Capítulo IX ~ Só você e eu
Depois de três horas de sono, Dean acordou. Abriu os olhos e sentiu-se sem jeito ao notar que Sam o olhava com um sorriso bobo, deitado ao seu lado.
- Dormiu bem? – o ouviu perguntar num sussurro e assentiu com a cabeça.
- Sam... Eu... Começou a se expressar em voz baixa, mas não teve coragem de terminar. Queria dizer o quão errado se sentia. Queria dizer o que sentia ao irmão, mas havia aquela barreira em sua mente. Aquela maldita barreira. Suspirou e virou-se de costas para o outro. Sam notou que Dean estava estranho. Acariciou-lhe o braço e o beijou.
- O que houve? Hein? - perguntou baixinho, num tom sereno, ao mesmo tempo que abraçava o irmão por trás.
- Sam, me solta, por favor!
Dean conseguiu dizer, por fim, sentindo que o mais novo congelou atrás de seu corpo. O moreno sentiu seu coração se quebrar ao meio ao ouvir o outro falar daquele jeito, naquele tom tão frio.
- Tudo bem...
Conseguiu responder, com a voz tão fraca quanto as batidas de seu coração machucado. Levantou-se devagar da cama e deixou aquele quarto, caminhando na direção do próprio, fechando a porta devagar, assim que entrou e deitando-se em sua cama, logo começando a chorar.
Uma hora depois, Dean resolveu bater na porta do outro quarto. Não obtendo resposta, entrou devagar, encontrando o irmão deitado na cama, com o olhar perdido em um ponto que não sabia exatamente qual era. Estava encolhido, provavelmente com frio. Aproximou-se da cama, o cobriu devagar, mas antes que pudesse se afastar, o mais novo segurou em seu pulso:
- Fica! Precisamos conversar!
Ouviu o moreno sussurrar, logo olhando em seus olhos. O loiro suspirou e hesitou por um momento, mas assentiu com a cabeça e sentou-se na cama do outro.
- Por que me tratou daquele jeito? - Sam perguntou curioso, sentando-se na cama, mantendo suas pernas cobertas. Dean baixou o olhar. - Por que você é meu irmão e isso... Isso é doentio. - disse por fim, levantando a cabeça para olhar o outro. Sam arqueou as sobrancelhas, não acreditando no que o outro dizia. - Você é meu irmão, eu não posso te amar, não posso te beijar, não posso fazer sexo com você porque além de ser meu irmão é homem. O que o pai diria? Daria-nos uma surra. Não podemos fazer isso, é errado!
Dean continuou. Na verdade, ele não acreditava em uma palavra que dizia. Elas eram automáticas, foram pensadas e programadas enquanto o irmão chorava no outro quarto. Dean tentava racionalizar seu amor. Tentava se convencer de que não desejava o irmão, de que não era apaixonado por ele e que apenas estava confundindo um simples amor fraternal. Por aquele amor, considerado ''normal''.
- E daí? - perguntou Sam deixando o mais velho sem resposta.
- Que se dane o pai. Abandonou a gente pra ir caçar aquele maldito demônio. Não o vemos a quanto tempo? Um ano? Só sabemos que está vivo por mensagens de celular. E quem se importa se somos homens, irmãos ou o que mais for? Só você. Por que não esquece isso? Você estava acordado e ouviu o que aquele demônio disse, não ouviu? - perguntou, fazendo Dean baixar o olhar.
- Sim eu ouvi... Mas...
- Sam irritou-se. - Mas o que? Por que está fazendo isso, Dean? Por que faz isso com você, comigo, com nós dois? - Dean baixou a cabeça, enquanto o irmão continuava. - Eu sei que, aquele garotinho era você. Sei o quão carinhoso você pode ser, sei que você me ama, sei o que você sente e não adianta você fingir que está tudo bem. Não está, Dean! - O mais velho assentiu com a cabeça.
– Perdoe-me, Sam! Sempre menti pra mim mesmo e pra todos em volta, sempre me escondi, fingi que não havia nada. Perdoa-me. Eu acho que acabei criando uma barreira contra mim mesmo.
O moreno suspirou e ajoelhou-se na cama. Andou de quatro até o irmão, ficando por trás dele. O abraçou e beijou-lhe o ombro, depois o pescoço, parando com os lábios próximos à sua orelha.
- Não há mais por que se esconder, Dean, não tem mais motivos pra mentir, não tem mais pra quem mentir, somos só você e eu. Vamos viver isso! Não fazemos mal a ninguém, apenas nos amamos. Que mal há nisso? Sempre fomos só nos dois e sempre seremos assim. Só eu e você. - sussurrava próximo à orelha do irmão, enquanto lhe acariciava o peito por cima da camisa de manga com um ursinho estampado, que usava desde o dia anterior. Dean fechou os olhos e levou uma das mãos até a mão do mais novo, em seu peito.
- Eu pensei que você gostasse de mim como irmão. Se soubesse que me amava também, eu teria dito antes, não quando pensava que estava morrendo. - sorriu amargamente e abriu os olhos, virando o rosto para fitar o outro. Sam riu.
- Eu ia te contar naquele dia. Na verdade, estava esperando o demônio ser morto para então te contar, no fim do dia. Eu imaginava que você nunca mais iria querer olhar na minha cara. Sam sentiu seu rosto esquentar e baixou o olhar, envergonhado.
- Você sempre estava com uma mulher diferente, pra mim, você era mais que hétero, sei lá!
Terminou, com um suspiro. O mais velho beijou-lhe a mão e se virou, tocando o queixo do mais novo com o dedo indicador, fazendo-o levantar o olhar.
- Eu tentava satisfazer o desejo que tinha por você, mas que não podia contar a ninguém. Era torturante. Na maioria das vezes eu fechava os olhos e te imaginava ali, comigo. Então eu gemia seu nome e... Na maioria das vezes tomava um tapa na cara. - comentou, com um sorriso cafajeste, o que fez o moreno rir.
- Mas. falando sério, agora, eu te amo, Sam!
O loiro disse por fim, levando uma das mãos até o rosto do irmão, acariciando-o gentilmente, o que fez com que o mesmo pendesse a cabeça para o lado, procurando sentir melhor a mão do amado.
- Também te amo, Dean!
Disse baixinho, enquanto olhava nos olhos do irmão. O mais velho se aproximou e então beijou os lábios do irmão com carinho. Carinho que nunca havia expressado a ninguém. Carinho que havia guardado especialmente para aquele momento. Durante toda sua vida. Sam retribuiu aquele beijo com certa vontade, desejo que expressava com sua língua ávida que explorava toda a boca do mais velho. Que acabou gostando daquele gesto e logo subiu na cama, sem parar o beijo, engatinhando, ficando por cima do moreno, que se deitou novamente. Dean manteve seu corpo apoiado na cama, com os braços, enquanto uma de suas pernas, ficava entre as pernas do mais novo. Pararam o beijo, após um tempo e retomaram o fôlego. Se entreolharam com um sorriso cúmplice. Dean baixou a cabeça e iniciou uma série de beijos no pescoço do mais novo que arrepiou-se, levando as duas mãos para dentro de sua camisa, fazendo-o se arrepiar também. Logo, o mais velho havia puxado a camisa de Sam, que também não ficou para trás e puxou sua camisa. Agora ambos estavam com o peito nu, o que fez com que o mais novo resolvesse, passar as pontas dos dedos pelo tórax do irmão. Dean observou, mordendo o lábio inferior, ao ver o mais novo levar a mão até a calça de moleton que usava. Sentiu seu membro enrijecer e fechou os olhos por alguns segundos, enquanto roçava o membro na coxa do irmão. Sam gemeu baixo ao ser provocado e ficou excitado também.
- Dean... - O moreno gemeu, provocando o mais velho.
- Sam... Gemeu o outro em resposta, logo iniciando alguns beijos no tórax do maior, enquanto arrancava a calça de moleton que o outro, também usava. Arrancou aquela calça com tanta violência, que, não tinha muita certeza, mas achou que Sam teria se excitado mais ainda com isso, já que seu volume naquela boxer preta aumentou consideravelmente de tamanho. Levou uma das mãos até volume do mais novo e o acariciou, provocando alguns gemidos. Baixou a cabeça e sussurrou próximo à orelha do moreno:
- Sempre te quis desse jeito... Tão vulnerável... Sempre sonhei com você assim... Só meu e de mais ninguém... Quantas vezes me toquei pensando em quão apertado e quente você podia ser...
Mordeu a orelha do irmão, fazendo que que ele estocasse involuntariamente contra sua mão. Sam não aguentou e levou as mãos até a calça do mais velho, arrancando-a, junto da cueca. Deixando o membro ereto do outro à mostra e completamente livre.
- Ahhh, obrigado, Sammy... Tão bom, sem aquela maldita cueca me apertando! Aquela porra me apertou a vida inteira, perto de você, agora... Não preciso mais disso... Agora posso te foder como sempre quis...
O loiro continuou a sussurrar aquelas obscenidades, que deixavam Sam ainda mais excitado. Coisas que faziam seu membro pulsar. Logo Dean começou a baixar a cueca do mais novo. Sam levantou a cabeça para fitá-lo com um sorriso malicioso e, assim que ele terminou de tirar sua cueca, o viu sorrir, daquele jeito maldoso, aquele jeito cafajeste, ao ver sua ereção.
- Nossa, Sam... Não sabia que você era tão... Grande. - o mais novo riu maliciosamente.
- Um dia, você pode provar...
O loiro riu. Logo voltando a ficar por cima do moreno. Tocou com a ponta de seu membro, a entrada do mais novo, fazendo-o estremecer.
- Por favor... Vai com calma tá? Sam pediu, ao mesmo tempo que segurava nos ombros do mais velho e apoiava a cabeça entre o ombro e pescoço, do homem. Dean assentiu, penetrando lentamente a entrada pequena e apertada do irmão. Gemeu baixo, próximo ao ouvido dele.
- Você é exatamente... Como eu imaginava... Quente e apertado. - sussurrou num tom malicioso e continuou a penetrar o outro, lhe provocando gemidos altos e contrações nos músculos de todo o corpo.
- Ahh, Dean, você é tão gostoso...
Gemeu o mais novo, ao mesmo tempo que enterrava as unhas na pele do ombro do outro. Dean deitou a cabeça no travesseiro, próximo á cabeça do irmão. Fechou os olhos e sentiu a ardência em seu ombro. Mas não reclamou. Aquilo o excitava. Então começou a movimentar seu quadril bem devagar, provocando gemidos no mais novo.
- Gosta assim, Sammy?
Perguntou, ao mesmo tempo que arfava contra o travesseiro. Sam rebolou em seu membro, como resposta. Logo Dean começou a estocar com mais força. Levou uma das mãos até o travesseiro do irmão e apertou o mesmo, com força, fazendo seus músculos se destacarem em seu braço, fazendo com que o moreno os tocasse, enquanto gemia seu nome. O loiro também gemia o nome do mais novo, bem próximo á sua orelha, o que o provocava, e fazia com que rebolasse mais vezes em seu membro. Então o mais velho começou a estocar mas rápido e mais forte, colocando para fora todo o desejo que sempre guardou. Expressando sua vontade, seu tesão pelo corpo do mais novo. Sua excitação. Sam apertou seu braço com mais força e gemeu alto. O sentiu arquear as costas por baixo de seu corpo e rebolar em sua ereção, ao mesmo tempo que contraía sua entrada. Tudo isso fez com que Dean começasse a gozar dentro do mais novo, que logo o acompanhou e gozou contra seu abdômen. O mais velho relaxou, deitando o corpo por cima do irmão, que deu-lhe alguns beijos no ombro, enquanto sentia o sêmen do outro, ainda quente, escorrer por suas pernas. Logo o loiro saiu de sua entrada e deitou-se ao seu lado, fitando-o com um olhar tímido. O moreno virou-se e tocou-lhe o rosto gentilmente, provocando-lhe um sorriso.
- Fica junto comigo Sam? Pra sempre? - Dean pediu. Não tinha muito jeito pra esse tipo de coisa e esperava que o irmão entendesse isso. Sam riu e respondeu:
- Sim, Dean! Seremos só você e eu. Pra sempre! O mais velho aproximou-se e selou-lhe os lábios, acariciando seus longos cabelos, provocando um riso no mais novo, que acomodou-se na cama, deitando a cabeça por cima do peito do irmão mais velho. E assim ficaram. Durante horas. Apenas se curtindo. Aproveitando o que deixaram de aproveitar durante tantos anos. Se amando, silenciosamente. Carinhosamente.
Continua...
