The Bright Side Of Life
Sinopse: A vida tende a ser inesperada proporcionando algumas surpresas, umas boas e outras ruins, e dela se deve esperar tudo... Deveríamos ser preparados para receber tudo aquilo que ela tem a nos oferecer, mas obviamente Edward e Bella não estavam prontos para isso.
O garoto inconsequente que julgava estar acima de qualquer responsabilidade e livre de qualquer consequência.
A garota boa e responsável, tida como bom exemplo em tudo.
Ambos confortáveis com suas vidas.
Mas nada permanece igual, tudo muda. E com eles não podia ser diferente.
Capitulo IV – Perigo?!
Assim que saímos da NYU fomos pegar meu notebook no apartamento e seguimos para a casa do Cullen.
Quando ele parou em frente a um imponente prédio de luxo na 5th Avenida quase de frente para o Empire State Building* eu quis gritar um "você está brincando", mas engoli minha incredulidade quando ele entrou no estacionamento e parou seu volvo na vaga ao lado de uma Grand Cherokee* preta.
*Empire State Building: foi por muito tempo o prédio mais alto do mundo com 102 andares, de arquitetura ArtDeco e construído em 1931, atrai milhares de turistas de todas as partes do planeta . É possível subir ao 86º andar onde há o observatório, onde se tem uma deslumbrante vista da cidade! Desde que foi aberto, aproximadamente 100 milhões de pessoas estiveram lá.
*Grand Cherokee: é um SUV (Sport utility vehicle no português veículo utilitário esportivo) de porte médio fabricado pela Jeep.
Saímos do carro e seguimos para o elevador, e já não foi surpresa ele ter apertado o botão para o ultimo andar.
Quando as portas do elevador se abriram eu quase babei no hall, a decoração era incrível, as paredes em tons de cinza com alguns quadros abstratos bem coloridos que davam vida às cores neutras das paredes, havia um aparador próximo a porta, Edward deixou suas chaves ali e seguiu pelo corredor, enquanto o seguia, pude perceber a riqueza de detalhes que foram utilizados na distribuição das flores e dos adornos, e a iluminação era feita com um lustre de cristais em formas de gotas e folhas. "A entrada parecia ter saído de uma daquelas revistas de decoração de casa de famosos."
Ao irmos pelo corredor, entrando a esquerda, me deparei com a cozinha dos sonhos de qualquer dona de casa, utensílios de ultima geração, todos os eletrodomésticos que alguém pode querer. E mexendo algo no fogão se encontrava uma mulher linda, beirando os 40 e poucos anos, anos esses que não apareciam, ela se vestia impecavelmente, com um cabelo castanho claro, quase da cor do de Edward, o cabelo emoldurava um rosto em formas delicadas e femininas, quando ela percebeu que entramos, se virou com um sorriso maternal e acolhedor. Me deu saudades da Renée.
– Edward querido! – ela disse vindo na direção dele e depositando um beijo em seu rosto. – Pelo que vejo temos visita.
– Mãe essa é Isabella Swan. – ele disse me apresentando e eu fiquei chocada por ele saber meu nome, já que ele só me chamava de "garota".
– Oh, seja muito bem vinda querida! – ela disse me abraçando, fiquei um pouco assustada com o gesto de afeto afinal o filho não tinha nenhum, mas logo retribui o abraço.
– É um prazer conhecê-la Sra. Cullen!
– Me chame apenas de Esme querida, me sinto um pouco velha sendo chamada de senhora! – ela disse sorrindo.
– Oh, claro Esme.
– Então vocês farão um trabalho...
– É se precisar de mim vou estar no escritório.
– Certo querido, bom trabalho para vocês.
– Obrigada! – eu disse e comecei a seguir Edward que nos levou até o escritório, quando adentramos o cômodo, logo de cara fiquei impressionada com a quantidade de livros que havia, eram muitas lombadas, a maioria dos volumes eram grossos e tinham nomes como, O Direito na historia, Defendendo uma causa perdida e As leis e suas aplicações. Fui até a mesinha de centro e comecei a retirar meu notebook de dentro da bolsa, eu havia pesquisado uma boa parte do trabalho, as informações estavam meio dispersas, teríamos que colocá-las de uma forma para que o professor entende-se. O tempo todo que eu estava perdida em pensamentos, Edward permanecia calado. Olhei em sua direção ele me observava, aquilo começou a me incomodar.
– Edward, então, onde estão suas anotações? Precisamos comparar algumas informações, eu acho que podemos começar a introdução do trabalho ainda hoje. – revirei alguns papéis e percebi que ele ainda continuava parado e calado. Um mau pressentimento me assolou. - Por favor, me diz que você pelo menos pesquisou alguma coisa!
– Não. Você não me disse que era de seu maior interesse fazer o trabalho? Então, pensei que nessa altura já tivesse todas as informações.
Eu não acreditei no que ele disse, eu vi vermelho, roxo, azul e verde, mas não consegui me aguentar, parece que o que eu disse na sala pra ele não fez efeito. Esse mauricinho metido a besta.
– Sério Edward qual é o seu problema?! Sabe eu sinceramente não entendo... O que você esta fazendo na NYU?! Qual é o sentido pra você se enfiar numa universidade se não liga pra fazer nada?! É algum tipo de hobbie novo pra vocês riquinhos? Se você não sabe nós estamos lá pra estudar, aprender, nos tornar futuros médicos e salvar vidas e não por divertimento, se você não está interessado pra que se matriculou?! Pra que diabos você frequenta as aulas? É com o intuito de ferrar alguém?! Por que eu não vejo outros motivos...
– E se for...
– Garoto, você tem ai nas mãos a oportunidade que muitos matariam para ter, e você simplesmente não aproveita, você tem dinheiro, pode pagar pra estudar em umas das melhores universidades com ótimos professores... Você tem ideia de quanta gente queria esta no seu lugar?! Se você não quer fazer medicina ou não quer fazer faculdade nenhuma, não atrapalhe quem deseja ou sonha com isso. Eu espero que na segunda feira
você tenha algo pra podermos iniciar o trabalho. – disse recolhendo minhas coisas e colocando na bolsa.
Esme apareceu no escritório com um lanche para nós que eu gentilmente recusei dizendo que tinha um inesperado assunto de família a tratar e que não poderia ficar ali por mais tempo.
Sai da casa do Cullen peguei um táxi de volta pra casa.
Assim que entrei no apartamento avistei o bilhete de Zafrina em cima da mesinha de centro avisando que estava no Felix fazendo trabalho.
Deixei minhas coisas no quarto e fui pra cozinha, fiz dois sanduíches de geleia de morangos com manteiga de amendoim. Me acomodei no sofá e assisti a um episódio qualquer de Friends.
Não sei em que momento peguei no sono, mas acordei com o barulho na fechadura.
– Boa noite! – Zafrina disse ao entrar.
– Hey, noite! – a cumprimentei. – Como foi seu trabalho com Felix?! – perguntei.
– Já adiantamos bastante coisa, mas ele quer uma pesquisa de campo, então semana que vem devemos ir ao centro de queimados.
– Bem interessante, eu peguei câncer de pele.
– Falando nisso, como foi lá com o Cullen?! E a casa como é?!
– Hum, ele mora na 5th quase de frente ao ESB*, e o prédio onde ele mora, é super luxuoso, a fachada é toda em vidro. Ele mora na cobertura e a decoração da casa é deslumbrante, parece ter saído daquelas revistas de decoração...
*ESB: Empire State Building
– Cala a boca*! Ele mora na 5th?! Meu Deus isso sim já é um luxo!
*Cala a boca: gíria que expressa indignação.
– Conheci a mãe dele, um amor de pessoa Zah, nem parece que o Cullen saiu dela!
– Imagino, mas e o trabalho conseguiram adiantar bastante coisa?! – perguntou.
– Hum... é adiantamos bastante coisas e ele teve uma ideia que vai me mostrar na segunda! – menti, já estava farta de ouvir o "eu te avisei" e toda essa baboseira.
[...]
No sábado pela manhã eu e Zafrina decidimos levar Makenna ao Central Park Zoo, para que Senna e Benjamin tivessem um tempo a sós. Nunca vi Makenna tão elétrica, ela saltitava de um lado para o outro, vimos vários animais, mas ela ficou maravilhada com os pinguins e leões marinhos.
Fizemos uma pausa para o almoço e ela quase explodiu de felicidade quando disse que ela poderia almoçar seu adorado Mc Lanche Feliz.
Quando deixamos o parque, Makenna carregava seu grande e gordo algodão doce, Zafrina uma pelúcia de pinguim e eu com um balão de gás em forma de panda.
Chegando em casa, Zafrina e eu formos surpreendidas por Senna e Ben com dois ingressos para assistir ao Fantasma da Ópera, em agradecimento pelo sábado livre que demos a eles.
O Domingo foi um dia de preguiça para todos. Almoçamos em um restaurante japonês e finalizamos o dia com uma deliciosa pizza do Abitino's.
Quando o meu despertador toucou pela manhã, minha vontade era de jogá-lo pela janela e voltar pra minha quente e aconchegante cama.
Acabei enrolando um pouco mais do que devia na cama e acabei atrasada, assim ficando sem tempo nem para tomar uma xícara de café.
Pra melhorar o dia ainda consegui pegar transito no caminho o que me impossibilitou de passar na lanchonete pra pegar um café.
– Deus, essas aulas parecem eternas! – resmunguei.
– Qual é o problema?! – Ângela sussurrou pra mim.
– Eu me atrasei e não consegui tomar café, então estou com abstinência de cafeína e com fome, ou seja, irritada! Não vejo à hora dessa aula acabar para que eu possa ter meu café e alguns waffles! – disse a ela.
– Sorte a sua que falta menos de cinco minutos para o intervalo.
Assim que fomos liberados para o intervalo praticamente corri para lanchonete pedindo meu habitual café mocha que não era uma delicia do Starbucks, mas era melhor do que o expresso horrível que eles serviam acompanhado de dois waffles com calda de chocolate e geleia de morango.
Quando me juntei ao pessoal pude avistar o Cullen no final da lanchonete, e como sempre, sozinho.
O pessoal conversava sobre alguma coisa a qual não prestei atenção, pois estava concentrada no meubrunch*.
*Brunch: é uma refeição de origem Britânica que combina o café da manhã com o almoço, realizado entre as 10 e as 14 horas, é normalmente feito aos domingos, feriados ou datas comemorativas.
[...]
Era chegada à hora do martírio do dia, aula de histologia.
Fiquei surpresa de chegar na sala e não encontrar o Cullen, afinal ele sempre chegava na sala primeiro, e sentava na ultima fileira.
Quase tive um mini infarto quando me virei e dei de cara com ele. – Deus você me assustou! – disse colocando a mão em meu peito enquanto tentava normalizar minha respiração.
– Desculpe, eu não tive a intenção! – ele disse com a voz arrastada e colocou uma mão sobre meu ombro o que levou um arrepio direto a minha espinha que rapidamente se espalhou pelo meu corpo o aquecendo. – Bem eu só queria dizer que eu tenho algumas coisas sobre o trabalho!
– Hum certo, a gente pode ir à biblioteca assim que a aula terminar e você me mostra. – disse.
Ele deu um sorrisinho zombeteiro e disse que me esperava no estacionamento e foi se sentar.
No final da aula enquanto eu terminava de arrumar minhas coisas o Cullen passou por mim, o que dizia que eu deveria me apressar.
Sai da sala praticamente correndo e encontrei com Zafrina no estacionamento entrei-lhe a chave e disse que iria pra casa do Cullen novamente.
Dessa vez o trajeto até a casa dele foi mais rápido, já que não precisávamos passar na minha casa.
Acho que nunca chegaria o dia em que eu não ficasse deslumbrada com a decoração desse apartamento.
Assim que entramos, seguimos direto para o escritório. Ele se acomodou atrás da enorme mesa de madeira e ligou seu notebook.
Sentei-me em uma das cadeiras de frente pra mesa tirando meu notebook da bolsa e o colocando em meu colo, por que eu não arriscaria colocá-lo em cima da mesa, com a minha sorte eu com certeza derrubaria uma dessas esculturas que nem mesmo meus olhos e rins juntos pagariam por elas.
– Eu procurei pelos tipos de pele e achei um artigo sobre o assunto, que mostra até algumas imagens dos diferentes tipos. – ele disse.
– Hum certo. – disse arrancando uma folha de papel e escrevendo meu e-mail, pedindo para que ele enviasse para o meu.
Enquanto eu olhava o arquivo que ele havia me enviado, ele me falou sobre outra matéria interessante que ele tinha achado.
– Então... o que acha de visitarmos uma ala sobre câncer?! – perguntei.
– Não sei...
– Bem eu acho que seria interessante, podemos falar com alguns médicos da área e até esclarecer algumas duvidas.
– Pensarei nisso.
– Ah, na sexta a gente podia se reunir na biblioteca. Eu andei olhando por lá, e vi uns livros interessantes.
– Eu já disse que se quiser que eu participe desse trabalho as reuniões serão aqui na minha casa.
– E qual o motivo de só poder ser aqui?!
– Isso é problema meu!
– A partir do momento que interfere na pesquisa é um problema meu também! Sério eu não entendo.
– Não é pra você entender, isso é assunto meu e ponto final! – ele disse irritado.
– Qual é o problema em ter um tempo fora de casa?! Não é isso que nós jovens fazemos?! Ou será que você é bom demais pra frequentar a biblioteca da universidade com uma bolsista?!
– Eu já disse que isso é assunto meu, e você nem se quer me conhece pra falar essas merdas...
– Então me esclareça o motivo...
– Pelo amor de Deus, para de me irritar com esse assunto...
– E por que você simplesmente não me diz o motivo de sempre termos de vir fazer o trabalho na sua casa?! Por acaso você é um daqueles jovens condenados a prisão domiciliar?!
– O que você disse?! – ele perguntou com raiva.
– Ah Cullen, deixe de ser um riquinho mimado por algum tempo. – disse.
– Você não sabe nada sobre a minha vida então cala a porra da boca. – ele praticamente gritou e jogou tudo de cima da mesa no chão, eu permaneci imóvel no meu lugar.
Então esse é o Cullen das capas de revista?! O qual os meninos sempre me alertaram?!
Ele soltou um grito de raiva – Vocês e essas malditas revistas de fofoca, que ficam especulando a vida dos outros! – ele disse e pegou uma escultura de vidro da estante e a arremessando em minha direção com outro sonoro grito, eu fiquei em estado de choque no momento que a escultura passou ao lado do meu rosto e se espatifando na parede atrás de mim.
Eu tinha dito aquilo em voz alta?!
– Pra que maldita revista você trabalha?! – ele disse se aproximando de mim e eu apenas afundei em minha cadeira morrendo de medo da ira estampada em seus olhos, e sem a menor condição de me mover ou falar alguma coisa. – Pra quem diabos você trabalha?! – ele gritou e segurou meus braços num aperto e me sacudiu.
Eu não sei o que ou quem o afastou de mim, e nem que eu estava em um choro desesperado, até que notei Esme abraçada a mim e dizendo que tudo ficaria bem.
Eu ainda consegui ouvir gritos e objetos sendo quebrados, e isso me assustava ainda mais, e não contribuía em nada pro meu estado catastrófico.
Esme continuava abraçada a mim pedindo que eu me acalmasse e que tudo ficaria bem...
Se alguém me perguntasse como sai da casa dos Cullens, como cheguei em casa e o que aconteceu depois eu não saberia dizer, parecia que tudo tinha sido deletado.
[...]
Tudo que eu queria era poder ficar na minha cama e não ter que estar em um mesmo ambiente que ele, mas eu não podia me dar a esse luxo.
A terça-feira foi tranquila e nenhum sinal do Cullen em qualquer lugar o que me deixou menos tensa. Mas toda tensão voltou na quarta, quando eu percebi varias vezes ele se aproximando de onde eu estava, mas eu sempre consegui me afastar dele, na quinta foi à mesma coisa e o pessoal meio que percebeu, mas eu apenas disse ser impressão deles.
A tão indesejada ultima aula da sexta feira chegou. Me atrasei de propósito para que não houvesse a chance dele chegar perto de mim. E assim que bateu o sinal eu corri para o estacionamento, só que ele acabou me alcançando.
– Eu preciso falar com você... - Ele disse me segurando pelo braço.
– Eu não tenho nada pra falar com você! – eu disse me livrando do aperto de suas mãos.
– Será que você pode me escutar?! – ele disse aumentando um pouco a voz.
– E se eu não o fizer?! Vai terminar de me agredir?! – perguntei. Ele passou as mãos pelos cabelos num ato de nervosismo.
– Eu só quero conversar com você!
– Eu quero que você fique longe de mim! – eu praticamente gritei.
– Algum problema aqui?! – Felix perguntou e logo o restante do pessoal estava atrás dele.
– Não, nenhum problema, certo Cullen?!
– Claro! – ele disse, e foi em direção ao seu carro.
Por mais curiosos que eles estivessem não me perguntaram nada, nem mesmo Zafrina, a maior curiosa de todas me importunou com o assunto.
O final de semana passei praticamente dentro do meu quarto atolada em meio aos meus cadernos e livros.
A segunda feira foi calma, parecia que o Cullen havia entendido o recado e nem se quer tentou uma aproximação de mim, nem na aula de histologia.
[...]
Estava resolvendo alguns exercícios quando ouvi que eu tinha um novo e-mail. E fiquei um tanto surpresa por se tratar de um e-mail do Cullen.
Fiquei um tempo pensando se abria ou apagava, mas optei por abri-lo.
Isabella,
Eu gostaria que você soubesse que eu sinto muito por tudo que aconteceu há uma semana, eu sei que minhas desculpas são poucas. E eu sinceramente entendo que você me ache um delinquente ou qualquer coisa do tipo. Eu juro que minha tentativa de aproximação na semana passada era pra que eu pudesse pedir desculpas e justificar tudo que aconteceu se é que existe alguma justificativa.
Eu deixei no anexo algumas coisas sobre o trabalho, se é que ainda somos um grupo, deixe me saber se ainda somos ou não.
Eu realmente sinto muito, e eu realmente gostaria que você pudesse me ouvir, caso você aceite conversar comigo eu estarei as 16hrs no Starbucks que tem de frente ao meu prédio, é um local movimentado e que não oferece nenhum risco a você.
E.C
Assim que terminei de ler o e-mail olhei no relógio que marcava 15:45, eu teria exatos quinze minutos pra decidir se o encontraria ou não.
