Nome: You and I
Descrição: Hermione descobriria quanto uma brincadeira doentia pode se tornar imprescindível pra uma pessoa. Ou para duas.
Disclaimer: Harry Potter não me pertence.
Shipper: Hermione/Draco
O inverno estava rigoroso e meu corpo tremia de cima a baixo, enquanto estava sentada em uma janela que dava para o pátio mais perto de minha sala comunal e, sorte a minha, o mais silencioso e deserto. Deveria, realmente, ter escutado Ginny quando me disse para colocar um casaco mais pesado mas tudo o que eu queria era fugir daquela sala comunal, para não ter que ver Lavender desentupindo a boca de Ron.
Ao contrário do que muitos pensam, meus sentimentos por Ron agora não passam de amizade pura. Esperei por anos ele tomar alguma atitude e, até ano passado, tentava mostrar a ele que estava aqui porém cansei. Ele não se movia e, sendo por vergonha ou por não possuir os mesmos sentimentos que eu, ele me deixou esperando desde o segundo ano e eu não poderia parar com a minha vida e até mesmo sentimentos que poderia e queria ter por outros garotos que valorizariam a mim. Não culpo Ron. Eu e ele apenas perdemos tempo demais e deixamos nosso amor (ou seria melhor dizer paixão?) morrer.
"I figured it out, i figured out from black and white."
(Eu percebi, eu percebi claramente)
Meus pensamentos se dissiparam quando vi o que parecia apenas um longo casaco sonserino andando sem estar em um corpo e ri com isso. Só então percebi que a pele e os cabelos extremamente brancos de Malfoy se confundiam com a alvura da neve. Desviei o olhar quando ele se encontrou com Pansy e os dois começaram a se atracar. Logo já haviam sumido de minha visão, por Merlin, pois havia ficado extremamente chateada com aquilo. Não por Malfoy, obviamente (embora, ele fosse, com certeza, um dos garotos mais atraentes de Hogwarts), mas sim por Ron e por todo o… vexame, digamos assim, que passava a cada segundo com Lilá pendurada a seu pescoço. Se bem que todas as garotas possuem uma pontada de inveja quando veem Malfoy com Pansy, por ele ser, como já dito, o garoto mais desejado da história da Sonserina e porque Pansy não era lá essas coisas. Poderia ser o pior inimigo de Harry, dela própria e de Ron também, mas não pode ser mentirosa ao ponto de dizer que nunca pensara em poder beijar e até passar dos limites com Malfoy.
Percebi que minha mente já havia ido longe demais e que deveria ser hora de voltar à sala comunal, mesmo que teria de ver Ron e Lavender. Levantei-me e fui em direção ao meu dormitório que coincidentemente, de forma positiva ou não, era pelo mesmo caminho onde minutos antes Malfoy sumira com Pansy. Assim que virei o corredor escutei berros e logo dei meia volta para me esconder no corredor. Sei que não deveria e que era incrivelmente cruel, mas ver Malfoy brigando com Pansy seria… prazeroso. Divertia-me com cada palavra maldosa de Malfoy à garota que pelo visto, se negou a entrar com ele em uma das salas para transar com ele, e mal percebi quando ele já vinha pelo caminho de volta, deixando ela chorando em algum dos cantos da escola.
"Cacete, Granger!" Disse Malfoy quando virou a esquina, trombou em mim e caiu para trás, direção contrária a minha. "Nunca lhe disseram que não se pode ouvir a conversa alheia? Aposto que como é uma sangue-ruim, seus pais trouxas nunca souberam lhe dar uma educação de verdade."
"Por ter educação suficiente, Malfoy, é que não xingo sua indigna família até a quinta geração, começando pelos babacas que são seus pais."
Coloquei a mão em minha cintura, para estar perto o suficiente de minha varinha caso precisasse me defender porém ele foi mais rápido e me prendeu à parece com o braço no meu pescoço, sufocando-me um pouco e me deixando sem acesso à minha varinha.
"Não coloque o nome dos meus pais em sua boca imunda. Muito menos ofenda-os." Malfoy disse, os olhos acinzentados cheios de raiva.
"Você e toda a sua família são porcos que merecem a ofensa, a dor, a crueldade. Vocês são a pior raça de humanos que existe."
Percebi que fui longe demais quando vi seu rosto desfigurado pela raiva. Malfoy me olhava furioso, sua pele antes branca como a neve agora vermelha como fogo, assim como seus olhos. Ele me puxou pelo casaco e me lançou para dentro de um armário de vassouras, no qual ele entrou também, trancou a porta e lançou feitiços para que não nos achassem, vissem ou ouvissem. Ele permaneceu virado para a porta e achei que ele fosse tirar a varinha e lançar-me um Crucio em qualquer segundo,então resolvi provocá-lo só pra ele acabar logo com isso e assim, sumir de vez da escola.
"O que foi Malfoy? Está com medo de que eu consiga pegar minha varinha então eu lhe mostre que as pessoas que você chama de sangue-ruim tem mais controle sobre a magia que você?"
"Sua vadia." Malfoy disse, virando-se e, surpreendentemente, beijando-me com ferocidade. Tentei empurrá-lo com os braços e mordi seu lábio.
"O que você está fazendo?" Perguntei com nojo.
"Mostrando a você, Granger, que tenho controle da magia, sim, e que posso controlá-la do que jeito que quiser, assim como você. Posso possuí-la do jeito que quiser e na hora que quiser, novamente, assim como você."
"Você é podre, Malfoy."
"Vou lhe mostrar que você não é muito melhor, assim que conseguir comer a melhor amiga do meu inimigo."
Malfoy parou de falar e me beijou novamente, mais intenso. Forçou sua língua a entrar na minha boca, levantando minha saia, então resolvi tirar vantagem disso. O que estava fazendo era loucura e extremamente doentio, mas dois podem jogar esse jogo e eu não estava nenhum pouco disposta a perder (nem o jogo nem as mãos de Malfoy subindo ainda mais minha saia, o que, TERIA de admitir, mesmo sendo maluquice, eram extremamente habilidosas e já me faziam arfar).
"É Granger… para uma grifinória sem sal, você até sabe o que fazer." Malfoy disse-me em meio ao caminho do meu pescoço para ali deixar uma série de mordidas quando eu tirei sua camiseta e arranhei seu abdome definido.
Estava com medo. Um medo enorme, que era descontado em beijos frutados e mordidas nos lábios de Malfoy, já que perderia minha virgindade com um monstro a fim de torturá-lo e mostrar a ele que pessoas como eu eram melhores do que a família Malfoy. Mas então, ele tirou minha camisa e tudo já estava perdido. Transaria com Malfoy. Meu grande inimigo. Mas sentiria prazer e ele… Ah! Ele com certeza sentiria MUITO prazer.
Malfoy olhou para o meu colo com prazer e quando voltou a me beijar, apertava forte um dos meus seios. Eu arfava em meio ao beijo e já conseguia sentir sua ereção.
"É Malfoy… se sangues-ruins fossem tão ruins assim, você não sentiria metade do que realmente está sentindo, não é?"
Ri e consegui com que ele olhasse diretamente nos meus olhos. Um arrepio me percorreu por todo o corpo assim que os olhos frios dele se seguram aos meus. Teria que tomar cuidado para não pensar neles de forma afetiva, era só sexo.
"Você realmente é uma vadia, Granger. Mas agora se cale e tire a porra desse sutiã."
Ri mais pelo tom rouco da voz dele. Tirei meu sutiã e logo ele abaixou-se para poder lamber meus seios. Com a língua se divertia com eles e passava a mão pela minha cintura, descendo até a coxa. Gemi e puxei seus cabelos loiros forte e pude vê-lo sorrir. Maldito sorriso! Tiraria ele do rosto do garoto em segundos. Abri o zíper de sua calça e ela logo foi jogada ao chão, para que eu puder começar a massageá-lo por cima da cueca. Malfoy gemeu alto assim que minhas mãos o tocaram e ele subiu mais minha saia e abaixou minha calcinha. Quando seus dedos tocaram minha virilha e foram devagar até dentro de mim, minha visão nublou-se. Trouxe ele para perto de mim e arranhei suas costas. Ele riu ao meu ouvido e mordeu o lóbulo de minha orelha. Comecei a gemer várias vezes, arranhando as costas de Malfoy e mordendo toda a extensão dos ombros fortes.
"E era você quem iria me mostrar alguma coisa... Não me faça rir, Granger, você e eu sabemos que sou melhor nisso do que qualquer outra pessoa."
Já me sentia pronta e quando toquei novamente em Draco, sua cueca boxer preta parecia que estava ao ponto de rasgar. Coloquei minha mão por dentro do tecido e ouvi o garoto gemer. Então, me abaixei e tirei sua cueca; faria algo que só imaginei fazendo com alguém que realmente gostasse. Aonde eu iria parar desse jeito? Quando coloquei-o na boca, Malfoy me puxou para cima novamente para poder beijar-me com força e morder meu lábio.
"Porra, Granger! Você já fez aquele "feitiço anticoncepcional" ou você toma alguma coisa dos trouxas?"
Hermione sabia o feitiço e teria que fazê-lo, já que ainda era virgem e não se prevenia para não engravidar; não precisava, no final das contas. Em segundos o feitiço havia sido feito.
"Pronto, Malfoy… agora não demore porque não sei quanto tempo podemos aguentar."
Quando ele estava prestes a entrar em mim, me olhou com os olhos arregalados como se uma bomba tivesse caído diante de seus olhos.
"Você é virgem. Certo, Granger?"
Tive vergonha de dizer que sim, então só afirmei com um aceno de cabeça.
"Isso vai doer, mas é só uma questão de segundos. Logo você gemerá meu nome pedindo por mais."
Fiquei apreensiva mas sabia que seria assim. Ele entrou em mim e aquilo era desconfortável. Quando ele foi mais fundo e rompeu meu hímen, grudei minha boca na sua para não gritar de dor. Ele parou de se mover e aos poucos fui me acostumando.
"Então? Posso?"
Sorri sensualmente e ele sabia que sim. Quando ele voltou a se mexer, ainda doía um pouco mas ele se concentrou em me beijar, usar uma das mãos para beliscar levemente um de meus mamilos e a outra para se divertir em meu clitóris, o que tornou tudo extremamente prazeroso. Nos separei do beijo e comecei a beijar seu pescoço e orelha, mordiscando-os algumas vezes.
"Granger… eu não… sei quanto tempo mais. Estou quase…"
Ouvi-lo dizer aquelas palavras, dizer que ele, Draco Malfoy, estava quase tendo um orgasmo porque estava transando comigo foi o ápice. Senti meu corpo sendo invadido por uma onda de prazer e tremores. Gemi alto e segundos depois, ele deu uma última estocada forte e gemeu no meu ouvido. Senti ele por dentro de várias maneiras e ri. Ri alto enquanto ele me puxava para mais um beijo.
"Meu Merlin. O que eu fiz?" Draco se afastou de mim, olhando ao redor: roupas jogadas no chão, seus braços e peito arranhados, uma ou outra marca em nossos pescoços. "Granger, você não…."
"Não contarei," o interrompi. "Você acha que sou louca? O que meus amigos diriam?"
"Os seus amigos? E os meus? E minha reputação, meus pais? Granger, isso tem que ser segredo absoluto." Malfoy parecia desesperado.
"E será," respondi firmemente, vendo Malfoy vestir-se novamente. Merlin, como era bonito!
"Pra uma sangue-ruim, você até que é boa. Nos encontramos em um armário qualquer para uns amassos, um dia desses."
Malfoy saiu sorrindo e não me deu tempo nem de dizer que nunca iria querer novamente. O que seria mentira pois eu percebi claramente naquele momento que nunca acharia alguém tão bom na vida pra me divertir quanto Draco Malfoy.
N/A: As frases em itálico são da música You and I, do One Direction. Algumas coisas têm sentidos diferentes quando se traduz do inglês para o português, como a primeira frase da música, portanto se o parágrafo referente aquele trecho não tiver nenhuma conexão com o mesmo para você, tente traduzir a frase em inglês "literalmente" ou só prestar atenção à tradução. :)
Estava morrendo de saudade daqui e pretendo escrever bastante. Não se esqueçam de deixarem reviews pra me dizerem o que acharam até aqui; tentarei não demorar mais de uma semana para atualizar. Veremos no que vai dar, certo?
Xx
