Não que fosse preguiçosa, mas Lucy agradecia pelo fato de ter aula mais tarde hoje.

Ainda que fosse de manhã, o dia começara muito quente, e por sorte, havia uma sorveteria por perto com um ar condicionado.

Assim que entrou no estabelecimento notou que estranhamente, não havia muitas pessoas, no máximo um atendente, um rapaz pegando o sorvete e um garoto sentado em uma das mesas, com um livro em mãos e ignorando o copo a sua frente.

Lucy pegou uma bola de chocolate e uma bola de baunilha, e se sentou em uma das mesas próximas a do garotinho(não que ela tivesse muitas opções, já que o estabelecimento não era tão grande assim).

"Há coisas bem difíceis de explicar nesse mundo, mesmo para a ciência, os milagres são um exemplo disso, diz-se que os santos são capazes de realizar milagres ou de atrair a sorte, há vários relatos de coisas extraordinárias ao redor do mundo que comprovam que uma força superior está em andamento." –Leu o garotinho em um sussurro baixo.

-Pfff...Milagres não existem. –Disse Lucy sem pensar. –História da carrocinha que a Igreja ganhou para conseguir mais fiéis.

É, ela era sincera demais e detestava mentiras, pois acreditava piamente que só servia para criar ilusões e destruir a expectativa das pessoas.

O garotinho parou a leitura, apertando com força as laterais do livro, para depois relaxar e colocá-lo de forma hesitante na mesa.

-Milagres existem sim, o meu amigo me disse. –Falou o garoto em um sussurro incerto enquanto mirava o chão. –Ele disse que... É capaz de atrair a sorte.

-Besteira. –Disse Lucy rolando os olhos diante da inocência da criança. – Ele só deve ter dito isso para te impressionar. Por um acaso ele fez algo milagroso como andar sobre a água ou multiplicar os pães?

Após isso o garotinho ficou em profundo silêncio, um silêncio incômodo, mas Lucy não se importou, pensando que era bom ele não se iludir com besteiras, não importasse que doesse, a verdade era, para ela, sempre o mais importante.

Assim que Lucy terminou o seu sorvete ela saiu, seus passos sendo acompanhada por um par de olhos suspeitos.

-00-

Uma chave prateada com um entalhe de "1" nele.

Alexis olhou para o objeto como se fosse uma coisa de outro mundo, já que não era a primeira vez no dia que o encontrara.

Ela tinha achado a maldita chave em todos os lugares, em seu armário, em sua carteira, em sua mochila... E todas às vezes ela tinha jogado o maldito objeto fora.

Fechou a mochila com força, olhando para o outro canto do refeitório, onde estava o rapaz de cabelos rosa e compridos.

Não queria ter mais nada a ver com ele, e o mesmo tinha garantido que não iria incomodá-la.

Pelo visto ele mentiu.

"O que não é novidade" - Adicionou a garota mentalmente com bastante acidez.

Bom, era melhor tirar satisfações agora e encerrar esse assunto de vez.

-Io! –Chamou Alexis rangendo os dentes e andando a passos duros.

O rapaz em questão apenas olhou para ela com uma sobrancelha arqueada, provavelmente se perguntando o que ela queria.

-Sim?

-Eu fui bem clara quando eu disse que não queria ter mais nada haver com você. –Disse aumentando o tom de voz. –Pare de ficar mandando essa maldita chave!

-...Eu não estou fazendo nada.

-Corta essa e para de mentir!

-Eu não estou mentindo. –Disse Io com seriedade. –E nem tenho razões para isso.

-Há!Se não é você quem está fazendo isso quem mais poderia ser hum? –Retrucou de forma sarcástica.

-...Talvez o dono da mansão.

-Hum?

-Não, é certeza, acho que ele quer alguma coisa com você. –Disse Io de forma pensativa.

-E o que esse cara poderia querer comigo?Eu nem o conheço!

-Eu falei para ele sobre você. –Disse Io. –Talvez ele esteja interessado.

-Exatamente em que?

-Não faço a menor ideia. –Respondeu o rapaz dando de ombros. –Mas de qualquer modo é melhor você ir.

-... Humph, e por que eu iria?

-Porque deve ser importante.

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-ATCHOOOOO!

Margot assuou o nariz com um lenço antes de jogar no lixo, xingando mentalmente ao pensar em como no dia anterior tinha chovido bem forte (teve até granizo!), e fora pega desprevenida, acabando por chegar totalmente ensopada em seu dormitório.

-Saúde.

Margot rangeu os dentes e tentou bater no cretino com a mochila, mas infelizmente, ele desviou.

-Eu falei ontem iria chover não é?Pff... A madame não me deu ouvidos, e olha que até me ofereci para vender um guarda-chuva.

-Você é muito abusado!

-E você é uma metida mão de vaca. –Retrucou no mesmo tom. –E olha que eu cobrei menos do que o guarda chuva valia viu?

-Vindo de você esse o valor do guarda chuva deveria ser de graça, já que o dono é vulgar!

-Hu... A dondoca ficou bravinha é? –Retrucou o rapaz enquanto seu rosto se abria em um sorriso esperto e convencido. –Seguinte, hoje eu esqueci o dinheiro do lanche, então você paga para mim OK?

-HÁ!Como se eu fosse fazer isso...!

-E em troca... –Continua ele com um sorriso zombeteiro. –Eu te digo qual é a previsão dessa semana.

-Humph, ontem você acertou por sorte.

-Senhorita, não duvide da minha habilidade em prever o tempo. –Disse ele seriamente. – Se quiser, poder perguntar para qualquer um aqui, eu nunca erro.

-Uhum... E eu pergunto para eles como?Digo: "Você conhece um cara irritante de cabelo comprido que é um arrogante e diz prever o tempo"?

-Nah, é muito longo. –Responde com um abano de mão. –É só você falar o meu nome, Bian, que o pessoal já sabe.

-Humph, não preciso de sua ajuda!

-Sério mesmo?Que eu saiba, você tem um cabeleleiro marcado hoje às 14h.

-Mas como você...!

-Eu tenho os meus meios... Senhorita Margot.

-00-

...Talvez fosse somente brincadeira não é?Aquela mensagem assustadora... Talvez fosse que nem aquelas coisas estúpidas que as pessoas colocavam de "se você não ler vai morrer" ou algo do gênero.

Mas mesmo assim tinha uma sensação ruim no estômago.

-Haha... Mas eu não posso recuar, nunca tive tantos seguidores como estou tendo agora. –Murmurou Evangeline olhando para o seu notebook enquanto bebia um suco de laranja. –Vou perder popularidade se não descobrir logo sobre os mistérios da mansão!

-...Talvez você perca tudo. –Sussurrou uma voz ameaçadora perto de seu ouvido, fazendo um arrepio correr na sua espinha (no momento, com o susto, ela não conseguia definir se era uma coisa boa ou má). –Se você brincar com fogo vai acabar se queimando.

-Quem...?

-Mas já que parece determinada. –Disse a voz masculina enquanto apoiava o queixo no ombro da garota, impedindo-a de olhar para o seu rosto. –Eu vou deletar toda a sua vida ainda hoje, somente as pessoas que a conhecem pessoalmente vão saber quem é você.

A voz assustadora deu uma leve risada, tirando o queixo do ombro da garota e saindo dali.

Evangeline estava paralisada demais no momento, e quando se recobrou não viu mais ninguém ali.

-00-

-Olá Milenka.

-Sorento. –Sussurrou a garota cumprimentando-o.

Ainda estava tímida, mas se esforçou para tentar sentar-se um pouco mais próximo o que o dia anterior, olhando com curiosidade os poemas.

...Não que entendesse muito, a sua língua universal era a das partituras, e no entanto... Quanto mais ela lia os poemas, mais a sensação de identificação se intensificava.

-...Pelo visto os meus poemas a interessam. –Comentou Sorento ao perceber o interesse da garota.

-Ah... Sim. –Respondeu encabulada de ser pega no flagra. –Cada vez que eu os leio eu ouço... Uma música?Ah, desculpe, estou falando coisas estranhas.

-Nem um pouco. –Respondeu o poeta meneando a cabeça. –Afinal, certos poemas viraram músicas não é?

-Sim... É verdade. –Concordou com uma risadinha nervosa. –Hum...

-Sim?

-Como... Como você consegue me ouvir?

-Hum?

-Er... –Hesitou um pouco. –Eu tenho uma voz tão baixa, como você consegue me ouvir?

-Eu tenho uma boa audição. –Respondeu Sorento. –Além disso, como estou acostumado ao silêncio, qualquer som me parece um barulho.

-Ah...

-... Isso não quer dizer que eu não aprecio conversar com a senhorita. – Disse ele dando um leve sorriso para a garota, mas se virando rapidamente, já que não queria encará-la muito para não deixá-la constrangida. –Ás vezes é bom "relaxar" até no que gosta de fazer, do contrário, as coisas saem forçadas.

Milenka ficou pensativa, de repente sentindo vontade de tocar.

Pegou a caixa do seu violoncelo e abriu com cuidado, ajustando as cordas enquanto respirava fundo e olhava diretamente para um dos poemas mais próximo dela.

Uma música suave inundou o ambiente, relaxante, pacífica e dotada de uma serenidade sem igual, cada vez que lia as linhas do poema o tom da música mudava, mas nunca saindo do tema, algumas vezes, a aspirante a música podia jurar que conseguia ouvir o leve sussurrar da brisa.

-...Você toca bem. –Comentou Sorento com uma voz neutra.

-Ah... Obrigado. –Agradeceu Milenka. –Eu.,. Usei o seu poema como base.

Era uma coisa estranha... Ela conseguia expressar muito bem seus próprios sentimentos quando ela tocava...

Essa deveria ser a primeira vez que expressava os sentimentos de outra pessoa, e ela podia ainda podia senti-los, ecoando levemente em seu coração ao se lembrar do tom que tinha extraído.

Era uma música bizarra, quieta demais, lenta demais, como se o próprio tempo tivesse parado e o silêncio causasse um vazio.

-00-

Estava orgulhosa de si mesma, hoje estava andando pelo refeitório sem nenhum de seus guarda costas por perto, sentia-se até menos sufocada.

...E no entanto.

-Está difícil de arrumar um lugar para se sentar. –Disse Helena preocupada enquanto olhava de um lado para o outro.

-Ei Helena! –Chamou uma voz.

Helena olhou para a pessoa que a tinha chamado, reconhecendo o rapaz de muletas de dois dias atrás.

-Tem um espaço aqui no banco!Venha se sentar!

Helena timidamente se sentou na pequena mesa, enquanto o rapaz de feições delicadas lhe dava um sorriso agradecido.

-É uma boa coisa de você ter chegado, o meu irmão teve que ficar fora esses dois dias então não tinha ninguém para conversar e os "outros" tem horários diferentes de intervalo do meu.

-Outros?

-Sim, nós somos de anos e cursos diferentes, mas moramos na mesma casa.

-Nossa...

-Ela é uma mansão bem espaçosa, fica dentro da floresta. –Comentou Sui com casualidade.

Helena congelou ao ouvir isso, a sua família tinha dito explicitamente que deveria evitar contato com a floresta ou com as pessoas esquisitas que moravam ali, já que elas tinham uma péssima reputação.

...Mas era difícil de acreditar, ainda mais após conhecer Sui, que a seu ver, parecia uma pessoa normal e extremamente polida e simpática.

-Hum...Você está pálida, foi por causa do que eu disse? –Comentou o rapaz como se estivesse acostumado com essa reação. –Fique tranquila, todas as coisas horríveis que contam sobre nós... São apenas boatos. Apenas uma pequena parte é verdadeira.

-... E que parte é verdadeira? –Pergunta Helena.

Ela tinha que admitir, estava um pouco curiosa, e a noção de mistério e "sobrenatural" era intrigante e atraente.

-Porque você não tenta descobrir?

-Hum...

-Se há um lugar onde você se sente livre de todos os olhares esse lugar é a mansão na floresta, pois a maioria das pessoas não tem coragem de entrar lá.

Hesitou, um lugar onde não há reprovação e expectativas?Um lugar onde poderia ser ela mesma?

Parecia ser bom demais para ser verdade, e suspeito também.

-Tem uma garota morando conosco se é o que te preocupa. –Responde Sui. –E desde que você passe uma noite lá e continue na mansão não há problema.

-Passar a noite?Ah... Bem... Eu não posso... Na verdade, quando descobrirem que eu falei com algum morador da floresta eles podem até me proibir de vê-lo. –Disse a princesa até um tanto triste, já que Sui fora o primeiro amigo que fizera na escola que a tratara como uma pessoa normal (com exceção do Hector, que não o encontrou hoje e também não sabia exatamente se o sério rapaz a considerava como amiga).

-Não se preocupe, se proibirem você eu posso vê-la sem problemas, afinal, isso não é quebrar as regras não é? –Disse Sui com um sorriso.

-Mas eles podem te machucar... –Murmurou de forma indecisa se lembrando do acontecimento do dia anterior.

-Machucar alguém de muletas?Que espécie de covardes eles são? –Comentou com uma sobrancelha arqueada e sem aparentar qualquer medo.

-Minha família é bem... Severa e um pouco exagerada às vezes.

-Hum... Nota-se. –Murmura Sui enquanto bebia um pouco de suco. –Não se preocupe, você é uma amiga e eu não vou te abandonar só por causa de algumas dificuldades de acessá-la.

-Mas...

-Além do mais eu não tenho medo. –Disse com um sorriso. –Eu já sobrevivi à morte, a sua família não deve ser mais assustadora que isso.

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"Você viu o noticiário?"

"Ah sim, sobre a carta do suicida não é?"

"É, uma nova carta, dizendo que uma mulher iria se jogar do começo da ponte quebrada às 11:45, ele mandou a carta para o noivo dela."

"Que coisa horrível."

"É, e vai ser daqui a pouco."

Lucy ouvia todos os comentários com aborrecimento, não era a primeira vez que ouvia esses boatos, desde o primeiro dia ouvia como essa tal pessoa tinha o "poder de prever a morte" de alguém, mas como sempre, achava tudo isso uma baboseira.

"Porque não prendem esse maluco?Dá um pouco de medo de um dia ele declarar a morte de todo mundo aqui."

"Não é como se não tivessem tentando acabar com ele, muitas pessoas entraram na floresta, mas aquele lugar é amaldiçoad domínio dele."

-Domínio dele? –Perguntou Lucy arqueando a sobrancelha, incrédula de como uns marmanjos da idade dela estavam se borrando nas calças sobre uma lenda estúpida.

-É, ele é o dono da casa que fica na floresta, ele comanda uma elite estranha. –Respondeu o colega, olhando de um lado para o outro aflito.

-...Esse lugar tem as universidades mais prestigiadas por seu ensino e mesmo assim vocês acreditam nessas baboseira sobrenaturais?Tenha a santa paciência.

-É verdade!

-Uhum. –Murmurou Lucy rolando os olhos. –Quer saber de uma coisa?Eu vou passar nessa tal mansão ainda hoje e provar que é tudo invenção de um desocupado que espalhou esses boatos.

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Era de noite e Sophie estava em frente à dita mansão, enquanto dava um profundo suspiro.

No dia anterior ela tinha a esperança de encontrar finalmente o tal Kagaho e resolver o mistério de uma vez, mas claro que as coisas não eram tão simples.

"Ah... Ele me mandou uma mensagem no celular, e talvez não esteja em casa hoje e nem apareça amanhã... Bom, mas se quiser, pode ficar em casa, quem sabe ele aparece."

Fora isso que o irmão dele comentara.

Entrou e viu as instruções,ignorando-as, tentou acessar o segundo andar, mas a porta estava trancada.

Deu um suspiro irritado, mas resignado, olhando para a chave de prata com um entalhe de "4".

-Preciso esperar... Só mais um pouco...

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Fazia um bom tempo que estava ali, sentada no quarto, olhando para o teto.

O quarto era bem aconchegante e bonito, a cama era macia e tinha uma grande TV ali, que ela passava os canais de forma entediada enquanto olhava o céu escurecer.

"Aqueles que por opção ou por escolha vieram aqui.

Se querem apenas descansar, fiquem na sala...

Mas se quiserem morar aqui passem uma noite nos quartos, os donos da mansão decidirão se você pode ficar ou não... Se decidirem que não pode ficar... Você será expulsa para o começo da floresta.

Se ficar, não suba no segundo andar."

Essas foram às instruções deixadas, o que ela achava uma babaquice sem tamanho, mas deu de ombros, quem poderia discutir com essa gente esquisita.

Deu um bocejo, até agora, nada de anormal ou minimamente diferente acontecera, e ela já estava começando perder a paciência.

-Urgh... Vou ter mesmo que dormir aqui até amanhã? –Resmungou retirando os sapatos e se enfiando nas cobertas. –Não que seja uma coisa ruim, afinal, é melhor do que dormir na barraca.

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O dono da mansão chegou e olhou para o painel para verificar se tinham mais algum visitante hoje, quando deu falta do númer foi checar as câmeras de segurança.

E se surpreendeu, de uma forma não positiva, ao ver Lucy.

-Hum... Aquela garota da sorveteria. –Falou ele pegando um lápis, um envelope e começando a escrever.

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Huh~Finalmente a Lucy está se envolvendo com o enredo!

...Não se atrevam a fazer uma piada de Death Note estamos entendidos?Ok?Ok.

Agora, aos reviews:

Lune Kuruta: Sim, é muito mais fácil trabalhar com menor fichas HAHHAHA, lolz... Mas para compensar, o mistério é em dobro MWHAHAHA e alguns vão ser mais bizarros que os outros 8D

Relaxa, que a maioria tem até uma explicação simples, o maior mistério de todos, sem dúvida, é o dono da casa.

Chambelly: HAHHAHA PAPA-ANJO!AHHAHAHAHA AI meus rins, to me matando de rir XD

Olha, a Eva vai ser tirada do "trono de Murphy" (denominação de rei/rainha do azar), porque a Lucy vai conseguir a antipatia do dono da casa viu?XD

HAHAHHAS, espera mais um pouco que já já vamos saber de alguns detalhes sobre esse assunto, tive que colocar as outras nesse capítulo porque elas quase que não tiveram presença.

Hiina-chan: É, pobre desses seres XD

O Hector é... Nenhum pouco fofo, é um pouco sério demais para alguém de 16 anos, e de uma forma ruim, mas enfim... Pelo menos ele ajudou mais ou menos a Helena né?

A Milenka é muito moe mesmo, tenho vontade de apertá-la e abraça-la!E junto com o Sorento... Casal mais sossegado da fanfic, apesar de também ter algo muito estranho com ele.

A Alexis é bem interessante, a Margot é engraçada de trollar (mas ela ainda vai dar o troco, a se vai).

Pois é, a Lucy ainda vai tomar vários golpes na crença (ou no caso, descrença), cortesia de nosso ilustre dono da floresta.