The Bright Side Of Life
Sinopse: A vida tende a ser inesperada proporcionando algumas surpresas, umas boas e outras ruins, e dela se deve esperar tudo... Deveríamos ser preparados para receber tudo aquilo que ela tem a nos oferecer, mas obviamente Edward e Bella não estavam prontos para isso.
O garoto inconsequente que julgava estar acima de qualquer responsabilidade e livre de qualquer consequência.
A garota boa e responsável, tida como bom exemplo em tudo.
Ambos confortáveis com suas vidas.
Mas nada permanece igual, tudo muda. E com eles não podia ser diferente.
Capítulo III – Primeiro Contato
Já se passara um mês comigo morando em New York, a cidade é realmente maravilhosa. As coisas na casa do Ben são muito legais, Senna e Makenna são uns amores, e eu não podia estar sendo mais bem tratada.
A faculdade, bom, a faculdade estava uma beleza. Estava, até que na semana passada nosso professor de histologia nos passou um trabalho em dupla, sério, achei que havia me livrado disso no Ensino Médio. Enfim... Tudo bem... Ou estava até que ele anunciou os pares, e eu descobri que faria par com o Cullen.
Quando contei pro pessoal que teria que fazer um trabalho em dupla e que minha dupla era o Cullen minha paz acabou, minha vida virou um inferno, era pergunta pra cá, Cullen mau elemento pra lá... Eu já estava ficando estressada com tanto falatório por causa de uma dupla de trabalho que não estava nem aí pra nada sobre o assunto.
Sempre depois da aula quando ia falar com ele sobre o trabalho, ele me ignorava e saia andando. O que me deixava irada, e isso causava mais falatório sobre o Cullen e minha cota de paciência estava na borda.
Mas hoje eu estava determinada, falaria com ele e ele iria me escutar. Depois da aula, antes que ele sai-se correndo da sala, parei na sua frente, empurrei seu ombro pra que ele senta-se novamente e disse:
– Hoje você vai me ouvir. – ele arqueou uma sobrancelha como quem perguntasse "quem é você?". – Olha, eu não sei se você é realmente desligado ou se faz de sonso, por que se você não notou a uma semana atrás Alec nos passou um trabalho sobre tipos de tecido e por uma infelicidade você ficou como minha dupla, e desde esse dia eu tento falar com você sobre a porra do trabalho e não consigo, por que você parece que se materializa da sala... O negocio é o seguinte eu não tenho dinheiro pra pagar porra da faculdade como você, ou seja, eu preciso fodidamente da nota desse trabalho, que só pra você saber vale cinquenta por cento da nota do semestre inteiro, então eu sugiro que você deixe de ser esse mauricinho egoísta e me ajude! – assim que terminei meu desabafo ele se levantou e me encarou como se fosse me fuzilar.
– Quem você pensa que é pra chegar dizendo esse monte de merda sobre mim?! Você não me conhece garota, não sabe nada sobre mim. E só pra você saber eu ouvi sobre o trabalho e se temos que fazer essa porcaria juntos será na minha casa!
– Por que na sua casa?! – quis saber.
– Eu tenho meus motivos...
– Tem seus motivos?! Eu não vou pra sua casa, nós podemos muito bem fazer o trabalho na biblioteca!
– Olha garota nós vamos fazer a porra do trabalho na minha casa e ponto final! – ele disse e quando eu ia retrucar ele me interrompeu. – E não abuse da minha paciência. – ele disse se desviando de mim e saindo porta a fora.
Eu estava fervilhando com tudo que tinha acabado de acontecer, sacudi a cabeça e me dirigi para o estacionamento encontrando o pessoal perto do R.R era como Zafrina chamava o nosso carro.
Quando notei que Zafrina iria abrir a boca eu me apressei e disse:
– O primeiro que citar o nome do Cullen vai se ver comigo! – Zafrina rapidamente fechou a boca e voltou a se encostar no carro.
– Então Bella... – Felix chamou minha atenção. – Estava comentando com o pessoal de ir lá pra casa tomar umas biritinhas comer uns belisquetes ver uns filmes essas coisas...
– Por mim tudo bem! – disse, eu realmente precisava de uma distração.
– Ótimo, eu passo meu endereço e o horário pra vocês por SMS e não precisam se preocupar em levar nada! – ele disse quase saltitando no lugar.
O restante da tarde passou calmo sem que Zafrina me perturbasse com o "tema" Cullen, o que agradeci intensamente, no final da tarde recebi o SMS do Felix com o endereço do seu conjugado* e o horário para estarmos lá.
*Conjugado: É um apartamento de até 50m², com pequena área destinada à cozinha, quarto conjugado à sala e parede divisória para separação do banheiro.
Aproveitei o tempo que ainda tinha até ter que sair de casa pra dar mais uma pesquisada sobre o trabalho de histologia. Depois de algumas horas pesquisando sobre o assunto do trabalho salvei o que achei importante e desliguei meu notebook.
[...]
O conjugado do Felix era todo bem decorado um sofá em forma de "L" de frente pra uma TV LCD de 32' e um home theater, a cozinha era um tanto quanto minúscula, mas era impossível não notar o armário lotado de bebidas.
Bebemos, conversamos, bebemos de novo, ouvimos musicas e bebemos mais um pouco. Já era quase meia noite quando deixamos o apartamento do Felix e pegamos um táxi pra casa, Zafrina mal se aguentava nas pernas depois de algumas Bud* e três shots de tequila. Ela ria sem parar e falava coisas sem o menor sentido. Eu me sentia um tanto quanto embriagada, mas não ao ponto de precisar de ajuda pra se manter de pé como Zafrina.
*Bud: Budweiser é uma cerveja do tipo Lager(levedura de fermentação mais baixa) americana, fabricada pela empresa Anheuser-Busch, fundada em 1876 por imigrantes alemães. É hoje a cerveja mais vendida do mundo. Tem sua versão light, a Bud light, que por sua vez é a segunda cerveja mais vendida do mundo.
Foi a maior luta apoiá-la de pé dentro do elevador, sem contar as risadinhas histéricas. Quando entramos no apartamento fui obrigada a cobrir a boca dela com minha mão para que ela não acordasse ninguém, e foi somente ela aterrissar no macio colchão pra apagar.
Acordei me sentindo um completo lixo, uma dor de cabeça monstruosa e a boca tão seca que parecia que tinha lambido o deserto do Saara.
Me arrastei até o banheiro, tomei um banho gelado pra dissipar um pouco da ressaca. Vesti meu jeans e uma camiseta branca e coloquei meus óculos de sol e deixei o quarto indo pra cozinha.
– Bom dia! – disse.
– Óculos de sol dentro de casa?! – Senna questionou.
– Ressaca! – disse pegando uma xícara e enchendo de café.
– E a Zafrina?! – Ben perguntou.
– O estado dela ontem era bem pior que o meu, se ela conseguir levantar da cama eu vou dar os parabéns. – disse.
– Tia Zafrina ta doente?! – Makenna perguntou.
– Digamos que sim querida!
Terminei meu café fui até o quarto peguei duas aspirinas e mandei pra dentro. Zafrina nem mesmo quis sair do quarto tamanha era sua ressaca.
[...]
– Oi meninos! – disse cumprimentando Felix e Ben e sentando no meu lugar.
– Hey querida, como esta?! – Felix quis saber e Ben apenas me deu um fraco aceno.
– Deus Felix, com uma puta ressaca, não sei onde eu tava com a cabeça quando aceitei ir pro seu apartamento.
– Ai gata relaxa, pelo menos você está aqui pois Lauren e Ângela estão acabadas!
– Zafrina nem se quer saiu do quarto! E você sem ressaca?! – perguntei.
– Nada, zero! – ele disse dando um sorrisinho.
As aulas passaram devagar e eu estava completamente absorta por causa das aspirinas, elas sempre me deixavam lenta, na verdade qualquer analgésico.
Na hora do almoço peguei apenas uma soda já que meu estomago estava completamente embrulhado.
O restante das aulas passou da mesma forma, eu não prestando atenção em nada. Despedi-me dos meninos e fui direto pra casa vegetar no meu quartinho escuro.
[...]
Enfim a tão sonhada sexta feira, que estava perfeita até o ultimo tempo onde infelizmente encontraria o Cullen.
Assim que entrei na sala avistei o Cullen no seu lugar de costume e segui até o meu esperando Alec chegar.
Faltando dez minutos para o termino da aula Alec permitiu que nos juntássemos aos nossos parceiros para que pudéssemos discutir sobre o trabalho.
Levantei do meu lugar e fui até o Cullen.
– Então você pesquisou alguma coisa sobre o trabalho?!
– Eu não tenho nada aqui. – ele disse sem nem ao menos me olhar.
– Hum... certo, e quando vamos nos reunir?
– Tanto faz. – ele deu de ombros. – Me espera no estacionamento e nós vamos pra minha casa.
– Certo, mas eu preciso antes passar na minha casa pra pegar meu notebook. – era melhor fazer o trabalho na casa dele do que correr o risco de não receber nota nenhuma.
Assim que o sinal bateu seguimos para o estacionamento.
– Nós vamos no meu carro. – ele disse firme.
– Mas eu preciso passar na minha casa antes...
– Você já falou. – ele disse.
– E por que eu não posso ir no meu carro?!
– Eu não to a fim de esperar, então é isso ou nada.
– Tudo bem, só preciso entregar a chave do carro pra minha amiga. - que garoto mais idiota eu só não dou uns tapas nele por que se ele se negar a fazer o trabalho eu to perdida.
Encontrei com o pessoal entrando no estacionamento.
– Indo pra onde?! – Zafrina perguntou.
– Só vim te entregar a chave do carro, estou indo pra casa do Edward. – disse lhe entregando a chave e os cinco me olhavam como se um terceiro olho tivesse nascido na minha testa.
– Você vai pra casa do Edward? O Cullen?!
– Sim o Cullen!
– Você pirou?! A bebedeira da terça afetou seus neurônios?!
– Nem um nem outro, é que eu preciso dele pra fazer o trabalho e ele só fará se for na casa dele, sendo assim eu não tenho muita opção...
– Estranho isso!
– Bem tanto faz, eu tendo o trabalho pronto é o que importa apesar dele ser um riquinho mimado... Agora deixe eu ir antes que ele tenha um ataque de pelanca!
Voltei pra onde eu o tinha deixando e seguimos até o seu carro um volvo CX60 preto.
– Onde você mora?! – perguntou
– Na 2nd Avenue, 730.
– Ta, entra ai. – ele disse. Assim que fechei a porta do carona ele arrancou com o carro saindo do estacionamento e seguindo pela 1st Avenue em direção a E 33rd St.
Seja o que Deus quiser!
