The Script

Sinopse: Separar o que é real do que é fantasia nunca foi problema para Harry Potter. Porque ele seguia a risca sua regra máxima: nunca namorar colegas de trabalho.

Advertências do Capítulo: Universo Alternativo. Isto é, tentativa de Universo Alternativo "total".

One-shot | PG-13 | Português |

Humor | Friendship | Romance

Isso nunca foi betado.


Disclaimer: Harry Potter e companhia limitada não me pertencem, blablabla. Tudo é da J. K. Rowling e da Warner, whatever.


PREMISSA

Harry Potter e Hermione Granger são grandes amigos e também são atores muito queridos e famosos... Mesmo assim, eles nunca haviam contracenado até esta nova série policial criada por Alvo Dumbledore, denominada Satori, onde são protagonistas. Respectivamente: Dr. Ryan Howard e Agente especial Teresa "Tessa" Mitchell.

Com o passar dos episódios e química inegável dos atores, percebe-se que seus personagens são o que chamamos de "destinados a ser". Harry não é a favor da ideia, mas Hermione sim.

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Capítulo 1

Ano: 2007

-Vocês já dormiram juntos?

Hermione mordeu o lábio inferior, incapaz de esconder o rubor em sua face. Era bobo, mas às vezes ainda corava sob as insinuações e especulações sobre sua vida pessoal.

Ciente do embaraço da amiga, Harry tomou a fala pra si:

-Oh, o tempo todo! – a platéia gritou. - Mas eu não gosto muito – Acrescentou. - Hermione é uma ladra de cobertor e – baixou o tom de voz e apontou para a amiga enquanto fitava a entrevistadora. – Ela ronca. - Hermione estapeou de brincadeira o braço do amigo e o moreno a abraçou com um grande sorriso. – Mas eu a amo assim mesmo.

Hermione virou os olhos, mas sorria. Harry era um bom fingidor, ele podia entreter qualquer pessoa com seu sorriso encantador e também podia mentir descaradamente sem sequer corar. Ela sabia que Harry achava divertido quando as pessoas consideravam que fossem com um casal e gostava ainda mais de driblar perguntas como aquela.

A morena não se importava, até achava graça. Algumas vezes, no entanto, as perguntas se tornavam muito intrusivas, desconcertando-a.

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Agosto de 2008.

Evenings with Lovegood.

-Boa noite, Londres. Estamos aqui, hoje, com os queridinhos de toda a Inglaterra, Harry Potter e Hermione Granger – os morenos acenam sorrindo enquanto o público aplaudia. – Sejam bem-vindos.

-Obrigado Luna – disseram em uníssono, fazendo Luna sorrir.

-Nossos amores secretos, ou nem tão secretos assim... estão aqui especialmente para falar um pouco da nova série, onde pasmem! Finalmente atuarão juntos! Mas primeiro, claro, eu gostaria de saber: para quando sai o casamento?

Hermione rola os olhos e meneia a cabeça rindo-se, enquanto Harry distraidamente retira a franja dela de seus olhos. – Você sempre pergunta isso para um de nós...

-Eu nunca tive a oportunidade de tê-los juntos num programa – retruca maliciosamente. – Além disso, sempre fico esperançosa que mudem a ladainha "apenas amigos".

Harry e Hermione se entreolharam e ele posta a mão em seu ombro, abraçando-a de lado. – Nós estamos comprando uma casa maior para, você sabe, a chegada do bebê...

A morena mal pode conter a risada e Luna suspirava dramaticamente. – Tudo bem, entendi. Nenhuma mudança. Ainda.

-Acho tão "bonitinho" seu interesse por um compromisso romântico entre nós!

-Se eu não perguntar, seus fãs me matam. Você sabe, é o sonho de muitos que estejam casados e com um ou dez bebês a caminho.

-Bem, ainda há tempo. Você sabe, Hermione é o amor da minha vida-

-Oh, eu amo você também – ela comentou, interrompendo-o, voltando-se para ele imediatamente, eles uniram as testas fitando-se carinhosamente.

Luna virou os olhos para a brincadeira do casal de amigos, deixando a platéia ir ao delírio porque era tão divertido, ainda que apenas uma piadinha entre eles.

Harry e Hermione eram amigos de longa data, amigos íntimos e, por mais especulação que houvesse, eles juravam de pés juntos que eram e seriam apenas isso: bons amigos.

Era difícil, entretanto, para o público acreditar no slogan "apenas amigos" quando Harry e Hermione eram tão inseparáveis. Com cada e qualquer ataque de ciúme escandaloso de namoradas e/ ou namorados ao longo dos anos. Quando eram vistos ou saindo ou chegando juntos nos eventos sociais, algumas vezes de mãos dadas. Ou mesmo com as declarações rasgadas de carinho, amor e respeito espalhadas ao vento com leviandade em cada entrevista concedida... Sinceramente, o tipo de coisa em que um fã pode se perder. Um martírio ou uma benção?

-Excitados para o novo trabalho?

-Definitivamente. Quero dizer – ele se volta para Hermione, sorrindo. – É a primeira vez que atuaremos juntos. Nós...

-... nunca tivemos essa oportunidade. É incrível. Eu não sei como irão nos aguentar, no entanto – Hermione comentou, rindo também.

-Sim, ela tem a fama de ser muito "exigente".

-Ele é conhecido por "Irascíveis".

-"Perfecionistas".

-"Cretino".

Harry riu, cutucando-a.

-X O X O X O X O-

- Vamos assistir algumas cenas da série.

- No telão -

-Agente Teresa Mitchell e este é meu parceiro, Tom Ford.

-E você é a última pessoa que entrou em contato com a vitíma Alicia McHudson.

Tessa lança um olhar incrédulo para o parceiro, este dá de ombro com ares de "o quê?".

O outro homem sequer pisca ao responder. - Doutor Ryan Howard. Por favor, me acompanhem.

Teresa Mitchell é uma das melhores investigadoras da MI5.

Tessa observa de cima a abaixo, quando o moreno lhe dá as costas.

E ela pode perceber coisas indizíveis apenas com o olhar...

(corte de cena)

-Wow – Tessa murmura com um sorriso maroto.

(corte de cena)

-Então eu sou uma espécie de Hannibal Lecter, persuadindo pessoas com minhas palavras? – Ryan indagou ironicamente a Tom.

O Doutor Ryan Howard é um renomado psiquiatra forense com um humor... peculiar.

Teresa ergueu a sobrancelha, mas uma risada divertida cortara toda sua expressão, ela meneou a cabeça de maneira negativa e se dirigiu à porta. – Não saia de Londres.

-Eu não pretendia, Tessa... – a mulher o fitou por cima do ombro. – Agente Mitchell.

(corte de cena)

-Eu não gostei daquele cara.

-Eu tenho certeza que não. Ele é mais inteligente que você – Tessa brincou, recebendo uma carranca como resposta de Tom.

-Além do mais, eu odeio psiquiatras, eles são assustadores!

(corte de cena)

*Tiros são ouvidos*

Ela o empurrou bruscamente para o chão. – Você está bem?

Ele piscou. – Eu disse que não havia a matado.

-Bem, não está feliz que agora eu sei disso? – a morena perguntou secamente.

Ryan sorriu de lado, entre divertido e malicioso. – Oh yeah.

Desconcertada, Tessa se afasta dele imediatamente. Fazendo-o rir ligeiramente, os olhos brilhando com uma expressão de conhecimento. "Eu sei o que está pensando".

(corte de cena)

Tom lançou um olhar sujo a Ryan. – Você se acha muito inteligente, hã?

Ryan franziu o cenho. – Não realmente – E suspirou. – Olha, eu entendo que seu desprezo por mim na verdade só é seu medo irracional e, francamente, infantil de perder a atenção de sua "parceira" para a suposta concorrência, no caso, eu. Mas não se preocupe, ela não faz o meu tipo. Ou eu o dela. Um conselho? Não acho saudável essa sua possessividade para com ela. E se minha analise parcial sobre Tessa está correta, ela tão pouco. Se você quiser conversar mais sobre isso, vá ao meu consultório qualquer dia.

-Alguém já lhe chamou de cretino?

-Uma centena de vezes – Ryan retrucou bebendo de sua xícara de café. – Quando se é um médico, não há maneira de não ser odiado por alguns.

-Bem, eu não gosto de você de graça.

Ryan ergueu a vista e riu. – Eu aprecio sua sinceridade.

(corte de cena)

-Lá vamos nós. De novo.

-Eu espero que me dê, desta vez, o benefício da dúvida – Ryan disse suavemente fitando-a nos olhos.

Tessa suspirou cansada. – Como tudo sempre me leva novamente a você, Ryan?

-Destino? – brincou quase incerto, observando a expressão resignada e exausta dela.

Ela tentou ficar séria, mas falhou miseravelmente. – Eu diria 'azar'.

-Não existe tão coisa como 'azar'.

-Eu não sei, você está aqui não é? Outra vez suspeito de um homicídio.

-Por alguma estranha razão, seu sarcasmo me conforta...

(corte de cena)

-Há alguém lhe esperando em sua sala, doutor... - Ryan ergueu a sobrancelha. – Sinto muito, eu não pude evitar.

O homem deu de ombros, dirigindo à sua sala. E não escondeu a surpresa ao reconhecer sua visitante, ela estava sentada no divã, fitando a porta como se soubesse que ele ia aparecer naquele momento.

-Oh, por favor, não me diga que outra pista lhe trouxe a mim e sou suspeito de um novo assassinato? Isto está ficando clichê.

Ela sorriu divertida, então deitou no divã, como se pretendesse se consultar. – Eu preciso de sua ajuda, Dr. Howard.

-É um prazer revê-la também, agente Mitchell – ele retrucou com um suspiro. –No que posso ajudá-la?

(Fim do vídeo)

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(Continua) - tsc, vamos ser honestos, todos nós sabíamos que isso ia acontecer... rs.


N/a: alok.