Personagens de Stephenie Meyer. História de Sarah McLean.


CAPÍTULO DEZOITO

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"Olhe para mim. Quero vê-la se desfazer. Quero vê-la perder a cabeça comigo."

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O beijo foi mais sombrio, mais deliberado, mais intenso do que todos os que tinham partilhado anteriormente, e Bella teve a sensação imediata de que Edward estava lhe dando a experiência que ela havia pedido. A ideia a entusiasmou – que aquele homem, por quem ela era apaixonada havia anos, fosse quem iria lhe mostrar o lugar sedutor e malicioso que ela estava tão ansiosa para conhecer.

A língua dele acariciou seu lábio inferior enquanto as mãos percorriam seu corpo, abrindo os botões do colete que ela estava usando e debulhando habilmente as camadas por seus ombros e pelos braços abaixo, antes de puxar a bainha de sua camisa para fora do cós das calças. As mãos quentes e fortes se acomodaram na pele nua e macia logo acima de sua calça, e ele aproveitou a oportunidade para saquear sua boca. Explorou e acariciou seu corpo, fazendo ondas de prazer se concentrarem bem fundo nela, enquanto sua mão subia silenciosamente na direção dos seios. Bella foi dominada pela combinação de sensações da boca maliciosa e dos dedos experientes, e não podia fazer nada além de esperar que ele a tocasse onde ela desejava... como ela desejava.

Ele afastou-se abruptamente quando sua mão alcançou as ataduras de linho e praguejou – os olhos cintilando.

– Não os amarre de novo – pediu, a respiração ofegante, no mesmo compasso que a dela. Pegou sua nuca com a mão livre e a perfurou com um olhar verde inflexível. – Nunca.

As palavras foram ditas em um tom sombrio e possessivo, e ela balançou a cabeça, assegurando-lhe de sua submissão aos desejos dele.

– Não vou.

Edward a fitou nos olhos por um longo momento, como se para adivinhar a sinceridade de suas palavras. Satisfeito, tomou sua boca num beijo longo e entorpecente, deslizando a camisa de cambraia para cima e liberando sua boca apenas pelo tempo suficiente para puxar a peça pela cabeça. Retomando o beijo, jogou a camisa para o lado, o tecido branco flutuando pelo ar sem ser notado, enquanto ele voltava as mãos para o corpo dela, procurando e encontrando a ponta da atadura de linho. No instante em que ela estava certa de que Edward ia desenrolar o tecido, as mãos dele se abriram, e ele liberou sua boca novamente.

A combinação das mãos quentes e firmes em cima dela, o ar frio contra seus lábios e o som de suas respirações misturadas foi o suficiente para alvoroçar os sentidos de Bella, e ela levou um momento para abrir os olhos. Quando o fez, seus olhares se encontraram. Prendeu o fôlego diante da paixão que viu na expressão dele – quase incontida. Sentiu seu peito arfar contra ela, antes de dizer:

– Devo soltá-la, linda?

As palavras causaram-lhe um arrepio. A conversa anterior passou pela mente de Bella e ela reconheceu o significado oculto nelas, de se libertar de sua gaiola dourada. Sua boca se abriu, e os olhos dele seguiram o movimento. Como se incapaz de resistir, inclinou-se para a frente e mordiscou o lábio inferior umedecido antes de se afastar e reformular a pergunta, um dedo correndo de leve a pele retesada sobre a atadura de linho.

– Devo soltá-la da sua prisão?

As palavras, carregadas de promessa sensual, a enfraqueceram. Edward estava lhe oferecendo toda a aventura e emoção que ela sempre quisera – as coisas que não podia colocar na lista, que não podia admitir para si mesma, mesmo em seus momentos mais íntimos. Como poderia recusar?

Ela assentiu.

Era só o que ele precisava.

Desenrolou lentamente as longas ataduras, afastando as mãos dela quando tentou ajudá-lo.

– Não – disse, a voz cheia de promessa e possessividade –, a senhorita é o meu presente. Eu vou desembrulhá-la.

Ao fazê-lo, liberando lentamente seus seios até se derramarem em suas mãos, como na última vez em que haviam se encontrado naquela posição, Edward pousou a boca na pele irritada e a acalmou. Fez amor com a pele vermelha, marcada pelas dobras do linho apertado, passando língua, dentes e dedos nela. As mãos de Bella moviam-se por vontade própria, os dedos mergulhando nos cabelos escuros e macios para segurá-lo perto de si, enquanto sua própria cabeça se inclinava para trás, o peso de suas tranças longas e pesadas combinando com a sensação inebriante que ele causava para roubar suas forças.

As mãos dele moveram-se delicadamente em volta dela para mantê-la firme enquanto sua língua cobrava seu preço – incitando uma arfada, enquanto ele chupava de leve o bico enrijecido de um seio, provocando ondas de excitação.

Bella nunca se sentira tão maravilhosa, tão mulher, tão viva. E tudo por causa dele. O pensamento desapareceu quando Edward voltou a atenção para o outro seio, erguendo-a como se não pesasse nada e reacomodando-a de forma que ela ficasse sentada de pernas abertas em seu colo, dando-lhe melhor acesso à generosidade dela. Conforme a movia, as ataduras soltas caíram até a cintura e sua lista, liberta de seu esconderijo, caiu no colo dele, roçando seu braço no caminho. Distraído pela sensação estranha, Edward olhou para o papel dobrado imprensado entre eles e o pegou, oferecendo-o de volta para ela. Ela o aceitou, maravilhando-se com a onda de sensações que se originou no ponto em que seus dedos se tocaram. Sustentando o olhar dele, jogou o papel para o lado – sem reparar onde caiu.

Ele a prendeu junto a si, puxando-a mais para perto. Suas mãos estavam em todos os lugares, acariciando nádegas, pernas, seios, levantando sua abundância de cabelos para desnudar o pescoço para a boca quente e molhada. Seguiu o pescoço até o lóbulo macio de uma orelha, então voltou para despejar beijos em sua clavícula e desceu mais uma vez para os mamilos tensos. Idolatrou os seios dela, chupando e lambendo os bicos rígidos, enquanto as mãos dela viajavam por sua própria trajetória de descoberta, encontrando o caminho por baixo do colarinho do casaco dele, por seus ombros largos, os músculos esculpidos de seu peito.

Levou os dedos aos botões do colete dele, puxando as casas, sem saber bem o que fazer. Ele soltou um seio de bico rosado e a fitou ousadamente.

– Tome o que quiser, Imperatriz.

Do instante em que tinham começado a trilhar esse caminho sensual, Edward havia encorajado Bella a ignorar os limites que ela encontrava, a agir com ousadia, com convicção. Esta noite não era diferente. As palavras dele a levaram à ação. Seus dedos se moveram desajeitadamente pela fileira de botões, abrindo o colete, revelando a camisa de linho fino. Ela parou, insegura. Mordiscou o lábio inferior enquanto avaliava o próximo passo.

Ele ficou observando, os olhos como fendas, recusando-se a tomar sua decisão por ela, mas incapaz de resistir a agarrar a cabeça dela por trás e tomar o lábio aflito no seu, lambendo e chupando até estarem ambos ofegantes. Afastando-se, relaxou na poltrona, cobrindo as mãos dela no peito dele e observando enquanto ela tentava recuperar a compostura.

– O que vai fazer comigo agora?

Ela inclinou a cabeça, nervosa, antes de responder:

– Gostaria que estivesse usando menos roupa.

Ele enviesou um sorriso diante das palavras puritanas – tão incongruentes com a situação. A resposta dele foi rouca, fazendo um arrepio de prazer percorrê-la.

– Bem, eu certamente não posso negar o pedido de uma dama.

Contorceu-se para fora do casaco e do colete, erguendo-se contra ela para tal. O movimento o fez pressionar-se contra seu corpo, e ele gemeu ao sentir o âmago macio dela aninhando-o. Despido de suas camadas externas, deixou-se cair na poltrona de novo, agarrando os quadris de Bella com firmeza enquanto o fazia, sem querer permitir que a sensação dela contra ele terminasse.

Pressionando o corpo contra ela de novo, observou-a suspirar de prazer com a sensação – bem onde estava desesperada para senti-la. Sustentando seu olhar, subiu novamente, enviando outra onda de paixão através dela.

– É isso que quer, linda?

A pergunta veio em uma respiração entrecortada, e ela percebeu que Edward estava tão afetado pela sensação quanto ela. Em resposta, sorriu, atrevida, e se esfregou contra ele em um movimento firme e circular. Na mesma hora, as mãos dele a seguraram com força pelos quadris. Seus olhos se estreitaram e Bella se sentiu poderosa diante da paixão dele.

Balançou a cabeça com ousadia, sem querer tirar os olhos dele.

– Menos roupa ainda.

Ele sorriu novamente, sentando-se ereto e afastando as costas da poltrona antes de puxar a bainha da camisa do cós das calças. Tirando a camisa pela cabeça, mandou-a pelo mesmo caminho que a dela havia percorrido antes. Observando-a enquanto o admirava, levou os dedos aos bicos dos seios dela, provocando a pele ruborizada ali.

– E agora, Imperatriz?

Bella engoliu em seco diante da visão – magnífico, rígido, musculoso, masculino. Era a primeira vez que via um homem sem camisa, e sua boca subitamente estava seca. Desviando o olhar para cima para encarar seus olhos, ela falou:

– Posso... tocá-lo?

Ele deu uma risadinha ao ouvir as palavras.

– Por favor.

Os olhos dela deslizaram para o peito dele, e Bella pousou as mãos, os dedos passando de leve pelas laterais de seu tronco, brincando delicadamente pela superfície do torso. Roçou o polegar em um mamilo achatado, e seus olhos se arregalaram quando ele se contraiu e a cadência de sua respiração se alterou. Repetiu o gesto e Edward grunhiu baixo. Bella ergueu os olhos ao ouvir o som, preocupada.

– Eu o machuquei?

– Não. – A palavra veio em uma exalação áspera. Para provar, ele a beijou enfaticamente, acariciando bem fundo em sua boca, e imitou o movimento, esfregando o polegar no bico túmido de um de seus seios até ela ganir de frustração. Ele perguntou contra os lábios dela: – Isso a machuca?

Bella negou com a cabeça, respirando tremulamente.

– Não. – Ela o acariciou de novo. – Mas dói. De um jeito bom. De um jeito maravilhoso.

Ele assentiu.

– Sem dúvida. Dói.

Ela ficou olhando para o próprio polegar enquanto traçava círculos vagarosos em volta dele, então se abaixou e levou a boca a seu tórax. Podia sentir as batidas do coração dele enquanto passava os lábios por sua pele quente e ficou imaginando o que aconteceria se... sua boca encontrou o mamilo dele e ela lambeu a carne enrijecida ali.

Edward sibilou baixinho, mergulhando os dedos nos cabelos dela enquanto ela repetia a carícia anterior dele com afagos quentes e voluptuosos com a língua.

Ele permitiu que ela o explorasse com mãos e boca até não suportar mais, puxando-a finalmente para outro beijo. Engoliu sua boca até Bella ter perdido qualquer pensamento coerente, até não passar de uma poça de feminilidade nos braços dele. Era como se o homem soubesse o momento em que ela passou para a experiência de puro prazer, porque a levantou nos braços naquele instante e, sem interromper o beijo, pousou-a no divã.

Bella se esticou sobre o divã, enquanto ele se juntava a ela, seu calor cobrindo cada centímetro de pele.

– Quero-a nua, Imperatriz. – As palavras eram quentes em seu ouvido, os dentes prendendo seu lóbulo e provocando arrepios. – Deixe-me adorá-la.

Ela não podia resistir a ele, não podia resistir às palavras com as quais sonhara durante anos. Em vez disso, pegou uma das mãos dele e a levou atrevidamente ao fecho de suas calças. O movimento lhe deu toda a permissão de que precisava e, em instantes, havia removido as botas e as calças dela, e Bella estava nua, despida apenas para ele.

Edward parou e a observou, as mãos acariciando o corpo voluptuoso, moldando sua pele, ruborizada de paixão e vergonha em igual medida. Bella tentou se cobrir, mas ele não permitiu, suas mãos impedindo as dela em movimentos divertidos enquanto ele a admirava. Ela desistiu de esconder os seios, mas não conseguiu não esconder os pelos castanhos que marcavam seu ponto mais íntimo.

Ele levantou a mão pousada ali e a substituiu pela sua própria. Beijou-a profundamente antes de se afastar apenas o suficiente para provocar:

– Envergonhada, minha linda?

Quando ela assentiu, Edward pressionou a base da mão firmemente contra ela, apreciando a sensação de imensa satisfação que experimentou quando ela suspirou seu prazer contra a boca dele.

– Não fique... deixe-me cobri-la.

Ao ouvir as palavras, Bella caiu em um riso perplexo, que ele partilhou intimamente até escorregar um dedo quente por entre os lábios carnudos do seu sexo e transformar a risada em uma arfada de prazer, enquanto encontrava a abertura de sua carne interna e acariciava fundo dentro dela.

– É tão linda, meu amor.

Bella fechou os olhos, a combinação da carícia erótica com a gentileza cobiçada demais para ela aguentar. Ele tomou sua boca de novo.

– Nunca vi tanta paixão. Tanta reatividade. Você me faz querer amarrá-la e fazer o que quiser com você.

Uma imagem passou pela cabeça de Bella: ela mesma amarrada, indefesa contra o ataque das carícias dele. Abriu os olhos, surpresa, e viu o olhar divertido dele. Lendo seus pensamentos, ele continuou:

– Algum dia, Imperatriz, vou lhe mostrar quanto prazer um interlúdio desses pode causar... mas, esta noite... – O polegar dele roçou de leve a pele dolorida e inchada, procurando e encontrando o botão duro de prazer ali. Bella se arqueou com a carícia, enquanto ele continuava: – Esta noite, quero que me toque também. – Ele traçou pequenos círculos com o dedo, extraindo gritos frustrados de Bella enquanto chovia umidade na palma da mão dele. Ele pousou os lábios nos dela e sussurrou: – Tão molhada... – Um segundo dedo se juntou ao primeiro, estocando fundo, esticando-a enquanto o corpo dela se contraía em volta dele. – Tão apertada...

Ele falou contra os lábios úmidos e entreabertos, enquanto ela se erguia contra ele.

– Tão, tão linda.

Estava empurrando-a cada vez mais pelo precipício, a boca e as mãos em todos os lugares ao mesmo tempo. Bella era seu piano, e Edward tocava seu corpo e sua mente com mãos quentes e palavras maliciosas. Ela se concentrou na mão dele, no deslizar profundo dos dedos que a levavam ao frenesi, na carícia firme e maravilhosa de seu polegar, circundando o lugar para onde toda a sua energia parecia ter se dirigido. Balançou-se contra ele, implorando por mais, gritando seu nome.

E então ele estava no meio das pernas dela, abrindo-as bem e segurando-as enquanto colocava a boca onde ela precisava dele mais desesperadamente. Sua língua pincelava e lambia com uma intensidade que Bella não podia suportar – o açoite poderoso da carícia roubando-lhe o ar, os pensamentos e tudo o que não fosse sensação. Pousou as mãos na cabeça dele, os dedos se contraindo descontroladamente em seu cabelo, enquanto ele trabalhava a carne inchada e desesperada com dedos, língua e lábios até ela achar que poderia morrer se algum dia ele parasse. Bella podia sentir uma onda de prazer se formando, cada vez maior conforme as carícias ficavam mais rápidas e mais fortes, conforme a ponta de sua língua pincelava arrojadamente o pico de seu sexo, sua boca puxando-a até ela perder a cabeça. Ergueu os quadris do divã ao sentir a crista de prazer se formar e a onda se quebrar em cima de si, e gritou e se agarrou a ele – a rocha no centro de seu mundo desmoronando.

As carícias ficaram mais suaves, e ele a trouxe de volta ao momento, acalmando sua carne antes de erguer a cabeça e olhar para ela. Ao fitar seus olhos, queimando de paixão e conhecimento feminino, Edward prendeu a respiração. Ela estendeu a mão, chamando-o, e pediu:

– Venha cá.

As palavras causaram-lhe um estremecimento, e Edward compreendeu não ser mais possível resistir ao impulso de deitar ao lado dela novamente. As mãos dela correram pelas laterais do corpo dele, acariciando suas calças onde ela podia ver o tecido esticado contra sua haste dura. Passou um dedo por seu comprimento e se deleitou com a interrupção da respiração dele. Com um sorriso nascido do poder feminino, repetiu a carícia com mais firmeza, e ele agarrou a mão dela, imobilizando qualquer movimento.

Olhando-a nos olhos, alertou, a respiração áspera:

– Um homem só tem força de vontade até certo ponto, Imperatriz. Se tocar em mim desse jeito, não posso garantir que serei capaz de me conter.

Bella soltou a mão e pousou-a na lateral de seu rosto, guiando-o para outro beijo. Desta vez, ela controlou a carícia. Foi a língua dela que brincou com o interior da boca quente dele, os lábios dela que correram pelo lábio firme e carnudo dele. Quanto terminou a carícia, desceu a mão de novo pelo torso dele até os botões de suas calças. Sustentando seu olhar, usou os dedos trêmulos para abrir a braguilha no tecido esticado. Deslizando a mão para dentro, encontrou o comprimento rígido dele e o segurou com firmeza na mão ávida. Os olhos dele escureceram quando ela falou, o tremor em sua voz a única indicação de seu nervosismo:

– E se eu o tocasse assim?

Bella prendeu a respiração, enquanto Edward absorvia as palavras. Ele ficou completamente imóvel por um longo momento, e Bella imaginou se havia calculado extremamente mal suas ações.

E então ele se moveu. Capturou sua boca com um grunhido feroz. Imobilizou a mão dela com a dele, fitando-a nos olhos. Havia algo na avidez e na inocência dela – na paixão que fulgurava em seu olhar mesmo enquanto oferecia um prazer tão extraordinário – que o matava. Ao fitar seus olhos castanhos aveludados, percebeu que nunca conhecera uma mulher como ela. Era um retrato de contradições, toda cheia de inocência ardente, formalidade aventureira e exploração tímida. A combinação embriagante era o suficiente para fascinar até o cínico mais empedernido – e ele estava, sem dúvida, fascinado.

Edward a queria. Ferozmente. Afastou o pensamento. Bella merecia coisa melhor. Uma vez na vida, bancaria o cavalheiro. Fechou os olhos contra a visão dela despida, aberta para ele, receptiva e mais livremente apaixonada do que qualquer mulher que tivesse conhecido.

Ele merecia uma medalha pelo que estava prestes a fazer.

Retirou a mão dela de seu comprimento rígido, dando um beijo quente e molhado na palma, e falou, incapaz de impedir suas mãos de acariciarem o corpo diante de si, ansiosas pela sensação da pele macia e lisa:

– Acho que devo levá-la para casa.

As pálpebras dela se agitaram, a única indicação de que o havia escutado. Edward viu a dúvida passar por seus olhos e não quis nada além de puxá-la para si e dizer-lhe exatamente o que queria fazer em vez do que achava que devia fazer.

– Mas não quero ir para casa. Você disse que me soltaria da minha gaiola. Está voltando atrás?

A pergunta era provocante e sedutora, um canto de sereia enquanto ela apertava o corpo contra ele... o movimento inexperiente fazendo sua pulsação disparar. Beijou-a de novo, incapaz de resistir e não tomar um pouco da doçura que ela oferecia. Quando soltou sua boca, ela suspirou contra os lábios dele.

– Por favor, Edward... mostre-me como pode ser. Deixe-me provar. Só uma vez.

As palavras, tão sinceras e francas, o atingiram em cheio, e ele percebeu que estivera condenado desde o início. Não podia rejeitá-la.

E então as calças dele não estavam mais lá, e ele estava em cima dela, acomodando-se entre suas pernas, permitindo que sua maciez o embalasse. Beijou seu pescoço, as mãos acariciando os seios, beliscando os bicos até eles estarem duros e retesados para sua boca. Pousou os lábios mais uma vez nos bicos rosados, extraindo gritos de prazer. As mãos dela caíram nos ombros dele, acariciando a pele quente, fazendo-o lembrar do prazer que sentia de novo e de novo nos braços ávidos dela. E aquele prazer em breve seria aumentado cem vezes.

Ele se apertou contra os pelos macios e aveludados no âmago dela, sentindo o calor e a umidade que o aguardavam ali, e foi necessário todo o seu controle para não mergulhar fundo dentro dela, para não ir até o final. Em vez disso, esfregou-se de leve, extraindo um suspiro dela com a doce fricção que causou.

Bella se ergueu contra ele, procurando por algo que não sabia nomear, e Edward se afastou, fitando-a nos olhos apaixonados com um sorriso malicioso, provocante.

– O que você quer, linda?

Ela ergueu o corpo novamente, tentando aumentar seu contato e, mais uma vez, ele se afastou. Bella franziu os olhos.

– Você sabe o que quero.

Ele puxou o lábio inferior dela com os dentes e sugou suavemente antes de encostar os quadris com firmeza nos dela, dando-lhe exatamente o que ela estava procurando.

– É isso, Imperatriz?

Bella arfou e assentiu enquanto ele repetia o movimento, extraindo mais de sua doce chuva para umedecer os lábios macios e inchados que o aninhavam. Foi a vez de Bella gemer.

– Ah, Deus, Bella... você é tão doce.

Ele estocou novamente, a ponta esfregando o lugar onde todo o prazer dela parecia formar uma poça.

Ela inspirou com força diante da sensação.

– Eu quero... – Começou a falar, e parou, insegura.

– Diga, meu bem.

Ele lambeu o ponto em que o maxilar dela encontrava a pele macia de seu pescoço com a língua rígida, enquanto uma das mãos acariciava indolentemente um mamilo inchado, e se mexeu contra ela em um ritmo que era certo de levar os dois à loucura.

– Eu... não sei o que quero. – Bella envolveu as costas dele, erguendo o corpo contra o dele de novo, extraindo uma exalação forte de Edward. – Eu me sinto tão... – Ele levantou a cabeça para observá-la, procurando a palavra. – Vazia.

Recompensou-a pela confissão, tão crua e carente, beijando-a apaixonadamente, a língua estocando fundo em sua boca. Então se moveu ligeiramente, encaixando a mão entre eles e, com a ponta de um dedo, traçou a entrada para o âmago dela.

– Aqui, linda? – sussurrou no ouvido dela, as palavras mais uma carícia do que um som. – Sente-se vazia aqui? – Enfiou o dedo fundo dentro dela, enquanto Bella suspirava seu nome. – Você me quer aqui?

Ela mordeu o lábio e assentiu.

– Fale, Imperatriz. Diga para mim.

Um segundo dedo se juntou ao primeiro, esticando. Preenchendo.

– Quero você.

– Onde? – Os dedos estocaram em uníssono, mostrando a ela a resposta.

– Edward... – A palavra ao mesmo tempo súplica e protesto.

Ele sorriu contra o pescoço dela.

– Onde, linda?

Ele a estava matando.

– Dentro de mim.

Os dedos dele desapareceram e ela ergueu os quadris, o movimento em protesto pela retirada deles. Edward pousou uma fileira de beijos macios e aveludados pela clavícula dela enquanto se acomodava entre suas coxas abertas, substituindo os dedos experientes por seu comprimento duro – posicionando-se na entrada dela. Pegou o rosto de Bella nas mãos e olhou em seus olhos, sem querer deixá-la se esconder dele neste momento extremamente íntimo.

Bella prendeu a respiração quando ele entrou só um pouquinho, abrindo-a.

Ele ficou imóvel, a coisa mais difícil que já fizera, a cabeça inchada aninhada no calor molhado e aveludado dela. Observou a centelha de sensação em seus olhos castanhos.

– Está doendo?

Ela fechou os olhos com força, balançando a cabeça.

– Não – sussurrou. – Está. Parece... quero... – Ela o fitou nos olhos. – Quero mais. Quero tudo. Quero você. Por favor.

A emoção crua desnudada em suas palavras e em seu olhar foi o suficiente para fazê-lo perder a cabeça, mas Edward se recusou a permitir-se estragar isso, sua primeira prova da paixão. Fez uma pausa em seus movimentos, bebericando nos bicos dos seios dela e retornando a mão para a protuberância dura e retesada em seu âmago. Esfregou um círculo lento ali, observando enquanto o prazer chamejava nos olhos dela com a carícia.

– Bella... – sussurrou. – Vai doer. Não posso evitar.

– Eu sei. – As palavras eram ofegantes. – Não me importo.

Ele a beijou então, a língua lenta e investigativa, acariciando a pele macia como se eles tivessem todo o tempo do mundo.

Eu me importo – murmurou, o polegar esfregando mais rápido nela, fazendo com que seus quadris balançassem contra ele em um ritmo que colocou os dois em chamas. – Mas vou compensá-la.

Balançou-se contra ela, rangendo os dentes contra o prazer sublime que sentia enquanto se movia com cuidado, a cada centímetro lento, viajando ligeiramente mais fundo a cada estocada regular, e puxando completamente para fora, dando a ela tempo para se ajustar a ele.

E então, quando Bella estava se contorcendo de prazer, ele se afastou e estocou até o fim, seu comprimento duro esticando a carne intocada no âmago dela. Ela inspirou fundo com a dor, e ele ficou imóvel acima dela, os músculos de seus braços, ombros e pescoço duros de tensão.

– Desculpe – sussurrou, plantando beijos da bochecha dela até sua orelha.

Ela se virou para fitá-lo nos olhos com um sorrisinho.

– Não... não é... não é ruim. – E inclinou a cabeça, como se estivesse avaliando a sensação dentro de si. – É só isso?

Ele deixou escapar uma risadinha contida diante da pergunta inocente.

– Não está nem perto de ser isso.

– Ah. – Ela se moveu contra ele, e foi a vez de Edward arfar. – Ah... isso é bastante...

Ela se mexeu de novo, e ele a imobilizou com a mão forte, sem querer confiar em si mesmo caso ela continuasse com seus movimentos ondulantes.

– Sem dúvida – disse, sugando indolentemente o bico de um seio. – É. Bastante.

Então saiu quase inteiramente de dentro dela e entrou de novo, um movimento longo e regular que afastou a dor residual e a substituiu por uma centelha de prazer.

– Ah... assim.

– Assim? – provocou ele, repetindo o movimento.

Desta vez, ela devolveu a estocada com a sua própria e suspirou.

– Assim – assentiu.

– Concordo plenamente – falou ele, e começou a se mover ritmicamente em estocadas profundas e regulares planejadas para levar os dois à loucura.

Após vários longos momentos de carícias abundantes, Bella começou a se mexer debaixo dele, empurrando os quadris para aumentar a pressão das estocadas.

Edward mudou de posição para acomodar o pedido dela, aumentando sua velocidade e força, cerrando os dentes contra o prazer do corpo dela, tão apertado e quente em volta dele. Bella começou a gritar, pequenos miados de prazer que o deixavam louco, tão verdadeira e honesta era sua paixão. Nunca na vida quisera tanto encontrar seu alívio; nunca quisera tanto se segurar, dar à sua parceira o prazer que ela merecia.

– Edward – gemeu ela –, preciso...

– Eu sei – respirou ele contra sua orelha. – Sei do que você precisa. Tome.

– Não posso...

– Pode, sim.

E então ele pôs o polegar no âmago dela mais uma vez, pressionando e acariciando enquanto enfiava fundo e rápido, e a combinação de sensações a arrebatou. A tensão que vinha aumentando lentamente ameaçava sair de controle, consumir tudo em seu caminho, incluindo os pensamentos e a sanidade dela. Bella gritou o nome dele e arqueou o corpo, com medo do que estava prestes a acontecer – sem querer fugir daquilo.

Ele encontrou e sustentou seu olhar enlouquecido.

– Olhe para mim, Imperatriz. Quero vê-la se desfazer. Quero vê-la perder a cabeça comigo.

– Não posso... eu... não sei... como... – Ela balançou a cabeça de um lado para o outro, arfando as palavras.

– Vamos descobrir juntos.

E descobriram. A tensão represada dentro dela foi liberada e Bella convulsionou em volta dele, seus músculos apertando-o em uma prisão perfeita, ordenhando-o num ritmo doce e insuportável. Gritou o nome dele, arranhando suas costas enquanto se agarrava a ele, e Edward a viu se desmanchar.

E então, só então, depois que ela havia encontrado seu prazer, ele libertou o dele, gritando enquanto a seguia pelo abismo com uma força que nunca havia experimentado. Edward desabou em cima dela, o peito subindo e descendo em uníssono com de Bella enquanto tentava recuperar as forças. Ficou deitado ali por um longo momento, até sua respiração se estabilizar e ele ter meios para se içar nos braços fortes e a fitar. Vendo sua pele corada e úmida de prazer, o sorriso saciado e as pálpebras pesadas, Edward subitamente percebeu.

Nunca experimentara nada como aquilo... nada como ela. Nunca estivera com uma mulher tão aberta e livre... nunca conhecera nenhuma tão disposta a dar e a receber e a abraçar a paixão com uma vontade tão poderosa. Nunca conhecera ninguém como ela. Correu os olhos pelo corpo de Bella, nu e lindo e banhado pela luz dourada e tremulante do fogo. Bella o envolvia de todas as formas imagináveis, e ele só conseguia pensar em tomá-la de novo.

Imediatamente.

É claro que devia estar dolorida...

O pensamento caiu sobre ele como uma onda fria.

Meu Deus, ela era virgem.

Onde estava com a cabeça? Virgens merecem mais, pelo amor de Deus. Não que ele já tivesse estado naquela situação antes, mas tinha certeza de que elas mereciam poemas e rosas e no mínimo uma cama decente. Não um divã em um clube masculino.

Meu Deus. Ela era virgem, e ele a havia tratado como uma...

Balançou a cabeça diante do pensamento, sem querer se permitir até mesmo terminar a frase na cabeça. Estava consumido pela aversão a si mesmo enquanto pensava sobre o que tinha feito. Bella confiara nele. E ele se aproveitara dela. No Brook's, pelo amor de Deus. Meu Deus. O que havia feito?

Empalideceu diante do pensamento.

Bella percebeu:

– Algum problema?

As palavras o trouxeram de volta ao momento, e ele achou difícil encará-la.

Em vez disso, plantou um beijo suave no ombro dela e se sentou, ignorando a sensação de perda que o atravessava enquanto se desvencilhava do corpo quente e disposto dela.

Começou a se vestir, percebendo quando, depois de vários momentos a observá-lo, Bella se levantou para fazer o mesmo. Tentou não olhar para ela, mas viu-se incapaz de resistir quando ela lhe deu as costas e vestiu as calças. As palmas dele coçavam para tocá-la, para puxá-la contra ele e, mais uma vez, sentir a maciez dela aninhando os ângulos duros do seu corpo. Saindo de seu devaneio, começou a colocar a gravata, enquanto ela vestia a camisa, dispensando as ataduras.

Ela se virou para procurar seu colete e encontrou brevemente o olhar dele.

Edward não pôde deixar de registrar a tristeza em seus olhos. Ela já se arrependia do que haviam feito.

Curvando-se, ele ergueu a atadura de linho que ela havia ignorado, passando-a pelos dedos.

– Precisa disto?

– Não – respondeu baixinho. – Seu sobretudo é grande o bastante para me esconder... – E fez uma pausa antes de acrescentar: – Também prometi que não os ataria de novo.

As palavras e o poder erótico que tinham contido mais cedo naquela noite ecoaram entre eles, fazendo-o lembrar de seu comportamento imperdoável. Bella lhe deu as costas novamente, enquanto Edward respondia:

– De fato.

Ele enrolou o linho em um bolinho e o enfiou dentro do colete antes de se inclinar para pegar o sobretudo do chão. Ao fazê-lo, notou o papel que estava sob ele – a lista que os colocara naquele rumo insano. Aprumou-se, abrindo a boca para oferecer o papel a ela, mas parando logo antes de o som sair, quando percebeu que ela permanecia resolutamente de costas, a coluna ereta, os ombros aprumados como se estivesse prestes a ir para a luta enquanto inseria calmamente os grampos no cabelo, restaurando-os ao seu estado original.

Por algum motivo, não quis mencionar sua lista boba. Em vez disso, enfiou a folha amassada no bolso e esperou que ela virasse de frente para ele de novo.

Vários minutos depois, ela o fez, e Edward ficou chocado com a emoção em seus olhos, cheios d'água com lágrimas não derramadas. Diante da tristeza dela, sentiu-se um completo imbecil. Engolindo em seco, procurou a coisa certa a dizer. Podia ver que ela estava esperando que ele falasse, que dissesse as palavras que o redimiriam... as palavras que deteriam as lágrimas que ameaçavam transbordar.

Queria dizer a coisa certa. Talvez não fosse capaz de reparar o dano que causara com o comportamento insensível e impensado, mas com certeza podia agir como um cavalheiro dali por diante. E então disse o que imaginava que os cavalheiros dissessem em tais situações. O que estava certo que as mulheres queriam ouvir naquele momento. O que achou que faria as lágrimas dela cessarem.

– Por favor, perdoe-me pelo meu comportamento. É claro, vamos nos casar.

Esperou um longo momento, durante o qual as palavras pairaram entre eles, enquanto os olhos de Bella se arregalavam em choque e se franziam na sua direção como se ele tivesse perdido completamente o juízo. Esperou que ela percebesse que ele tinha feito o correto. Esperou que ficasse satisfeita – até mesmo grata – com a proposta. Esperou que dissesse alguma coisa – qualquer coisa. Esperou, enquanto ela se embrulhava em seu sobretudo, calçava as luvas e punha o chapéu na cabeça.

E, quando ela acabou, ficou de frente para ele e falou afinal, foi como se ele próprio não tivesse dito absolutamente nada:

– Obrigada pela noite extremamente edificante, milorde. Incomoda-se em me levar para casa?

Bem. Pelo menos ela não havia chorado.


Ele é um ser humano e, acima de tudo, um homem. Claro que ele não poderia ser perfeito né? kkkkkkkkk

Cadê vocês, hein? hein? rsrs

kjessica: Exatamente o que eu pensei quando li a primeira vez. Pura maldade hahahaha.

Thekelly-chan: Foi caliente o bastante? kkkkk Eu tive uns surtos de hiperventilação na primeira vez rsrs. Triste né? Ela acredita muito fácil quando dizem que ela não é importante, porque a vida inteira foi meio deixada de lado...

Mila: E ai? Estou perdoada? hahahahaha Diz que simmmmmmm. Eu amo esse capítulo, não poderia deixar de postar o quanto antes *-* Beijos!

Moças lindas da minha vida, chovam no meu quintal reviews que eu prometo o próximo o quanto antes ahahahaha Beijos!