Capítulo II – Um dia razoavelmente comum
Como de costume, o quarto estava totalmente escuro. O que era óbvio, pois Afrodite punha sobre os olhos uma charmosa máscara de almofadinha, de estampa florida, na hora de dormir. Apertou os olhos quando puxou a máscara, deixando aos poucos a claridade da janela penetrar suas delicadas retinas e íris cor do céu.
A segunda sensação do dia foi uma dor de cabeça "do cão". Afrodite passou as mãos pelos cabelos meio bagunçados, piscando duro e apertando a ponte do nariz.
O motivo da ressaca foi a comemoração da noite anterior. Depois de uma negociação bem sucedida, Máscara da Morte, seu parceiro, fez questão de comprar umas garrafas de um bom vinho. Shura concordou com a idéia, e deu no que deu. Afrodite previa que, assim que levantasse, encontrasse cada um estirado num sofá babando nas almofadas e abraçados a um litro de vinho quase vazio.
Foi exatamente isso.
Shura estava completamente largado no sofá próximo à porta, com as pernas meio arqueadas e o cabelo negro completamente revolto; Máscara estava deitado de bruços no outro sofá, tinha a estampa da almofada com a saliva que escorria da boca aberta.
Afrodite abafou um riso com as costas da mão; deu as costas para ir à cozinha.
O primeiro a acordar foi Shura, que apareceu na cozinha com uma cara tão fechada que assustava. O sueco lhe serviu uma xícara do café que prepara pouco antes. Murmurou um bom dia ininteligível e se sentou. Mas não reclamou, ao contrário de Máscara da Morte que, quando acordou, já chegou xingando a dor de cabeça e o café amargo.
- Você não é o único de ressaca, meu amor. – Replicou Afrodite, com o queixo apoiado na mão, numa típica pose de tédio. – Na próxima vez você faz o café, se tá tão ruim. – O italiano não respondeu, apenas se sentou e se entreteve mexendo nos próprios cabelos e fazendo uma bela maçaroca.
Shura se levantou de repente, pousou a xícara vazia sobre a mesa e saiu da cozinha. Afrodite deu uma risadinha, dando um olhar de soslaio para Máscara da Morte.
- Meu café é milagroso, 'cê viu?
Máscara da Morte bufou, balançando negativamente a cabeça. Fez uma careta exagerada ao engolir outro gole do café. Abandonou a xícara assim como fez Shura, e anunciou que tomaria um banho. Acertou um leve tapa na nuca de Afrodite quando ele comentou que catinga de ressaca não era nada fácil.
- Êh... – O sueco mordeu a ponta da unha do dedão. – A louça sobrou pra mim.
-x-
Máscara saiu do banheiro fumegante depois de uns vinte minutos. Veio pelo corredor vestindo uma camiseta preta por cima da cabeça.
- Aleluia! – Afrodite surgiu por trás dele, com as mãos estendidas e com uma toalha felpuda pendurada no ombro – A coisa devia 'tá feia, pra ter demorado... – Ele riu, evitando ser acertado por um golpe de toalha vindo de Mask. Ao passar por ele, enroscou de brincadeira a toalha ao redor do pescoço do italiano e o puxou, rindo bem perto da orelha dele: - Bem melhor assim, cheiroso... – e mais uma vez se esquivou, fechando a porta antes que Mask revidasse.
- Argh! – Máscara da Morte esfregou a orelha com força, quase a deixando vermelha feito pimenta. Não mais que o próprio rosto. Chutou a porta fechada, fingindo nem sentir uma dor latejante no polegar.
Ao passar pela sala, encontrou Shura entretido num jogo de dardos. Não se espantou ao ver o tabuleiro do outro lado da sala quase destroçado, principalmente no alvo do meio. Mask sentou-se largado no sofá, olhando fixo para o tabuleiro, que era sempre alvejado na área central; estava novamente pensativo.
- Que foi? – Perguntou Shura, sem desviar o olhar do jogo. Máscara olhou-o por um instante, como quem nunca ouvira o espanhol falando, e voltava a fitar o tabuleiro.
- Não, nem é nada.
- Fala aí. – Dando um passo pra trás, Shura lançou outro dardo.
- É que... Eu achei muito... Fácil, ontem. – Mask passou os dedos entre os cabelos molhados, espetando-os para trás.
- Idem – Shura lançou o último dado e deu outro passo para trás, apoiando-se de ombro na estante, de frente para Mask.
O italiano coçou a barba recém-feita olhando para a expressão indecifrável de Shura. O espanhol, enfim, arqueou uma das sobrancelhas, inclinou-se para frente e afastou-se da estante. Jogou-se no outro sofá, pescou o controle da TV entre as almofadas. Máscara bocejava de puro tédio enquanto Shura trocava furiosamente de canal.
Um tempo depois, Afrodite apareceu na sala pendurado no batente da porta. A pele das bochechas estava rosada, os olhos azuis brilhando; e um cacho escuro e úmido escapava da toalha enroscada no alto de sua cabeça como um turbante.
- Não temos o que fazer hoje, né? – Recebeu um aceno negativo de Mask. Afrodite mordeu internamente a boca. – Vamos sair? Sei lá, faz o maior tempo que...
Mask ia resmungar alguma coisa, mas no mesmo instante Shura desligou a TV e jogou o controle remoto entre as almofadas. Não havia muita escapatória – aliás, nem era má idéia.
- Vamos lá.
-x-
O local estava cheio, como sempre; havia uma fila razoável ao lado de fora. Dois seguranças corpulentos barravam a porta acompanhando um ruivo alto e magricela, cheio de piercings, que recebia o dinheiro das entradas. Os olhos escuros dele se desviaram e brilharam ao ver o trio de figuras que vinha a ele.
À direita vinha um moreno alto, vestindo uma displicente camisa azul escuro por cima de uma camiseta branca de estampa simples, que colava no corpo forte. Caía de comprido sobre a calça Jeans preta e rasgada nos joelhos, e nos pés um simples par de tênis velhos. O cabelo negro estava arrepiado e ainda apresentava um brilho úmido de gel; sobre o peito havia uma corrente grossa presa por um cadeado que servia de "pingente", e outra corrente pendia do cós da calça até o bolso meio desfiado.
No meio vinha um homem quase tão alto quanto o moreno; tinha os cabelos castanhos penteados para trás, e um par de óculos de marca acentuava seu ar soberbo. Vestia um blazer negro aberto e amarrotado na altura do quadril, uma vez que o moço tinha as mãos nos bolsos. Por baixo, uma camisa azul clara aberta até o peito; a calça também era escura, e combinava com o sapato preto lustroso. Quem o visse pensaria num perfeito mafioso, ainda mais pelo modo como levava o cigarro no canto dos lábios.
O último vinha à esquerda, andando numa leveza quase graciosa. Vestia uma blusa escura de gorro, que cobria parte do seu rosto. Algumas ondas douradas de seus cabelos pendiam para fora da touca; seus olhos, quase infantis, davam um ar angelical àquele rosto bonito. Assim como os companheiros, vinha de calça jeans – a um estilo que marcasse seu corpo de forma quase sensual; botas discretas concluíam o visual.
Voltando ao tempo normal, o ruivo na entrada sorriu ao ver o grupo se aproximar. Os conhecia de longa data; mas nada muito relevante para a nossa história.
- Boa noite, Phill! – O loiro que estava de capuz sorriu, cumprimentando. A forte luz de neon acentuava a beleza de seu rosto, já maquiado discretamente.
- E aí, rapaziada! – Phill estendeu a mão cheia de anéis para trocar tapas com os recém chegados.
Era possível ouvir a música dali da entrada. Mesmo as vaias da longa fila não podiam encobrir o som.
- Libera pra gente? – O rapaz do meio tirou os óculos e mastigou a ponta do cigarro.
- Opa! - O ruivo abriu espaço entre os seguranças armários e em seguida tentou conter a gritaria da fila dos pagantes. Enquanto isso, o trio já entrava na casa.
O ambiente estava lotado; o zumbido de várias vozes simultâneas era abafado pela música eletrônica. Um corredor longo os levava a uma escada que dava para um grande salão.
Afrodite, o moço loiro, segurou-se no corrimão e inclinou-se. A música parecia sacudi-lo por dentro; o calor daquela concentração de pessoas mesclava-se ao frio da fumaça de gelo seco que caía do teto. As luzes rodopiavam vindas de cima, cruzando-se, ora iluminando as pessoas lá embaixo, ora atingindo um antigo – mas famoso – globo de espelhos que girava no centro.
Esse misto de sensações cresceu dentro de Afrodite, deixando sua pele branca arrepiada, e pulsando assim como as ondas de som que se chocavam com seu corpo.
- Hoje tá bom, hein! – Olhou para trás de si e não viu ninguém. Os rapazes foram cada um para um canto. – Ê, caramba! – Afrodite bufou, arqueando uma sobrancelha. Lançou mais um olhar para a pista e falou para si mesmo: - Eu vou é dançar.
Desceu os degraus já movimentando de leve o corpo.A música estava mudando e, assim que Afrodite meteu-se entre as pessoas, no meio daquela confluência de calores e cheiros, uma melodia eletrônica com ritmo de rap começou. O loiro agarrou as bordas da jaqueta, apenas balançando o corpo. Sentia a batida passar por seus poros, misturando-se na corrente sanguínea e marcando o compasso do seu coração.
Em segundos seus pés começaram a deslizar num movimento gracioso e complexo. Aos poucos movia o tronco, os braços e os quadris numa harmonia sensual; e as pessoas abriram um espaço para ele. Afrodite lançava olhares para o mais próximos, e seu ritmo atraía as pessoas.
E a batida que pulsava em si era quase como um respiro. E o arquear de seus braços e pernas, o balançar dos quadris e sua atitude o faziam cada vez mais sensual. Afrodite sentia sobre si uma aura erótica, uma adrenalina pulsante. Ao mesmo tempo em que beirava à feminilidade, algo em seus olhos, e em seus passos e gestos agressivos atraíam as moças para frente da roda. Batiam palmas.
Com gestos afetados, abriu a blusa e jogou-a para um lugar qualquer; mostrava uma camiseta branca e colada em seu corpo perfeito, destacando-se uma gola em "v" que exibia seu peitoral. Em seguida, Afrodite puxou uma das garotas para o meio. Ela pareceu intimidada, mas a energia envolvente do loiro a desprendeu, e as pessoas ao redor gritavam mais e mais...
I say: Ayooh
I'm tired using technology...Why don't you sit down on top of me?
De longe, sentado junto ao balcão do bar, estava Mascara da Morte, que dali só podia ver o amontoado de pessoas. Porém, tinha noção dos motivos da gritaria histérica. E sua noção veio correndo afobada entre as pessoas enquanto era aclamado.
Afrodite soltou um uivo de adrenalina assim que sentou, a uns dois bancos de distância de Mask. A pele brilhava de suor na testa, nos braços e no peito. Virou-se ao ver o companheiro, e sentou-se ao lado dele.
- Adoro essa música! - Afastou o cabelo da testa úmida. Pediu um drink, e de repente quase caiu para trás ao ser abarcado no pescoço por uma garota exaltada e muito peculiar, cujos cabelos artificialmente verdes chamavam a atenção. Era uma das garotas com quem Afrodite se atracara na pista de dança.
- Você dança muito, gato! – Disse ela com uma voz estridente, tentando sobrepor-se ao som. Afrodite sorriu para ela de um jeito muito sedutor; Mask nunca havia visto!
- Imagina, claro que não – Afrodite respondeu. Seu sorriso se abriu quando a mão da garota deslizou por seu peito suado e – de propósito ou não – esbarrou em sua coxa. Mas ela começou a espiar sobre o ombro e alegou ter de ir.
- A gente se vê, gato! – Piscou para ele e se afastou. Mask, ali de espectador, surpreendeu-se mais uma vez ao ver Afrodite olhando-a com um brilho quase predativo nos olhos.
Assim que a garota sumiu na multidão, Afrodite suspirou e virou-se, e olhou Mask como se acabasse de vê-lo lá. Sorriu para ele como uma criança pega em flagrante. Mask serviu-se de um gole de seu drink antes de cutucar:
- Achei que não gostava da fruta.
Afrodite arqueou as sobrancelhas e apoiou o cotovelo no balcão com o rosto na palma da mão. Mordia a unha do dedo mínimo quando lançou um olhar para Mask e respondeu:
- Quem disse que não? – E recebeu o drink que pedira há pouco.
Isso sim era algo que não se via todo dia!
Mask só desviou o olhar espantado ao ver uma morena passando por ele, rebolando em seu vestido colado. Largou o copo vazio no balão, apagou o cigarro com os dedos e se levantou. "Paga aí pra mim", disse pra Afrodite e se afastou. O loiro vaiou, antes de ocupar a cadeira do amigo com os pés. Pediu outro drink e ficou mexendo nos cabelos enquanto passava os olhos pela multidão.
Lá do outro lado, de relance, localizou Shura. Este estava encostado na parede, enroscado nos braços de uma moça loira, pequena perto dele. Afrodite deu um sorrisinho – era difícil Shura se engalfinhar assim com alguém, ainda mais em público.
O mesmo não acontecia com Mask. O italiano passou o resto da noite aos cantos com a morena que o atraíra; vez ou outra Afrodite, enquanto dançava, via os dois tão enroscados que mal se podia saber o que era de quem.
Devia ser perto das cinco da manhã quando Afrodite, esgotado, resolveu ir esperar na vã.
Ao sair, estremeceu com a brisa fria da madrugada em contato com sua pele quente e suada. Acostumou os olhos às luzes dos postes, e então reparou que, encostados no capô da vã, estava Shura e a garota loira. Ele parecia falar algo no ouvido dela, pois tinha a cabeça abaixada; o cabelo loiro da moça caía-lhe sobre o rosto, e Afrodite não pode vê-la bem. O que ele percebeu foi que estava estragando a alegria de alguém, sem querer.
Tentou fazer silêncio, sair de fininho e dar a volta na vã, mas Shura já o fitava com seus olhos vivamente verdes. Afrodite tentou lançar um olhar de "foi mal", mas o espanhol afastou o rosto em direção ao da moça. Deu-lhe um selinho demorado, seguido de um olhar intenso e carinhoso que era completamente estranho em Shura.
Taí outra coisa que não se via todo dia!
Afrodite caminhou até a traseira da vã para não atrapalhar mais. O frio o fizera lembrar-se da blusa que arrancara de si lá dentro. Abraçou o próprio corpo, xingando a si mesmo sozinho.
Assim que viu a moça loira se afastar dali, Afrodite viu-se mais à vontade para entrar no veículo. Estava congelando!
E Shura voltou a seu estado quieto e impenetrável. Afrodite aproximou-se dele, esfregando as mãos.
- Esfriou, né? - Encostou-se na porta. Shura encaixou a chave na trava e rodou-a.
- Sua jaqueta – resmungou ele.
- Ah, perdi lá dentro. – Afrodite deu um sorriso amarelo. Afastou-se para Shura abrir a porta, e então viu sua blusa lá dentro, no banco dianteiro.
- Jogou em mim. – O espanhol apanhou o agasalho e empurrou-o sem força contra Afrodite, que vacilou um passo.
- Ah,sério? Tô ficando bom nisso! – Riu de si mesmo enquanto vestia a blusa junto com o capuz.
Nesse instante, algo barulhento se aproximava deles. Mask vinha com a garota morena, empurrando-a agressivamente contra a traseira da vã. As mãos da moça se enroscavam nos cabelos castanhos do italiano, e este metia uma das mãos embaixo do vestido curto dela.
- Bom, acho que vamos levar mais uma pra casa, né? – Afrodite pôs as mãos nos bolsos, dando a volta na vã pela frente para acessar o banco de carona. Shura, calado, sentou-se no banco do motorista, fechou a porta com um tranco e ligou o motor. Riu baixinho quando Mask o xingou pela baforada de fumaça vinda do escapamento. Não deram dois segundos e o italiano trouxe a morena para o banco de trás. Shura deu a partida de vez.
-x-
O caminho para casa foi difícil. Por incrível que pareça, a vã era sacudida com força, e às vezes o pé de alguém acertava Shura ou Afrodite no rosto, apesar do espaço.
- Ei, "azulzinho", sossega! – Xingou Afrodite ao sentir seu banco chutado pela milésima vez. Olhou feio por cima do ombro, a tempo de ver a mão grosseira de Mask bolinar o seio farto da morena por cima da renda do sutiã. Sua outra mão puxava a coxa roliça em volta da própria cintura. Ambos enroscavam as línguas em beijos vulgares e molhados.
Afrodite virou-se para frente, rolando os olhos nas órbitas. Queria descontar em alguém.
- Que beleza! – Ironizou. Pôs os pés sobre o painel do veículo. – Devia ter trazido a sua também, Shura, aí sim ia ficar melhor!
Shura não respondeu, mas pareceu angustiado. Afrodite baixou o vidro e apoiou o cotovelo, olhando para fora. Contou mentalmente ao sentir mais chutes em seu assento.
Ainda era escuro quando chegaram em casa. Máscara se trancou com a morena dentro do próprio quarto. Pelo menos o barulho era abafado, comentou Afrodite, ainda meio aborrecido.
De repente, o celular de Mask, que jazia sobre a mesa, começou a tocar.
-x-
No quarto, a morena apertava a cabeça de Mask contra os seios despidos e arfava com os beijos dele. O dorso do italiano também estava nu, e tinha marcas vermelhas de arranhões nos ombros e costas.
Abraçando-a cintura, Mask ergueu-a sobre si para sugar a boca ávida e sentá-la sobre seu colo latejante. As mãos da morena puxavam impaciente o cós da calça do italiano, chamando e pedindo por ele com uma voz erótica e urgente.
Mask novamente deitou-a entre os lençóis, e saboreou os entre os seios da morena enquanto tentava livrar-se das calças. Começou a descer a boca pela pele jambo, beliscava as coxas da morena e esta gemia mais alto e balançava os cachos negros úmidos de suor.
Nisso a porta se escancarou e Afrodite irrompeu em meio à claridão que invadia o quarto:
- Telefoooone! – Sacudiu o aparelho no ar. Mask virou-se para fuzilá-lo:
- FILHO DE UMA...!
Afrodite jogou o celular para ele e saiu do quarto batendo a porta. Sorria por dentro, embora soubesse que foi uma sacanagem de sua parte.
Pouco depois, Mask saiu com a maior cara de desagrado do mundo. A morena, com uma cara não muito diferente, saiu do quarto desamassando o vestido que usava. Afrodite a guiou até a saída, tentando fazer a melhor cara de anjo que podia.
- E então? – O loiro voltou à cozinha, meio cauteloso. Viu que Mask tragava um de seus cigarros como uma Maria-fumaça.
Shura estava na cozinha também, recostado na pia e de braços cruzados sobre o peito. Também encarava Mask.
O italiano mastigava o cigarro e o tirou da boca. Soltou a fumaça sem pressa pelas narinas. Ergue o queixo, lançando aquele olhar devasso para os demais.
- Temos trabalho para fazer.
Continua
N/A: Tenho a impressão de que este capítulo está curto. Deve ter ficado. Não sei.
Também espero que gostem das cenas, e, por favor – não pulem as descrições! São essenciais, além de úteis para o cérebro. –n
Tenie-chan, agradeço pelo apoio e pela curiosidade! E eu te disse – pode concordar comigo –que o Dido não ficou lá essas coisas. Mas, se precisar, sabe como conter a hemorragia (piada interna).
Até a próxima!
Ps: Tenie, essa Tashinha... você verá. :P
