N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.
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Capítulo 8
Liv sentia um calor insuportável. E uma atração irresistível.
Fitz deslizou uma de suas mãos pelo braço dela de forma lenta, causando a criação de uma corrente elétrica gostosa, Liv o sentiu aproximando-se cada vez mais para perto de si. Ela sabia que aquele era o momento dela simplesmente empurrá-lo, e era sua última chance de fazer isso, pois ela não tinha certeza se conseguiria se controlar caso ele se aproximasse mais um pouco.
Mas ela não se moveu.
Ela olhou para os lábios entreabertos de Fitz e depois para os olhos sedentos e enevoados pelo desejo dele. Ela o queria, e por mais que ele a irritasse de maneira quase profunda, havia uma parte dela que queria muito que ele a tocasse, a beijasse, a possuísse em sua cama, ou ali mesmo, na poltrona do carro presidencial.
Liv curvou a cabeça para trás quando sentiu os lábios de Fitz sobre seu pescoço exposto, a língua quente dele deslizou de forma torturante dali até chegar no queixo de Liv, que mantinha os olhos fechados.
Fitz mordeu o queixo dela e ela voltou-se para ele, e eles se olharam dentro dos olhos. O desejo latente brilhando nas íris dos olhos de ambos, os corações completamente descompassados e as mentes desligadas de qualquer coisa que não fosse o contato entre seus corpos.
Fitz ainda a olhava nos olhos quando tomou o lábio inferior dela entre os seus lábios, e então o chupou de forma vagarosa, como se saboreasse um morango com cautela. Logo depois de soltar o lábio, que agora estava avermelhado, passou a língua sobre ele, como se fosse um convite.
Liv já o havia aceitado. Apesar de não saber muito bem em que merda estava se metendo ao se deixar fazer aquilo.
Liv segurou Fitz pela nuca, e o puxou para si, Fitz soltou um suspiro pesado e embriagado antes de invadir a boca de Liv com sua língua, e o controle que até então ainda existia sumiu por completo. As mãos fortes de Fitz apertaram a cintura de Liv, e a puxou mais ainda para si. Os peitos de ambos se tocaram, e Liv sentiu a rigidez dos músculos de Fitz mesmo estando por debaixo de todo aquele pano.
Os dedos ásperos de Fitz alcançaram o cós de sua blusa e então adentraram um pouco, acariciando a região lombar de Liv com firmeza, mas, ao mesmo tempo, de forma carinhosa. Liv separou seus lábios dos de Fitz, e o olhou com luxúria antes de puxá-lo pela gravata para si.
Fitz voltou a beijá-la com mais vontade ainda do que antes, sua língua buscou a de Liv com uma urgência palpável, puxou uma das pernas de Liv sobre seu colo, e deslizou a saia dela para cima, acariciando a coxa da garota, durante o processo. Liv deixou um gemido quase tímido soar quando sentiu os dedos de Fitz na parte interna de sua coxa, e em resposta Fitz puxou os cabelos de seu couro cabeludo com uma boa quantidade de intensidade.
Liv percebeu que Fitz se deleitava ao vê-la se deliciando por conta de seus toques. Fitzmordiscou os lábios de Liv, puxando enquanto se afastava lentamente da garota, até se separar por completo. Ele a olhava com intensidade, Liv sentia que pela temperatura que estava exalando de seus poros poderia causar uma combustão instantânea. As mãos fortes de Fitz já não a tocavam mais daquele jeito possessivo e Liv sentiu falta de seu toque como um sedento em busca de água que mate sua sede.
— É assim, senhorita Pope — Fitzgerald disse olhando em seus olhos. — Que você deve beijar seu presidente.
Liv poderia mostrar que o beijo que ele havia dado nela, tinha realmente mexido com a sua cabeça de forma vertiginosa, mas isso seria demais para a cabeça dela que sempre foi tão dona de si e cheia de orgulho. O ego dela falou mais alto e logo sua empáfia estava de volta. Se era um jogo de exibicionismo que o senhor presidente queria...ah, ele o teria. Porque Liv não brincava em serviço.
— Sério? —Liv disse, e o sorriso triunfante que tinha acabado de surgir nos lábios de Fitz se desfez. Ele a encarou. — Francamente, senhor presidente, para um homem experiente, esperava algo melhor do que isso.
Liv retirou sua perna que estava no colo de Fitz e ajeitou-se no banco, respirou fundo tentando se recompor, mesmo sabendo que aquela era uma tarefa impossível. Não tinha como agir normalmente depois daquele pequeno momento, um pequeno vislumbre do que seria um serviço completo oferecido por Fitzgerald Grant.
— Ah, é, Olivia? — ele deslizou a mão pela coxa de Liv, o sorriso pegajoso e atraente já estava de volta, fazendo com que Liv congelasse, seus olhos vidrados na mão habilidosa de Fitz deslizando sob sua pele. Ele aproximou seus lábios do ouvido da garota antes de prosseguir. — Então porque ficou encharcada desse jeito?
Ele disse antes de espalmar a mão sobre sua calcinha, e Liv teve uma reação surpresa, afastando a mão dele dali, assustada e ao mesmo tempo excitada, sentindo sua intimidade contrair aquele mínimo toque quente e despudorado. Não tinha como negar que ela estava realmente encharcada por culpa daquele homem ali perto dela, daquele bastardo bem vestido que só pensava em vê-la nua.
— Escute bem, se nós não pararmos com esse tipo de situação, serei obrigada a desistir dessa merda toda. — Liv disse com a voz quase exaltada, se não fosse pelo fato de sua voz ainda estar carregada de tesão.
— Você sabe que não vai sair dessa mais, Liv. — Fitzgerald disse com um sorriso tão arrogante que Liv desejou estapear aquela feição deliciosa que ele tinha. — Sabe que depois desse pequeno show que você ofereceu aos jornalistas, não tem como voltar. Você vai manchar não só a minha reputação, mas a sua também. — Ele estava certo, Liv ponderou sobre isso em menos de um milésimo de segundo. — Você está nessa comigo, até o fim.
— Você é um babaca arrogante. Não sei como… — Liv pensou melhor e resolveu deixar o fato de que o achava atraente apenas para ela mesma.
— Não sabe como….Prossiga, senhorita Pope. — ele piscou para ela, e Liv sacudiu a cabeça.
O carro parou, e Liv percebeu que haviam chegado dentro das propriedades da Casa Branca. Fitz entrou pela porta que dava acesso imediato a garagem, sem precisar passar pela entrada principal e ter que lidar com os jornalistas furiosos, loucos por notícias depois daquela bomba que Liv havia detonado.
Assim que Fitz entrou e guiou Liv por vários corredores e salas, eles chegaram a uma enorme sala de reuniões, em uma das várias da Casa Branca. Cyrus já esperava por eles ali, Rubi estava ao lado de Cyrus com uma expressão de inveja que beirava o ódio. Liv sentiu-se triunfante por ter conseguido atingir a loira dos lábios pornográficos.
— Que porra vocês acharam que estavam fazendo? — Cyrus esbravejou e Fitz nem se deu ao trabalho de olhar para Cyrus, Liv notou que ele estava calmo, provavelmente porque ele já sabia como era o temperamento do amigo. — Vocês podem ter estragado o plano todo por puro impulso! Eu mal posso acreditar que aquele beijo aconteceu.
— Foi só um beijinho inocente. — Liv disse, tentando amenizar a situação.
— Eu achei que escolhendo você, não teria problemas com esse tipo de situação, mas pelo visto errei, Liv. Como foi capaz de aceitar que Fitz a beijasse? — Cyrus perguntou incrédulo.
— Na verdade, fui eu que beijei o Fitz. A ideia foi minha, e tenho total certeza de que amanhã seremos a única notícia nos jornais. — Liv disse, em busca de uma maneira de se safar, apesar de ter acabado de entregar que ela havia tido a brilhante ideia.
— Eu avisei que ela não daria certo para isso. — Rubi disse, estalando a língua no céu da boca com sinal de desaprovação, o que fez que Liv sentisse vontade de voar na loira rabugenta. — Se fez de santa e agora…
Liv caminhou e foi em direção a Rubi que arregalou os olhos ao perceber a movimentação, limpando a garganta e com um olhar medido diante de Liv que se agigantou para cima dela.
— Agora o quê, senhorita Johnson? — Liv perguntou, seu tom era frio e cortante. — Calem a boca. — Fitz, que até então estava em silêncio, disse após beber o último gole de seu whisky. Liv o olhou com atenção, queria saber qual seria a posição dele diante de toda aquela discussão. — Nós nos beijamos e daí? Nós daremos uma entrevista, amanhã apareço na coletiva de imprensa das 13 horas e falo sobre meu relacionamento, falo o quanto amo Liv e pronto. Depois veremos o que fazer, se precisar de algo a mais, nós inventamos um circo e consertamos isso. — Fitz tinha a postura segura, e Liv sentiu hiperventilar quando ele terminou e afrouxar a gravata e a olhou com intensidade exagerada. — Parece até que nós nunca enfrentamos algo muito mais grave. Senhores, estamos lidando com um relacionamento, e a senhorita Pope é bem inteligente, não vamos subestimar o potencial dela, correto? — Liv sentiu-se agradecida pelas palavras de Fitz, um calor gostoso apossou-se de seu coração por alguns instantes, até que ela sentiu o celular vibrando dentro da bolsa-carteira, ela pediu um segundo para atender ao ver o nome da melhor amiga na tela.
— Fala, Abby. — Liv atendeu assim que saiu da sala.
— Eu se fosse você não viria para sua casa agora. — Abby disse com o tom de voz baixo, quase um sussurro.
— E porque não? Eu sei que não pretendo passar nem mais um dia aí, mas preciso buscar minhas coisas. — Liv disse com a voz mais baixa, e se afastou dos seguranças que estavam como dois armários em frente a porta.
— Querida, deixe-me esclarecer. Seu nome está em todos os jornais, sites, blogs e afins, você é a notícia do momento, está nos trending topics do twitter, sua página do facebook aumentou em milhões de curtidas e isso tudo em menos de uma hora. — Abby falava apressada, quase como se tivesse correndo uma maratona. — Você beijou o presidente, minha amiga! O cara mais valioso do país, senão do planeta. Todos estão atrás de você! E lógico, temos um exército de repórteres aqui na porta da mansão dos seus pais, todos loucos para saber sobre o romance entre a filha do grande político Eli Pope e o atual presidente gostosão Fitzgerald Grant.
— Merda. — Liv disse revirando os olhos. Ela esperava uma grande repercussão, mas percebeu que não estava tão preparada assim para as consequências de seus planos impulsivos. Imagina como o pai deveria estar se descabelando, e no fundo aquela ideia lhe pareceu agradável, apesar de imatura.
Talvez Cyrus e a lambisgoia não estivessem cem por cento errados, afinal de contas. Talvez se ela tivesse dito apenas um "sim" para o presidente, teria resolvido a situação. Mas era tarde demais para se arrepender.
— Merda é pouco. Você não pode voltar para casa, nem se quisesse. — Abigail falou e Liv passou a mão pelos cabelos, tentando achar uma solução. — Posso saber onde você está?
— Na Casa Branca. — Liv falou.
— Sério, você podia ter me dado uma pista do que estava prestes a fazer, sabe? Amigas são para alertar sobre ideias malucas e impulsivas. E dado ao seu currículo de loucuras, é sempre bom garantir que não vai fazer uma maluquice de nível extremo.
— Já era, agora eu vou ter que lidar com as consequências. — Liv disse, tomando seu controle de volta. — Vamos fazer o seguinte, eu vou tentar resolver em qual local passarei a noite, vou pensar em um hotel discreto e então te mando mensagem assim que me instalar. Vou pedir a ajuda de Fitz, foi ele que me meteu nessa confusão para começo de tudo, ele tem que me ajudar.
— Preciso te ajudar em quê? — a voz grossa de Fitz fez Liv desligar a ligação sem nem mesmo se despedir da amiga.
— Os papparazzi. — Liv disse, guardando o celular. — Eles estão esperando por mim na porta de casa, e eu não posso ir embora para lá, preciso esperar a poeira abaixar e também da sua ajuda para ir até algum hotel.
— Não. — Fitz respondeu sem pestanejar e Liv sacudiu a cabeça incrédula com o que tinha acabado de ouvir.
— Como assim? Você me meteu nessa confusão dos diabos e agora quer tirar o corpo fora? Só preciso de um carro discreto, o resto é comigo.
— Você não entendeu, delícia. — Fitz disse, levantando uma sobrancelha e Liv quis rebater por ele tê-la chamado de "delícia", mas resolveu ficar calada pelo menos daquela vez. — Eu não vou deixar você ir para um hotel, você vai ficar hospedada na Casa Branca.
— Você pirou? As pessoas vão comentar mais do que já estão comentando. — Liv manteve a expressão de espanto e obviedade.
— Primeiro, ninguém vai garantir isso porque carros saem da Casa Branca a todo momento, vão julgar que você tenha ido embora em um desses carros. — ele disse com calma, então se aproximou dela, daquele jeito que fez Liv paralisar, mesmo consciente de que dois seguranças estavam ali bem perto. — E se o seu medo for de ficar perto de mim, pode ficar tranquila. Vou te colocar para dormir no "Quarto Oeste" do outro lado do corredor, longe de mim.
— Argh! Quanta pretensão. — Liv revirou os olhos.
— Mas é sério, o que acha da ideia?
— O que seus chefes acham disso? — Liv disse, e apontou para a sala de reuniões em que Rubi e Cyrus estavam.
— Eles podem esbravejar o quanto quiser, Liv. No fim das contas, quem manda sou eu. — Fitz disse e Liv sentiu as palavras dele reverberando em seu cérebro, pois o tom que ele tinha usado ia muito além dos significados daquelas palavras.
Mas Liv tinha plena certeza de que ele podia mandar em tudo, menos nela. Ou não.
Ela ponderou por alguns segundos sobre a ideia e então percebeu que não tinha outra saída, pois seria um escândalo ir dormir em um hotel logo depois de agarrar o presidente. Seria outra bomba para os jornais, e com certeza todos falariam que o presidente tinha ido também e inventariam milhares de outras mentiras. Melhor ficar quieta ali e no dia seguinte fingir que tinha se escondido na casa de algum amigo.
— E então? — Liv acordou de seus pensamentos com a voz de Fitz.
— Eu topo. — Liv respondeu, sem ter muita certeza de estar fazendo a coisa certa.
Fitz sorriu, aquele sorriso que fazia Liv derreter um pouco a geleira que encobria seu coração, os olhares cruzaram e ela sorriu de volta. Ele parecia alegre por ela ter decidido aquilo de forma firme, sem pestanejar, e parecia existir algo a mais ali, parecia orgulho aos olhos de Liv.
A porta da sala se abriu, e rubi os olhou brevemente.
— O casal presidencial poderia entrar? Precisamos terminar de resolver algumas coisas sobre a paixão avassaladora de vocês. — Rubi disse com o sarcasmo escorrendo na voz.
— Claro. — Liv respondeu, sem se deixar atingir pelas palavras de Rubi.
De volta à sala, Liv se sentou em um confortável sofá e Fitz sentou-se ao seu lado, Cyrus e Rubi sentaram-se de frente para eles. Rubi tinha uma pilha de papéis sobre seu colo.
— Essas aqui são as tarefas de casa. — Rubi entregou uma pasta para Liv e uma para Fitz. — eu fiz uma pesquisa sobre ambos, e separei as coisas mais relevantes da trajetória de vida de vocês, coisas que namorados precisam saber um do outro caso sejam entrevistados por pessoas muito curiosas. Criei uma história romântica de como vocês se conheceram, a partir daí nós decidiremos amanhã cedo como vocês acabaram se aproximando e todo o resto do relacionamento de vocês. Eu estarei sempre ajudando vocês sobre posturas para serem adotadas em público, as roupas, e principalmente, as respostas que vocês darão aos repórteres, que não serão muitos, porque alguns vocês precisam simplesmente ignorar.
— Como assim? — Liv perguntou.
— Já ouviu falar de Lohan Youhnes? — Rubi perguntou.
— O repórter do Washington Daily News?
— Exatamente. Ele é inquisitivo e presta bastante atenção nas suas palavras e depois se você sair em contradição, mostra isso para o mundo todo. Por isso, é sempre bom evitá-lo e só responder as perguntas que ele fizer e você tiver plena seguranças em respondê-las.
— E essa coisa de "roupas". Acho que não entendi.
— Então, eu dei uma olhada rápida nos arquivos e fotos na internet, Liv. Digamos que suas vestimentas não têm sido das mais discretas nos últimos tempos, tudo muito chamativo e decotado. Você não precisa ser a sombra de Fitzgerald, mas não chame mais atenção do que precisa, querida. Menos é mais.
Era isso. Liv tomou ódio pela loira invejosa, as roupas de grife, o perfume caro, os sapatos de marca, não conseguiam disfarçar o quanto ela estava doída por ser Liv ali e não ela. Era óbvio que ela estava tentando atingir Liv a todo custo, mas Liv não era burra. Ela sabia brincar também.
— Entendi. — Liv disse, complacente. Rubi a olhou surpresa por Liv não ter dito nada contra ela.
— Eu não vou falar muito para vocês hoje, como fui pega de surpresa não preparei mais nada, e amanhã conversaremos sobre isso. — Rubi passou a mão pelo rabo de cavalo e olhou a agenda em sua mão. — Cancelei suas atividades de amanhã cedo Fitzgerald, e todas as entrevistas de amanhã passaram para depois de amanhã, ou serão remarcadas. Não quero você respondendo entrevistas sem estar preparado, precisa saber tudo sobre a senhorita Pope antes disso e amanhã bem cedo nos prepararemos para isso.
— Eu já liguei para o advogado. Ele disse que preparou os documentos e autenticou. — Cyrus disse calmamente.
— Agora é só assinar? — Liv perguntou e Cyrus assentiu. — Não que precisaremos disso, afinal, depois do beijo que demos não há muito que fazer.
— Amanhã conversaremos na presença do advogado tudo sobre esse contrato e poderá tirar qualquer dúvida, Liv. — Cyrus disse, seu olhar era reconfortante.
— Obrigada. — ela disse em resposta.
— Vocês estão liberados. Eu agradeço pela reunião de emergência, sei que poderiam estar nas casas de vocês e não aqui consertando as coisas que faço, aprecio muito isso. — Fitz disse e Liv viu pela primeira vez, que ele podia sim, ser educado.
— Liv passará a noite aqui? — Cyrus perguntou e Rubi que olhava sua agenda, levantou a cabeça surpresa.
— Sim, é impossível ela sair daqui e ir para casa. Pelo que ela ouviu, sua porta está tomada por jornalistas. — Fitz respondeu. — E ir para um hotel está fora de cogitação.
— Ela pode ir para meu apartamento, senhor. — Rubi respondeu com certa pressa.
— Ela já decidiu ficar por aqui. — Fitz a olhou. — Não é, Olivia?
Liv olhou para Fitz, a boca se entreabriu por algumas vezes. Em sua cabeça se perguntava se era correto passar a noite na Casa Branca, talvez dormir em outro lugar fosse melhor, mais seguro. Mas, por outro lado, dormir no apartamento de Rubi não parecia ser a coisa mais segura ou atraente no momento.
— Eu….
— Liv fica na minha casa. — Cyrus disse de maneira simples e todos o olharam. — Não será a primeira vez que dorme lá, Liv. Se lembra da época em que seu pai costumava passar dias lá? Feriados e festas, éramos quase uma família só antes da morte do meu James.
— Claro que me lembro. Adorava o mousse de chocolate que ele fazia. — Liv relembrou-se com carinho da infância e Cyrus sorriu, saudoso. — Eu vou adorar ir com você.
— Então está decidido. — Cyrus falou e ninguém se opôs, aliás, apenas os olhos de Fitz se opuseram, Liv pôde reparar.
— Agora, vocês poderiam me deixar um minuto a sós com a Olivia? — Fitz demandou. — Preciso conversar sobre algo sério com ela.
Cyrus e Rubi os deixaram sozinhos alguns segundos depois e Fitz apoiou os cotovelos sobre as coxas grossas, marcadas pela calça social. Fitz lhe lançou um sorriso jovial antes de começar a falar.
— Eu quero te gradecer. — ele disse de maneira simples. — Você está fazendo muito, Olivia. Não apenas por mim, mas pelo país e não se arrependerá disso. É uma promessa.
— Eu acredito em você. — ela respondeu, sentindo uma cócega engraçada no ventre quando ele segurou uma de suas pequenas mãos entre as mãos grandes e fortes. — Só precisa mudar uma coisa, Fitz.
— O quê?
— Precisamos parar de chamar um ao outro com tratamentos tão formais, ou ninguém vai acreditar que estamos envolvidos. — Liv disse com um sorriso maroto nos lábios.
— É, você está certa. — Fitz riu. — E além do mais, você vai parar de me chamar de "senhor presidente", e vai ser muito bom não ter que me preocupar com um volume crescendo nas minhas calças. — Fitz piscou e Liv revirou os olhos.
— Estava demorando ir pro lado pervertido. — Liv disse, mas acabou rindo.
— Vocês gosta desse meu lado, Liv. — ele disse, sério. Seus olhos grudados nos dela. — E tenho a impressão de que vai adorar cada vez mais com a convivência. Liv se preparou para dar uma má resposta, mas a porta da sala se abriu, e ambos olharam para a mesma.
— Me desculpe interromper, mas Olivia, o carro já está pronto para irmos. — Liv assentiu e se virou para Fitz.
— Amanhã nos veremos de novo, senhor… quero dizer, Fitz. — Liv sorriu ao corrigir a si mesma.
— Aguardarei ansioso, Liv. — ele piscou e Liv se retirou dali o mais rápido possível.
Isso porque sentia uma vontade inenarrável de ficar ali na Casa Branca, bem próxima de Fitz, perto de seu cheiro, perto do calor de seu corpo, e do gosto dos lábios dele. Mas seria muita estupidez se deixar levar pela atração que se criava em torno dos dois, ela sabia que precisava continuar não dando muita atenção para todo aquele fogo que crescia no íntimo de seu ser.
Principalmente se quisesse realmente ajudar o presidente a se reerguer. E ela queria muito fazer isto.
Dentro do carro, a caminho da casa de Cyrus, Liv deixou o corpo relaxar. Dessa vez passaram perto dos milhares de jornalistas, todos aglomerados ali perto, em busca de alguma notícia fresca. Liv nem se deu ao trabalho de preocupar, pois os vidros com insulfilme garantiam que ninguém a veria ali dentro.
Mas ela temeu um pouco como seria dali em diante, já que antes mesmo daquela situação passar por alguns momentos tensos com tantos repórteres em sua cola, a partir daquele momento seria bem pior. Ela pensou nisso enquanto se decidia, mas ver aquela situação ao vivo e a cores, era bem mais aterrorizante.
Ela se lembrou do sorriso de Fitz e de como pareceu sincero ao agradecer, e o medo se dissipou aos poucos. Talvez a resposta estivesse ali, talvez aquela fosse a chave.
Mas ela era durona demais para admitir isso para si mesma.
O sono que deveria ter tomado conta de Liv, não deu as caras.
Depois de passar algumas horas com os olhos vidrados nas pastas que Rubi havia dado para ela, decidiu tentar dormir, mas não conseguia de maneira alguma.
Já eram quase 3 da madrugada e ela estava enroscada na cama do quarto de hóspedes da casa de Cyrus. Ela estava familiarizada com o local, já estivera ali por diversas vezes pela proximidade de seu pai e Cyrus, aliás, ela se perguntava como sua mãe e seu pai estariam depois da explosão da bomba de sua situação com Fitz.
Não que ela importasse com o pai naquele momento, mas sua mãe merecia explicações, apesar dela ter certeza de que a senhora Maya Pope não faria nada, nem se colocaria ao lado da filha, sempre se manteve calada e tinha certeza de que não mudaria isso agora.
Sentou-se na cama num rompante, e pegou seu celular, após digitar alguns comandos básicos no mesmo, ligou para sua mãe, que atendeu prontamente, sua voz sussurrada como se estivesse se escondendo de alguém.
— Liv! Minha filha! Onde você está? — ela perguntou com desespero na voz. — Estava tão preocupada. Seu pai quase colocou a casa de cabeça para baixo depois que viu você e o presidente juntos nos jornais.
— Eu estou bem, mãe. — Liv respondera e ouviu um suspiro de alívio do outro lado da linha.
— Eu perguntei para Abby, mas ela não me disse nada, aquela menina é fiel mesmo a você. — Maya disse e Liv sorriu.
— Eu a treinei direitinho.
— Mas pare de me enrolar e me conte em que lugar está.
— Na casa do Cyrus. — Liv respondeu. —Depois de toda essa confusão, Abby me avisou sobre os repórteres na porta de casa e Fitz achou melhor eu ficar na Casa Branca, mas depois de uma pequena discussão, acabei aceitando passar a noite na casa do Cyrus, já que conheço o lugar e me sinto praticamente em casa. — Aliás, não tive tempo de falar com Abby. Se puder avisá-la para vir para cá amanhã bem cedo, seria ótimo.
— Claro que aviso! E saber que está aí me deixa mais tranquila.
— Mãe, não sei se sabe da discussão que tive com o pai hoje de tarde. — Liv mudou de assunto, trazendo aquela situação complicada par a conversa.
— Ele comentou comigo. — Maya respondeu e Liv imaginou que ele tinha escondido várias informações preciosas.
— Depois disso, decidi que não vou morar mais com vocês.
— Mas Liv, isso…
— Não vou mudar de ideia, mãe. Volto aí apenas para buscar minhas coisas.
— Nós conversaremos sobre isso direitinho depois. — Liv revirou os olhos, já imaginando que a mãe não a ajudaria, mas se surpreendeu com o que ela disse a seguir. — Precisa escolher um bom lugar, não quero você morando em um lugar ruim. — Liv sorriu diante das palavras da mãe. — Não posso demorar, querida. Seu pai vai me perguntar com quem estou falando e sabe que não sou boa com mentiras, ele irá acabar descobrindo que é com você e não vou conseguir esconder que sei onde você está.
— Certo, mãezinha. Eu te ligo amanhã e te dou notícias. — Liv falou se sentindo bem só de conversar um pouco com a mãe. — Desculpa ter te acordado tão tarde.
— Eu estava com o celular no modo apenas para vibrar e debaixo do travesseiro, minha querida. Já esperando que me ligasse. Intuição de mãe. — ela riu e Liv sorriu, um sorriso que carregava toneladas de amor e carinho. — Estarei aguardado sua ligação amanhã, minha linda. Boa noite.
— Boa noite.
E depois daquela ligação ela se sentia bem melhor, sabia que a mãe estava do seu lado, mesmo que por debaixo dos panos. Colocou o celular sobre a mesinha de cabeceira e se deitou novamente.
Seu celular apitou, ela estendeu a mão até a mesinha de cabeceira e o pegou. A mensagem era de Edison, e por um segundo ela sentiu seu coração se apertar no peito. Se não tivesse brigado com ele, provavelmente estaria no apartamento do amigo, mas também não teria tido tanta coragem para ter feito tudo o que havia feito.
"Que merda é essa que está dando em todos os jornais, Liv? Não acredito que tenha se vendido. O que ele fez para te obrigar a se prestar a esse papelão? "
— Idiota! Como ele tem a capacidade de me mandar isso? — Liv sacudiu a cabeça irritada, falando sozinha. Ela pensava em como ele tinha feito exatamente o que estava escrito na mensagem. Lembrou-se da mania que a maioria dos seres humanos têm de julgar o próximo, quando na verdade, suas costas estão cheias de erros muito piores.
Liv não respondeu, apenas ignorou a mensagem. Estava virando mestre em fazer aquilo. Aliás, as mensagens que recebia eram sempre durante a noite, ela analisou. Aquele horário parecia propício para tal. Seu celular apitou novamente avisando que ela havia recebido nova mensagem.
"Sei que é tarde, senhorita Pope, mas depois de ler sobre sua vida, andei pensando sobre algumas coisas e acredito que precisamos nos conhecer melhor já que somos namorados. Estou aqui me perguntando se você é do tipo que usa pijamas de flanela com estampa de ursinhos ou lingerie de rendas e laços. Esse me parece um bom tópico a ser debatido, não acha?"
Liv deduziu que era de Fitzgerald. Mas não respondeu, temia que fosse algum engraçadinho planejando se passar por Fitzgerald e descobrir alguma coisa, mas no fundo sentia-se tentada a responder, mas acabou sendo completamente tomada pelo medo de não ser ele e falar merda. Não dava para confiar em ninguém.
"Fique tranquila, esse número é descartável. Ninguém vai saber, Liv. Só eu."
Liv manteve o silêncio e Fitzgerald insistiu, dessa vez Liv olhava para a tela do celular, pensando se devia ou não responder. E então se irritou por aquele homem causar nela toda aquela excitação e euforia que ela não sabia como conter.
Lutando contra todos os seus instintos que diziam para que ela ignorasse, ela simplesmente resolveu responder. Digitou rapidamente, antes que desistisse, e depois fechou os olhos antes de apertar o botão para enviar.
"Me ligue", dizia a mensagem que Liv enviou para o presidente.
Ela riu, levou a mão até a testa e sacudiu a cabeça. Não podia acreditar que estava trocando mensagens de celular com o arrogante presidente dos Estados Unidos, que ultimamente não parecia tão arrogante. No instante seguinte, seu celular começou a chamar.
O número desconhecido piscava na tela, e ela respirou fundo antes de atendê-lo.
— Oi?! — Liv atendeu ainda desconfiada.
— Atendendo ligações a essa hora da madrugada, Liv? — Era Fitz, aquela voz a fazia tremer por dentro, ela reconheceria onde quer que estivesse. —Isso me leva a questionar o motivo de não responder minhas mensagens.
— Não sou muito adepta ao sexting com desconhecidos. — Liv respondeu rápida, tentando não transparecer como estava mexida com todas aquelas mensagens.
— Eu não sou um desconhecido. — a voz de Fitz tinha um tom divertido. — Você não gosta de sexting? Não esperava isso de você.
— Era até você me ligar e eu reconhecer sua voz. — Liv respondeu petulante. — Eu sou mestra no sexting, querido. Você não me conhece.
— Ah, jura? Então demonstre para mim, Liv. O que você julgaria como um bom sexting? Devo confessar que estou bastante curioso. — Liv revirou os olhos, porque Fitz conseguia soar polido até quando era um pervertido. E aquilo a excitava de maneira estrondosa.
—Não estou afim. — mentiu com a voz trêmula e embaçada.
— Por favor, vamos lá. — Fitz pediu de maneira convidativa, e quente. Liv não conseguia acreditar que estava tendo uma conversa daquelas com Fitz. Ela ia cortá-lo de maneira categórica, mas a voz quente dele voltou a soar em seu ouvido. — Tudo bem, se você não fala, eu falo por você. Você me conta que você está apenas de calcinha e sutiã, afinal, não passou em casa e a única roupa que tem é a do corpo. — Liv não respondeu, se sentou na cama e abraçou o travesseiro. — Então eu te respondo que depois de descobrir isso, eu estou com medo que minha ereção rasgue minha cueca, Liv. Aliás, devo acrescentar que esse é o motivo de eu ter te ligado. Não consigo parar de pensar em você, e naquele nosso pequeno momento no carro.
— Eu…Você... — Liv respirou fundo, porque repentinamente foi como se todo o ar do quarto se esvaísse, e a temperatura esquentasse de maneira vertiginosa.
— É eu sei. — Fitz a cortou. — Você vai falar que estou soando como um pervertido, como você mesmo costuma me acusar. Mas, de fato, me sinto um quando você está por perto. — ele ficou em silêncio por alguns milésimos de segundos. — Vou desligar e não irei te incomodar.
— Eu só ia responder sua pergunta, Fitzgerald. Eu estou nua, não costumo dormir vestida. — Liv disse, com uma coragem que surgiu e ela nem sabia de onde. — Quanto a desligar, acho correto. Acordaremos cedo amanhã. Boa noite...senhor presidente.
E então desligou, sabendo que provavelmente tinha causado nele o efeito desejado. Porque ele provavelmente estava louco com a imagem dela nua, e aquilo até poderia soar como pretensão, mas não para Liv.
Ela sabia o efeito que causava na maioria dos homens, pelo menos com os quais se envolvera. O problema era que Fitz não tinha nada em comum com os homens que apareceram anteriormente em sua vida, e por isso mesmo ela não esperava pela mensagem que recebeu dele no momento seguinte.
"Placar final: Liv 1, Fitz 0. Você saiu na frente, carinho. Mas terá um castigo merecido pelo comportamento. Não se esqueça de que no fim das contas, quem manda sou eu."
Liv sorriu, sentindo um calor gostoso na barriga e que se estendia até o ventre. Ela pensou em como Fitz era um tolo, e sua cabeça já começava a pensar em várias maneiras de mostrar para o querido presidente que homem nenhum mandava nela.
O dia estava amanhecendo quando Liv acordou. Após ter falado ao celular com Fitz, pegou no sono de forma rápida, como se o sono estivesse à espreita o tempo todo, só esperando que Fitz ligasse para dar as caras. O barulho da porta abrindo e se fechando fez com que ela abrisse os olhos, meio sonolenta, achou que fosse coisa da sua cabeça, afinal, ela se lembrava de ter trancado a porta.
— Olivia. — a voz de Fitz fez com que Liv se sentasse na cama assustada, puxando os lençóis brancos para cima de seu corpo, tentando se cobrir. Ela fez menção de abrir a boca, mas Fitz subiu na cama e alcançou os lábios de Liv com rapidez. — Ssshhh. Não proteste, não faça nenhum som. Ninguém precisa saber que estou aqui com você.
— Faço sim! Você está louco? — Liv disse aos sussurros, movimentando os lábios debaixo do dedo indicador de Fitz. — Primeiro, não te dei o direito de invadir meu quarto, ainda mais eu estando...do jeito que estou. — Liv disse, olhando para o corpo nu coberto pelo lençol. — Segundo, você não manda em mim.
— Aaah, Liv. Se você soubesse o quanto me excita ao se comportar assim... — Liv sentiu o dedo indicador de Fitz deslizando pelos lábios, e acariciando seu queixo. — Eu te disse que teria revanche por ontem, e que você teria um castigo merecido.
Fitz arrastou-se para trás, deixando Liv confusa, mas ela entendeu quando ele levantou a ponta do lençol e infiltrou-se por debaixo dele. Liv respirou fundo, em um misto de emoções, sem saber nem mesmo como reagir, aliás, ela não tinha forças para tal no instante seguinte, quando sentiu os dedos ásperos de Fitzgerald deslizando pelas pernas dela.
Ela já conhecia aquele toque, tinha sentido no dia anterior, dentro do carro.
Os dedos arrastavam-se deliciosamente pela pele de Liv, e ela se concentrava apenas em sentir o toque lento e torturante que Fitz fazia em suas pernas. Quando ele alcançou suas coxas, ela agarrou o lençol que forrava a cama, ela já começava a sentir a umidade no ponto entre suas pernas.
Fitz separou as pernas dela de forma carinhosa, e exprimiu um som que fez o sangue de Liv borbulhar, ela estava nua diante dele e naquele momento ele podia vislumbrar sua intimidade de maneira crua, completamente aberta.
Fitz arranhou-lhe as coxas por cima e depois passou as unhas de forma menos intensa na parte de dentro das mesmas, e Liv fechou os olhos quando ele alcançou sua virilha e começou a contorná-la com um dedo. Liv sentia que poderia entrar em combustão a qualquer instante.
Liv arfou quando o mesmo dedo deslizou sobre os grandes lábios de sua intimidade úmida e os separou ao passar o dedo por toda a extensão dela. Liv jogou a cabeça para trás, soltou um gemido baixo que saiu de seus lábios entreabertos, que pareceu alcançar os ouvidos de Fitz, pois no momento seguinte ela sentiu seu dedo sobre o nó macio que lhe dava tanto prazer. Ele começou a massagear seu clitóris e fez Liv se remexer sobre a cama.
O lençol branco deslizou até o seu ventre e Liv o afastou, desejando ter uma visão completa do que Fitzgerald fazia ali. Encontrou os olhos enevoados de Fitz, o desejo contido neles era tão profundo que Liv acreditou que nunca pudesse ser plenamente saciado.
Ela deslizou seu corpo, recostando-se na cabeceira, Fitz ainda estava entre suas pernas acariciando sua intimidade de forma vagarosa, que fazia com que Liv ficasse ainda mais excitada. A posição que Liv estava, fez com que ele se aproximasse ainda mais o rosto do que ele parecia querer tanto.
— Isso, querida. — Um sorriso sacana brincou nos lábios de Fitz, e então Liv sentiu o dedo dele deslizando até sua entrada, ele ficou brincando ali, fazendo Liv se perder no prazer que sentia. — Relaxe e se entregue ao tesão que tem te consumido.
Ela fechou os olhos novamente e sentiu o seu corpo queimando por dentro quando o dedo de Fitz a penetrou, ao mesmo tempo que a língua dele acariciava-lhe o clitóris. Os movimentos da língua dele eram algo fora do normal, ele estava lhe dando um oral tão perfeito que ela não queria nem imaginar como seria todas as outras atividades sexuais com aquele homem.
Aliás, queria sim, e queria mais, queria sentir todas elas.
E Fitz pareceu ouvi-la, pois no instante seguinte, parou de sugar o clitóris de Liv, e também os movimentos de seu dedo dentro dela. Ele ajoelhou-se na cama, e então Liv vislumbrou a coluna que se erguia dentro de sua calça social. Seu olhar possuído de desejo evidente foi percebido por Fitz que deu uma risada gostosa.
— Você gosta, não é? Safada. Sempre soube que era uma. — Fitz disse e Liv mordeu o lábio inferior ao ouvi-lo de forma tão carregada de puro desejo.
— Porque não fala menos e age mais? — Liv falou ao se ajoelhar, esquecendo qualquer resquício de pudor e levou a mão até o cinto, abrindo o mesmo. Logo depois abriu o zíper lentamente enquanto Fitz a olhava hipnotizado.
— Só por essa má resposta, eu vou escolher a posição que quero te foder. — ele falou autoritário, segurando-a pelo couro cabeludo antes de virá-la. Liv entendeu e curvou seu corpo, apoiando os cotovelos no colchão e empinando sua bunda o máximo que podia, e ouviu Fitz arfando atrás de si, o que causou certo rebuliço em seu interior. Ela necessitava que ele estivesse dentro dela no momento seguinte, era a única coisa que teve certeza naquele momento.
Ela o ouviu rasgando o pacote, e alguns segundos depois um tapa estalado foi dado em sua bunda, fazendo com que ela se remexesse. Ela não sentia dor, mas sim o prazer consumindo-a por completo.
— Você precisa aprender a se comportar, Liv. — outro tapa estalado soou alto, e Liv soltou um gemido abafado pelo travesseiro. A ponta do membro ereto de Fitz raspou na entrada de sua intimidade completamente molhada e ela se remexeu. — Sente o castigo? Responde, Olivia.
— Sim. — ela respondeu com a voz esganiçada.
— Acha que merece isso?
— Por favor. — Liv suplicou, rebolando em busca do que tanto ansiava.
Fitz penetrou Liv vagarosamente, até atingir o máximo que podia e então retirou seu pênis por completo de Liv, arrancando dela uma reprovação que saiu em forma gemido e ele riu, antes de penetrar novamente, dessa vez manteve o ritmo das estocadas.
Alternando a velocidade vez ou outra, provocando-a o máximo que podia. Enquanto ele repetia o ato, Liv soltava seus gemidos que não podiam mais ser contidos, e que se fodessem todos que pudessem ouvi-los.
Sentir o quadril de Fitz chocando-se fortemente contra seu corpo cada vez que ele estocava seu membro dentro de si, era fora do normal e a fazia se remexer. Fitz repetia o ato, vez ou outra, Liv vislumbrava um sorriso cheio de si no rosto dele.
E ela o entendia.
Naquele momento, ele possuía completo poder sobre si mesmo e Liv abandonara o poder que tinha sob seu próprio corpo enquanto deixava o prezer dominar-lhe inteira. Seus gemidos, os arrepios, as contrações involuntárias de seu corpo. Tudo guiado pelo prazer das sensações que sentia naquele momento.
— Você não imagina como desejei estar dentro de você. — Fitz falou, a voz embaçada pelo tesão fora do normal. Ele arranhou sua cintura, apertando-a com uma de suas mãos, a outra foi para seus cabelos, que ele puxou enquanto estocava cada vez com mais força. — Você é tão gostosa que eu perco meu controle sobre mim mesmo. — ele assumiu e então foi o limite para Liv.
Os espasmos de prazer atravessaram-lhe o corpo de uma forma tão intensa, que ela não pôde mais se conter, seus músculos se enrijeceram, e então logo depois os sentiu relaxando quando a adrenalina liberada pelo delicioso orgasmo apossou-se de seu sistema sanguíneo.
Ao sair de dentro de Liv, Fitz beijou-lhe as costas nuas e suadas, antes de permitir que o corpo dela se encontrasse com os lençóis macios dispostos e embolados sobre a cama de olhos fechados.
E então, Liv ouviu a voz de Abby chamando distante, como se a chamasse da porta e abriu os olhos. Olhou em volta, e não havia nem sinal de Fitz ali, nem seu cheiro. Nada.
Havia sido um sonho.
Um maldito sonho delicioso e erótico com Fitz. Sentiu sua intimidade vibrando só de se lembrar das imagens vívidas do sonho que tinha acabado de ter e sentou-se na cama confusa.
— Liv? — a voz de Abby a chamou novamente, desta vez era verídico. Ela mataria a amiga, sobre isso não tinha dúvida alguma.
Liv resmungou que já estava indo abrir a porta, enrolou-se em um roupão felpudo e abriu a porta para a amiga que entrou esbaforida.
— Já são oito horas! — Abby comentou e Liv a olhou completamente perdida. — Uma Rubi me ligou e pediu para lembrar você de estar na Casa Branca até as 9 horas em ponto, aí eu vim para cá, já que sua mãe me contou que você passou a noite aqui na casa do Cyrus.
— Oi. Bom dia! Dá para acalmar? Obrigada. — Liv disse e Abby assentiu.
— Me desculpe, é só que estou tão atarefada com essa confusão toda. — Abby respirou fundo. — Cancelei todos os seus compromisso de hoje. — Abby fitou o rosto da amiga por um segundo. — Ei, que cara é essa? Aconteceu alguma coisa?
— Ai, Abby...Você nem imagina. — Liv disse, soltando um suspiro pesado logo em seguida.
Percebeu que acabaria se atrasando, mas precisava dividir com Abby tudo que estava pesando dentro dela, tanta coisa acontecendo e ela era a única pessoa que podia contar tudo. Liv trancou a porta, e sentou-se na cama, Abby abandonou sua bolsa no chão pronta para a ouvir a fofoca.
Definitivamente, elas se atrasariam.
