YO! EU NÃO MORRI! mas sinto que vou morrer X-X

Bem, tá ai um capítulo fresquinho! Como vou viajar resolvi terminar logo ele!

Espero que curtam!

Ayame Gawaine: yeeeeeeee ela apareceu o/

pois é, kikyou super obsessiva Oo

mas a bichinha até que é útil xD

que bom que gostou da Kah *-*

pois é ¬¬ Inuyasha sempre será assim u.U

Fato! shou é d+!

beaj

Demi Lee: você é nova por aqui não? *-*

ai que bom que amou *-*

fiquei com medo dessa fic ser confusa .

mas que bom que ta gostando ^^

sim sim ela vai! nesse cap alias ;)

beaj


Capítulo 5 - Nightmare

FLASHBACK

"A cidade estava adormecida, um véu negro cobria a cidade de Michigan naquela noite sem nenhuma estrela.

Um homem de família dirigia seu carro ouvindo música e se diria para casa. Chegando lá se dirigiu a garagem que já estava com o portão aberto e desligou o carro, mas a música continua tocando. Virou-se para pegar a sua bolsa e foi então que reparou que o portão estava fechando sozinho, sendo que ele é controlado pelo controle e não manualmente.

Ele estranhou o fato, olhou para os lados para ver se não era ninguém que estava lhe pregando uma peça. Entretanto depois que o portão se fechou as portas se trancaram sozinhas. O homem já meio desesperado tentou puxar os pinos para abrir, porém nada aconteceu.

Para piorar o carro ligou e ele tentou desligar com toda a sua força. Nada.

O cano de descarga estava soltando muita fumaça, mas ele não tinha reparado isso ainda. O rádio ficou descontrolado mudando de estação sozinho...

O homem já estava ficando louco! Não estava entendendo nada que se passava ali!

Foi num momento de desespero que ele notou que a fumaça estava se alastrando para todo o lugar e com o portão da garagem fechado começou a entrar no carro.

O pobre homem começou a tossir descontrolavelmente e tentava abrir inultimente as portas.

Tentou de novo desligar o carro, mas usou tanta força que a chave quebrou. A fumaça foi piorando e ele tossindo mais ainda, nem podendo respirar direito.

Vendo por onde a fumaça estava entrando no carro (pelos buracos do ar condicionado) ele colocou sua blusa de frio para tentar evitar que a fumaça entrasse mais.

-Alguém me ajude! – ele gritou. – Alguém me ajude! – gritou de novo.

Ele deitou no banco já meio sem forças e tentou quebrar o vidro com chutes, mas sua força foi esvaindo e ele respirando menos... Até a morte ser inevitável."

FLASHBACK OFF

No outro dia Sesshoumaru, Inuyasha e Kagome arrumavam as malas para poder voltar à viagem a trabalho.

Kikyou estava insurpotável por não poder ir com eles.

-Kikyou não adianta você ficar andando atrás de mim falando no meu ouvido! Você não vai e ponto! – disse Inuyasha já irritada fechando o porta mala com total força.

-Ei, não desconte sua raiva no carro. – falou Sesshoumaru.

Kagome tava na porta da casa ainda conversando com Miouga. Ela estava com a mesma roupa de ontem.

-Se ela me ligar de novo...

-Eu sei. Dizer que você saiu em uma viagem de novo.

-Obrigada Miouga. – agradeceu o abraçando.

Depois de se despedir do Miouga foi ficar ao lado do Shou.

-Eles são sempre assim?

-Daí para pior. – respondeu ele rindo.

-Credo.

Os dois se aproximaram do casal.

-Poxa Inu o que custa você conversar com a minha mãe?

-Vamos embora? Não agüento mais ouvir esse mimimi no meu ouvido! – falou Inuyasha entrando no carro.

Kagome se aproximou da Kikyou.

-Pode soar estranho, mas você ainda não está preparada para lidar com essas coisas que vamos enfrentar. E quando você estiver será convocada.

-Tá me chamando de fraca?

-Não. Mas tudo tem a sua hora.

Dizendo isso ela foi para a sua moto e Sesshoumaru entrou no carro dando um aceno de adeus para Kikyou.

E então todos pegaram rumo para estrada.

Kagome estava indo atrás do carro.

-O que achou dela? – perguntou Shou.

-Boa. Muito boa. – respondeu Inu cheio das segundas intenções.

-Não digo nesse sentido. Até porque isso você não precisava me falar, eu mesmo notei. Quero saber o que acha dela em questão de inteligência e confiança.

-Bom, se o Miouga confia nela... E ela ajudou papai a escrever o diário.

Sesshoumaru pegou o diário e começou a folhear.

-Tem todos os tipos de coisa aqui.

-Ótimo. Assim fica mais fácil.

-Acha que Kagome pode nos usar para matar os demônios?

-Creio que não. Ela é boa no que faz pelo visto. Não ouviu o que ela disse para Kikyou?

-Sim, ouvi. – e então ele parou e prestou atenção que o irmão colocou AC/DC de novo para tocar durante a viagem. – Não muda o repertório não?

-O motorista que manda no rádio. Quando você estiver dirigindo você escolhe.

-Humf.

Kagome passou de moto correndo ao lado deles.

-O que será que ela ta fazendo?

-Como eu vou saber? – falou Sesshoumaru.

Foi então que a viram parando a moto no encostamento e sinalizando para eles pararem.

-Rapazes já encontrei um trabalho.

-Tem haver com demônios? – perguntou Inu.

-Talvez.

-E como sabe que temos um trabalho?

-Uma amiga me ligou e me informou. É numa cidade aqui perto.

-Ok. Vai de moto mesmo assim?

-Não. – dizendo isso foi para o lado do Sesshoumaru e esperou ele levantar o banco.

-Por que não vai de moto? – perguntou Shou.

-Levantaria muita suspeita uma mulher como eu chegando em uma moto como essa.

-E o que pretende fazer com ela?

Uma explosão foi ouvida.

-Que diabos?... – disse Inu.

-Bom, eu não ia precisar mais dela mesmo. – falou Kagome dando de ombros.

-Podíamos ter vendido e ganhado uma grana com ela!

-Verdade, não cheguei a pensar nisso...

Com todos dentro do carro seguiram para a cidade de Michigan.

Por estarem um pouco longe de Saginaw, Michigan, chegaram a noite.

-Olhe, parece ser aquela casa. – disse Shou.

-Policiais em volta, é parece ser mesmo. – falou Inu parando o carro.

Os três observaram do carro os policiais colocando o corpo numa maca e levando para um camburão.

-Kagome, tem um ponto falho. Como sua amiga sabia de um desastre se ele acabou de acontecer?

-Só posso dizer que ela é de confiança. Nada mais.

-Hum. Ainda não me convenci, mas...

Eles pararam o carro mais a frente e pessoas começaram a ficar em volta da casa. Ate se formar uma pequena multidão.

Os três saíram do carro e se espalharam.

Sesshoumaru se aproximou mais a frente e perguntou a uma moça.

-O que houve?

-Suicídio. Eu não posso acreditar.

-Você o conhecia?

-Eu o via todo domingo na St. Augustine. Ele sempre pareceu... Parecia normal. Nunca se sabe o que se passa entre quatro paredes.

-Acho que não. – falou Kagome parando do lado do Shou.

-Como... – Shou pensou numa pergunta um pouco menos indelicada. – Disseram que aconteceu?

-Ouvi dizer que o encontraram na garagem trancado dentro do carro com o motor ligado.

-Sabe que horas o encontraram?

-Foi há uma ou duas horas. Pobre família. Mal posso imaginar o que eles estão passando.

Falou a mulher apontando com a cabeça para o garoto e para uma mulher que chorava sob o consolo de um policial.

Inuyasha se juntou a eles depois.

-Descobriram alguma coisa?

-Acham que é suicídio. – falou Kagome.

-Disseram a mesma coisa para mim.

Sesshoumaru e o tal garoto se encararam por um momento, mas depois desviaram o olhar.

-Que foi isso? – perguntou Inuyasha.

-Nada. – respondeu Shou.

-Vai me dizer que tava tentando seduzir o garoto? – falou Inu meio que rindo.

-Desculpa maninho, mas minha fruta é outra. – dizendo isso piscou o olho para Kagome que apenas riu.

-Ok, agora chega das brincadeiras. O que acham de irmos ao que interessa? – falou Kagome puxando os dois pelos braços.

-Hm... Um Ménage à trois? – falou Inuyasha todo safado. – Olha não gosto muito de ter outro homem na parada não sabe... Prefiro só a dois mesmo.

Kagome só deu uma cotovelada na costela dele.

-Para de falar merda!

-Ahh, mas ele infelizmente não para. Eu já tentei o fazer parar, acredite. – falou Shou com os braços cruzados.

Inuyasha ficou emburrado quando viu que eram dois contra ele.

Os outros dois riram.

-Então o que você acha que o matou? – perguntou Shou.

-Talvez ele tenha se matado. – respondeu Inuyasha. – Talvez não seja nada sobrenatural.

-Se não fosse algo sobrenatural, não teriam me contatado. – falou Kagome.

-Então o que poderia ter sido? Um espírito? Um poltergeist?

-Não sei Inuyasha, pode ter sido qualquer coisa. Por isso viemos aqui investigar.

-Bem, vamos continuar amanhã. – falou Shou indo na direção do carro. – Daí podemos ver a casa e falar com a família.

Inuyasha e Kagome foram juntos sem muita opção.

Chegando no carro Kagome falou.

-Mas Shou, você os viu. Eles estão muito abalados ainda para falar qualquer coisa. Eles não vão querer falar conosco.

-Sim, você tem razão. – falou Inuyasha pensativo. – Mas acho que sei com quem eles vão querer falar.

-Quem? – perguntou Shou..

Inuyasha só deu um sorrisinho de lado.

Já no outro dia Inuyasha tocou a campanhia da casa.

Sesshoumaru estava meio indignado.

-Agora baixamos o nível.

Inuyasha só lhe mandou o seu sorrisinho presunçoso. Kagome se encontrava na frente deles.

-Pois é e ainda me colocaram no meio...

-Ora, você trabalha conosco agora. – falou Inuyasha.

Um cara abriu a porta e os encarou.

-Boa tarde. Sou o padre Simmons, esse é o padre Frehly e essa é a freira Julie. Somos seminaristas na St. Augustine. Podemos entrar?

O cara que atendeu a porta assentiu com a cabeça e deu espaço para eles passarem.

-Obrigado. – falou Inuyasha entrando depois da Kagome que agradeceu com um gesto.

-Sentimos muito pela sua perda. – falou Sesshoumaru quando entrou na casa.

-Em tempos difíceis, o Senhor é mais requisitado... – falou Kagome, mas foi interrompida pelo cara.

-Querem dar o discurso de que "O Senhor tem um plano"? Tudo bem. Não para mim. Meu irmão morreu.

-George, por favor. – falou uma mulher que estava atrás deles.

-Com licença. – falou George saindo.

-Peço desculpas pelo meu cunhado. Ele está muito transtornado com a morte do Jim. Vocês aceitam um café?

-Seria ótimo. – falou Inuyasha.

Os três se sentaram num sofá enquanto ela servia o café.

-Foi ótimo tenham vindo. – continuou a anfitriã. – O apoio da igreja é muito importante nesse momento.

-É claro. Afinal de contas, somos todos filhos de Deus. – falou Inuyasha.

A mulher sorriu e se retirou.

Assim que a mulher virou Inuyasha foi logo beliscando uns pedaços de lingüiça que tinham colocado na mesa.

Sesshoumaru e Kagome olharam com cara de reprovação para ele.

-O que é? – perguntou ele mastigando.

-Pegue leve, padre. – brincou Kagome.

Sesshoumaru teve de conter o riso, pois a Sra. Miller se aproximava e logo depois se sentou ao lado do Sesshoumaru.

-Então, Sra. Miller, seu marido era depressivo? – perguntou Sesshoumaru tranquilamente.

-Nem um pouco. Nós tivemos nossos altos e baixos, como todo mundo... Mas nós éramos felizes. Eu só não entendo como o Jim pode fazer algo assim. – disse a última parte já com a voz trêmula.

-Eu sinto muito que você tenha o encontrado assim. – disse Kagome segurando as mãos dela.

-Na verdade foi o nosso filho Max... – disse apontando para um garoto que estava sentado em uma cadeira olhando para a janela. - ...que o encontrou.

-Importa-se se eu falar com ele? – falou Sesshoumaru.

-Obrigada, padre.

Sesshoumaru apenas deu um sorriso rápido e levantou-se do sofá indo em direção ao garoto.

-Max? Oi, eu sou Sesshoumaru.

Enquanto isso Inuyasha comentou sobre a casa enquanto Kagome dava lençinhos de papel para a Sra.

-Sra. Miller, você tem uma casa muito bonita. – falou Inuyasha. – Há quanto tempo vivem aqui?

-Mudamos para cá há uns cinco anos.

-Hm... O único problema com essas casas antigas é que deve ter alguns... Problemas.

Sra. Miller parou de chorar aos poucos e encarou Inuyasha. Kagome já estava entendendo aonde Inuyasha tava querendo chegar.

-Como o que? – perguntou a Sra. Miller.

-Bem, vazamentos, curtos circuitos, barulhos estranhos à noite... Esse tipo de coisa?

-Não... Nada desse tipo. Tem sido perfeito.

Pela cara que o Inuyasha fez, Kagome pode notar que pelo visto não eram fantasmas ou qualquer outra coisa que Inuyasha tinha citado anteriormente.

Então se não é o que eles suspeitavam o que poderia ser? Dava para notar que não coisa de demônio... Não havia cheiro de enxofre.

Kagome então resolveu se prontificar.

-Sra. Miller posso usar o banheiro?

-Claro. É lá em cima.

-Está bem.

Kagome se levantou e foi subir as escadas.

Sesshoumaru tentava conversar com o garoto que não tirava os olhos da janela.

-Então, como era o seu pai?

O garoto parou de olhar lá para fora e encarou Shou.

-Um pai normal.

-Sim. E você mora em casa agora?

-Sim. – o garoto começou a brincar com as mãos. – Tentando economizar para a faculdade, mas é difícil.

Os dois ficaram em silêncio por uns minutos e então Sesshoumaru tomou coragem para fazer a tal pergunta.

-Quando você encontrou o seu pai...

O garoto pareceu meio emotivo.

-Eu acordei.

-Perdão?

-Eu ouvi o motor ligado. – ele tava se segurando para não chorar. – Eu não sei por que ele fez isso.

-Eu sei que é difícil perder o pai. Especialmente quando não temos todas as respostas.

Kagome levantou a barra do vestido resmungando e saiu andando pelo corredor.

-Que vergonha meu Deus... Perdoe-me por tal falta de respeito... Mas você viu! Foi tudo idéia do retardado do Inuyasha! – falava sozinha enquanto pegava um aparelho que Inuyasha tinha lhe entregado para esconder dentro do vestido. Por ela ter que lidar com demônios todo santo dia passou a conversar mais com Deus, mesmo que nas horas que não tinha necessidade. Depois de pegar o aparelho largou a barra do vestido e o ligou.

Uma tela de LCD foi mostrando o recinto e dois lasers verdes foram "analisando" cada canto da casa. Ela abriu uma porta que parecia ser um quarto e colocou os lasers para vasculhar. Nada. Fechou a porta e continuou a vistoria pelo corredor. Passou o dedo na cômoda para ver se não tinha resido de nada e seguiu em frente.

Parou quando ouviu o barulho de alguém subindo a escada. Levantou rápido a barra do vestido e escondeu o aparelho de volta numa bolsa improvisada.

Então olhou para trás e deu de cara com Inuyasha.

-Alguma coisa?

-Nada.

Então os dois se viraram e foram encontrar com Shou para irem embora.

Encontraram uma vaga no hotel. Sim, UMA vaga.

Enquanto Sesshoumaru limpava as armas Inuyasha e Kagome discutiam sobre quem dormiria aonde.

-Eu não vou dormir com o Shou numa cama de solteiro! Tá maluca?

-Eu que não vou dormir com você, como sugeriu! Ai sim eu seria maluca!

-Eu não vejo problema algum nisso. – falou dando um sorrisinho de lado.

-É exatamente por isso que não vou aceitar sua proposta!

Sesshoumaru só ria em seu canto sem eles perceberem.

-Mas com o Sesshoumaru é que eu não durmo! Nunca dividi a cama com nenhum homem e não vai ser agora que farei isso!

-Oras, vocês são irmãos!

-Mesmo assim!

-Qualé? Tá com medo de descobrir um lado do qual não tinha noção? – caçoou ela.

Inuyasha só estreitou os olhos.

-Eu tenho absoluta certeza do meu lado homem. Se quiser posso até te mostrar se quiser.

-Não obrigada. –bufando ela olhou para Sesshoumaru. – E você não vai opinar em nada?

-Eu? – perguntou quando notou que os dois olhavam para ele.

Inuyasha fazia sinais para ele não querer dividir a cama com ninguém, mas Shou fingia que não entendia.

Kagome o encarou e sorriu.

-Pronto, já sei o que vou fazer! Você não vai dormir com o Sesshoumaru...

-Viu? Eu sabia que ia recusar a minha proposta.

-... Mas eu vou.

-Como é? – os dois perguntaram juntos.

-Shou é muito mais calmo e menos pervertido.

Inuyasha só encarou o irmão que deu de ombros sorrindo alegremente.

-Quero só ver... – saiu resmungando e indo para o banheiro.

-E então o que conseguiu? – perguntou Kagome sentando na cadeira em frente a dele.

-Nada. Nada de ruim aconteceu na casa desde que foi construída.

-O terreno?

-Não foi cemitério, campo de batalha, terra tribal e nenhum tipo de atrocidade ocorreu na propriedade ou perto dela.

-Eu disse. Eu olhei por tudo. – falou Inuyasha entrando no quarto.

-Nenhum local frio, sem cheiro de enxofre, nada.

-A família disse que estava tudo normal?

-Se tivesse um demônio ou poltergeist não acha que alguém notaria?

-Eu usei o infravermelho e não havia nada. – falou Kagome.

-E daí? Vocês acham que o Jim Miller se matou?

-Sei lá. – falou Kagome.

-Tenho quase certeza que aquela casa não tem nada de sobrenatural. – falou Inuyasha.

-Eu ainda prefiro investigar. – falou Shou. – Se não fosse algo estranho por que a amiga da Kagome ligaria?

-Talvez não tenha a ver com a casa. – sugeriu Kah.

-Como assim? – perguntou Inuyasha.

-Talvez seja só... – Kagome começou a sentir uma dor de cabeça. – Nossa. – dizendo isso foi até a cama.

Os garotos não entenderam nada.

-Que houve? – perguntou Shou se aproximando.

-Mas como eu ia dizendo, talvez seja algo ligado ao Jim de outra maneira.

Inuyasha se aproximou com um copo de água não se sabe de onde surgiu e deu para ela. Pelas caretas que ela fazia ainda sentia a dor.

-O que diabos há de errado com você?

Então Kagome começou a escorregar pela cama de tamanha dor estava sentindo.

-Minha cabeça! – gritou de dor.

-Kagome. – os dois não sabiam o que fazer.

Inuyasha segurou-a pelos braços.

-Ei, o que há? Fale comigo! Sesshoumaru vá buscar mais água!

Shou sem nem discutir foi.

Kagome ainda mantinha as mãos na cabeça e gemia de dor.

Então vieram cenas rápidas e sem som em sua cabeça. Era um apartamento... O irmão do Jim tomando uma cerveja... Uma sombra... A janela da cozinha abrindo sozinha... George fechando-a e a trancando... Ele foi colocar as compras na geladeira e a trava da janela abriu sozinha e a janela tornou a abrir... George olhou para a janela meio desconfiado e foi tentar fechar a janela de novo... Mas desta vez ela não desceu... Indignado ele colocou a cabeça para fora para ver o que estava travando a janela... BLAM! A janela fechou e a sua cabeça caiu no canteiro da janela. (N/A: não sei se é assim que se chama aquele negócio que é tipo um jardim que fica embaixo da janela de apartamentos.).

Kagome sem perceber já estava com as mãos segurando fortemente os braços de Inuyasha. Sesshoumaru entrou correndo no quarto com uma garrafa de água.

-Ela melhorou?

-Não sei ao certo... – respondeu Inuyasha encarando-a.

Kagome respirou fundo antes de dizer.

-George Miller vai morrer esta noite. – ela disse aceitando o copo de água que Shou lhe ofereceu.

-Como sabe? – perguntou Shou.

Inuyasha ajudou Kagome a se levantar e a sentar na cama.

-Só sei...

-Uma pessoa não sabe assim do nada! – falou Sesshoumaru indignado.

Inuyasha realmente ficou preocupado com essa dor na cabeça que Kagome sentiu repentinamente. Será que tinha algo a ver com ela saber que o George vai morrer hoje?

-Olha, se eu falasse vocês não acreditariam.

-Tente. – falou Inuyasha.

-Eu simplesmente vi.

Os irmãos trocaram olhares.

-Kah, você não tomou nenhuma droga, ne?

-Inuyasha, eu to com cara de drogada por acaso? ¬¬

-Não.

-Então não faça pergunta idiota! – falou se levantando da cama e pegando o seu casaco.

-Aonde pensa que vai?

-Na casa do Sr. Miller e ver se ele ainda tá vivo.

-Você não vai lá sozinha!

-Vai me impedir de ir?

-Não, só não vamos deixá-la ir sozinha!

No caminho para o apartamento do George, Sesshoumaru ia pensando em como Inuyasha e Kagome brigavam. Era impressionante! O mais incrível era que só ela, a única mulher, capaz de fazer o irmão ficar se contradizendo e pela primeira vez Inuyasha não estava tentando persuadir uma mulher a ir para cama com ele, mas sim a concordar com ele. Realmente Kagome era uma mulher e tanto.

Agora lá estavam os dois discutindo qual caminho certo a tomar para chegar no apartamento do George. Sorte dele que só fazia leitura labial, pois seus ouvidos estavam bloqueados com o fone de ouvido do seu Ipod.

Foi então que uma dúvida se ponderou dele. Como Kagome teve tal previsão?

Chegando ao local Inuyasha estacionou o carro em baixo do apartamento.

Por ser desses que tem uma escada externa poderia facilitar o acesso.

-Como tem certeza que o apartamento dele é esse? – perguntou Inuyasha.

Kagome parou e se virou para ele.

-Por que eu liguei para a Sra. Miller e disse que gostaria de trocar umas palavras com ele. Mas alguma pergunta?

-Não.

-Ótimo. – Kagome se virou para escalar o muro e puxar a escada.

Sesshoumaru deu uma olhada em volta e viu George ainda no passeio.

-Ei! – falou para os dois.

-Que houve? – perguntou Kagome.

-Olhem. – falou acenando com a cabeça para o homem.

-George! – chamou Inuyasha.

O cara apenas olhou para eles e depois fez cara de entediado.

-Ah, por favor! Deixem-me em paz! – falou entrando no prédio e trancando a porta.

-George estamos tentando ajudar! – gritou Sesshoumaru correndo para tentar abrir a porta.

-Não quero a ajuda de vocês. – falou ele

-Não somos da igreja! Precisa nos ouvir! – falou Kagome batendo na porta.

-Está correndo perigo! – falou Inuyasha.

Vendo que não tinha outra saída Inu saiu correndo para o lado do apartamento.

-Venham! Venham!

Sesshoumaru e Kagome o seguiram. Os dois ajudaram Kagome a subir o muro que dava acesso à escada e depois os dois a seguiram. Eles definitivamente estavam correndo contra o tempo.

Os três subiam as escadas correndo, todos respirando rápido e bufando.

-Por que esse cara teve que morar no último andar? – resmungou Inuyasha.

Foi então que eles ouviram o barulho. De carne sendo cortada.

Os três olharam para cima. Faltava apena uma escada para chegarem.

Kagome subiu calmamente e olhou para a janela ensangüentada e para a cabeça imóvel.

-Chegamos tarde demais...

-Fizemos o possível. – consolou Sesshoumaru.

Vendo que não tinha mais jeito Inuyasha tratou de jogar um pano para cada.

-Limpem as digitais, não queremos que a polícia saiba que passamos por aqui.

Kagome e Sesshoumaru começaram a limpar as digitais.

-Vou dar uma olhada lá dentro. – falou Inuyasha entrando na casa por outra janela.

Depois de tudo feito os três seguiram para o carro.

-Nada. Nenhum sinal também, como na casa dos Miller.

-Eu vi algo na visão. Uma espécie de sombra negra. – falou Kagome. – Algo poderia estar seguindo o cara.

-O que quer que seja, não está ligado a casa.

-Não, está ligado à própria família. – falou Sesshoumaru. – O que vocês acham? Um espírito vingativo?

-Existem alguns que se prendem a famílias. A seguem por anos. Angiaks, Banshees... É basicamente uma maldição. – falou Inuyasha entrando no carro seguido dos dois.

-O que seriam esses nomes?

-Famílias amaldiçoadas.

-O Jim e o George se envolveram em algo sério. Algo amaldiçoado. – falou Sesshoumaru.

-E agora essa coisa quer vingança. – falou Kagome. – E os homens da família estão morrendo.

-Vocês acham que o Max corre perigo? – perguntou Sesshoumaru.

-Vamos descobrir antes que corra. – falou Inuyasha dando partida no carro.

Assim que eles deram um tempo foram na casa dos Miller de novo.

Dessa vez foi Max quem atendeu e os deixou entrar.

-Minha mãe está descansando. Ela está arrasada.

-É claro. – falou Inuyasha.

-Muita gente veio aqui com comida. – continuou Max. – Eu tive que dizer a todos para irem embora. Porque nada diz "sinto muito" como comida.

Sesshoumaru sorriu.

Max acenou para os três sentarem.

-Como você está? – perguntou Kagome docemente.

-Estou legal.

-O seu pai e o seu tio eram bem próximos?

-Sim, acho que sim. Eles eram irmãos. Eles sempre andaram juntos quando eu era pequeno.

-Mas não recentemente?

-Não, não é isso. É que... Nós éramos vizinhos quando eu era criança. Nós morávamos do outro lado da cidade em uma casa e o Tio George morava ao lado, então ele ia lá em casa o tempo todo.

-Certo.

-E como era naquela casa quando você era pequeno? – perguntou Sesshoumaru.

-Era legal. – ele reparou que os três o encaravam de um jeito diferente. – Por quê?

-Só lembranças boas? – perguntou Inuyasha. – Você se lembra de algo fora do comum? Alguma coisa envolvendo o seu pai e o seu tio talvez?

Max só balançou a cabeça negando até que sorriu nervosamente.

-Por quê vocês... Por quê estão perguntando?

Sesshoumaru tinha pescado algo.

-É só uma pergunta. – falou Inuyasha.

Max pareceu hesitante antes de responder.

-Não. Não houve nada. Éramos totalmente normais. Felizes.

-Que bom. Isso é bom.

-Você deve estar exausto. Devemos ir. – falou Kagome se levantando.

Os irmãos se levantaram também.

-Obrigado. – falou Sesshoumaru antes de sair pela porta.

Os três saíram da casa e foram direto para o Impala.

-Não existe família totalmente normal e feliz. – falou Sesshoumaru.

-Viram quando ele falava da sua antiga casa? – indagou Kagome.

-Ele parecia assustado. – falou Inuyasha abrindo a porta para ela entrar.

-O Max não nos contou tudo. Vamos procurar a antiga vizinhança. – falou Sesshoumaru entrando também no carro. – Descobrir como a vida era para os Miller.

Depois de pesquisar eles acharam a antiga vizinhança e foram fazer a tradicional "vistoria".

Kagome e os irmãos pararam em uma casa para fazer perguntas.

-Você vive há muito tempo na vizinhança? – perguntou Kagome.

-Há quase 20 anos. – respondeu o homem. – É tranqüila. Por quê? Querem comprar uma casa?

-Não, só queríamos saber se você se lembra de uma família que morava do outro lado da rua.

-Os Miller. Tinham um filhinho chamado Max. – falou Sesshoumaru.

-É. – falou Sesshoumaru.

O cara ficou com uma cara de pesar e pensativo.

-É, eu me lembro deles. O irmão tinha uma casa do lado. – então ele apontou para a casa. – Então do que se trata? O coitado está bem?

-Como assim? – falou Sesshoumaru.

-Nunca vi uma criança ser tratada assim na minha vida. Eu ouvia o Sr. Miller gritando e jogando coisas pela rua. Ele era um bêbado agressivo. Ele dava surras no Max. Contusões. Quebrou o seu braço duas vezes, que eu saiba.

-E isso acontecia normalmente? – perguntou Inu.

-Praticamente todos os dias. Na verdade, o irmão dele também devia bater nele. Mas a pior parte era a madrasta. Ela apenas ficava parada de fora, nunca levantou um dedo para protegê-lo. Eu chamei a polícia umas sete ou oito vezes. Nunca adiantou.

-Você disse madrasta. Correto? – falou Kagome.

-Acho que a sua mãe de verdade morreu. Algum tipo de acidente... Acho que de carro.

E então o homem se vira para Kagome que estava apoiada no muro da casa com uma mão na cabeça.

Inu e Shou não percebem até o homem parar de falar e perguntar para ela se estava tudo bem.

-Sim... – falou ela seguindo para o carro.

-Obrigado. – falaram os rapazes a seguindo.

Foi então que ela parou e olhou para as casas na sua frente e tudo começou a rodar. Shou e Inu a seguraram cada um de um lado.

As cenas rápidas voltaram a sua mente. A Sra. Miller estava na cozinha picando em pequenos pedaços de algum legume e então ela estava conversando com alguém... "Não sei o que você quer dizer com isso." E então de acordo que ela ia fazendo o jantar ia conversando. "Você sabe que eu nunca fiz nada."... E a figura do Max aparece "Por isso mesmo... Você não fez nada." A faca que estava sobre o balcão começou a se mexer... "Você não os fez parar. Nunca." A faca levitou e a Sra. Miller estava assustada... "Como você...". Max se aproximou mais e a faca se aproximou mais dela fazendo a se recuar e ir de encontro com a parede. Sem saída. "Max! Por favor!". Ele colocou a faca bem perto do olho dela... "Por todas as vezes que você ficou parada olhando. Fingindo que não estava acontecendo." "Sinto muito." "Não, não sente." Foi então que a faca recuou um pouco para trás para logo Max a jogar com tudo mentalmente no olho dela.

Kagome respirava com dificuldade e já se encontrava sentada no carro.

-E então? – perguntou Inuyasha segurando a mão dela.

-Max está fazendo isso... Matando as pessoas...

-Tem certeza disso? – perguntou Sesshoumaru.

-Sim, eu o vi.

-Como ele consegue? – falou Inuyasha indo para o lado do motorista e Sesshoumaru voltando a ir atrás.

-Parece telecinesia.

Sesshoumaru se aproximou dela para perguntar.

-Ele é paranormal?

-Ao que parece sim. A sombra que vi na outra visão era ele.

-Ótimo. Então a próxima parada é a casa dos Miller. – falou Inuyasha dando partida no carro.

-Tudo se resume a ele querendo vingança dessa gente. Odeio dizer isso, mas é uma total loucura. – falou Sesshoumaru.

-Mas não justifica assassinar a sua família. – disse Kagome.

-Verdade...

-Temos que acabar com ele. Igual fazemos com os outros. – falou Inuyasha.

-Inuyasha, podemos falar com ele. Não é igual ao outros, ele é uma pessoa. – falou Sesshoumaru.

-Tudo bem. Mas não vou deixar que ele machuque mais ninguém. – falou pegando sua arma no porta luva.

Os 3 saíram do carro e na hora que o Max estava prestes a levantar a faca os irmãos arrombaram a porta.

-Padres? Irmã? – perguntou a Sra. Miller.

-O que vocês estão fazendo aqui? – perguntou Max assustado.

-Bem desculpa por interrompem-los. – falou Sesshoumaru. – Max, podemos conversar? Por um segundo lá fora?

-Sobre o que?

-É... É particular. Não quero incomodar a sua mãe com isso. Não vamos demorar muito. Eu prometo.

Todos ficaram em silêncio. Max encarou a madrasta e depois os encarou.

-Está bem. – respondeu Max.

-Ótimo.

Inuyasha se virou para ir andando na frente e Kagome deu uma última olhada para a Sra. Miller.

Sesshoumaru e Kagome vinham logo atrás de Max. Até então estava tudo bem, entretanto quando Inuyasha se virou para abrir a porta sua jaqueta deu uma breve abertura e Max viu a arma pelo espelho.

Max parou e começou a fechar janelas e a trancar as portas e assim a recuar.

-Vocês não são padres! – falou Max bravo.

Inuyasha tentou pensar rápido sacando a arma, mas Max tratou de tirá-la da mão dele.

Jogando a arma embaixo do próprio pé, Max pegou a arma e apontou para os dois.

-Max, o que está havendo? – indagou Sra. Miller.

-Fique quieta!

-O que você está fazendo?

Max começou a se sentir perturbado e a jogou longe, fazendo ela bater a cabeça.

-Eu disse que ficar quieta.

-Max, acalme-se. – falou Kagome.

-Quem são vocês?

-Só queremos conversar.

-Até parece! Por isso trouxeram uma arma.

-Foi um engano.

-Mentimos sobre quem éramos. Mas chega de mentiras, está bem? – falou Inuyasha.

-Por favor, apenas me ouça. – falou Kagome.

-Ouvir o que?

-Eu tenho visões Max. Eu vi você matar seu pai e seu tio.

-Você é louca!

-Você ia esfaquear a sua madrasta bem aqui. – falou colocando o dedo na cabeça. – Podemos tentar te ajudar.

-Ninguém pode me ajudar!

-Deixe-nos tentar. Vamos tentar conversar, ok? Só eu e você.

Inuyasha e Sesshoumaru a olharam surpresos.

-Vamos tirar a sua madrasta e os garotos daqui.

-De jeito nenhum. – falou Inuyasha.

-Ninguém sai dessa casa. – falou Max nervoso.

-Ok, ninguém vai sair. Deixe-os ir apenas lá para cima então.

-Não vamos deixar você sozinha com ele. – falou Inuyasha sério.

-Vai sim. – falou Kagome sem desviar o olhar do Max.

-Max você está no controle. Todos sabem disso. – falou Sesshoumaru. – Ninguém vai fazer nada que você não queira.

-Vamos conversar alguns minutos? – insistiu Kagome.

Max pareceu pensar.

-Ok, mas só 5.

Kagome olhou para os meninos.

-Peguem a Sra. Miller e a levem lá para cima.

-Não vou deixar você aqui Kagome.

-Inuyasha, as coisas mudaram. E pelo amor de Deus faça o que eu mando!

Muito a contra gosto ele foi pegar a Sra. Miller na cozinha e Shou o seguiu escada a cima.

Os dois sentaram no sofá.

-Olha eu não consigo imaginar pelo que você passou, mas agir dessa forma é errado.

-Não, você não consegue imaginar, pois não foi você que sofreu durante anos de maus tratos.

-Isso tem que parar Max!

-E vai. Após minha madrasta.

-Não. Você tem que poupá-la.

-Por quê?

-Ela bateu em você?

-Não. Mas ela nunca tentou me salvar. Ela também faz parte disso.

-O que eles fizeram com você enquanto estava crescendo não foi justo...

-Crescendo? E a semana passada?

Kagome o olhou interrogativa.

Max se levantou e puxou o casaco para cima mostrando feridas.

-O meu pai ainda estava me batendo. Só aonde as pessoas não vêem. Velhos hábitos são difíceis de superar. – falou abaixando a blusa e se sentando.

-Sinto muito.

-Quando eu descobri que podia mover as coisas foi uma dádiva. A minha vida inteira eu fui indefeso. Mas agora eu tenho esse dom. Na semana passada meu pai ficou bêbado pela primeira vez depois de tempos. E ele me deu uma surra, pela primeira vez de muito tempo. E eu soube o que precisava fazer.

-Por que você não foi embora?

-Ir embora não adiantaria sabendo que eles ainda estariam por aqui. O importante era não ter mais medo. Quando o meu pai me olhava havia ódio em seus olhos. Você sabe como me senti?

-Não.

-Ele me culpou por tudo. Pelo seu trabalho. Pela sua vida. Pela morte da minha mãe.

-Por que ele lhe culparia pela morte da sua mãe?

-Porque ela morreu no meu quarto, enquanto eu dormia no berço. Como se fosse a minha culpa.

-Ela morreu no seu quarto?

-Sim. Houve um incêndio. E quando ele ficava bêbado falava que ela morreu de uma maneira maluca. Ele disse que ela pegou fogo. Presa no teto.

Kagome ficou séria. Agora tudo fazia sentido.

-Ouça Max, o que seu pai disse não é loucura. É um fato real.

-Qual é? Ele tava bêbado! Viu coisas!

-Não. O que matou a sua mãe ainda está por ai...

-Você bebeu também?

-Max, o que eu falo é sério. Você foi um dos escolhidos.

-Escolhidos para que?

-Você ainda não está preparado para saber.

-Como não estou preparado?

-Seus poderes devem ter aparecido há poucos meses atrás. A única coisa que posso lhe informar é que sua mãe morreu nas mãos de um demônio.

-Demônio?

-Sim. E estamos atrás deles. Só que para seguirmos em frente você precisa libertar a sua madrasta Max.

Ele ficou em silêncio e ficou pensando.

-Não... Eu não posso deixá-la ir. – falou mexendo negativamente a cabeça. – O que eles fizeram comigo não tem perdão. Eu ainda tenho pesadelos. Ainda estou assustado o tempo todo esperando a próxima surra.

-Mas as pessoas que te davam a tal surra já não estão mortos?

-Alice tem que pagar por não ter me ajudado! – falou levantando-se e indo até a escada.

Kagome se prontificou na sua frente.

-Ouça, isso não vai fazer você para de ter pesadelos. Só terá mais dor. Tem noção de que vai ficar sozinho nesse mundo?

-Não me importa!

Dizendo isso ele tacou Kagome dentro do armário e fechou a porta. Colocou uma estante em frente à porta para evitar que ela saísse.

-Max! Não!

Kagome começou a sentir a cabeça latejando de novo e dessa vez a visão veio rápida e direta. Max queria atirar na madrasta, sim ele ainda estava com a arma, porém Shou e Inu não permitiram e ele atirou neles. Bem na testa.

Kagome entrou em desespero! Não podia deixar seus parceiros morrerem!

Ela se concentrou e conseguiu facilmente tirar a estante da frente da porta com a mente e saiu apressadamente.

Por sorte chegou a tempo e Max apenas estava com a arma levitada e apontada para os irmãos.

-Max! Pare! Por favor!

-Como conseguiu sair?

-Tenho minhas táticas e não vou discuti-las agora com você. O que acha de abaixar essa arma, hm? Podemos te ajudar. Isso que você está fazendo não é a solução. Não vai consertar nada. Não vai mudar o passado.

-Você está certa. – falou depois de refletir.

Kagome sorriu. Os irmãos ainda estavam em alerta e a Alice estava atrás deles.

Então tudo aconteceu rápido demais. Max virou a arma para si mesmo e atirou.

-NÃO! – gritou Kagome.

Ela foi correr em direção a ele, mas Inuyasha a segurou. Shou estava com Alice que estava em choque.

-Você fez o que pode.

-Mas...

-Mas nada. Max não tinha salvação. Ele nutria um ódio profundo por todos da família e não iria sossegar até matar todos.

Kagome apenas abaixou a cabeça.

Dentro de alguns minutos depois da ligação da Sra. Miller a polícia já estava lá.

Ela se encontrava dando o seu depoimento.

-Max me atacou. Ele me ameaçou com uma arma.

-E esses três? – perguntou o policial.

-São amigos da família. Eu os chamei assim que Max chegou. Eu estava assustada. Eles tentaram impedi-lo. Brigaram pela arma.

-Onde Max conseguiu a arma?

-Não sei. Ele apareceu com ela e...

-Tudo bem Sra. Miller.

-Eu perdi todo mundo. – falou ela chorando.

-Muito bem. Ligaremos se tivermos mais perguntas.

-Obrigado policial. – falou Sesshoumaru.

-Venha, vamos. – chamou Inuyasha.

Os três seguiram para fora da casa.

-Eu poderia ter conversado com ele de outra forma...

-Kah, você fez o que estava no seu alcance. – falou Shou. – Não se culpe por isso.

-Max já estava perdido. – falou Inuyasha.

-Quando penso o no modo como ele me olhou antes atirar... Eu devia ter impedido!

-Qual é! Você arriscou a sua vida! – falou Shou.

Kagome apenas olhou para os dois e não fez mais comentários.

Inuyasha só olhou para Sesshoumaru.

-Tivemos sorte de ter o papai.

-É... Tivemos mesmo.

Kagome já tinha entrado no carro e estava no banco traseiro.

Os dois entraram também no carro. Inuyasha começou a ligar o carro e Kagome recebeu uma mensagem no seu celular.

"Estou chegando querida! Estou mais perto de você do que imagina!"

Kagome gelou e estava com os olhos arregalados.

-Para aonde agora? – perguntou Sesshoumaru com o mapa aberto.

-Que tal para o sul? – falou Kagome.

-Sul? Não fica muito longe daqui?

-E daí? – ela falou rindo nervosamente.

-Bem, então vamos para o sul motorista.

-Humf! Abusado. – falou Inuyasha dando partida no carro.

Kagome deixou o celular de lado e resolveu dormir um pouco. Mal sabia ela que assim que Inuyasha deu partida no carro uma sombra os seguia.