N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.
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Capítulo 31
Eram apenas duas pessoas comuns. Recém-casados que estavam beirando a explosão da fortuna que era estar juntos sem ser incomodados. Eles pareciam ser pessoas comuns, mas não eram. O presidente dos Estados e a nova primeira-dama, caminhavam aos tropeços para dentro da casa alugada, batendo a porta com força talvez exagerada, mas o momento era de profunda tensão sexual e nada mais importava.
O calor que fazia era apenas para ambos, os corpos aquecidos um pelo calor do outro. Do lado de fora gotas finas de uma chuva de verão caíam, embaçando os vidros das janelas da casa.
Fitz e Liv não notaram, estavam absortos nos próprios gostos que se misturavam, nos cheiros que exalavam de suas peles e no suor que começava a brotar dos poros. Foram cambaleando até o enorme quarto da casa, rindo entre beijos tórridos que faziam com que ambos sentissem o mais sublime dos sentimentos. Olivia acariciou o rosto do marido, que a olhava com ternura.
— Sabe o que podíamos fazer? — Fitz disse de maneira sensual.
— O quê?
— Podíamos usar aquele banheira, acho que já comentei com você sobre ela por incontáveis vezes no dia de hoje — Fitz dissera e Liv lançara um sorriso entorpecido de desejo para ele.
— Acho a ideia magnífica — ela mordera o lábio inferior, a sua voz denotara toda sua entrega ao momento dos dois.
— Acho que poderia tirar esse vestido pesado — Fitz dissera, passando os grandes dedos no pescoço dela e falando com a voz que rasgava o ar de puro desejo. — Te coloco naquela banheira, te dou um banho e...
— Um orgasmo? — Olivia completara, arrancando um sorriso safado do rosto do presidente.
— Não — ele respondera e negara com a cabeça. — Um é pouco, Liv.
Ele não dissera nada e nem dera tempo para Liv lançar uma nova resposta tão sedutora e safada quanto as palavras que desenrolavam por suas cordas vocais. O homem puxara a esposa para junto de seu corpo e então colou seus lábios nos dela de maneira avassaladora.
Seus dedos percorreram pelas costas da mulher, e parou na cintura enquanto saboreava o gosto do beijo da mulher. De maneira repentina, ele virara Olivia e começara a desabotoar cada botão de pérola que adornava a parte de trás do mesmo, durante todo o processo ele acariciava a nunca da mulher com os lábios, causando arrepios em Liv.
Ela se virou de frente para ele quando ele terminara de desabotoar e com um sorriso sedutor, deslizou o tecido alvo sobre sua pele, se livrando dele em pouco tempo. Fitz segurara a mulher pela cintura de maneira firme e decidida antes de curvar-se um pouco para baixo e erguê-la em seus braços.
O silêncio normalmente pode ser algo constrangedor, mas naquele pequeno instante era visto como algo divino, era como se ambos respeitassem aquele momento sagrado em que apenas seus olhos conversavam. Fitz carregara a mulher até o banheiro da suíte, e assim que chegaram lá perceberam que os empregados já haviam preparado a banheira, enchendo-a e colocando os sais de banho. Olivia já se preparava para retirar o próprio sutiã, mas Fitzgerald balançou a cabeça na direção dela de maneira negativa.
— Faço questão de tirar cada peça de roupa sua, Liv.
Ela mordera os lábios de maneira sensual e ao mesmo tempo tímida, causando reações nervosas por todo o corpo do presidente. Fitz se aproximara e tomara os lábios dela entre os seus, e ao mesmo tempo se livrou do sutiã dela. Liv desabotoou a camisa que Fitzgerald ainda vestia, e em seguida, o próprio retirou a calça. Olivia deslizou a calcinha de forma sensual até que a peça ficasse abandonada no chão frio de azulejos azuis marinho.
O corpo dela se arrepiara por inteiro, isso porque Fitz a olhava com admiração de maneira profunda e sem hesitação. Era como se ele soubesse que tudo o que ele passara em sua vida, fosse para chegar até aquele momento em que Olivia se tornava tudo o que ele tinha de mais precioso. A mulher adentrou na enorme banheira creme e Fitzgerald a seguira com os olhos, antes de entrar na banheira junto com ela. A água estava deliciosamente morna, mas não que isso importasse muito, pois o que estavam prestes a fazer, faria com que a mais fria das águas entrasse em ebulição.
Fitz deitou-se dentro da banheira, deixando o corpo escorregar pela porcelana, e Liv se colocou sobre o homem, beijando os lábios dele. Fitz deslizou as mãos molhadas pelo pescoço da mulher e começou a deslizar os lábios pelo pescoço dela, que encolhia quando sentia a língua quente do homem sobre sua pele úmida.
— Você vai se sentar no meu colo essa noite? — Fitz perguntou com a voz rouca de tesão quando sua boca estava próxima à orelha de Olivia, fazendo com que ela se encolhesse em reação. — Cavalgar em mim enquanto olho dentro dos seus olhos.
Olivia não respondera, apenas assentira com a cabeça e Fitz mordera a orelha dela, causando arrepios pelo corpo da mulher que sorrira diante da carícia.
— Claro, senhor presidente — Olivia respondera. — Faço o que for possível para ver meu marido satisfeito.
— Jura? — Fitz indagara no mesmo instante em que um meio sorriso surgira em seus lábios. — Tenho a mesmo política com a minha esposa.
Fitzg deslizara o dedão sobre os lábios entreabertos de Olivia, e então passara sobre um dos seios da mulher, fazendo com que ela fechasse os olhos enquanto ele acariciava seu mamilo intumescido e desejoso daquele toque. Ele mordeu o seu lábio inferior, como se pudesse conter sua vontade de se jogar por cima da mulher e meter fundo em sua intimidade. Quando se tratava de Liv, não havia meios de refrear seus desejos, apenas se a mulher demonstrasse que não estava com vontade, mas fora isso, nada podia conter o tesão que ele tinha nela.
Fitz deslizou sua mão para baixo, deslizando pela virilha de Liv, enquanto ela vincava a testa, concentrada em tudo o que sentia através dos toques poderosos do homem. Quando Fitz alcançou o clitóris de Liv, fora como se tudo se abrisse em um novo mundo. Olivia soltara um gemido profundo, e curvara sua cabeça para trás enquanto Fitzgerald movimentava os dedos em círculos sobre aquele ponto sensível entre as pernas dela. Olivia abrira mais as pernas de maneira instantânea, para que ficasse mais confortável e o homem tivesse um acesso mais fácil ao local.
— Sabe o que farei com você depois que te foder nessa banheira, Olivia? — Fitz indagou autoritário, segurando os cabelos dela com vontade e puxando vagarosamente para trás, enquanto continuava movimentando seus dedos sobre o clitóris dela, que gemia e segurava na beira da banheira com força para não desequilibrar.
— O quê? — Ela perguntou com a voz falha, entre um gemido e outro.
— Quero sentir seu gosto, te ver se contorcendo na cama, agarrando os lençóis enquanto sente o prazer se acumulando antes de explodir por inteiro pelo seu corpo.
Olivia sorrira diante da ideia, e deslizou uma de sua mãos para baixo, alcançando o pênis do homem, que estava duro e pronto para fodê-la de maneira forte como ela gostava. Ela se ajeitou sobre o colo do homem e fez com que ele parasse de acariciá-la, e antes que ele tivesse a chance de protestar, colocou a entrada de sua intimidade sobre o pau dele e então, deslizou de maneira lenta, rebolando para que ele sentisse mais prazer. Olivia começou a movimentar sobre o homem, inicialmente devagar, para depois aumentar a velocidade dos movimentos. Fitz impulsionava sua região pélvica para cima, tornando as estocadas ainda mais fortes enquanto Liv subia e descia seu corpo.
Fitz segurou os seios da mulher, e os acariciava enquanto sentia seu membro penetrar a intimidade de Liv com vigor, Liv segurava os cabelos do homem que sentou-se de maneira mais ereta, fazendo com que a intensidade das estocadas aumentassem. Liv admirava a intensidade das íris azuis do homem, com o lábios entreabertos, ela lançava gemidos que se perdiam pelos ecos no banheiro. Ela tombara a cabeça para trás, e então Fitz se desmanchara em seu próprio tesão irrefreável, atingindo a vértice de seu prazer em meio aos grunhidos que saíam de maneira descontrolada de seus lábios. Fitz apenas tomou alguns segundos para se sentir com mais firmeza antes de segurar a mulher com firmeza e encostá-la do outro lado da banheira, a mulher segurava firme no pescoço do presidente.
— Agora é a minha vez de ter você tendo um orgasmo enquanto grita meu nome — Fitz dissera antes de sugar o lábio inferior da mulher. — Esse será o primeiro dessa noite.
— E como você fará isso? — Ela indagou de maneira desafiadora.
Fitz não respondera, pelo menos não com palavras. Ele deslizara suas mãos pelas coxas da mulher e as separara, suas mãos alcançaram a intimidade da mulher, e antes que Liv pudesse entender o que aconteceria, ele a penetrara com dois dedos. Olivia soltara um gemido delicioso que fizera o presidente sorrir, enquanto ele fodia a primeira-dama com o dedo médio e o indicador, acariciava o clitóris dela com o polegar, o que fizera Olivia se contorcer, chacoalhando o corpo delicado dentro da banheira, vibrando as águas e causando ondas na mesma.
Olivia ergueu uma das pernas, facilitando os movimentos feitos por Fitz, e ele se aproximou dela, beijando com volúpia, com a intensidade que seu corpo lhe pedia. Nenhum dos dois se importara quando água vazara da banheira. O que Fitz e Olivia ansiavam era pelo que se aproximava, era pelo calor que trepidava dentro do corpo da mulher. O prazer crescia no ventre dela, causando respostas das quais Liv não possuía controle algum. Gemidos altos, mordidas irrefreáveis nos ombros de Fitz, e as unhas dela que arranhavam as costas do presidente com afinco. A explosão ocorrera de forma forte, quente e animalesca, assim como Fitz arremetia seus dedos para dentro do corpo dela.
Ela explodira no extremo do seu prazer, se jogando em um oceano em que faíscas eram possíveis existir. Seus corpos molhados enroscaram-se, Fitzg e Olivia se deixaram escorregar, os corpos submergiram nas águas, enquanto os lábios dele procuraram os dela com sucesso. A noite só estava começando, para ambos o limite era algo criado para ser expandido.
Fitz caminhou de maneira casual pela casa, se sentia tranquilo como não conseguia se sentir há tempos, até mesmo a roupa que usava era um roupa despojada, estava longe dos ternos de sempre e adotara um suéter como companheiro naquela manhã adoravelmente fresca. Ele cumprimentou seus agentes que estavam espalhados por toda a casa, e carregava um sorriso fora de seu habitual no rosto. Ele tinha motivos de sobra para tal atitude, mas seus funcionários pareciam surpresos pelo humor aberto e alegre de Fitz.
Assim que ele chegou na cozinha, encontrara uma simpática senhora cozinhando e logo cumpriu o que sua mente lhe alertava a cada cinco minutos desde que acordara naquela manhã.
— Bom dia! — Ele cumprimentou a senhora miúda que logo se assustou com a voz potente do homem, dando um pequeno sobressalto em resposta.
— Bom dia, senhor presidente. Posso lhe ser útil em alguma coisa? — Ela respondeu beirando o nervosismo por estar diante do homem mais poderoso do mundo.
— Poderia preparar um café da manhã completo para minha esposa? — Ele indagou e a mulher apenas assentiu.
Ele não estava preocupado com o fato de estar contando para o vento que estava casado com Olivia, até porque ele não acreditava que aquela simpática senhora fosse se tornar uma fofoqueira. Pela maneira com que ela se dirigira ao homem denotara que de alguma forma o respeitava arduamente.
— Claro, senhor. Vou providenciar agora mesmo.
— Quanto a mim, gostaria que preparasse uma xícara de café bem forte e que levassem até a biblioteca, se fosse possível.
Após um aceno da mulher, concordando com seu pedido, Fitz se afastou e se dirigiu até a biblioteca. Ele estava preocupado com seu país, apesar de ter deixado em mãos confiáveis, ele ainda continuava questionando a credibilidade de qualquer pessoa, inclusive de sua própria sombra.
Ele entrou no cômodo e sentiu o quanto o local era agradável, uma pequena lareira crepitava no canto e ele podia imaginar Liv ali, estudando ou lendo um livro para relaxar. Ele sentou-se à mesa de estudos da biblioteca que ficava perto de uma janela. Ele não quis pensar que não poderia nem ao menos abrir a janela e sentir a brisa da manhã, mais uma das medidas protetivas da segurança presidencial.
Logo abriu o notebook sobre a mesa e quando cogitou abrir seu e-mail, resolveu ligar para Cyrus, que logo o atendera na primeira chamada.
— Bom dia, Cyrus.
— Bom dia, senhor presidente.
— Cyrus, preciso que entre em contato com Linda Jones novamente. Mas dessa vez preciso investigar sobre uma pessoa.
— Prefere chegar para conversar com ela ou quer falar ao telefone? Faço o contato em alguns minutos.
— Não precisa ser agora, mas já peça que meu secretário agende com ela essa semana ainda. Quero conversar com ela assim que chegar aos Estados Unidos.
— Sim, senhor. Resolverei isso agora mesmo. O senhor deseja mais alguma coisa?
— Como andam as coisas por aí? — Fitzgerald perguntou, temeroso da resposta.
— Por enquanto, estão bem. Acho que conseguirá descansar de verdade ou ficará ligando? Eu acho que deveria aproveitar a senhorita Pope o máximo que pode.
— De todas as merdas que você me diz diariamente, essa foi a que mais achei pertinente, sabia? — Fitz rira enquanto podia imaginar a cara de Cyrus do outro lado. — Aliás, atualize suas informações, agora ela é a senhora .
— Claro. O casamento às escondidas. Fora uma jogada de mestre, senhor — Cyrus dissera de maneira visivelmente admirada. — Eu presumo que tenha ocorrido tudo bem, ou estaria aos berros
comigo nesse momento.
— Presumiu de maneira correta, meu caro. E eu vou fazer com que continue dando tudo certo, e para isso, darei total atenção a ela durante esses dias.
Ele desligou logo em seguida e singelas batidas na porta chamaram sua atenção. Ele erguera sua cabeça e suas profundas íris azuladas encontraram com os olhos que naquela manhã não estavam tempestuosos, pareciam ter sido substituídos por uma calmaria, estavam pacíficos como uma fina garoa. Ela sorriu para ele, que se empertigou na cadeira e sorriu como um cumprimento que dizia tudo o que estava em sua mente.
Ela entrou na biblioteca, vestia um vestido leve e por cima um casaco para driblar a temperatura que naquele horário da manhã costumava ser fria, diferente das tardes que o sol fazia seu espetáculo de verão.
— Eu descobri que tinha pedido que preparassem um café especial para mim, mas achei que seria muito egoísta da minha parte se não dividisse com você — Olivia dissera, seus lábios desenhados estavam curvados para cima que formava um sorriso formidável.
Ela sabia que aquela bandeja de café da manhã que recebera em seu quarto deveria ter sido levada pelo próprio Fitz, mas sabia que o homem havia perdido todo seu jeito de lidar com o sexo oposto de forma carinhosa. Ele estava reaprendendo a amar, era o que ela acreditava, mas a verdade é que ele nunca amara da maneira que amava Olivia.
— Me desculpe não ter levado eu mesmo, mas precisava resolver alguns problemas — o presidente dissera com o sorriso aberto em seus lábios.
— E conseguiu resolver? — Liv indagou, sentindo-se culpada por estar atrapalhando o trabalho do homem.
— Percebi que no fim das contas o único problema que preciso resolver é comigo mesmo por tê-la deixado sozinha naquele quarto, mais precisamente naquela cama tão grande.
— Não poderia concordar mais com essa conclusão — Olivia sorrira de maneira maliciosa, e Fitz já conseguia sentir as pulsações aceleradas que faziam seu membro mover-se dentro da cueca.
O som da madeira sendo batida soou ao ouvido de ambos, que olharam para a porta que estava entreaberta. Uma das empregadas adentrou, pedindo licença antes de colocar a bandeja na mesinha centro da biblioteca, que fica localizada bem diante da lareira e logo depois se retirou. Fitz se levantou e aproximou da mulher, segurando-a pela cintura e depositando um beijo seguindo de uma leve sugada no pescoço da mulher, seguindo por toda a extensão do mesmo até alcançar a altura da orelha dela.
— Isso me traz recordações na noite anterior — ela dissera, mordendo os lábios e encolhendo um pouco diante da carícia.
— Era essa a minha intenção — ele respondera e depositara um beijo estalado no topo da cabeça dela, antes de se dirigir ao sofá grafite aveludado que ficava próximo à mesinha em que se encontrava a bandeja.
Olivia olhara em volta, enchendo-se de emoções e nostalgia, aliás, aquilo era o que ela mais tinha feito dentro daquela casa, além de se apaixonar ainda mais pelo presidente. Ela se aproximou de uma das estantes que ficavam encostadas nas paredes da biblioteca que talvez fosse um dos maiores cômodos da casa, já que sua avó era uma leitora assídua de todos os tipos e gêneros de livros.
Ela arrastou os dedos finos pelas lombadas de alguns livros, eram os mesmos livros de sua avó. Ela sabia que a casa tinha sido vendida com tudo o que havia dentro, inclusive os livros que ela tanto amara ler. Olivia parou diante de um volume antigo de "Guerra e Paz" de Tolstói, um volume raro do livro que sua avó comprara certa vez porque achava que os livros antigos davam para a biblioteca e um ar mais sofisticado do que os novos. Olivia nunca importara muito com isso, o que lhe importava era a leitura.
Foi enquanto sua pele macia deslizava pelas ranhuras e pequenos relevos da lombada de "Guerra e Paz" que Olivia viu o que provavelmente era algo inesperado. Havia uma pequena alça no chão, entre uma estante e outra, um espaço que provavelmente caberia uma pessoa de porte grande e ela se intrigou com o fato. Quando criança, aquela parte da biblioteca era coberta por um grosso carpete para que ela pudesse se deitar no chão e ler onde bem entendesse no cômodo.
Ela se abaixou, enquanto ouvia a voz do marido lhe chamando para comer e apenas respondeu que já estava indo, sem entonação alguma na voz, pois o que sentia era um misto de curiosidade e medo.
Seus dedos seguraram a pequena alça de ferro e ela puxou para cima, revelando que na verdade era uma tampa para uma passagem subterrânea. Ela sabia que sua avó era traumatizada com furacões por culpa de um que assolara sua cidade quando era criança e destruíra quase que completamente tudo, e isso a tornara paranóica demais. Por esse motivo, a primeira ideia que passara na mente de Olivia era de que aquilo ali era a entrada para um abrigo em caso de furacão.
Fitz que assistia de longe a estranha movimentação da mulher, se ergueu do sofá com um croissant entre os dedos, ele havia tirado os sapatos e andava descalço sobre o tapete persa que encobria parte do chão.
— O que será isso? — Ele questionou, quase tão curioso quanto Olivia.
— Estava me perguntando a mesma coisa — Olivia respondera. — Acho que quero ir até lá embaixo.
— Tem certeza de que quer isso? Talvez seja uma invasão de privacidade dissera olhando para o buraco que cabia um homem como ele, e para a escada que se estendia para dentro do buraco.
— Invasão nada, Fitz. Eu morei aqui por anos, e se essa passagem existe, eu tenho o direito de descobrir o que possa ser — Olivia dissera com seu típico tom autoritário.
— Vejo que não adianta discutir, parece ter tomado sua decisão — ele dera de ombros e andou até a mesinha da biblioteca, abrindo uma das gavetas e retirando de lá uma lanterna antes de voltar até Olivia e entregar a lanterna que iluminaria o caminho. — Acho melhor se eu for antes de você — ele então pegara a lanterna de volta das mãos de Liv que o olhava sem entender. — O quê? Acha mesmo que a deixaria ir até lá embaixo sozinha? — Fitz balançara a cabeça de maneira negativa.
— E então? Vamos?
Olivia sabia que devia deixar aquilo para lá, porque de alguma forma, Fitz estava certo, aquilo seria uma invasão de privacidade. Talvez aquilo tivesse sido construído depois da casa ter sido vendida e ela não tivesse nada a ver com aquela abertura no chão. Ela sabia também que devia ouvir a voz da sua consciência.
Mas ouvir sua consciência, a voz de sua razão não condizia com a vontade dela de descobrir o que havia lá embaixo. A curiosidade e o desejo pela exploração que corria pelas veias de Olivia gritava bem mais alto e fora por isso que ela retomara o fôlego com um profundo suspiro, olhara para Fitz e assentiu com a cabeça.
— Vamos.
