N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.
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Capitulo 24
Tempos atuais
Washington D.C, Casa Branca
Olivia terminou de ajeitar tudo que precisava para então poder finalmente ir ao hospital secreto do governo. Onde Fitz estava seguro, ou pelo menos, era o que ela acreditava. Ela saiu do quarto, e assim que colocou os pés para fora do mesmo, viu que a expressão de David era de ultraje, o que significava que havia mais situações delicadas para se resolver e Liv sabia que não poderia deixar aquele rastro do desejo de consertar todas as coisas tomar conta de sua mente. Ela só queria ver Fitz, nada mais importava naquele momento.
Ela apertou os dedos na alça da pequena mala que segurava, David falou algo com Abby que assentiu e então se aproximou de Olivia. Ela tomou o ar para dentro de seus pulmões, sentindo-os
expandir conforme o ar entrava, mas aquilo não diminuíra o gelo que se instalara em seu interior.
A mulher sabia que não existia aquela de idéia de que "não dá para piorar." , sempre dava para piorar e ela estava convivendo com situações do tipo todos os dias. David lenvatou as sobrancelhas e Olivia preparou os ouvidos para ouvi-lo.
— Liv, há uma novidade.
— Mais novidade? Fale. Preciso ver Fitz logo, David.
— Chad Henson acabou de pousar no jardim sul da Casa Branca e quer assumir a todo custo o cargo de presidente — David falou e Liv sorriu de canto, balançando a cabeça de maneira negativa.
— Você só pode estar brincando comigo, David — Olivia colocou os óculos escuros sobre os cabelos. — Onde ele está agora?
— Advinhe. Não é tão dificil assim.
— Salão Oval. — Olivia soltou as palavras, junto com o resto de paciência que lhe restava.
Sem ouvir ou esperar mais nada, ela apenas entregou a pequena mala para David, que a segurou com firmeza. E então caminhou com a determinação que sempre correra em suas veias. Seu sangue borbulhava, pois para o vice-presidente assumir o posto mais alto, Fitz deveria estar morto.
David e Abby se entreolharam e foram no encalço da mulher. Olivia parecia transtornada. Liv abriu a porta no rompante e Chad Henson que estava de pé conversando com um de seus seguranças do serviço secreto, virou-se no mesmo instante, encarando a mulher com seu sorriso pegajoso no rosto. Ele mantinha as mãos nos bolsos e então passou uma delas pelos cabelos brancos antes de se aproximar de Olivia, que mantinha uma pose impassível.
— Boa noite, Senhorita Pope. Muito triste tudo o que aconteceu — Chad estendeu a mão para cumprimentar Olivia e ela cruzou os braços, olhando para a mão estendida do homem, que visivelmente sem graça, a pôs de volta no bolso de sua calça. — Claro que devo salientar que fiquei bastante ofendido por não ter sido convidado para o casamento que não aconteceu.
— Ele acontecerá novamente em breve, dessa vez com um final feliz. Talvez você venha na próxima vez — Olivia falou sem animação na sua voz, a expressão ainda séria.
— Talvez? — Um riso debochado soou vindo de Chad
— Sim. Depende se eu sairei desse escritório te achando um bom servidor do país, ou se te odiarei por uma afronta tão grande como está prestes a cometer com seu presidente.
— O que quer dizer?
— Primeiro você pousa em um local que é restrito do presidente, e então você vem com essa estória de assumir o posto da presidência. Devo lembra-lo que Fitzgerald Thomas Grant ainda é o presidente, e ainda comanda o país? — Liv não queria perder e se meter em discurssão, mas aquilo era demais para ela aceitar.
— O presidente está em coma induzdo em um hospital, senhorita Pope. Porque não cuida de escolher qual vai ser o novo cachorro da Casa Branca? Ou porque não cuida dos jardins? Faça qualquer coisa, menos se meter em assuntos que não te interessam. Não sei se percebeu, mas você não é ninguém aqui dentro. Não chegou a se casar com Fitz, então não possui o posto de primeira-dama, e não tem a menor noção do que é o cargo de presidente.
Olivia riu, uma gargalhada que vibrou em casa célula, osso e camada de pele do seu corpo delineado. Ela se aproximou do homem e então o olhos da cabeça aos pés.
— Você está falando de si mesmo, senor Henson? Pessoa sem conhecimento do mundo, machista e pequeno. Acha mesmo que seu pênis te torna mais inteligente do que eu? — Liv falou e o espanto de Chad era visível, ele abrira a boa uma ou duas vezes, mas as palavras sumiram do seu cérebro. — Eu cresci no meio da politica, se esqueceu? Cultivo o desejo de seguir carreira politica algum dia.
— Mas a senhorita…
— Eu não terminei de falar, senhor Henson. Não seja mal-educado também — Olivia disse com um tom autoritário. — Estudei em Harvard, estudei toda a constituição americana e devo alertá-lo que a vigésima quinta emenda da mesma, diz que o presidente só pode ser substituído em caso de resignação, ou em caso de morte. Você ficou com preguiça de ler, senhor Henson? Posso ler para o senhor, se for o caso. — Liv disse com deboche aparente. Os risos de Abby e David soaram ao fundo.
— Qual parte dele estar quase morrendo você não entendeu garota? — Chad falou irritando-se. — O país e o mundo precisam de alguém que assuma a liderança e comande não apenas essa nação, mas o mundo inteiro. Eu estou no comando.
— Não. Como eu disse, a leia está contra você. O senhor podia simplesmente atender as ordens do departamento de segurança nacional e deixarem que o levem para um local seguro. Estamos sobre ataque, e não sabemos de onde ele vem.
— Eu não sou idiota, senhorita Pope. Eu preciso apenas de oito assinaturas do gabinete declarando que o presidente está impossibilitado de assumir o cargo por enquanto, para então conseguir assumir a presidência.
— O senhor parece muito ávido para conseguir tal proeza, senhor — Olivia falou, vincando a testa. — Parece estar contra o homem que sempre lhe estendeu a mão.
Os olhos de Olivia deslizaram até o bolso do terno de Chad, junto ao lenço que o enfeitava, havia um broche. Uma flor de lis vermelha sobre um lenço azul-marinho. Seu coração disparou, e sua boca secou-se no mesmo instante.
— Não pode ser — Liv falou baixinho.
— O que disse? — Chad indagou e ela encarou os olhos do homem que ainda se mostrava irritadiço.
— Eu não perdei meu tempo com você, senhor Henson. Veremos quem terá a razão no final de tudo isso — Olivia disse, enfrentando Chad. Ela pensou em falar que estava indo visitar Fitz, porém decidira não dizer. O broche estava com um alerta na sua mente, e pendurado no maldito lenço do bolso do seu terno.
Ela se virou, sem dizer nenhuma palavra a mais, deixara o Salão Oval, seguindo até a garagem.
Pela primeira vez, Olivia atentou-se para o fato de que Chad Henson poderia estar trabalhando para Dália, mas ela não se deixaria assustar por aquilo. Afinal era exatamente isso que tanto queriam. Mas aquilo podia ser fruto de sua mente. Afinal podia ser apenas um broche.
A mente de Olivia se voltou até o momento em que Jake falava na pequena sala. O homem falara que Thomas era o grande traidor, e Liv nem mesmo explicara aquilo ainda, ela só havia contado por alto. Afinal, tudo fora um choque muito grande e ali ela parecia despertar.
Quem era Dália? A maneira que Jake mencionara a pessoa, deixou implícito que era alguém de grande poder e influencia. Era aquela pessoa que queria destruir Fitz? As perguntas estavam todas sem respostas e Liv adoraria achar resposta para cada uma delas.
— Liv, tudo bem? — Abby perguntou, e Olivia assentiu.
— Poderia estar melhor, é claro. Mas acho que estou melhor, eu preciso me manter firme para dar conta de tudo o que está acontecendo, Abby,
— Você me parece firme o suficiente.
— Ah, eu estou mesno. Você sabe que quando acham que estou caindo, é quando me coloco mais forte.
Alguns minutos depois, Olivia estava dentro de um carro protegido, mas não era a limousine presidencial porque ela sabia que Chad Henson faria de todo o possível para tornar sua vida um pequeno inferno particular, caso ele assumisse o posto de presidente.
Olivia não entendia bem o motivo, mas ela sentia calafrios com a ideia. O agente Warren lançou um olhar para a mulher que assentiu, quando adentraram no hospital. Abby e David não puderam prosseguir depois de uma sala equipada com os aparatos tecnologicos que aparecem nos filmes de ação e você não acredita que possa existir.
Olivia não queria reparar muito, mas o local parecia realmente reforçado e seguro. Havia seguranças espalhados, atiradores de elite e apesar de não conseguir confiar plenamente nos agentes do serviço secreto, acabou por perceber que não tinha como fugir daqueles homens de preto. Agente Warren fez sinal com a cabeça para os demais agentes e os homens se espalharam para garantir a segurança da noiva do presidente. Olivia sorriu em agradecimento ao agente Warren que caminhava ao seu lado.
— Senhorita Pope, peço que perdoe o comportamento do Nielsen, mal pude acreditar que ele era o traidor entre nós.
— Eu me senti da mesma maneira, afinal, Fitz confiava a vida dele ao Tom. Aliás, investigaram sobre o passado dele? — Olivia perguntou intrigada e curiosa.
— Já iniciaram as investigaçoes. E sobre isso…
— O que houve?
— Eu sei que não é o melhor momento, mas nós precisamos de informações sobre o que aconteceu naquela sala de maneira detalhada, senhorita. Nada pode escapar.
— Eu o farei, agente. Só preciso ver Fitz antes disso.
Olivia não pôde deixar de reparar as paredes metálicas do local em que estava. Diferente dos hospitais ao qual estava acostumada, aquele dava todo um ar ainda mais aterrorizante ao momento, se é que tal situação fosse possível. Calafrios percorreram sua espinhas e o agente ao seu lado tentou amenizar a situação, lançando-lhe um sorriso de canto. O ato do homem não fizera com que o aperto em seu peito ou a falta de ar produzida pela leve claustrofobia diminuisse.
O agente abrira a porta, dando passagem para a mulher que fez sinal para que dois agentes ficassem ali na porta. Ele entrou com Olivia e encaminhou até uma segunda porta, e ela sabia que era ali que Fitz estava. Algo inexplicavel, mas ela simplesmente sabia.
— Olivia? — A voz de Cyrus lhe chamou atenção, e ela se virou na direção do homem.
— Sim? — Ela respondeu, enquanto encarava o fiel escudeiro de seu noivo. Seria ela tão fiel? Ela adorava acreditar que sim.
— Cy. Que bom vê-lo
— Veio para ser examinada? A segurança nacional teme que você possa ter algum tipo de veneno no corpo.
— Vim ver Fitzgerald. Cyrus. Depois me preocupo com isso.
— Sinto muito, senhorita, mas antes precisamos tirar uma amostra do seu sangue para garantir que não há nada de estranho em seu corpo. — Um medico alto e forte disse, adentrando logo atrás de Cyrus. — Prazer em conhece-la, sou o doutor Thompson. Eu sou o médico que está encarregado de cuidar do presidente.
— Veja bem, senhor Thompson. Eu já teria morrido caso tivesse algum tipo de veneno em meu corpo. Olhe Fitz, acabou precisando de um coma induzido para sobreviver — Olivia falou, o desespero em sua voz era aparente. — Por favor, eu preciso vê-lo.
— Liv, é só um exame rápido — Cyrus dissera, e Olivia se deu por vencida.
— Tudo bem. Cinco minutos? — Ela indagou e o médico assentiu.
— Farei o possível — O médico respondera e ela o seguira para outra porta. Havia uma cama hospitalar e todos os equipamentos necessarios para cuidar de uma pessoa, ela se sentou em uma cadeira verde e aguardou pelo medico que não demorou até se aproximar dela e retirar seu sangue. Enquanto ele desatava o nó da borracha que usara no braço para achar a veia da mulher com mais facilidade. Olivia olhava para a parede branco-gelo com impaciencia, tudo que ela queria era ver logo Fitz e tirar do peito a angustia.
— Estamos sendo vigiados 24 horas por dias, Senhorita. Todos nós — Olivia olhou para o médio, assustada com a declaração inusitada e surpreendente . — Eu sou apenas um médico, ou deveria ser apenas um médico, mas antes de Jerry morrer, ele me designou para cuidar de seu filho, e eu estou em todos os lugares, usando diversos disfarces.
Jerry era o pai de Fitz, quando ele morrera, até mesmo Eli Pope derramara muitas lágrimas. O coração de Olivia estava disparado, e o homem à sua frente pareceu perceber.
— Não quero te assustar. Eu só quero deixar bem claro que esse acidente que aconteceu ao presidente não se repitirá sob circunstância alguma, foi apenas um deslize meu.
— Eu não entendo — Olivia disse com simplicidade, seu corpo estava agitado. Uma mistura engraçada de desespero, medo e interesse. A curiosidade estava falando mais alto, como sempre, e tornando-a um pouco mais corajosa.
— Não posso explicar mais do que isso, mas já tenho em mãos uma cópia do que aconteceu naquela sala e tudo que puder ser descobert sobre o que motivou Jake a obedecer às orens de Thomas Nielsen. Eu sei que é estranho e talvez nem me leve a sério, mas preciso que você não conte tudo o que aconteceu naquela sala para os federais, para CIA ou os homens de preto do serviço secreto.
— Porque eu faria isso?
— Porque não sabemos em quem confiar ali naquele meio, Olivia.
— Eles podem ter um video, então o que eu disser não vai valer muita coisa.
— Fiz questão de fazer com que eles tivessem um vídeo sem áudio, Jake está de costas para a câmera e você pode inventar que ele disse qualquer coisa. Mas não conte o que ele disse sobre Dália, Olivia.
Olivia não quis concordar que sabia sobre Dália, mas somente dele ter mencionado o nome, significava que ele sabia sobre a existência da pessoa e quem sabe ele soubesse algo mais?
— Você sabe quem é Dália?
— Sei que existe alguém com muito poder, Olivia. Mas não sei quem é, se é homem ou mulher, não tenho a menor ideia, mas acho que um codinome é o ponto de ignição para conseguir virar o jogo — Olivia ouvia atenta. — Então posso contar com você?
Ela respirou fundo. Ela não podia confiar em ninguém, todos eram suspeitos e aquele homem ali na frente dela era um completo desconhecido. Porque então seu instinto dizia para que ela confiasse nele?
— Tudo bem — ela falou. — Mas eu quero saber mais sobre você, sobre o que vem investigando e contaremos para Fitz assim que ele acordar do coma.
— Não acho que o senhor presidente vá receber a noticia de que o pai dele deixou um espião altamente treinado para tomar conta dele, muito bem.
— Ele não tem que gostar, ele precisa aceitar ajuda. Estamos em um momento critico, ele quase morreu.
— Bom isso é verdade. Quando Fitz chegou aqui, já tinha perdido bastante sangue, mas o pior mesmo foi o envenenamento.
— Você tem alguma previsão de quando ele ficará consciente? — Perguntou, cheia de esperanças que ela teimava segurar, mas que eram grandes demais, frutos de seu desejo profundo de ve-lo novamente.
— Ele pode acordar hoje, amanha, daqui a uma semana, um mês ou um ano. A senhorita tem sorte em tê-lo vivo, senhorita. Uma coisa de cada vez — O médico disse.
Olivia assentiu, e então o médio fora até uma mesa, pegou uma caneta e anotou rapidamente, antes de virar novamente e se aproximar da mulher, entregando o papel que estava preso entre seus dedos.
— Esse é meu número, ele é descartável. Se quiser falar comigo, me ligue até amanha de noite porque jogarei esse chip fora e mudarei de número novamente.
— Você me contará sobre você, e sobre o que sabe?
— Sim — O homem respondeu simplesmente e Olivia assentiu, antes de se levantar e caminhar até a porta, ela se virou e o homem a encarou.
— Você é realmente um médico?
— Um médico diferente, senhorita. Se eu tivesse frequentado uma dessas universidades engomadinhas, nunca teria percebido com tamanha rapidez o envenenamento do presidente. Nem todos esses aparelhos conseguem essa façanha. Então fique tranquila, não tomei o lugar do outro médico para matá-lo e por mais dificil que seja aceitar isso, eu estou do lado dele.
Olivia sorrira e acenou com a cabeça brevemente antes de se retirar da pequena sala de consultas. Cyrus a aguarda em frente a outra porta, e sem trocarem uma palavra, Cyrus abriu a porta para que a mulher passasse. Era um grande corredor branco, a luz fluorescente no teto refletia deixando tudo brilhoso demais, os olhos de Olivia até doíam.
Três homens do serviço secreto estavam parados na porta, suas roupas contrastavam com a alvura do corredor. Eles abriram o caminho, e Cyrus abrira a porta, deixando com que Olivia passasse. Ela entrou no quarto e sentiu seu coração sendo esmagado. A visão não era nada bonita. Nada mesmo.
O homem forte, musculoso, cheio de virilidade exalando por cada pequeno pedacinho de seu corpo, estava inerte sobre a cama hospitalar, vestia uma daquelas camisolas horriveis de hospital, e estava coberto por um lençol verde até a cintura. As mãos grandes que tanto a tocaram, pendiam ao lado de seu corpo. Completamente imóveis e por quanto tempo mais ficariam daquele jeito?
Olivia colocou a mão esquerda sobre os lábios, tentando refrear os soluços que viriam com o choro. Ela estava se sentindo sentimental demais, chorona demais, mas quem podia culpá-la? Era o homem que ela descobrira amar a tão pouco tempo, ali naquela cama fria. Os dedos delicados cobriram o rosto por completo, e Cyrus fez um sinal para que os agentes saíssem do quarto, então se aproximou de Olivia, então se aproximou de Olivia, apoiou o braço ao redor de seus ombros e falou com a mulher.
— Você pode ficar o quanto de tempo que quiser, Liv — Cyrus dissera, apertou o ombro de Olivia como um carinho. — Lembra-se quando seu pai foi baleado? — Olivia não respondera com palavras, apenas um gesto de cabeça que confirmava. — Lembra o que eu te disse? Você tinha apenas 12 para 13 anos, mas provavelmente se lembra.
— Que a força que eu procurava estava dentro de mim, assim como a força que meu pai precisava para ficar melhor — Disse, lembrando-se do quanto ficara abalada.
— Exatamente. A força que Fitz precisa está dentro dele mesmo, e se ele sobreviveu a esse ataque é porque ele está lutando bravamente. E você, mais do que qualquer pessoa no mundo, precisa confiar na força dele agora — Cyrus lançou um sorriso amigavel para Olivia que enxugou as lágrimas que caíram de seu rosto. — Ele é todo seu, minha querida.
Assim que Cyrus saiu do quarto e deixou Liv sozinha com Fitz, ela se aproximou da cama com calma. Os tubos que ajudavam-o a respirar, a assustavam um pouco, não que ela nunca tivesse visto um daqueles, mas porque vê-los em Fitz era o que mais assustava.
Ela segurou em uma das mãos, ela estava morna. Olivia puxou o pequeno banco que estava ali perto e se sentou perto da cama, segurando a mão de Fitz novamente e então colocou em seu momentos em que ela queria voltar.
Um passado que ela queria tornar presente. E também futuro. Ter aquele carinho havia se tornado algo que ela queria sempre, como se precisasse dele com todas as energias de seu corpo. Olivia abriu os olhos, na televisão pendurada na parede do quarto, Chad Henson preenchia a tela. Olivia tentou ignorar, porém acabou cedendo à sua curiosidade e alcançou o controle, aumentando o volume que estava baixo.
— O que sabemos é que a situação do presidente é grave, e o país não pode permancer sem ser governado. Mas vocês podem ajudar com as orações em suas casas, a solidariedade de vocês é sempre bem-vinda. E quero que acreditem quando digo que estarei cuidando do país bravamente, assim como o presidente está lutando para sobreviver.
Olivia sacudiu a cabeça em desgosto, e não pode deixar de reparar que ele trocara de terno, mas o broche continuara lá. Ela queria achar que aquilo era apenas coincidência, mas seria coincidência demais. Não seria?
A apresentadora do telejornal apareceu na tela da televisão, chamando a atenção de Olivia que voltou a ouvir atentamente.
— Nos foi confirmado agora a pouco que Chad Henson possui cinco das oito assinaturas que precisa para assumir o cargo de presidente.
Olivia revirou os olhos e apertou para desligar, mas acabou mudando de canal, que também cobria sobre o atentado, ela mudou de canal varias vezes e percebeu que todos falavam sobre o mesmo assunto. No ultimo que ela parou, havia um repórter parado em frente a Casa Branca.
— Há algumas horas atrás foi confirmado um atentado ao presidente dos Estados Unidos, Fitzgerald Thomas Grant. Há informações de que aconteceria um evento secreto e nesse evento um homem atacou o presidente com uma adaga no abdomen, o estado do presidente é critico. Sua noiva estava junto com ele, mas já recebemos informações de que ela não está ferida e passa bem. O homem que atacou o presidente é Jake Ballard, filho do magnata Lucius Ballard. Jake foi executado com três tiros, e ainda não se sabe o que motivou o ataque, há rumores de que tudo tenha sido ciúme da futura primeira-dama, Olivia Pope, mas nada confirmado até agora.
Olivia agradeceu por eles não saberem muito do que estava realmente acontecendo. Seria um caos caso descobrissem a conspiração que havia para derrubar Fitz. Ela desligou a TV e se levantou, aproximou-se da cama curvou-se, encostando a cabeça no peitoral de Fitz. O coração dele batia debaixo do seu ouvido, as palavras de Cyrus estavam fixadas em sua mente.
Ela olhou para a porta rapidamente, antes de tomar a decisão que colocou em prática no instante seguinte. Sem pensar muito, tirou os sapatos dos pés e encolheu-se ao lado de Fitz na cama, entrelaçou seus dedos nos do homem e fechou os olhos acreditando que quando acordasse, ele estaria bem. Mesmo que aquilo não acontecesse, ou acontecesse apenas nos sonhos.
— Volta logo, meu amor. Eu preciso de você — Entre o barulho irritante dos aparelhos, a voz suave e calma da mulher soara, antes que ela deixasse a exaustão tomar conta seu corpo.
