Disclaimer: Saint Seiya pertence a Masami Kurumada e Toei, todos os direitos reservados. Fic sem fins lucrativos.

O sobrenome "Dmitris" para os gêmeos foi dado pela Maia Sorovar, créditos a ela.

Nunca vi ninguém usar o sobrenome "Palaiopoulos" para Aioros e Aiolia. Foi opção minha, mesmo.

Sinopse: Universo Alternativo. Toda família tem um segredo escondido dentro do armário, sob o porão ou em uma propriedade afastada, não? Mas em algum momento o sangue haveria de transbordar... (fic em resposta ao Desafio Halloween do grupo "Saint Seiya Ficwriters" - Facebook).

AVISO: Esta fic contém violência (um tanto gráfica) e assassinato.


KATARAMÉNOS

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CAPÍTULO 4 - ENTRE IRMÃOS

- Saori está demorando…

- É verdade. Ela sempre acorda cedo…

Saga, distraído com uma maçã, nada comentou. Estava mergulhado demais em seus próprios pensamentos para pensar no atraso de sua noiva.

Ao despertar, não encontrara Kanon a seu lado. Não estava no banheiro e tampouco havia descido à cozinha para tomar café - esperança tola, sabia. Talvez tivesse novamente se escondido em algum canto da mansão para não ser encontrado pelos visitantes. Como era arredio!

O clima na cozinha estava pesado. Os irmãos Palaiopoulos falavam pouco e de vez em quando ainda lançavam olhares preocupados ao herdeiro dos Dmitris como se estivessem preocupados com a sanidade do amigo. Saga sabia que a cena do dia anterior havia sido deveras estranha, mas logo eles iriam conhecer a verdade. Bom… ao menos assim esperava.

A porta da cozinha se abriu.

- Saori? - A voz de Aioros soou bastante surpresa e Saga ergueu o olhar para a recém-chegada.

A jovem estava com uma aparência péssima. Pálida, com olheiras sob os olhos, ajeitava nervosamente a gola alta de sua blusa.

- S-Saga… - A voz rouca e receosa.

- Saori…? - Saga se ergueu para recepcioná-la com um beijo, mas a japonesa se encolheu - O que houve? Não dormiu bem?

- Eu acho que vou tomar café no hotel…

- Mas eu não estou entendendo… o que aconteceu?

Saori fitou por um momento a expressão genuinamente confusa do noivo.

- Você não se lembra de ontem à noite? No meu quarto?

- Eu? - Saga arqueou uma sobrancelha, confuso - Eu não fui até lá, Sa… eu disse que não estava em condições de…

- Sim, entendi…

Saori o observou por mais um momento e as feições algo temerosas tomaram um tom de preocupação. Forçou um sorriso.

- Deve ter sido apenas um sonho, nada com que se preocupar. De toda forma, não estou com fome… tomarei apenas um chá.

Saga percebeu o sinal de alerta se acender em sua cabeça ao perceber a noiva mais distante do que nunca. O ambiente na cozinha ficou decididamente estranho após a chegada da japonesa, que se mantinha apática e calada.

E aquela pergunta de Saori sobre a noite anterior? Do que ela estava falando, afinal?

- Saori… - Viu a noiva olhá-lo por um momento e tornar a baixar os olhos - Querida, por que me perguntou sobre a noite passada? O que houve?

- Não se preocupe, amor, só um sonho sem importância. Termine seu chá…

- Não - Saga se impacientou - Sa, você está muito estranha hoje de manhã, dormiu mal, eu realmente quero saber o que está acontecendo com você! - Suavizou o tom - Da mesma forma como se preocupa com o que sinto, também me preocupo com o que você sente. Você está calada, distante, com o ar cansado… por que não confia em mim?

Os irmãos Palaiopoulos apenas acompanhavam a conversa em silêncio, preferindo não interromper o casal. Saori sacudiu negativamente a cabeça.

- Não quero falar sobre isso agora. Por favor - Salientou ao perceber Saga tornar a abrir a boca - Mais tarde poderemos conversar, mas por enquanto vamos apenas tomar o café. Está tudo bem…

Não, Saga sabia que não estava. Mesmo o sorriso de Saori estava vago e mal conseguia ocultar um semblante de preocupação e até… medo. E era claro que o foco daqueles sentimentos era ele próprio. Além disso, deveria ser algo realmente sério para que Saori cogitasse retornar ao hotel. O que teria acontecido para…?

A resposta piscava insistentemente em sua cabeça, mas Saga se recusava a acreditar nela.

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- Onde esteve o dia todo?

Saga havia passado o dia com Aioros e Aiolia planejando a reforma na mansão, mas não conseguira se concentrar em momento algum. Por um lado, Saori estava tão quieta que praticamente não se fazia notar enquanto analisavam a planta da casa; não havia fornecido sequer uma dica decorativa a menos que fosse solicitada.

Por outro lado, o assunto trazia uma certa aversão a Saga. Por mais que estivesse planejando aquela reforma, no fundo se perguntava se realmente gostaria de viver ali, ou mesmo de deixar aquela construção em pé. A história daquela casa era pesada demais, fazia-lhe mal demais, e vez ou outra se questionava se não seria melhor simplesmente colocar um fim àquele presídio.

Obviamente, essas reflexões traziam à tona também sua vontade cada vez mais crescente de conversar com Kanon. Não o havia visto desde a noite anterior, e sua suspeita com relação ao ocorrido com Saori o afligia. Era óbvio demais; se não havia sido ele a estar no quarto dela, só poderia ser…

Anoitecia quando adentrou o quarto para tomar um banho e jantar, e se surpreendeu ao encontrar o irmão deitado tranquilamente na cama, de banho tomado, lendo um livro qualquer.

- Sabe que não quero aparecer pra eles ainda - Kanon respondeu, dando de ombros - Apenas me mantive fora de vista.

- Kanon, preciso saber o que fez na noite passada - O semblante de Saga era sério.

- Eu? Dormi, o que mais seria?

- Você foi ao quarto de Saori - Não havia sido uma pergunta - O que foi fazer lá? O que você fez, Kanon?

Kanon o fitou por um momento como se medisse as palavras.

- Eu só quis vê-la de perto - Respondeu por fim, displicente - Não fiz nada de mais… ela me confundiu com você, não falei nada… quando ela dormiu eu fui embora, ora!

- Ela estava cheia de olheiras, não dormiu bem. Ela estava muito estranha comigo hoje. O que você fez a ela?

Kanon fechou a cara, parecendo ofendido.

- Ah, é esse o problema: eu não fiz nada! Talvez ela esteja achando que você não a deseja mais…

Saga o fitou por um momento, o punho fechado em irritação. Kanon falava até com um certo deboche, e parecia que não conseguiria arrancar mais nada dele. Se Saori falasse abertamente…

Kanon percebeu a linguagem corporal do mais velho e bufou, partindo ao ataque.

- Sabia. Sabia que isso ia acontecer! Agora eu tenho culpa pelo mau humor da sua noiva! Diga-me, meu irmão, você está arrependido de me encontrar agora? Sua vida parece tão mais fácil, tão mais tranquila com ela e seus "irmãos"...

Saga foi surpreendido pelo tom agressivo do gêmeo e acabou baixando a guarda, suavizando o tom.

- Não… você entendeu tudo errado, Kanon… quero que você faça parte da minha vida! Você é que se recusa, se esconde, ataca… Kanon, você já é um homem adulto e deve saber que na nossa vida sempre lidamos com várias pessoas, faz parte da convivência em sociedade!

- Ah, desculpa se não sei o que isso significa! - Kanon alteou a voz, amargo.

- Você não sabe agora, mas… é esta a questão!… eu quero ensiná-lo! - Saga levou a mão aos cabelos, exasperado - Minha vida era, sim, mais fácil. Eu não conhecia essa maldição terrível… como dizem, a ignorância é uma bênção. Mas é uma bênção falsa! Agora que encontrei você, que sei que tenho um irmão… não posso mais voltar à vida de antes porque me faltará você! Entende?

Kanon suspirou, depositando o livro sobre o criado-mudo.

- Edgar Allan Poe?

- Gosto dele - Kanon deu de ombros. Parecia menos agressivo no momento - Certo, vamos esquecer isso no momento, ok?

- E Saori?

- Vai ficar mais preocupado com as frescuras da sua noiva e voltar a me acusar?

Saga suspirou com impaciência. Não estava conseguindo discutir com Kanon. O irmão havia construído uma verdadeira barreira vitimista ao seu redor e estava disposto a jogar na cara o tempo todo o fato de ser o "irmão indesejado". Contudo, por todos os traumas que ele deveria carregar consigo, Saga achou prudente não forçar demais tentando esmiuçar aquela tática dispersiva do outro. Talvez falasse com Saori. Talvez tornasse àquele assunto depois. Talvez pudessem esclarecer tudo quando Kanon e Saori fossem enfim - oficialmente - apresentados...

- Tudo bem. Deixemos esta conversa pra depois.

Kanon abriu um sorriso.

- Quero jantar com você.

- Oh… Kanon, é que… - Saga hesitou por um momento, mas o irmão deveria saber de uma forma ou de outra - Bom, estávamos pensando em jantar fora. No mesmo restaurante a que levei você, lembra?

Kanon fechou novamente o semblante. Saga não conseguia deixar de se admirar com a forma como o gêmeo conseguia alterar sua expressão em milésimos de segundo, e se perguntava se seria capaz de fazê-lo com tal intensidade. Talvez sua educação rígida o tenha feito assimilar uma máscara social que o impedisse de ser tão transparente quanto Kanon. De qualquer forma, estava começando a aprender a lidar com os altos e baixos de humor de seu irmão.

- Ah, sim, vá comer com eles… sua primeira família...

- Kanon… - Saga não conteve um tom de aviso - Já falamos sobre isso. Por que não vai conosco?

- Eu queria fazer um jantar especial pra nós. Só pra nós. Você já comeu com eles ontem…! Desde que eles chegaram não pudemos fazer nada juntos!

- Não foi por falta de vontade minha, você sabe…

- Por favor! Só hoje! Amanhã eu… eu prometo que vamos fazer algo juntos. Os cinco.

Saga finalmente sorriu.

- Tudo bem. Eu fico…

Saga adentrou o banheiro e não pôde ver o sorriso triunfante no rosto do outro.

- Tome um bom banho, irmãozinho. Enquanto isso... o que será que nossos hóspedes estão aprontando?

Deixou o quarto, furtivo como uma sombra.

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- … e foi isso.

Os irmãos Palaiopoulos se entreolharam, atônitos.

- O Saga tentou estrangular você? - Aiolia estava chocado - Céus!

- O que me preocupa é que nem ele parece ter consciência disso… - Saori alisou o pescoço claro, que ainda conservava leves marcas de dedos - Ele realmente parecia não se lembrar de nada hoje de manhã.

Saori havia aproveitado que Saga subira para se banhar e pôde enfim conversar sobre seus receios com Aioros e Aiolia. Aioros lançou o olhar para fora da varanda, fitando o jardim malcuidado que escurecia a cada minuto.

- Acho que deu pra entender o seu ponto, Saori. Acha que ele está emocionalmente desequilibrado, é isso?

- Ora, mas isso não é segredo! - Aiolia deu um pequeno soco no banco - E aquela história de "irmão gêmeo"? E ele conversando sozinho no corredor ontem, confundindo o próprio reflexo? Saga não está nada bem!

- Acho que esta casa é que não faz bem a ele - Tornou Aioros - Viu o jeito que ele estava hoje quando falávamos da reforma? E este lugar… não sei, me passa uma coisa ruim. Saber que este foi o último lugar que o senhor Aspros visitou antes de morrer deve ser meio angustiante… e esta casa tem muitos espelhos. Nossa, e Saga sempre disse que o senhor Aspros os detestava! Com tanto espelho ao redor, talvez Saga tenha criado a fantasia de um irmão gêmeo… sabem, de um familiar a que se agarrar pra não se sentir sozinho no mundo.

- Isso é tão triste… - Aiolia baixou o olhar verde por um momento. O irmão mais velho o abraçou pelo ombro, gentil.

- É, sim, e é por isso que precisamos lembrá-lo de que somos a família dele. Não de sangue, mas de alma. Saga precisa de nós.

- Será que Saga teve uma crise de sonambulismo? - Cogitou Saori - Ele estava tão estranho… nem parecia ele… mas é tudo tão confuso na minha cabeça…! - Agarrou a raiz dos próprios cabelos, tentando se concentrar - Não sei mais… as mãos pareciam mais ásperas… ele estava diferente… mas não sei se isso é uma lembrança real ou um sonho… eu apaguei, nem sei quanto tempo fiquei inconsciente. Quando voltei a mim ainda era noite, mas não consegui mais dormir. A única evidência que tenho do que houve são essas marcas e a dor que ainda continuou um tempo… ele apertou com muita força…

A jovem estremeceu.

- Sa… se quiser dormir no hotel… - Aioros a fitava preocupado.

- Não… eu não quero sair daqui - Apesar da voz baixa, Saori estava decidida - Não quero abandoná-lo numa hora dessas, ele precisa de mim. Ele está com a impressão de que me afastei… e é verdade, ainda sinto algum receio. Mas isso não fará bem a ele neste momento. E como você disse… ele precisa da gente agora, mais do que nunca. Sei que não era ele ali e que ele jamais quereria me fazer algum mal...

- Como achar melhor - Aquiesceu Aioros - De qualquer forma, Aiolia e eu estaremos no quarto ao lado e tentaremos ficar atentos. Melhor observarmos melhor as atitudes de Saga no jantar. Talvez… ele precise de ajuda mais especializada…

- Você quer dizer… - Aiolia engoliu em seco - Interná-lo?

- Não necessariamente, Olia - Tornou o mais velho - Mas precisamos ter uma conversa franca com ele. Muito provavelmente tirá-lo daqui. Vamos entrar, Saga já deve estar quase descendo…

Enquanto se levantavam, os três não perceberam um vulto que se afastava ligeiro - e muito irritado.

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- Você não vai?! Saga!

- Desculpe, Aiolia… - Pontuou Saga, já habituado às pequenas explosões do mais jovem dos Palaiopoulos - Estou com um pouco de dor de cabeça. Mas vocês podem ir sem mim… aliás, faço questão! Vocês precisam conhecer o restaurante que lhes indiquei, é perfeito!

- Saga… - O tom de Saori transbordava preocupação - Se você não se sente bem, é claro que não vamos a lugar algum!

- Isso, vamos ter mais uma "noite de pizza do Olos"! - O sagitariano tentou convencer o amigo, sem sucesso.

- Por favor, vão. É um pedido meu. Vou comer um sanduíche aqui mesmo, não vou conseguir comer muita coisa…

Os três se entreolharam por um momento.

- Como desejar - Concedeu Aioros por fim - Iremos só os três. Mas voltaremos o mais breve possível, certo?

Saori se despediu com um selinho e os três deixaram a casa. No jardim, Aiolia interpelou o irmão:

- Olos! Não foi você que disse que ele precisava da gente?! Como pode querer deixá-lo sozinho aqui?

Mas Aioros tinha o semblante grave.

- Precisávamos sair daqui pra que ele não nos escutasse… e o sinal do celular é péssimo aqui. A gente janta o mais rápido possível e volta, mas não é essa a questão.

- E qual seria? - Aiolia parecia confuso.

- Vamos ligar pro Milo.

- Pro… Milo?

- Exatamente. Com urgência.

Aiolia e Saori o fitaram em sinal de muda - e preocupada - compreensão.

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- Ah, finalmente um pouco de liberdade!

Kanon sorria de orelha a orelha, servindo o jantar ao irmão mais velho.

- O que é isso?

- Sopa negra - Informou Kanon - Bom… esse tipo de prato eu já comia com mais frequência, mas gosto dele. É um prato espartano, sabia? Pra guerreiros e tudo o mais. Leva carne e sangue de porco.

Saga, que havia acabado de levar uma colherada à boca, engasgou-se.

- S-sangue?

- Ora vamos, Saga! Não vai me fazer essa desfeita por conta de uma frescura dessas, vai? - Kanon comia com a expressão prazerosa - Esta sopa é especial. Foi feita pra você, Saga. É um prato só nosso, um ritual só nosso. Por isso queria comê-lo só com você.

Saga o olhou por um momento. Kanon às vezes tinha umas ideias estranhas.

- "Ritual", você diz?

- Sim. Eu sinto que esse sangue me dá mais força pra recomeçar ao seu lado. Essa sopa é que me trazia vitalidade quando eu levava as piores surras, e comê-la com você me dá um alento maior. E não somos irmãos de sangue? Não compartilhamos do mesmo sangue? Então! Compartilhemos deste, também! Um ritual de sangue entre irmãos!

- … Kanon, não é bem assim...

- Além disso - O irmão o interrompeu - Como eu já disse, a de hoje é especial. Foi feita por um homem livre. Livre graças a você. Você merece tomar esta sopa, Saga…

Um arrepio estranho percorreu o corpo de Saga ao ouvir aquelas palavras. Seu gêmeo realmente fazia analogias muito estranhas e aquela história de sangue o perturbava. Ante o olhar do irmão, porém, acabou por se render e provar mais da iguaria - afinal, não era nenhuma invenção insana de Kanon, já que já ouvira falar naquele prato. E até que não era ruim.

- Posso me acostumar - Saga tentou contemporizar - O sentimento que você colocou nessa sopa parece me fortalecer…

O sorriso de Kanon se alargou.

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Eram duas da manhã e Saga não conseguia dormir.

Estava inquieto. Por mais que tivesse desistido de conversar com Kanon sobre Saori, parecia determinado a não dormir até que ele parecesse plenamente adormecido. Queria tirar a história a limpo, atento a qualquer movimento na cama, e parecia sentir que o irmão estava igualmente agitado com alguma coisa.

Kanon havia se mexido um tanto, mas parecia finalmente ter adormecido de vez. Saga, no entanto, parecia ter perdido definitivamente o sono…

Com muito cuidado, levantou-se da cama, cuidando para não despertar o gêmeo. A jarra de água que seu irmão sempre deixava no criado-mudo estava intacta, mas Saga quis descer à cozinha de qualquer forma para espairecer. Talvez tomar um suco…

Somente ao abrir a geladeira havia se dado conta de que nunca havia bisbilhotado seu teor. Kanon guardara as compras e também sempre fora o responsável pela maioria das refeições, sendo que as outras haviam sido de responsabilidade de Aioros.

Por sinal, lembrava-se da queixa do amigo de que não conseguira abrir a porta do freezer e por isso acabara recorrendo à pouca carne nova no refrigerador que Saga havia comprado com o irmão ("Tem muita carne no freezer, podemos levar pouca pra colocar na geladeira porque nem vai caber", dissera). Talvez fosse o momento de descongelar a geladeira, que parecia ser de um modelo mais antigo.

Forçou um pouco a porta do freezer, que parecia emperrada. Levou alguns instantes e um certo jeito - que talvez só seu irmão conhecesse - para finalmente conseguir abrir o compartimento. Havia sacos e mais sacos de carne moída congelada. Talvez fosse hábito estocá-la em grande quantidade, já que provavelmente as compras fossem raras antes da morte de seu pai. Mas não se perderia? Podia sentir um cheiro estranho, desagradável, vindo dali. Talvez fosse o caso de alertar o seu irmão e descartar aquela carne toda - lamentável pelo desperdício, mas uma questão de saúde.

Foi retirando os pesados sacos de carne para analisar melhor as condições de seu conteúdo. Céus, quanta carne! Parecia que tinham moído um boi inteiro! Também pôde ver vários frascos com um sangue escuro e congelado. Sangue de porco para a sopa, talvez? Chegou a se aliviar por Aioros não ter visto aquilo - o amigo tinha certo pavor de sangue.

Sua mão esbarrou em algo diferente, maior e bem mais rígido, no fundo do freezer.

Mas o quê…?

Afastou alguns sacos e frascos para poder visualizar o objeto.

O grito de Saga Dmitris ecoou pela mansão inteira.

CONTINUA...


Notas finais do capítulo:

Capítulo 4 finalmente on! Era pra eu ter postado ontem, tava até pronto, mas não deu x.x E parece chatinho… mas era necessário, creio x.x Eu diria que é uma transição pro clímax, mais ou menos.

Não tenho muito a dizer aqui. Nem criei uma nota explicativa sobre a sopa negra porque a explicação tá na própria fic (de acordo com a Wiki), mesmo =P Eu acho que não me animaria a comer esse troço, não x.x''

A Saori sobreviveu (ha! XD). Havia ficado inconsciente durante a tentativa de estrangulamento, mas não morreu. E agora os três estão definitivamente preocupados com a sanidade do nosso querido Saguinha… a ponto de chamar o Milo! Nossa, por que vão ligar pro nosso querido aracnídeo? Parece que a coisa ficou séria agora! XD [apanha]

Por outro lado, Kanon ligou as "anteninhas" e está atento ao que os "invasores" planejam. Será que ele vai fazer algo a respeito? 9.9

E eu acho super previsível entender o que houve na última cena, então nem comento...

A gente tá na reta final, na verdade. O próximo capítulo vai ser bastante esclarecedor (pelo menos assim espero x.x), especialmente com relação aos sentimentos e pensamentos do Kanon e à forma como ele vem agindo. Calculo que além do próximo capítulo haverá somente um epílogo. Logo vão se livrar de mim, prometo =P

Reviews:

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Aredhel Atreides - É, agora o Kanon tá colocando as manguinhas de fora XD Deu dó, né? A Saori toda crente que o noivo dela tinha aparecido pra uma "visitinha noturna" e quase bate as botas! x.x

Well, sobre a sanidade do Saga e a existência (ou não) do Kanon, capítulo que vem falo com mais liberdade a esse respeito n.n Kissus, espero que continue curtindo n.n

Darkest Ikarus - Fic foda, olha quem fala… u.u Mas que bom que gostou! *-* HUAHUAHUAHUA, tava com receio de um yaoizinho velado, Ikarus-sama? XD Relaxa, fiz isso não =P Relação obcecada, doentia mas puramente fraternal… [carinha de anjo] A menos que queira enxergar de outra forma 9.9 [apanha]

Sério que cê curtiu a frase final? o.o Uia! n.n Bom, não teve pervice, mas se a cena ficou boa então tá valendo, né? =P Espero que continue curtindo a fic n.n Kissus!

Krika Haruno - Oi, Krika-sama! n.n Ain, que bom que tá gostando! *-* Bom, sua pergunta foi respondida aqui… a Saori tá viva, ao menos por enquanto =P Quanto ao desfecho… nossa, será que o Kanon seria capaz de uma coisa dessas? Credo… 9.9 [apanha] Não posso adiantar muita coisa, mas talvez você curta o próximo capítulo… =P Espero que goste deste cap n.n Kissus!

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Bom, é isso, galera! O próximo vem esta semana, provavelmente (até porque tem mais feriado)... como deve ser um pouco mais movimentada por conta de uns experimentos agendados, não prometo datas.

Ah, é! Eu tô escrevendo essa fic no Google Drive (muito prático quando preciso ir ao lab e tenho a chance de escrever um tico), é uma experiência nova pra mim. Parece bacana, mas quando posto tenho reparado na falta de algumas pontuações e até uma ou outra palavra estranha (e tô com preguiça de arrumar no momento n.n'' [apanha]). Não sei se fui eu que comi mosca ou se é problema de quando baixo a fic em ODF pra postar, então se notarem algo… desculpem-me x.x Confesso que não tenho beta (e não pretendo ter because of reasons), então algo pode passar batido quando releio antes da publicação. Mas, pelo que percebi, a compreensão não ficou prejudicada - ao menos textualmente, já que a fic em si é meio noiada x.x

Bom, é isso. Chega de falatório! Kissus e até o próximo capítulo!

Lune Kuruta (18/11/2013)