Férias!

Então pude adiantar esse capítulo e já estou escrevendo o outro! :D

E nops! Por mais que eu demore eu não desistirei da fic Demi Lee! o/ hahahahaha

Espero que curtam ;)


CAPÍTULO 12

Depois de terem voltado para o hotel em que estavam hospedados Kagome dormiu durante horas que viraram dias.

-O que aconteceu com ela? – perguntou Inuyasha preocupado.

-Ela esgotou as energias. Lutou sozinha lembra? – falou Rin sentada na cadeira olhando a janela.

-Por mais que eu e Shou lutemos às vezes sozinhos não ficamos assim!

-Ela é uma mulher. E fazia tempo que não lutava com demônios. Sem contar que aqueles não eram demônios quaisquer.

-Como assim? – perguntou Shou semi deitado na cama.

-Eles eram de uma classe diferente. Mesmo sendo subordinados, ainda eram diferentes.

-Poderia explicar melhor? – pediu Inuyasha ajeitando o cabelo de Kagome.

-Não eram subordinados do inferno assim por dizer. Eles tinham um mandante. E seguiam ordens dele.

-Tem diferença de um para outro? – perguntou Shou.

-Sim. Ser subordinado do inferno é seguir as ordens do mesmo. Você sendo subordinado e tendo um mandante tem que seguir as ordens que lhe são dadas.

-Certo. Entendi. Só que por que querem tanto a cabeça dela?

-Kah já matou dezenas de demônios. Eles fariam qualquer coisa para aprisioná-la no inferno.

-Só isso mesmo?

-Sim.

Shou sentou-se na cama.

-Quanto em média mais ou menos vocês já mataram?

-Não faço ideia... Porém há demônios que não podemos matar.

-Por quê?

-Eles são o selo que prende Lúcifer. E o grande objetivo dos demônios é libertar seu chefe e trazer o caos para a terra. Em outras palavras o Apocalipse.

-E vocês não sabem quais demônios são?

-É difícil descobrir e sem contar que eles farão de tudo para poder libertar o seu chefe. – ela parou para pensar. – Na verdade temos ciência de um.

Rin ficou um pouco pensativa. Para uns simples demônios iguais aqueles Kagome mataria fácil sozinha, porém ela gastou toda sua energia... Ela teve de usar tudo de si. Até que tem lógica, já que eles tinham um mandante. Demônios que tem mandante costumam ganhar um poder a mais do chefe. Com isso eles ficam poderosos.

Rin ficou totalmente preocupada e levantou de supetão da cadeira.

-Preciso de um orelhão! Temo que talvez tenham enviado demônios que fazem parte do selo.

Shou explicou para ela onde tinha e ela foi-se.

Inuyasha olhou para o irmão mais velho.

-Selo?

Shou já estava no diário do pai tentando achar algo. Nesse meio tempo Kagome acordou e estava meio fora de si ainda.

-Que aconteceu? – perguntou ela desorientada.

-Você apagou legal. – disse Inuyasha a analisando minuciosamente e lhe fazendo um carinho na cabeça.

-Oh, sim... Acho que estou me lembrando.

Shou ligou a TV e deitou na cama.

-O que aconteceu lá? – perguntou mudando os canais.

-Bem, lutar contra dois demônios não é nada fácil. Quer dizer, não quando você pensa que eles são meros demônios normais, mas depois nota que eles não são tão normais assim.

-E por que não chamou por ajuda? Por que não me deixou ficar lá? – falou Inuyasha indignado.

-Tinha uns assuntos para resolver com eles quando percebi que eles estavam ali com intenções.

-Rin contou sobre eles não serem normais. Digo, demônios normais. E também falou sobre selos.

Kagome ficou um pouco pálida.

-Sim, eles não eram demônios normais. Onde está Rin?

-Disse que precisava de orelhão. – falou Inuyasha.

Nisso na TV estava passando sobre crianças desaparecidas e pesquisavam para saber se era para rituais, pois só as meninas é que estavam sumindo e não mais eram encontradas. Encontravam-se, já eram ossos.

Sesshoumaru para descontrair resolveu mudar o assunto.

-Acham que tem alguma coisa a ver com a gente?

-Não sei, vale a pena conferir agora no final do campeonato com tantas coisas acontecendo. – falou Kagome.

-Não pense que me esquecerei de prosseguir com esse assunto. – sussurrou Inuyasha no ouvido dela.

Kagome apenas o encarou.

-Bom, é perto daqui. – falou Shou vendo o clima entre eles e que de fato a cidadela não era longe.

Rin entrou no quarto e percebeu que Kagome estava acordada.

-Está se sentindo bem? – perguntou Rin.

-Sim. Ainda um pouco sem energia.

-Vamos nos arrumar e ir resolver um novo caso. – falou Sesshoumaru levantando da cama.

-Ok.

Os quatro começaram a arrumar as malas e tomaram cuidado para não se esquecerem de nada. Pegaram o carro alugado e Shou foi dirigindo dessa vez. Rin foi na frente com ele e Kagome deitada atrás com Inuayasha.

-Quem garante que não é outra armadilha? – falou Inuyasha para Kagome.

-Não é não. – disse Rin. – Demônios não fazem tal coisa.

-O que quer dizer? – perguntou Shou ainda concentrado na estrada.

-Crimes como rituais não são típicos de demônios. Tipo, a maioria de rituais não são para Deuses ou para invocar o demônio? Então, porque ele mesmo se invocariam? – falou como se fosse óbvio.

-O que acham que pode ser? – perguntou Kagome.

-Hm... Há muitas lendas urbanas em que as pessoas levam a sério. – disse Inuyasha. – Teríamos que chegar lá e pesquisar sobre as lendas locais.

-Pelo que pude notar só garotas foram sacrificadas. – falou Sesshoumaru.

-O que já é um começo. Podemos ir ao seu lugar favorito! – zombou.

-Qual é o meu lugar favorito?

-A biblioteca, claro.

-Engraçadinho... ¬¬*

-Você tem vontade de voltar para faculdade? – perguntou Rin.

-Vontade? – Sesshoumaru parecia refletir. – Bem, não sei. Estou bem assim. O trabalho que temos não é o melhor de todos, mas é gratificante saber que salvamos vidas.

-Isso é um fato. – falou Inuyasha. – Mas acho que se você quiser voltar não teria problema nenhum.

Shou olhou para o irmão pelo retrovisor para ver se ele falava sério. E para sua surpresa estava.

Kagome começou a massagear a cabeça.

-Que houve? – perguntou Inuyasha preocupado.

-Apenas uma dorzinha chata.

Rin se virou para poder vê-la.

-Kagome sempre sente essas dores quando se esforça demais.

-E por que diabos então ela não me deixou ficar para ajudá-a?

-Inuyasha, como disse antes, eu precisava conversar com eles. – falou Kagome.

-Por que não fez isso na nossa frente?

-Porque vocês iam atrapalhar! E iam ficar de perguntas! Prometo que assim que melhorar falo tudo para vocês! Agora chega de "porquês". – falou se ajeitando no ombro do Inuyasha.

Inuyasha muito contrariado aceitou.

Rin que estava olhando pela janela ficou pensando sobre o telefonema que fez. Queria falar com Kagome logo. Com isso deu uma olhada pelo retrovisor e a viu dormindo de novo no ombro do Inuyasha.

-Que foi? – perguntou Shou percebendo que ela olhava discretamente pelo retrovisor.

-Só preocupada...

-Com o que?

-Kagome. Ela enfrenta esse tipo de coisa a 3 anos ou mais e sempre acaba assim. Ou pior.

Inuyasha se interessou pela conversa.

-Ela luta sozinha em casos assim? – perguntou ele.

-Sim, mas não com demônios desse nível. Ela já lidou com 10. Na verdade demônios desses tipos são raros de sair do inferno.

-E como você a deixa faz tal coisa?

-Já viu como ela é. Quase não me deixa lutar.

-E os seus irmãos? – perguntou Shou.

-Kagome não aprova os métodos deles.

-E o seu pai?

-Ausente.

Ao atravessarem toda a estrada conseguiram chegar à cidade onde tinha aeroporto. A outra não tinha por causa do porte dos aviões serem muito grandes.

-Vamos ir para casa? – perguntou Rin.

-Não temos mais o que fazer aqui.

-Na verdade acho que devíamos ficar e descobrir qual foi o demônio que mandou o Daevas. – falou Inuyasha.

-Já tenho uma noção de quem foi. – falou Kagome se espreguiçando.

-Quem?

Rin a encarou.

-Demônio do olho amarelo. Só o chamamos assim.

-Ouvi falar dele. Papai escreveu sobre ele no diário. – falou Shou.

-Mesmo? – perguntou Inuyasha intrigado.

-É o que não gosta de dar as caras. Gosta de fazer as coisas sem dar as caras.

Eles deixaram o carro no estacionamento.

-Vou ligar para locadora de carros e dizer que o carro está aqui. – falou Shou.

-Ok, vou indo no guichê comprar as passagens. – disse Inuyasha.

-Vamos esperar os dois com as malas no banco de espera. – falou Kagome.

Cada um foi para um lado e quando as meninas se sentaram nas cadeiras Kagome foi logo perguntando.

-Sango está bem?

-Sim, já se encontrou com Miroku.

-Ótimo. O que ela disse?

-Que as coisas estão complicadas. Rolam boatos que os demônios querem mesmo libertar Lúcifer e para isso vão para África, onde se encontra o centro da Terra.

-Oi?

-São Tomé e Príncipe, uma ilha da África. Dizem que lá é o local onde se encontra o centro da Terra. E bem, para libertar Lúcifer precisam estar exatamente no centro do mundo.

-Tinha me esquecido disso... – respirou fundo. – Porém, eles só vão coseguir libertá-lo se os selos forem se dissolvendo. E bem, eu fiz o favor de quebra um dos.

-Engano seu. Lembra-se de quais são os selos?

-Bem, o primeiro é quando um homem justo derramar sangue no inferno, dai para frente o levante das testemunhas de Jeová, criação de Samhain que é a volta do Demônio do Halloween, dez espécies entrarem em extinção em Key West, 13 homens em uma equipe de pesca ficarem cegos no Alasca. Hm... Uma professora em Nova York matando 66 estudantes, morte de dois ceifeiros na noite do solstício, bruxa de Salem que matou 3 jovens, um anjo mudando de lado e o último é o primeiro demônio que tem de ser morto. Se não me engano esses foram os selos quebrados no passado e os refizeram.

-Então, você não quebrou selo nenhum. Para falar a verdade não sei da onde a gente tirou que você quebrou um selo.

-Ou eles me fizeram acreditar nisso. Sabe como são os demônios.

-Correto. Mas, enquanto o primeiro selo não se romper não precisamos nos desesperar.

Sesshoumaru voltava para se encontrar com elas.

-Inuyasha ainda não voltou?

-Não. – respondeu Kagome. – Estávamos falando sobre o selo.

-Certo. Eu andei dando uma olhada no diário do papai enquanto esperava a locadora me atender e vi sobre esses selos. Descobri que são bem antigos.

-Correto. E não quebramos nenhum ainda. – falou Rin.

-Isso é uma boa notícia. – falou Shou avistando Inuyasha se aproximar.

-Trouxe os tickets! – disse Inuyasha se sentando ao lado de Kagome. – Do que falavam?

-Selos. – respondeu Shou. – No diário do papai fala que temos que tomar muito cuidado com esses selos. Demônios são traiçoeiros e farão de tudo para poder quebrar o selo e trazer o apocalipse à tona. Não esquecendo que para libertar Lúcifer precisam estar no centro da terra e quebrar o selo.

-Isso é verdade? – perguntou Inuyasha para as meninas.

-Sim. – disse Kah. – Mas, temos que evitar que os selos se rompam.

-Por acaso isso já aconteceu?

-Já. – disse Rin. – Por sorte... – ela se calou.

Os garotos repararam que Rin quase deixou soltar algo, mas se calou a tempo. Eles aprenderam que com elas não adiantava forçar a barra, elas apenas falavam quando se sentiam seguras ou prontas para falar.

-Em fim, não podemos deixar isso acontecer de novo porque não sabemos o que pode vir junto.

-Como assim vir junto? – perguntou Inuyasha.

-Os sete pecados e ele pode invocar A Morte. – disse Kagome como se fosse a coisa mais normal do mundo.

-Perdão?

-Acredite, é exatamente isso que você está pensando. E não seria nada legal liberar essas coisas por ai.

Então se ouviu a voz de uma mulher ecoar pelo aeroporto dizendo para os passageiros do voo se dirigir ao portão de embargue. Que alias, era o avião que eles iam pegar.

-Bem, acho que esse é o nosso. – disse Sesshoumaru pegando as mochilas.

Os outros se levantaram e também pegaram as outras bolsas. Inuyasha segurou a mão da Kah e os dois foram seguindo na frente e Rin e Sesshoumaru ficaram um pouco mais atrás.

-Como saberemos quando o perigo realmente se aproximar? – perguntou Shou para Rin.

-Acredite, ele já se aproximou.


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Beaj