Segundo Ano

Eu gostaria de pensar que sou uma boa pessoa. Quero dizer, tudo bem, eu tenho pavio curto e apenas um seleto grupo de amigos, mas eu não sou completamente horrível com ninguém. Então, o que eu fiz para merecer isso?

Eu estava sentada do lado de fora, ao lado do meu melhor amigo. Ele estava me contado sobre a poção nova que ele havia lido na biblioteca, e eu estava ouvindo alegremente até ele se calar. Seus olhos se arregalaram e ele me encarou como se eu fosse um Explosivim ou algo do gênero.

"Sev?" perguntei preocupada. "Você está bem?"

"Lily," disse ele lentamente, "O que aconteceu com seu cabelo?"

Eu franzi o rosto. Estava bagunçado, mas não estava tão ruim assim, estava? "O que você quer dizer?" Eu puxei uma mexa para frente de meu rosto, e me engasguei.

Ele estava um um tom horroroso de verde, algo entre verde Sonserina e verde grama enlameada. Eu fiquei de boca aberta até ouvir um barulho atrás de mim, um som de sussurros nos arbustos.

As palavras que eu peguei (Evans, droga, James, idiota, Peter) me disseram tudo o que eu precisava saber: James Potter é um imbecil e seus amigos são uns babacas.

"POTTER!" gritei, "Eu vou te matar!"

Severus começou a dizer alguma coisa, mas eu o ignorei, furiosa. Eu me virei e comecei a correr atrás dos quatro garotos que tinham saído de trás do arbusto e agora estavam correndo em direção a entrada da escola.

Eu corri mais rápido quando eles entraram na construção, e eu senti um ponto endurecendo ao meu lado e então apaguei. Eu iria matar aqueles malditos Marotos. Ou pelo menos, era o que eu iria fazer, até eu ouvir um grito, minha visão borrar, e tudo ficar escuro.

Quando eu acordei, estava caída dentro de um armário de vassouras. Eu pisquei e olhei em minha volta. Eu estava claramente sozinha, então eu me sentei e cobri meu rosto por bons cinco minutos até eu ouvir um barulho. Eu tentei sair, mas logo percebi que minha varinha tinha sido tirada de mim quando e que a porta estava trancada. Então veio um som inconfundível de quatro alunos do segundo ano.

"Sirius, se você acha que eu vou entrar ali, você está louco. Evans vai arrancar minha cabeça!"

"Você acha que eu me importo? A ideia foi sua, você vai encarcar…"

"Sirius tem razão. Cadê sua coragem de grifinório, James?"

"Eu não me importo em quem vai entrar, mas eu definitivamente não irei."

"Por Merlin, Pete, foi você que me derrubou! Vocês querem que eu morra hoje?"

"Antes você do que eu."

"Você pediu por isso."

"Sinto muito, James."

"Está bem."

Houve um clique e um som de batida e então James Potter estava parado em minha frente, suas mãos erguidas defensivamente.

"Antes de você começar, Evans, eu acho que você deveria saber que eu não queria…"

Suas palavras se quebraram quando eu dei um passo para frente ameaçadoramente. Eu pude vê-lo engolindo. "Potter," disse com a voz baixa. "Antes que eu exploda espontaneamente, eu sugiro que você explique o que você vez para deixar meu cabelo verde." Eu franzi meus olhos. "Comece a falar. Agora."

Ele olhou ao seu redor descontroladamente, os olhos em pânico. "Sabe, Evans, eu não tive a intenção de deixar o seu cabelo verde. Na verdade," disse ele, colocando um sorriso falso em seu rosto. "Eu gosto do seu cabelo. É muito bonito, longo e vermelho e ondulado e eu nunca iria querer mudar sua cor, pelo menos não deliberadamente."

Eu fiz uma careta e cruzei meus braços. "Lisonjeiros não vão te levar a lugar nenhum, Potter. Eu quero uma explicação."

Ele suspirou. "Está bem, eu queria deixar o cabelo do Ranhoso vermelho, sabe, porque eu e os rapazes achamos que seria engraçado, não? Mas Peter me derrubou sem querer, então o feitiço saiu errado e minha varinha se moveu e - Evans, por favor, não me azare."

Azará-lo? Eu ia cortar sua garganta. "Deixe-me ver se entendi," disse em um tom perigosamente calmo. "Você queria acertar Severus com seu maldito feitiço ao invés de mim?"

"Bem, sim," disse ele, arrepiando seu cabelo da maneira que eu odiava. "Parece certo."

"Então, porque você é um gato medroso, você me trancou aqui por cinco minutos até você ou um de seus companheiros idiotas terem coragem o suficiente para vir me encarar?"

"Bem, eu…"

"E você ainda não desfez o feitiço?"

"O que? Ah, certo." Ele puxou sua varinha de suas vestes e murmurou um encanto, apontando para meu cabelo. Eu estava surpresa que ele iria conseguir mudar a cor do meu cabelo. Feitiços de cores eram normalmente matérias do quarto ou quinto ano, não do segundo.

Potter proferiu algumas palavras; houve um jato de luz, e então seus olhos se arregalaram em horror.

"O que foi, Potter?" exigi, puxando uma mexa do meu rabo de cavalo para conferir.

Antes que eu pudesse entender direito o que estava acontecendo, ele estava correndo, fugindo do armário de vassouras e indo em grande velocidade pelo corredor.

"POTTER!" gritei. "Está loiro. LOIRO!"

Ele não olhou para trás por uns segundos, ao invés disso ele berrou um rápido "Desculpe, Evans!", ao se virar em um canto.

Eu corri atrás dele, amaldiçoando o dia em que conheci James Potter e me envolvi em suas palhaçadas ridículas.


N/T: E aqui está o segundo capítulo! O próximo capítulo virá na quarta-feira, se tudo der certo!