The Bright Side Of Life
Sinopse: A vida tende a ser inesperada proporcionando algumas surpresas, umas boas e outras ruins, e dela se deve esperar tudo... Deveríamos ser preparados para receber tudo aquilo que ela tem a nos oferecer, mas obviamente Edward e Bella não estavam prontos para isso.
O garoto inconsequente que julgava estar acima de qualquer responsabilidade e livre de qualquer consequência.
A garota boa e responsável, tida como bom exemplo em tudo.
Ambos confortáveis com suas vidas.
Mas nada permanece igual, tudo muda. E com eles não podia ser diferente.
Capitulo V – Verdade.
Dizer que não estava com um pouco de medo de descer desse carro, entrar nessa cafeteria e ouvir o que ele tem a falar seria o maior eufemismo da historia.
Era muita loucura estar frente a frente com ele novamente, por mais que o ambiente seja publico você não consegue confiar plenamente em uma pessoa que quase acertou uma escultura de vidro na sua cabeça.
Respirei fundo sai do carro e segui para a Starbucks, assim que eu entrei o avistei no final da cafeteria, ele parecia meio absorto, completamente alheio as pessoas ao seu redor.
Enquanto eu me aproximava ele parecia ter saído do seu mundinho particular.
– Isabella! – ele me cumprimentou.
– Oi! – disse e me sentei a sua frente.
Antes que pudéssemos sair dos cumprimentos e ter a conversa de "verdade" uma garçonete veio para anotar nossos pedidos, mas o nervosismo não me deixaria beber ou comer nada.
– O que você gostaria de falar comigo?! – perguntei assim que a garçonete saiu.
– Eu gostaria de me desculpar com você por tudo que aconteceu semana passada...
– Então você me fez sair do conforto da minha casa para me dizer o que você já tinha dito no e-mail que me enviou?! – quis saber.
– Sim... quer dizer não... quer dizer também! – ele se atrapalhou todo ao se justificar. Nervosismo será?!
– Se eu entendi bem você me chamou aqui para se desculpar também... e mais o que?!
– Eu tinha que te pedir desculpas pessoalmente... E nada do que eu diga vai justificar a atitude que eu tive, eu acabei explodindo por algo que você me disse... eu realmente sinto muito!
– Algo que eu te disse?! – perguntei incrédula, como assim algo que eu disse?! Ele ta insinuando que eu sou a causadora do desastre?!
– Bem você questionou sobre o porquê de eu não querer fazer o trabalho na biblioteca e depois você disse que uma pessoa da nossa idade só ficaria em casa se fosse um desses condenados a prisão domiciliar e depois você falou das resistas e eu explodi pensando sei la, que você fosse um desses repórteres disfarçados.
– Mas por que diabos isso te incomodou, por acaso você é algum condenado?! – desferi a pergunta raivosa.
Ele apenas abaixou a cabeça não me respondendo e a atitude dele me pegou completamente de surpresa.
– Então quer dizer que você é... – eu não consegui terminar de falar, ele apenas confirmou minha pergunta oculta com um acenar positivo de cabeça.
– Quer dizer que você destruiu a mesa do escritório do seu pai e quase acertou minha cabeça com aquela escultura por achar que eu era uma repórter disfarçada querendo investigar a sua vida?! Você tem noção de que se aquela porcaria de escultura tivesse acertado a minha cabeça eu poderia estar morta?! E que agora ao invés de ser condenado a prisão domiciliar você poderia estar respondendo a um processo por homicídio?! Você pensou nisso?! Claro que não, por que pra você só importava sua vida, só importava você não ir parar novamente nas paginas das revistas de fofocas.
– Eu sinto muito, sinto muito mesmo, eu realmente não pensei... eu tava com tanto ódio... mesmo eu seguindo a linha direitinho ainda ter gente atrás de mim procurando um motivo, ou algum podre da minha vida pra expor...
– Mas se toda pessoa que se aproximar de você e por infelicidade dizer algo que te comprometa mesmo ela não sabendo uma vírgula da sua vida você achar que é um repórter disfarçado onde isso vai parar?! E se você mesmo seguindo a linha, ainda tem receio que tenha alguém querendo expor algo da sua vida é por que um dia você procurou por isso, se deixou ser exposto e a culpa é toda sua.
– Você tem toda razão, eu procurei por isso um dia e a culpa é toda minha se eu não tenho paz, eu realmente sinto muito por tudo Isabella! – ele disse pegando minhas mãos e segurando entre as suas. – Espero que um dia você possa me perdoar!
O seu toque era tão reconfortante, acolhedor e que me passava uma segurança incomum o que era completamente estranho já que ele quase me acertou com uma escultura de vidro eu deveria sentir medo, insegurança, temor... Mas não, o que era meio que insano... Algo no seu toque me impulsionava a perdoá-lo, e quando eu dei por mim eu já tinha dito que o perdoava que estava tudo bem e que eu sabia que ele não queria ter feito aquilo tudo. E então ele sorriu pra mim, um sorriso completo e com tanta emoção, um sorriso daqueles que te contagia e faz você sorrir de volta.
Depois da nossa conversa, as coisas finalmente pareciam ter se acertado, passamos a nos encontrar na biblioteca na hora do intervalo para adiantarmos o trabalho que estava completamente atrasado. Num desses encontros de trabalho comentei com ele sobre o email que havia mandado para o Dr. Aro do New York Câncer Hospital, querendo saber sobre uma possível visita. Ele achou interessante falar com um profissional da área, mas que ele não poderia ir nesse encontro caso fosse concedido.
No sábado eu recebi o e-mail do Dr. Aro que dizia que seria um prazer enorme me receber, a minha felicidade era tamanha que acabei assustando a todos em casa com meu grito.
A noite combinamos que faríamos um churrasco no domingo e que seria um dia para relaxar dos problemas da faculdade e do trabalho.
O churrasco foi realmente desestressante. Convidamos Felix, Lauren, Ben e Ângela que trouxeram margueritas e mojitos pra dar uma animada.
Na segunda eu me sentia mais relaxada por não ter passado o domingo inteiro debruçada nos meus livros e cadernos.
O bom humor era notável. Até as aulas estavam mais toleráveis para uma segunda feira.
– Então, recebeu alguma noticia do NYCH*?! – Edward perguntou se sentando junto comigo.
*NYCH: New York Cancer Hospital
– Recebia a resposta e eu fui autorizada a fazer a visita! – quase gritei
– Que ótimo, e quando vai ser?! – ele quis saber.
– Vai ser na sexta as duas da tarde.
– Mas é no feriado, você não vai viajar?!
– O plano era ir visitar meus pais, mas como surgiu a oportunidade eu resolvi ficar!
– Você vai deixar de visitar seus pais?!
– Edward, na vida às vezes precisamos nos sacrificar para conseguir aquilo que queremos, e outra, não será assim tão ruim ter a casa só pra mim durante todo o feriado!
– Você vai passar o feriado sozinha?! Ele perguntou fazendo uma careta.
– Isso não é grande coisa, e é bom que eu economizo dinheiro para o recesso de final de ano.
– Se você diz... Agora deixa eu te mostrar um estilo de apresentação que eu achei que ficaria bom para o nosso trabalho. – ele disse arrastando sua cadeira para perto de mim e abriu seu notebook para me mostrar a tal apresentação.
