N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.
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Capitulo 28
Fitz olhou para Olivia, como se buscasse nos olhos da mulher algum tipo de consolo após ouvir as palavras, e encontrou o acalento que precisava. Um olhar que lhe transmitia a paz que precisava, e aquilo bastava.
— Como você descobriu isso? — Fitz questionou.
— Emails, cartas e imagens de vigilância. Passei um bom tempo investigando sobre isso, senhor.
— Então, o filho que ela esperava era dele — Fitz concluiu com um suspiro pesado. Era óbvio que aquilo ainda mexia com ele, a ideia de que o único filho que nunca tivera, não era nem mesmo seu.
— Sim, senhor — Thompson disse e então vincou a testa. — Sinto muito em ter que lhe passar essa s informações. Sei que são muitas coisas para assimilar, e talvez algumas dessas novidades não o agrade.
— Eu preciso saber o que está acontecendo de verdade, Thompson. Estou cansado de mentiras ao meu redor, tem sido patético trabalhar todos os dias em um cargo que me dá pleno poder de saber de tudo o que acontece no mundo, mas não saber nem ao menos em quem confiar perto de mim.
— Fique tranquilo, senhor. Eu estou aqui para ajudá-lo no que for preciso e vamos descobrir quem está por trás desse grupo terrorista.
— E vamos acabar com eles, Thompson. Eles já mataram gente demais. Minha gente sangra pela falta de escrúpulos deles.
Thompson saiu do quarto logo depois de finalizarem a conversa, Olivia se sentou em uma poltrona grande branca que estava próxima da cama, e Fitz se acomodou ao lado dela soltando alguns resmungos de dor.
— Preciso preparar uma carta de demissão para Chad Henson e fazê-lo assinar a todo custo.
— Você pode ameaçá-lo. Thompson provavelmente tem provas do envolvimento dele em muitos crimes — Olivia disse, entrelaçando seu braço no do homem que assentiu,
— Eu não posso sair do país e deixar que ele tome conta daqui enquanto eu estiver ausente.
— Nossa viagem será cancelada, então? — Indagou.
— Não se empolgue tanto com a idéia de eu desistir da viagem, Liv. Já tenho idéia de quem vou escolher para assumir o posto de vice-presidente — Fitz se virou um pouco e beijou o pescoço da mulher. — Agora vamos falar de coisa boa? Vamos falar sobre como eu vou aproveitar de você nessa bendita viagem.
— Como se eu fosse deixar — Olivia disse, um sorriso travesso brincava em seus lábios.
— Ah, senhorita Pope, Achei que já tivéssemos passado dessa fase em que você finge não sentir nada por mim. — Fitz mordiscou a orelha da mulher que virou o rosto e segurou o queixo do homem.
— Te desafio a me deixar louca nessa viagem, Fitzgerald — Olivia disse, seu tom sensual se arrastou pelo ar daquele quarto.
— Eu farei melhor do que isso, e você sabe bem disso, não é? Por isso mesmo, gosta de me provocar. — Fitz sorriu e sacudiu a cabeça. — Eu estou perdido com você.
— Eu diria que é o contrário — Olivia retrucou. — Você encontra a si mesmo comigo.
— Eu poderia dizer que é presunçosa, mas a maior verdade de todas, é que não sei se teria aguentado tudo o que venho passando sem você. As pessoas acreditam que por eu ser presidente, tenho que aguentar todas as dores existentes, mas não é tão fácil assim.
— Diz isso por ter descoberto sobre Mellie e Thomas? — Olivia perguntou, seu tom denotava um sentimento que fez Fitz sorrir como que tinha feito uma descoberta fora do normal, talvez fosse.
— Está com ciúmes, Liv? — Fitz fez a pergunta enquanto uma sensação gostosa percorria sua veias.
— Como não sentiria? Vocês se amaram, tiveram uma história.
— Eu a amei, isso é verdade, e dizer o contrário disso, seria omitir algo. Mas o que eu sentia era amor por algo que nunca existiu de verdade, porque meu relacionamento com Mellie fora verdadeiro até certo ponto, e depois se transformou na maior mentira que já vivi — Fitz falava, e Olivia pôde ver que o que o homem possuía nos olhos era a tristeza, a tristeza
pelo luto da fantasia que tivera de que seu casamento fora em algum momento algo real.
Cada vez que o presidente descobria algo, uma parte da história que tivera com Mellie, era destruída. Era claro que ele não tiraria dela o mérito de tê-lo ajudado a se tornar quem era, mas a história entre os dois teria terminado de maneira mais bonita e correta se Mellie tivesse sido sincera e se ela tivesse aberto o jogo para Fitz, contando que estava tudo errado no relacionamento dos dois.
Mas se ela tivesse feito tal coisa, a história de Fitz e Olivia talvez nunca se tornasse real. O destino era que eles se cruzassem, de uma maneira bem torta, mas real. Ela era tudo o que o homem precisava. O presidente dos Estados Unidos da América não ficaria de pé diante de tanto acontecimento ruim, se não fosse a futura primeira-dama. Liv beijou os lábios do homem, que a puxou para si, colando os corpos de maneira desajeitada pela posição de ambos na poltrona, mas que ainda assim era perfeitamente adequada.
Como se fossem feitos um para o outro.
No dia seguinte, Fitz se preparou não apenas para sair do hospital, mas também para aparecer na televisão de milhares de cidadãos americanos. Todos haviam sido avisados sobre o pronunciamento dele, e aguardavam com ansiedade pelo que o líder da nação falaria.
Olivia observava toda a movimentação naquele quarto de hospital que fora o local em que praticamente havia morado nos dias anteriores. Ao seu lado estavam Abby e David que sorriam de
maneira óbvia um para o outro, só um cego não perceberia a quantidade de amor envolvido ali.
Em seguida, eles saíram do hospital e seguiram para a Casa Branca. Olivia foi no carro junto com o presidente. Ela se sentia apreensiva por voltar ali com ele, temia que ele pudesse se sentir, de alguma forma, aterrorizado ao voltar ali. Mas o olhar do presidente era o mesmo de sempre, de quem não temia o que viria pela frente. As pessoas o ovacionavam enquanto ele passava nas ruas de
Washington e se aproximava da Casa Branca. Fitz segurava uma das mãos da mulher e a acariciava sem parar, parecia querer passar um pouco de calmaria para a mulher. Não demoraram muito até que o motorista alcançasse o portão noroeste da Casa Branca, e quando estavam dentro do local em segurança, Fitz já saiu do carro preparando-se para o discurso que daria na sala de imprensa. Cyrus veio em seu encalço, dando dicas do que falar, já prevendo a maioria das perguntas que poderiam surgir na sala de imprensa logo após o discurso que ele daria. Olivia estava logo atrás dos dois, com Abby ao seu lado.
Todos entraram em uma sala, para que arrumassem Fitz rapidamente, logo já havia alguns profissionais ajeitando os cabelos e entregando um terno alinhado e com cheiro de novo para o presidente.
- Seu bastardo! – Cyrus esbravejou quando Fitz fingira sentir dor ao ouvir uma reclamação de seu braço direito. – Eu deveria deixar você afundar mesmo!
- Agora que conseguiu me ajudar a reerguer? Seria um trabalho muito grande desperdiçado, não acha? – Fitz ainda ria da brincadeira que fizera. – Estamos quase ganhando a maldita
eleição, Cyrus. Sorria e se anime um pouco, seu velho carrancudo.
- Depois reclama que não te trato como um presidente deve ser tratado. Vendo esses momentos, dá para perceber o motivo – Cyrus sacudiu a cabeça.
- Eu não te entendo, Cy – Fitz começou, bebendo um pouco de chá – já que o médico ainda não tinha liberado o café, bebida preferida do presidente, depois do whisky, é claro. – Queria que eu parasse de tratar as pessoas de maneira rude, e agora que estou aberto e inclusive fazendo piadas, acha ruim também. Decida-se, meu caro.
- Ah, Olivia! – Cyrus se virou para a mulher que mantinha os braços cruzado sobre o peitoral, rindo da cena que se desenrolava na sua frente. – Cuide do seu noivo! Preciso de um café forte ou serei capaz de matá-lo hoje.
Liv sabia que Cyrus voltaria bem mais calmo, o homem estava irritado apenas pelas brincadeiras insistentes do presidente que se mostrava consideravelmente mais alegre e sorridente naquele dia.
Ela não sabia se era pela alta que ele recebera logo após o pronunciamento, ou pela viagem que fariam juntos. A mulher não queria acreditar na segunda opção, mas seu coração traidor
logo acreditou na hipótese, fazendo-a sorrir. Fitz fez um movimento com a cabeça, chamando pedindo para que ela se aproximasse.
- Preciso do meu beijo para conseguir falar tudo sem gaguejar ou falar merda – Fitz falou e Olivia ergueu as sobrancelhas.
- Até parece que é a primeira vez que aparece em rede nacional – riu.
- Dá para simplesmente me dar um beijo sem reclamar? – Fitzgerald pediu, segurando a mão da mulher e puxando-a para si. Liv sorriu da maneira engraçada que o presidente falara e se inclinou, depositando um beijo nos lábios do homem.
- Chega ou terei reações diante desse beijo que não deveria ter nesse momento – Fitz disse e olhou para baixo, Olivia seguiu o olhar dele e pôde reparar a proeminência volumosa nas
calças dele.
- Acho que é tarde demais, senhor presidente – Olivia disse, chamando-o daquele jeito de maneira proposital, e então piscou, antes de se afastar até o local onde estava anteriormente ao lado de sua melhor amiga.
Alguns minutos depois, o maquiador deu os últimos retoques no presidente, dando a ele uma aparência de saúde, antes que finalmente fosse dado o aviso de que ele estaria no ar em alguns segundos. Fitz se levantou e seguiu até uma sala onde alguns jornalistas selecionados aguardavam por ele.
- Bom dia – Fitz começou com a voz firme. – Meus caros cidadãos americanos, eu venho diante de vocês para trazer a calma para seus corações aflitos. Nos últimos dias, passamos
juntos por uma situação complicada, um atentado contra minha vida que foi contra a vida de vocês também – Fitz mantinha a postura reta. – Inicialmente trouxeram calúnia sobre minha vida pessoal, e então me atacaram não apenas moralmente, mas fisicamente. Medidas já foram tomadas contra esse tipo de ataque, os responsáveis já estão na mira da CIA. Diante disso, posso garantir a vocês que estão seguros, nossa pátria está segura, cada esquina desse enorme país está tomada
por policiais vigilantes e agentes.
Logo em seguida, o novo contratado para tomar conta das relações-públicas do presidente abriu para que os jornalistas fizessem perguntas, e várias mãos ávidas se ergueram em busca
de uma chance que valia ouro naquele momento.
- Senhor presidente, sobre a senhorita Ruby Johnsson, ela foi demitida? Isso foi por culpa das fotos que vazaram no mesmo dia do ataque ao senhor e a senhorita Pope?
- Ruby Johnsson pediu para sair do cargo que exercia e como prova disso assinou um documento, pedindo sua demissão.
Fitz sabia que era uma mentira, afinal ele mesmo pedira que a mulher se demitisse, mas ele possuía um documento que fora assinado pela mulher comprovando que ela pedira demissão, então não temia pela omissão da verdade que fazia ali.
- Senhor presidente, como se sente ao voltar para a Casa Branca após o atentado?
- Me sinto mais forte. Se o que queriam fazer era me deixar mais fraco e vulnerável, quem está por trás desse ataque, apenas conseguiu que eu me tornasse mais preparado para o que
possa vir futuramente.
- O senhor falou que estão caçando os autores do ataque que ocorreu, mas existe algum suspeito? Já sabemos que um dos agentes secretos estava infiltrado, e o homem que o feriu está morto, mas há mais alguém por trás disso que poderia ser passado para os cidadãos norte-americanos ficarem em alerta?
- Ainda estamos investigando, mas posso dizer que estamos bem perto de descobrir – Fitz respondeu com veracidade, olhando diretamente para as câmeras. Cyrus olhou para Fitz que assentiu apenas ao ler o olhar de seu assessor e então voltou a falar. - Eu estarei deixando o país nos
próximos dias por pedidos do médico que cuidou de mim, e estarei deixando vocês em boas mãos.
Um homem alto e calvo subiu no pequeno palanque da sala de imprensa da Casa Branca e todos se olhavam sem entender o motivo do vice-presidente, Chad Henson, não estar ali no lugar daquele homem.
- Stuart Lodge, governador de Nevada foi escolhido nesta manhã como novo vice-presidente logo após o pedido de demissão de Chad Henson do cargo da vice-presidência.
As mãos de levantaram audaciosas e cheias de curiosidade, porém foram ignoradas enquanto Fitz apertava a mão de seu antigo aliado em um cumprimento de boas-vindas. O homem
calvo se aproximou do microfone e Fitz acenou para os jornalistas que ainda estavam atônitos, completamente confusos com toda aquela novidade.
Olivia era uma das pessoas mais confusas do local. A mulher seguira o presidente e Cyrus, e logo alcançou o braço de Fitz que se virou sorridente para ela.
- Como assim Chad pediu demissão? Eu estou mais confusa do que aquelas pessoas na sala de imprensa – Olivia falou e Fitz sorriu como quem tinha ganhado as eleições.
- Eu coloquei meu plano em ação, mostrei para Chad as provas que tenho de vários crimes cometidos por ele, e a única coisa que precisei fazer foi fazê-lo escolher entre sair daqui preso
ou sair daqui por livre e espontânea vontade.
- E é claro que aquele velho nojento não sairia daqui preso. Imagine só, manchar a reputação de bom velhinho que ele tem, não é? – Olivia revirou os olhos.
- Sei que você não aprova a ideia, por isso, já adianto que ele será preso do mesmo jeito. Mas não saberá que foi por minha culpa e já estaremos bem longe daqui.
- Você é...
- Genial? – Fitz indagou e levantou uma das sobrancelhas de maneira curiosa.
- Louco – Olivia falou por fim e Fitz ainda ria.
- Eu não seria presidente dos Estados Unidos se não fosse louco, Liv – ele disse e então piscou para a mulher. Fitz olhou para trás e falou na direção de Abby. – Pegue três dias de férias da sua amiga, Abby. Olivia será minha pelos próximos dias.
- Sim, senhor. Eu já estou sabendo, inclusive já preparei as malas dela, senhor presidente – Abby respondeu ao presidente.
- E para aonde estamos indo? – Olivia perguntou curiosa.
- Você vai descobrir daqui a pouco – Fitz respondeu, segurando a mão da mulher e guiando-a até a garagem, onde os agentes do serviço secreto já os aguardava como sempre a
postos.
Liv se virou para Abby e segurou a mão da amiga.
- Abby, minha mãe continua na casa que era da minha avó. Eu preciso que você fique com ela e a ajude, eu temo que ela possa cometer alguma loucura .
- Não vou nem perguntar o motivo.
- Dessa vez a coisa foi barra pesada, Abby. Não posso explicar agora.
- Não precisa, Liv. Eu cumpro meus deveres, independente do que aconteça, sabe disso. Estou sempre do seu lado.
- Obrigada – Liv disse e abraçou a amiga.
Logo em seguida ela entrou no carro, onde o presidente já estava a espera dela e ele só esperou que o carro começasse a se movimentar para beijar Olivia com interesse e desejo. Olivia embrenhou seus dedos pelos cabelos do presidente, correspondendo avidamente à investida dele.
Uma das mãos de Fitz pousou sobre uma das coxas da mulher que sentia seu corpo reagindo ao toque habilidoso do homem que ela descobrira amar de maneira tão profunda, os pelos do corpo de Olivia se arrepiaram deliciosamente enquanto sentia ele puxando os cabelos de sua nuca para trás, de maneira que seu pescoço se transformava em uma área livre para a exploração de Fitz com a língua.
- Eu não posso fazer o que quero com você ainda, Liv. Mas não sei se vou seguir as ordens médicas, não dá para ficar de repouso com você ao meu lado – Fitz falou no ouvido de Olivia.
- Eu sei de um jeito que você não precisa fazer esforço nenhum por enquanto – Liv disse, deslizando a mão pelo peitoral do homem sobre a camisa. – Quer ver?
- Só se você me deixar te dar o mesmo tesão depois – Fitz respondeu entre dentes enquanto sentia a mão da mulher deslizando sobre o volume que o membro dele fazia por estar duro dentro da calça social grafite.
- Ah, senhor presidente...essa viagem me parece que será melhor do que a primeira que fizemos juntos – Olivia disse, abrindo o cinto e beijando o homem em seguida.
