Emmett ON
Eu não sei o que estava acontecendo ali, mas sentia e sabia que não era nada bom. Eu podia ver a expressão de surpresa no olhar do meu pai e o medo no olhar da minha mãe, aquela velhota não era uma humana tão comum assim.
Foi instinto, a primeira coisa que os 5 fizeram foi correr na velocidade vampiresca para a frente dos nossos pais, rosnando para a velhota que se surpreendeu ao nos ver.
-Mas o que você pensa que está fazendo velhota? -Perguntei fechando os punhos enquanto ela guardava o tal medalhão no bolso da saia cinza, e nos encarou com um sorriso sínico. Pelo menos eu achei que fosse sínico.
-Presumo que sejam seus filhos senhor Cullen, realmente são jovens adoráveis. -Ela comentou e eu pude ouvir Jasper rosnar pra ela tanto quanto eu, quando alguma coisa ameaçava a Alice ou a mamãe aquele menino se transformava, ele ficava louco. -Três rapazes e duas moças...
-Não sabemos quem você é nem de onde você veio, mas deve ser muito tola ao entrar em uma casa repleta de vampiros! -Ele tomou a frente de todos como um bom soldado que sempre foi, mas uma ordem do superior nós fez parar dar alguns passos para trás.
-Não! -Caramba, papai sabia mesmo estragar a diversão de uma pessoa. -Calma, meus filhos, calma...Não toquem nela. A mãe de vocês está bem crianças, não precisam se preocupar...-Ele se levantou ajudando a mamãe a fazer o mesmo, ela se apoiava nos braços dele enquanto ele com uma mão segurava seu ombro e com a outra a deixava se apoiar. A minha mãe levou uma das mãos aos seios, dando a entender que havia alguma coisa ali, bom, morrer do coração ela não iria já que vampiros não tem coração pulsante.
-Papai o senhor tem certeza? -Perguntei sem tirar meus olhos daquela velha, o olhar dela era tão frio que era capaz de petrificar uma pessoa. Caralho de mulher estranha mano.
-Podemos resolver isso enquanto o senhor cuida da mamãe. -Edward entrou na jogada e também se manteve ao nosso lado, formando uma especie de barreira na frente das meninas, embora não precisasse.
-Eu já disse que está tudo bem. -Ele assegurou mais uma vez, dessa vez mais firme como uma ordem. -Foi apenas um mal entendido que já se resolveu...
-Seus filhos devem ter escutado toda a nossa conversa senhor Cullen, afinal de contas os vampiros tem uma audição muito apurada, então o assunto que tratei com o senhor não deve mais ser um segredo para eles. Eu terei que ir agora, minhas meninas farão um feitiço de localização para saber onde os ossos da minha irmã estão nesse momento e voltarei a me encontrar com o senhor para lhe avisar...eu só peço que considere o meu pedido de ajuda. -A velha voltou a se apoiar, e com alguma dificuldade andou até a porta.
-Edward abra a porta para a Senhora Sinclair por favor. -Meu pai pediu ao passar as mãos nos cabelos como quem está em uma situação na qual não vê uma saída.
-Tudo eu. -E o pirralho ainda reclama. Ele foi até a porta e a abriu sem encarar a velha, ela passou e meu maninho fechou a porta a trancando. -Ok...alguém mais se sente perdido aqui?
Os 5 levantaram as mãos ao mesmo tempo, até que papai colocou as mãos na cintura e respirou fundo, caraca, eu nunca tinha visto meu pai tão perdido daquele jeito. Normalmente Carlisle é um homem decidido, é o que eu diga quando ele decide que estamos ferrados com ele. Mas naquele momento ele não estava sendo tão decidido assim.
-Crianças, sentem-se aqui por favor, eu preciso conversar com a mãe de vocês. mas depois eu falarei com todos está bem? -Ele perguntou apontando para o sofá e nos entreolhamos confusos.
-Papai está acontecendo alguma coisa? -Alice perguntou por que sabia que Carlisle não mentia, nunca mentiu, e muito menos pra ela, então ele apenas concordou com a cabeça. Para vocês terem uma ideia de como ele não aceitava mentiras dentro de casa, ela era uma regra da família, não mentir uns para os outros, por que assim gera confiança e todas aquelas coisas que só Carlisle Cullen sabe dizer mesmo.
-Sim minha princesa, está sim, mas eu só poderei falar com vocês depois que falar com a mamãe tudo bem? -O que mais tínhamos a dizer? Nada, o jeito era esperar que ele conversasse com a mamãe para poder vir conversar com a gente, mano, isso está muito sinistro pro meu gosto.
Esme ON
Eu estava pasma, sem reação, sem algum tipo de pensamento formado ou concreto para identificar o meu estado naquele momento. Eu esta confusa? Com medo? Acho que nem o melhor psicologo do mundo conseguiria me ajudar, eu estava me sentindo perdida dentro da minha própria casa e esperava que Carlisle tivesse uma boa explicação para me dar, que ele me falasse por que aquela mulher estava na nossa casa, o que ela queria com ele e por que ela enfiou a mão dela entre meus seios, e o mais estranho, como existia um medalhão de ouro dentro de mim esse tempo todo e eu nunca havia sentido nada a respeito? Eu e meu marido nunca tivemos segredos um com o outro, nunca! Desde as coisas mais felizes até as mais triste, tudo dividíamos entre nós por isso existia confiança e por isso que formávamos uma boa dubla de razão e emoção.
Entrei no nosso quarto e logo em seguida ele entrou fechando a porta. Me virei para Carlisle procurando explicações de sua parte, e ele me olhava como uma criança que acaba de ser pega comendo doce antes da janta, estranhei aquela expressão dele.
-Carlisle por favor me fale o que está acontecendo...-Pedi da maneira mais calma e humilde possível, coisa que não era incomum para mim.
-Meu amor por favor se sente. -Ele me pediu com carinho mas eu neguei com a cabeça.
-Não, não quero me sentar. -Eu não estava irritada com ele, eu estava confusa, e me sentar não ajudaria-me em nada. Mas com o mesmo tom doce que eu falo com ele sempre desde que nos conhecemos, eu falei. -Eu quero saber o que está havendo meu amor...
-Esme é uma historia complicada, mas eu admito que não fui justo com você em não lhe contar isso. Admito que isso foi uma grande falha minha já que sempre fomos confidentes um do outro desde o dia em que lhe conheci...mas quando você souber de tudo eu peço que me compreenda, é uma assunto delicado pra mim, tanto quando o assunto do seu primeiro bebê é pra você. -Fechei os olhos com expressão de dor, mesmo depois de tantos anos, aquilo ainda me feria só em tocar no assunto. -Desculpe meu amor...
-Tudo bem...-Murmurei mas ele conseguiu escutar.
-Eu realmente não sei por onde começar a lhe contar isso...-Continuei o olhando com a quela expressão. -Aquela senhora que estava aqui se chama Esmeralda Sinclair, ela veio de San Francisco até aqui em minha procura, em procura de ajuda.
-Ajuda? -Perguntei.
-O cemitério de San Francisco foi atacado ontem a noite, eu tinha lido no jornal antes mesmo dela chegar aqui. Uma bruxa violou o tumulo da irmã de Esmeralda e roubou seus ossos, causando uma enorme destruição.
-Bruxa? -O olhei incrédula. -Bruxas existem mesmo?
-Assim como nós, os vampiros. E assim como os lobisomens também, é quase impossível algo não existir nos dias de hoje. -Concordei com a cabeça ainda surpresa. -Esmeralda Sinclair também é uma bruxa, possivelmente líder de algum dos covens de San Francisco, por isso ela detectou poder espiritual em você e por isso também que ela conseguiu deduzir que aquele medalhão estava dentro de você. Ele pertencia a Eva, irmã de Esmeralda e por isso ela consegui enxerga-lo. Acredito que ela não tinha intensão nenhuma em lhe machucar querida, ela só queria ter a certeza de seu palpite.
-De que eu sou a reencarnação de Eva? -Perguntei e meu marido concordou com a cabeça. -Por Deus Carlisle, agora isso?
-Eva não era só uma bruxa qualquer, pelo que eu entendi, ela era uma sacerdotisa bruxa que era responsável em matar vampiros e lobisomens que fizessem algum mal aos humanos e as bruxas de sua região. A bruxa que roubou seus ossos certamente ira usa-los para trazer a Eva de volta com algum tipo de magia que eu não conseguir entender só pela explicação de Esmeralda. Resumidamente, Esmeralda está pedindo minha ajuda para recuperar os ossos de Eva antes que essa tal bruxa faça alguma loucura com eles. -Ele me explicou e eu concordei com a cabeça, mas ainda tinham mil perguntas em minha mente e eu queria faze-las.
-Ok...mas por que você? -Perguntei e ele entortou um pouco a boca. -Por que ela justamente veio atrás de você? O que você tem haver com toda essa historia meu amor?
Perguntei e ele me olhou com calma, porém eu jurava que sua cabeça estava em um turbilhão de coisas, eu sabia quando algo o preocupava, quando algo não estava bem por termos tantos anos de casados, aprendemos a conhecer gestos e expressões um do outro. Esperei sua resposta por alguns minutos.
-Por que eu e a Eva tivemos um romance. -O olhei surpresa, eu não poderia esperar nada a mais, eu fiz uma pergunta, e ele me deu uma resposta. -Um...breve romance.
-Um romance? -Senti algo embrulhar o meu estomago, me virei de costas pra ele e coloquei a mão no local que havia sido perfurado e fechei os olhos respirando fundo. Como assim? Um romance? Mas...contamos tudo um pro outro, somos confidentes, parceiros, marido e mulher, eu havia contado toda a minha vida, tudo mesmo para ele. Ele sabia dos meus traumas, das minhas cicatrizes, dos meus medos, das minhas melhores lembranças...dos meus namorados, embora eu tenha tido apenas um em minha vida humana, e depois apenas um como vampira, que foi ele. -Mas...
-Eu sei que você achava que eu tinha lhe falado de todas as namoradas que eu tinha tido na minha existência, mas...com a Eva foi diferente, Esme, com ela não foi apenas mais um namorico ou apenas uma coisa sem tamanha...importância. -Quanto mais ele falava, mais meu coração se apertava mesmo sem poder fazer isso, me senti traída pelo meu próprio marido, me senti uma boba por abrir minha vida para ele até o fim e ele ter me escondido algo que parece que retornou para atormenta-lo, ou me atormentar...ou pior, atormentar minha família. -Eu sinto muito querida...
-Sente? -Perguntei sentindo minha voz embargar, mas o que eu menos queria era chorar naquele momento. Me virei para encara-lo, eu nunca tinha dado um goto mais seco do que aquele em todos esses anos. -Por que você não me contou nada?
Minha voz quase que não saia.
-Eu não sentia que isso fosse tão relevante...-Ele estava sendo honesto comigo, pelo menos eu achava que sim. Queria poder apenas entender. -Mas com tudo isso acontecendo...com o roubo dos ossos dela as coisas mudaram completamente de figura.
-E se tudo isso não tivesse acontecido? -Perguntei e ele me olhou de forma curiosa. -Você me contaria sobre isso? Sobre a Eva?
Seu silencio foi sua resposta. Respirei fundo, mesmo que não precisasse mas era um dos costumes humanos que ainda ficaram em mim. Até que me lembrei das palavras da velha senhora um pouco mais cedo...
"Idêntica. Agora sei por que ela deve ser sua esposa."
Senti um calafrio percorrer minha coluna.
-Então foi por isso? -Perguntei. -É por que sou parecida com ela? É por que você viu a Eva em mim? Se eu não fosse tão parecida com ela hoje estaríamos juntos Carlisle? Ou eu estaria morta, assim como ela?
-Meu amor! -Ele falou como se não acreditasse que sua doce esposa poderia falar tais coisas, e eu admito que realmente não conseguia, mas me vi cega de ciumes, de medo, de incerteza até sobre a minha própria origem. -Esme me escuta...
-Meu amor? Carlisle eu lhe contei tudo sobre a minha vida, não há um único passo que eu tenha dado que você não sabia por que eu confiei em você tudo o que eu tinha guardado dentro de mim, e eu achava que você tinha feito o mesmo!
-Esme eu fiz! Eu fiz sim, mas como eu já disse, todos nós temos nossas feridas. Não era fácil para mim lembrar sobre tal assunto.
-E ela foi tão importante para você a ponto de você se quer comentar sobre ela?
Meu marido ficou mudo por alguns minutos.
Abracei meu corpo como se meus braços fossem um escudo protetor.
-Esme, é delicado para mim falar sobre isso por que o fim que a Eva teve foi um dos piores. Ela foi morta, eu estava viajando a trabalho em nome dos Volturis, e quando voltei soube o que tinha acontecido e jurei para mim mesmo tentar esquece-la e seguir com a minha vida. Depois apareceu o Edward que pôs fim na minha solidão e na minha angustia de ficar sozinho para o resto da eternidade. Logo em seguida você apareceu para mim, Esme, eu admito que sua semelhança com a Eva foi o fator principal por eu ter me encantado por você na primeira vez em que lhe vi mas com o passar do tempo eu pude notar que nada em vocês se parecia, além dos rostos, eu pude esquece-la, eu a esqueci por você, para viver com você e para você, para criarmos uma família linda que temos hoje, nosso filhos são as crianças mais perfeitas que eu já pude ver na terra, nosso lar é estável e saudável, nós dois nos amamos...-Ele pegou nas minhas mãos com carinho, me fazendo fixar meus olhos nele. -Sim, Esme, por que eu te amo com todas as minhas forças e sei que você também me ama querida...Sabe por que eu não achava relevante esse assunto?
Neguei com minha cabeça e ele deu um sorriso de canto de boca, do jeito que só ele sabia dar, e que só ele me deixava louca quando o via.
-Por que esse assunto não iria acrescentar nem diminuir o que sinto por você. -Ele era um perfeito cavalheiro e galante, sabia usar as palavras de acordo com suas emoções e se preocupava em não machucar as outras pessoas.
Era isso que diferenciava Carlisle de todos os homens que eu conheci, ele pensava nos outros antes de si, mesmo que com isso ele mesmo acabasse machucado. Um homem forte, dedicado a família, muito inteligente e com um coração do tamanho do infinito, eu não conseguia ficar zangada com ele por muito tempo por que eu sabia que suas palavras me desarmavam com sua veracidade e com sua intensidade. Um ser doce, compassivo com o próximo...então ele podia sentir apenas pena da Eva por ter morrido jovem e de maneira trágica, podia ser apenas isso.
Nós dois já tivemos nossas crises de casamento ao longo desses séculos que estamos juntos, mas nada muito grave. A briga mais "pesada" que tivemos, se posso dizer assim, foi quando os meninos aprontaram na escola sobre alguma coisa com papel higiênico, eu nem me lembo bem o que foi essa arte, mas lembro que Carlisle ficou pra não viver quando foi chamando pelo diretor da escola para falar sobre o ocorrido, nossa, meus bebês pareciam estatuas na parte de trás do carro do pai, não mexiam um músculo e não falavam uma palavra, e durante todo o percurso eu ensaiava na minha mente meus argumentos para usar caso Carlisle resolvesse bater nos meninos, já que eu sou completamente contra esse método de disciplina usado por ele e pela Sasha, um castigo e a triada de privilégios seriam o suficiente para mim. Mas para eles não, e admito que Carlisle é mais maleável que Sasha nesse quesito, pois quando ela pega uma das filhas para bater, ela usa apenas o cinto e não tem medo de deixar vergões nas meninas, até meu marido achava que aquilo era pesado de mais, mas como sempre, Sasha nunca escuta ninguém. Então Carlisle tinha resolvido dar umas palmadas nos três pela travessura e é claro que me coloquei em defesa dos meus filhos, coisa que já era comum de minha parte. Mas a medida que eu falava para defende-los, Carlisle os acusava, pois já tinha acontecido outra travessura com aranhas, mas os Jasper não estava no meio dessa. Só sei que acabamos discutindo na frente das crianças, no que resultou 3 dias sem nos falar, sem nos tocar e sem se quer olhar um para o outro. Porém depois que fizemos as pazes, ficamos mais grudados um no outro como nunca, se é que me entendem...
Pronto, essa foi a briga mais ''pesada'' que tivemos até hoje, mas isso só foi possível por sempre confiarmos um no outro.
-Desculpe meu amor...-Ele falou quase que um murmurio, só para que eu escutasse.
-Hum...-Neguei com a cabeça. -Eu que peço desculpas meu amor...eu não devia desconfiar desse jeito de você.
-Mas você tinha esse direito, eu fui injusto com você. Mas eu prometo que a partir de agora nada será guardado só pra mim, o que eu pensar você saberá, por que do mesmo jeito que você confia em mim, eu confio em você. -Ele respondei e eu dei um sorriso, senti ele me puxando para um abraço e o aceitei, me sentindo um pouco melhor, um pouco mais feliz por ter sido presenteada por Deus com aquele homem tão incrível. -Não gosto de brigar com você...
-Nem eu minha vida. -Ele respondeu me dando um beijo no topo da cabeça, levantei meu rosto para olha-lo ainda o abraçando, ele abaixou a cabeça e nossos lábios se encontraram, num beijo caloroso e cheio de amor. Depois daquele beijo, nos olhamos e sorrimos um para o outro. -Bom...agora eu tenho que contar toda essa historia novamente para as cinco cabecinhas ali em baixo...
Sorri.
-Pois é, talvez para aquelas cinco cabecinhas essa historia não seja TÃO surpreendente, afinal de contas, nem tudo você conta a eles.
-Um casal precisa da sua privacidade. -Ele beijou minha bochecha carinhosamente.
-Mas então querido...se essa historia se concretizar, o que vai acontecer se essa tal bruxa trouxer a Eva de volta? -Perguntei e ele mudou de expressão, ficou pensativo.
-Eu não sei...segundo Esmeralda, até as próprias bruxas estão com medo que isso possa acontecer. A alma da Eva pode ser distorcida, só Deus sabe o que ela poderá fazer se não estiver em seu juízo perfeito.
-E ela é tão poderosa assim?
Esmeralda Sinclair ON
Joguei a areia negra por cima do mapa aberto em minha mesa, ele era antigo, estava com as bruxas da minha família a anos e pertenceu a minha irmã. Peguei o pequeno punhal de prata que estava enrolado em uma manta cinza e fiz um curto corte em meu dedo indicador, fazendo com que o sangue pingasse sobre o mapa e se misturasse a areia negra.
-Animam perditum invenies alio mundo, qui cavere non possumus, vobis iuvenes collocare magam que tendit reliquiae revertentur. -Falei na comum língua das bruxas, o Latim. Traduzido, eu falei:Localize-se alma perdida de outro mundo, o que não pode te guardar, localize os restos da jovem bruxa que tende a retornar.
Se Clarisse não tiver feito um feitiço para se camuflar, eu irei localiza-la. Não demorou muito até que a mistura da areia negra com meu sangue começou a se mover sobre o papel envelhecido, lentamente iria formando uma linha escura sobre o mapa enquanto eu repetia as palavras para que o feitiço de localização continuasse. Até que a linha parou de se mover. Não me surpreendi onde ela parou.
Noruega. Próximo de Preikestolen.
Lá existe uma grande quantidade de poder para canalizar, Clarisse não deve ser tão forte e por isso escolheu esse lugar. Covarde Com auge no século 17, a onda de perseguições a pessoas supostamente ligadas à feitiçaria causou cerca de 50 mil mortes por toda a Europa. Na Noruega, a maioria das execuções aconteceu em Vardo, uma das primeiras cidades a se formar no país. Incapazes de reunir provas concretas, os oficiais do Tribunal do Santo Ofício interrogavam e torturavam centenas de acusados e, como teste final, os atiravam ao mar. Se o corpo boiasse, era prova de culpa, e a pessoa seguia para a fogueira. Almas que querem vingança...é claro.
Peguei aquele aparelho celular que ganhei de minha tataraneta mais velha, a Jade, e disquei para o numero do Dr. Cullen que foi salvo por ela mesma.
Chamou um pouco, até que foi atendido.
-"Dr. Cullen falando."
-Senhor Cullen...aqui é a Senhora Sinclair, eu localizei os ossos de minha irmã. O senhor e sua mulher vão precisar fazer as malas, a viagem será longa.
