Hola!
Eu não morri, mas a minha net sim ¬¬ entao ja viram neee? tive que levar meu pc até para formatar pq tava com suspeita de virus e por isso que nao entrava na net D:
Em fim, só agora eu tenho a minha net!
Bem, já vou avisando que estou escrevendo o cap 5!
e vou responder as reviews!
Nathi Duarte: ai que bom que amou *-*
hohohohoho por que sera? ahsuashausahsuahsaushasu
beaj!
Ayame Gawaine: ahsuashaushausahsuas mutcho esperta ela!
realmente, eles formam A dupla! *-*
acho que vc vai gostar desse ;)
beaj!
Suzy Lindaa Flouer: muito tenso .
mas conseguiiiiiii! o/
beaj!
BOA LEITURA PESSOAS DO MEU CORAÇÃO ;)
Capítulo 4 – Um Pequeno Imprevisto
Sesshoumaru e Inuyasha estavam em silêncio. Mas não era incomodo... Estavam apenas pensativos...
O caminho para casa do Miouga estava sendo muito turbulento! Após saírem da cidade de Lori tiveram que "matar" mais uns dois fantasmas em outras cidades. Inuyasha já estava morrendo de fome e Sesshoumaru não parava de pesquisar no notebook sobre demônios.
Sesshoumaru chegou a pensar no pai, mas logo parou também. A prioridade agora era pegar o diário dele e saber mais sobre o tal demônio que matou a mãe deles.
Inuyasha reparou que a gasolina do carro tava acabando.
-Teremos de fazer uma breve parada.
-Tudo bem. – respondeu Sesshoumaru sem tirar os olhos da tela do notebook.
-Nerd.
-Não sou nerd por querer ter mais conhecimento sobre o que matou a nossa mãe.
-Mesmo assim você ainda é um nerd.
Eles entraram em uma cidade que estava totalmente deserta.
-Fala sério. Achamos um trabalho para fazer sem nem ao menor procurar? – resmungou Sesshoumaru.
-Eles podem estar reunidos em algum lugar... Para ver algum jogo... Ou mulheres tirando a roupa... – falou sorrindo.
-Você é um depravado isso sim!
Inuyasha estacionou o Impala no posto e esperou que alguém viesse atendê-lo. Nada.
-Cidade fantasma? – sugeriu para o irmão mais velho que ainda tava no carro.
-Talvez.
Eis então que surge um cara.
-Abastecer?
Inuyasha só afirmou com a cabeça.
-Onde estão as pessoas dessa cidade? – perguntou Sesshoumaru saindo do carro.
-Aqui já foi uma cidade meu jovem. Coisas foram acontecendo e as pessoas foram se mudando... Algumas nem saem mais de casa.
Inuyasha cruzou os braços.
-O que andou acontecendo?
Sesshoumaru já se encontrava do lado do irmão para ouvir a resposta.
-Pragas de todos os tipos. É como se o apocalipse estivesse perto. – o cara acabou de abastecer e Sesshoumaru o pagou.
-Do tipo, sapos, gafanhotos, água que virou sangue?... – sugeriu Sesshy.
-Olha você também leu a Bíblia! – brincou Inuyasha.
Sesshoumaru só lançou o olhar para o irmão.
-Quem não sabe das sete pragas do Egito?
Inuyasha parou de rir.
O cara se sentou na cadeira que tinha ali perto.
-Pode ser tipo as sete pragas, mas foram coisas bem piores que aconteceram aqui. Mulheres virgens que foram tiradas de suas famílias, homens que serviram ao exercito foram levados e outras pessoas simplesmente adquiriram doenças sem cura.
Os irmãos trocaram um olhar.
-Isso ainda acontece? – pergunta o caçula.
-Muito pouco. Quase não tem mais pessoas aqui mesmo.
Inuyasha se vira para o irmão.
-Acha que devemos ficar?
-Sim. – então Sesshy olha para o cara. – Podia me dizer se aqui tem algum hotel ou pousada?
-Ah sim, seguindo reto aqui você irá encontrar. Mas vocês têm certeza de que querem ficar?
Os dois assentiram com a cabeça e entraram no carro depois.
Sesshoumaru já foi logo dizendo a sua opinião assim que entraram no carro.
-Não é fantasma.
-Não mesmo. Nada que eles façam precisa matar tanta gente assim.
-Então o que pode ser?
-Temos poucas sugestões...
Sesshoumaru parou para pensar um pouco.
-Vampiros.
-O que? – perguntou Inuyasha meio incrédulo.
-Ora, lidamos com todos os tipos de criaturas Inuyasha! Agora vai dar uma de "eu não acredito nisso"?
-Meus olhos já viram de tudo irmão. Não tem como não acreditar em alguma coisa... Só que é muito raro os vampiros darem as caras.
-Porém não podemos descartar essa possibilidade.
Inuyasha parou o carro no estacionamento da pousada. Ao saírem do carro discretamente eles colocaram armas e tudo que era possível dentro da mochila deles.
A casa da pousada era simples e pelo visto estava sem movimento.
-Por favor, pode nos ver um quarto? – pediu Sesshoumaru para uma idosa que era a recepcionista.
A velha os encarou por um tempo até Inuyasha bufar e falar:
-Não somos um casal gay, ok? Somos irmãos!
Então a velha sorriu e deu uma chave a eles.
-Quarto do segundo andar, número 214.
Os dois seguiram para o quarto. Inuyasha resmungando que não agüentava mais ter que dar explicações que eles não eram um casal gay e sim irmãos.
Sesshoumaru ignorou a falação do irmão e estava mais concentrado no ataque que a cidade tava sofrendo.
Ao entrarem no quarto jogaram as mochilas na cama e Sesshy foi logo ligando o notebook.
-Parece que a cada minuto que nos aproximamos do diário do papai acontece alguma coisa no meio do caminho para nos atrasar.
-Pelo menos até agora não encontramos com nenhum demônio, senão estaríamos mortos por ter pouca experiência com eles.
Sesshoumaru teve que concordar.
HORAS MAIS TARDE
-Shou, vou ver se acho alguma coisa para comermos. (N/A: Shou é uma forma que Inuyasha chamava o irmão.)
-Já disse para parar de chamar desse jeito. ¬¬
-Seu nome é muito comprido e você é meu irmão te chamo da forma que quiser! U.U
-Então ta Inu.
- ¬¬.
-Se ficar me chamando de "Shou", vai ter que conviver comigo lhe chamando de Inu. – zombou rindo.
Inuyasha só bufou antes de sair do quarto.
Sesshoumaru estava arrumando as armas com balas de sal e averiguando umas estacas. Estava tão concentrado no que fazia que levou um susto quando viu o irmão entrando as pressas dentro do quarto e trancar a porta.
-O que pensa que está fazendo? – perguntou com uma sobrancelha arqueada.
-Fugindo!
-Fugindo? – perguntou meio sem entender. Afinal o irmão não fugia de nada! Só da... Então Sesshoumaru arregalou os olhos. – A Kikyou ta aqui?
-Shiu! Fala baixo!
-Kaede a deixou virar uma caçadora também? – Sesshoumaru tava se segurando para não rir.
-Sei lá! Só sei que mal coloquei os pés no mercado que tem aqui perto e a vi, não sei ao certo se ela me viu.
-Acredite, ela te viu.
-Como pode saber?
-Porque ela gosta de você e com certeza ela sentiu a sua presença.
-Isso não justifica!
-Justifica a cidade quase não ter movimento e quando uma pessoa nova entra no mercado todos olham e claro, ela foi na onda.
-Droga!
Foi então que eles viram uma sombra por baixo da porta.
-Inuyasha, sei que está ai.
Ele olhou desesperado para o irmão. Sesshoumaru só deu de ombros insinuando que ele não tinha escolha.
Inuyasha muito relutante abriu a porta.
-Kikyou? O que faz por aqui? E como sabe que estávamos hospedados aqui?
Ela já foi logo entrando no quarto.
-O mesmo que vocês e eu perguntei para a recepcionista. Olá Sesshoumaru! – cumprimento sorrindo.
-Oi. E a sua mãe sabe que você está aqui?
-Mais ou menos... Só deixei um recado de que viria aqui investigar.
-Não quero nem estar perto quando ela ler e vir atrás de você. – falou Inuyasha se jogando na cama.
-A qual é? Tem medo da minha mãe?
-Já viu a sua mãe brava? Ela fica medonha!
-Tenho que concordar com o meu irmão.
Kikyou sentou na cama ao lado do Sesshoumaru, para alivio do caçula.
-Deixa que da minha mãe eu cuido. Agora me contem o que já descobriram.
-Achamos que pode ser vampiros. – falou Sesshoumaru. – Aliás, você está aqui desde quando?
-Há uns dois dias. E vocês estão certos.
-E como descobriu? – perguntou Inuyasha.
-Eu vi quando um deles sugou o sangue de uma virgem até a morte.
Os irmãos ficaram quietos por um instante.
-Errr... Desculpe a pergunta, mas você por acaso é virgem Kikyou? – Inuyasha perguntou meio relutante.
-Me escondi e eles não me acharam. – falou vermelha de vergonha.
-Ótimo! Agora que a Kaede vai querer nos matar! – falou furioso entrando no banheiro.
Sesshoumaru colocou uma mão no ombro da Kikyou.
-Você não acha melhor voltar para casa? Isso aqui é perigoso e você ainda não é experiente Kikyou.
-Eu comecei e agora vou até o fim. Não me importa se a minha mãe vai ficar furiosa ou não. É uma questão de orgulho e dignidade Sesshoumaru.
-Entendo. – dizendo isso ele lhe entregou uma arma. – Me ajude com isso então.
Kikyou sorriu e o ajudou.
Mais a noite eles saíram e ficaram em um canto escondidos a espera de mais um ataque a cidade.
Inuyasha ainda estava mal humorado com a presença da Kikyou e Sesshoumaru às vezes tentava amenizar a situação.
-Eles devem ter poucas virgens agora se o ataque que a cidade vem sofrendo é de longo tempo. – disse Inuyasha.
-Temos que descobrir aonde é o esconderijo deles. – concluiu Sesshoumaru.
-Posso servir de isca. –sugeriu Kikyou.
Quando os dois estavam prestes a abrir a boca para protestar ela os cortou.
-A menos que um dos dois pretenda me desvirtuar.
Então eles ficaram quietos.
-Fique em algum lugar que possamos vê-la. – falou Inuyasha de costas para ela.
Sesshoumaru deu um sorriso de conforto para ela que logo foi andando para o centro da cidade.
-Desnecessária essa atitude. – falou Sesshoumaru para o irmão.
-Acha mesmo? – disse sério. – E se algo acontecer com ela? E se ela morrer? Com que cara vamos encarar a Kaede de novo? O que vamos dizer a ela e como vamos nos desculpar?
Sesshoumaru compreendeu a preocupação do irmão. Por mais que ele fugisse da Kikyou e por mais que tentasse demonstrar que não ia acontecer nada entre eles, ele se preocupava com a segurança dela.
Eles nem tiveram mais oportunidade de conversar, pois a cidade foi invadida por vários Jeaps.
-São eles.
Inuyasha apenas concordou com a cabeça.
Os viram tirando mulheres jovens e adultas das casas a base da força. Algumas gritavam por socorro. Kikyou também já estava nas mãos deles.
Levaram apenas as mulheres dessa vez e os irmãos esperaram o momento certo para saírem do local onde estavam e segui-los.
Ao perceberem que enfiaram todas as garotas dentro de um Jeap e depois saíram em disparada, eles saíram do local e foram direto para o Impala.
-Temos que ter uma distancia segura deles. – falou Sesshoumaru.
-Shou, não sou tão idiota.
-Então vamos antes que percamos eles de vista.
Mal entraram no carro e Inuyasha já foi ligando o carro e saindo em uma velocidade amena para não levantar suspeita.
Kikyou podia ver a cara de sofrimento em cada mulher aqui tava ali com ela. Mas não tinha como ela falar que logo seriam salvas.
Então ela resolveu prestar atenção no caminho em que estavam seguindo. Por enquanto estavam no asfalto, porém brutalmente o motorista virou o carro para a direita fazendo algumas caírem sobre as outras.
Estamos indo para o meio do mato! Os meninos não vão nos encontrar!, pensou ela em desespero. Foi ai que ela teve uma idéia e rasgou um pedaço da blusa, esperou que o cara que estava junto do motorista ficasse distraído e jogou o pedaço da roupa no meio do caminho.
Inuyasha parou o carro no canto do asfalto. Sesshoumaru já foi saindo do carro enquanto o irmão pegava a mochila.
-Tem certeza que eles entraram por esse lado? – perguntou Inuyasha.
-Absoluta.
-Conseguiu fazer as bombas de luz a tempo?
-Sim, Kikyou me ajudou.
Os dois entraram no meio da mata e foram olhando para todos os lados a procura de algum sinal dos vampiros.
-Olhe! – disse Inuyasha. – Um pedaço da blusa da Kikyou.
-Garota esperta. – falou Sesshoumaru sorrindo.
-É, talvez...
Os dois tomaram o caminho que o pedaço da roupa foi achado.
-Você tem que admitir. Ela não é tão ruim assim.
-Não abuse de meu humor Shou.
-Inu, me fale. Qual a sua principal preocupação: Kikyou morrer ou se machucar ou Kaede nos matar?
-Os dois. Agora deixe esse assunto de lado. – disse apontando com a cabeça para um celeiro.
-Encontramos.
Os dois se agacharam para abrir a mochila e tirar as coisas.
-Cadê o gás de alho? – perguntou Shou.
-Aqui. – Inu o jogou para o irmão.
-Preparado? Tudo em mãos?
-Manda ver. Quero terminar logo com isso.
Os vampiros tinham jogado as garotas numa espécie de jaula. Kikyou viu que em um canto do celeiro tinham corpos jogados e eram dos cidadãos da cidade. Os homens que foram capturados estavam sendo transformados em vampiros.
Ela pode reparar também que as virgens eram para o chefe deles. No momento ele estava muito ocupado sugando o sangue de uma das garotas.
Foi então que ele acabou o serviço e jogou o corpo longe. Depois seguiu até a jaula.
-Olá, minhas belas jovens! Agora verei quem será minha próxima refeição... – foi então que o olhar dele encontrou com o dela. – Ora, ora... Uma que não está se borrando de medo.
Cadê os meninos?, pensava ela desesperadamente.
-Ryan! Quero essa daqui! – um vampiro mais jovem entrou na jaula e a pegou pelo braço.
-Por que está fazendo isso? – ela perguntou para ganhar tempo.
-Ah, você sabe... Para aumentar a família.
Colocaram-na presa com os braços amarrados para cima.
-Mas só homens?
-Claro que não. Por exemplo, acabo de decidir que vou transformar você em uma das minhas esposas. É muito bela para morrer.
E na hora que ele foi para morder no pescoço dela ouve berros de agonia vindos de fora.
-O que está acontecendo? – perguntou ele com raiva por interromperem a sua ação.
Um outro vampiro jovem falava desesperado.
-Encontraram o nosso ninho! E estão jogando gás de alho! Vários dos nossos já morreram.
-Solte os novatos.
-Sim senhor.
Ele voltou a sua atenção de novo para Kikyou.
-Aonde paramos mesmo? – falou sorrindo.
-Pode parar por ai. – falou Inuyasha apontando uma espingarda para a cabeça dele.
-Mas que merda! Vocês insistem em interromper o meu momento! – quando o vampiro se virou ficou calado por uns minutos. –Vejamos se não é o filho caçula do Taishou.
-Tentando recuperar o que perdeu no passado, Shankar?
Sesshoumaru estava lutando com um deles.
-Já se conhecem? – perguntou jogando outro gás de alho em um bando que vinha em cima dele.
-Sim. Papai e eu quase exterminamos o bando dele.
-E como se não bastasse veio fazer a mesma coisa de novo.
-O que posso fazer? É o meu trabalho. – foi então que atirou nele, que por azar só pegou no braço.
Vendo que o adversário não estava morto, mas só enfraquecido Inuyasha se aproximou para libertar Kikyou.
-Está bem? Ele chegou a morder você?
-Não, não. Está tudo bem, agora me passe uma arma.
Inuyasha fez o que ela pediu.
-Tome. E por via das dúvidas tome isso também. – jogou para ela três bombas de alho.
Quando Inuyasha foi se virar para voltar a acertar as contas com Shankar, ele não estava mais no lugar.
Inu olhou ao redor para tentar achá-lo, entretanto não contava com um ataque vindo de cima. Shankar tinha aproveitado que ele estava distraído olhando para os lados e o atingiu pelas costas jogando-o longe.
-Agora eu te mato! E me vingo de uma vez por todas! –falou Shankar indo na direção em que Inuyasha estava caído.
Inuyasha estava com a vista um pouco embaraçada devido ao ataque, porém pode ver que ao longe uma mulher correndo numa velocidade surpreendente. Chegou a achar quer era Kikyou indo dar uma ajuda, só que ela não estava vestindo roupas negras.
Quando o seu foco ocular voltou tudo aconteceu rápido demais. Shankar vindo lhe dar um soco e a mulher de preto conseguindo alcançá-lo logo cortando a cabeça dele.
Inu viu o rosto dela e quando conseguiu se levantar para agradecê-la ela não estava mais na sua vista e nem no local.
-Porra, eu só pisquei o olho e ela já sumiu? – falou surpreso.
Sesshoumaru passou correndo pelo irmão e o puxou pelo braço.
-Machucou muito?
-Não, só to dolorido. O que você fez para estamos correndo?
-Ativei as bombas de luz. Elas vão explodir daqui a alguns minutos.
-E cadê a Kikyou?
-Já está lá fora.
-Shou, por acaso você viu uma mulher vestida de preto lá dentro? – perguntou quando já estavam lá fora.
-Não. – respondeu Sesshoumaru.
Kikyou foi logo se juntando a eles.
-Consegui trancar a porta dos fundos. E alguns que tentaram sair eu matei.
-Ótimo. Inuyasha venha me ajudar a fechar essa porta e Kikyou vá se esconder num lugar protegido.
Kikyou saiu correndo para o meio do mato e Inuyasha ajudou o irmão a trancar a porta da frente.
-Esses desgraçados vão morrer agora. Em fim! – falou o caçula.
-Agora temos que correr e muito!
Os dois foram correndo, porém não chegaram a tempo e quando a explosão se fez eles voaram longe.
Uma grande e intensa luz se formou e o celeiro também foi para os ares.
-Você está bem? – perguntou Inuyasha tossindo.
-Sim e você? – Sesshoumaru meio que sentou para ver o estrago feito.
-Levando em conta que um desgraçado me atingiu pelas costas e eu fui parar na parede, isso não doeu nada.
Kikyou voltou até eles.
-Vamos! Antes que alguém apareça para ver o que aconteceu.
Os dois se levantaram e foram para onde tinham deixado o Impala.
Ao entrarem no carro Kikyou perguntou para Inuyasha que dessa vez tava no banco do passageiro. Sesshoumaru iria dirigir por estar em melhor estado.
-Quem era ela?
-Ela?
-É. A mulher que te ajudou.
-Não sei. Nunca a vi.
-Tem certeza?
-Olha só Kikyou, estou cansado agora e se eu tivesse visto aquela mulher com certeza me lembraria.
-Por quê? – dessa vez foi Shou que perguntou.
-Os olhos eram muito marcantes. De uma cor diferente...
-E como ela era?
-Não deu para ver claramente, mas me lembro dela ter longos cabelos pretos.
Kikyou tava emburrada e resolveu não participar da conversa.
Sesshoumaru tomou rumo para a casa do Miouga.
Inuyasha continuou pensando na mulher misteriosa.
Depois de longas horas conseguiram chegar a casa do Miouga sem mais imprevistos.
Sesshoumaru parou o carro na frente da casa.
-Você vai ligar para sua mãe e falar que está a salvo e na casa do Miouga, me entendeu? – falou Inuyasha.
-Tá, ta!
Sesshoumaru só ria.
-Ei, olhem. Parece que Miouga está com visita. – disse Sesshoumau apontando para uma moto preta de última geração.
-Uau. – falou Inuyasha.
Kikyou já estava batendo na porta enquanto os meninos admiravam a moto.
Não demorou muito para Miouga abrir a porta e sorrir.
-Em fim chegaram!
-Sabe como é né... Imprevistos durante o caminho nos fizeram atrasar. – disse Inuyasha entrando na casa.
-Está com visita? – perguntou Sesshoumaru.
-Ah sim, estou.
-Quem é? – perguntou Kikyou se sentando no sofá.
-Logo vocês saberão.
-Hm. Posso usar o seu telefone?
-Claro Kikyou. Já sabe o caminho.
-Obrigada. – ela falou sorrindo e indo para o escritório.
A casa do Miouga era simples para não chamar atenção dos inimigos nem nada. Ficava num lugar meio afastado e perto de um depósito de carros velhos.
Os irmãos se sentaram no sofá, pois sentiram que Miouga queria dizer algo para eles.
-Bem, sei que vieram aqui para pegar o diário e logo irei entregá-lo a vocês.
-Mas? – disse Sesshoumaru.
-Quero apresentar essa pessoa para vocês, pois ela é especialista em demônios. E será de grande ajuda.
-E cadê essa pessoa?
-Calma Inuyasha. Ela está lá em cima.
-Acha que só com o diário do papai não iremos nos sair bem? – perguntou Sesshoumaru.
-Não, até porque foi ela que ajudou ele. Entretanto acho melhor ela ir com vocês, pois o que está para acontecer com esses demônios soltos não é brincadeira.
-Certo. Mas temos que conhecê-la primeiro.
-Ela já está descendo.
A escada rangeu quando passos se seguiram.
A primeira coisa a vista foram as pernas bem torneadas e com botas pretas, vestia uma calça jeans justa e azul escura, depois mais a cima pode ser ver uma camiseta preta que valorizou bem a sua cintura e seus seios e então o rosto. Uma pele de marfim e cabelos negros e longos, uma franja de lado que caia sobre os olhos acinzentados.
-Olá! – disse num sorriso largo.
-É você! – disse Inuyasha.
-Sou eu?... – ela falou sem entender.
-Que estava no celeiro! E matou aquele vampiro!
-Ah sim! Era eu mesma! Aliás, me chamo Kagome e vocês devem ser os filhos do Taishou.
-Exato. Esse é meu irmão caçula Inuyasha e eu sou Sesshoumaru.
Inuyasha estava meio embasbacado ainda.
-Desde quando você conhece o Miouga? – perguntou Inuyasha saindo do transe.
-Desde longos anos... Miouga tem me ajudado bastante com algumas coisas e espero ajudar vocês.
Kikyou entrou na sala vendo Kagome em pé do lado de Miouga foi fechando a cara.
-Quem é ela? – disse a encarando de cima embaixo.
-Kagome essa é a Kikyou. Deve tê-la visto lá conosco. – falou Sesshoumaru.
-Verdade. Tem um bom tiro. – falou Kagome para Kikyou.
Kikyou se aproximou mais.
-Será ela que vai nos ajudar? – perguntou para Miouga ignorando o elogio.
-Sim. Kagome é especialista em demônios.
Inuyasha se virou para Kikyou sério.
-Perai! Nós? Kikyou, você não virá conosco.
-Como assim não?
-Você vai voltar para casa e ficar com a sua mãe no bar. E não vamos discutir mais isso.
Kikyou ainda revoltada se virou para Kagome.
-Se você estava lá no celeiro por que não nos ajudou?
Kagome estava quase concluindo que aquela mulher era bipolar. Cada hora ela tava discutindo sobre alguma coisa!
-Queria ver como lutavam e trabalhavam. E só matei aquele vampiro por que Inuyasha estava meio fora de órbita e nem você nem Sesshoumaru poderia ajudar no momento.
-Garanto que também não precisaríamos de você. Demos conta daquele bando todo. – Kikyou realmente tava a fim de arrumar confusão. – Enquanto você matava só um eu matava uns cinco.
-Sesshoumaru estava lá para ajudá-la também. Então o trabalho foi fácil e rápido.
-Assim somos nós, pessoas eficientes, sabe? Concluímos o trabalho em três dias.
-Veja bem, Kikyou, estou cansada demais para discutir com você. Acabei de chegar de uma viagem de uma semana.
-Você precisa de uma semana para concluir um trabalho? – zombou Kikyou não dando trégua.
-Não. O caso é que eu acabo de vir de uma viagem longa e cansativa. Sendo que um dia antes de viajar eu tive que eliminar dez demônios e acredite, isso é muito desgastante. – Kagome já tava se segurando para não ser muito rude. Sentou-se no sofá entre os meninos.
Claro que todos ficaram bestas diante da informação que ela disse. Menos Miouga.
-Você disse que detonou 10 demônios em um dia? – perguntou Shou.
-Sim. E é muito cansativo! Minhas energias foram embora com isso.
-Então você é realmente especialista no assunto.
-Claro. Em comparação não me dou muito bem na arte de fantasmas.
Kikyou notando que estava sendo ignorada bufou e depois, não se sabe como coube tanta pessoa no sofá, sentou ao lado do Inuyasha.
-Bem, já que você esta cansada não acha melhor ir dormir? – sugeriu Miouga.
-Já já eu irei. – ela se virou para os meninos. – preciso de total atenção de vocês.
Os dois concordaram com a cabeça.
-Demônios são um pouco mais complicados de ser matar. Água benta, sal puro, só servem para feri-lo. O que faz ele voltar para o inferno é conseguindo prendê-los em um círculo de exorcismo. Depois que eles entram não conseguem sair mais e então proferimos um exorcismo em latim. Essa linguagem são poucos que tem acesso e sabem falar certo.
-Acho que já a vi em algum lugar. – disse Shou pensativo.
-Deve ter sido na faculdade. Lá não se aprende várias coisas? – falou Inuyasha.
-O latim que se aprende na faculdade é um pouco diferente desse que temos que saber. – disse Kagome. – Tenho uns punhais de prata que vocês têm que cortar diretamente na garganta para mandá-los de volta para o inferno. Vocês sabem que demônios possuem o corpo de qualquer um, né?
Todos concordaram.
-No exorcismo a pessoa que foi possuída não morre, já com a garganta cortada... Creio que já entenderam. Agora, para que demônios não entrem em um recinto é só colocar sal nas janelas e portas ou em qualquer outro lugar. Isso repele que eles entrem.
Os meninos prestavam bastante atenção em cada detalhe que Kagome estava fornecendo.
-Bom, por que os demônios resolveram atacar com tudo agora? Simples, eles querem libertar Lúcifer.
-Como é? – indagou Inuyasha.
-Isso mesmo que você ouviu. Porém para libertá-lo é preciso quebra os 10 selos que Deus fez. E se possível matar os 7 principais demônios do inferno.
-Quais seriam? – perguntou Shou.
Kagome pegou umas folhas que estava em cima da mesinha de centro e as espalhou em ordem a numeração.
-Belial, também conhecido como Mad Hatter o hermafrodita é o 7, Kurai a princesa dos mortos é a 6, Arachnee a guardiã do portão do inferno é a 5, Astaroth o que tem dupla personalidade e é fácil descobrir quem é ele, sempre atrai cobras e é o 4, Tenshia é a que controla os sete pecados é a 3, Rosiel manipula a mente é o 2 e é claro Lúcifer é o 1. – de acordo que ela ia falando os nomes ia mostrando as supostas "imagens" deles.
-Por que eles são conhecidos como os principais do inferno? Claro que o Lúcifer nós entendemos. – quis saber Sesshoumaru.
-Hm... Deixe-me fazer uma comparação que fará vocês entenderem. Deus é o supremo, correto? – todos acenaram em concordância com a cabeça. – E ele tem os seus arcanjos. Anjos de elite e Lúcifer tem os seus "arcanjos" também.
-Pode se dizer então que eles tem bastante poder. – falou Miouga.
-Exatamente.
-E eles têm algum motivo exato para libertar Lúcifer? – perguntou Inuyasha.
-Sim, libertando Lúcifer o apocalipse pode acontecer. Pois somente Lúcifer pode, depois de livre, deixar a Morte vir aqui para o centro.
-Centro? – indagou Kikyou.
-Estamos entre o inferno e o céu, ou seja, somos o centro.
-Ah ta. E acredita que os anjos possam vir nos ajudar?
-Bom, se acreditamos nos demônios porque não acreditar em seres divinos?
Kagome se levantou e espreguiçou.
-Vou ir me deitar. O principal vocês já sabem então posso descansar. – falou sorrindo e indo subir as escadas.
Miouga esperou que o barulho da porta se fechando para poder falar.
-E então?
-A achei muito metida. – falou Kikyou.
-Sua opinião não conta Kikyou. Você só diz isso porque tem um ciúme doentio pelo meu irmão. – falou Shou rindo.
-Ela é bastante esperta e sábia sobre o assunto. – falou Inuyasha.
O telefone tocou e interrompeu a conversa entre eles.
-Já volto. – disse Miouga indo atender.
Inuyasha se virou para Kikyou.
-O que a sua mãe disse?
-Que vou ter um castigo muito feio e que ela vem me buscar porque tem um certo receio deu mudar meu rumo no meio do caminho.
-Concordo com ela.
-Você não vê a hora de me ver longe para poder jogar charme na Kagome né seu depravado!
E a partir daí os dois começaram a discutir. Sesshoumaru ignorando a discussão que se seguia ao seu lado pegou as folhas que Kagome deixou na mesa para poder analisar melhor. Pelo visto não seria uma guerra fácil que teriam pela frente.
