (12 Anos):
Até que enfim chegou o dia da entrevista! Depois disso irei para a Arena, onde irei mostrar a todos do que sou capaz. Tudo bem que tirei uma nota 6, mas é que não queria mostrar-lhes todo o meu potencial. Claro que – sendo um tributo muito esperto – não irei contar a Caesar minha estratégia, não importa o quanto ele insista.
Após Millet voltar de sua entrevista eu vou entusiasmado ao palco, pronto para arrebentar!
Caesar começa me perguntando sobre minha opinião a respeito dos outros tributos. Eu digo que não são lá grande coisa, e não estou mentindo. Aquela Courtney e o tal de Mason – os dois que tiraram 12 nas avaliações – não são páreo para minha inteligência, treinei muito, assim como Crowie Sow – atualmente, o único Vitorioso de meu Distrito. Só atualmente, pois serei o segundo nesta Edição.
Finalmente, Caesar me faz a pergunta que estava tentando evitar. Apesar de me lembrar sempre de não respondê-la, eu acabo contando a ele – assim como a toda Panem – sobre minha estratégia. Sei que pode parecer arriscado, mas do jeito como os demais tributos são lesados, eu contando ou não, não fará muita diferença.
Caesar ouve cada palavra minha atentamente e, ao tocar do gongo, eu me retiro do palco.
Barnie Fleet – Distrito 10 (18 Anos):
Não sei o que está me assustando mais no momento é o fato de que daqui a um dia estarei na Arena ou os olhares ferozes que Kat vive lançava na direção das câmeras como se quisesse atacar alguém – e esse alguém sou eu.
No fim de sua entrevista, Caesar a pergunta se ela tem alguém na Arena. Ela responde prontamente:
"Claro que tenho: meu arque rival, o homem – ou devo dizer, cachorro – que destruiu minha dignidade e nem sequer teve a capacidade de assumir a culpa, meu companheiro de Distrito: Barnie Fleet. Isso é tudo. Adeus."
Após isso ela sai, e quando passa por mim, chega muito perto de me dar um soco. Eu sou chamado ao palco, e me dirijo ao mesmo muito apreensivo.
Caesar, ao invés de trazer à tona o momento que ocorreu a pouco, prefere esperar até o fim da entrevista para perguntar-me o que todos – eu acho – querem saber.
"Então, Barnie, sua companheira de Distrito fez uma declaração bem, como posso dizer, reveladora sobre você. Como se sente com isso?"
Eu me inclino para frente lentamente, e quando estou prestes a responder, o gongo toca, representando o fim de minha entrevista.
"Sinto muito Caesar, mas tenho que ir."
Eu vou embora, deixando Caesar com uma expressão perplexa.
Billy Burt – Distrito 11 (15 Anos):
Eu devo dizer que não estou nada empolgado para minha entrevista. Ainda não sei como eu e Gardenia tiramos uma nota tão alta: um 8 no Distrito 11? Isso é realmente incomum.
Não faço ideia de quais serão as perguntas para minha entrevista, só espero que não tenham a ver com Iry, meu irmão. Mas como sou uma pessoa "sortuda", não posso esperar muito.
Gardenia já está voltando de sua entrevista. Ela suspira para mim:
"Boa sorte!"
"Obrigada.", eu respondo a ela.
Finalmente chega minha hora. Durante a entrevista, eu tento ser o mais simpático o possível. Tudo corre bem, até o ponto em que Caesar sobre o porquê de eu ter me oferecido como Tributo.
Eu conto rapidamente a história sobre Iry e a "maldição" que caiu sobre mim: ver cada um de meus conhecidos morrerem na Arena. Contei a ele que não poderia permitir que isso acontecesse. Não com meu irmão.
Após isso eu vou embora, e tenho quase cem por cento de certeza que vi um espectador chorando.
Metalla Gist – Distrito 12 (13 Anos):
Meus nervos estão crescendo mais e mais a cada segundo. Não acredito que amanhã estarei na Arena.
Tudo bem, eu fui relativamente bem durante a Avaliação, mas isso não quer dizer que eu irei vencer. Duvido muito que eu vença. Pelo menos tenho Blaster para me proteger. Mas por quanto tempo? Ele é muito legal comigo, e me aconselhou bastante sobre o que fazer na Arena, mas em algum momento teremos de nos separar.
Não quero pensar nisso. Quando vejo, o garoto do 11 já está voltando, o que significa que é minha hora. Apesar de estar morrendo de nervosismo, eu disfarço bem. Acho que consigo parecer simpática.
Mas, quando piso no palco, eu começo a me sentir estranha. Minha visão está ficando escura. Quando percebo, estou indo em direção ao chão. Um Tributo fraco sendo mostrado para toda Panem. Isso é o que sou. Quando me dou conta, já estou no chão, inconsciente.
