Ok, aceito as pedradas! Podem jogar u.ù

Peço mil perdões por ter abandonado a fic por tanto, tannnnnnnnnto tempo!

Infelizmente coisas demais aconteceram na minha vida :( a faculdade foi uma das culpadas e problemas na família outro :/

E também o fato deu ter perdido completamente o rumo de como escrever a fic, porém graças a Deus consegui me reencontrar! \o/

Por pouco não a perdi (de novo) por sorte uma amiga minha tinha salvo! A pedi para revisar e postar ainda hoje :)

O próximo já está na metade e pretende assim que possível postar amanhã à noite! E pretendo postar sempre o mais rápido possível para tirar esse atraso e conseguir o perdão de vocês, oh leitoras (faz reverência)!

Espero que compreendam =^.^= e continuem acompanhando a fic! Pois, por mais que eu demore, acreditem em uma coisa: NUNCA vou desistir dessa fic, comecei vou terminar e dar um final para cada personagem :)

Agradeço as reviews do cap passado (meio atrasado, but... rs)

BOA LEITURA! ;D


CAPÍTULO 13

Antes de irem para casa, pararam na tal cidade onde estavam acontecendo os rituais e notaram que ela parecia ser bem antiga. Dava para perceber pelo modo que as pessoas se vestiam e como as construções eram.

-Acho melhor procurarmos uma pousada primeiro. – sugeriu Rin.

-Ok. Shou vai com você enquanto eu e o Inuyasha vamos à biblioteca pública.

-Mas...

-Até logo!

Falou Kagome puxando Inuyasha pelo braço rapidamente.

-Porque quer deixar os dois sozinhos? – perguntou Inuyasha rindo. – E por que vamos a uma biblioteca pública?

-Acho que tá na hora da Rin aproveitar um pouco a vida, sabe e para pesquisar sobre as lendas locais, se esqueceu?

Virando a esquina caíram em si que não sabiam onde era a biblioteca pública. E vendo um moço atravessar a rua na direção deles, Kagome simpaticamente perguntou.

-Poderia nos dizer onde é a biblioteca pública?

-Ah, claro! Daqui vocês viram para direita e depois seguem reto.

-Muito obrigada.

Inuyasha seguiu andando um pouco atrás de Kagome e notou que ela tinha uma cicatriz que começava no pescoço e poderia concluir que se seguia pelas costas.

-Kagome.

-Sim? – perguntou ela parando e olhando para ele.

-Queria muito, muito mesmo saber o que se passou na sua vida e o porquê dos demônios quererem tanto te matar. Sei que você não pode me dizer isso no momento, mas poderia, por favor, me dizer o que é essa cicatriz que você tem no pescoço e desce pelas suas costas, supostamente? – perguntou preocupado.

Kagome passou a mão pela cicatriz e respirou fundo. Queria compartilhar tudo com aquele homem a sua frente, porém não podia falar muita coisa.

-Tudo bem. Essa cicatriz foram meus irmãos que me fizeram.

Inuyasha arregalou os olhos.

-Como assim? Que tipo de irmãos você tem?

-Do tipo que não gostam como eu ajo. Eles apenas queriam me fazer lembrar do meu lugar.

-E o seu pai? Ele concorda com isso? – falou chegando mais perto dela.

-Sempre ausente. Só o vi uma vez.

Inuyasha estava exasperado e passava a mão no cabelo.

-Mas que merda de pai você tem!

-Não fale assim dele...

-Falo sim! Kagome, a partir de hoje eu não deixarei que seus irmãos toquem em você entendeu? E se eu encontrar com algum deles na minha frente vou... vou...

-Vai nada. E eu posso me cuidar Inuyasha. – ela sorriu amavelmente enquanto passava a mão no rosto dele.

-Mas eu quero cuidar de você. – respondeu colocando a mão em cima da dela que estava em seu rosto.

Ela se aproximou e deu um selinho nele.

-Obrigada. Então deixarei que cuide de mim, se você me deixar cuidar de você. Mas quando eu pedir que me deixe cuidar das coisas, você me ouvirá.

Ele sorriu e a abraçou.

-Não posso prometer nada, mas posso dizer que tentarei.

Do outro lado da cidade Rin queria esganar Kagome por a ter deixado com Sesshoumaru. Quando ficava perto dele se sentia... Vulnerável. Inquieta.

-Bem, aqui no jornal que pegamos na banca diz que temos três opções de pousadas. – falou ele totalmente alheio ao desespero interior e nervosismo de Rin.

-Ah, bem, vamos na mais barata. Não podemos ficar gastando tanto dinheiro.

-Certamente.

Rin começou a brincar com os dedos das mãos.

Sesshoumaru não tinha ao certo o que falar com ela. O que ele queria não lhe poderia se dito.

-Então, Sango é uma amiga caçadora?

-Sim. Desde que Kagome saiu por ai sozinha não nos encontramos mais.

-Ela caça no estilo de vocês?

-Aham. É menos radical que Kagome. E ela também vende coisas para o extermínio dos demônios. Na verdade desde que eles tiveram um filho têm trabalhado mais com isso.

-Entendo. Então eles meio que se aposentaram.

-Até que não. Sempre que precisamos de uma forcinha eles deixam o filho com Myouga e vêm nos ajudar.

Eles se aproximaram de uma pousada que parecia ser em conta. E ao se entreolharem em concordância entraram.

-Eu ainda me choco com o fato deles terem um filho sendo que se casaram ano passado no meio de uma confusão com demônios na igreja. – riu.

-Sério? Que... Diferente. – riu junto com ela. – Você sente saudades deles, não é?

-Um pouco... – disse melancólica.

O gerente apareceu no balcão todo sorridente por ter novos clientes.

-Um quarto bem confortável para o casal?

Rin ficou rubra na hora.

-Nã-

-Dois quartos, por favor, mais um casal irá se instalar aqui. – disse Sesshoumaru a cortando rapidamente.

-Ahh, viagem de casal? – perguntou o gerente.

-Um tour digamos assim. Podemos deixar as malas nos quartos?

Rin queria socar a cara do Sesshoumaru por ter sido rude e a cortado.

Os dois seguiram em silêncio o homem baixinho, gerente, até o terceiro andar.

-O quarto de vocês é esse. O do lado do outro casal. Boa estadia! – disse ele sorridente se retirando.

Rin sentou com força na cama.

-Por que mentiu? Alias, nunca mais me corte! Detesto esse tipo!

-Rin, depois de várias vezes ter me hospedado com meu irmão e terem pensado que eu era gay, pelo menos hoje não tive que passar por esse constrangimento! E o preço para casais estava com desconto. – disse colocando as bolsas num canto.

-Pensam que vocês são gays? – arqueando a sobrancelha. – Se bem que vocês andam para cima e para baixo juntos... Você faz aquele olhar de perdido...

-Olhar de perdido? E o que tem eu andar para cima e para baixo com meu irmão?

-É, você o faz quando não entende algo. – riu. – Em fim, acho melhor irmos procurar os outros dois. E desta vez te perdôo por ser um motivo plausível.

-Olhar perdido... – resmungou. – Ok, mas como vamos saber onde diabos é a biblioteca pública?

-Celular? – sugeriu.

-Aqui não pega sinal, já verifiquei.

-Podemos perguntar para o gerente.

-Ta bem.

Os dois pegaram a mochila com alguns itens necessários e depois saíram para encontrar com o outro casal.

Kagome e Inuyasha estavam com vários livros esparramados pela extensa mesa de madeira da biblioteca vendo sobre as lendas. A desculpa deles foi que estavam viajando pelo mundo e pesquisando sobre lendas locais de cada cidade, pois eram historiadores.

Inuyasha já parecia entediado.

-Isso não é a minha praia. Isso é coisa do meu irmão!

-Qual é! É só você ler. Você não lê notícias?

-É diferente! Eu faço isso comendo algo ou em algum ambiente com conforto. Esses bancos de madeira ao menos poderiam ter uma almofadinha. – disse folheando o livro.

-Achei! Venha cá! – disse chamando-o para se sentar ao seu lado.

Inuyasha se levantou e foi se sentar ao seu lado e após se acomodar viu as imagens do ritual e depois começou a ler com ela.

-Em 1503 começou uma onda de rituais com crianças para que o Deus da colheita pudesse sempre deixar os pomares belos e fartos. Havia um ciclo. Sempre em determinado dia do mês, ou até mesmo semanas, uma criança, que, aliás, era menina, sumia sem deixar rastros. Sacrifício. Famílias sacrificavam as próprias filhas para que os pomares continuassem de pé. A criança tinha uma refeição farta, como se fosse a última ceia (e era). Depois que a criança estivesse satisfeita era levada para os pomares onde o Deus a matava e o sangue derramado naquelas terras era o agrado para ele. Somente depois de muito tempo podiam-se achar os ossos da criança.

-Seria um Deus pagão? – perguntou ela.

-Creio que sim, pelo tipo do sacrifício e tudo o mais. Agora só temos que saber como é que esse tal Deus faz para matar as crianças. Afinal, ele tem que ter um receptor ou até mesmo algo para poder incorporar.

-Hm... E se achássemos o tal pomar?

-É uma ideia. Pelo que pude ler é lá que tudo ocorre, logo deve ser lá que ele se encontra.

Rin e Sesshoumaru entraram na biblioteca e logo os avistaram.

-E ai? Acharam algo? – perguntou Rin ficando de frente para eles.

-Sim. Agora só temos que achar o 'Deus'. – respondeu Kagome.

-Acho que perdemos alguma parte da história... – falou Sesshoumaru.

Inuyasha começou a contar para eles o que acharam e qual era a conclusão que estavam tendo.

-O pomar deve ficar na saída da cidade. – sugeriu Rin.

-Longe da vista de quem passa perto e longe o suficiente para que não se ouçam os gritos. Tem lógica. – falou Sesshoumaru.

-Encontraram alguma pousada? – perguntou Inuyasha.

-Sim. Já reservamos os quartos.

-Quartos? – arqueou as sobrancelhas.

-Casais tinham desconto e bem, você não ia querer um quarto para ficar com Kagome?

-Faz sentido. – disse concordando.

Ao saírem da biblioteca para fazerem uma refeição, não notaram que estavam sendo observados...

Kagome e Rin foram andando na frente e os irmãos atrás. As duas começaram a conversar sobre demônios de novo.

-Você acha que eles vão voltar a atacar quando? – perguntou Rin.

-Não sei. Realmente não sei. Eles são imprevisíveis e também não são só eles que me preocupam...

-Os sete?

-Sim. Mas vamos focar no que está acontecendo no momento. – sorriu.

-Certo. – sorriu de volta.

Os irmãos iam falando sobre o Deus.

-Existem muitos deuses de origem pagã. Vai ser difícil descobrimos qual é que se encontra por aqui. – disse Sesshoumaru.

-Vejamos, se há sacrifício já podemos selecionar alguns. E ainda que envolva crianças e pomares. Podemos dar uma pesquisada mais selecionada.

-Adquirindo o hábito de ser intelectual? – brincou.

-Obvio que não. Mas se para aniquilar esse Deus precisam de minha intelectualidade...

-Podemos pesquisar na internet agora, seria mais prático.

-É. E é até melhor.

Sesshoumaru riu.

-Achei estranho você não sugerir isso quando Kagome disse sobre irem à biblioteca. Você odeia lugar cheirando a mofo.

Inuyasha riu de lado.

-Ela tem todo o jeito intelectual, não quis quebrar o barato.

-Isso explica muito. – Sesshoumaru olhou para frente e focou nas duas. – Quando você acha que vamos descobrir sobre elas? Digo, já estamos a meses juntos andando para cima e para baixo, fazendo altos serviços juntos e ainda não sabemos nadadelas.

-Não faço ideia. Hoje eu descobri uma cicatriz da Kagome que eu não tinha reparado antes. O que me fez pensar que tipo de família elas devem ter.

-Cicatriz? – perguntou franzindo a testa.

-Sim, a cicatriz tem aparência de começar pelo pescoço. E creio que quando elas estiverem preparadas vão contar para nós.

-Uhum...

-Shou.

-Oi?

-Você está a fim da Rin? – perguntou Inuyasha do nada sorrindo.

-Da onde tirou isso?! – perguntou com os olhos arregalados.

-Bem, você ora ou outra tá olhando para ela.

-Olhar não quer dizer nada! Você é que está ficando mais apaixonadinho pela Kagome a cada dia que passa.

-Estou mesmo, não nego. – deu de ombros. – E não imagino o que pode acontecer quando ela tiver que ir embora. O que, aliás, eu pretendo não deixar que aconteça.

Sesshoumaru sorriu de lado olhando para as duas mais a frente.

-O que pretende fazer? Prendê-la no pé da cama?

-Se for necessário. – riu coçando o queixo.

-Na verdade eu o imagino a pegando pelos cabelos e a levando para a caverna.

-Coisa mais primitiva! Não sou assim! – disse dando um soco no irmão.

-Você não é nenhum neanderthal? Sério? Parece muito com um quando se trata de Kagome. – brincou.

-Sou possessivo e ciumento, é diferente. – disse dando de ombros.

-Diferente hm?

Rin se virou para trás e os encarou rindo.

-Do que conversam?

-Sobre a agressividade de Inuyasha e em como Kagome deve sofrer com ele.

Kagome riu.

-Em alguns aspectos a agressividade dele é bem vinda. – disse piscando o olho e dando um sorrisinho malicioso que logo foi retribuído por Inuyasha que a alcançou e lhe deu um selinho.

-Mesmo? – sorriu de lado. – Tá vendo Shou! Não sou assim tãoruim.

Sesshoumaru balançou a cabeça.

-Não alimente tanto o ego dele assim Kagome. – riu. – Ele vai ficar insuportável! Aliás, ele já é.

-Deixando essa coisa toda de lado, vocês notaram que estamos sendo observados? – disse Rin discretamente parando ao lado de Sesshoumaru passando a mão pelo próprio braço nervosa.

-Sim, desde que saímos da biblioteca. – disse Sesshoumaru cruzando os braços assim que pararam para analisar a situação. – Melhor agirmos como se não tivéssemos notado.

-Na verdade desde que pisei nessa cidade sinto calafrios. – disse Kagome ainda no abraço de Inuyasha. – Acho melhor resolvermos logo esse problema. E essas pessoas se esgueirando para nos vigiar está ficando no mínimo estranho.

Rin colocou a mão no queixo pensativa.

-Gente, precisamos antes de qualquer coisa ir para a pousada discutir uma coisa que não posso falar agora. Até porque com esses olhares não sei se podem ouvir.

-Ok. – concordaram todos.

O caminho para a pousada foi silencioso e Sesshoumaru quase podia ouvir os maquinários da cabeça de Rin que pensava seriamente.

Kagome já pensava sobre outras coisas. Mas foi interrompida por Inuyasha que apertou de leve seu ombro com a mão que se encontrava jogada em cima de seu ombro.

-O que houve? – perguntou ela olhando para ele.

-Estou aborrecido comigo mesmo.

-Por quê? – ingadou.

-Quantas vezes dormimos juntos e eu nuncavi ou senti sua cicatriz?

-Inuyasha, não precisa ficar encabulado com isso...

-Claro que preciso! Digo, que espécie de irmãos fazem isso com uma irmã? – falou chocado. – Você não me vê fazendo tal coisa com meu irmão! – diante do olhar dela ele divagou. – Ok, talvez às vezes a gente saia no tapa, mas nada de deixar uma cicatriz dessas!

-Olha, quando nosso pai descobriu ele deu uma lição neles também. Eles nunca mais se atreveram a fazer tal coisa.

-Porém ficam andando atrás de você!

-Apenas para me levar para casa. – disse sorrindo amarelo.

Ao chegarem na frente da pousada Rin se virou para todos.

-Como Sesshoumaru disse que éramos casais, vamos agir como casais felizes e gostando da cidade. Nada de suspeito.

-Certo. Acho que posso fazer isso. – brincou Inuyasha.

Sesshoumaru parou ao lado de Rin.

-Mãos dadas ta bom? – perguntou estendendo a mão a ela.

-Ótimo. – sorriu.

Kagome e Inuyasha foram andando na frente e eles atrás sorrindo como um casal de idiotas apaixonados. Passaram pelo gerente sorrindo e desejando uma boa tarde.

Rin e Sesshoumaru agora iam na frente para mostrar os quartos, mas entraram em apenas um.

-Certo, sentem-se. – disse Rin largando a mão de Sesshoumaru, que a deixou muito nervosa por sentir determinada eletricidade. Foi direto para as malas e viu que estavam intocadas. – O caso é o seguinte, já pensaram que os habitantes ainda mantêm o ritual? – insinuou com tom de voz baixo.

-Faz sentido! – falou Kagome. – Por isso ficaram espiando a gente! Fomos à biblioteca e pesquisamos sobre o ponto certeiro para eles desconfiarem de nós!

-E outra, vocês repararam que não tem uma criança por ai?

-Sim... E se mudaram de tática? – soltou Inuyasha pensativo.

-Afinal, quem vai querer gerar filhos para poder serem mortos em seguida? Devem ter sacrificado a última criança do local e por sorte vimos no noticiário. – falou Sesshoumaru. – Quando chegamos, fomos muito bem tratados pelo gerente e agora na volta ele pareceu receoso e nada sorridente. Reparou? – perguntou para Rin.

-Exato! Eu levo a crer que estão usando casais como sacrifício agora. Somos dois casais e a colheita poderia ser uma maravilha! Aliás, notaram como por aqui tem coisas feitas de maçã?

-Às vezes me esqueço do lado analisador discreto de Rin. Consegue ver tudo ao mesmo tempo. – falou Kagome arrumando o cabelo para trás. – Bem se fomos virar realmente sacrifício, eles não deveriam estar sendo educados e nos dando uma última ceia?

-Provavelmente agora que descobrimos o segredinho deles vão nos mandar direto para o Deus. – falou Inuyasha.

-Sou a favor de dois ficarem aqui e outros dois irem ao pomar. Se formos todos não dará para saber o que se passa na cidade. – disse Rin.

-Certo. Sesshoumaru e Inuyasha vão para o pomar e nós duas ficamos aqui. – disse Kagome. – Até porque se não for casal não poderão nos matar logo.

-Bem pensado. – disse Sesshoumaru. – Não iremos demorar. Vamos ser bastante discretos.

Inuyasha pegou a outra mala e deixou a que estava com Sesshoumaru com elas, para o caso de precisarem se proteger.

Sesshoumaru saiu andando na frente e Inuyasha deu um beijo de 'volto logo' em Kagome antes de ir atrás do irmão.

Rin suspirou.

-O que Inuyasha descobriu sobre nós?

-Nada. – disse deitando na cama.

-Então por que suspira tanto?

-Por que ele viu acicatriz.

-Muito me chocou ele não ter notado antes. – falou sentando-se ao lado dela.

-Não sei mais o que fazer... Ele começou a perguntar demais e eu estou no meu limite!

-Podemos aproveitar e fugir. – disse dando de ombros.

-E deixá-los aqui sozinhos? Sendo que você nem deu uns pegas no Sesshoumaru? – disse indignada.

-Oi? Quem disse em dar uns pegas no Sesshoumaru? Ta maluca?

-Oh queridinha, eu vi como reagiu quando ele segurou sua mão. Eu senti um clima e uma tensão no ar. – riu.

-Sentiu demais!

-Ah Rin! Ele é um fofo e lindo! Por que não se deixa levar? Acho que se fosse por ele algo poderia acontecer...

Rin estreitou os olhos.

-Quer parar com isso? Nunca vai acontecer nada entre nós! O cara acabou praticamente de terminar o relacionamento da vida dele.

-Pelo amor de Deus! Isso foi há muitos meses atrás! Anos talvez? E nunca diga nunca! Você jamais saberá o dia de amanhã. – sorriu.

-E também ele já matou um Deus pagão sozinho... Poderia muito bem se virar com Inuyasha.

-Da onde tirou isso?

-Ele me contou.

Kagome riu alto.

-Rin sua tola ele estava falando isso para te impressionar! Afinal quemconsegue matar um Deus sozinho?!

Rin se sentiu idiota.

-Que seja! Já disse que não vai acontecer nada! A única idiota aqui é você que está se deixando levar demais nesse relacionamento com Inuyasha.

-Estou vivendo um dia de cada vez. E do jeito que posso. – sorriu.

Os rapazes abriram a porta e entraram respirando fundo.

-Certo, achamos o receptáculo do pomar. E é ridículo! – falou Inuyasha jogando a mala no chão e sentando do outro lado de Kagome.

-Conte-me mais sobre isso. – brincou Kagome.

-O receptor nada mais é do que um espantalho. – disse Sesshoumaru puxando uma cadeira. – E mais a fundo do pomar achamos alguns ossos...

-Então realmente achamos o local do crime? – perguntou Rin.

-Sim. O problema é que ao voltarmos os moradores estão nos encarando com mais suspeita. E sabe-se lá o que podem fazer conosco a noite! – disse Inuyasha apoiando a cabeça no ombro de Kagome.

-Devemos ficar num mesmo quarto. É mais seguro. – concluiu Kagome. – Só temos que saber como matar o Deus.

-Isso foi fácil. Shou procurou na internet sobre e temos que 'matar o que liga o Deus ao nosso mundo'.

-Como assim? – perguntou Rin sem entender.

-Tem algo no pomar que esta fazendo o Deus ficar ligado ao espantalho. Por se tratar de um pomar conclui que possa ser alguma árvore e com esse pensamento descobrimos que tem uma árvore muito velha no pomar. Desde que a cidade foi fundada.

-Irmãozinho é esperto. – brincou Inuyasha. – O problema será para matar a árvore. Os moradores estão sempre atentos e podem aprontar alguma para cima da gente.

-E se deixarmos eles nos raptarem? – sugeriu Rin. – Assim iríamos para o pomar e procuraríamos a árvore.

-Só tem um porém. – disse Kagome. – Com certeza estaríamos amarrados para não fugir. E ai?

-E ai que Sesshoumaru e eu vamos insinuar que vamos embora, vocês ficam. A noite vão raptar vocês. Os moradores vão estar no pomar e assim encontramos com vocês lá.

-Se isso não der certo? – questionou Inuyasha.

-Inuyasha, Kagome matou demônios sozinha. Acho que mesmo amarrada pode dar conta de humanos e um Deus pagão. – sorriu de lado.

Sesshoumaru se segurou para não rir alto.

-Ok, ok! Seu argumento é válido. – até Inuyasha não resistiu e riu. – Entretanto me preocupo que possam pegar vocês.

-Bem, daremos um jeito. – concluiu Rin.

Com tudo resolvido, Rin e Sesshoumaru pegaram uma mala e deixaram claro para o gerente que estavam indo embora na frente do outro casal por questão de terem que viajar com urgência para San Diego e visitar a mãe de Sesshoumaru. O gerente pareceu meio desconfiado de inicio, mas depois pareceu acreditar pelo simples fato de parecer nervoso por perder um sacrifício.

Kagome e Inuyasha ficaram encarando o teto. Ela estava pensando na vida e ele pensando no que os esperava a noite. Até que ela decidiu ir tomar um banho para se refrescar.

Ela não tinha demorado muito, mas assim que acabou de sair do banho, encontrou Inuyasha esparramado na cama cochilando. Ela sorriu diante da imagem admirada como ele parecia sereno.

Sentindo-se observado ele acordou e a encarou.

-Pronta para mais a noite?

-Com certeza. – falou pegando roupas da bolsa.

-Acho que não precisará disso...

Ela viu o sorriso prepotente dele e sorriu de lado.

-Levando em consideração que poderemos ser raptados, acho melhor estar vestida sabe? A não ser que queira que eu seduza o tal Deus.

-É, acho melhor se vestir.

Kagome riu voltando a pegar as roupas. Todavia não contava com Inuyasha nas suas costas puxando a toalha e passando o dedo na cicatriz. Ela pode notar que ele prendeu a respiração momentaneamente.

-Lembrar dói? – perguntou rouco.

-Um pouco. Mas agora é cicatriz.

-Porém há cicatrizes tão profundas que não são capazes de se curar (N/A: ok, eu vi senhor dos anéis essa semana e isso me inspirou xD).

Ela suspirou.

-Sim. Entretanto posso lhe assegurar que essa se curou. E não, não posso lhe dizer o que causou e qual o motivo. E sei, você não gosta d'eu continuar escondendo coisas de você. – disse compreensiva.

-Um dia eu realmente vou saber da sua vida?

-Vai. Mas esse dia será o dia em que vamos nos despedir...

-Desculpe, mas acho que está equivocada. Nunca direi adeus para você.

Kagome que ainda estava de costas para ele se virou.

-Não torne as coisas mais complicadas. Minha vida é uma bagunça! Você tem todo o direito dedepois de tudo encontrar alguém que valha a pena. – disse colocando a mão no peito dele.

-Desculpe, mas acho que já encontrei esse alguém. – falou colocando uma mexa de cabelo dela atrás da orelha.

Sem pensar mais ela o puxou pela blusa e o beijou duro. E desesperadamente. Inuyasha colocou uma mão entre os cabelos dela e a outra mão estava a apertando na cintura.

Suspiros. Gemidos. Respiração aceleradas. Pele com pele. Eram as únicas coisas que podiam ser ouvidas naquele quarto.


Review? :D (pode ser me xingando, me matando, fazendo alguma macumba para meus dedos colarem no teclado... tem problema não! hahahahaha)