Where It Never Rains
Sinopse: "Eu nunca tive que pensar no futuro. Eu nunca tive que pensar sobre o passado. Desde a noite que nos conhecemos."
Autora: Bea Bela Black / Beatriz Santos.
Classificação: PG-13 (Sujeito a mudanças)
Capítulo II
-Às vezes eu queria poder transformar as pessoas num balão de novo. Dessa vez um mais eficiente, um que explodisse com todos os miolos junto. – sussurrou para só a amiga ouvir.
O dia mal havia começado e o Potter já se mostrava sarcástico e um tanto coberto pelo usual pó de seu tão pouco conhecido humor negro. A aula de poções não lhe parecia nada agradável, – tirando o fato de que nunca fora para ele - muito menos agora que o Professor Slughorn resolvera dar exercícios com grupos mistos. Grifinórios e sonserinos. Nem de longe parecia uma boa maneira de criar uma interatividade – bem mais do que indesejada, diga-se de passagem – entre as duas casas. As coisas só pioraram quando ele decidiu escolher quem faria o que com quem. Harry e Hermione tiveram a sorte de cair juntos, diferente de Ron que formou um grupo com Neville e outros dois brutamontes. Nem tudo vem de graça, no entanto, visto que diante da multidão de uniformes bordados em verde caíra justamente com o que menos tinha simpatia.
Malfoy o encarou com pretensão e superioridade inexistente.
Harry não sabia qual de suas vontades era a maior: a de sumir ou a de entortar aquele nariz reto e branco aos socos. Os pensamentos mortíferos que sua mente estava criando eram quase um pecado. O desejo de tornar cada um deles uma realidade sangrenta, constituía um anseio ainda mais condenável. Não era sua culpa, porém. Não podia simplesmente criar sangue de barata. As provocações de Malfoy o estavam pondo louco de fúria. Sentia a cólera borbulhar nas veias.
O riso confuso da Granger ao menos o trouxe para a realidade com um pouco mais de conforto.
-Posso ao menos saber se sou uma dessas pessoas? – Devolveu ela no mesmo tom baixo, mas ainda assim leve e divertidamente irônica.
-Nunca, carinho – Harry respondeu, num tom particular que criara para tentar abespinhar a amiga. Um tanto doce. Não completamente falso e nem puramente verdadeiro. Não era definível, ele só sabia que era divertido em demasia ver as reações diferentes que ela esboçava a cada uso que fazia.
Tais palavras esticaram o sorriso que a morena tinha nos lábios. Nem por isso ela deixou de revirar os olhos numa clara declaração de "você não pode deixar de ser um completo idiota?".
A pequena interação íntima dos melhores amigos não passou despercebida pelo loiro esguio à frente, tanto que uma expressão falsamente comovida tomou conta de seu rosto enquanto puxava levemente a barra da camiseta de Parkinson, indicando os dois morenos com um aceno de cabeça.
-Veja se o casal pobreza não admitiu de vez a paixão impossível! – O comentário fez a sonserina rir.
Enquanto Harry parecia perder sua paciência como uma rapidez digna de ser cronometrada, Hermione só fez esforço para erguer uma das sobrancelhas desafiadoramente.
-Quer calar essa droga de boca? – Dispensou o Potter, acidamente.
O começo de descompostura do amigo fez Hermione arregalar os olhos levemente, surpresa com tal reação. Decidiu então tentar apaziguar os humores, visto que já tinham despertado o interesse do professor, que agora lançava olhares curiosos.
-Não vamos dar bola pra essa provocação sem fundamento, Harry.
-Não, é claro que não vamos – concordou o rapaz a contragosto, voltando a focar-se na mistura dos elementos no caldeirão. – Não sei nem por que me deixei levar. Devia era ignorar esse ser inescrupuloso.
A conversa não fora baixa, visto que os grifinórios queriam que o Malfoy ouvisse a suposta falta de importância que lhe davam. A expressão cheia de cólera do loiro era quase cômica, mas também não durou por muito tempo. Logo o tom mandão de Hermione fez os outros três garotos começarem a cortar os ingredientes para a poção. A contrariedade dos sonserinos se provou forte, porém não havia santo que lutasse contra uma decisão da Granger, então cederam às ordem secas com descaso e desgosto.
Algum tempo depois, quando finalmente puderam sair das masmorras em direção à outra aula – que por sinal era bem longe da dos sonserinos – Hermione não resistiu em soltar a pequena frase de concordância:
-Você tem razão.
Ele a olhou confuso, exigindo silenciosamente que a amiga desenvolvesse a afirmação.
-Realmente temos um bel-prazer de transformar certas pessoas num balão. – teve como resposta um riso quase descrente.
N/A: Hey, eu não morri! Certo, já devem até ter esquecido desta história, mas senti que devia tornar a postá-la. Espero que, sei lá, comentem, talvez? Já digo até que há outro capítulo prontinho, esperando apenas os seus comentários! Haha
Desculpem-me a demora. É isso! Até logo.
