N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.
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Capítulo 30
Para que a segurança de Fitz fosse considerada o suficiente, fora montado um esquema de guarda no estilo da Casa Branca. Ainda que quase ninguém soubesse exatamente para onde o presidente tinha ido, era necessário que toda a segurança estivesse bem preparada.
Cyrus soltara uma nota falsa, como se tivesse deixado escapar uma informação de que o presidente estava em uma fazenda que ganhara de seu pai nos Estados Unidos, e a mídia parecia estar muito ocupada com essa idéia, e tentando a todo custo descobrir onde estava localizada tal fazenda.
Enquanto isso, Fitz e Olivia chegavam à cidade de Annecy, era óbvio que logo que o presidente fosse reconhecido eles teriam que ir embora dali. Mas Fitz contava com a sorte de que usando roupas simples e bons óculos escuros, poderiam disfarçar um pouco e ficar por uns três ou quatro dias na cidade.
Liv não podia conter sua ansiedade para chegar à casa em que passara tantos verões com Elizabeth. Seu coração apertara com a saudade da avó, enquanto o carro passava pelas pequenas ruas da cidade. A cidade lembrava sua adolescência, lembrava quando ela corria pelas pequenas ruas e becos da cidade que parecia muito com Veneza. Ali, com o presidente, Liv percebia também que a cidade era a mais romântica que se poderia ir, e por ser tão pequena e aconchegante, lhe parecia melhor até mesmo do que Paris.
O carro parou e Liv olhou pelo vidro escurecido da janela do carro, sentia-se curiosa para ver o local em que Elizabeth passava as tardes dançando Beatles com ela, ou fazendo algum bolo que mais parecia vindo de uma confeitaria renomada. Seus olhos se encheram de lágrimas ao perceber que a casa ainda era a mesma, o novo dono fizera algumas reformas, mas nada que tirasse a beleza da casa.
Fitz segurou a mão da noiva e olhou para a casa com uma curiosidade aparente também.
— Então, é essa a casa? — O presidente indagou e Liv assentiu. — Consigo imaginar você brincando por aqui quando mais nova — ele dissera e levantou a mão dela para beijar-lhe as costas de sua mão.
O papel de parede da sala ainda era o mesmo, desgastado e envelhecido pelo tempo, mas ainda o mesmo azul turquesa que ela escolhera com a avó. Os móveis foram vendidos juntos com a casa par ao novo dono e estavam ali, dispostos de maneira diferente, mas que traziam o passado para o presente de maneira forte que lhe fazia sorrir com uma leve pontada de saudade. Liv passou a mão delicada pela poltrona negra que a avó sempre se sentava para ler o jornal enquanto ela se sentava no tapete perto da avó, esperando que ela lhe passasse as folhas do jornal conforme ela lia. Foi ali que ela aprendeu a amar a política, enquanto ouvia a avó lhe contar sobre as histórias políticas de sua época, a luta das mulheres pelos direitos dos quais Liv desfrutava.
Fitzgerald se aproximou por trás da mulher pensativa, passou as mãos pelos ombros dela e beijou- lhe a nuca exposta pelo coque bem-feito que adornava os cabelos dela, deslizando as mãos cálidas pelos braços de Liv que sorrira com o gesto do presidente.
— Sei que as memórias devem estar lhe atingindo com toda força que existe. Eu vou lhe dar um tempo para apreciar a casa, mas gostaria que fosse até o quarto em que você costumava se hospedar quando vinha para cá — Liv se virou, surpresa pelo fato dele saber qual quarto era.
— Como você descobriu isso? — Liv indagou e Fitz sorriu de lado.
— Eu sempre descubro tudo, meu amor. Mesmo que tentem se esconder, eu desvendo o que quero — Fitzgerald lançou um sorriso presunçoso para Liv que sacudiu a cabeça diante das palavras que provavam que aquilo nunca mudaria no homem. — Enfim, como eu ia dizendo, preparei uma surpresa para você no quarto e gostaria que me acompanhasse até lá. Quero ver se a ideia te agrada tanto quanto a mim.
— Está me deixando curiosa — Liv disse enquanto Fitz segurava sua mão e subia as escadas imponentes de mármore branco.
A casa não era uma mansão, mas também não era um casebre. Era menor do que a mansão que a avó lhe deixara como herança em Washington, mas era mediana, o tamanho de casa na qual Liv se sentia aconchegada e protegida. O tapete com formatos geométricos sob seus pés lhe prenderam a atenção, a sua avó sempre lhe dissera que colocaria uma tapete naquele corredor que ligava os quartos no andar de cima, mas sempre acabavam se esquecendo de fazê-lo. Olivia sorrira ao perceber que o novo proprietário colocara um tapete ali, concretizara a vontade de sua avó, mesmo que sem saber.
— Agora quero que feche os olhos — Fitz pediu e Olivia atendeu, sendo guiada por mais alguns passos, ela parou quando o homem o fez. A voz grave e ainda sedosa atingiu-lhe os ouvidos de perto. Os lábios do homem, que estava por trás dela, encostavam na sua orelha. — Eu não vou entrar com você, porque o que está aí dentro é algo que não quero ver agora, pois gostaria de ser surpreendido. Sei apenas que fora sua segunda opção, e isso me basta. Quero deixar claro que se você não concordar, eu estarei aqui fora esperando sua resposta, mesmo que seja negativa, Liv — o presidente disse, e o coração dele era quem comandava naquele momento, Liv assentira enquanto sentia seu coração sendo abrasado pelas palavras do homem.
Ela ouviu o barulho da chave sendo girada, em seguida sua mão fora colocada sobre a maçaneta, e quando o homem soltara, ela soube qual era seu próximo passo. Olivia empurrou a porta e abriu os olhos, entrando no quarto com passos calmos, ela fechou a porta e então contemplou a surpresa que o presidente preparara. Seus olhos de uma profundeza sem fim, não acreditavam no que viam, e se encheram de lágrimas diante da ideia que lhe era feita. Era simples, era singelo e lhe parecia a coisa mais sincera que vira em toda sua vida.
O quarto ainda era o mesmo de quando ia ali com sua avó, inclusive alguns enfeites permaneciam no local, mas o que a fizera se emocionar era o vestido branco que ela escolhera quando ainda estava decidindo o que queria em seu casamento na Casa Branca. Fitz pesquisara antes de preparar aquilo, e tivera um ajudinha de seu amigo e braço-direito. Cyrus fizera questão de vasculhar todas as opções que Liv escolhera e passara para Fitzgerald que simplesmente entregara nas mãos de seu secretário.
Havia um cabide acolchoado e forrado de seda branca pendurado em um suporte ao lado da cama. Mas o que havia naquele simples cabide, era a resposta para a curiosidade que estava lhe consumindo. Aquele vestido de noiva, diante dos olhos de Liv, era a sua segunda opção. E de maneira estranha, naquele momento o vestido que estava disposto diante dela, lhe parecia melhor do que o vestido que fora a sua primeira opção. A verdade era que ali naquele quarto em que ela sempre encontrara a alegria durante a adolescência, era onde estava encontrando a sinceridade, a pureza daquele pedido feito de maneira tão carinhosa pelo homem que lhe aguardava do lado de fora do quarto.
Olivia se aproximou da cama e pegou o envelope branco, o papel lhe acariciou os dedos como um veludo, e uma lágrima caíra quando ela abrira o mesmo. Em letras douradas, escritas em punho, estava o texto, o pedido, a decisão.
"Eu já sou seu, talvez seja seu desde o momento em que você colocara os seus doces e contraditoriamente tempestuosos olhos sobre os meus, mesmo sem imaginar que estaríamos aqui e que eu iria desejar tanto te ter ao meu lado para sempre, mesmo sem saber que te amaria mais do que pensei que seria capaz de amar alguém. Não quero que seja minha em tom possessivo, pois sei que detestaria se lhe pedisse isso, então quero que seja a parte que me falta, a parte transforma meu pequeno ser em uma parte inteira. Se casaria comigo, Olivia?"
Liv lia as palavras doces do homem com a mão sobre a boca, incrédula da intensidade dos sentimentos que foram jorrados naquele papel. Ela não conseguia acreditar também, que ela, sempre tão cética quanto a casamento, estava chorando porque sentia as palavras atingirem em cheio seu coração apaixonado. Ela se virou, e abriu a porta, tendo o cuidado de fechá-la em seguida para não estragar a surpresa de Fitz, o homem estava do outro lado do corredor, virado de costas e esperava por ela.
Ao perceber que Olivia estava ali, ele se virou e quando vira o sorriso da mulher, abrira um maior ainda em resposta. Sem pensar muito, Olivia se lançou nos braços dele e o beijou com intensidade.
Quando separaram os lábios, e se entreolharam, ela fechou os olhos e deu um suspiro intenso, cheios de desejos e expectativas antes de pronunciar o que Fitz tanto ansiava ouvir.
— Eu aceito, Fitz — ela pronunciou o apelido com carinho, lembrando que ela não se casava mais apenas com o presidente dos Estados Unidos, mas com o homem maravilhoso que vivia por trás daquela máscara pesada.
O abraço que o homem lhe dera fora tão forte que a levantara do chão, e ela adorou ser girada como nos filmes românticos clichês que assistia constantemente com Abby.
— Eu acreditava que fosse achar uma loucura de fazermos isso longe de todos, mas a ideia me parecia tão tentadora que quando percebi, já estava preparando tudo isso — Fitz disse quando colocara Liv no chão.
— Sinto como se fosse loucura, mas isso que é amor, não? Além do mais, sinto que temos mais segurança aqui, já que não sabem onde estamos.
— Esse foi um ponto decisivo enquanto pensava sobre ir em diante com esse plano, afinal sempre que desejarmos nos casar diante dos holofotes de Washington, teremos o peso do perigo e das ameaças pairando sobre nossas cabeças — Fitz mudou a expressão de seu rosto, e Liv acariciou os cabelos macios dele.
— Ei! Nada de pensar nessas coisas ruins — ela disse e depositou um beijo rápido nos lábios de Fitzgerald. — Agora me conte sobre esse casamento, vou me casar, mas não sei nada sobre a cerimônia.
— E não saberá, por enquanto. Mas fique tranquila, foram decisões suas e eu apenas as reutilizei, pois sabia que dessa maneira não haveria a chance de errar. Apenas se prepare, e o motorista estará te esperando na porta da casa para te levar até o local onde você se tornará a senhora Grant.
— Gosto de como isso soa. Eu mas posso esperar para usar isso pelo resto da minha vida, Fitz.
A preparação de Olivia para o casamento fora de longe bem mais simples e singela do que a primeira e falha tentativa de casamento. Fitz pedira a ajuda dos serviços de uma maquiadora local, e não haviam ajudantes ou vários empregados à disposição de Liv, o que ela achara maravilhoso.
A mulher colocara uma maquiagem rosa, que apesar de discreta era impactante e marcava o olhar de Liv, e os cabelos de Liv estavam em um penteado formado por um coque feito com tranças, e os fios adornados com flores leves e delicadas. O vestido era perfeito, e ela percebera que gostava mais daquele ali do que o que usara no fatídico dia em que tentaram contra a vida de Fitz. As imagens do vestido sujo pelo sangue do homem, trouxeram uma sensação horrível dentro de si, e ela logo tratou de pensar nas coisas boas que a trouxeram para aquele momento.
Mal podia esperar pela surpresa das pessoas quando descobrissem que ela e Fitz haviam se casado em segredo na França. Mas ali, ela só queria pensar no presente, no que esperava por ela.
Um carro branco estava parado diante da porta da casa à espera dela, os pés da mulher, que calçavam sandálias delicadas, enfeitadas com pérolas, pisaram pela calçada de pedras irregulares até o carro que tivera a porta aberta pelo motorista. Logo o carro começou a se movimentar e ela estava indo para a direção de onde estava Fitz. Seu futuro marido. Em breve, tão breve quanto um piscar de olhos. O carro passeou pelas ruas da cidade que ela conhecia como a palma de sua mão, pois não havia ruelas o suficiente para a insaciável energia que continha em suas veias quando era mais nova. Ela desbravara a cidade com a avó, cada pequeno canto, enquanto ouvia histórias da vida daquela que fora tão importante em sua vida.
Quando o carro parou diante de uma imponente construção, ela soube o que Fitz fizera, mas recusava-se acreditar que aquilo seria verdade. A porta do carro fora aberta e ela logo estava sendo guiada para a parte de trás do local que parecia um castelo, o sol começava a se pôr e ela se sentia revigorada quando começara a subir os degraus da escada com calma. Aqueles degraus a levaram até o terraço de uma das torres daquele enorme castelo.
Fitz olhava para o céu pintado de laranja, roxo e rosa como deveria ser em um dia de verão. Olivia apertou o caule do buquê de flores rosas entre os dedos delicados. E quando se virou, foi como se o mundo parasse por alguns instantes para ambos.
Ele se aproximara dela e abrira um sorriso de forma aberta e convidativa.
— Você está maravilhosa! — ele disse com a voz carregada de intensidade e então acariciou o rosto da mulher, seguindo a trilha até o pescoço de Liv que fechara os olhos enquanto recebia um beijo rápido dele em seus lábios.
Em seguida, Fitz segurou sua mão e a puxou quando começou a caminhar para a escada que a levou até ali, ambos saíram para o enorme relvado que se estendia diante dos olhos ansiosos deles.
— Para aonde estamos indo? — Olivia indagara, e Fitz se mantivera calado.
Eles não caminharam muito para dentro da floresta, e seguiram a trilha até alcançarem uma pequena ponte de madeira reforçada que passava sobre um lago cristalino. Um padre espera por eles e outro homem que Olivia julgara ser quem tornaria aquilo legalmente real.
— Vamos nos casar no local em que eu sei que você adorava vir quando mais nova — Fitz começara a falar. — Eu vasculhei seu passado através de fotos que Abby fizera cópia digital e me enviara, e descobri que todos os anos você tirava uma foto nessa ponte. Dessa vez a foto será diferente, e eu farei parte dela.
— Você pensou em todos os detalhes — Olivia disse, sentindo uma felicidade que parecia transbordar por seus poros.
— Eu queria tornar essa viagem, e o dia de hoje, inesquecíveis para nós dois — ele dissera e levou a mão que segurava da mulher até os lábios dando-lhe um beijo carinhoso.
Eles alcançaram os dois homens, que cumprimentaram Fitz com aparente entusiasmo e interesse. Olivia olhara ao redor, reparando nas folhas verdes das árvores, no canto dos pássaros e no som que a água fazia enquanto corria debaixo da ponte. O homem grisalho começou a falar, prendendo a atenção de Olivia por completo. Não havia nada de novo naquelas palavras, a diferença estava na força do sentimento que aquele casal demonstrava.
Uma vez ou outra, Liv olhava para Fitz,e ele correspondia ao seu olhar, sorrindo e em certos momentos custando até mesmo a acreditar que aquilo era real. Havia apenas algumas horas que ela descera do Air Force One e então ali estava ela, se tornando a esposa de Fitzgerald Thomas Grant.
— Pelo poder concebido a mim por Deus e pelo Espírito Santo, eu vos declaro unidos pelo matrimônio, declaro união de duas almas.
Fitz estava atento, enquanto reconhecia aquelas palavras que ele já havia ouvido anteriormente com Mellie. Mas ele sentia como se aquelas palavras fizessem muito mais sentido com Liv. Ele confiava em Olivia cegamente, mais do que confiara em Mellie.
Ele acreditava que Liv nunca lhe atingiria como Mellie fizera. E ele estava certo.
— Vocês podem se beijar — disse o homem de batina para o casal, logo após eles assinarem os papéis que os tornavam unidos pelo matrimônio.
Fitzgerald segurava as mãos da mulher e beijara o dedo em depositara a aliança, a mesma que ele dera na Casa Branca na primeira tentativa de casamento, pois as palavras que ela simbolizava eram puras e verdadeiras. Naquele dia confuso e assustador, ele abrira seu coração e derramara o que sentia por Liv. Ele segurou o rosto da mulher entre as mãos, e se aproximara da mulher, encontrando os lábios quentes e convidativos da mulher. Ele amava a textura dos lábios dela, e a maneira como ela o beijava. Amava cada detalhe que existia em Liv.
Quando separaram os lábios, Fitz a puxara pela mão, até o outro lado da ponte. Atrás deles estava o fotógrafo oficial da Casa Branca, que acompanhava Fitz em todas as viagens e eventos que ele participava, capturando o momentos dos dois.
Aquela foto que ela havia tirado, estamparia a capa de revistas e jornais dali alguns dias.
Fitz olhou para Juan, o fotógrafo, e pediu que ele os deixasse a sós por alguns minutos, assim como os agentes do serviço secreto, que o atenderam com relutância. Mas mesmo assim ficaram apenas um pouco mais longe, garantindo a segurança do homem mais poderosos do mundo.
— Eu prometo estar do seu lado a cada dia, a cada decisão que tomar, sendo não apenas sua esposa, ou a primeira-dama, mas sendo sua melhor amiga. Obrigada por ter me escolhido quando colocara seus olhos sobre mim, por ter decidido que de alguma forma eu era a pessoa certa para um casamento de mentira que acabou se tornando a maior verdade da minha vida. Eu não esperava sentir tudo isso, mas eu te amo com cada fibra do meu corpo, cada pequena célula que me deixa viva e a cada batida do meu coração. As palavras que você escreveu naquele papel, foram as mais lindas que já li em toda minha existência, senhor Grant.
— Eu achava que sabia o que era amar e confiar em alguém por completo, mas hoje, diante de você, percebo que estive me enganando. Nada do que senti fora tão real quanto isso que sinto por você, senhora Grant — Fitz beijara a mulher novamente com intensidade, percebendo que acabaria levando-a de volta para casa e arrancando o vestido que ela usava, mas ele ainda queria aproveitar o resto do sol que sumia pelo horizonte. — Vem comigo. Vamos voltar para o terraço da torre, teremos uma festa só nossa. Vamos aproveitar cada minuto que temos juntos, meu amor.
A noite havia caído, e eles ainda estavam na torre do castelo. Havia uma mesa para os dois, que sentaram lado a lado, aproveitando da festa em eles eram os únicos convidados. O presidente fizera questão de que seus empregados que estavam por ali participassem do momento, mas depois pediu para que ficassem apenas os dois. Estavam dividindo segredos de seus passados, contando piadas ridículas, rindo de coisas triviais, e em alguns momentos aproveitavam apenas o silêncio.
— Eu fui voluntária em um hospital durante um ataque terrorista quando fui conhecer a Síria. Meu pai quase morreu do coração de tanto pavor e quase mandou que me buscassem, já que ele nunca se arriscaria indo até lá. Fiquei duas semanas no hospital, mas foram o suficiente para que tivesse certeza do que queria fazer, eu queria ajudar o máximo de pessoas que pudesse— Olivia e Fitzgerald estavam deitados sobre uma toalha estendida no chão, olhavam para o céu estrelado. — Eu me lembro de sentar fora da tenda em que eu dormia, e olhar para um céu tão estrelado quando esse enquanto prometia nunca desistir do que eu queria para minha vida.
— Você não desistirá — Fitz dissera.
— Não mesmo, mas sei que não é fácil. Existem muitos homens como Eli Pope por aí, que insistem que mulheres são fracas e não tem a mesma habilidade para a política, na verdade, para cargo algum — Olivia dissera com certo pesar. — Eu tenho medo de que algum dia eu não sirva para mais nada além de reclamar por não ter conseguido o que queria.
— Eu não sou como esses homens. Eu acredito que você, assim como qualquer outra mulher no mundo, tem tanto poder quanto um homem. Você precisa aprender mais sobre a política, mas quando estiver preparada será uma ótima presidente. Você tem meu voto para presidente, senhora Grant — Olivia beijou-lhe o rosto. Mantendo o silêncio por alguns segundos antes de falar novamente.— Eu não sei você sabe, provavelmente sim, mas recebo uma média de seis mil cartas por semana na Casa Branca e Neil é o responsável por esse setor e sua equipe sempre separa dez cartas por dia, para serem lidas por mim. Gostaria de ler algumas comigo? Talvez seja interessante escolhermos uma ou duas para responder e contarmos sobre o nosso casamento.
— Eu acho essa ideia maravilhosa — Olivia disse, com animação na voz, com os olhos vidrados no céu estrelado. — Aliás, falando de Idea maravilhosa, quero muito usar a enorme banheira que a casa possui, colocar uma água bem quente enquanto relaxamos juntos. O que acha de fazermos isso depois de lermos as cartas?
— Acho que podemos ler as cartas depois. Um convite para grudar-me no seu delicioso corpo molhado e cheio de sabão é mais interessante do que qualquer outra coisa no mundo.
Ele disse, mordendo a orelha de Olivia antes de iniciarem um beijo lento e erótico. Naquela noite, sob o sereno da noite estava o novo casal, estavam duas pessoas que se amavam e que fariam de tudo uma pela outra.
Naquela noite, os Estados Unidos da América ganhara uma nova primeira-dama, e Fitz ganhara a certeza de que seu passado de sofrimento, estava sendo completamente apagado pelas boas lembranças que estava começando a construir com a mulher que não carregava não apenas seu sobrenome, mas também, o seu coração.
