Disclaimer: Inuyasha e seus personagens não me pertencem, e sim a Rumiko Takahashi.


Primeira fic de Inuyasha e ainda mais primeira do casal Kagome e Sesshoumaru.
Peço a colaboração e paciência de todos, e desculpas pelos erros de português...espero que gostem!


Capitulo 2: A vida continua.

Dez anos depois...

Será de mais pensar que você pode ser feliz em ser simplesmente você e ninguém mais? Bem aqui estou com 26 anos formada em advocacia, tenho um emprego bom, aonde conseguir comprar um apartamento no centro da cidade de dois quartos, uma sala espaçosa, cozinha, área de serviço e uma varanda, têm um carro bom, não é o do ano mais é um dos melhores que tem, em fim uma vida perfeita.

Em meu apartamento podia fazer tudo que queria, e foi isso que fiz quando cheguei naquele dia, tomei um demorado banho para depois fazer algum lanche para comer, enquanto assistia Tv e comia lembrei das correspondência, peguei e comecei a ver que as únicas cartas que eu recebia era dividas, apenas um convite de uma festa.

Nada de importante... - disse em voz alta, quando levantei do sofá um envelope caiu.

Abaixei para pegar e percebi que se tratava de outro convite, mais agora era de casamento, quando o abrir meu passado apareceu novamente.

Kikyou e Inuyasha convida você para a união do casal.

Ok. Pode parecer estranho e até doentio, mais ainda sentia algo por ele, e não era apenas amizade. Depois de a minha declaração fracassar e eu pegar Inuyasha e Kikyou juntos eu tentei me convencer que não gostava dele, tentei ficar numa boa, sorria quando era preciso, falava quando era preciso, mas era como estivesse no automático. Claro que depois daquele dia eu nunca mais pensei em me declarar e ainda briguei com Sango por ter me incentivando a falar.

Mais como eu era uma boa atriz fiz tudo que podia para esconder, até saia com os dois, sim era humilhante, mas fazer o que? Não podia simplesmente mudar da noite para o dia, tive que fingir e acabei me tornando muito boa, e quando finalmente chegou a formatura eu já estava com planos para ir embora, havia prestado vestibular em Nova York e qualquer faculdade longe deles, e nada melhor que em outro pais a milhares e milhares de distancia. Quando eu recebi a resposta eu comemorei sozinha, me despedir e fui embora com um sentimento de liberdade, tinha acabado a mentira poderia mergulhar na tristeza sem me preocupar com perguntas como "você está bem?". Mais não fiquei na depressão assim, claro que sofria mais tentava levar a vida normal, e conseguir, até hoje.

Você tem que ir. - falou Malu minha melhor amiga desde a época da faculdade.

Mas porque? Afinal faz um tempo que não falava com os dois e eu e Kikyou não somos chegadas. - respondi tentando arranjar uma desculpa para não ir.

Pensa Ka, vocês são irmãs é lógico que é de esperar que irmãs vão no casamento uma da outra. - respondeu Malu, que é sempre certa e direita - além do mais...você não gosta mas do Inuyasha não é?

n.não... - falei desviando o olhar ela soltou um não e depois balançou a cabeça, droga ela sabia quando eu mentia.

Você pode ser boa em enganar os outros, mas não há mim. - disse ela seria. - Kagome já faz 20 anos...

10 anos e não é que eu ainda seja apaixonada por ele...é que...- tentei achar palavras para expressar - sabe quando você sente que tem algo incompleto dentro de você? Eu nem cheguei falar para ele sobre o que sentia...

Porque não quis. - disse ela seria.

Ele e minha irmã estavam juntos. - falei nervosa.

E daí, eles ainda eram apenas um casal se conhecendo poderia apenas ser atração entre eles nada de mais, mas você com sua covardia deixou isso passar, e agora está com medo de encarar a consequência. - as vezes eu tenho vontade de mata-la.

Então acha que devo ir e ver que nunca terei uma chance. - ela confirmou então suspirei, odiava em pensar que mais uma vez iria ver Inuyasha e não poder toca-lo.

A noite deitada na cama depois de ter comprado a passagem, não podia dizer não meus pais nunca iriam me perdoar, desde quando vim para os Estados Unidos meus pais não ficaram muitos felizes com isso. Quando anunciei que iria para cá minha mãe passou uma semana sem falar direito comigo, e quando falava era apenas para criticar, para ela eu estava indo para a perdição.

"Aposto que quando chegar lá vai virar uma dessas garotas perdidas que vão para cidade grande a busca de um sonho e acaba entrando na vida errada, se aparecer com uma tatuagem ou, seja lá o que for ao corpo eu juro que nunca mais chamarei você de filha"

Foram essas as palavras que ela me disse quando estava entrando na fila para embarque, não soltou uma lagrima não me desejou uma boa viajem. Meu pai deu um abraço e disse que para eu me cuidar, sabia que eles estava triste, mas ele não podia mostrar, já Kikyou apenas se despediu em casa em mesmo, acho que a única pessoa que sofreu mesmo foi Souta, ou pelo menos eu acho.

Acordei com dor de cabeça de tanto ficar pensando de como iria me comportar, o que iria dizer, o que eu iria fazer, será que ainda gostava do Inuyasha? Ou era apenas uma paixão mal acabada, desde da época de escola eu não tive nenhum relacionamento serio, apenas uns beijos e abraços, na verdade eu ainda tinha aquela coisa de me entregar apenas para meu verdadeiro amor. Sim eu ainda era virgem.


"Srs passageiros com destino a Japão, Tóquio por favor se dirigir ao portão A02 para o embarque".

Sentada na poltrona do lado do corredor tentei pedir para mudar, afinal ficar perto do corredor sempre era ruim, sempre que a pessoa da janela e a do meio fosse sair eu teria que me levantar para dar passagem, e quando o carrinho passasse geralmente acabava me acertando.

Será que não posso me sentar na janela? - perguntei para uma aeromoça.

Sinto muito senhorita, mas o voo está cheio. - respondeu e vi que ainda não tinha chegado a pessoa do lugar.

Se não fosse o bastante notei que uma família nada silenciosa se sentou na fileira de trás, eram duas crianças atentadas que toda hora estava batendo na minha cadeira, olhei para o relógio e vi que estava atrasado já meia hora.

Srs, queira nos desculpar, mas temos um problema técnico que logo será resolvido poderemos dar continuidade a nossa viajem. - falou o piloto pelo microfone.

Otimo, problemas técnicos agora era o que faltava. Morria de medo de voar ainda mais ficar um dia dentro de um avião, estava tentando me manter ocupada lendo um livro que lembrei de colocar na bolsa, mas as crianças do banco de trás não deixava, gritavam e chutava a cadeira. Quando eu fechei o livro um homem parou do meu lado colocando sua bagagem no bagageiro.

Com licença. - pediu ele e eu tive que me levantar e deixar ele passar,

Srs, agora que todos os passageiros estão no avião podemos dar inicio a nossa viagem. - falou o piloto.

Meu deus! Era por causa desse imbecil que atrasou a porcaria do voo, ah comecei muito bem.

Acho que acabei dormindo pois quando acordei, melhor dizendo, quando me acordaram eu estava toda esparramada na cadeira e com baba na boca.

Poderia dar licença? - falou o Sr. Da janela.

Me levantei toda sem jeito com os cabelos todo desarrumado e com a cara de sono para ele passar, me sentei e puxei a bolsa a procura de um espelho, era pior do que eu imaginava, minha cara estava amassada e vermelha, tinha dormido em cima da mão então ficou uma marca vermelha no meu rosto.

Droga... - falei tentando me arrumar.

Estava eu penteando o cabelo e passando um pó no rosto quando o Sr. Da janela chegou, tive que levantar novamente para dar passagem, quando voltei a sentar fui passar o batom, ai a criatura do banco de trás deu um chute tão forte que me fez borrar meu rosto.

Merda! - gritei me virando para trás.

Kagome?! - perguntou o homem com um sorriso.

Olhei bem tentando reconhecer a pessoa, afinal ele sabe meu nome deve me conhecer. Então ele sorriu e eu lembrei.

Kouga!? - ele sorriu então olhei para os dois meninos ao seu lado.

Eram igual ao Kouga até aquele olhar de cachorro sem dono, até o jeito irritante de rir. Kouga estudou comigo e com Inuyasha, na verdade ele vivia correndo trás de mim. Sempre querendo me levar para sair, até um dia eu concordar e dar um "bolo" nele.

Nossa quando tempo. - falou ele sorrindo me deixando sem graça.

Sim...nossa esses são seus...

Filhos. - respondeu ele por mim.

Uau! Então você casou? - perguntei admirada fazendo as crianças rirem.

Estou me separando. - respondeu ele e eu dei um sorriso. - e você?

Eu o que? - perguntei mal humorada, odiava ter que responder essas perguntas.

Se casou? - eu abrir a boca para responder mas o Sr. Da janela novamente pediu licença para ir ao banheiro.

Nossa...eu nunca imaginei que um dia iria ver você assim...parece tão adulto. - falei depois que o homem passou.

È todos tem que crescer um dia não é? Mas ainda não respondeu, casou? - suspirei e forcei um sorriso.

Não. Mas estou bem assim. Está voltando para Tóquio, estava em Nova York? - respondi e já mudei de assunto.

Vim apenas para buscar as crianças, a mãe deles mora em Nova York mas está para casar novamente então pediu para eu levar eles um tempo. - explicou ele sorrindo. - voltando para casa é?

Apenas para o casamento. - falei sem muita alegria.

Não me diga que Kikyou vai se casar. - fiz que sim com a cabeça ele sorriu - e quem é o sortudo?

Quem mais poderia ser? - falei então o Sr. Da janela voltou.

Com licença. - falou ele fazendo com que me levantasse.

Então o Inuyasha é o homem sortudo. - disse Kouga depois que voltei para meu lugar.

Sim...é ele. - respondi tentando sorrir.

Depois de mais um pouco de conversa eu voltei para frente e tentei ler, mas as crianças continuavam a bater no banco me tirando a paciência, quando eu finalmente estava pegando no sono o Sr. Da janela se levantou novamente.

Mais que droga! Será que não tem nenhum remédio para o Sr tomar para vê se melhora essa sua dor de barriga?! - gritei fazendo o avião inteiro ficar em silencio e todos me olharem.

Se você se sentasse direito, não precisaria ter que se levantar. - respondeu o homem com uma voz fria.

Olhei para o bendito e prendi a respiração, por um minuto achei que estava vendo Inuyasha, mas então percebi que não tinha nada haver com ele, o homem tinha um olhar frio e calculista, seus olhos eram cor de mel iguais do Inuyasha mais não tinha aquele brilho familiar, era total desprezo.


Estou já uma hora no saguão do aeroporto esperando a desmiolada da minha irmã, que havia me dito que me buscaria quando eu chegasse e pelo visto havia esquecido totalmente. E para completar esse quadro meu celular acabou a bateria, e duvido que ele pegue aqui, andei por todo o saguão tentando me acalmar ou tentando apenas passar o tempo, as pessoas iam e vinha e eu continuava aqui, só pode ser castigo. Olhei em volta e vi que eu não era a única, o Sr. Da janela também estava ali, sentado com um computador no colo e falando no celular. Suspirei e dei mais uma olhada até alguém me chamar.

Kagome! - sentir todos os pelos do meu corpo se arrepiar.

Sabe aquelas cenas de filmes que a mocinha reencontra o seu velho amor? Ai a câmera fica lenta e parece ter uma musica tocando ao fundo. Bem foi exatamente assim, e a musica que tocava era do celular to Sr. Da janela.

Inuyasha... - falei em um sussurro com meu coração aos pulos.

Ele estava mais lindo do que eu poderia imaginar, havia crescido e estava com uma cara de homem, não que ele não fosse mas antes ele tinha aquele ar de garotinho, agora estava ali alto e charmoso, seus cabelos prateados continuavam os mesmo, só que um pouco mais cumpridos, seus olhos que eu tanto amava tinha uma mistura de moleque e maturidade.

Quanto tempo! - falou ele alegre de sempre me puxando para um abraço.

Acho que meu coração parou por uns instantes, quando deixei meu corpo relaxar nos braços deles, fechei os olhos e o abracei também com força. Por um instante esqueci que ele era o noivo de minha irmã, e desejei que esse abraço fosse de amor.

Não quero quebrar esse momento meloso, mas será que podemos ir embora? - falou uma voz próxima, quando me afastei notei que era o Sr. Da janela.

Sesshoumaru. - falou Inuyasha então como a menina do exorcista virei para onde vinha a voz e lá estava ele, o Janela.

Eu parecia um peixe pois abrir a boca e não saiu nada, apenas uns sons estranhos então lembre do avião e corei.

Porque...porque não disse quem era?! - acusei apontando para o homem próximo de nos.

Achei melhor não me relacionar, não queria passar a viajem conversando com alguém que mal conheço. - respondeu ele friamente, 1x0 para ele.

Ora seu... - Inuyasha riu.

Vamos Kagome, tem um monte de gente morrendo de saudades de você. -falou ele me puxando.

Não acredito que eu seja tão azarada assim, primeiro no avião agora tenho que ficar com aquele "ser" no mesmo ambiente, tentei me ocupar com outras cosias mais interessantes como por exemplo admirar secretamente o motorista.

Então virou advogada? - perguntou Inuyasha depois de um tempo.

Sim, e não sei qual é a graça? - perguntei quando ele começou a rir.

Pensei que iria virar medica, ou veterinária, qualquer coisa menos advogada. - continuou ele rindo - e mora a onde?

Comprei um apartamento em Nova York alguns minutos da empresa onde trabalho. - expliquei.

Hm quem diria não é? - falou ele sorrindo - para quem vivia dizendo que iria virar uma super estrela de rock.

Ah pela amor de Deus...isso era quando éramos crianças. - falei rindo das lembranças.

E namorado? - congelei, porque tem que entrar nesse assunto.

Notei que Sesshoumaru estava me olhando pelo retrovisor, sentir meu rosto pegar fogo e desviei o olhar, então sentir um frio na barriga, droga ele sabia sobre minha paixonite por Inuyasha, virei meu rosto para encara-lo novamente e fiz uma cara de seria.

Então Kagome? Morreu ai? - falou Inuyasha me chamando para o presente.

Err...não nada de namorado, não fixo por enquanto...sabe...eu namoro...e muito...mas...é no momento não... - meu Deus que merda eu sou?!

Vi que Sesshoumaru sorriu com deboche e virou o rosto para a janela, como eu queria bater aquela cabeça no vidro. Notei que Inuyasha puxava outros assuntos e eu só respondia com um sim, ou não, estava totalmente fora de foco.

Quando Inuyasha parou o carro em frente a velha casa da família Sesshoumaru desceu, e eu agradeci por isso, pelo menos poderia curti o Inuyasha mais.

Se comportem crianças. - disse ele antes de sumir de vista me fazendo perder a calma.

Como seu irmão é irritante! - falei quando Inuyasha voltou a movimentar o carro.

É eu quem o diga, ele é um porre, mas fazer o que é da família. - disse rindo me fazendo rir também.

E foi agradável passar nem que seja apenas alguns minutos com ele, quando ele parou o carro em frente a minha velha casa, lembranças me dominaram e eu sentir uma vontade de sair correndo dali, então a porta se abriu e Kikyou saiu correndo. Pensei que ela viria me abraçar, sabe como aqueles filmes?

Mas ela correu direito para o noivo e eu fiquei ali de braços abertos como um poste, eu tenho que parar de assistir filmes.

Que saudades amor...porque demorou tanto? - perguntou ela com aquela voz manhosa que chegou dar nojo.

Peguei transito, mas veja ela está aqui. - falou ele largando a minha irmã.

Ahh oi Kagome! - falou ela como só agora tivesse me visto. - nossa você engordou hem?

Ah?! - antes de eu responder as vozes de meus pais se aproximaram.

Kagome que bom te ver. - falou minha mãe me puxando para um abraço forte.

Oi mamãe...como a senhora está? - retribuir o abraço.

Feliz, não é sempre que uma filha se casa não é? - falou ela sorrindo e eu sentir uma pontada de indireta.

Filha...como você cresceu, nem parece aquela magrela que saiu daqui. - meu pai tão sincero.

Oi papai...como esta? - falei tentando sorrir.

Havia me esquecido como minha família poderia ser um pesadelo, quando entramos em casa minha mãe começou a falar sobre o casamento, de como estava atarefada que, teria um monte de coisa e que eu teria que ajuda-la. Kikyou e Inuyasha ficaram sentados juntos trocando beijos no sofá enquanto tinha que ficar ouvindo minha mãe falando sobre minha aparência e de como eu estava desleixada.

O que foi que você fez com seu cabelo? Parece que enroscou no secador. - falou ela me fazendo suspirar, mães...

Vamos precisar dar um jeito nisso. - falou kikyou desgrudando do noivo - Afinal minha madrinha tem que está bem.

Ma...madrinha? - perguntei confusa, afinal ninguém tinha me dito nada.

Sim, afinal você é minha irmã. - falou ela como se fosse a coisa mais normal de tudo.

Eu ia falar algo mais daí ela e minha mãe começaram a falar sobre as toalhas das mesas, dos convites e eu fiquei com cara de boba.


Olá Minna o/
Aqui está mais uma historinha de um dos meus anime preferido, Inuyasha foi o primeiro anime que acompanhei e de cara me apaixonei *-*
O casal totalmente diferente também me chama atenção, adoro amores impossíveis...espero que gostem ^^

Obrigado à quem comentou e acompanha a historia...

Até o próximo capitulo Ja ne!