N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.

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Capitulo 29

O carro não demorou para chegar até a base aérea militar, e o fluxo de pessoas no local era ameno, pois tudo havia sido planejado nos mínimos detalhes pelos agentes do serviço secreto. Não poderia haver mais erros de cálculo devido ao risco iminente que pairava sobre a cabeça de Fitz.

Fitz estava tentando se controlar o máximo que podia, mas depois de Liv tê-lo provocado dentro do carro presidencial, foi como se riscassem um fósforo e o jogasse sobre a gasolina. O seu sangue bombeava em um ritmo intenso, e ele já podia sentir as reações que isso causava pelo relevo em sua calça social grafite. Olivia o olhou, lançando um sorriso atrevido, e aquilo fora o suficiente para que o presidente jogasse todo o resto de sanidade que ainda lhe restava para os ares.

Eles caminhavam dentro de uma área restrita do aeroporto militar, e ele estava segurando uma das mãos da mulher com firmeza quando a puxou sem aviso prévio, deixando-a confusa enquanto os agentes secretos os seguia pela nova rota que o presidente escolhera. Eles se aproximaram de uma sala na qual havia uma placa em que se podia ler "Apenas funcionários.", e aquilo nunca impediria que Fitz entrasse ali. Seu propósito era muito importante.

— O que está fazendo, meu amor? — Olivia indagara, curiosa pela atitude repentina do homem.

Fitz abriu a porta e fez sinal para que os agentes o esperassem do lado de fora, alguns militares passavam por ali e quase ninguém entendia o que o presidente queria com aquela novidade.

Após entrar e passar a chave na grossa porta de metal, ele espalmou sua mão sobre a barriga de Olivia que encolheu-se de maneira instintiva, já prevendo o que o homem tanto queria. Ele caminhou, levando-a até a parede mais próxima e quando ele encostou Olivia contra a parede branca, a beijou com ardor.

Olivia correspondeu ao beijo, deixando-se levar pelo desejo que a consumia, esquecendo-se completamente do terror que passara nos dias anteriores. Quando eles se afastaram um pouco, os olhos abrasadores de Fitz tomaram os seus olhos tempestuosos por completo, e tudo parecia se encaixar ali naquele pequeno momento.

Fitz acariciou o rosto da mulher com as costas dos dedos de uma de suas mãos. Ele a observou por um longo tempo, e inclinou-se para beijá-la novamente, dessa vez com mais calma.

Mas bastou apenas um gemido de antecipação sair do fundo da garganta de Liv para que ele rugisse de volta, assim como um leão ao redor de sua presa. Ele usou suas mãos para erguer os braços da mulher sobre a cabeça dela, e segurou ambos pelos pulsos, usando apenas uma de suas mãos para fazê-lo, com a outra mão, ele desenhou carícias pelo corpo de Olivia. Ele desceu lentamente, até alcançar a barra do vestido que Liv usava, e ainda encarando-a de maneira fixa e intensa, arrastou os dedos habilidosos pela parte interna da coxa dela que subia e descia os seios por culpa da respiração acelerada. Os dedos dele roçaram por cima do tecido úmido da calcinha, e ela remexeu em resposta, mordendo o lábio inferior com força para conter um gemido que pedia para sair de sua boca.

— Meu pau chega a suplicar quando sinto essa umidade deliciosa, sabia? — Fitz falou, sua expressão de quem sofria, quem necessitava de algo com urgência e o que ele queria apenas Olivia poderia lhe dar. — Eu te disse que te foderia com gosto, não foi? — Ele indagou, e passou a língua sobre os lábios avermelhados da mulher que apenas assentiu, sem forças para responder. — Gostaria de cumpri-la.

Fitz friccionou o dedo de maneira lenta e torturante sobre a calcinha, fazendo com que Liv fechasse os olhos, ainda friccionando ele deslizou para baixo e depois para cima novamente e parou exatamente sobre o clitóris dela que soltou um gemido sôfrego. Ele riu, e Liv tentou pedir que ele a tocasse bem ali, mas estava concentrada demais nas pequenas explosões que sentia, nos arrepios que lhe eram causados e na antecipação pelo que aconteceria a seguir.

Os dedos habilidosos continuaram seu rastro de destruição ao afastar a calcinha para o lado, Fitz retirou a mão recebendo um protesto em forma de resmungo de Olivia, ele levou os dedos até a boca da mulher e ela entendeu o que ele queria. Liv sugou os dedos, deixando-os molhados para o serviço que Fitz faria, O homem sentia como se sua calça fosse abrir sozinha diante da força de sua ereção, principalmente após sentir a língua deliciosa de Liv deslizando pelos seus dedos. Ele podia imaginar aquela boca em outra parte de seu corpo e isso o deixava completamente ensandecido.

— Você não imagina como tudo que você faz me excita, ou sabe e faz de propósito — ele falou e Olivia lhe lançou um olhar cheio de segundas intenções.

Sem pensar duas vezes, o presidente enfiou os dedos para baixo do vestido, indo até o exato ponto que Olivia tanto ansiava e quando ela sentiu os dedos de Fitz roçando sobre seu clitóris fechou as mãos em punhos, e tentou escapar, mas o homem segurou-lhe de maneira ainda mais firme. Com os olhos fechados, a boca entreaberta e a cabeça tombada para trás, soltou um gemido alto quando os dedos do presidente iniciaram um movimento circular sobre seu ponto intumescido entre suas pernas.

E foi esse gemido alto, reflexo do poder que aquele homem tinha sobre ela quando o assunto era sexo, que fez com que ela se assustasse. Principalmente quando ouviu vozes envolvidas em conversas do lado de fora daquela sala. Afinal, se ela podia ouvi-los, eles também a ouviriam.

— Fitz! Melhor não fazermos isso... — ela disse com a voz fraca e ele a olhou com intenso desejo. — Tem pessoas trabalhando do lado de fora dessa sala de arquivos.

— Você não quer? — Fitz perguntou, visivelmente preocupado com a mulher.

Com os braços sobre sua cabeça, Liv sabia que não havia alternativa senão render-se. Não que ela quisesse fazer o contrário, pois a reciprocidade em seu olhar diante do desejo que transparecia pelos poros de Fitz, demonstrava o quanto ela o queria também.

— Não disse que não queria, Fitz. Eu apenas me pergunto o que as demais pessoas pensarão enquanto ouvirem meus gemidos do lado de fora — Liv dissera com a voz entrecortada por culpa de sua respiração irregular.

— Não se preocupa com o que os outros irão pensar, Liv. Lembre-se de que eu sou o presidente, e eles não seriam loucos de comentar ou olhar de maneira diferente para nós dois — Fitz dissera com toda a segurança que sempre possuíra. — Me assombra que seja tão resolvida para algumas coisas e algo tão simples te deixe tão preocupada — Fitz abaixou o tom de voz e sussurrou bem perto do ouvido da mulher. — Posso continuar de onde paramos? — Ele suplicou com a voz desejosa e mergulhou dois dedos dentro da umidade da mulher, penetrando-a de maneira quente, arrancando um gemido ainda mais alto da mulher.

— Continue — ela respondeu e Fitz sorriu diante do olhar safado que ela lançou para ele. — Só pare quando sentir meu gozo em seus dedos.

— Sua ordem foi ouvida e será atendida com todo prazer — ele respondeu, abandonando os braços da mulher e embrenhando os dedos pelos fios de cabelos dela, agarrando-os com firmeza enquanto a beijava, ainda com os dedos de sua outra mão enfiados dentro dela. Ele soltou os cabelos dela e agarrou sua cintura, puxando-a para si antes de retirar os dedos de dentro dela recebendo um resmungo, ele a guiou até uma estante cheia de papéis e a encostou ali.

Olivia aproveitou que suas mãos estavam livres e acariciou o membro rígido do presidente por cima da calça social, e ela pôde senti-lo endurecer ainda mais. Com um sorriso esperto, ela abriu o cinto sobre o olhar intenso do homem que a esperou apenas abrir o botão para reagir, segurando a bunda da mulher com vontade antes de deslizar a calcinha da mulher para baixo até que ela fizesse caminho até os pés de Liv, e então ele levou sua mão até a coxa da mulher e a levantara, erguendo uma das pernas dela. Liv entendeu o recado e circundou o homem com a perna erguida, ela segurava nos ombros de Fitz com vontade quando ele colou seu corpo no dela e sem enrolar muito, colocou seu membro para fora de sua calça e Liv mordeu o lábio em resposta. Fitz a segurou pela cintura e a ergueu um pouco, fazendo com que ela se encostasse uma das prateleiras da estante, fazendo com que alguns arquivos caíssem dali, algo que nem mesmo fizera diferença para ambos. O mundo poderia desabar naquele momento. Nada era mais importante do que a conexão que ambos criavam ali.

A mulher envolvera a cintura do presidente com ambas as pernas, segurando firme no pescoço dele, enquanto ele segurava o membro entre os dedos e o posicionava na entrada molhada de Olivia. Eles se entreolharam por alguns milésimos de segundos antes que Fitz arremetesse para dentro da mulher, fazendo-a vincar a testa diante do tesão que percorria-lhe o corpo. Ele deslizou o membro para fora, e então penetrou novamente, arrancando um gemido nada contido de Olivia.

Fitz chupou o lábio inferior de Olivia, enquanto aumentava o ritmo das arremetidas para dentro de Olivia que se entregava ao momento, ele ia cada vez mais rápido, de acordo com o que ambos os corpos pediam. Fitz não queria gozar sem que Olivia gozasse também, mas não conseguira resistir enquanto a mulher gemia palavras desconexas em seu ouvido e arranhava-lhe o pescoço e as costas por cima do tecido da camisa social.

A explosão de orgasmo o atingira de maneira violenta, e ele colara seus lábios nos de Liv enquanto seu corpo se contraía por completo. Cada célula de seu corpo gritava que seu corpo e prazer pertencem àquela mulher colada em seu corpo.

Olivia se prepara para descer, mas Fitz a impede e ela o olha sem entender o que ele pretende, mas ele logo a responde.

— Acha mesmo que vai sair daqui sem que eu te faça gozar e gemer meu nome? — Fitz diz e então a carregara até uma mesinha próxima a eles. Ele empurrou alguns papéis para o chão, e colocara o corpo de Liv ali. Em seguida, ele se abaixou e sem pensar duas vezes sugou o clitóris de Liv que jogara a cabeça para trás, soltando um gemido intenso e puxando os cabelos dos homem. Ele circulou em volta do clitóris com a língua, e usou dois dedos para penetrá-la , masturbando-a com intensidade e velocidade. Olivia se contorcia sobre a mesa, diante do prazer desmedido que sentia. Aos poucos o ápice foi sendo construído, preenchendo-a aos poucos, até que ela sentira seu corpo em combustão.

O prazer extremo explodira de dentro para fora do corpo de Olivia de uma maneira que ela nunca experimentara antes, porque ela sentia que com Fitz era sempre assim, uma novidade. O sexo com ele nunca era o mesmo, era como se ele se reinventasse a cada vez. Fogos de artifício ainda explodiam ao redor da cabeça de ambos. Olivia jogou a cabeça para trás, arqueando as costas e gemendo alto pelo nome do presidente.

— Ah, Fitz! — ela gemeu, enquanto sentia seu clitóris convulsionando sob a língua do homem, e sua intimidade contraindo e apertando os dedos dele dentro de si antes que o orgasmo fosse embora.

Com a respiração arfante, ela consertou o corpo e encarou Fitzgerald que retirou os dedos encharcados de dentro da intimidade da mulher e os sugara como se fosse o melhor dos manjares. Ele se ajeitou sobre a mesa, colando seu corpo sobre o dela rapidamente, para beijá-la em seguida.

Em seguida, ele se deita e puxa Olivia para junto de si.

— O ferimento passou no teste — Fitz disse de maneira trivial, se deitando sobre a mesa e Liv se sobressaltara.

— Caramba! Porque não me falou? Me esqueci completamente disso — Olivia disse, levando uma de suas mãos até a boca, visivelmente preocupada. — Poderia ter aberto os pequenos pontos com a força que fez.

— Não está sangrando, isso é o que importa — Fitzgerald respondera sem preocupação na voz. — Só está latejando um pouco.

— Oh, meu Deus! Veja o que eu fiz! Fiquei tanto tempo falando sobre isso e aqui estava eu, fazendo-o forçar e atrapalhando sua recuperação — Olivia disse.

— Você me fez feliz — Fitz disse, fazendo com que Liv se calasse. — Eu me perguntava se eu poderia ser feliz de novo depois de ter perdido Mellie e descobri que a felicidade que possuía com ela é insignificante perante ao que sinto ao seu lado.

— Não precisa exagerar, Fitz — Olivia sacudiu a cabeça, ficando sem-graça diante daquela declaração repentina.

— É raro encontrar alguém que esteja disposto a pensar ou dizer a verdade. Nesse momento estou sendo verdadeiro, Liv.

— Fitz acariciou os cabelos da mulher antes de prosseguir: — Aliás, adorei que tenha me chamado de "amor".

— Mas é assim que chamamos as pessoas que amamos.

— Então, vou te chamar dessa maneira a partir de agora — Fitz disse e então ambos ficaram em silêncio, sentindo a pele um do outro naquele abraço aconchegante, sentindo as

respirações que começavam a se regular. — Esse silêncio me parece algo maior do que cansaço.

Liv sorriu fracamente e assentiu, Fitz acariciou-lhe os cabelos em um cafuné lento, que acalmava a tempestade que voltava a pairar sobre o coração de Olivia.

— Minha mãe matou um homem — ela disse simplesmente e Fitz não reagiu inicialmente.

— Em legítima defesa? — ele questionou após um suspiro pesado.

— Talvez. Ela me contou que um homem ameaçou meu pai e eu não queria pensar nada de ruim contra meu próprio pai, mas ele a abandonou no local do crime e não a ajudou em nada, Fitz.

— Isso é no mínimo estranho. Seu pai tem suporte de muitas pessoas, sei que ele conseguiria se livrar da culpa que poderia recair sobre sua mãe de maneira ágil, alegando legítima defesa, por exemplo. O que mais existe no mundo político são pessoas que fazem uma boa maquiagem do que não parece ter salvação.

— Não é? Se eu consigo maquiar algo desse tipo, imagine meu pai. E é exatamente por isso que venho pesando que ele talvez possa estar escondendo algo mais, e isso me aflige, Fitz — ela falou e sua aflição estava presente na voz. — Eu tenho medo do que eu possa vir a descobrir. E sinceramente, pensando aqui, fico temerosa também que possam vir atrás da minha mãe, não acho correto deixá-la sozinha.

— o que você fez com ela? A deixou na cena do crime?

— Não, eu pedi para um homem de confiança para se livrar de qualquer vestígio e rastro de que um homem fora morto na mansão de meus pais e levei minha mãe para a casa que era da minha avó até que a mansão esteja livre de qualquer coisa.

— Vejo que resolveu tudo sozinha — Fitz lançou um sorriso cheio de orgulho da mulher que tinha ao seu lado. — Esse homem de confiança...

— Eu nunca vi seu rosto, mas quando aconteceu aquele trágico episódio com Jake, em que a garota Sarah morrera, foi esse homem que ajudou minha avó a não me envolver na história. Foi ele que fizera a história parecer um acidente, e eu fiquei tão agradecida que nem mesmo me importei. Sei que Huck é de confiança, ele já teve chances de me ferrar, mas continua calado e me ajuda sempre que pode.

— Nunca se interessou em saber quem é o rosto por trás do nome? — Fitzgerald indagou e Liv negou com a cabeça.

— Não. Eu acho que teria vergonha de me apresentar depois de tantos favores.

— Favores? Ele não cobra nada de você? — Fitz indagou, surpreso.

— Ele cobra algo muito simbólico e normalmente só cobra quando o serviço é para terceiros e não me envolvam. Por exemplo, esse caso da minha mãe, duvido que ele cobrará alguma coisa. Mas eu sempre dou dinheiro a ele, não acho justo.

— Me parece estranho que ele cobre de outras pessoas, mas não cobre de você — Fitz disse em um tom desconfiado.

— Não acho que ele seja perigoso, Fitz.

— Você não acha, então tudo bem — ele disse em resposta. — Mas eu quero ver a cara dele, não custa nada vasculhar um pouco e descobrir quem é o bem-feitor — ele disse, pensativo.

Fitz não estava brincando quando dissera a palavra "vasculhar", pois ele iria mesmo vasculhar tudo atrás de Huck, ele não costumava errar quando seu instinto apitava e naquele momento seu instinto lhe dizia que por trás de Huck poderia ter uma surpresa. Ele só torcia muito para que não fosse uma surpresa desagradável. — Quanto à sua mãe, não se preocupe. Colocarei algumas pessoas bem perto dela para garantir sua segurança.

Olivia levantou a cabeça e encarou os olhos azuis do presidente, ela sorria animada e ele lançou-lhe um sorriso divertido de volta.

— O que foi? Esse sorriso significa que vem mais coisa por aí. No que está pensando, meu amor? — Fitz perguntou, tombando a cabeça para um lado.

— Vai me dizer para aonde estamos indo? — Liv perguntou, a curiosidade transbordando pelos olhos dela.

— Você é mesmo muito insistente — ele riu, sacudindo a cabeça.

— Vamos! Levante-se e se vista para que eu possa te contar. Ela não precisou ouvir mais nada, se levantou em seguida e logo se vestiu, tentando se recompor, apesar de que de nada adiantava. Era como se a palavra sexo estivesse escrita na testa de ambos.

Eles saíram juntos da sala de arquivos do prédio da base aérea, sorriam divertidos e animados, como se o futuro lhes reservassem algo bom, algo melhor do que vinham tendo nos últimos tempos.

Assim que chegaram ao portão que os levariam até a garagem onde se encontrava o "Air Force One", Fitz segurou uma das mãos da mulher e beijou de maneira terna e carinhosa.

— Quando eu soube que você passou momentos maravilhosos com sua avó, não tive dúvidas de que ela era uma das pessoas que você mais amou em sua vida e em um momento tão arriscado como esse em que eu te coloquei, sinto a obrigação e o desejo profundo de reparar seu sofrimento.

— Eu não estou sofrendo, Fitz. Você está bem, então não há sofrimento.

— De qualquer maneira quero muito lhe trazer boas recordações, e sei que não existe outro lugar no mundo que você queira estar mais do que na cidade em que passava os verões com sua avó. Estamos em pleno verão europeu, seu aniversário se aproxima e esse era o destino da nossa lua de mel, caso estivéssemos casados.

— Nós estamos indo para Annecy? — Liv perguntou, com um sorriso no rosto e olhos brilhando de alegria.

— Sim. Mais precisamente para a casa em que sua avó te levava.

— Você alugou a casa?

— Sim. Minha idéia era comprá-la e te dar de presente, mas o dono não quis negociar e explicou através do corretor de imóveis que a casa tinha um valor sentimental que era impossível apagar.

— Não tem problema. Só de saber que estarei na casa em que cresci indo com minha avó será a melhor coisa do mundo — Liv disse e circundou os braços em volta do pescoço do presidente.

— Muito obrigada por prestar atenção nos detalhes e por trazer de volta em mim toda essa felicidade.

— Eu faço tudo por você, Liv — ele disse e então colou seus lábios aos da mulher que já esperava pela atitude.

As palavras ditas por Fitz não eram para ludibriar ou iludir, eram puras e verdadeiras. A intensidade de sua voz e o timbre forte da mesma relatavam que ele faria de tudo por ela, mataria ou morreria.

Fitz sentia-se feliz como nunca antes, tudo em sua vida parecia ter sido um ensaio para aquele momento que vivia com Olivia, e o presidente só desejava que aquilo não acabasse nunca e que nada atrapalhasse a felicidade dos dois. Mas ainda que ele fosse o presidente da maior potência mundial, não se podia ter tudo o que era desejado.