N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.

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Fitz cometera muitos erros durante uma fase obscura de sua vida, mas nunca imaginara que Liv pudesse esconder algo tão complicado e tenso como a morte de alguém. Fitz sentou-se em sua cama, no quarto presidencial, acabava de amarrar os cadarços de seu sapato, enquanto lembrava-se da expressão desolada de Liv.

Ele sentira a culpa dançando através das íris da mulher que chorou copiosamente logo em seguida, o que fora um baque para ele, pois Liv parecia ser sempre forte, uma mulher de ferro, mas ali naquele momento ela lhe revelara o seu ponto mais fraco, demonstrando que confiava nele.

Em nenhum momento a sombra de julgamento passou pela cabeça de Fitz, que de imediato se sentira tão triste quando a mulher demonstrara estar, era como se fosse com ele mesmo, como se todo o peso que Liv sentia sobre si, caíssem sobre ele. Ele achara estranho, mas não importou-se muito com o fato, acreditava que por estar sempre tão perto de Liv estivesse causando aquele tipo de sentimento.

Desde o momento em que resgatara Olivia das mãos de Jake, e a retirou do local do jantar aos prEdos, sabia que precisava ajudá-la, na verdade, ele já tinha tomado algumas atitudes antes mesmo que chegassem ao hotel em que o jantar ocorrera. Tinha ligado para um amigo que entregaria informações sobre Jake, não as informações convencionais, mas sim as mais sigilosas. Em resumo, Fitz descobriria tudo que o canalha tinha feito na vida, e claro, usaria contra o mesmo.

O presidente sabia que Liv era muito orgulhosa e não gostava de ninguém resolvendo as coisas por ela, mas estava claro como água para ele que aquele assunto em específico causava uma espécie de torpor na mulher, ela travava diante da culpa que rondava sua mente. E ele sabia que precisaria intervir daquela vez, mesmo sob os protestos dela.

Fortes batidas na porta o fizera perceber que olhava para a vista privilegiada sem realmente prestar atenção, ele se levantou, ajeitando a gravata mais uma vez e então atendeu.

— Sim? Entre — ele sabia que provavelmente era Cyrus. Ele normalmente entrava sem bater, porém desde que encontrara Olivia e o presidente aos beijos, mudara o comportamento.

— Senhor, com licença — o homem de cabelos grisalhos entrou no quarto. — Angelina já chegou para conversar com o senhor.

— Obrigado. Já estou indo — Fitz disse e Cyrus assentira antes de sair do quarto.

Angelina era quase uma irmã para Mellie, Fitz a conhecera assim que começara a tentar conquistar a falecida esposa, e gostava muito da personalidade de Angelina, que sempre fora muito sincera. Talvez fosse arriscado levar logo Angelina até a Casa Branca, mas ele precisa ir na fonte da verdade, em busca de pelo menos, algumas respostas.

Assim que chegou ao escritório oval, esperou apenas um minuto para pedir que a mulher entrasse. Ela sorria, os grandes olhos esverdeados fitavam o presidente com curiosidade, seus lábios estavam pintados de rosa e contrastava com o conjuntinho verde-esmeralda que usava. Ela se aproximou da mesa em que Fitz estava, porém ele se aproximara da mulher.

— Senhor presidente — ela estendeu a mão, e Fitz sorrira para ela.

— Por favor, Angie. Não vamos começar a ter formalidades agora, certo? A considero da família — Fitz disse, e a mulher sorriu de volta abertamente.

— Mas faz tanto tempo que não nos falamos — ela disse e Fitz lhe indicou o sofá creme, ele se sentou de frente para ela. — Desde...bom, você sabe.

— Sei disso, Angie. Tenho sido um completo idiota nos últimos tempos, mas é que ainda me dói um pouco — Fitz disse, seu tom ficou mais sereno. — Aliás, exatamente para isso que te chamei aqui.

— Para falar sobre Mellie? — Angelina perguntou, sua expressão era de surpresa.

— Sim — Fitz passou a língua sobre o lábio inferior antes de voltar a falar. — Eu preciso tirar uma dúvida com você.

— Fique à vontade. Vou adorar poder te ajudar.

— Lembra-se dos últimos meses de vida de Mellie? — Fitz perguntou e Angelina assentiu, encorajando-o a seguir em frente. — Percebeu algo de estranho? Ela te falou alguma coisa?

— Sabe, Fitz, chega a ser engraçado você mencionar isso — Angelina falou e Fitz a olhava intrigado. — Eu não comentei na época da morte, e muito menos depois, porque nos afastamos de forma drástica e eu entendi você. Mas fazia algum tempinho que Mellie me ignorava, ela estava bastante arredia e não vou mentir, sempre que eu tocava no assunto do casamento de vocês, ela mudava o semblante.

— Sabe se existia algum motivo para esse comportamento? Talvez eu tenha feito algo e não esteja sabendo. — Eu não quero te criticar, Fitz, mas ela havia se queixado comigo anteriormente sobre como você dava mais atenção para seu cargo do que para ela em alguns momentos — Angelina respondeu de maneira franca. Fitz não pôde deixar de se sentir um pouco culpado.

— E ela chegou a comentar com você sobre gravidez? — Fitz perguntou e Angelina vincou a testa. As mãos da mulher estavam fechadas sobre seu colo, e a partir daquele momento começaram a se mexer nervosamente, Fitz notara o movimento e a olhou com mais atenção, esperando pela resposta.

— S-sim — Angelina respondeu, sua voz havia adquirido um novo tom. — Eu não sei se devo falar sobre isso, senhor.

— Deve, Angelina. Eu preciso tentar entender porque minha esposa escondeu a gravidez de mim — Fitz disse, havia um certo desespero escapando junto com as palavras preferidas. — Se ela sabia da gravidez, porque não me contou logo de uma vez? Eu acreditava que nem mesmo ela sabia da criança que carregava consigo, mas agora que sei que você já tinha conhecimento, me pergunto o motivo dela ter escondido isso de mim.

— Ela falava que seria negligenciada junto com a criança que teria, dizia que se sentia um peso, mas eu sentia que tinha algo a mais e quando comecei a perguntar, foi quando ela se afastou e se tornou completamente diferente comigo — Angelina disse, seus olhos estavam marejados. — Até hoje não entendo o motivo de ter mudado comigo, pois você sabe que éramos como irmãs.

— Eu sei, Angelina. E estou exatamente tentando descobrir o motivo da mudança de Mellie — Fitz mentiu, já que ele mesmo não notara nenhuma diferença do tratamento de sua esposa para com ele.

— Eu queria ter falado com você sobre isso antes, mas achei que seria bobeira, além do mais, imaginava que deveria estar se sentindo péssimo por ter pedido a esposa e um bebê.

— Talvez ela estivesse estressada demais, além do fato de eu ser um marido bastante ausente — Fitz disse, tentando não fazer perguntas que pudessem lançar dúvidas sobre a cabeça de Angelina. — De qualquer forma, te peço que não comente sobre nossa conversa com ninguém.

— Nunca fiz e nunca farei isso, Fitz. Eu guardei essa história comigo, e continuarei porque é algo que diz respeito a alguém que foi muito importante para mim.

— Eu sei, entendo seu sentimento.

— Aliás, fiquei muito feliz ao saber de seu noivado. Saber que está seguindo em frente, me fez sentir alívio, pois sabia que a morte de Mellie causara um estrago muito grande em você.

— Eu estou muito feliz pelo meu noivado também. Encontrei uma mulher forte, determinada e cheia de vontades, eu gosto bastante dela — Fitz disse, e não havia nenhuma invenção em sua sentença.

— Totalmente o oposto de Mellie — Angelina disse e então sorriu. — Eu vejo como você melhorou seu humor, tem até sorrido para as fotos que tiram de você, e eu não o via sorrir desde antes do acidente.

Batidas na porta foram ouvidas, interrompendo a conversa entre Angelina e Fitz. Ambos olharam para a porta que se abriu um pouco, Olivia colocou a cabeça na fresta e abriu um sorriso de canto ao olhar para Fitz, e logo em seguida, seus olhos caíram sobre a mulher.

— Oh, me desculpem! — Liv disse. — Sua secretária me disse que estava livre agora, querido. — Liv disse, enfatizando na palavra "querido", não por ciúmes, mas porque era o combinado de se tratarem com carinho diante de outras pessoas.

— Não, Liv. Pode entrar — Fitz disse, sorrindo para a mulher que entrou no escritório oval e foi até a mulher.

— Prazer, Olivia Pope — Liv disse, estendendo a mão para a mulher que se levantou.

— Eu sei quem você é, Pope. Só não saberia se fosse um alienígena — Angelina disse sorridente. — Você e Fitz tem sido o assunto mais falado nas mídias. Aliás, sou Angelina Stroke, é um prazer conhecê-la.

— Não sei se ser reconhecida é uma coisa tão boa — Liv disse, fazendo um gesto com a mão e então se virou para o presidente. — Fitz, vim te avisar que vou farei a prova do vestido do casamento com Ruby e Abby.

— Espere um pouco. Eu preciso conversar com você — Fitz disse, se levantando do sofá e se aproximando da noiva.

— Na verdade, acho que já vou indo — Angelina disse. — Infelizmente, não posso ficar aqui por muito tempo, já tinha marcado outro compromisso e também não quero incomodar.

— Você nunca incomoda, Angie — Fitz disse e Angelina sorriu.

— Mesmo assim — Angelina disse enquanto Olivia e Fitz a olhavam. — Espero que sejam muito felizes juntos, de verdade.

Angelina disse com sinceridade, colocando a mão sobre as mãos unidas de Olivia e Fitz, e então pediu licença antes de sair do escritório oval, deixando o casal sozinho.

— Ela é muito bonita — Olivia comentou e Fitz assentiu, ambas as mãos ainda estavam unidas. — Ela trabalha para a Casa Branca?

— Na verdade, ela era muito amiga de Mellie — Fitz disse simplesmente. — A conheci antes mesmo de começar a me relacionar com Mellie — Fitz disse, se sentando no sofá novamente, Olivia o acompanhou, sentando-se ao lado dele. — Liv, eu preciso te falar uma coisa.

— Sobre? — Liv perguntou e Fitz ponderou se deveria ou não comentar sobre a investigação que providenciara. — Eu vou fazer uma visita ao hospital em que Edison está, Liv. Ontem pela manhã, assim que chegamos de viagem, recebi o comunicado de que ele estava acordado e eu preciso conversar com ele, acredito que desta maneira, ele poderá falar o que sabe.

— Duvido muito, Fitz. Ele estava bastante assustado quando conversou comigo e depois do atentado contra ele, tenho certeza de que estará com mais medo ainda.

— Eu acredito que deve estar muito amedrontado mesmo, mas preciso arriscar a tentativa.

— Posso te acompanhar? — Liv perguntou, e Fitz entendia os motivos dela desejar vê-lo, afinal ela o vira ser atingindo.

— Sim, mas não quero que ele saiba que está comigo e quero conversar com ele sozinho — Fitz falou, passando a mão pelo queixo. — Depois pode entrar para vê-lo. — Quando pretende ir? — Olivia perguntou e ele sacudiu a cabeça.

— Sabe que os agentes decidem a hora que saio para evitar qualquer tipo de ataque e nos últimos tempos, o reforço tem sido redobrado. Mas fique tranquila que te avisarei.

— Acha que dá tempo de eu ir experimentar o vestido do casamento? — Olivia perguntou, e Fitz notou a ansiedade na voz dela.

— Acredito que dará tempo de sobra, pois ainda vou ter uma reunião importante aqui na Casa Branca — Fitz respondeu e Liv assentiu.

— Certo. Vou apressar as coisas com Abby e Ruby — Olivia ia saindo, porém se virou para o presidente que a fitou, curioso.

— O que houve? — ele perguntou. — Algum problema? Aliás, nem mesmo te perguntei. Faz três dias que voltamos de Springfield, teve alguma notícia de Jake?

Como já era esperado, a expressão da mulher mudou completamente.

— Nada. E sendo bem sincera, isso me assusta mais ainda — Liv disse.

— Não precisa se preocupar com isso, Liv. Eu já estou tomando conta do assunto.

— Eu faria isso. Eu já resolvi muitos problemas antes.

— Eles não eram seus, e isso faz toda diferença, minha linda — Fitz disse, acariciando o braço de Liv. — Deixei que eu tome conta disso dessa vez.

— Tudo bem. — Liv disse e então mordeu o lábio, pensativa. — Fitz, acha mesmo necessário que Ruby continue planejando as coisas do casamento?

— Ela continua te incomodando? — Fitz perguntou e Olivia assentiu.

— Quase sempre reclama das minhas escolhas e parece arrumar desculpas, como se as coisas que eu escolho fossem antiquadas ou completamente erradas. E não me leve a mal, mas minha mãe planejou eventos durante toda sua vida, eu acredito que as escolhas que eu faço são completamente dentro dos padrões que a Casa Branca tem.

— Conversarei com Ruby, minha querida — Fitz disse e piscou para ela. — Mas tenho uma exigência.

— Qual? Vai querer ver tudo o que eu decidir com Abby? — Olivia revirou os olhos, e Fitz riu. — Eu vou repassar para os profissionais contratados, vai ser tudo perfeito. Fique tranquilo.

— Não. Eu ia pedir para que me desse algo em troca, Liv — Fitz disse, seus olhos tão cheios de malícia, quanto suas palavras. — E não estou falando de informações.

— Ah — Liv soltou um resmungo, entendendo o que ele queria dizer.

Fitz passou uma mão pelo pescoço da mulher de forma carinhosa, arrastando os dedos de maneira lenta e dolorosamente sensual, e o olhar que ele lançou era tão quente que fez Liv apertar as coxas para reprimir o tesão que surgiu no meio de suas pernas.

— Sabe sobre a minha mesa de trabalho, Liv?

— Claro. A mesa do Resolute é famosa — Liv respondeu, sua voz era baixa, completamente sensual.

— É, mas acho que ela não tem recebido a atenção que merece — Fitz cheirou o pescoço de Liv, fazendo-a estremecer. — Acredita que ela esteja sendo negligenciada de sua real importância.

— O que quer dizer com isso? — Liv segurou os braços dele com força, tentando se manter em pé quando sentiu a língua do presidente rastejando por sua pele. Ela fechou os olhos e mordeu o lábio com vigor quando o sentiu sugando sua pele, dando mordidas demoradas e tão dolorosas que chegavam ao ponto de se tornarem deliciosas.

— O design dessa mesa foi feito originalmente há muitos anos, fora um presente da Rainha Vitória para Rutherford B. Hayes. Seja lá quem tenha modelado e feito essa mesa, mas não acho que essa pessoa ficaria contente sabendo que tenho feito coisas tão chatas nela — Fitz disse, bem perto do ouvido da mulher, dando uma mordida no lóbulo dela logo depois.

— Você tem comandado a maior potência mundial, aliás tem comandado o mundo dali, não acho que isso seja chato.

— Depende — Fitzgerald entranhou os dedos pela parte de trás dos fios macios de cabelo de Olivia, puxando levemente, forçando a cabeça dela para trás.

— Do quê?

— Do que usamos como comparação. Comandar exércitos, ter vários países aliados, tomar as decisões que podem afetar o mundo, não são nada se comparados a sexo com você, chega a ser injusto com o resto das coisas a serem feitas no mundo.

— Você quer dizer que…

— Eu quero te comer naquela mesa, Liv — Fitz disse, de forma selvagem enquanto mordia o queixo da mulher. — Quero me enterrar bem fundo dentro de você. Você consegue imaginar isso?

— Sim — Olivia respondeu, ofegante. Ela sentiu cada célula do seu corpo reagindo ao contato do presidente, como se uma chave de ignição fosse virada no momento em que ele se aproximasse demais dela.

— Só se você me deixar te colocar dentro da minha boca de novo — Olivia disse e Fitz soltou uma risada grossa e reverberante.

— Você nunca fica por baixo, não é? Sempre arruma um jeito de me deixar surpreso, e claro, mais duro ainda por você.

— Depende do que estamos falando, Fitz. Qualquer posição me interessa, sou bem curiosa nesse aspecto — Liv respondeu com um sorriso no rosto, levando o que o presidente havia falado para o lado sexual.

Fitz mordiscou o lábio inferior dela, deslizando sua língua ali com um ritmo delicioso antes de deslizar a mesma para dentro da boca de Olivia. Ambos sentiam a textura e o gosto do beijo do outro, apreciando não somente o beijo, mas as reações que eram causadas a partir daquela carícia. As mãos de Liv estavam nas costas largas do presidente, e quando ela sentiu uma das mãos de Fitz apertando sua bunda por cima do tecido do vestido que usava, soltou um resmungo e cravou as unhas que mesmo sobre o tecido do terno causou efeito em Fitz, que a apertou com mais vontade ainda.

Ele parou o beijo, sugando o lábio de Liv como se fosse um delicioso morango. Ela abriu os olhos nebulosos, fitando Fitz e suas íris Azuis que também a fitavam com intensidade.

— Melhor você ir antes que eu cancele tudo o que tenho para hoje e te rasgue ao meio, Liv — Fitz disse acariciando os cabelos da mulher.

— Ah, que pena — Olivia falou, colocando sua mão sobre a visível ereção de Fitz. — Adoraria dar um jeitinho de resolver esse enorme problema que tenho nas minhas mãos agora.

— Liv...não me provoque desse jeito — Fitz respirou fundo, fechando os olhos.

— Acha que só você sabe provocar, senhor presidente? — Liv fez a pergunta retórica, dando um risinho vitorioso e aproximando os lábios da orelha dele. — Agora, se me der licença, vou me aliviar sozinha — Liv alisava todo o membro por cima da calça de Fitz que tentou levar sua mão até o ponto úmido no meio das pernas de Liv. — Eu vou imaginar você me chupando enquanto acaricio meu clitóris, e desejar que seja você me fodendo enquanto tiver os meus dedos enfiados dentro da minha boce…

Liv fora calada de forma repentina com o choque dos lábios de Fitz sobre os seus, o beijo não era nada educado ou calmo. Fitz rodeou um dos braços ao redor da cintura da mulher, a levantando do chão com firmeza e carregando-a até a parede, perto da porta de seu escritório.

Ele interrompeu o beijo por um segundo e então passou a chave na porta, trancando-a antes de voltar a beijar Olivia. Sua mão ávida não titubeou antes de deslizar pelas coxas firmes e torneadas de Liv e se infiltrar por debaixo do vestido.

Fitz soltou um silvo pesado quando seus dedos encontraram a intimidade exposta de Liv, nenhum pano impedia o contato do atrito de seus dedos com a pele fina e sensível da mulher. Ela o encarava com desejo flamejando nos olhos, os seus lábios estavam entreabertos enquanto a respiração quente entrava e saía por ali de forma pesada.

Um gemido escapou dos lábios dela quando sentiu dois dedos de Fitz acariciando os grandes lábios de sua intimidade, massageando toda a extensão deles enquanto as pernas de Liv cediam um pouco por conta do contato. Fitz tentava entender o poder que a mulher tinha sobre si.

Ele já havia tido muitas experiências sexuais, mas nenhuma mulher o fizera ficar tão hipnotizado, tão vidrado. Ela era como uma espécie de entorpecente, e quanto mais ele experimentava, mais ele desejava.

Olivia apoiou a cabeça no ombro de Fitz quando sentiu os dedos dele massageando seu clitóris, sua umidade escorria pelos dedos do homem que começou a morder o pescoço dela com vontade. Olivia não deixara por menos, abrira o cinto e a calça do presidente, mesmo que seus dedos estivessem trêmulos diante da adrenalina e do tesão que a consumiam naquele momento.

Fitz sibilou um palavrão no momento em que sentira os dedos de Olivia deslizando sobre a cabeça do seu membro duro, ele aumentara os movimentos dos dedos na intimidade de Liv em resposta. Ela se esfregava, rebolava em busca de mais daquele contato tão gostoso, enquanto sua mão deslizava sobre a dureza do membro do presidente.

— Você nunca precisa se virar sozinha enquanto eu estiver por perto, Liv. Entenda isso — Fitz disse, com a voz grossa, pingando de tesão ao sentir a mão de Liv apertando em volta de si com mais força.

Liv começou a masturbá-lo com intensidade, e Fitz enfiou dois dedos dentro da umidade de Liv, e cada vez que seus dedos deslizavam dentro e fora do corpo dela, era um gemido que raspava através da garganta da mulher.

Fitz sentiu tremores do corpo de Liv enquanto sentia os movimentos de masturbação em seu membro se intensificando, ficando cada vez mais rápidos. Ele sabia que ela não aguentaria muito mais, e esperava ansiosa por vê-la gozar novamente, aquela visão tinha virado sua favorita.

— Deixa esse seu gozo gostoso vir, Liv — Fitz disse com a voz baixa, rasgando o ar. — Deixa eu sentir seu mel escorrendo pelos meus dedos e minha mão.

E então Liv sentiu o acúmulo de sensações atingir o ápice, liberando todas elas de uma vez só em um forte orgasmo, que causara-lhe tremores deliciosos por todo o corpo, um torpor delicioso que a fizera desconcentrar do serviço que tinha em mãos. Mas demorou apenas alguns segundos até que voltasse a trabalhar com desejo no membro do presidente.

— Sua vez, senhor presidente — Fitz sorrira, sua mãos ainda escorregava pelo líquido na intimidade de Liv. Ele acariciava calmamente, enquanto Liv aumentava o ritmo de vai e vem de sua mão em volta da ereção do presidente. — Sabe o que eu mais gosto? Eu gosto de saber que você pode ser o homem mais poderoso do mundo, mas que eu tenho total controle sobre você enquanto seguro seu pau.

— Liv… — Fitz disse com a voz rouca.

— E como prova de que quem manda, sou eu...Você vai gozar agora mesmo — Liv disse antes de se abaixar, ajoelhando-se e tomando o membro dele em sua boca. No mesmo instante, o janto denso escorreu para fora do membro do presidente, e Liv fizera questão de engolir tudo.

Logo depois ela se levantou, limpando qualquer resquício que pudesse ter ficado. O sorriso presunçoso do presidente fez com que ela sorrisse de volta, ele a puxou beijando-a com calma. Quando o beijo acabou, ele se recompôs, ajeitando a calça e colocando o cinto de volta.

— Não se esqueça de pedir as imagens da câmera de segurança, senhor presidente.

— Fique tranquila, eles não tem a visão perto das paredes. A câmera fica apenas ali no meio do teto, e o fato do escritório ser oval tem suas vantagens — Fitz piscou e Liv piscou de volta.

— Ótimo. Vou experimentar o vestido do nosso casamento, senhor presidente. Me espere para irmos juntos ao hospital — Liv disse antes de sair do escritório, deixando Fitz sem entender o motivo de se sentir tão bem quando tudo parecia tão confuso quanto antes, ou talvez até pior do já estava.

"Não há motivos para se preocupar."

Era nisso em que Fitzestava pensando repetidas vezes, era naquelas benditas palavras que ele queria acreditar, porém algo apavorante lhe causara uma espécia de certeza de que tudo ia de mal a pior. As palmas suadas das mãos de Liv estavam grudadas na pele de sua mão, enquanto esperavam para entrar no quarto de Edison.

Fitz pedira para entrar sozinho, e Liv não reclamara em nenhum momento. O que ele achou ótimo, afinal não queria entrar em uma briga com ela naquele dia, já que de alguma forma ele sabia que as coisas ficariam complicadas.

— Fica calma, Liv — Fitz falou, sua voz quebrou o silêncio de forma repentina, fazendo com que a mulher sobressaltasse em seu lugar.

— Eu estou tentando — ela respondeu rapidamente, e antes que pudesse voltar a falar, a porta se abriu e um dos agentes chamou Fitz, que se virou para Liv, depositando um beijo no rosto dela.

— Eu deveria estar mais nervoso do que você, Liv. Mas veja só, estou calmo — ele mentiu descaradamente, já que por dentro ele se sentia em um redomoinho de emoções, e nenhuma delas era calma.

Liv assentiu, sorrindo fracamente antes de se levantar e seguir porta afora. Os agentes o acompanharam até o quarto em que Edison estava, assim que chegara diante da porta, encontrou-se com a mãe de Edison.

— Senhor presidente — ela parecia empolgada, mas, ao mesmo tempo, um brilho de curiosidade brilhava em seus olhos. — Achei que sua visita fosse uma mentira.

— Senhora Daves, é um prazer revê-la — Fitz disse, sendo apenas simpático, pois na realidade nem se lembrava quando fora a última vez que a vira. — E como pode ver, não é uma mentira. Eu preciso trocar algumas palavras com seu filho.

— Ele acordou ontem, está consciente, mas devo alertá-lo que nem sempre fala muitas coisas com nexo — a senhora Daves falou e Fitz prestava atenção.

— Como assim?

— Ele tem dito umas coisas sobre conspiração, assassinatos e insiste em falar que todos estamos correndo perigo.

— Senhora, se importa se eu entrar para conversar com ele agora? — Fitz perguntou, impaciente.

— Não, senhor presidente. De maneira alguma — ela respondeu, se movendo e dando passagem para que Fitz entrasse no quarto.

Assim que ele estava dentro do espaço amplo do quarto de hospital, recebeu um olhar surpreso de Edison, que o fitava com um vinco na testa. O cheiro de remédios e dos produtos químicos de limpeza fizeram o nariz do presidente coçar um pouco.

— O que faz aqui, senhor presidente? — Edison perguntou, sua voz era fraca.

— Eu vim conversar com você, Edison. Temos alguns assuntos em comum — Fitz disse de maneira séria. — Eu sei — Edison respondeu, olhando para o lençol azul que cobria seu corpo.

— Então… — Fitz pigarreou, tomando coragem para perguntar e colocar para fora todas as dúvidas de sua cabeça. — Para começar, preciso saber para quem você estava trabalhando.

— Eu não posso dar essa informação, senhor — Edison falou, o desespero crescente na voz dele fez Fitz sentir um temor lamber seu corpo por completo. O medo nos olhos de Edison não eram um medo comum, era um medo do tipo que consome a pessoa até o definhamento. — Me pergunte qualquer coisa, mas essa informação pode custar a vida de quem amo, e eu não quero isso.

— Certo. Não precisa falar sobre isso — Fitz disse, pensando em forçar mais sobre esse assunto depois.—Logo depois do atentado, quando estava caído, você falou uma coisa para Liv e ela me contou.

— Sobre o filho que Mellie esperava não ser seu? — Edison perguntou sem rodeios. — Eu me lembro, apesar de estar sentindo uma dor dos infernos naquele momento.

— Sim. Liv chegou a achar que você estivesse delirando — Fitz disse, se lembrando de sua noive lhe perguntando sobre o assunto. — De onde você tirou essa informação?

— As pessoas...Esse grupo para qual eu me juntei, eles sabem de tudo, senhor. Eles têm acesso a qualquer informação no mundo todo — Edison parecia receoso, mas prosseguiu do mesmo jeito. — Eles comentaram sobre isso. Eu não inventei nada sobre esse assunto, e sinceramente, não tenho motivos para isso.

— Você sabe que eles podem matar você e sua família mesmo que não abra a boca, não sabe? — Fitz perguntou, tentando fazer pressão psicológica. Ele não queria fazer daquela maneira crua, porém ouvir a confirmação do que Olivia havia lhe contando o fizera perder qualquer rumo dos planos pré estabelecidos por si mesmo.

— Eu sei, senhor. Mas prefiro continuar calado, pois sei que as chances de eu estar morto nos próximos trinta minutos seria grande — Edison disse, travando o maxilar antes de tomar o fôlego e voltar a falar. — Se quiser provas, procure na CIA, senhor. Eles possuem a prova de que o filho que sua falecida esposa, não era seu.

— Obrigado pela informação. Espero que não se importe, mas não sei se acredito no que me diz, Edison. Você já mentiu uma vez para Olivia, e está envolvido com essas pessoas.

— Sério, senhor presidente? — Edison perguntou de maneira irônica. — Porque não acho que teria vindo aqui se a semente da desconfiança não tivesse sido plantada dentro da sua mente.

— Exatamente por conta desse seu jeito é que desconfio de que isso seja verdade.

— Investigue, senhor. Não custa nada e eu tenho certeza de que será a ponta do iceberg — Edison disse.

— Tenho que pensar sobre isso — Fitz disse. — Falando em "ponta do iceberg". Pode me contar pelo menos sobre os planos desse grupo? Eles querem me derrubar? Me matar?

— Eles não me deram detalhes, senhor presidente. Infelizmente, não posso ajudar — Edison disse, e Fitz sabia que ele estava mentindo.

— Certo. Se souber de alguma coisa eventualmente… Me avise — Fitz disse, deixando subentendido que tinha conhecimento de que Edison sabia de tudo, porém escondia a informação. — Quanto a sua segurança, colocarei dois agentes tomando conta daqui para garantir sua segurança.

— Obrigado — Edison agradeceu, parecendo verdadeiramente sincero.

O som da porta sendo aberta fora ouvido, fazendo com que ambos olhassem para a mesma, a senhora Daves entrou no quarto e olhou para os dois. Fitz não queria sair dali tão rápido, ainda achava que poderia forçá-lo a falar mais, mas a mãe de Edison não parecia querer dar uma folga.

— Desculpe interrompê-los, mas é hora de tomar remédios. A enfermeira queria entrar e eu vim assegurar que ela não entrasse no meio da conversa de vocês — a senhora de cabelos bem presos falou, e Fitz perguntava se ela não tinha feito exatamente o que fora dito. Ela havia entrado no meio da conversa e atrapalhado tudo.

— Eu já vou embora — Fitz disse, ajeitando o terno com a expressão irritada. — Aliás, Liv está aqui no hospital para vê-lo — Fitz disse e assim que Edison ouvira o nome da amiga, abrira um sorriso empolgado. — E os dois agentes já estão aqui na porta. Espero que melhore logo, senhor Daves.

Assim que saiu do quarto, fez sinal para que dois dos seis agentes que o acompanhava, ficassem ali. E então seguira até a sala em que Liv estava, assim que abriu a porta, a mulher se levantou. Seu olhos revelavam o brilho da curiosidade para saber o que acontecera durante os poucos minutos de conversa que Fitz e Edison tiveram.

— Ele está bem, mas não me falou muita coisa — Fitz disse, escondendo a parte sobre a parte sobre a gravidez de Mellie.

— Eu imaginei que ele não fosse dizer nada, Fitz — Liv disse. — Agora é a minha vez, certo? Quero muito conversar com ele, e tentar pela última vez colocar juízo naquela cabeça oca.

Ambos saíram juntos da pequena salinha de espera e antes de ir embora, Fitz puxara Liv para si, depositando um beijo demorado em seus lábios escarlates por conta do batom. Assim que separaram os lábios e se olharam, o barulho ensurdecedor atingiu os ouvidos de ambos. Fora um tiro. Fitz não tinha dúvidas disso e seus agentes e os que tomavam conta da segurança de Liv também não, pois começaram a fazer o caminho de rota de uma fuga que fora planejada pelos agentes do serviço secreto antes mesmo de irem ali. Fitz segurava a mão de Liv com firmeza enquanto os disparos continuavam. Vários deles, um atrás do outro. Liv tentara contar quantos eram enquanto corria desesperada pela escada de serviço junto com Fitz e os vários agentes que os acompanhavam, porém perdera as contas.

Assim que alcançaram garagem, entraram no carro presidencial e então Fitz conseguira respirar sem dificuldade. Estavam seguros dentro do carro que era uma espécie de escudo. Os braços firmes do presidente rodearam o corpo trêmulo de Liv ao seu lado, enquanto ele tentava entender que tinha acontecido.

Ele não queria perguntar sobre aquilo para os agentes naquele momento, pois temia que algo grave tivesse acontecido e que isso assustasse ainda mais a mulher que se encolhia assustada em seus braços. Antes que pudesse dar conta, o carro estava entrando pelo portão noroeste e assim que estacionou, pediu que os agentes saíssem.

— Você está bem? — Fitz perguntou e Olivia assentiu.

— Sim. Na verdade, só quero entender o que aconteceu lá — Olivia pareceu um pouco pensativa antes de voltar a falar. — Eu nem pude ver Edison, aliás, preciso saber se ele está bem.

— Ele deve estar bem, minha querida. Eu vou descobrir o que aconteceu e você pode tomar um banho para relaxar, não fique se preocupando com isso agora.

— Não sei se consigo, Fitz. É muito estranho, não acha?

— Eu sei, também achei estranho. Mas eu prometo te contar o que aconteceu assim que eu descobrir.

— Certo.

Fitz abriu a porta, e logo eles saíram do carro. Fitz seguiu direto para o seu escritório, enquanto Liv seguiu para seu quarto. Ele passou a mão nos cabelos levemente desalinhados e piscou diversas vezes, estava completamente aturdido ainda. Ele fez sinal para que os seus agentes entrassem e trancassem a porta, os dois obedeceram sem questionar.

— Que porra foi aquela, Tom? — Fitz perguntou para Thomas, um de seus mais confiáveis agentes do serviço secreto. Ele confiava tanto no homem que não pensara duas vezes antes de colocá-lo incumbido da segurança de Olivia.

— Senhor, tememos que seja um ataque terrorista — Thomas respondeu sem pestanejar. — Acreditamos que eles queriam atingir o senhor.

— Nossos agentes foram atingidos, senhor presidente — Agente Castillo disse com a voz clara. — E infelizmente, temos a confirmação de que Edison Daves está morto, senhor.

Fitz olhou para Castillo com completa surpresa, afinal não era porque ele não simpatizava com o playboy enrustido que o queria vê-lo em maus lençóis, e agora ele estava morto. Como contaria para Liv? Ela ficaria despedaçada.

— Obrigado pelas informações e pelos serviços prestados mais uma vez —Fitz disse, completamente sem ânimo na voz. — Podem se retirar.

Fitz caminhou até uma das janelas do escritório oval, enfiou as suas mãos nos bolsos e espremeu os lábios um contra o outro. Sua mente vagava entre os problemas a serem resolvidos de sua campanha, o problema com seus inimigos, mas o que pesava sua mente naquele momento era o que Edison havia dito sobre ele não ser o pai do filho que Mellie esperava.

Os problemas em sua vida só pareciam aumentar, mas os sonhos recorrentes, que estavam começando a se tornar pesadelos, o faziam acordar e dormir pensando em Mellie. A ideia dela ter mentido, lhe doía, lhe corroía a alma, mas a dúvida dominava seu coração e apesar de ter tomado uma séria decisão, precisava de coragem para colocá-la em prática.

Apesar de parecer algo extremamente errado duvidar da esposa falecida, Fitz sabia que precisava fazer aquilo. O fato de Edison saber daquela história, fora o suficiente para gerar suspeitas maciças sobre sua mente, ele sentia que algo estava errado naquela situação toda, era como uma comichão que lhe incomodava o cérebro, soava como um alarme de que havia algo muito maior por trás daquilo tudo. E Edison confirmara que aquilo era verdade, dissera para que ele investigasse e que a CIA tinha provas de que o filho de Mellie não era seu.

Ele sentia um aperto, uma tristeza por saber que Edison morrera, talvez porque sabia que nunca teria respostas concretas. Era como se voltasse à estava zero.

Ele ouviu um pigarro e se virou, encontrando os olhos do velho amigo, Cyrus, ele parecia inquieto.

— Senhor? Parece extremamente preocupado — Cyrus disse.

— Como não estaria? — Fitz disse sarcástico.

— Acabei de saber o que houve. Vim aqui exatamente por isso.

— Posso dizer o mesmo pelo seu olhar, Cyrus. Me parece preocupado também — Fitz dissera, e em seguida se aproximou de sua mesa e encostou no móvel, antes de cruzar os braços. Ele deu um longo suspiro pesado, ponderando em sua mente sobre o que faria a seguir.

— A situação pela qual passou, senhor. Estamos acostumados com esse tipo de eventualidade, mas é sempre bem apavorante a ideia de que você esteja correndo perigo, o país ficaria um caos se você morresse ou algo do tipo — Cyrus disse, pensativo. — Precisa de alguma coisa?

— Sim, peça para que cuidem de Liv, ela estava bem assustada quando saiu do carro. Desde que começou a se envolver comigo nesse maldito plano, tem passado por situações desse tipo. Não quero nem pensar em quando contar sobre a morte de Edison. Aliás, tentem evitar de falar sobre isso perto dela, eu quero contar isso da melhor maneira para Liv. Se é que existe uma maneira melhor para se dar esse tipo de notícia — Fitz disse e então prosseguiu, tomando coragem para fazer o que deveria ser feito. — E eu preciso que entre em contato com o a diretora-geral da CIA. Diga que é urgente, e eu preciso dela na sala de reuniões em meia hora — o presidente disse, usando seu tom autoritário de sempre.

— Posso saber o motivo? Sei que não devo me intrometer, mas parece ser sério.

— Vou descobrir a verdade sobre Mellie, Cyrus. Só isso.

— Como assim? — Cyrus perguntou com evidente interesse.

— Edison me disse algumas coisas sobre Mellie, Cyrus. E eu quero averiguar.

— Desde quando você acredita em Edison Daves, senhor? — Cyrus perguntou, seu tom era de quem estava desacreditando no que ouvia.

— Desde quando ele me diz que a CIA tem provas do que ele disse.

— Como?

— Só faça a maldita ligação, Cyrus — Fitz disse, indo até sua cadeira e sentando-se de maneira tensa.

— Senhor, há mais uma coisa — Fitz colocou os cotovelos sobre a mesa e uniu as mãos, entrelaçando os dedos, sua expressão intensamente séria.

— Diga.

— Eu vim aqui para trazer informações que o agente Thomas Petrov acabou de me passar — Cyrus começou. — Tudo indica que o ataque no hospital foi causado por um dos agentes que o senhor deixou de vigia para Edison.

— Isso quer dizer que…

— Ele provavelmente faz parte do grupo que quer derrubá-lo, e foi usado para calar Edison. Ele matou o parceiro, agente Holden, logo depois disparou vários tiros contra Edison antes de se matar com um tiro na cabeça — Cyrus falava e Fitz sentiu seu coração se apertando. — A guerra começou, senhor presidente. E o inimigo pode estar bem próximo de nós sem aos menos darmos conta disso.