Personagens de Stephenie Meyer. História de Sarah McLean.


CAPÍTULO DOZE

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"Uma solteirona velha com uma recém-descoberta atração pela ruína de sua reputação."

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– Como ele ousa me chamar de covarde!?

Bella andava de um lado para outro em seu quarto, lívida com os acontecimentos da noite. Chegara em casa uma hora antes, mas não parara quieta por tempo suficiente para permitir que Sue a ajudasse a se despir. Em vez disso, a criada havia se instalado no pé da cama de Bella, observando a patroa andar de um lado para outro como se estivesse assistindo a uma partida de tênis.

– Não tenho certeza – respondeu Sue, secamente –, considerando-se particularmente o fato de que a senhorita tentou esbofeteá-lo em um teatro público.

Bella, que não percebera o divertimento de Sue, agarrou-se às palavras da criada e jogou as mãos no ar de frustração, exclamando:

– Exatamente! Não há nada de covarde nisso!

– Nada de educado também.

– É, bem, isso não está em discussão – argumentou Bella. – A questão é que ele, Edward Masen, marquês de Cullen, ao ser abordado em um teatro público a caminho do camarim da amante, de alguma maneira conseguiu fazer com que eu fosse a errada! – Ela bateu com o pé. – Como ele ousa me chamar de covarde!

Sue não conseguiu afastar o sorriso do rosto.

– Para ser justa, parece que a senhorita o provocou.

Bella parou de andar de um lado para outro e virou-se, incrédula, para a criada.

– Para alguém que, há apenas alguns dias, estava preocupada que a minha reputação fosse ser destruída por ir escondida a uma taberna, você parece ter mudado para o lado do marquês com uma rapidez realmente impressionante! Você deveria me defender!

– E vou fazer isso até o fim dos tempos, Bella. Mas a senhorita decidiu ir atrás de uma aventura e tem que admitir que o marquês parece ter lhe dado exatamente o que estava procurando.

– Eu certamente não estava querendo que ele saísse e me beijasse em público!

Uma das sobrancelhas de Sue se ergueu em um gesto de descrença.

– Então a senhorita não gostou?

– Não!

– Nem um pouco?

– Nem um pouco.

– Como queira.

– Não gostei!

– A senhorita é quem sabe.

Sue se levantou, virando Bella na direção da penteadeira e começando a abrir a longa fileira de botões nas costas de seu vestido. Depois de vários e longos minutos de silêncio, Bella admitiu:

– Está bem, posso ter gostado um pouco.

– Ah, só um pouco.

Bella suspirou, virando-se, apesar de Sue ainda estar trabalhando nas casas de seu vestido. A criada retomou seu lugar na cama, conforme Bella voltava a andar pelo quarto.

– Tudo bem. Mais do que um pouco. Gostei imensamente, do mesmo jeito que gostei de todas as outras vezes que ele me beijou. – Ela notou o olhar de surpresa da criada antes de dizer: – Sim, houve outras vezes. E por que eu não gostaria? O homem é claramente um especialista.

Sue limpou a garganta.

– Claramente.

Bella virou a cabeça depressa na direção da criada.

– Ele é! Sue, você nunca foi beijada assim.

– Vou ter que aceitar sua palavra quanto a isso.

Bella assentiu com seriedade.

– Vai. O marquês de Cullen é tudo o que você imagina que ele seja... em um momento é cheio de palavras tentadoras e olhares maliciosos, aí seus braços estão à sua volta, e você não consegue entender como tudo aconteceu...

Ela deixou as palavras sumirem, num tom sonhador, fitando o teto e segurando a camisola contra o corpo. Sue se levantou, pensando em aproveitar a oportunidade para terminar de ajudar a patroa a se despir, mas antes que pudesse se afastar da cama, o olhar de Bella havia passado de sonhador a irritado e ela estava reclamando novamente.

– E então o depravado se afasta e olha para você com toda a satisfação presunçosa de um completo cafajeste! E, quando você tenta se defender...

– Batendo nele?

– Quando você tenta se defender – repetiu Bella –, sabe o que ele faz?

– Ele a chama de covarde? – perguntou Sue, com ironia.

– Ele a chama de covarde! É absolutamente exasperante!

– Parece que sim – concordou Sue, aproximando-se para trabalhar mais uma vez nos botões de Bella.

Desta vez, a moça lhe permitiu acesso, ficando imóvel, enquanto o vestido se soltava em suas mãos e ela saía de dentro dele. Sue começou então a abrir as fitas do espartilho, e Bella soltou o ar quando a peça apertada se abriu, e um pouquinho de sua raiva se dissipou. De pé em sua combinação, passou os braços em volta da cintura e respirou fundo. Sue a guiou para sentar-se à penteadeira e começou a pentear o longo cabelo castanho. A sensação era bem reconfortante, e Bella suspirou, os olhos fechados.

– Claro que gostei do beijo – murmurou, depois de um tempo.

– É o que parece – retrucou Sue, pragmática.

– Queria não ser tão boba perto dele.

– A senhorita sempre foi boba em relação a ele.

– É, mas agora estou perto dele com muito mais frequência. É diferente.

– Por quê?

– Antes só devaneava com o marquês de Cullen. Agora me encontro de fato com ele. Falo com ele. E estou descobrindo o Cullen de verdade. Ele não é mais uma criatura que inventei. É de carne e osso e... agora não consigo deixar de imaginar...

Ela deixou a frase morrer, relutando em dizer o que estava pensando. E se ele fosse meu?

Não teve que pronunciar as palavras em voz alta, pois Sue as ouviu nas entrelinhas. Quando Bella abriu os olhos e encontrou o olhar da criada no espelho, viu sua resposta ali. Ele não é para você, Bella.

– Eu sei, Sue – disse baixinho, tanto para lembrar a si mesma quanto para apaziguar a amiga.

Mas claro que ela não sabia. Não mais. Havia apenas algumas semanas Bella teria rido da ideia de que Edward Masen até mesmo soubesse seu nome... que dirá que estivesse disposto a conversar com ela. E agora... Agora ele a estava beijando em carruagens escuras e corredores mal iluminados... e lembrando-a de por que ela ficara tão boba por ele desde o começo. Naquela noite, ele fora ver sua cantora de ópera – Bella tinha certeza disso –, e não havia dúvidas de que ela não era páreo para a beleza grega. Edward não podia estar atraído por ela.

Bella se olhou no espelho, catalogando seus defeitos: o cabelo castanho tão comum e desinteressante; os olhos castanhos grandes demais; o rosto redondo, tão diferente dos rostos em formato de coração das belezas da aristocracia; a boca larga demais, de jeito nenhum o arco perfeito que deveria ser. Diante de cada traço, pensava nas mulheres a quem Edward fora ligado antes, todas elas Helenas de Troia, com rostos que faziam os homens perderem o fôlego.

Ele a havia deixado e ido encontrar com sua amante, que definitivamente o recebera de braços abertos. Que mulher em sã consciência não receberia? E Bella voltara para casa, para sua cama fria e vazia...

Seus olhos se encheram de lágrimas, e Bella tentou enxugá-las antes que Sue pudesse ver, mas logo estavam vindo rápido demais, uma atrás da outra, e ela não conseguiu esconder a tristeza. Fungou, chamando a atenção da criada, que, com uma olhada, parou de pentear e se agachou ao lado da patroa.

Bella permitiu que a mulher mais velha passasse os braços em volta dela e descansou a cabeça em seu ombro, deixando as lágrimas fluírem. Soluçou na lã áspera do vestido de Sue, expondo a tristeza que a consumira por anos. Uma década de temporadas, o casamento de todas as suas amigas, o noivado de Alice – uma década ficando cada vez mais esquecida pelos homens. Durante todo esse tempo, havia escondido sua mágoa, recusando-se a permitir que seu desgosto obscurecesse a felicidade dos outros.

Mas agora, com o marquês destroçando seus sentidos e fazendo-a lembrar-se de tudo o que sempre quisera e nunca teria, a dor ficara grande demais. Já não podia guardar aquilo. Chorou por longos minutos, Sue murmurando sons reconfortantes enquanto acariciava suas costas. Quando terminou, incapaz de encontrar energia para continuar, sentou-se ereta, afastando-se de Sue e oferecendo um sorriso lacrimoso de agradecimento constrangido.

– Não sei o que deu em mim.

– Ah, minha Bella – encorajou Sue, a voz assumindo o tom que usava quando Bella era uma menininha e chorava por causa de alguma injustiça –, o seu príncipe encantado vai chegar.

Um dos cantos da boca de Bella subiu em um sorriso enviesado. Sue dissera aquelas palavras inúmeras vezes durante a última década.

– Perdoe-me, Sue, mas não tenho tanta certeza disso.

– Ah, vai – sentenciou a outra, firme. – E quando a senhorita menos esperar.

– Acho que estou um tanto cansada de esperar. – Bella riu sem entusiasmo. – O que provavelmente é o motivo de ter voltado minha atenção para um príncipe tão desencantado.

Sue segurou o rosto de Bella e lhe ofereceu um sorriso.

– Acho que prefiro vê-la riscando itens na sua lista ridícula do que na companhia do marquês. Eu ficaria longe dele se fosse a senhorita.

– Mais fácil dizer do que fazer – retrucou Bella. Havia algo muito atraente no homem. E o fato de que a enfurecia não parecia importar. Na verdade, a arrogância só servia para torná-lo mais interessante. Ela suspirou. – Talvez você tenha razão. Talvez eu devesse ficar longe dele e me concentrar de novo na lista. – Ela pegou o papel na penteadeira, onde o havia deixado mais cedo naquela noite. – O problema é que parece que estou sem tarefas simples.

Sue soltou um pequeno grunhido de descrença antes de comentar, secamente:

– Ah sim, porque beber em uma taberna foi muito simples. O que ainda resta?

– Esgrimir, assistir a um duelo, disparar uma pistola, jogar em um clube para cavalheiros e montar de pernas abertas – enumerou, deixando de fora os demais itens, os que tinha vergonha de partilhar até com a confidente mais íntima.

– Hum, isso é um desafio.

– Sem dúvida – concordou Bella, distraída, mordendo o lábio inferior e avaliando o papel.

– Mas uma coisa é certa – comentou Sue.

– O quê?

– Não importa qual dessas coisas persiga a seguir, ninguém vai chamá-la de covarde por fazê-las.

Ao ouvir as palavras, Bella fitou a criada nos olhos e, após um instante de silêncio surpreso, as duas riram.

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Ui! – Bella agarrou o mastro da cama com firmeza, enquanto Sue puxava o linho com que estava amarrando o torso da patroa. – Acho que você podia ser um pouquinho mais delicada, Sue.

– Provavelmente – rebateu a criada, passando o tecido debaixo dos braços de Bella e achatando-o contra os seios –, mas não estou me sentindo muito delicada no momento.

Bella baixou os olhos para os seios comprimidos e sorriu, apesar do desconforto.

– É, bem, agradeço por ter posto seus sentimentos de lado para me ajudar.

Sue respondeu com um grunhido de desprazer e um puxão forte no linho. Balançava a cabeça ao trabalhar.

– Escondendo os seios e se vestindo como um homem... acho que a senhorita enlouqueceu.

– Bobagem. Só estou experimentando algo novo.

– Algo que faria sua mãe desmaiar se soubesse.

Bella virou a cabeça rapidamente na direção da criada.

– Mas ela não vai saber.

– Não pode estar pensando que eu contaria – argumentou Sue, ultrajada. – Perderia o emprego antes de botar as palavras para fora.

– Não se ela desmaiasse antes – provocou Bella.

Era fim da tarde, e Bella e Sue haviam se isolado no quarto da primeira para prepará-la para o próximo item da lista: esgrimir.

Bella havia arquitetado um plano elaborado para ser admitida no clube de esgrima de Emmett, disfarçada como um jovem recém-saído da universidade à procura de um novo clube esportivo. Praticara engrossar a voz e desenvolvera uma história de fundo para seu personagem: sir Marcus Breton, baronete da região do Lake District. Fizera Sue surrupiar algumas roupas velhas do armário de Emmett, incluindo um uniforme de esgrima do qual ele não sentiria falta, e as duas haviam passado uma semana alterando as roupas para caberem em Bella.

Já estava usando um par recém-alterado de calças masculinas, que, tinha de admitir, eram surpreendentemente confortáveis, apesar de fazerem-na se sentir totalmente indecente. Por baixo, vestira meias grossas e um par de botas que havia subornado de um menino do estábulo. Enquanto seu estômago se revirava de nervosismo e Sue a enfaixava com o linho, Bella se recusava a levar em conta a humilhação absoluta que sofreria caso fosse descoberta vestida de homem em um dos estabelecimentos mais masculinos de Londres. Mas já tinha ido longe demais para desistir agora.

Respirando fundo enquanto Sue enfiava a ponta do tecido debaixo de seu braço, Bella pegou a lista da cama e a inseriu entre as amarras de linho e a pele, decidida a não deixar a casa nessa missão em particular sem o talismã. Por fim, vestiu uma camisa larga de linho pela cabeça e a enfiou para dentro do cós das calças. Virando-se para Sue, perguntou:

– E então? Dá para ver que sou uma dama?

Sue ergueu uma única sobrancelha diante da pergunta e Bella se corrigiu:

– Está bem. Dá para ver que sou mulher?

– Dá.

– SUE! – Bella correu para o espelho. – Sério?

– Vamos terminar a transformação, aí veremos como vai ficar – disse a criada, pragmática.

– Certo. – Bella ergueu a cabeça para que Sue amarrasse uma gravata, tentando imitar um dos nós elaborados que estavam na moda. Em seguida, botou um colete bege e vestiu um sobretudo verde-escuro antes de sentar-se à penteadeira e permitir que Sue escondesse seu cabelo. – É uma pena que eu não possa levá-la comigo, Sue. Como vou me lembrar de tudo?

– Ah, a senhorita vai se lembrar. Vai ter que lembrar.

Bella engoliu em seco, observando enquanto a criada colocava um chapéu em sua cabeça, trabalhando diligentemente para enfiar quaisquer mechas soltas dentro dele.

– A senhorita não vai poder tirar isso até ter colocado a máscara de esgrima.

– Acredite, não vou tirar. – Bella balançou a cabeça hesitantemente, testando a estabilidade do chapéu. – Vai ficar no lugar?

Sue abriu a boca para responder quando uma batida soou e a porta do quarto se abriu.

– Bella? Mamãe disse que você estava se sentindo mal. Há alguma coisa... – a pergunta de Alice terminou em um grito quando ela registrou o homem sentado no quarto da irmã.

O som botou Bella e Sue em ação, ambas se afastando rapidamente da penteadeira e indo em direção a Alice. Sue fechou firmemente a porta do quarto, pressionando as costas na madeira e abrindo os braços para bloquear a saída de Allie. Bella dirigiu-se à irmã, que estava balançando a cabeça freneticamente para a visão da outra, vestida dos pés à cabeça em roupas de homem.

– Shh! Alice! Você vai fazer a casa toda vir correndo!

Alice inclinou a cabeça diante das palavras da irmã. E Bella esperou até que ela entendesse.

– O que você está fazendo vestida desse jeito? – sussurrou a mais jovem.

– É um tanto complicado – desconversou Bella.

– Meu Deus! – continuou Allie, os olhos arregalados. – É incrível! Achei mesmo que fosse um homem quando entrei!

– Eu percebi! Acho que tenho que agradecer a isso, pelo menos! – Bella voltou sua atenção para Sue. – Tem alguém aí fora?

Sue balançou a cabeça.

– Acho que está muito tarde para que haja muita gente no andar de cima.

Allie não podia conter a curiosidade.

– Bella, por que você está vestida de homem?

– Eu... eu... – Bella olhou para Sue procurando ajuda. A criada cruzou os braços desafiadoramente e ergueu as duas sobrancelhas, deixando-a sem auxílio. – Allie... vou lhe contar... mas você tem que guardar segredo.

– É claro! – Os olhos da irmã se iluminaram de entusiasmo. – Adoro segredos! – Ela pulou na cama e fez um gesto com a mão para Bella. – Dê uma volta para eu poder ver o disfarce todo!

Bella obedeceu.

– Impressionante! O que você fez com os seus... – Alice fez um gesto na direção geral do tórax de Bella.

– Nós os atamos.

Allie virou-se para Sue.

– Excelente trabalho! – A criada assentiu, aceitando o elogio. Alice lançou um sorriso entusiasmado para Bella. – Agora, vá em frente.

Respirando fundo, Bella começou:

– Há várias semanas, compilei uma lista das coisas que faria se tivesse a coragem de arriscar minha reputação.

Alice ficou boquiaberta e Bella descobriu que essa era a parte mais difícil da história; depois que passara desse ponto, o resto pareceu bem fácil de explicar. Pulando a visita à casa do marquês de Cullen, contou à irmã sobre a ida ao Dog & Dove.

– Como é?

– A taberna? – Diante da afirmação entusiasmada de Allie, Bella respondeu: – Fascinante.

– E o uísque?

– Horrível. Mas não tão horrível quanto o charuto.

– O charuto? – Alice ficou boquiaberta de novo.

Bella corou.

– Depois da taberna, voltei para casa, e Emmett eu fumamos um charuto.

– Emm a deixou fumar um charuto?

A reação de Allie foi de incredulidade.

– Shh! Deixou, mas você não pode dizer a ele que sabe.

– Ah, não vou contar. – Allie fez uma pausa, um sorriso travesso cruzando o rosto. – Pelo menos ainda não, não até eu precisar de alguma coisa dele.

– Então – continuou Bella –, decidi que hoje é a vez do próximo item na lista.

– Que é...?

– Esgrimir.

Alice piscou, absorvendo as palavras da irmã.

– Esgrimir! – Ela olhou Bella de cima a baixo. – Não pode usar isso para esgrimir.

– Tenho uma roupa de esgrima ajustada para caber em mim. Vou me trocar no clube. Depois que estiver lá dentro, em segurança.

– Você pensou em tudo! – exclamou Allie, com orgulho.

– Espero que sim – suspirou Bella, nervosa. – Acha mesmo que posso me passar por homem?

Alice deu duas palmas de entusiasmo.

– Ah, sim! Sou sua irmã e eu fui enganada! – Ela se inclinou para a frente. – Bella, deixe-me ir com você!

Sue e Bella trocaram um olhar nervoso.

– O quê? Não! – Bella olhou horrorizada para a irmã.

– Posso roubar algumas roupas dos lacaios. Podemos ir juntas!

– De jeito nenhum! Pense na sua reputação!

– Isso não parece estar impedindo você!

– Alice – falou Bella lentamente, como se estivesse lidando com uma criança –, sou mais velha e continuo solteira. Você vai se casar com um duque em um mês. Acho que a alta-roda não aceitaria bem uma duquesa desonrada.

Alice inclinou a cabeça, pesando as palavras de Bella por um momento antes de soltar um longo suspiro.

– Está bem. Mas pelo menos me deixe ajudá-la a chegar a uma carruagem.

Bella sorriu.

– Isso, irmã, você pode fazer.

– Excelente! – Alice virou-se para Sue. – Você percebe que se não estiver de volta antes do jantar, teremos que mandar Emmett buscá-la.

Bella ficou pálida ao pensar na possibilidade.

– Vocês não fariam isso!

– Ah, faríamos – respondeu Allie, buscando a confirmação da criada. – Não faríamos, Sue?

Sue assentiu, veemente.

– Claro! Não poderíamos ignorar que a senhorita não voltou. E se algo lhe acontecesse?

– O que poderia acontecer comigo em um clube de esgrima?

– Uma lâmina poderia lhe atravessar a barriga – especulou Alice.

Bella lançou um sorriso exasperado para a irmã.

– Vou esgrimir em uma sala de treino. Com um saco de areia. – Era impressão sua ou Alice parecia decepcionada? – Volto antes do jantar.

– Se não voltar... – começou Alice.

– Vou voltar. – Bella endireitou o casaco. – Agora, se me ajudar a sair desta casa, tenho que ir esgrimir.

Allie bateu palmas de novo, ansiosa para que a aventura de Bella começasse. Ela pulou da cama e abraçou a irmã.

– Estou tão orgulhosa de você, irmã. Mal posso esperar pela sua volta com histórias de florete! – Em seguida, deu um passo para trás, assumiu a posição en garde e riu. – Ah, Bella! Ser você...! – falou, sonhadora.

Bella balançou a cabeça à reação da irmã antes de aceitar luvas e uma bengala de Sue. Sim, ser eu. Uma solteirona velha com uma recém-descoberta atração pela ruína de sua reputação. Mas parecia que Alice não a considerava mais passiva.

Isso já era alguma coisa.


Owwwn, vocês são tão lindas! Vamos fazer assim, a cada 8 reviews, eu posto o novo capítulo ou, se não atingir, no mesmo esquema de sexta/sábado.

Duda Makalister: Sim, super válida, mas... Vou te deixar na curiosidade por enquanto, rs. Quanto à Tanya, talvez você se surpreenda ;)

Adri: Não é? Deixa essa questão no ar e talvez faça o Edward pensar mais na Bella antes de agir e falar. "Talvez" né haha.

Mila: Pois é! Eu sempre adoro quando acontece essa troca e ela cai do cavalinho, rs. Como você disse, "beleza sem conteúdo é descartável" e eu super concordo com isso, pena que nem todos pensam igual... Não sabe, ele está confuso, mas logo vai se tocar.

kjessica: Já pensou? Olhar na revista e aparecer no armário? Ah, que delícia rs. Entendi sim, acho que cinismo encaixa também, apesar de ser um pouco de ignorância também, sem contar a esquiva e a... Bom, deixa vai. Esse Edward precisa começar a perder pra se dar conta do que sente kkk.

Ktia S: Lindo demais né? Eu acho que ela é um pouco diferente sim, o passado dela pesa bastante na forma de agir.

Nad: il est aujourd'hui peste et pour toujours . Il Edward, juste pour Dieu, même... J'espère que ce traducteur est assez bon pour vous avoir compris hahahaha

Nanny: A gente sempre espera isso, mas... Mas, mas, mas...

Thekelly-chan: Fico feliz em ver que não sou a única a comemorar essas descartadas magníficas hahaha. Espero que continue gostando :)

mari A: O importante foi você ter voltado para mim uma vez mais hahaha Adoro essas leitoras, viu!

Já sabem, 8 reviews ou até sexta-feira! Beijinhos!