I'm so sorry people!

Agora que tô com notebook, vou escrevendo até o caminho da faculdade para ver se os capítulos ficam prontos rápido para poder postar!

Como demoro para postar aproveitei e fiz 26 páginas esse capítulo! Olha como sou boazinha! =) (na verdade eu TINHA que ser né? Vocês tem tanta, ou não, paciência comigo xD).

Mas oh, não esqueci de vocês, ta? E tem uma surpresa nesse capítulo hohohohoho (nem é tão surpresa assim para falar a verdade xD)

Mely-chan: esqueci não! *-* jamaaaaaaaais esqueceria ;) é que o meu tempo tá sendo muito curto para escrever =/ e às vezes falta 'aquela luz' para escrever a continuação e enquanto eu nao faço de um jeito que me agrade eu nao consigo terminar xD

o que o outro teve de pequeno esse teve de graaaaaaaaaaaaaaaaaaande *-*/

pois é, o tempo podia ser nosso aliado e.é~ eu tenho o curso de espanhol, estagio, faculdade e agora auto escola T.T só to arranjando sarna! se bem que a auto escola foi meu pai que me obrigou a fazer pq ja tava na hora...

hohohohohohoho quanto a rin ela já já vai aparecer ;)

beaj

Ayame Gawaine: que bom que gostou *-* nesse cap eles voltam a luta! ahsuashaushasuahsaush

beaj

BOA LEITURA PESSOAS DO MEU CORAÇÃO! ;D


Inuyasha achou mais seguro o irmão dirigir. Ele estava meio fora de área depois do ocorrido no quarto com a Kagome.

Depois da pergunta que ela fez ele apenas sorriu e se levantou a levando junto, o irmão saiu do banheiro indo direto pegar a chave do carro que foi parar debaixo da cadeira.

-Vamos?

Após Shou ter s chamados para partir eles saíram em silêncio.

Kagome não se sentia incomodada, pelo ao contrário, estava satisfeita. Sesshoumaru até que tinha razão..., pensou enquanto afiava a sua adaga. Vez ou outra olhava pelo retrovisor para Inuyasha que parecia estar longe dali.

-Inuyasha você não me disse as coordenadas. – falou Shou.

-Ah, sim, é... Kansas City.

-Tem certeza? Ô.õ

-Claro! Por que não teria?

-Sei lá. Você até então nem se lembrava para aonde estávamos indo.

-Humf.

A viagem ia ser longa, então todos iriam revezar para dirigir. Com Sesshoumaru no volante ainda os outros dois foram dormir. Quer dizer, nem todos.

-Eu vi.

-Oi?

-Não se faça de besta Inuyasha.

-Mas eu realmente não sei do que você tá falando!

-Do beijo.

-Ah. Sobre isso...

Sesshoumaru começou a rir.

-No fim, você realmente consegue todas que quer não é?

-Você não tá puto? Oo

-Por que estaria? Eu não tava a fim dela.

-Mesmo? Alias aquilo não foi pensando... Apenas... Aconteceu.

-Você é muito lerdo mesmo... Para que eu ia querer uma garota que não está a fim de mim?

-Como pode saber que ela não está a fim de você? – indagou Inuyasha.

-Veja bem, se ela estivesse a fim de mim ela já teria feito alguma coisa, me provocado, e poderia ter me beijado, igual fez com você.

-É... Pode ser...

Sesshoumaru estacionou o carro no acostamento para trocar de lugar com o irmão.

Inuyasha saiu do carro para ir para o lado do motorista. Foi quando ele estava dando a volta no carro que viu uma sombra no meio das árvores, chegou até a forçar a vista para ter certeza que estava vendo direito ou se era uma ilusão de ótica.

Sesshoumaru que já tinha pulado para o lado do carona percebeu a demora do irmão e colocou a cara para o lado de fora para ver o que tava acontecendo.

-Tá tudo bem?

-Não sei... Acho que vi alguma coisa...

Kagome que estava dormindo até então acordou com o barulho do celular. Uma mensagem.

"Estou mais perto do que imagina... Não adianta fugir de mim."

Ela arregalou os olhos e gritou por Inuyasha.

-Anda, anda! Vamos embora! Agora!

Inuyasha ignorou a sombra e entrou no carro.

-Que houve? – perguntou ligando o carro e dando partida.

-Troca de lugar comigo Shou.

-Ok. – Sesshoumaru pulou para trás e Kagome pulou para frente depois.

-Pode explicar-se agora? – pergutou Inuyasha.

-Certo, tem alguém me seguindo. – falou atenta a cada movimento fora do carro.

-Como? – perguntaram os irmãos juntos.

-Como eu não sei, mas tem uma pessoa me seguindo e sempre me manda mensagens informando se está perto ou não... Creio que o que você pode ter visto lá fora não era uma simples ilusão.

-Mas por que alguém te seguiria? Você tem um passado sombrio? – perguntou Inuyasha brincando. Por ter visto que ela ficou séria ele se assustou. – Você tem mesmo um passado sombrio?

-Não quero falar disso agora, pode ser?

Inuyasha ia abrir a boca para falar, porém Sesshoumaru o cutucou e fez sinal para deixar para lá.

O carro seguiu em silêncio. Uma vez ou outra que eles se comunicavam.

Sesshoumaru adormeceu e os outros ficaram acordados. Inuyasha para prestar atenção na estrada e Kagome por medo.

-Sabe... Não é tão sombrio assim... – começou Kagome olhando para frente.

-Oi? – perguntou Inuyasha sem entender.

-O meu passado. Não é tão sombrio... Apenas não gosto de falar dele.

-Por quê?

-Meu passado é meu presente e é o meu futuro.

Inuyasha se calou por um tempo pensando.

-È sobre você ser uma caçadora?

-Mais ou menos isso... É complicado demais.

-Tenta explicar ué.

-Não posso. Se eu compartilhar isso com você, talvez possa ser morto por quem me segue ou por gente pior.

Inuyasha ficou assustado. Se o passado dela não era tão sombrio porque não podia compartilhar? E se o fizesse ele poderá morrer!

-Bom, mudando de assunto... Por quê Kikyou vive te seguindo?

-Para que esse assunto? Podíamos falar do tempo, da minha beleza...

-Da sua modéstia... – falou ela rindo. – É sério, eu gostaria de saber.

Ele respirou fundo antes de começar.

-Para falar a verdade nem eu sei. Conhecemos-nos desde pequenos sabe, papai vivia deixando a gente ou sozinhos trancados em algum lugar cheios de armas ou com a Kaede. Desde pequeno eu me dava bem com as garotas e ficava com elas, claro que com Kikyou isso nunca aconteceu por eu considerá-la como se fosse minha irmã, mas o problema é que Kikyou começou a pensar que eu não a via como uma garota, então ela começou a me perseguir até que isso virou uma obsessão.

-Já tentou explicar isso para ela?

-Claro! Mil vezes! Mas quem disse que ela me ouve?

-Agora cá entre nós... Nunca teve vontade de ter um lance com ela? – perguntou Kah virando de frente para ele.

-Claro que não! Pirou?

-Ora, ela é uma mulher e é bonita.

-Sim, eu sei. Entretanto mesmo se eu tivesse vontade me sentiria sujo depois. Seria como cometer incesto!

Kagome ria da forma como ele agia quando falavam da Kikyou.

-Não ria! Isso não tem graça ta? – falou ele tentando conter um riso.

-Tudo bem, tudo bem!

-Gostaria de saber mais sobre você. – falou Inuyasha de repente.

-Mesmo? – perguntou ela surpresa.

-Sim. Você basicamente nos conhece completamente por ter tido convívio com o nosso pai.

-Bem, ele falava muito de vocês. Fato. Também contou a história da mãe de vocês. Lamento por isso.

-Nós também lamentamos... Ela era uma boa mulher e mãe.

-Então, ele também falava sobre o seu irmão querer ser médico. Por que ele não se tornou?

-Papai nunca de apoiar nem nada. Shou tem uma certa magoa dele por isso.

-Entendo. Ele também me contou que você se aventurou desde cedo.

-Verdade. – falou rindo. – Entretanto não íamos falar de você?

-Droga! Você tem boa memória! – falou ela rindo e se ajeitando no banco.

-Tem família?

-Sim.

-Quais são os integrantes?

-Muitos irmãos e o meu pai.

-Eles fazem a mesma coisa que você?

-Alguns. Muitos preferiram seguir outra vida.

-E o seu pai?

-Um homem muito ocupado. Às vezes é rígido, às vezes calmo.

-Hm... Ele é comum. Não o visita?

-Poucas vezes consigo encontrá-lo. Por ser muito ocupado é difícil vê-lo.

-Compreendo. Amigos?

-Só vocês e mais uma.

-Nos consideram seus amigos?

-Sim. E invejo essa ligação de irmãos que vocês têm.

Inuyasha sorriu.

-Nem sempre fomos assim. Éramos unidos, mas depois da morte da mamãe e dessas viagens loucas do papai nos unimos mais.

Kagome sorriu.

-E você anda querendo viajar sozinho. Tolo.

Ele riu.

-Quer dirigir um pouco?

-Aceito.

Inuyasha estacionou o carro no canto da estrada e saiu do carro.

Kagome pulou o banco e o esperou entrar no carro.

-Pronto?

-Manda ver.

Kagome deu partida no carro.

-Já teve alguém?

-Minha profissão não me permite ter alguém. Sesshoumaru tinha não é?

-Sim, mas ele a largou pela segurança dela. Ele ficou meio abalado por um tempo. – falou olhando o irmão. – Nunca o vi dormir tanto.

-Deve estar cansado. Se quiser dormir fique a vontade.

Inuyasha a responder, todavia sua mente lembrou do seguinte caso: dormir = cama = beijo.

Ele ficou tentado a conversar com ela sobre isso.

-Kah... Sobre o que rolou no quarto antes de sairmos...

-O que tem? – perguntou ela sem abalo nenhum.

-Não vou pedir desculpas.

Ela sorriu.

-Nem eu.

Ele a encarou.

-Por que somos assim?

-Assim como?

-Uma hora estamos bem, na outra brigamos ou discutimos.

-Faz parte. Acho que se nós tivéssemos uma amizade sem brigas ia ser muito monótono. Sem contar que nós não brigamos, apenas entramos em desentendimento.

-É, pode ser.

Sesshoumaru estava se segurando firme e forte. Ele tinha percebido que os dois estavam agindo descentemente então preferiu não interferir e fingiu estar dormindo. Vez ou outra ele segurava o riso ou queria discordar de algumas coisas. Bom, uma hora ele ia ter que acordar, mas por hora ele não faria isso.

Inuyasha estava feliz por ter tido sua primeira conversa descente com a Kagome. De fato seria monótono se eles não discutissem às vezes.

Kagome dirigia tranquilamente, em partes, pela estrada que não estava tão movimentada. Tinha adorado conversar com Inuyasha sobre a vida dele e dela. Pena que talvez essa alegria não dure muito, afinal ela ainda estava sendo seguida e isso a preocupava. Sempre que tentava descobrir de quem era o número (na verdade ela tinha as suspeitas) a pessoa mandava mensagem por outro número.

Ela tinha lá seus inimigos e seu pai às vezes contratou alguém para ir buscá-la. E isso a preocupava mais.

Sesshoumaru não agüentou mais fingir que dormia e acordou recebendo brincadeiras do irmão e risos da Kagome.

Depois de horas e horas eles em fim chegaram ao local para executar o serviço.

-Mas que cidadezinha hein? – falou Kagome saindo do carro.

-Qual o seu problema com cidades decaidas? – perguntou Inuyasha.

-Nenhum. Mas levando em conta a quantidade de moradores que tem aqui...

-Certo, chega de falar da cidade. Qual é o local Inuyasha que Kaede lhe falou? – perguntou Sesshoumaru.

Inuyasha tirou um papel embrulhado do bolso da jaqueta.

-Hm... Rua dos Alfaiates, prédio 112.

-Ok. Vamos buscar informações. Kagome você fica aqui e pesquisa na internet sobre isso.

Ela acenou com a cabeça e foi buscar o notebook.

Sesshoumaru e Inuyasha seguiam para o centro da cidade.

-Por que a deixou sozinha?

-Kagome sabe se cuidar maninho. Não se preocupe.

-Kagome está sendo seguida Sesshoumaru. Você ouviu!

Sesshoumaru parou e olhou para o irmão.

-Droga, tinha me esquecido disso. Mas ela também nem contestou!

-Ela pode fugir!

-Acho que não. Ela não é de fugir.

Inuyasha ficou inquieto. E se ela fosse capturada pela pessoa que a segue? E se a matasse? Era muito "se".

Eles entraram num hotel que parecia ter condições para acomodá-los.

-Vamos pedir dois quartos? – perguntou Sesshoumaru.

-Ela pode brigar com a gente. Conhece-a.

Sesshoumaru se virou para o atendente.

-Um quarto.

O atendente mesmo achando que talvez um ménage fosse acontecer ele preferiu não comentar nada.

Depois do cara ter feito a reserva entregou a chave para eles.

-Olha, poderia nos dizer sobre um prédio que dizem ser mal assombrado? – perguntou Shou.

-Bem, a muitos anos que aquele prédio não funciona. Dizem que mortes horríveis aconteceram lá.

-Como aconteceu?

-Meu vô me conta que era um prédio muito bem requisitado. Várias pessoas com dinheiro moraram lá, porém o problema foi quando um psicopata foi morar lá. Rolam boatos que ele tinha acabado de voltar de uma clínica da qual ficou internado por um bom tempo para melhorar da cabeça. Não se sabe o porque, mas um dia do nada ele pirou a cabeça e no meio da noite ele saiu matando todo mundo.

-Nossa... Só não entendi como ele fez para entrar no quarto dos outros para matar. Ele roubou as chaves?

-Daí eu já não sei.

Satisfeitos por terem descoberto alguma coisa sobre o prédio eles voltaram para aonde Kagome devia estar.

-Cadê ela? – perguntou Inuyasha .

-Não sei. Mas lembro de ter falado para ela permanecer aqui! – falou Sesshoumaru também se preocupando.

Eis que surge ela com dois copos de Milk Shake de ovomaltine.

-Já voltaram?

Inuyasha olha bravo para ela.

-Onde estava? Não pode ficar zanzando por ai com uma pessoa atrás de você! Ficamos preocupados!

Kagome colocou os copos no capô do carro e os encarou.

-Calma, eu só fui comprar uma coisa para beber. E sei me defender, ok?

-Humf!

Sesshoumaru esperou os dois terminarem de falar para perguntar.

-Descobriu alguma coisa?

-Bom, só que o prédio era bem famoso, pois era um hotel bem chique. Pessoas de classe alta vinham para cá nas férias ou feriados para descansar e a cidade era bem melhorzinha na época, diga-se de passagem. As coisas começaram a mudar quando um cara se mudou para cá e comprou um quarto do hotel.

-Esse cara era um psicopata?

-Exato. Mas no início ninguém sabia por que ele se portava muito bem. E ele tinha se tratado num lugar que não me lembro o nome agora. Ele chegou a se casar com uma moradora daqui e chegaram a morar juntos.

-Ela ainda vive aqui? – perguntou Inuyasha.

-Não. Esta morta assim como todos que se encontravam no Hotel no dia 13 de setembro de 1980.

-Tinha que ser num dia 13... – resmungou Sesshoumaru.

-Continuando, eles eram um bom casal e tudo mais. Ah, o cara se chamava Frank D'Avila e a mulher Stacy. Frank era um cara muito ciumento e achou que a mulher o estava traindo.

-E tava?

-Não. Foi tudo da cabeça dele. Com isso ele começou a agir diferente. E tudo calculado.

- Como um psicopata. – falou Inuyasha tomando do Milk Shake.

-Uhum. Foi então que na noite do dia 13 ele matou a mulher a facada e depois saiu à procura do cara. Ele tinha conseguido roubara chave mestre e saiu abrindo porta por porta e matando todos com um sorriso na cara.

-Então ele matou o cara.

-Não porque o cara já tinha saído do hotel. E Frank depois de matar todo mundo se matou com um tiro certeiro.

-Mas ele só matou os hospedes? – perguntou Sesshoumaru.

-Foi. No outro dia a camareira achou os corpos jogados e chamou a polícia.

-Como descobriram que foi o Frank?

-Ele não fez questão de esconder as pistas.

-E a partir de então o que mais aconteceu? – Inuyasha quis saber mais.

Kagome tomou o Milk Shake da mão do Inuyasha e tomou um gole.

-Bem, o espírito do Frank ainda está aprisionado no prédio condenado. Depois desse massacre horrendo o prédio não só está com o espírito do Frank como de todas as outras pessoas que morreram lá. Todo mundo passou a ver assombrações e barulhos à noite, mas acharam que eram os empregados... Infelizmente alguns não acordaram na manhã seguinte... Em fim, as pessoas passaram a ter medo de vir para o prédio e ele faliu. A cidade passou a ficar mais abandonada por não ter mais tantos turistas, afinal eram eles que acabavam sustentando a cidade.

-Certo, vamos para o hotel que reservamos um quarto e daí separamos o nosso equipamento. – falou Sesshoumaru.

Kagome arqueou uma sobrancelha.

-Um quarto?

-Por quê? Achou ruim? – falou Inuyasha.

-Não, nada... Só que vocês costumavam sempre me deixar num quarto sozinha.

-Resolvemos não deixar você sozinha.

-Mentira, é porque sabíamos que você brigaria conosco. – falou Sesshoumaru.

Kagome riu e terminando o Milk Shake tirou a mochila do carro.

-Claro, não gosto de ficar sozinha e por fora da conversa de vocês. – pegando o outro Milk Shake ela ajeitou a mochila do ombro.

Inuyasha sorriu charmosamente.

-Admita. Você não consegue ficar longe de mim.

Kagome deu um soco no ombro dele.

-Prepotente.

Sesshoumaru apenas ria da situação e jogou a mochila do irmão para ele.

-Vamos logo.

Inuyasha trancou o carro que ficou estacionado perto do hotel. Kagome foi andando entre eles.

Eles iam discutindo sobre os detalhes para mais a noite. E chegando no hotel o recepcionista apenas o encarou e ficou se perguntando porque não era um dos caras que estava subindo com aquela mulher.

Ao chegarem ao quarto, que por sinal era muito simples, jogaram as mochilas num canto. Sesshoumaru se sentou na cama com o notebook para pesquisar mais sobre o assunto e Kagome foi para o banheiro tomar um banho.

Inuyasha ficou deitado na cama pensando na vida.

-Já pensou em sair dessa vida? – perguntou Inu.

Sesshoumaru parou de digitar para olhar o irmão.

-Muitas vezes. Mas depois parei para pensar nas vidas que já salvamos e tudo o mais.

-Hm... Também já quis sair sabe, porém só de lembrar que várias famílias estão bem graças a nossa ajuda eu mudo de idéia.

Kagome saiu do banheiro vestida.

-E então? Que horas nós vamos para o prédio?

-Daqui a pouco. Os barulhos sombrios começam a meia noite. – falou Sesshoumaru.

-Vou separar uns sacos de sal e arrumar as balas para as armas. – falou Inuyasha.

-Sal também funciona com espíritos? – perguntou Kagome se sentando do lado do Inuyasha.

-Sim, porém o sal não os mata. Na verdade funciona como barreira e na bala funciona para repeli-los caso eles se aproximem demais de nós... Entendeu?

Kagome tava com uma cara pensativa.

-Acho que compreendi. Tem algo mais que os repele?

-Ferro.

-Ok. – Kagome foi até a mochila e tirou sua arma dela. – Vou dar uma limpada nela.

Sesshoumaru e Inuyasha terminaram de arrumar as coisas. Kagome terminou de limpar a arma e se juntou a eles.

-Pronta? – perguntou Sesshoumaru.

-Creio que sim.

Os três foram andando, pois era perto e não necessitava de carro.

Kagome até que não estava nervosa para o seu primeiro caso com espíritos. Achava até que poderia ser mais fácil lidar com eles do que com demônios. Porém, só saberia mesmo quando os enfrentassem. Foi então que ela segurou o braço do Inuyasha que se virou para ela.

-Que foi? – perguntou sem entender.

-Me lembra de mais tarde te dar um belo de um soco.

-Oi? O que eu te fiz?

-Você queria vir sozinho para cá para enfrentar um bando de espíritos que estão sem sossego há anos! Como pretendia se livrar de cada um?

Sesshoumaru, muito esperto, continuou andando. Não queria entrar no meio.

-Ah, eu daria um jeito. Sempre arranjo um jeito.

-E qual foi a última vez que trabalhou sozinho, Inuyasha? – perguntou ela com o tom de voz mais baixo. – Você está sempre com o seu irmão.

Inuyasha ficou incomodado com as perguntas dela, porque de certa forma ela tinha razão. E ele não queria admitir. Nem morto.

Bufando ele se virou para frente e recomeçou a andar.

-Vamos logo mandar esses espíritos para o além. – resmungou indo até o irmão que estava parado do lado do carro os esperando numa distância segura.

Kagome teve que segurar a sua fúria. Todavia Inuyasha tinha que ter semancol que nunca enfrentaria nada sozinho tendo o irmão como Sesshoumaru. E agora, ela. Mas o que era ela para ele? Amiga? Era mesmo isso que ela queria ser?

Ao chegarem enfrente ao prédio observaram o local. Certamente ele estava muito abandonado.

-E então o que eu faço? – perguntou Kagome.

Sesshoumaru tirava a arma da mochila e começou a colocar as balas.

-Primeiro, coloque as balas na arma. Segundo, precisamos do rastreador que capta energias sobrenaturais. Terceiro, não deixe ele se aproximar demais ou ele te mata.

Kagome ouvia tudo atentamente. Inuyasha já tinha terminado de arrumar a sua arma e testava a bateria do rastreador.

Depois de tudo explicado eles pularam a cerca que envolvia o prédio todo.

-Por que nunca me acostumo com esse ar sombrio?

-Inuyasha, não é hora para ter medo. – falou Sesshoumaru arrombando a porta de entrada.

-Eu não estou com medo. – respondeu ele indignado.

Kagome apenas olhava ao redor para ver se não tinha ninguém observando.

-Vamos entrar. – falou Sesshoumaru ligando a lanterna.

-Teremos de nos dividir? – perguntou Kagome.

-Procuramos não fazer isso. – respondeu Inuyasha olhando para o rastreador. – Ligou a filmadora?

Kagome a ligou.

-Tem certeza que essa coisa vai mostrar os espíritos?

-A tecnologia avançada nos ajuda. Apesar das pessoas que a criaram não saberem disso.

O rastreador começou a apitar e Inuyasha olhou para o irmão.

Sesshoumaru preparou a arma.

Kagome filmava de canto a canto.

-Ei, olhem isso... – falou seguindo até o local.

Os irmãos a seguiram.

-O que foi? – perguntou Sesshoumaru.

Kagome foi até o pé da escada que dava acesso para o segundo andar. Ela começou a subir as escadas e quando chegou ao topo virou a câmera para o andar de baixo e pode notar como estava o aposento. Paredes que um dia foram brancas estão totalmente manchadas, móveis que um dia foram valiosos estavam quebrados e jogados de lado. O tapete vermelho da escada larga e de mármore estava desbotando e acabado. Virando a câmera para a parte de cima pode notar que alguns vândalos andaram pichando as paredes e algumas portas estavam caídas. Janelas com vidros embaçados e outras quebradas.

-Que houve Kagome? – perguntou Inuyasha paciente.

-Manchas de sangue recentes. E elas se seguem por todo caminho.

Sesshoumaru focou a lanterna no chão e pode ver.

-Algum idiota entrou aqui para fazer não sei o que. Pela quantidade de sangue já deve estar morto.

Foi então que Inuyasha se lembrou de algo.

-Qual era o quarto que esse cara tava hospedado?

Kagome remexeu no bolso da calça jeans e tirou um papel de lá.

-Terceiro piso, quarto 301.

Sesshoumaru mirou a lanterna no que um dia foi um elevador.

-Teremos de ir de escada.

-Sem problema algum. – respondeu Kagome.

Sesshoumaru foi na frente, Kagome logo atrás e Inuyasha por último.

Eles foram subindo a escada cuidadosamente para não deixar escapar nada da visão deles.

-É sempre assim? – perguntou Kah.

-Perdão? – falou Sesshoumaru.

-Sempre que vão exterminar espíritos é assim?

-Nem sempre. Às vezes é um espírito em fúria e ele aparece mais rápido.

-Saquei. E como fazem para mandá-lo embora?

-Queimamos os ossos com gasolina e sal. – respondeu Inuyasha.

-Ok. Mas então por que não queimamos de uma vez os ossos do Frank?

Os irmãos pararam.

-Verdade... Mas ai não saberíamos quais são os outros espíritos que estão aprisionados aqui. E também não sabemos aonde ele foi enterrado. – falou Sesshoumaru voltando a andar.

Em fim chegaram no terceiro andar.

-Parece tudo tão calmo... – falou Kagome.

-Espera só até ver a agitação... – falou Inuyasha.

Eles foram olhando porta por porta até encontrarem a 301.

-Quem entra primeiro? – perguntou o Taishou caçula.

-Posso entrar. – falou Kagome ajeitando a filmadora.

-Cuidado. – avisou Sesshoumaru.

Os irmãos miraram a arma para qualquer coisa que pudesse sair daquela porta.

Kagome abriu a porta cuidadosamente e nada. A filmadora não captou nada e o rastreador não apitou. Eles entraram no quarto e foram vendo se tinha algo de interessante.

-Parece que mesmo depois da morte do Frank ninguém ficou hospedado nesse quarto. – falou Inuyasha vendo fotos em cima de uma estante.

-Esse pano das cortinas já até apodreceu. E como essas coisas fedem a mofo. – falou Kagome. – Será que ainda tem documentos aqui?

-Não sei. A polícia deve ter retirado tudo.

-Creio que a polícia não ficou muito tempo nesse quarto para retirar alguma coisa. – falou Inuyasha apontando para um chapéu que seria da polícia.

Ele se aproximou mais das fotos e teve uma surpresa.

-Merda.

-Achou alguma coisa? – perguntou Sesshoumaru se aproximando.

-Precisamos sair daqui e voltar de dia.

Sesshoumaru ao ver as fotos também gelou.

Kagome sem entender nada se aproximou deles.

-Que tá acontecendo? – e foi ai que ela viu a foto do tal Frank com a suposta noiva. – Tá de sacanagem!

Na foto a tal mulher era muito parecida com Kagome. E isso talvez fosse um problema.

-Mas já era para ele ter aparecido não? – indagou Sesshoumaru.

-Estranho... O que você diz tem fundamento. Se ele já tivesse visto Kagome ele já teria aparecido e tentado matá-la.

Kagome aproveitou a deixa de eles estarem conversando e se virou para ver ela se acalmava. Foi então que mesmo sem querer achou uma caixa debaixo da cama e foi averiguar.

Puxando a caixa, que por sinal era muito pesada, ele viu que tinha mais fotos e alguns documentos.

-Ei, rapazes!

Os irmãos se viraram e viram a caixa.

-Da onde tirou isso? – perguntou Inuyasha.

-Debaixo da cama.

-Olha, vamos levar essa caixa para o hotel e amanha voltamos aqui. – falou Sesshoumaru. – Temos que saber de mais detalhes.

Os outros dois concordaram. Inuyasha levantou a caixa para levá-la.

Saíram sem mais problemas do prédio e foram andando para o hotel.

-A cidade toda parece ser sombria. – comentou Kagome olhando ao redor.

-Verdade. – Sesshoumaru reparou que Inuyasha estava quieto e se virou para ele. – O que te perturba?

-O rastreador. Se tivesse nem que seja algum rastro de energia espiritual era para ele ter captado. E ele não captou!

-Concluindo, isso ta te incomodando por dentro.

-É claro! E agora tem mais essa da noiva do cara ser a cara da Kah! E ele não agir! Tem algo errado ai!

-Qual é? Tava a fim mesmo que ele me atacasse? – falou Kagome indignada.

-Obvio que não! Mas é estranho ele não ter feito nada.

Foi então que Kagome se lembrou de um detalhe.

-Acho que sei o motivo pelo qual ele não nos atacou.

-Qual? – perguntou Sesshoumaru interessado.

-Prefiro discutir sobre isso no quarto.

Os três foram andando até o hotel e não notaram que estavam sendo observados de longe.

Ao entrarem no quarto jogaram, de novo, a mochila na mesa e se acomodaram na cama. Inuyasha deitou na cama dele e Kagome sentou ao seu lado, pois se sentasse do lado do Sesshoumaru na outra cama tinha certeza que ele ia ficr enfezado.

-Conte-nos. – falou Sesshoumaru xeretando na caixa.

-Bom, acho que é porque hoje não é dia 13. Em outros arquivos da internet que eu vi todas as mortes foram no dia 13. É como se em outros dias eles estivesse 'adormecido'.

-Teoria interessante. – falou Inuyasha coçando o queixo.

Sesshoumaru tirou um caderno da caixa.

-Parece ter um monte de anotação nesse caderno. – falou Sesshoumaru abrindo-o. – Tudo bem que ele está fedendo a mofo e a letra um pouco apagada, mas dá para ler alguma coisa.

Kagome prendeu o cabelo num rabo de cavalo.

-É uma espécie de diário?

-Acho que sim. Tem um monte de datas... Acho que até da época em que ele estava se tratando.

Inuyasha puxou a caixa para si para fuçar.

-Tem muitas fotos...

Kagome puxou as fotos para si.

-Eles pareciam felizes. Pena que o cara surtou.

Sesshoumaru começou a tentar ler o caderno. As letras não eram nem um pouco claras, por causa do tempo que tinham. Chegou a ler a parte em que ele se dizia curado e estava mudando para uma outra cidade, que no caso era a que eles estavam, e que pretendia morar lá. Não fala como ele conseguiu o dinheiro para comprar um quarto no hotel. Depois conta como ele conheceu Stacy.

-Atrás de cada foto tem a data. – comentou Kagome. – A última que eles tiraram foi num parque.

Inuyasha tirou outros cadernos. Um de culinária que parecia ser da Stacy, um de armas e entre outros que ele não achou importante.

-Acho que ele não tinha se livrado completamente da psicopatia. – comentou Inuyasha.

-Aqui conta porque ele comprou esse caderno. Foi na época em que ele suspeitava da traição.

-Tá explicado.

Kagome começou a planejar uma forma de chamar a atenção do espírito e para capturá-lo.

-Bom, vamos dormir porque já está tarde e amanhã temos trabalho! – falou Kagome levantando da cama para colocar um camisão para dormir.

Sesshoumaru espreguiçou-se e tirou a camisa.

-Tudo bem. – ele deu uma arrumada mais ou menos na cama e já foi logo se deitando.

Inuyasha também tirou a blusa e começou a puxar a coberta para o pé da cama.

-Vai dormir aonde? – perguntou para Kagome que já estava com o blusão.

-Hoje vai ser com você. – ela disse já se enfiando debaixo da coberta do outro lado da cama.

Inuyasha ficou meio apreensivo de dormir numa cama de solteiro junto dela sem fazer absolutamente nada.

-Kah, não sei se você reparou mais a cama é de solteiro... Você é uma mulher e eu sou um homem...

-Ei, ei, ei! Eu tenho noção das coisas e sei que se você invadir o meu espaço não vai ser por mal, assim como se eu invadir o seu.

Inuyasha se enfiou debaixo das cobertas.

-Mas não vá me chamando de pervertido ou algo do tipo. E nem que eu estava abusando de você! Já lhe deixei bem claro as coisas.

-E eu também.

Dizendo isso ela virou para o lado e adormeceu. Inuyasha sem escolha arrumou o travesseiro e dormiu também.

No outro dia Sesshoumaru espreguiçou-se e levantou da cama. Estava indo para o banheiro quando parou e virou-se. Ele teve que se segurar e muito para não rir.

A cena que se seguia na sua frente era hilária!

Primeiro que o lençol estava todo embolado entre as pernas do irmão e da Kah. Segundo que eles pareciam estar enroscados... Ou seriam embolados?

Quando percebeu Kagome se mover ele correu para o banheiro querendo evitar o que poderia a vir acontecer.

Dolorida. Era assim que ela se sentia. Ao tentar levantar não conseguiu.

-Mas o que... – foi então que ela reparou que suas pernas estavam emboladas com a do Inuyasha. Ela olhou para baixo para ter certeza que estava vestida. O que foi um alívio ao notar que sim. Também notou que além de estar pressionada naquele magnífico peitoral, Inuyasha a segurava com um braço ao seu redor. Por isso não conseguia sair.

Inuyasha sentindo algo se remexer também acordou aos poucos.

Foi ai que deu de cara com uma Kagome muito vermelha lhe encarando. E se deu conta da situação.

Os dois ficaram se encarando por um bom tempo até que Kagome resolveu quebrar aquele contato visual.

-Sabe, preciso que você tira o seu braço de cima de mim para eu levantar. – falou num tom baixo.

-Uhum.

-Então tira.

-Calma, calma... – falou rouco. – Não é sempre que eu posso ficar assim com você. Gosto da sensação do calor do seu corpo perto do meu.

-Inuyasha, isso não é hora para cantadas, ok? – apesar de estar querendo sair... Não queria sair. Estava realmente confortável ficar sob os braços dele, porém se ela ficasse mais um tempo tão perto dele poderia dar em alguma merda.

-Qual é Kah... – falou enfiando o rosto no pescoço dela.

-É sério Inuyasha! – disse Kagome o afastando. – Lembre-se que temos um trabalho para fazer.

Inuyasha muito a contra gosto tirou o braço que estava a envolvendo e se sentou na cama.

-Tá, tá...

Kagome se levantou e foi pegar uma roupa para se trocar.

Sesshoumaru saiu do banheiro com os cabelos molhados.

-Ah, vocês já acordaram. – ele falou com um certo 'que' na voz que Kagome logo percebeu e quando passou do lado dele para entrar no banheiro deu lhe uma cotovelada.

-Idiota.

Ela se trancou no banheiro e os irmãos ficaram se encarando.

-E ai?

-E ai o que? – perguntou Inuyasha esfregando a cara com as duas mãos.

-Como foi a noite...

-Para de pensar merda Shou! Não aconteceu nada! – falou nervoso. – Não que eu não quisesse... Mas não rolou nada.

Sesshoumaru sentou na cama e puxou a mochila para tirar o notebook.

-Gostaria que vocês se acertassem de uma vez por todas sabe... É entediante ter que ver vocês brigando 24hrs por dia.

-Nós não brigamos 24hrs por dia! – protestou o caçula. – Eu diria apenas algumas horas do dia.

-Em fim, que horas vamos para o prédio?

-Só vou trocar de roupa dai vamos.

Kagome abre a porta do banheiro e sai.

-Se quiser usar pode ir. – falou para Inuyasha, que só pegou a primeira roupa que viu na mochila e foi para o banheiro.

Por um momento ficou Sesshoumaru e Kagome se encarando até que ela não resistiu.

-O que? Eu não fiz nada de errado! òó

-E eu tô falando alguma coisa? Ô.o

-O problema é na maioria das vezes pude perceber que você não fala, mas pensa.

-E como pode saber o que eu penso?

-Pelos seus olhos. Eles não mentem.

Sesshoumaru apenas deu um sorriso triste.

-Kagura falava a mesma coisa...

-Quem é Kagura? – perguntou ela mais calma e se sentando de frente para ele.

-Minha ex-namorada. Tive que terminar com ela por causa do "trabalho".

-Poxa... Desculpe-me... Não sabia que se tratava de um assunto delicado.

-Já superei um pouco isso... Desde que eu escolhi seguir esse caminho com meu irmão para procurar o papai e depois descobri que ele estava morto, tive que abrir mão de algumas coisas. Kagura foi uma delas.

-Shou, você a amava? – perguntou Kah se sentindo comovida com a expressão no rosto dele.

-Eu achava que amava, mas com o tempo eu fiquei me perguntando isso... Afinal, se a gente ama mesmo uma pessoa demora a esquecer e a superar o fato de ter a deixado para trás, não é?

-Não sei te dizer ao certo porque nunca amei. E não posso amar. Não posso me apegar a ninguém.

Sesshoumaru a encarou profundamente.

-E por que não?

Nisso Inuyasha sai do banheiro.

-Vamos? Quero logo terminar esse... Interrompi algo? – falou reparando que Shou tava com uma cara pensativa e Kagome branca feito papel.

-Vou só pegar a minha mochila.

Inuyasha encarou o irmão com um olhar significativo. Shou apenas balançou a cabeça.

Depois os três foram de novo para o prédio abandonado, mas antes de entrarem um homem os parou.

-Aonde pensam que vão?

-Ué, entrar ai. – apontou Sesshoumaru com a cabeça.

-Vocês são turistas, certo? Quer dizer, todos os moradores sabem o que acontece quando alguém entra ai dentro.

-Nós também sabemos. – falou Kagome. – Acontece que é justamente por isso que estamos aqui. Ofícios do trabalho.

Inuyasha chegou a pensar que ela ia mesmo dizer e ia até dar um cutucão nela, mas seu ato foi interrompido pela pergunta do homem.

-Trabalham em que?

-Numa revista. – falou Kagome entediada. – Essas revistas macabras e que tem coisas de fantasmas, sabe? – falou com pouco caso.

O cara olhou para ela cético.

-E como pode uma mulher tão bonita trabalhar numa coisa dessas?

Inuyasha incomodado com o olhar do cara passou um braço em volta da cintura dela e disse:

-Trabalhando oras!

Sesshoumaru quis rir da pose de ciumento do irmão, mas achou melhor deixar quieto.

-Bem, precisamos mesmo ir. Se não conseguirmos nada até a noite nosso chefe nos despede. – falou Shou querendo cortar logo com o assunto.

O homem apenas assentiu com a cabeça.

-Só me resta desejar boa sorte para vocês. – depois ele se virou para Kagome. – Só será uma pena uma mulher tão bela morrer num lugar desses.

-Ela não vai morrer! – falou Inuyasha puxando Kagome para mais perto.

O homem apenas fez uma cara de quem lamenta e saiu.

-Vou entrando. – falou Shou.

Inuyasha virou Kagome de frente para ele.

-Me promete que se eu falar para você correr, você vai correr.

Kagome encarou bem aqueles olhos e respirou fundo.

-Inuyasha, eu não sou de fugir.

-Por favor.

-Não posso. Como me pede para fazer uma coisa dessas sabendo que o Shou e você ficaram para trás correndo o risco de morrer? Não sou tão sangue frio!

-Acontece que o meu irmão e eu temos mais experiência com espíritos do que você. Sabemos lidar melhor com a situação.

-Desculpe, mas não fugirei.

Sesshoumaru apareceu na porta do prédio.

-Dá para os pombinhos discutirem depois? Temos que resolver um caso aqui!

Ambos ficaram corados, entretanto entraram depois no prédio.

O ambiente continuava o mesmo. Nada de aparecimentos nem nada do tipo. E isso já estava irritando Inuyasha.

Sesshoumaru prestava atenção a cada detalhe. O rastreador de partículas espirituais captava muita energia naquele ambiente, porém parecia que os espíritos tinham medo de aparecer...

Kagome parou enfrente a escada analisou bem o que estava pensando e depois se virou para os dois.

-Rapazes, tenho um plano. – os dois pararam para prestar atenção nela. – Se eu pareço tanto com a mulher do cara talvez ele apareça para mim. Porém preciso ficar sozinha.

Inuyasha já foi logo abrindo a boca parar protestar, mas Sesshoumaru levantou a mão para ele esperar.

-Tudo bem. Você está com a arma de bala de sal?

-Sim.

-Estaremos por perto. Nunca se sabe qual pode ser a reação do espírito diante da imagem da "mulher" dele.

-Ok, vou subir. – ela se virou para subir a escada, todavia parou e depois foi até onde estava Inuyasha. – Não fique bravo. Prometo que se eu precisar de ajuda eu grito, ta?

Inuyasha que até então tava com uma cara brava relaxou um pouco.

-Não gosto dessa sensação que eu estou sentindo... – ele falou colocando uma mexa do cabelo dela atrás da orelha. – Tome cuidado.

Kagome sorriu.

-Tomarei. – deu um beijo rápido no rosto dele e foi subir as escadas.

Sesshoumaru que via tudo quieto na sua parou do lado do irmão.

-No rosto? Pensei que vocês já tinham passado por essa fase.

Veias saltavam na testa do Taishou caçula.

-Cala a boca Shou.

Lá em cima Kagome ia andando com calma em cada lugar.

-Frank, querido, eu sei que você está por aqui...

Ela ouviu um barulho de porta batendo. Com certeza ele estava ali, o problema era saber o motivo dele não ter aparecido ainda.

Kagome não sabia bem o que dizer para atraí-lo. Se bem que ele deveria aparecer por conta própria.

-Querido, eu já te perdoei...

-Perdoar? – Kagome virou com tudo e deu de cara com Frank atrás dela.

-É... Você agiu sem pensar... Compreendo...

Frank a olhava desconfiado.

-E porque você me perdoaria?

Kagome não se mexia. Preferiu ficar parada onde estava, até porque suas pernas não se mexiam.

-Eu sei que você agiu sem pensar quando me matou. Mas não era motivo para você matar outras pessoas...

-Eu não matei ninguém! Eu não te matei! Quem disse que eu te matei?

Kagome ficou um pouco desorientada. Foram muitos "matei" de uma vez só. E como ela ficou confusa achou melhor falar a verdade.

-Olha, na verdade eu não sou a sua mulher...

-Isso eu já notei, já que você está viva e ela morta.

-Você disse que não matou ninguém, então quem começou a matança aquele dia?

-Quer dizer que até hoje não descobriram? Deve ser por isso então que ainda estamos presos nesse prédio...

-Presos?

-Sim, os espíritos das pessoas que foram mortas aqui aquele dia não foram para o além assim por dizer.

-Compreendo. – Kagome ficou pensativa. – Só não entendo quem poderia ser... Todo mundo falava que foi você quem começou matando a sua mulher achando que ela estava te traindo e por ter começado a mata-la seu lado psicopata entrou em ação.

-Na verdade a psicopatia nunca pôde ser curada. Eu apenas conseguia me controlar mais quando estava com ela e então apareceu aquele cara. Na verdade eu nunca desconfiei de traição, pois sempre estávamos juntos. Esse cara que na verdade era estranho.

-Poderia me esclarecer?

Enquanto isso lá embaixo os irmãos estavam esperando qualquer sinal de Kagome.

-Você não acha que está quieto demais? – falou Sesshoumaru olhando para os lados.

-Sim e isso me preocupa. Afinal Kagome gritaria se alguma coisa acontecesse.

-O caso não é esse. Kagome é esperta demais caso não tenha notado. O que eu quero dizer é que mesmo o rastreador mostrar que tem muito energia por aqui nenhum espirito apareceu ainda.

-Posso ter o direito de me preocupar? E cá entre nós, depois de tanta experiência sabemos que se nenhum espírito apareceu para nos apavorar ou matar é porque o assassino ainda tá aqui. Resumindo eles tem medo do Frank, por isso eles não aparecerem.

-Ai é que você se engana. – eles quase tiveram um filho ao ouvir a voz e Kagome na escada.

-Quer nos matar de infarto?

-Larga de drama Inuyasha.

-O que você quis dizer com Inuyasha estar enganado? – perguntou Sesshoumaru.

-Na verdade não foi Frank quem matou todo mundo. Nem a mulher dele.

-Como sabe disso?

-Eu estava conversando com ele e ele me explicou tudo.

-Você estava conversando com um espírito? Tem noção de como eu estava aqui preocupado?

-Sim, eu sei que é estranho. Também pensei sobre isso quando a ficha caiu. – falou com uma expressão engraçada. – Porém o lance é que o assassino não é o Frank.

-Então quem é? Por que diante dos fatos tudo indica ter sido o Frank. – falou Sesshoumaru.

-Frank disse que a maioria das coisas é fofoca da vizinhança. Na verdade ele não era tão ciumento assim e que Stacy nunca o traiu de fato. E que ele nunca desconfiou de traição, pois eles ficavam juntos na maioria do tempo. O cara de fato foi embora um dia antes.

-Ele explicou por que nenhum espírito apareceu ainda?

-Todos têm medo de aparecer e serem picotados de novo. Ele explicou que mesmo depois da matança alguns espíritos apareciam e tentavam avisar as pessoas que vinham se instalar aqui sobre o perigo. Afinal depois do incidente o dono do prédio tentou levar o negócio a diante, mas sem sucesso como podem ver.

-Se não foi ele quem foi? – perguntou Inuyasha.

Antes que Kagome pudesse responder seu celular apita.

-Só um minuto. – ela pega o celular e vê que alguém lhe mandou uma mensagem.

"Ahá! Agora não tem como você fugir de mim!"

Inuyasha e Sesshoumaru repararam como a expressão dela mudou.

-Aconteceu algo? – perguntou Inuyasha segurando delicadamente o braço dela.

-Oi? Não, não, tá tudo bem.

Sesshoumaru ia falar algo até ouvir o barulho do rastreador gritando.

-Acho que alguém resolveu aparecer.

-Resolveu mesmo... – falou Kagome olhando para trás dele.

Inuyasha ia atirar no espírito que apareceu atrás do irmão segurando uma faca, mas alguém foi mais rápido e empurrou o irmão para o lado e acertou o espírito com uma barra de ferro o fazendo desaparecer.

Sesshoumaru que acabou caindo no chão por estar desprevenido com o empurrão se levantou e viu tratar se de uma garota morena, cabelos negros e longos compridos e branca igual Kagome.

-Quem é você e que pensa que estava fazendo me empurrando daquela forma? – falou Sesshoumaru nervosinho de aproximando.

-Salvando a sua vida? – por ela ter o encarado pode notar os olhos verdes. – Ah, sou Rin e vocês devem ser os irmãos Taishou.

-Sou Sesshoumaru. – falou a contragosto, pois ainda tava puto. – Aquele é Inuyasha e a pessoa atrás dele é Kagome.

Inuyasha reparou só naquele instante que Kagome estava realmente se escondendo atrás dele.

-Por que você está se escondendo? – Inuyasha perguntou baixinho para ela.

-É complicado...

-Kagome. – falou Rin em tom sério. – Vamos conversar depois que terminarmos o serviço, me entendeu?

Kagome saiu de trás do Inuyasha e a encarou.

-Olha só, eu tenho lá os meus motivos!

-Humf!

Sesshoumaru resolveu intervir.

-Vocês se conhecem? – as duas acenaram. – Mais essa... Em fim, quem era aquele tentando me esfaquear?

-O cozinheiro. – falou Kagome. – Foi ele quem matou todo mundo.

-Mas por quê? – perguntou Inuyasha.

-Ele era um antigo namorado da Stacy. E não ficou conformado de perdê-la para um psicopata, se é que me entende...

-Então num momento de fúria ele matou Stacy e com a chave mestre saiu matando o resto dos hospedes a fim de colocar a culpa no Frank, que estava dormindo. – terminou de explicar Rin. – E ele só estava dormindo porque o cozinheiro, Steve, colocou uma desse de 'boa noite cinderela'.

-Como ficou sabendo desses fatos? – quis saber Kagome.

-Investiguei também, ora. Já estava aqui mesmo.

-Então temos que achar os ossos dele e queimar. – falou Sesshoumaru.

-Mas por onde começar a procurar os ossos? – indagou Rin.

-Ele foi tido como um dos mortos daquela noite, correto?

-Uhum.

-Vamos nos dividir em duplas. Dois ficam aqui para procurar pelo prédio e os outros dois vão para o cemitério. Quem achar primeiro liga para o outro.

Inuyasha já foi logo puxando a Kagome.

-Nós dois vamos para o cemitério.

-Kagome tem que ficar. Foi graças a ele que o fantasma do Frank apareceu. Afinal ela é idêntica a Stacy. – falou Sesshoumaru.

-Exatamente por isso! Para que vamos querer que o fantasma do cozinheiro apareça de novo? O objetivo agora é queimar os ossos! Sem contar que ele tentou matar você não ela. – falou Inuyasha.

Rin já tinha notado como os dois adoravam discutir.

-Sesshoumaru fica aqui com a Rin então. – falou Kagome já puxando Inuyasha para fora do prédio.

Sesshoumaru e Rin ficaram se encarando.

-Prefere começar por onde? – perguntou Rin.

-Ainda não fomos na cozinha.

-Ok.

Os dois seguiram para lá em silêncio que foi quebrado por ele.

-Conhece a Kah da onde?

-Kah? Ah, Kagome. Bem, conheço ela já faz alguns anos.

-Não quis saber a quanto tempo, perguntei sobre qual lugar.

-Vaticano.

-Vaticano? – Shou tava realmente surpreso com essa.

-É. Depois ela veio para cá a fim de exterminar os demônios.

-E você veio atrás dela.

-Sim. – Rin remexia em armários e Shou tentava encontrar passagens. – Por que será que ele só quis matar você?

-Não sei.

-Veja isso, achei o faqueiro.

Sesshoumaru se virou para ela.

-Como pode saber se é esse o faqueiro?

-O tipo da faca que ele segurava se parece com as facas que estão aqui.

-Mas isso de nada serve para nós agora.

-É. Olha, eu acho que os ossos dele não estão aqui. Afinal, ele se matou com a mesma faca aqui nesta cozinha. Pegou outra antes e sujou de sangue para logo colocar na mão do Frank e com isso deixar as digitais dele. – enquanto falava mostrou que no faqueiro faltavam duas facas. – Não sei como a perícia daquele tempo não notou que após ele ter se matado jogou a faca em algum lugar, bem, só assim dá para justificar como ele se matou e não acharam a faca do lado dele.

-Seu raciocínio tem lógica. – após terminar de falar todas as portas da cozinha e as janelas se trancaram. Os deixando na completa escuridão.


Então, agradeço quem puder deixar uma review *-*, pois isso me estimula muito a escrever ;).

E quem tem acompanhado e deixado review eu agradeço muitcho, viu?

Ah, agora que Rin apareceu algumas coisas terão de ser esclarecidas, neah? E só para que vocês fiquem um pouco mais alegres já tenho 3 páginas escritas já! :D

Beaj!