Assim que deitei minha cabeça sobre o travesseiro, não pude deixar de sorrir. Por Deus, Hermione. Onde você irá parar desse jeito? Meus pensamentos estavam a milhão, um por cima do outro. Demorei para pegar no sono.
No dia seguinte, me sentia renovada, mesmo com as poucas horas de sono. Acordei sorridente, antes que todas as garotas, tomei meu banho e ansiava por sábado. Não adiantava negar: eu estaria ansiosa e com uma sensação incrivelmente boa e agonizante até a saída para Hogsmeade.
Harry percebeu que algo de bom e diferente acontecia comigo. Depois de várias indiretas dele (que não passaram despercebidas por mim) pra tentar descobrir o que estava acontecendo e sem nenhuma resposta, ele provavelmente tirou isso da cabeça. Ou, pelo menos, deixou de pensar naquilo por algum tempo. Ele se preocupava comigo pois o tempo que tinha com ele e Ron era somente durante o café, já que era o único momento do dia em que Lavender não dava as caras e eu odiava ficar perto de Ron quando este estava se atracando com ela. Harry tentava ficar por perto para "controlar" um pouco o amigo. Ele sabia que eu sempre precisei de tempo com meus amigos para sentir-me bem, porém não tinha mais tempo para pensar nisso. As noites com Malfoy ocupavam cem por cento de minha cabeça. Alguns dias depois, na véspera de nossa saída a Hogsmeade, eu realmente não me sentia bem: minha cabeça girava e meu estômago parecia em chamas. Ansiedade, nervosismo e angustia, ao mesmo tempo, realmente não deveriam fazer bem. Não havia trocado um olhar sequer com Malfoy desde a última noite e sentia que ele poderia não aparecer no dia seguinte. Resolvi deitar-me mais cedo para tirar aqueles pensamentos de mim. Se ele não quisesse aparecer, ótimo. Não viveria por ele e continuaria minha rotina, mesmo sem o corpo do loiro.
Harry, Ginny e eu andamos até o vilarejo sem Ron, já que esse havia decidido ficar na escola com Lavender porque "poucas pessoas ficariam na escola e, assim, teriam um pouco de paz." Quem estava precisando de paz daqueles dois éramos nós então não pudemos dizer que ficamos chateados quando ele disse que não iria conosco.
Já era perto das duas horas quando estávamos no Três Vassouras, tomando cervejas amanteigadas e rindo de algumas garotas mais novas que suspiravam na direção de Harry. Foi quando Malfoy entrou, falou algo com seus companheiros de casa e, discretamente, piscou para mim. Não, decididamente ele apareceria e eu não negaria algumas horas com ele.
"Harry, Ginny," pisquei algumas vezes, "não estou me sentindo muito bem. Vou dar uma volta para ver se melhoro, está bem?"
Como presumi, os dois ficaram preocupados, me ofereceram ajuda e companhia, mas disse-lhes que queria um tempo sozinha. Menti aos meus melhores amigos por Malfoy. É bom que valha a pena.
Andei pelo caminho que dava na Casa dos Gritos olhando para trás e um pouco preocupada, já que ninguém poderia me ver e porque nunca havia entrado lá sozinha. A trilha que dava na porta da Casa estava cheia de grama e tinha alguns buracos, portanto tive que tomar cuidado ao andar por lá. Merlin, o que estou fazendo?
Abri a porta e me senti num daqueles filmes de terror trouxas: a porta rangia, existiam teias de aranhas para todo lado, o lugar estava imundo. Estava prestes a sair correndo quando me lembrei de todas as sensações que Malfoy poderia me oferecer.
Subi as escadas e entrei no primeiro cômodo que vi uma cama. O lugar estava nojento, cheio de pó, teias de aranha e ratos mortos. Senti-me realmente enjoada e sumi com toda aquela sujeira com um floreio de varinha. Obviamente, não se via nem sinal de Malfoy naquela casa. Comecei a me frustrar. Ele não viria, não é? Provavelmente ficaria zombando de mim com seus colegas idiotas da Sonserina e apareceria horas mais tarde, dizendo que não queria mais nada, só para me mostrar como eu era fácil de se substituir. Fiquei com raiva dele mas estava odiando somente a mim mesma, por ter continuado com aquela loucura. Desci as escadas e a porta se escancarou. Estava no último degrau e corri em sua direção, socando-lhe o peito.
"Você ía me deixar esperando, não? Eu te esperaria por horas enquanto você ficaria fazendo piadas sobre mim com os seus amigos idiotas e quando você finalmente apareceria, diria para eu ir embora e me chamaria de vadia. Não é? Você é um..." Não terminei a frase.
Sim, ele faria todas essas coisas. Se ele não estivesse parado bem à minha frente, olhando-me quase docemente.
"Não faria isso. E sim, eu sou um o que quer que você fosse me chamar."
O que? Draco Malfoy, sempre arrogante, estava concordando com um xingamento que nem lhe apliquei ainda? Fiquei sem jeito pelo olhar do garoto.
"Eu... Malfoy, eu..." Olhei-o suplicante e ele entendeu o meu pedido de desculpas implícito. Passou por mim e subiu as escadas, e eu pude escutar ele limpando ainda mais o quarto em que estive. Subi também e encontrei-o esperando por mim, sentado na cama.
"Esqueça isso, hein, Hermione," ele disse, sorrindo, piscando um olho.
Não me lembrava se algum dia na vida ele havia me chamado pelo meu primeiro nome. Andei em sua direção e sentei em seu colo, minhas pernas enlaçando sua cintura, e comecei a beijá-lo. Suas mãos estavam em minhas costas e ele puxava meu cabelo. Explorei sua boca com minha língua e ele deitou-se. Tirei sua camiseta e arranhei seu abdômen. Ele gemeu ao meu ouvido e eu arfei em meio ao beijo. Desci até o cós de sua calça e abaixei-a. Vi sua ereção por baixo da boxer branca. Beijei-o por cima do tecido e ele colocou sua mão em minha cabeça.
"Faça isso… por Merlin." Suspirou, sorrindo maliciosamente. Tirei sua cueca e peguei-o com as mãos. Isso era inusitado para mim mas, pelo jeito que ele demonstrou repentino interesse, parecia ser para ele também. Movimentei minhas mãos, massageando-o de cima a baixo. Ele gemeu e resolvi fazer mais do que só aquilo. Quando coloquei-o na boca, ele arfou audivelmente. Sorri e continuei, acariciando-o com a língua, extremamente devagar.
"Granger, você está me torturando."
Ri e ele me puxou para cima num movimento inesperado. "Minha vez, querida." Ele tirou minha camiseta e meu sutiã e começou a beijar meus seios. Seus dedos acariciavam-me por cima da calcinha e eu arfava. Ele sugou meu mamilo, enquanto gentilmente beliscava o outro e eu me sentia no céu. Ele tirou minha calcinha e beijou no lugar certo, fazendo-me gemer.
Quando sua língua me tocou, explodi em prazer. Ele percebeu, mas não parou e fez ainda mais. Introduziu dois dedos em mim e fez movimentos insuportável e deliciosamente lentos.
"Malfoy... pare… de me torturar." Minha voz saiu rouca e ele me olhou divertido.
"Agora a senhorita sabe como me senti."
Sorri para ele e ele levantou minhas pernas, perfurando meu olhar com os olhos acinzentados. Pelo jeito que ele me olhou, achei que desistiria e simplesmente deitaria ao meu lado. Mas então quando sorri para ele, o garoto entrou em mim de uma vez e vi estrelas. Ele grudou seu corpo ao meu e os nossos lábios, e continuou fazendo movimentos fortes, enquanto gemia junto à minha boca. Quando comecei a jogar meu quadril para frente também, ele gritou e arquejou de prazer. Abri bem os olhos para vê-lo e sentia-me como uma rainha. E Malfoy, hoje, seria o meu rei.
Ele sugou a pele de meu pescoço e mais uma marca seria adicionada ali. Levantei-me um pouco, a fim de alcançar a pele de seu peito para fazer o mesmo mas meu mínimo movimento foi demais para nós dois. Gememos alto juntos, enquanto espasmos percorriam nossos corpos. Malfoy trocou nossas posições, ficando por baixo, enquanto minha cabeça estava enterrada em seu pescoço.
"Silence and sound… did they ever hold each other tight like us?"
(Silêncio e som… eles já se abraçaram apertado assim, como nós?)
Malfoy colocou-me ao seu lado, puxou um lençol e abraçou-me forte. Tudo que se escutava era nossa respiração uníssona, ofegante.
"Quero te encontrar mais vezes." Ele sussurrou ao meu ouvido, assim que conseguiu voltar a respirar normalmente.
Fechei os olhos. Estava escutando mesmo aquilo? Deveria ir adiante com tudo aquilo? Não… mas porque não? Por Ron? Nunca. Por Harry, talvez. Mas se ficasse pensando nos outros, nunca teria nada para mim mesma.
"Você sabe que não deveríamos. Mas sim."
Ele me olhou profundamente com os olhos que, se você olhasse bem de perto e quisesse ver, não eram tão acinzentados assim. Eram de um azul bonito, porém escondido. Beijou meus lábios e sussurrou:
"Tudo bem."
Ele fechou os olhos e eu voltei a fechar os meus. Em minutos, estávamos dormindo.
