Em fim terminado e revisado :)
Hana muito obrigada pela review ;) e sim, está tuuuuudo bem agora! Vida quase 100% resolvida! hahahahahaha
Roberta acompanhe siim *-*
BOA LEITURA!
CAPÍTULO 14
Ao cair da noite Sesshoumaru batucava no carro impaciente. Rin remexia no diário do pai dos meninos para se entreter. Nenhum dos dois tinha conversado direito. Motivo? Tensão no ar.
Por fim ele suspirou.
-Qual o nosso problema?
Rin ergueu o olhar para ele sem entender.
-Como assim?
-Sempre que ficamos sem Kagome ou Inuyasha perto ficamos nessa tensão, nesse silêncio... – disse passando a mão no cabelo.
-Vejamos, talvez porque não temos intimidade um com o outro... Ai ficamos sem graça...
-Rin...
-Ou talvez não temos assunto como temos quando estamos com eles...
-Rin. – disse mais firme.
Ela se calou e virou o rosto para frente.
-Certo, não falo mais nada.
-Se for para ficar arranjando desculpa para o momento pode ficar mesmo. – disse virando-se completamente para ela.
Rin o olhou ultrajada.
-Está me mandando calar a boca?
-Não. Só dizendo que não necessito ouvir suas desculpas. Cá entre nós Rin algo está acontecendo! Vai me dizer que não sentiu aquela eletricidade quando ficamos de mãos dadas?
-Bem, eu sei que posso ser eletrizante às vezes.
Ele não aguentou e riu.
-Falo sério.
-Talvez, nada confirmado, eu possa ter sentido algo. – disse mexendo no cabelo.
-Mesmo? – perguntou até um pouco sem graça.
-Sim. Na verdade faz... Alguns anos desde que estive tão próxima da espécie masculina. Kagome e eu sempre viajamos mais sozinhas. Na verdade, ela sempre trabalhou mais sozinha e se eu fui atrás dela era para evitar que se machucasse... Essa nossa vida não é fácil! Carregar o que carregamos é um peso enorme! E sim eu estou surtando! – disse o encarando.
Ele ouviu pacientemente e por fim respirou fundo.
-E por que está surtando?
-Por que pela primeira vez em séculos eu estou me sentindo vulnerável perto de um homem que mal conheço! Podemos ter passado meses juntos, porém mesmo assim! Vivo falando para Kagome não se envolver demais e agora me acontece essa coisa! Esses arrepios e choques e tudo o mais!
-Essa coisa? Arrepios? Conte-me mais, está ficando interessante. – disse sorrindo.
-Pare de zombar de mim! – disse dando um soco no ombro dele.
-Não estou zombando! – falou se defendendo. – Estou realmente interessado sobre como se sente.
-Só digo se você disser primeiro. – cruzou os braços com o olhar de desafio.
-Ok... Fora as coisas que você disse que sente, e é recíproco, eu fico inquieto. Na verdade sou bastante curioso em relação a você e acho que isso me desperta algo. – ele parou para pensar nas palavras. – Diria atração.
-Faz sentido. Até porque eu não quero me envolver com sentimentos e creio que você também não.
-Sim. Acho que é mais carnal.
-Também. E levo a crer que isso está acontecendo conosco porque há tempos não temos alguém para satisfazer esse desejo.
-Eu não concordo. Acho que está acontecendo conosco porque temos uma atração forte desde que nos vimos. Eu pelo menos me senti incendiar assim que meus olhos bateram em você.
-Está conseguindo me deixar sem graça... – resmungou. – Porém não posso negar que, de fato, me aconteceu o mesmo. Todavia isso é errado Sesshoumaru. Eu não posso me deixar levar, alguém tem que ser consciente! – disse mexendo as mãos impaciente.
Ele lhe segurou as mãos e a encarou seriamente.
-Quando foi a última vez que se deixou levar?
-Nunca.
-Não quer tentar uma vez?
Ela ficou quieta e quando abriu a boca para responder ouviram um barulho vindo da rua. Pegaram Kagome e Inuyasha.
Inuyasha e Kagome tinham vendas nos olhos e sabiam exatamente para onde estavam indo.
-Será que ele não irá reclamar? Afinal não são crianças... – disse um aldeão.
-Um casal tem mais sangue que criança! – falou outro.
-De um jeito ou de outro saberemos se lhe agradou o sacrifício ou não. – disse uma mulher.
-E o outro casal? – perguntou outra mulher.
-Foram embora. – respondeu ao que parecia ser o gerente.
-E você os deixou ir? Tem noção que um sacrifício de dois casais seria mais benéfico para a cidade? – reclamou outro homem com um timbre grosso.
-Nada pude fazer!
Kagome aproveitou a deixa para cochichar com Inuyasha.
-Está tudo bem?
-Sim e você? – respondeu ele no mesmo tom.
-Sim. Acha que estamos aonde?
-Pelas vozes estarem abafadas, eu creio que em algum carro, tipo camburão.
-Certo. – Kagome se desequilibrou um pouco. – Opa! Eles começaram a nos mover.
-Até que enfim! – suspirou. – Acha que eles nos revistarão?
-Quer minha humilde e sincera opinião?
-Sempre.
-Eles são uns babacas e sem noção! Não sabem nem organizar direito um sacrifício! E a prova disso é que não revistaram as vítimas e procuraram saber se estão armadas! – ela teve todo o cuidado para falar baixo, mas estava claramente indignada.
-Que bom então que eles não são espertos! Senão nosso plano ia por água a baixo!
-É, tem esse ponto.
-Shou e Rin já devem ter nos vistos, agora é só questão de esperar.
-Acho que estamos chegando, a marcha foi reduzida.
-Está pronta para a encenação?
-Querido eu nasci para isso!
A porta do camburão foi aberta e apesar dos olhos vendados eles sabiam que estavam fazendo a melhor cara de desespero.
-O que querem fazer conosco? Não fizemos nada! – disse Kagome nervosa.
-Vocês perguntam e pesquisam demais! – respondeu o homem.
-Mas somos historiadores! Esse é o nosso trabalho! – disse Inuyasha.
-Mesmo assim. Vocês caíram do céu para nós! Acabaram por ser o sacrifício para o nosso Deus.
-Deus? Que Deus? – Kagome fingia perfeitamente de desentendida.
Os outros saíram dos carros e se aproximaram informando para o homem calar a boca e agir logo.
Fizeram o casal ir andando na frente e apontando armas para eles tiraram as vendas e os amarraram nas árvores.
Kagome pode ver o espantalho que os irmãos se referiram e... Que bicho horroroso!
-Com eles presos aqui, podemos ir embora. – disse o gerente.
-Concordo. Melhor ir antes que ele acorde. – falou a bibliotecária.
Todos foram saindo do pomar e deixando o casal ali sozinho. Inuyasha e Kagome tinham uma distância razoável entre eles.
-Consegue se soltar? – perguntou Kagome.
-Creio que sim. Esses filhos da mãe são burros, mas para fazer nós são até espertinhos.
Kagome se soltou com extrema facilidade e deixou Inuyasha chocado.
-Como conseguiu?
-Oras, conseguindo! – respondeu ela indo até ele e o soltando.
Ao soltá-lo foram procurar uma árvore com aparência de velha e com escritos. Ela para um lado e ele para outro.
Kagome ouviu um barulho de folhas secas sendo pisadas e sem pensar duas vezes virou rapidamente jogando uma adaga.
Sesshoumaru ficou petrificado, pois a tal adaga o quase acertou no rosto. Na verdade estava fincado no tronco ao seu lado.
-Se temos alguma desavença acho melhor resolvermos logo antes que me mate! – brincou ele.
-Shou! Que susto! Pensei que fosse o bicho feio. – disse ela com a mão no peito.
-Desculpe, não era minha intenção. Rin e eu nos separamos para procurar melhor a tal árvore.
-Certo. Inuyasha está do outro lado. Trouxeram a gasolina e o isqueiro?
-Estão no carro.
Kagome parou para analisar Sesshoumaru. O rapaz parecia parcialmente abalado.
-Aconteceu algo? – perguntou ela sorrindo.
-Nada. Por quê? – respondeu ele olhando para os lados.
-Hoho! Algo teve! O que Rin e você fizeram em nossa ausência? – certamente ela não conseguia esconder o riso.
-Essa é mesmo a hora para tal coisa?
-Não, mas minha curiosidade é aguçada.
-Não irá me deixar em paz enquanto não lhe der uma dica, certo? – desistiu por fim sorrindo.
-Não mesmo.
-Conversamos sobre nossa situação.
-Situação?
-Sim, que sentimos atração um pelo outro. Mas não chegamos a uma conclusão, pois vocês foram raptados no meio da conversa.
-Oh, que merda! – disse ela revoltada.
-Resolveremos depois. Agora vamos procurar a árvore e matar o mal pela raiz.
-Você não disse isso... – falou Kagome rindo alto.
Inuyasha fazia a vistoria em uma árvore quando Rin chegou atrás de si.
-É essa?
-Mas que diabos?... – ele se virou rapidamente fazendo gestos de karatê. – Porra, Rin! Vai assustar a mãe!
Ela ria.
-Foi inevitável.
-E não, não é essa. Cadê Shou?
-Foi para outro lado.
-Ok, levo a crer que não achou a bendita também.
-Não. Porém estava pensando em uma coisa. – disse ela esfregando as mãos.
-Por favor, compartilhe.
-Se essa árvore é importante é mais do que óbvio que é a mais bem tratada do pomar e também ela pode estar próxima ao espantalho. Aliás, onde ele está?
Inuyasha apontou na direção.
-Ali... Oh, merda! Ele despertou! Precisamos achar com urgência essa árvore!
-Podemos procurar pela manhã!
-Para que esperar pela manhã se já estamos aqui? Porém nosso tempo é mais curto e mesmo com quatro pessoas procurando pela árvore podemos falhar. – disse ele coçando o queixo
-Então o que precisamos agora é achar Kagome e Sesshoumaru. – falou Rin decididamente pegando uma arma.
Sesshoumaru estava com a lanterna e com uma arma nas mãos. Kagome olhava para os lados também armada.
-Está muito silencioso... Acha que ele já despertou? – perguntou Kagome.
-Provavelmente.
Eles ouviram o barulho de passos nas folhas secas. Os dois se viraram na direção, mas de repente o barulho vinha de outro canto.
-Eu juro que se ele ficar brincando com a gente vou atrás da criatura e meto uma bala na testa dele! Por mais que não o mate...
-Calma Kagome. – disse Sesshoumaru querendo rir. – Temos apenas que ficar atentos.
Os passos se aproximavam e os dois ficavam cada vez mais tensos.
-Podem ser Rin e Inuyasha. – sugeriu Kagome.
-Verdade, entretanto acredito que não.
-Por quê?
-Você acha que Inuyasha ia demorar tanto assim para voltar a ficar ao seu lado?
Kagome deu um sorriso sem graça.
-Ah, nada posso fazer em relação ao fato de ser irresistível.
Ele apenas balançou a cabeça.
-Você é impossível!
Sombras começaram a se formar na frente deles e logo se pôde ver os cidadãos.
-Vocês não fugirão! – disse o padre.
-Temos que garantir nossa colheita! – disse a policial.
Todos apontavam armas para eles.
-Matando pessoas? – indagou Kagome. – Vão me desculpar, mas vocês querendo ou não vamos sair daqui sim!
-Não deixaremos! – falou o gerente.
-Vocês tem noção de que a criatura já despertou, confere? – perguntou Sesshoumaru.
-É claro que sabemos! – respondeu à bibliotecária brutalmente.
-Ok, então vocês estão preparados para morrer junto conosco, confere também?
-Claro que não iremos morrer! Somos nós que trazemos o sacrifício!
-Nesse caso, terá de comunicar a ele... – falou apontando com a cabeça para trás deles.
O espantalho estava com um gancho na mão e começou a se aproximar dos cidadãos rapidamente.
-O que fazemos? – perguntou Kagome parada.
-Ficamos onde estamos.
O espantalho sem piedade alguma enfiou o gancho no peito da bibliotecária e a tacou longe. Logo em seguida foi em direção ao gerente e os gritos foram inevitáveis.
-Puta merda ele esta matando todo mundo! – falou Kagome desesperada.
-Isso já era esperado. – disse Sesshoumaru a puxando pelo braço para se esconder atrás de uma árvore.
-Você sabia disso?
-Suspeitava. Afinal quando se faz um acordo com o Deus pagão, você deve seguir o acordo até o fim.
-E eles resolveram dar uma mudada e isso realmente não o agradou. – completou ela.
-Exato. Logo todos que estão aqui vão morrer.
-Inclusive nós.
-Temos que arranjar um jeito de sair do pomar.
-Mas e Rin e Inuyasha?
-Vamos esperar um pouco por eles, se demorarem te tiro daqui primeiro e volto para procurá-los.
Kagome suspirou antes de colocar uma mão apoiando no braço de Sesshoumaru.
-Posso te pedir uma ajuda e te confidenciar um segredo?
-Claro! – disse ele preocupado.
-Tem muito sangue no chão?
-Razoável, porque depois gancho, a mulher saiu igual um bumerangue voando para o outro lado.
Kagome tentou não rir.
-Ok. Se você for me tirar daqui, não me deixe ver o sangue. Eu não posso.
-Você desmaia?
-Fico descontrolada.
-Tipo pira?
-Tipo saio matando todo mundo e não consigo diferenciar amigo de inimigo. Simplesmente meu pulso acelera e eu perco a consciência.
Se ela não tivesse dito isso tão sério e o encarando nervosa ele não acreditaria.
-Tá bem. Não deixarei que veja.
-Obrigada.
-As ordens. – sorriu.
Inuyasha e Rin ouviram o som dos gritos e seguiram em direção a eles. Rin já foi acalmando-o dizendo que nenhum grito pertencia a Kagome.
-Por que diabos esse pomar tem que ser tão extenso? – resmungou ele.
-Porque justamente é um pomar e tem várias árvores.
Os dois andavam perto um do outro para não se perderem.
-Acho que estamos nos aproximando. O som está mais nítido.
Rin apenas acenou com cabeça antes de continuar seguindo-o.
Sesshoumaru ficou impaciente e começava a tirar Kagome dali. Escondeu o rosto dela em seu peito e ia lhe informando quando tinha que desviar de algo. Acontece que o inevitável aconteceu e Kagome viu o sangue.
-Oh, merda! – disse ela apertando com força o braço dele.
-Calma Kah, respire fundo! Olhe para mim! – ele a pegou pelos ombros e a sacudiu.
Kagome elevou o olhar ofegante e Sesshoumaru pôde ver que neles refletiam uma áurea assassina e a cor começava a mudar. Obviamente ele não entendeu nada.
-Sesshoumaru, fuja! Sério! Estou começando a não saber controlar meu corpo.
-O que posso fazer para você voltar ao normal? – perguntou desesperado.
-Me apague.
-Te matar? Endoidou? – disse num fio de voz.
-Não, estúpido! Faça com que eu desmaie! – disse apertando ambas as mãos nos braços dele e começou a soltar uma risada nervosa. – Faça isso ou começarei a matar todos com muito prazer. Adoraria ver todas essas folhas secas banhadas em vermelho! – terminou soltando uma risada alta e o tom de voz completamente diferente.
-Ok, sei que tenho motivo para me preocupar. Agora como farei para te apagar?
-Você pensa em me matar? Sério? – disse ultrajada.
-Eu não disse nada disso! – oh Deus, agora as coisas pioraram. Claramente Kagome não era mais ela mesma.
Inuyasha e Rin conseguiram achá-los e se aproximaram. Rin na mesma hora notou algo de errado.
-Não me diga que ela viu sangue.
-Se não quer não digo...
-Não estou brincando Sesshoumaru! – disse ela séria.
Inuyasha se aproximou de Kagome e afastou Sesshoumaru, fazendo com que ele a soltasse.
-Kagome!
Ela o olhou sorrindo de lado.
-Ninguém mais toca em mim ou morre! – falando isso apontou a arma para eles.
-Que merda está acontecendo aqui Rin? – perguntou sem entender para Rin.
-Apenas não a contradiga.
-Como assim?
Kagome deu as costas para eles e começou a seguir em direção à criatura.
Inuyasha sem pensar segurou-lhe o braço e a virou. Seu maior erro! Kagome puxou o braço e com ele Inuyasha se aproximou de mais e assim ela o socou no estômago. Depois voltou ao seu caminho de antes.
A criatura parou de esfolar o gerente e a encarou, para logo em seguida ir até ela.
Sesshoumaru coçou nervosamente a cabeça.
-Pode me dizer por que Kagome perde o controle quando vê sangue? Ela começou a me contar.
Rin engoliu em seco.
-Digamos que quando ela vê sangue ela se descontrola. Até diria que aqui ela tá até controlada...
-Como assim?
-Como acha que ela mata tantos demônios? Assim que ela começa e vê o sangue se descontrola e sai matando todos! – respirou fundo. – Agora, de vez ficar aqui querendo saber por que não vai até lá e ajuda seu irmão?
-O que você irá fazer?
-Tentar acalmar os nervos dela.
Inuyasha gemeu de dor e a encarou. Aquela era realmente a Kagome? Sua Kagome?
O espantalho começou a andar mais rápido para se aproximar dela e ela atirou descontrolavelmente. Tinha uma pessoa caída ao seu lado que estava mais morta que viva que soltou um gemido e Kagome sem pensar lhe atirou na testa. Por mais que a bala fosse de sal, ainda podia perfurar a carne.
Inuyasha recobrou a compostura e reparou que a criatura reagia pouco contra o sal, afinal era um Deus pagão. Mas pelo menos ele não conseguia se aproximar.
Sesshoumaru chegou perto do irmão.
-Rin vai tentar fazê-la apagar.
-Quero explicações. O que aconteceu com ela?
-Apenas descontrolada.
-Não diga! – disse irônico. – Falo sério, porra!
-Então terá de esperar. – disse dando de ombros.
-Fazer o que. – suspirou. – Cadê sua arma?
Sesshoumaru a levantou e carregou a espingarda.
-Ótimo. – disse Inuyasha sério. – Quando eu voar na Kagome você continuará atirando na coisa feia. Entendeu?
-Vai dar uma voadora na garota? Que coisa romântica. – brincou Sesshoumaru que levou um soco no ombro.
Rin andava se esgueirando e hora ou outra via um corpo completamente ensanguentado.
Certo, os rapazes parecem que tem um plano. O que era para deter um Deus pagão virou para deter Kagome!, pensava Rin ficando posicionada do lado esquerdo de Kagome.
Inuyasha literalmente jogou Kagome no chão fazendo a arma voar e Sesshoumaru continuou atirando no Deus que agora se encontrava em fúria.
-Kagome! Sou eu Inuyasha!
-E dai? Pouco me importa! – gritou ela se contorcendo por debaixo dele.
-Pouco te importa? Ok, agora você está despertando a minha ira! - gritou revoltado.
De um jeito muito estranho ele conseguiu virá-la e com o próprio corpo a prensou no chão.
-Olhe para mim!
-Querido, para de ser egocêntrico. – bufou.
Inuyasha iria se arrepender daquilo depois, mas deu um soco no estômago dela fazendo ela o olhar horrorizada e se encolher. Logo em seguida ele a segurou no maxilar com uma mão e a beijou completamente duro e de olhos abertos. Ela franziu a testa com os olhos abertos em claro sinal de raiva e se contorceu debaixo dele. Mais uma vez ele a socou (menos forte) e pressionou mais os lábios. Claramente os olhos dela começavam a voltar ao normal.
Rin saiu do esconderijo e chegou perto deles.
-Faça-a desmaiar!
Inuyasha pressionou aonde tinha lhe socado e a sentiu se retrair. Com o beijo ficou difícil respirar, logo os olhos dela começavam a se fechar.
Sesshoumaru agora estava com outra arma e continuava a atirar.
-O que acham da gente sair daqui? Estou ficando sem munição! Saindo dos limites do pomar o Deus não nos perseguirá.
Inuyasha e Rin levantaram Kagome e junto com Sesshoumaru foram saindo do pomar.
Depois de terem saído por completo do local pararam ao lado do Impala e Inuyasha acomodou Kagome atrás do carro.
-Ela irá ficar bem? – perguntou Sesshoumaru a Rin.
-Sim, só vai ficar um pouco cabisbaixa e quieta por saber que perdeu o controle e que saiu atirando para todo lado.
-Isso acontece desde quando?
-Desde sempre.
Inuyasha se juntou a eles.
-Ela apagou mesmo. – passou a mão no cabelo nervoso. – Agora as explicações.
-Kagome não pode ver sangue que se descontrola. É como se um yin yang vivesse dentro dela e a parte branca estivesse sempre ativa, porém quando ela vê sangue o lado negro desperta e nada a controla. Nada.
-Exceto quando a fazemos apagar. – concluiu ele.
-Sim.
-Pode-se dizer que ela é uma máquina assassina quando vê sangue?
-Exato.
Inuyasha fez uma careta.
-Ela vai me socar quando acordar?
-Possivelmente. – disse Rin pensativa.
-Bem, lidarei com isso...
Os quatro acabaram por tirar um cochilo dentro do carro esperando amanhecer. Sesshoumaru e Inuyasha ficaram na frente e Rin e Kagome atrás.
Sesshoumaru notou que o dia já amanhecia e cutucou o irmão.
-Vamos só nós. Deixe as meninas dormindo.
Inuyasha se ajeitou.
-Até porque sem condições de Kagome voltar para lá.
-Com certeza.
-Vou pegar a gasolina e o sal. Te encontro perto do espantalho para achar essa merda de árvore.
-Certo, o isqueiro está comigo.
Dizendo isso Sesshoumaru saiu do carro e Inuyasha deu uma última olhada para trás antes de pegar as chaves e ir abrir o porta malas.
Sesshoumaru encarou o espantalho que tinha voltado ao seu lugar habitual. Olhou em volta para as árvores e uma em especial lhe chamou atenção por ter uma fita. Ao se aproximar viu alguns escritos e sorriu por em fim ter achada a bendita.
Inuyasha não demorou muito para aparecer com as coisas e parou ao lado do irmão.
-É ela?
-Sim.
Os dois a ficaram encarando.
-Ok, ok! Chega de admirá-la! – disse Inuyasha pegando a garrafa de gasolina que tinha posto no chão. – Vamos logo colocar fogo nessa bagaça.
Sesshoumaru riu jogando o sal em volta da árvore. O seu irmão resmungão estava de volta.
