N/A: Os Personagens dessa estória não me pertencem. (exceto os originais.) Alguns personagens podem ter mudanças em suas personalidades. A estória a seguir possui cenas de violência e sexo, se não fica confortável lendo esse tipo de conteúdo, por favor não leia.
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Capitulo 39
Olivia sentia o perigo eminente e mesmo seguindo Thomas percebeu que eles haviam chegado no fim do caminho, aquela era a hora que ela tanto ansiava. Encontrar sua tão adora avó, que neste momento ela não sabia definir seus sentimentos.
— Dália. — Thomas disse de forma baixa. — Ela está aqui.
— Deixe-me ver. — A voz que Olivia ouvira sem dúvidas era de sua avó.
Logo em seguida o pano preto foi retirado de seu rosto e ela pôde ver a sua frente, que era verdade. Ela estava viva, sua tão amada avó.
— Liv. — A velha senhora falou. — Estou tão feliz por você se juntar a nós, sei que lhe devo explicações, mas quero saiba que tudo que fiz foi apenas para lhe proteger.
— Dália. — A única coisa que Olivia foi capaz de responder, ela não tinha conseguido formar uma frase, diante de seu espanto e medo de tudo.
— Espero que esteja pronta, fleur. Para tomar o que é seu por direito. — A senhora falou.
— O que é meu por direito? Você, mentiu, tentou matar o presidente, quase me feriu, matou Edison, Jake, e outras pessoas. Além de criminosa você é uma louca e nada do que me oferecer me interessa, eu vim aqui para ver com meus próprios olhos quem você é de verdade. Sempre me falou que Eli era o vilão da história, que ele não prestava e olhe só para você escondida num esgoto, arquitetando planos para tomar a Casa Branca. — A raiva tomou lugar do medo na mente de Olivia e era não era capaz de filtrar as palavras que saíam por seus lábios.
E tão rápido como as palavras de Olivia, foi o ardor em seu rosto e tombo para o lado, Dália havia lhe desferido um tapa no rosto.
— Eu acho bom você, calar essa sua boca insolente, Olivia. Se não fosse por mim, você estaria vivendo em um mundo cor de rosa, sem se dar conta do que acontece ao seu redor. A essa altura, provavelmente estaria morta, garanto que muitos dos homens que estão aqui hoje, não hesitariam em lhe tirar a vida. Se você não estivesse próximo aquele moleque que se acha presidente, ele estaria morto também e você não quer isso, não é verdade minha querida neta? — A mulher falou e Olivia sentiu o frio vindo de suas palavras, aquela mulher era impiedosa.
Não ouve muito tempo e assim que Dália proferiu aquelas palavras foram ouvidos tiros e explosões, Olivia apenas vira vultos negros que pareciam ser soldados. Mas ela viu uma sombra que se assemelhava a Fitz, ele estava com uma arma na mão. De súbito Dália tentou fugir mas os homens de Fitz foram mais rápidos e a capturaram.
— Liv, você está bem? — Fitz corria em sua direção.
— Sim, eu acho. — Ela respondeu.
— Ok. Depois conversamos. — Fitz virou-se para Dália. — Então você deve ser Dália.
— Nossa como você é esperto senhor presidente, se não fosse por minha neta. Provavelmente nunca saberia quem sou eu. Então vai matar uma senhora idosa? — Dália perguntou audaciosa.
— Não, farei pior. Dália, tenha certeza que sua vida não é nada comparado ao que eu vou tirar de você. — Fitz disse de maneira fria e dura.
Então mais tiros e explosões foram ouvidos.
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É uma verdade grandiosa de que quase todo ser humano já se pegou em uma reflexão esquisita que envolve a pergunta "de onde viemos?", "Para onde vamos?" e "Qual é a minha missão na terra?". Olivia já tivera aquele tipo de reflexão por várias vezes. Durante toda sua vida ela se perguntava o que tinha para oferecer ao mundo e se indagava o motivo de sua existencia com veemencia em certos momentos, já que acreditava não ser lá a figura mais importante do mundo.
Já Fitz, pensava a mesma coisa por diversas vezes, acreditava que viera ao mundo para destruir a vida das pessoas ao seu redor ou talvez para sofrer de forma deliberada. Não acreditava em muitas coisas, só acreditava que aquilo era uma espécie deturpada de castigo. Mas tudo mudou para ambos depois daquele momento intenso em um local subterrâneo de Washington. Como se uma vida interia de perguntas e aflições fosse pelo menos amenizadas diante da sorte, ou melhor, do milagre que acontecera.
Elizabeth, ou como era chamada em sua sociedade, Dália se entregou ao próprio destino quando lançou seu corpo diante da arma mirada por Thomas para Olivia, pois o tiro que saíra da arma de fogo acertou em cheio seu coração. A velha senhora se entregara para salvar a neta, e morrera sem nem ao menos ter a chance de pedir perdão.
Fitz protegera o corpo da mulher que tanto amava após os tiros, a abraçara mesmo em meio a toda aquela confusão de tiros. O presidente não pensou em si mesmo naquele momento, ele só pensava em sua amada e quando a sentira em seus braços, foi quando percebeu que talvez ele não fosse tão desafortunado assim.
Logo após os confrontos cessarem, Fitz e Olivia foram levados para o hospital, Fitz sofreram escoriações e ferimentos ao tentar proteger a mulher. Olivia estava desacordada por culpa da exaustão em que seu corpo se encontrava. Fitz foi para o quarto em que a mulher estava assim que os médicos os liberaram, e se sentou ao lado da cama de Liv que parecendo perceber a presença do homem, abriu os olhos vagarosamente. Um sorriso se abriu no rosto da mulher que ergueu o braço para acariciar o rosto de Fitz, o homem tombou a cabeça para receber a carícia e se entregar ao toque da mulher.
— Você não imagina o quanto me faz feliz sentir o seu carinho — Fitz disse e Liv sorriu. — Até ontem eu acreditava que tinha te perdido e me senti tão perdido.
— Você foi louco ao ir atrás de mim — Liv falou, sua voz estava rouca.
— Eu seria louco se não tivesse ido.
— Teria deixado o país sem seu presidente? — Olivia indagou.
— Eu não serviria para ser presidente do país se não tivesse você ao meu lado. — Fitz repondeu e segurou a mão da mulher depositando um beijo na mesma.
— Como descobriu onde eu estava? — Olivia perguntou.
— Eu estava desesperado, mas Thompson é a pessoa mais consciente, e trabalhou de forma brilhante e fez um rastreamento rápido atráves do celular dele descobrindo o caminho do GPS do táxi que você pegou — Fitz disse e sacudiu a cabeça. — Eu achava que estávamos seguros com esses celulares descartáveis, mas Thompson achou você através do seu celular e foi mais rápido do que eu jamais poderia imaginar, acredita?
— Pelo visto precisamos reforçar a segurança telefônica — Olivia riu.
— Sim — Fitz assentiu — Apesar de Thompson ter garantido que é preciso ser um hacker de nível excepcional para tal façanha, não estou confiando muito em andar por aí com meu celular.
— Thompson se mostrou um homem fiel — Olivia disse, mudando de assunto.
— Eu sei. Eu quero muito recrutá-lo para chefiar meus homens que agora estão limpos — Fitz disse em tom de alívio. — Depois daquela invasão, descobrimos o local em que sua avó estava e conseguimos muitos documentos, inclusive uma enorme lista de pessoas que faziam parte da sociedade. — O presidente parou de falar ao perceber a feição da esposa modificar após tocar no nome da avó da mulher. — Sua avó…
— Ela não sobreviveu — Olivia terminou de falar.
— Como você sabe?
— Eu senti quando a abracei, Fitz. Ela se foi de verdade dessa vez. E Thomas.
— Eu pensei que seria mais difícil te contar, mas pelo visto, parece ter aceitado. Quanto a Thomas não o encontramos. Por enquanto.
— Não aceite de fato, e a ideia de que minha avó era realmente um monstro ainda continua difícil de aceitar também — Olivia ficou pensativa por alguns instantes antes de voltar a falar. — Ela se matou por mim.
— Apenas porque você era a protegida dela desde o início.
— Exatamente. Ela se matou para me proteger e talvez acreditando que eu manteria a sociedade ativa por ela, ou algo assim. Eu sei bem como a cabeça da minha vó funcionava, mesmo que Thomas tenha dito o contrário.
— Thomas tinha mesmo um caso com Mellie — Fitz disse de forma natural. — E o acidente que a matou, era para mim mesmo, mas ao contrário do que eu imaginava, Mellie sabia de tudo. Ela estava na sociedade também.
— Sério? — Olivia indagou, estupefata pela ideia. — Eu sinto muito por isso.
— Não sinta, Olivia. Ela escolheu o próprio destino, ela quis assim e quem sou eu para questionar as decisões dela?
— Vem cá — Olivia estendeu os braços para o presidente. — Me dê um abraço forte e deixe-me sentir o cheiro da sua pele.
O homem grande e forte deitou ao lado da mulher na cama e envolveu com seus braços protetores, aquecendo os corações de ambos enquanto sentiam o calor que um transmitia para o outro.
— Eu te amo, Olivia. — Fitz disse, antes de beijar o topo da cabeça da mulher.
— Eu te amo, Fitzgerald — Olivia respondeu, abraçando o corpo do homem antes de fechar os olhos, aproveitando cada segundo que possuía ao lado daquele que ela havia descoberto amar de maneira tão profunda.
Ao chegarem na Casa Branca, uma semana depois, o casal foi recebido com palmas e comemorações. Os sorrisos no rosto de cada uma daquelas pessoas dentro da fortaleza dos EUA fez com que tanto Olivia, quanto Fitz, se sentissem amados.
Olivia correu para abraçar a mãe, que já tinha ligado para a filha, e só não a visitara porque os agentes não liberaram a entrada para visitas no hospital da base. Olivia sabia que Maya estava se sentindo muito triste por tudo que acontecera, mas sabia que ela se sentia livre por não ter mais o segredo que tanto pesava me suas costas.
— Minha querida, não sabe o quanto eu queria sentir você em meus braços novamente — Maya disse ao abraçar a filha e depois afastou para olhar para ela por inteiro.
— Eu também queria muito te ver. Ficar apenas pelo telefone me fez sentir ainda mais falta — Olivia disse e então resolveu tocar no assunto sobre Elizabeth. Ela sabia que a mãe provavelmente já sabia sobre a identidade de Dália, afinal o país inteiro sabia. — Sobre a vóvó…
— Não, minha querida — Maya pediu. — Não quero falar sobre isso agora. Teremos muito tempo para conversar sobre isso, e também sobre Joshua.
