- Voltar? Como assim, voltar? - eu estava indignado. - Mas Annabeth, me explica uma coisa. Se tudo isso aconteceu quando você chegou aqui, o que me parece que foi hoje de manhã, como foi que nos encontramos ontem no restaurante?
Annabeth deu um risinho.
- Desculpa, Percy. Esqueci de mencionar que passei dois dias na casa da Alice, só depois vim pra casa e aconteceu toda essa história.
Rachel, que até então não estava acreditando muito na história de Annabeth, fez uma cara de entendimento e passou a prestar mais atenção, como quem passa a acreditar em algo de repente.
- Annabeth, acho melhor você não ficar aqui... não acha?
Annabeth me encarou com olhos de dúvida.
- Eu... eu não sei, Percy.
E fez-se o silêncio.
Sete longuíssimos minutos de um silêncio constrangedor. Annabeth olhava, pensativa, para seus pés. Rachel observava cada milímetro do quarto, fazendo estranhas caretas. E eu... eu fiquei olhando atônito pela janela, pensando em uma solução pra esse mistério.
Finalmente resolvi quebrar o silêncio.
- Annabeth, talvez fosse melhor... Talvez fosse melhor você ficar com a gente, na casa que alugamos. Depois você volta com a gente pra Nova Iorque.
- Mas Percy, e as minhas coisas? Minha escola, meu pai? Eu não posso simplesmente largar tudo e...
- Annabeth! Você não entende que é perigoso? E se eles voltarem? Se dessa vez foi assim, numa próxima eles estarão bem mais preparados! Não que você não saiba se defender, não é isso - Acrescentei rapidamente, pois Annabeth me olhou de uma maneira raivosa. Tentei falar de uma maneira mais baixa e calma. - Mas eles são muito fortes, Annie. Talvez seja melhor você ficar com a gente.
Annabeth me olhou com seus grandes olhos, pensou por alguns segundos e então assentiu.
- É, você tem razão... - falou, bem baixinho. Tão baixo que, se eu não estivesse tão próximo dela talvez não tivesse ouvido.
Sua expressão não estava lá muito boa, então estendi os braços e ela se acomodou em mim, aninhando seu rosto no meu pescoço.
Olhei, de relance, para Rachel, que, agora de pé, estava mais próxima da janela, como que constrangida ao presenciar essa cena.
Annabeth, devagar, me soltou. Tirei uma mecha de cabelos de seus olhos.
- Pegue suas coisas, Annie. Melhor irmos logo.
Annabeth rapidamente pegou uma mochila, socou algumas roupas e livros dentro. Pegou seu laptop e, de uma maneira quase mágica, fez com que tudo coubesse na mesma mochila. Colocou-a em um ombro, pegou um pedaço de papel e rabiscou um bilhete, avisando seu pai que tivera alguns problemas e ia ficar um tempo fora, e quando fosse possível tentaria ligar para explicar tudo melhor.
E então saímos, os três.
Quando chegamos na casa alugada, Paul e minha mãe ainda não estavam de volta. Annabeth colocou, silenciosamente, sua mochila num canto da cozinha e se sentou em uma cadeira. Rachel, que não dissera uma palavra no caminho de volta, sentou-se em outra, na direção oposta à Annabeth. Eu abri a geladeira, tirei algumas besteiras e coloquei sobre a mesa. Comemos. Tudo em absoluto silêncio, sem nem um mero contato visual.
Quando terminamos, Annabeth resolveu tomar um banho. Enquanto ela se limpava e tudo o mais, Rachel e eu nos sentamos na cama do meu quarto pra discutir a história toda. Chegamos em uma única conclusão: essa história ainda não acabou.
Annabeth saiu do banho e entrou no quarto. Vendo Rachel e eu sentados tão próximos, cara a cara, ficou vermelha. Não sei dizer por quê.
- Eu atrapalho? - Ela perguntou.
Tanto eu quanto Rachel dissemos, rapidamente:
- Não!
Annabeth puxou um banquinho mais para perto da cama, ao meu lado, e se sentou.
- E então - ela disse, como quem não queria nada - o que estão discutindo?
Deu um meio sorriso inocente.
Eu fiquei confuso e atrapalhado, sem saber o que dizer. Graças aos deuses ouvi o barulho de um carro estacionando e a porta de casa se abrindo.
Poucos segundos depois, minha mãe apareceu na porta do quarto.
- Percy, eu não pedi pra que limpasse toda a sujeira que fizesse na casa...? - Ao ver Annabeth, seu rosto se abriu em um sorriso intenso. - Annabeth! Que prazer...!
Ela e Annabeth se abraçaram, quando minha mãe reparou o enorme corte na mão de Annabeth.
- Meu Deus! O que foi isso? Vem, sente aqui na cozinha, me deixe dar uma olhada nisso.
E lá fomos todos nós pra cozinha, conversar, enquanto minha mãe fazia um curativo na mão de Annabeth.
N/A= AI MEU DEUS EU FINALMENTE POSTEI UM CAPÍTULO NOVO *PULOS E MAIS PULOS DE ALEGRIA*
Gente, por favor (POR FAVOR com olhos suplicantes igual ao Gato de Botas do Shrek) ME PERDOEM pela pequena demora pra postar esse novo capítulo. Fiquei sem inspiração, por um tempinho até esqueci que eu escrevia fics huahua Mas, bom, depois de tanto tempo, aí está o capítulo novo pra vocês. Relendo a fic pra conseguir escrever esse cap, eu percebi uns erros na escrita de algumas palavras e até nomes de personagens! Então mil perdões por isso, estou tentando arrumar mas não sei se vou conseguir, o fanfiction mudou um pouco desde a última vez que postei fic.
Bom, é isso. Mil, dois mil, três mil perdões por essa demora toda, tentarei postar o CAP10 o mais brevemente possível. Por favor mandem reviews com críticas construtivas à esse cap, e deem sugestões do que pode acontecer, juro que tentarei ouvi-los ^^ Se você leu esse capítulo depois de tanto tempo esperando, obrigada por não desistir da minha fic!
Beijinhos :P
