Depois de anos finalmente estou atualizando a fic.

Espero que me perdoem, mas aconteceram tantas coisa que acabei esquecendo-se da fic. Depois perdi a senha da minha conta... Mas a partir de agora irei finalizar a fic e espero que vocês acompanhem.

Agora chega de enrolação e vamos a historia, que está mais do que atrasada.

-E ele tentou agarrar você? –Kagome estava contando para Sango sobre sua breve conversa com Inuyasha Taisho, só que sua amiga não parecia estar entendendo bem o que havia acontecido.

-Sango você poderia parar de imaginar um pouquinho e escutar o que estou falando? –Sango era sua melhor amiga desde que se conheceram no colegial e desde sempre sua amiga tem paixão por livros de romance de todos os gêneros o que faz com que ela tenha uma imaginação muito vasta. –Nós discutimos, você entende isso? Aquele cara é o novo dono da casa e isso faz dele o novo patrão da minha avó.

-Você esta preocupada que isso faça com que ele a despesa? –Kagome afirmou, estavam no intervalo da aula, ainda tinham algumas pessoas na sala, estavam no segundo período do curso de historia da arte. –Você mesma disse que sua avó trabalhou naquela casa a vida toda, ele teria que ser muito cruel para despedi-la por isso.

-Você ainda não o conheceu. –as duas foram interrompidas pela chegada do professor e Kagome teve que adiar a conversa.

-Vamos fazer assim. –sussurrou Sango para não serem ouvidas pelo professor. –Por que você não vai dormi lá em casa, Miroku alugou uns DVD vamos passar a noite toda assistindo filmes e falando mal desse . –as duas riram chamando a atenção do professor que as repreendeu.

Kagome se sentiu um pouco mais aliviada, estava um pouco nervosa em rever Inuyasha ele fazia seu coração acelerar e a irritava ao mesmo tempo, o melhor a fazer era ficar longe dele o mais tempo possível.

Ele agora entendia porque seu tio preferia morar na cidade e não tinha nada a ver com nenhuma maldição, a não ser que aquela casa estivesse amaldiçoada a ser tediosa, não estava acostumado a não ter nada a fazer, na verdade cada minuto do seu dia era sempre ocupado.

o jantar está pronto. –anunciou Kaede parada a porta. –Já posso mandar servir.

-Prefiro comer aqui no escritório mesmo. –não via necessidade de ir jantar na enorme sala de jantar sozinho.

-Como preferir. –ela ia se retirar, mas Inuyasha a interrompeu.

-Não vi sua neta hoje... –ele clareou a garganta, tentando parecer indiferente. –Pensei que ela a ajudasse com o trabalho. –sabia que não ela não trabalhava, mas tinha que disfarçar.

-Não senhor, minha neta não trabalha na casa, embora ela insista em me ajudar, ela foi para a faculdade pela manhã e me ligou avisando que não voltaria para casa hoje. –Kaede parecia curiosa. –Algum problema?

-Não, só estava curioso.

-Espero que isso não seja um problema senhor. –disse Kaede agora um pouco preocupada. –O seu tio não se importou quando eu a trouxe para morar comigo, mas se o senhor se incomodar...

-Isso não me incomoda em nada. –disse Inuyasha interrompendo Kaede. –Mas se me permite perguntar, por que ela veio morar com a senhora? –Kaede ficou uns minutos encarando Inuyasha e ele já começava a imaginar que fez uma pergunta sobre algo que não era da sua conta.

-Meu filho e minha nora morreram em um acidente de carro quando ela tinha oito anos. –Inuyasha ficou em silencio, isso o fez lembrar da morte de seus pais. –Eu sou a única pessoa que ela tem, por isso quis que ela viesse morar comigo, claro que seu tio havia permitido.

-Deve ter sido muito difícil para ela, não é? –Kaede não entendeu o sua expressão seria.

-Sim, eu imagino que tenha sido.

-Obrigada Kaede e pode trazer o jantar. –depois de ficar sozinho ele recostou na cadeira e se perguntou de onde vinha esse interesse na jovem, talvez fosse por ela lhe proporcional um pouco de divertimento no meio de tanto tédio. –Com certeza é isso. –disse a si mesmo e se obrigou a pensar em algo que não fosse a jovem de cabelos negros e olhos azuis que não saia de sua cabeça.

-Obrigada pelo convite Sango, com certeza isso aqui esta melhor que aturar a cara do Inuyasha.

-Inuyasha? –Sango sorriu divertida. –Já esta chamando ele pelo primeiro nome. –Kagome sentiu as bochechas ficarem vermelha.

-Foi sem pensar.

-Sei. –disse Sango nada convencida disso.

-Aqui estão as bebidas. -Miroku vinha da cozinha trazendo uma bandeja com vários refrigerantes. –Então qual filme vão querer assistir primeiro? –disse olhando os vários DVD em cima da mesinha de centro.

-Você trouxe o que eu pedi? –perguntou Sango se juntando a ele.

Kagome os observou num misto de inveja e divertimento, quando ela conheceu Sango ela já namorava Miroku e depois que se formaram no colegial eles passaram a morar juntos, aqueles dois eram realmente apaixonados um pelo outro. Aquilo era exatamente o que sempre sonhara para si própria, mas que já começava a pensar que nunca encontraria. Era como se ela estivesse procurando algo, mas não sabia o que era.

Ela não sabia onde estava, mas era um lugar tão familiar, ela olhou em volta e não via nada, mas então de repente ele apareceu na sua frente, o mesmo homem que sempre aparecia em seus sonhos, ela não conseguia ver seu rosto claramente, mas seus lábios se mexiam como se ele falasse alguma coisa, mas ela não conseguia ouvir, ela começou a andar em sua direção, mas conforme ela se aproximava ele se afastava, começou a sentir um aperto no peito, por que não conseguia se aproximar dele.

-Não vá! –gritou Kagome despertando, ela se sentou rapidamente e olhava em volta atordoada, sua respiração estava acelerada, com forme ela se acalmava lembrou que estava na casa de Sango, ela e Miroku estavam dormindo no outro lado do sofá, tinham dormido na sala.

Ela se levantou e foi até a cozinha, bebeu um pouco de água para se acalmar, tivera o mesmo sonho outra vez, embora dessa vez tenha sido diferente, foi a primeira vez que pode ver pelo menos uma parte do rosto e ele lhe dizia alguma coisa, mas ela não conseguia ouvir.

–será que estou ficando louca?

-Aconteceu alguma coisa Kagome? –Sango apareceu na cozinha com o rosto sonolento como se houvesse acabado de acordar.

-Não eu só estava com um pouco de sede. –disse forçando um sorriso.

-Está bem, você me ajuda a levar o Miroku para o quarto. –ela suspirou. –Ele dorme igual pedra. –disse desanimada, Kagome não conteve o riso.

-Vamos lá pegar o belo adormecido. –e as duas saíram da cozinha rindo.

Inuyasha estava voltando de sua caminhada quando viu um carro parado na entrada da casa, ele se aproximou a tempo de ver Kagome saindo do carro, ela conversava animada com um rapaz dentro do carro e depois de se despedirem ele saiu.

-Então ela tem namorado. –ele não sabia o porquê de se sentir irritado de repente. Ele foi direto para o escritório e ligou para Myouga. –Nenhuma novidade ainda?

-Sinto muito , mas como eu havia dito não seria faço acha-lo, estou fazendo tudo ao meu alcance.

-Preciso resolver isso o mais rápido possível.

-Eu entendo senhor, não se preocupe, se seu tio teve um filho irei acha-lo.

-Espero que sim. –disse e desligou, ainda estava irritado e ele nem sabia o por que.

Mas uma semana se passou e Myouga não deu nenhuma noticia. Como ficar dentro de casa não o animava muito, aquelas terras eram bem grandes e se sentiu curioso em conhecê-las era melhor que ficar dentro daquela casa o dia inteiro.

-Bom dia senhor Taisho. –ele se virou e viu Kagome vindo em sua direção ao de um lado um garanhão negro que ela puxado pelas rédeas.

Ele a tinha evitado nos últimos dias assim como sabia que ela o evitará também.

-Pensei que não quisesse nem olhar na minha cara. –disse cruzando os braços.

-Direto ao ponto não é. –ela sorriu divertida e ele sentiu vontade de sorrir também. –Eu pelo menos tenho educação em cumprimentar as pessoas.

-Se é assim. –ele deu o sorriso mais sedutor que tinha. –Bom dia senhorita Higurashi, onde esta indo tão alegremente nessa manhã?

-Estou indo cavalgar um pouco. –sorriu disposta a entrar no jogo dele. –Gostaria de me acompanhar? –claro que ela não esperava que ele aceitasse, mas para sua surpresa ele aceitou.

-Estarei aqui em alguns minutos. –disse Inuyasha a segurando pelo queixo. –Assim podemos aproveitar para você me mostrar o lugar. –e deu as costas para Kagome seguindo para a casa.

-Você sabe cavalgar? –ela perguntou ainda confusa com a atitude dele, ele se virou para ela e Kagome sentiu um arrepio na espinha.

-Lhe garanto que tenho bastante experiência nisso, posso lhe mostrar qualquer dia. –Kagome sentiu suas bochechas ficarem vermelhas, o sorriso e o olhar de Inuyasha lhe davam a impressão de que ele não se referia a cavalos, sabia que não devia ter ouvido sua avô e convidado Inuyasha para ir com ela.

******** Alguns minutos antes**********

-Acordou cedo hoje. –disse Kaede ao chegar a cozinha e encontrar Kagome tomando o café.

-Estava pensando em ir cavalgar.

-É uma ótima idéia. –disse se sentando. –Por que não leva o com você. –Kagome quase engasgou.

-Esta falando serio?

-Por que não, ele não conhece nada por aqui e sempre passa do dia inteiro dentro da casa, ele deve estar entediado.

-Mas o que eu tenho a ver com isso? –ela disse desesperada. –Por favor vovó não me peça isso.

Ela já devia imaginar que não conseguiria fazê-la mudar de ideia e agora aqui estava ela cavalgando ao lado de Inuyasha, mas pelo menos havia uma coisa boa nisso, pensou sorrindo divertida, ver Inuyasha Taisho quase caindo do cavalo varias vezes não tinha preço.

-O que você havia dito sobre ter muita experiência em cavalgar. –ele lhe lançou um olhar irritado o que só aumentou sua diversão.

-Vamos para o meu quarto que lhe mostro minha experiência. –Kagome se calou, com certeza devia estar igual a um tomate de tão envergonhada. –Pelo visto você não tem nenhuma experiência não é?

-Isso não é de seu interesse. –disse Kagome e saiu em disparada.

-Kagome espera. –ela ouviu Inuyasha chamar, mas não parou quem ele pensava que era para falar daquele jeito com ela, continuou correndo até que ouviu o barulho de algo caindo, parou no mesmo estante e se virou. Inuyasha estava caído no chão inconsciente.

-Inuyasha! –gritou sentindo seu coração parar.

Ela não sabia o que fazer, pensou em levanta-lo, mas talvez fosse melhor não mexê-lo.

-O que eu faço? –perguntava a si mesma.

-Ficar parada me olhando não ajudará em nada. –disse sem abrir os olhos.

-Você não esta inconsciente? –ela não acreditava que tinha sido feito de idiota.

-Se eu não tivesse feito isso você teria me deixado, não é? –Kagome bufou irritava e fez menção de se levantar, mas Inuyasha a segurou pelo braço. –Espera, eu posso não estar inconsciente, mas isso não significa que não tenha me machucado.

-E onde se machucou?

-Além do meu orgulho? –ele estendeu a mão pra que Kagome o ajudasse a se levantar.

-Pensei que soubesse se virar sozinho. –ela sorria enquanto o ajudava a se levantar. –Acho melhor voltarmos.

-Espera. –Inuyasha pediu colocando as mãos nas costas. –Quero salvar o pouco de orgulho que me resta, não vou chegar em casa todo curvado como um velho. –Kagome tentava segurar o riso.

-Então espere aqui, eu vou tentar achar o seu cavalo. –alguns minutos depois Kagome voltou trazendo o cavalo. –Tivemos sorte que ele não foi muito longe, estava parado perto do riacho. –Kagome o prendeu junto do seu. –Então já esta se sentindo melhor?

-Você deve estar adorando toda essa situação, não é?

-Não costumo rir da desgraça alheia, mas confesso que foi engraçado.

-Não lembro de ter passado por uma situação constrangedora como essa antes.

-Pra tudo se tem uma primeira vez . –estavam sentado um ao lado do outro embora afastado. –Tenho certeza que seus pais tem historias engraçadas sobre você, os pais sempre tem.

-Mesmo que tivessem, seria meio difícil você perguntar para eles. –disse sem encara-la. –Eles morreram já faz alguns anos.

-Sinto muito. –ela se sentiu culpada, por experiência própria sabia como podia ser doloroso. –Não devia ter tocado nesse assunto.

-Não tem importância, isso foi há muitos anos atrás eu já tenho quase trinta anos, não posso mais ficar chorando pela morte deles, não é?

-E por que não? –ele o encarou. –Ainda hoje eu choro pelos meus.

-Imagino que para você tenha sido difícil já que ainda era uma criança.

-Como você sabe disso?

-Sua avó me contou. –Kagome o encarou por uns minutos e sorriu.

–Quem diria que teríamos algo em comum.

-Isso quer dizer que temos que nos dar bem? –perguntou fingindo pesar.

-Não necessariamente.

-Ótimo. –disse Inuyasha e sorriu sedutor. –gosto de provocá-la. –Kagome sentiu o rosto ficar vermelho. –E você fica bonitinha com o rosto vermelho.

-Você não tem jeito. –disse virando o rosto. –Mas se eu fosse você não perderia meu tempo, não vou cair no seu papo .

-Inuyasha.

-Hã?

-Me chame de Inuyasha, não gosto dessa historia de Senhor pra cá senhor pra lá, prefiro me que chame de Inuyasha.

-Como preferir... Inuyasha. –ele sorriu, era como se estivesse ouvindo seu nome pela primeira vez. –Acho melhor voltarmos, você precisa colocar gelo no seu... Orgulho. –disse segurando o riso.

-Certo, mas vamos andando não estou pronto para montar esse cavalo outra vez. –depois de voltarem Kagome explicou o pequeno acidente a Kaede e ela mandou que levassem gelo ao quarto de Inuyasha.

-Espero que você tenha um bom motivo para me fazer vim aqui há essa hora. –eles estavam em um dos bares da periferia de Londres, já passavam de duas da manhã alguns homens ainda bebiam e outras estavam caídos bêbados pelo canto.

-Tenho ótimas noticias para você. –disse o outro, ele parecia nervoso de estar ali afinal era um dos piores bairros de toda Londres.

-Duvido, a única noticia boa que você já me deu foi sobre a morte do velho. –disse sem esconder a raiva, virou toda a dose de uísque dentro da boca e bateu com o copo na mesa. –E mesmo assim ele fez questão de deixar tudo pra outra pessoa, foi uma perda de tempo adiantar a ida dele dessa pra melhor.

-Por favor, mantenha seus atos em segredo. –disse olhando para os lados. –Não quero ser seu cúmplice, por isso prefiro não ouvir.

-Tanto faz. –voltou a encher o copo. –Então que noticia é essa que você tem pra mim?

-Parece que o herdeiro do seu pa... –parou a ver o olhar de ódio do outro. –Parece que o novo dono da casa não quer a herança, ele esta disposto a passar tudo para o filho do antigo duque, inclusive já mandou procura-lo.

-Isso é verdade? –um sorriso sinistro surgiu em seus lábios. –Quem diria que as coisas acabariam assim. –ele começou a rir, um riso que fez seu acompanhante tremer.

-O que o senhor pretende fazer agora?

-O que mais. –esvaziou o copo outra vez. –Dar a eles o que eles querem.

-E você acha que vai conseguir acha-lo? –perguntou Kouga.

Inuyasha havia ligado para ele para informar sobre sua situação e se inteirar de como estava o escritório. Confiava em Kouga, mas gostava de estar interado de tudo que acontecia.

-Eu espero que sim, senão ficarei preso com essa casa sem poder vendê-la.

-E por que você não fica com ela, eu vi as fotos que você me mandou e é um lugar incrível. –Inuyasha não queria admitir que também tinha gostado do lugar, aquela era a primeira vez desde a morte dos seus pais que relaxava e se sentia em casa. –Se Ayame visse as fotos concerteza iria querer que o casamento fosse lá.

-Ca-casamento? –Inuyasha não tinha acreditado no que ouviu. –Como assim, vocês vão se casar, desde quando?

-É uma longa história, eu pretendia te contar quando você voltasse. –Inuyasha notou a alegria na voz de Kouga o que era uma surpresa.

Desde que o conheceu Kouga era o tipo de pessoa focada que não via mais nada sem ser seus objetivos e eles eram parecidos nisso, talvez por isso sua sociedade tenha sido tão produtiva, mas desde que ele conhecera Ayame Inuyasha vinha notando a mudança em seu amigo.

–Inclusive queria convidá-lo para ser meu padrinho, o que acha? –ouve um silencio Inuyasha não sabia o que dizer, ele não acreditava em amor, pra ele isso era só algo que servia para iludir e machucar as pessoas e agora ali estava Kouga completamente apaixonado. –Eu sei que você deve estar surpreso. –disse Kouga com o silencio de Inuyasha. –Eu também não achava isso possível, mas Ayame me mostrou o contrario, quando eu a conheci era como se tivesse encontrado algo que estava faltando em mim.

-Você realmente foi pego não é? –disse Inuyasha o interrompendo. –Mas se essa é sua escolha só me resta te desejar sorte.

-Então, vai aceitar ser meu padrinho? –Inuyasha não pode deixar de sorrir.

-Mas é claro, quem mais aceitaria ser seu padrinho. –eles ficaram conversando por mais algum tempo até Inuyasha decidir desligar.

-Que tédio. –disse Kagome jogada na cama, olhava pela janela de onde dava para ver a forte chuva caindo. –Quando chove assim não da pra fazer nada.

Justo quando Sango a convidou para uma festa, mas era impossível sair com o tempo assim. Ouviu uma batida na porta.

–Pode entrar. -com certeza era sua avô, ela ficou deitada com os olhos fechados, mas começou a estranham o silencio.

-Isso por acaso é um convite para eu me deitar com você. –ela abriu os olhos assustada se virou e viu Inuyasha parado ao lado da cama com os braços cruzados e um largo sorriso nos lábios.

Ela então olhou como estava vestida, o short que usava deixava uma boa parte da sua perna de fora e por estar deitada a blusa deixa sua barriga a mostra.

–O que você esta fazendo aqui? –disse se sentando rapidamente. –Agora deu pra invadir meu quarto?

-Eu bati. –disse se defendendo. –Você disse que podia entrar.

-Devia ter perguntado quem era.

-Devia mesmo. –ela o encarou sem entender, mas ele parecia irritado. –Qualquer um podia entrar aqui e ver você assim.

-Ok, mas o que você quer aqui?

-Preciso de você. –Kagome sentiu seu coração acelerar.

-Como?

-Eu estava dando uma volta pela casa e encontrei uma porta trancada, preciso de você para abri-la.

-Mas é a minha avô que tem as chaves da casa.

-Ela me parecia bastante ocupada, não quis incomodá-la. –ele sorriu para Kagome. –Você por outro lado parecia bem desocupada agora pouco. –Kagome sentiu seu rosto esquentar, por que ele sempre conseguia fazer com que ela se sentisse uma idiota.

-Está bem, só me de uns minutos pra mim me trocar. –disse se levantando. –Ou quer que eu ande pela casa assim? –Inuyasha a olhou de cima a baixo.

-Estarei esperando lá fora. –e saiu sem dizer mais nada.

Kagome não pode deixar de achar graça do comportamento dele, embora ao mesmo tempo achava estranho. Como em um espaço de tempo tão rápido eles haviam ficado próximos daquela maneira, era estranho o fato de que sentia como se o conhecesse a tanto tempo.

Alguns minutos depois ambos caminhavam pelo corredor que levava a parte de trás da casa.

-Hum...

-O que houve Kagome? –perguntou Inuyasha curioso.

-Eu não venho muito aqui, se não estou enganada esse corredor leva a ala original da mansão.

-Ala original.

-Sim, pelo que sei essa parte da mansão nunca foi mexida nem na reforma, ela se mantém igual ao que era desde o século dezenove. –ela o encarou com um brilho nos olhos, aquela era sua chance de conhecer uma parte da mansão que era proibida desde que ela era criança. –Foi um pedido do duque na época, ele queria que essa parte se mantivesse intacta, e o seu tio mantinha esse lugar trancado por isso não conheço essa parte da casa.

-Então pelo visto você não vai servi como guia não é? –ele suspirou. –Se eu soubesse tinha vindo sozinho.

-Espera. –pediu Kagome parando a sua frente. –Desde que eu vim para esta casa sempre quis vim para esse lugar, mas minha avô dizia que não era permitido e o lugar estava sempre trancado, esse é minha chance. –os olhos dela brilhavam de ansiedade e Inuyasha não pode deixar de sorrir, ela estava encantadora. –Por isso eu faço qualquer coisa... Qualquer coisa pra você me deixar ir com você.

-E desde quando você virou criança. –ele não pode deixar de rir, mas então seus olhos brilharam com a ideia que teve. –Você disse qualquer coisa?

-Er... –ela sentiu um arrepio na espinha.

-E o que você estaria disposta a fazer? –perguntou segurando o queixo de Kagome aproximando seu rosto do seu.

Ela pensou que seu coração fosse explodir de tão rápido que batia e em vez de empurrá-lo, ela queria que ele continuasse. Ele não disse nada, só olhava para aqueles profundos olhos azuis, ele esqueceu onde estavam sobre o que estavam falando, então com esforço ele afastou esses pensamentos.

–Eu vou pensar em algo. –disse e se afastou Kagome ainda ficou um tempo parada ofegante. –Você vem ou não?

-E-eu já vou. –ela se esforçou a se recompor e foi atrás dele.

Ela tinha que se acalmar, afinal com certeza foi um engano aquilo que ela viu refletido nos olhos dele, não poderia ser desejo, não é? Não que ela tivesse alguma experiência nisso, afinal em seus vinte e quatro anos nunca tivera um namorado, sua experiência amorosa era completamente zero. Ela suspirou desanimada, com certeza tinha se enganado.

Eles andaram mais um pouco até chegarem a uma enorme porta dupla, ela perecia ser antiga.

-acho que temos um problema. –disse Kagome.

-e qual seria? –disse Inuyasha sem encará-la, ainda estava perturbado pelo que tinha acontecido alguns minutos atrás.

-Nenhuma das chaves que temos serve para essa porta, olha a fechadura é antiga.

-Você não disse que sua avó tinha todas as chaves da casa?

-E tem, mas eu disse que essa parte da casa é especial, nem mesmo os empregados viam aqui.

Inuyasha olhava a porta pensativo, o que será que poderia ter de tão importante ali que ninguém podia entrar?

-Eu não acredito nisso. –lamentava Kagome. –Eu pensei que finalmente ia poder ver o que tem atrás dessa porta.

-Não se preocupe Kagome. –Inuyasha tinha um sorriso convencido nos lábios. –Nós vamos entrar ou eu não me chamo Inuyasha Taisho.