N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.
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Capitulo 23
O caos estava instalado naquela pequena sala da Casa Branca. Olivia ainda estava praticamente ausente, toda aquela cena lhe causara uma especie de apagão mental, fazendo com que ela perdesse os sentidos e derramasse seu corpo sobre o do presidente . Ela abriu os olhos ao ouvir vozes alteradas, as lágrimas quentes e pesadas escorriam-lhe pela face.
— Tiger está ferido. Repito. Tiger está ferido — O agente gritava em seu rádio, usando o codinome do presidente. Ele se aproximou de Olivia e a levantou do chão, sem fazer muito esforço, já que a mulher parecia ter perdido todo o senso de ação e movimento. O agente examinou o corpo de Olivia. — Senhorita, você sente alguam coisa?
— Não. — Ela respondeu, começando a reagir. Ela se sentou na pequena poltrona instalada no cômodo. Ela recapitulou tudo que acontecera instantes antes, enquanto isso os homens de preto chegavam aos montes na sala, acompanhados de médicos que ficavam de prontidão dentro da Casa Branca. O corpo de Liv tremia violentamente, e ela tentava se lembrar das tecnicas que aprendera para usar em momentos como aquele, mas nenhuma lhe servia.
— Tempest está salva e segura — O agente comunicou em seu rádio, e Liv se perguntou se realmente estava salva ou segura.
A mulher abraçou a si mesma, enquanto o cheiro do sangue que brilhava e molhava seu vestido chegava até as suas narinas causando ânsia de vômito, mas aquilo não era ocasionado apenas pelo odor, mas também pelo nervosismo. Sua mão banhada pelo sangue tremia, e as lágrimas caíam sem parar.
Seus olhos focaram no corpo de Jake caído no chão, os olhos dele estava bem abertos e sem vida, o homem estava ao lado do corpo inerte de Fitz. Sua mente lhe transportara para outra cena com tanto sangue que presenciara, e percebeu que Jake estivera lá também.
Se culpar ali não tinha a menor coerencia, mas ela não conseguia lutar contra o sentimento. Jake não atacara Fitz porque estava com algum tipo de ressentimento, ou talvez até fosse, mas o que o movera a ir até ali, havia sido algo muito maior e ela sabia que era nisso que ela tinha que acreditar, ou então enlouqueceria.
— Olivia, vem comigo! — Cyrus chamou-lhe, oferecendo a mão. Ela não pensou duas vezes antes de segurar a mão do homem e aceitou ser puxada dali para fora. Antes de sair da sala olhou de relance para Fitz que era colocado em uma maca e preparado para ser retirado dali com urgência. Ela temia que aquela fosse a ultima vez que veria o homem com vida. Seu coração apertou dentro do peito, a dor da possível perda já lhe parecia terrivel, e isso a fez acreditar que se o perdesse não teria forças para suportar.
Cyrus a ajudou ir até o quarto, e no meio do caminho Abby se juntou aos dois, e abraçou a amiga pela cintura até chegarem no quarto do presidente, e assim que Cyrus as deixou com a promessa de que daria noticias, Liv começava a reagir. Ela olhou em volta com cautela, deixando o corpo que esava retesado, relaxar um pouco.
— Eu estava esperando do lado de fora da sala, já que eu não poderia entrar na cena do crime. Mas fiz a cabeça de Cyrus para que te tirasse de lá. Eles procurarão você para saber o que aconteceu, Olivia. Acha que consegue contar?
— Acredito que não — Liv passou a mão pelos cabelos ainda ornamentados para o casamento.
— Eu vou dar um jeito de me livrar deles e você só falará com o FBI depois que se sentir bem — Abby disse com convicção. — Um médico vai vir dar uma olhada em você também, como você não apresentou nenhum feriment, eles preferem que você seja atendida aqui dentro — Abby falava rapidamente.
— Porque isso? Fitz acaba de ser ferido dentro da própria Casa Branca. Não estamos seguros aqui dentro, Abby — Olivia enxugou uma lágrima, sua mão suja de sangue deixou um rastro em seu rosto. — Eu vou tomar um banho, ser atendida pelo médico e depois eu irei para o hospital. E não adianta me convencer do contrário.
— Mas…
— Por favor, Abby. Não dificulte ainda mais o momento — Olivia falou.
Dentro da cabeça da mulher, as coisas começavam a fervilhar, e ela acordava da anestesia que tomara conta do seu corpo perante o choque do que ocorrera. — Abra esse armário e separe algumas peças de roupas, deixe em cima da cama depois, porque vou escolher algumas para levar para o hospital.
— Olivia, eu sou sua amiga… E não vou colocar panos quentes na situação. Você sabe que o presidente corre risco…
— Eu sei que ele pode morrer, Abby. Eu sei disso, mas eu prefiro acreditar que ele sobreviverá.
Abby apenas assentiu, e Olivia seguiu para o banheiro. Assim que fechou a porta deixou que a dor embolada em seu peito extravasasse pelos olhos. Ela se olhou no espelho e lembrou-se dos filmes de ação que assistira, da noiva ensanguentada após perder o mario. Ela não queria ser aquela mulher. Ela puxou o vestido para fora de seu corpo com lentidão exarcebada e o largou no chão acinzentado do banheiro.
Retirou as peças íntimas que Fitz lhe dera algum tempo antes, quando viajaram juntos. Seria uma surpresa para ele, mas infelizmente não teria a oportunidade de vê-la vestida com as rendas bem confeccionadas.
Olivia abriu o chuveiro e se enfiou debaixo dele, a água morna caía sobre seu corpo fazendo com que o sangue que começava a secar, escorresse até o chão e fosse embora pelo ralo. Ela apoiou uma mão contra a parede enquanto um soluço ávido escapou por sua garganta.
Tantas coisas a serem ditas, tanto medo de admitir algo que se tornara tão real. Tudo o que ela queria era dizer que o amava, uma única chance para fazer diferente. As doces palavras que Fitz lhe dissera logo antes de Jake os interromper dançavam na mente da mulher, e isso fazia a dor piorar ainda mais.
Ela segurou o sabonete líquido e o despejou sobre a esponja, antes de esfregar com força em seu corpo. Ela desejava que assim como aquela esponja limpava os resquícios do sangue do noivo, limparia também as recentes memórias.
Mas ela não sumiam, vinham com força e a empurrava contra a dor que se alojara em seu peito.
Seus olhos atentaram para a aliança adornada em seu dedo, trazendos os olhos fortes e impetuosos de Fitz e o desejo que as palavras ditas por ele transmitiram. Ela fechou os olhos, pedindo, para que nada acontecesse com ele, pedindo forças e esperança para que pudesse continuar, pois ela aprendera a manter a pose em momentos de crise, mas aquele em que ela estava não era um momento de crise comum.
Ela terminou o banho e se enrolou no roupão, sentindo a maciez do algodão sobre a sua pele. Abraçou a si mesma e seguiu para o quarto, onde Abby a esperava com o olhar apreensivo.
— Separei as roupas que pediu, e separei uma para você também, afinal os jornais não perdoam nem em um momento como esse. Precisa estar bem vestida em qualquer momento — Abby falou, e Liv notou a voz embargada da amiga.
— Obrigada, Abby. Sou sortuda em ter você por perto — Olivia agradeceu, lançando um olhar de reconhecimento e gratidão.
— Vou deixar você sozinha. Aliás, o médico já está esperando por você. Eles querem garantir que não tenha acontecido nada, estão desesperados.
— Eu vou apenas me vestir e direi para que entrem — Liv disse.
— Liv? — Abby chamou quando segurava a maçaneta da porta e já ia saindo, fazendo com que Olivia a olhasse. — Sabe que estou aqui para o que precisar, não sabe?
Olivia assentiu, e agradeceu antes que Abby se retirasse. Ela vestiu o conjuntinho sóbrio, e secou e penteou os cabelos, antes de pedir que o médico entrasse, e ao lado do médico estava David Rosen, Liv não sabia se deveria permitir a entrada dele ou não, mas a ideia de que ele pudesse trazer informações sobre Fitz a fez confiar no homem, mesmo que fosse uma falsa confiança.
— Senhorita Pope, você sente alguma dor? — Liv negou com a cabeça enquanto o homem a examinava. Ele prosseguiu com o exame, enquanto David aguardava sentado na poltrona ali perto. — Eu preciso que vá ao hospital, senhorita. Ao que tudo indica, você realmente não sofreu nenhum ferimento, porém, não sabemos como está por dentro. Principalmente dentro de sua mente, já que o choque provindo do que viu pode ser bem impactante.
— Eu estou indo ao hospital, senhor — Olivia disse, se sentando na cama. — Fique tranquilo que darei um jeito sobre isso.
Olivia queria se livrar do homem, essa era a grande verdade. E o olhar que David lançava para a mulher a deixava ainda mais ansiosa pelo que viria a seguir. Assim que o médico saíra do quarto, ela se aproximou de David e seu olhar era indagador antes mesmo que as palavras saíssem de sua boca.
— Como ele está? Não me esconda a verdade, David! Pelo tempo de amizade que temos, eu te peço.
— Ele não está bem — David falou, e Olivia sentiu como uma facada, mas ela pedira a verdade e teria de lidar com ela. — Perdeu muito sangue e os médicos ficaram bem preocupados, mas o que os deixaram mais espantados não foi apenas isso.
— Há algo pior? — Liv perguntou, temendo pela resposta.
— A adaga tinha algo tipo um veneno, Liv — David falou, fazendo com que Olivia levasse uma das mãos trêmulas até os lábios. — Quando ele chegou ao hospital, o veneno já tinha entrado em contato com o sangue. Como levaram ele para um hospital secreto de alta tecnologia do governo conseguiram detectar, porque se ele fosse em outro local, ele provavelmente não teria sobrevivido.
— Eu… não sei nem ao menos o que falar — Olivia dissera, com o coração acelerado.
— Eles estão testando antídotos, até onde eu saiba, porém agora é aguardar pela reação do presidente, Liv. ele está em coma induzido, esperam que ele consiga acordar dentro de dois ou três dias.
— É o que todos esperam, e eu mais ainda — Olivia disse, lembrando-se da imprensa que deveria estar fazendo a festa naquele exato momento. — Estão falando sobre isso nos jornais?
— É o que mais se fala no momento. O casamento secreto de vocês nem é mais notícia, tudo está focado no estado de saúde do presidente, já que eles já sabem que você está bem — David passou a mão pelos cabelos desalinhados. — Eles esperam uma palavra da "Quase-Primeira-Dama", mas é claro que a secretaria de imprensa arrumou um jeito de escapar, como sempre faz.
— Eu não estou com cabeça pra falar com ninguém, não quero nem mesmo falar com o FBI, por enquanto. Seria possível que me levassem até esse hospital secreto? — Perguntou e David assentiu.
— E você aceitaria, caso eu dissesse que não? — David perguntou de maneira retórica, lançando um sorriso de canto para Olivia.
— Você me conhece bem — Liv respondeu e forçou um sorriso fraco e desmotivado em retorno.
— Aliás, devo alertá-la que a Casa Branca ficará menos segura do que já é.
— E há essa possibilidade? Um homem conseguiu atingir o presidente dentro da maior fortaleza de todos os tempos, David. Se a Casa Branca não é mais segura, eu não sei para onde ir.
— Encontraram o padre ferido, ele disse que Jake estava conversando com um agente do serviço secreto. Talvez tudo ficasse mais calmo agora, se não fosse os outros perigos que se mostram à porta.
— Ele sabia de tudo, David. Era o agente de confiança do presidente e o acompanhava em todas as reuniões. Em todos os lugares que pode imaginar, Thomas Nielsen estava junto com o presidente.
— Mas acho que ainda pode piorar.
— Por que diz isso? — Olivia perguntou, tentando entender e preocupada com as notícias que vinham como uma avalanche, engolindo-a sem dar tempo de pensar.
— Pelo poder da emenda vinte e cinco da Constituição Americana, na ausência do presidente em seu cargo, o vice assume o poder do país.
— Certo. Chad Henson será o novo comandante-chefe, ele possuíra todo o poder de mandar e desmandar.
— Exatamente.
— Fitz sentia-se inseguro com ele em alguns momentos, parecia que Chad alimentava algum tipo de rancor pelo fato de Fitz ter sido escolhido para à presidência e não ele, que já estava no partido há um bom tempo.
— Eu não confio naquele homem, Liv. E é por isso que vim aqui, para pedir que se retire da Casa Branca, para a sua própria segurança e que leve Abby para longe dessa merda toda que se instalou aqui dentro.
— Eu farei isso, David.
Mas agora eu preciso ver Fitz, é tudo que me importa no momento.
— Claro.
— Só ajeitarei algumas roupas, porque acredito que ele não demorará muito tempo no hospital e quando for sair, precisará estar impecável.
— Está agindo com uma primeira-dama e nem mesmo se casou com Fitz ainda — David disse, levantando as sobrancelhas.
— E quem disse que não? Em meu coração acredito que estamos casados, unidos de alguma forma.
E ela acreditava mesmo.
Enquanto se aproximava da cama e juntava as peças de roupas que levaria, David se retirou do quarto com a promessa de que voltaria dali à alguns minutos para levá-la ao hospital. Olivia passou os dedos pelo suéter azul-marinho, e não resistiu ao ímpeto de levar a roupa até perto do seu corpo, abraçando a mesma com força, como se aquilo fosse trazê-lo para a realidade.
Olivia abandonou a peça de roupa na cama, e esparramou-se sobre a mesma, puxando o travesseiro de Fitz para perto de si e assim que sentira o cheiro do homem, as lágrimas vieram quentes. E a mulher nada pôde fazer além de se entregar ao choro crescente.
Dois anos antes
Washington D.C, Em um certo apartamento de classe média.
Mellie roía as unhas, algo fora do usual para a mulher já que a mesma nunca tivera tal mania. Ela estava sentada no sofá de couro preto, e apoiava os cotovelos sobre os joelhos. Até mesmo sua maneira de se comportar era reflexo de sua mente, desleixada e desacertada.
Russian se aproximou da mulher, ele segurava uma garrafa de cerveja barata em uma das mãos, e na outra o celular que Mellie sabia muito bem para que servia. Era atráves dele que Russian mantinha contato com Dália.
A primeira-dama prometera que não voltaria ali, mas estando tão perto do dia em que o maldito plano seria execultado e veria seu marido morto, sentiu-se obrigada a tentar achar uma maneira segura de sair de toda aquela merda na qual envolvera a si e a Fitz.
Seu estomago revirava enquanto ela observava a televisao noticiando um ataque terrorista, Russian ria sozinho, parecia se divertir com o desastre, Mellie preferia acreditar que ele estava rindo de algo que Dália lhe dissera.
Ela não gostava nem mesmo de pensar no risco que corria estando ali, se desse uma jogada fora do rumo, seria morta em dois segundo. Mas ela queria a chance de tentar fazer algo para salvar o pescoço do presidente e de quebra o seu.
— Está calada hoje — Russian dissera, olhando para o lado e observando a mulher que sorria de maneira forçada.
— Só estou apreensiva pelo plano que executaremos — Ela respondeu, sentindo que não mentia a dizer aquilo. Ela estava mais do que apreensiva, estava apavorada.
— Te entendo, minha linda — Russin disse, largando o celular em cima do sofá, e aproximando-se em seguida da mulher com seu corpo másculo. Mas justo quando os lábios do homem tocaria os de Mellie , a campanhia soou forte aos ouvidos de ambos.
Russian se levantou e deixou Mellie sozinha, indo até a porta.
Foi quando a mulher viu uma oportunidade bem diante dos seus olhos. A tela do celular ainda brilhava, indicando que não estava bloqueada e que não precisaria de senha para ver o que tinha ali. Ela aproveitou do momento e segurou o celular, apertando um botão para manter a tela acesa. Russian parecia entretido, e Mellie nem mesmo se perguntou quem seria, apenas se levantou e seguiu para a cozinha. Assim que a alcançou, tratou de olhar o celular do homem, e como já era de se esperar, havia muitas ligações e mensagens de texto, todas relacionadas à Dália. Tudo que Mellie queria fazer era descobrir quem era a pessoa e tentar fazer com que parasse. Em meio à tantas mensagens cheias de códigos indecifráveis, ela conseguiu capturar uma que era a única que conseguira entender até então, mas mesmo assim, parecia um pouco sem nexo.
"Precisamos começar a prepará-la, Russian. Ela assumirá todo o país algum dia, seu papel será protegê-la mesmo que tenha que colocá-la em um risco calculado em alguns momentos."
Mellie se perguntou quem seria "Ela", mas não teve muito tempo para refletir sobre aquilo.
— Mellie? — A voz de Russian parecia um trovão, poderosa e sua irritação o tornava amedrontador. — Sua filha da puta!
Mellie o olhava assustada. O celular escorregou de sua mão batendo contra o chão branco da cozinha em seguida. O baque do celular contra o chão nem a deixara tão assustada quanto o olhar que Russian lançava para ela quando chegara na cozinha.
— Eu juro que… — Mellie começara a se explicar.
— Porque estava bisbilhotando? — Russian indagou e ela uniu os lábios pensando em uma resposta coerente.
— Eu não estava bisbilhotando. — Mellie dissera e Russian lhe lançara uma gargalhada sarcastica. No instante seguinte, a mulher tinhas os dedos grossos da mão do homem em volta de seu pescoço, apertando-lhe com vigor.
— Sua puta! Não minta para mim, sabe que não suporto esse tipo de coisa! — Mellie segurava o braço de Russian com força. Ele sempre a tratava com carinho, mas nos ultimos dias ele começara a tratá-la de forma abusiva. Mas ela sabia que com ele não bastaria apenas terminar e ir embora, pois ele a perseguiria e a mataria, sem piedade.
— Eu juro! — A voz de Mellie saíra como um fiapo e as lágrimas quentes desciam pela fina pele de porcelana da mulher.
— Não precisa jurar — Russian afroxou os dedos, sentido que a mulher relaxara mais ao conseguir respirar normalmente. — Todos quem saber quem é Dália. Mas entenda que se eu te contar a verdadeira identidade, teria que arrancar sua língua. Você conhece os métodos, não conhece? — Mellie assentiu e Russian sorriu. — Eu entendo que amanhã é o grande dia e você deve estar assustada, mas é simple Mellie.
— Eu sei — Mellie respondera com o coração acelerado, temia que pudesse lhe escapar pela boca, de tão forte que ele retumbava em seu peito.
— É só enfiar o presidente na porra do carro, e pronto. O resto será por nossa conta, Mellie — Russian tirou a mão pesada do pescoço da mulher que o olhava como uma gatinha assustada.
— Ainda acha que dá conta de fazer isso? — Mellie assentiu e Russian acariciou os cabelos da mulher. — Me desculpe pela minha atitude.
— Sim — Ela mentiu. Não tinha como desculpá-lo por mentir para ela, ela não conseguiu nem ao menos se perdoar por tudo que fizera.
— Eu sei que ando meio agressivo, e meu comportamento têm sido péssimo, mas peço que entenda o quanto estou ansioso para amanhã. Depois disso, seremos livres, meu amor. Dália fará questão de nos manter bem de vida depois que acabarmos com Fitz e Chad Henson assumir o comando. O país será de Dália e nada poderá nos destruir.
" A não ser ele mesmo, a pessoa que não hesitará em me destruir." , ela pensou, sentimndo-se um brinquedo descartavel. Russian piscou, apanhando o celular que caíra e em seguida saiu do cômodo. Mellie perdeu as esperanças ali, sabia que se alertasse ao marido, sairia da história manchada. A primeira-dama que traíra o presidente, e pior ainda, com seu melhor agente do serviço secreto.
A imprensa não tinha piedade, não havia misericordia quando se havia noticia quente e destruidora como aquela. Ela seria apresentada como vagabunda, enquanto Russian, ou melhor, Thomas Nielsen, seu verdadeiro nome estamparia os jornais, então Tom Petrov receberia a glória por ter fodido a primeira-dama. O mundo podia ser machista, podia ser cruel e ela não saberia lidar com a agressividade das pessoas que tanto adoravam seu marido, ela mesma se sentia estúpida por fazer parte de algo tão nojento e devastador.
Mellie não teve duvidas, teria de colocar o outro plano que tinha em mente em pratica. Ela preferia se entregar do que perder a imagem que possuía.
