Personagens de Stephenie Meyer. Estória de Sarah McLean.
RETA FINAL! Continuem votando na opção 01 (O Anjo Caído - Sarah MacLean) ou 02 (Salve-me - Rachel Gibson) para a próxima fic, ok?
CAPÍTULO VINTE E UM
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"Não me importa se é o maldito rei! Não vou me casar com você!"
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Bella e Alice estavam numa extremidade do salão de baile dos Salisburys, observando o fluxo constante de convidados. O espaço gigantesco estava banhado pela luz dourada de milhares de velas cintilando no alto em enormes lustres de cristal. O aposento era espelhado em uma parede, multiplicava a luz e dava a ilusão de que ele tinha o dobro do tamanho e que Londres inteira tinha comparecido ao baile. Claro que Londres inteira podia muito bem ter feito isso. O baile estava cheio – mulheres em sedas e cetins de todos os tons imagináveis fofocando em pequenos grupos, homens em vestimentas formais falando sobre política e o Parlamento.
Bella ficou na ponta dos pés e olhou em volta do salão, preocupada que pudessem ter perdido a entrada de Rosalie. Estava ficando tarde, e a última coisa que uma nova dama da sociedade precisava era chegar grosseiramente atrasada ao seu primeiro baile. Certamente Edward entende isso, pensou Bella, enquanto procurava a pupila.
Não houvera dúvidas de que o baile dos Salisburys seria o lugar ideal para lançar Rosalie na sociedade. O evento anual, um dos maiores e mais inclusivos da temporada, era oferecido pelos muito queridos e gentis conde e condessa de Salisbury, que Bella sempre considerara um dos casais mais graciosos da cidade. Quando seu pai morrera, foram os dois quem mais ofereceram apoio – tanto para a mãe arrasada de Bella quanto para o jovem e despreparado Emmett, que precisava urgentemente da tutela que o conde havia oferecido. Os Salisburys eram amigos e, sem dúvida, receberiam Rosalie e Edward. Disso Bella tinha certeza.
Presumindo, é claro, que um dia eles cheguem.
Bella deu um pequeno suspiro. Estava tão nervosa quanto no dia de sua própria estreia.
– Eles vão chegar – comentou Alice, calmamente. – Não conheço o lorde Cullen tão bem quanto você, mas sei o suficiente sobre ele para ter certeza de que não perderia esta noite. – Ela lançou um olhar travesso para Bella. – E quando a vir nesse vestido, vai ficar muito feliz por não ter faltado.
Bella revirou os olhos para a irmã e falou secamente:
– Um pouco demais, Allie, até para você.
Alice riu e deu de ombros delicadamente.
– Talvez... mas é verdade, mesmo assim. Hebert se superou. É um vestido deslumbrante.
Bella olhou para si mesma, para o caimento da seda azul em seu corpete e a saia cheia e adorável que balançava perfeitamente quando andava. O tecido, que só vira à luz do sol, assumira uma luminosidade totalmente diferente à luz de velas. Cintilava como se estivesse vivo, como o mais azul dos oceanos. Ela deu um sorrisinho com a lembrança de sua imagem no espelho aquela noite. A velha e empoeirada solteirona de touca de renda sumira; aquele vestido a transformara.
– Eles chegaram.
O devaneio de Bella foi interrompido pelo sussurro de Alice, e seu olhar voou para a larga escadaria da entrada do salão de baile, longa só o bastante para dar aos presentes uma visão ideal daqueles que chegavam. Havia multidões de pessoas aglomeradas nas beiradas da escadaria e na plataforma acima, mas era impossível não ver o trio que acabara de entrar.
Rosalie foi liberada de seu impecável manto branco e ficou parada, as costas retas, perfeitamente imóvel, em um vestido macio com cintura império em um rosa bem clarinho. Era perfeito para a noite – lindamente trabalhado sem ser ostentoso, caro sem ser de mau gosto. Logo atrás dela, movendo-se quase em uníssono, estavam Cullen e Lorde Masen, despindo seus sobretudos para ladear a irmã. Eram retratos gêmeos de determinação, ambos inspecionando a multidão como se estivessem se preparando para a batalha. O canto da boca de Bella se contorceu de divertimento. A alta sociedade londrina era o mais próximo de uma batalha que as pessoas ali veriam na vida.
Com o coração martelando no peito, o olhar de Bella caiu em Edward, notando a firmeza de seu maxilar e a determinação fria em seus olhos – tão verdes que ela podia vê-los de onde estava, do outro lado do aposento. E então eles pousaram nela. Ela sentiu o sangue correr mais rápido ao vê-lo, avaliando-a. Deu um suspiro profundo e resignado, e Alice a cutucou de leve com o cotovelo.
– Bella, quer tentar não parecer que está completamente apaixonada pelo homem?
Bella virou a cabeça de um estalo para a irmã e sussurrou, de forma brusca:
– Não estou fazendo nada disso!
– Não. E eu sou a rainha Charlotte – comentou Alice, secamente, ignorando o olhar fulminante da irmã antes de acrescentar: – E vai começar.
Bella seguiu a direção do olhar de Alice e percebeu Rosalie sendo apresentada à condessa e ao conde. Observou a reverência perfeita da jovem, os olhos baixos, o sorriso sereno estampado no rosto. O pescoço longilíneo lhe dava uma graça de cisne que certamente seria invejada por todas as mulheres que estivessem olhando. E todas estavam.
Junto a Bella, Alice soltou um sonzinho de satisfação.
– Ela fez isso melhor do que todas as vezes que eu fiz!
Bella ignorou Alice, concentrando-se no restante do salão de baile e percebendo os olhares na pupila vindos de todas as direções. Aquilo não ia ser fácil.
– Ouvi dizer que é ilegítima... por parte de mãe – sussurrou uma mulher à sua esquerda, e Bella virou-se para ver o duque e a duquesa-viúva de Newton, ambos olhando fixamente para Rosalie. Bella prendeu a respiração, com raiva, conforme registrava o desdém no bonito rosto de bebê do duque, e sua mãe continuava: – Não posso imaginar por que Salisbury a deixaria entrar neste baile. Não que a reputação de Cullen seja muito melhor. Tenho certeza de que ele próprio já gerou alguns herdeiros por aí.
As palavras, tão completamente inapropriadas e, ao mesmo tempo, tão esperadas, foram a gota de água. Bella lançou um olhar longo e fulminante para a duquesa – um olhar feito para ser visto.
O duque de Newton percebeu e devolveu o olhar com uma expressão fria.
– Ficar escutando os outros é um péssimo hábito, lady Isabella.
Um ano antes, Bella não teria tido coragem de reagir, mas, com olhos penetrantes na direção da duquesa-viúva, falou:
– Creio que haja hábitos bem piores, Vossa Alteza.
Com isso, dirigiu-se para o outro lado do salão para salvar Rosalie daquelas víboras.
Alice a seguiu depressa, aplaudindo sua ousadia.
– Bom trabalho, irmã. Viu a cara deles? Impagável!
– Mereceram. Seu esnobismo é excessivo – comentou Bella, distraída, totalmente concentrada em se aproximar de Rosalie e colocá-la sob a proteção do nome dos Swan durante a noite.
Não iria impedir a fofoca, mas com certeza melhoraria as coisas.
Conforme abriam caminho pela multidão, passaram por Rivington, e Allie pousou rapidamente a mão no braço do noivo, falando só para ele escutar:
– Venha conhecer Rosalie, Jazz.
Claro que Jasper já havia encontrado a moça antes, mas o duque entendeu na hora o que a noiva queria de fato dizer: Venha lhe dar o selo de aprovação de um ducado. Ele a seguiu sem hesitação.
Bella passou pelo último grupo de pessoas para encontrar Rosalie de pé em uma área vazia, a vários metros dos diversos grupos de convivas, que pareciam tão encantados com as próprias conversas que não conseguiam interrompê-las para conhecer Rosalie. Bella sabia que estava errado. Assim como todos os outros. Cullen e Masen ladeavam a irmã, parecendo completamente preparados para causar danos físicos a metade de Londres. Bella olhou brevemente nos olhos de Edward, percebendo sua óbvia raiva com essa sociedade que ignorava tão facilmente aqueles que não eram aceitos de imediato. Quantas vezes se sentira exatamente como ele neste momento?
Mas não podia se solidarizar com ele agora. Sua irmã precisava dela.
– Rosalie! – chamou, a voz alta, clara e óbvia para os que estavam por perto, profundamente consciente do poder do momento. – Estou tão feliz por estar aqui! Alice e eu estávamos esperando você!
Alice pegou as mãos da amiga e disse:
– Exatamente! A noite está sendo tão desanimada sem a senhorita! – Ela virou os olhos ansiosos para o noivo. – Rivington, não concorda?
O duque fez uma reverência profunda por cima da mão de Juliana.
– Sem dúvida. Srta. Fiori, gostaria muito de acompanhá-la na próxima dança – disse, o tom caloroso e um pouco mais alto do que o normal. – Quero dizer, presumindo que já não a tenha prometido a outro.
Rosalie negou com a cabeça, sobrepujada pelo momento.
– Não, Vossa Alteza.
Alice abriu um sorriso luminoso para o futuro marido e exclamou:
– Que ideia excelente! – Então aproximou-se de Rosalie para um sussurro conspiratório: – Cuidado para ele não pisar nos seus pés.
Os quatro riram com a brincadeira de Allie, e Rivington levou Rosalie para o centro do salão. Alice e Bella ficaram observando, enquanto os dois tomavam seus lugares e Rosalie recebia sua primeira aceitação pública – na forma de uma dança com um dos homens mais poderosos da Inglaterra. As irmãs olharam uma para a outra, incapazes de esconder os sorrisos largos e orgulhosos.
– Acho que também gostaria muito de dançar – veio uma voz próxima atrás delas. Ao se virarem, encontraram Anthony Masen sorrindo para as duas. – lady Alice, não diga que prometeu esta dança para outra pessoa.
Allie olhou para seu cartão e riu.
– De fato, prometi, milorde – sussurrou –, apesar de parecer que meu parceiro escolheu sua irmã em vez disso.
Thony balançou a cabeça, as sobrancelhas franzidas de modo trágico.
– Vou me esforçar para compensá-la, milady.
– Isso seria a coisa educada a fazer – respondeu a moça, com um sorriso brilhante, permitindo que ele a guiasse para a pista.
Bella ficou observando os dois partirem, achando divertido. Era quase o bastante para que se esquecesse de que todos eles a haviam deixado sozinha com Edward. Quase.
Sem saber o que dizer à luz de sua última conversa, virou-se e notou o olhar indecifrável do marquês. Nervosa, decidiu-se pelo tópico mais seguro:
– Lorde Cullen – começou –, parece que sua irmã está indo muito bem esta noite.
– Sem dúvida. Graças à senhorita e à sua família.
– Rivington está se provando um excelente futuro membro do nosso grupo heterogêneo.
Os lábios de Bella se curvaram em um sorriso silencioso, enquanto eles observavam os casais dançando.
Edward deu um meio sorriso.
– Estou em dívida com ele. – Então a fitou, perfurando-a com um olhar sério. – E com a senhorita.
Escurecidos, os olhos dele se estreitaram, enquanto o marquês a avaliava, e Bella o percebeu mudando de posição, desconfortável. Foi então que soube... havia notado seu vestido. Tire-me para dançar. Sabia que era uma péssima ideia – a última coisa que deveria fazer era se permitir ser carregada por Edward esta noite, apenas horas depois de ter recusado seu pedido de casamento e resolvido ficar bem, bem longe dele. Tire-me para dançar para que a minha primeira valsa com este vestido seja sua. Ela reprimiu a vozinha, decidindo naquele momento parar com as fantasias tolas. Dançar com ele era, decididamente, uma péssima ideia.
– Lady Isabella, gostaria de dançar?
A princípio, Bella ficou realmente confusa com as palavras, que havia desejado ouvir de Edward, mas que tinham vindo de uma direção inteiramente diferente – por cima de seu ombro direito. Piscou incerta, mal percebendo a expressão ameaçadora de Edward, antes de compreender, e virou-se de frente para o barão Jacob Black, de Oxford.
Não! Resistiu ao ímpeto de bater o pé. Não podia recusar a oferta. Além de ser o cúmulo da falta de educação, Bella não estava em posição de recusar qualquer convite para dançar. Afinal, eles não aconteciam exatamente aos borbotões. Deu uma olhadinha na direção de Edward, imaginando brevemente se ele poderia se intrometer e alegar que a dança era sua. Não negaria se o marquês dissesse que havia requisitado a valsa em questão.
Mas ele não falou nada, limitando-se a observá-la com aquele olhar frio e indecifrável. Bella se virou para Oxford.
– Gostaria muito, milorde. Obrigada.
O barão estendeu-lhe a mão e ela a aceitou.
Quando suas mãos se tocaram, ele deu um sorriso largo que não chegou inteiramente aos seus olhos.
– Excelente.
Cullen ficou olhando, enquanto Oxford guiava Bella para a valsa, a fúria percorrendo seu corpo ao ver os braços do outro ao redor dela – tocando-a. Só anos de treinamento para se conter o impediram de entrar como um furacão na pista e arrancá-la das garras do arrogante caçador de fortunas.
Devia ser eu dançando com ela, pelo amor de Deus, Edward se repreendeu enquanto seguia o rastro dele com os olhos pela pista de dança, a silhueta alta de Oxford muito acima de Bella, arrastando-a pelo salão em um rodopio de azul. Como se sua completa rejeição ao pedido de casamento não tivesse doído o bastante, agora ela estava nos braços de Oxford, vestida como um anjo.
Onde diabo encontrara um vestido como aquele? Servia-lhe lindamente, aceitando e celebrando seu contorno exuberante e feminino, destacando os seios adoráveis, a curva sutil dos quadris, a silhueta voluptuosa. Era um vestido projetado para realçar, encorajar e levar os homens à loucura. Um vestido que só servia a um propósito: tentar os homens a removê-lo.
Naquele momento, Oxford e Bella viraram de tal maneira que ela ficou bem de frente para Edward. Ele a fitou nos olhos e ficou perturbado pela tristeza neles. Havia algo diferente nela aquela noite, mais trágico do que em outras ocasiões. Soube instintivamente que ele era o motivo de sua tristeza – que bagunçara tudo, estragando seu pedido de casamento, de alguma forma fazendo-a acreditar que não queria realmente se casar com ela.
Quando Oxford e Bella foram engolidos pela enorme multidão de dançarinos, o marquês reprimiu um palavrão. Podia ver relances do azul cintilante do vestindo provocando-o em meio à onda de gente que retrocedia e fluía, e seu humor caiu na escuridão, conforme o casal se afastava cada vez mais.
Edward começou a perambular pela beira do salão de baile, sem querer permitir que eles saíssem completamente de seu campo de visão. Enquanto passava por grupos de pessoas, cumprimentava-as, desanimado, tentando andar devagar o suficiente para não atrair a curiosidade, mas rápido o bastante para acompanhar os dançarinos rodopiando.
– Lorde Cullen, é um prazer tão grande encontrá-lo no baile – ronronou a condessa de Lauren Mallory, de Marsden, quando ele passou por ela.
Ele parou, incapaz de ser rude, apesar do olhar predatório da mulher. Não teria ficado surpreso se ela chegasse ao ponto de passar provocantemente a língua pelos lábios ásperos.
– Lady Marsden – saudou, empregando um tom entediado que sabia que irritaria a condessa. – Estou feliz em ter podido vir. Gostaria muito de cumprimentar seu marido – disse, deliberadamente. – Está aqui hoje?
Os olhos da condessa se franziram e ele soube que havia acertado em cheio.
– Não. Não está.
– Ah – falou Edward, já se afastando, distraído. – Uma pena. Mande-lhe lembranças minhas.
Voltou a olhar os dançarinos e viu Rosalie rindo para Rivington enquanto ele a girava pelo salão, mostrando a toda a Londres que, meia-irmã ou não, estrangeira ou não, Rosalie Fiori era tão boa parceira de dança quanto qualquer outra no salão. Um arroubo de emoção explodiu no peito de Edward ao observar a própria irmã – que conquistara seu coração tão rapidamente – sorrir para o duque como se dançar com um dos membros mais reverenciados da aristocracia fosse a coisa mais natural no mundo para ela. A alta-roda teria dificuldade para encontrar um defeito que fosse na moça, apesar de se esforçar para fazê-lo.
Entre ele, Thony e as famílias Rivington e Swan, no entanto, Rosalie estaria totalmente protegida. Formar uma aliança com Bella fora uma das melhores decisões que poderia ter tomado para garantir a aceitação da irmã na alta sociedade.
Bella.
Ela era notável. Mesmo enquanto se rebelava e o rejeitava, cumprira cada uma de suas promessas, transformando Rosalie em uma debutante que deixaria qualquer irmão orgulhoso. Deus sabia que ele não poderia ter feito aquilo sozinho, nem mesmo com suas novas intenções honradas. Rosalie só estava ali esta noite por causa de Bella. Ela era uma parte vital do sucesso da irmã. E, de alguma forma, tornara-se parte vital da existência dele.
O pensamento o estimulou. De repente, soube que precisava ficar a sós com Bella mais uma vez. A questão não era mais que ele tinha que se casar com ela por respeito à correção e à responsabilidade. Era que queria se casar com ela. Por ironia, parecia que quanto mais ela o rejeitava, mais ele queria se casar com ela, por mais irritante que a mulher fosse. Agora só tinha que convencê-la de que ela também o queria.
Varreu a multidão com os olhos, frustrado, procurando-a na vastidão de corpos oscilantes – ansioso por um vislumbre de cetim azul, ansioso para que a dança acabasse e ele pudesse roubá-la para uma conversa particular. A música chegou a um crescendo giratório e os casais deram o rodopio final.
Edward ficou olhando conforme começaram a sair da pista para a pausa da orquestra. Viu Rosalie e Rivington encontrarem Alice e Thony e retomarem a conversa anterior, mas não havia sinal de Oxford e Bella.
Aonde diabo tinham ido?
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Depois da valsa, Oxford levou Bella por um corredor longo e escuro atrás do salão de baile da Casa Salisbury, até uma pequena antessala particular. As portas do corredor haviam sido deixadas abertas para aumentar o fluxo de ar no salão abafado, e Oxford a levou para a área isolada, insistindo que usufruíssem de um momento de tranquilidade juntos.
Olhando para a porta, deixada quase praticamente fechada, Bella ofereceu a Oxford um sorriso hesitante.
– Obrigada, milorde, pela companhia – disse, afavelmente. – Eu me esqueço do quanto os bailes podem ser maçantes.
O barão deu um passo em sua direção.
– Por favor, não pense nisso.
Bella se afastou um pouco, conforme ele diminuía a distância entre os dois.
– Acho que estou com sede, milorde. Talvez possamos voltar para o baile e encontrar a sala de bebidas.
– Ou talvez possamos nos distrair da sede com... outras atividades? – E, após uma pausa, acrescentou: – Querida.
As sobrancelhas de Bella se ergueram diante do tratamento carinhoso.
– Milorde – protestou, conforme ele se aproximava, forçando-a contra a parede ao lado da porta para o corredor. – Barão de Oxford! – exclamou, incerta sobre os motivos dele.
Ele continuou se aproximando.
– Jacob – corrigiu. – Acho que está na hora de dispensarmos as formalidades. Não acha?
– Barão de Oxford – insistiu ela, com firmeza –, gostaria de voltar. Agora. Isso é extremamente inapropriado.
– Não vai pensar assim quando ouvir o que tenho a dizer – respondeu ele. – Veja... – Ele fez uma longa pausa. – Estou lhe oferecendo a chance de ser minha baronesa.
As sobrancelhas de Bella subiram de novo ao ouvir as palavras. Ele percebeu a surpresa e tentou novamente, desta vez falando como se ela fosse uma criança:
– A senhorita tem a oportunidade de se casar. Comigo.
Deus do Céu, será que não havia um único homem em Londres que possuísse um mínimo de romantismo no que dizia respeito a pedidos de casamento? Bella engoliu uma risada nervosa, esgueirando-se em direção à porta.
– Milorde, fico muito honrada que tenha pensado em mim...
Ela fez uma pausa, tentando encontrar as palavras adequadas para recusar com delicadeza.
E então os braços dele haviam se enroscado nela, e seus lábios estavam nos dela, molhados e macios e nem um pouco agradáveis. A língua dele forçou caminho para dentro de sua boca e Bella se retraiu, as mãos voando para os ombros dele para deter seus avanços. O barão confundiu o movimento com uma carícia e foi em frente, avultando-se sobre ela, encurralando-a contra a parede até ela sentir a beirada dura do batente da porta pressionando suas costas, enquanto ele se afastava brevemente para sussurrar:
– Não seja tímida. Não seremos pegos. E, se formos, estamos noivos.
Bella afastou-se do barão, balançando a cabeça diante de sua arrogância incomparável. A ideia de que iria simplesmente desmaiar de gratidão à simples insinuação de um pedido de casamento a teria magoado se não fosse tão absurda.
Empurrando-o com toda a força, afirmou:
– Acho que está profundamente enganado. – Ele parou seus avanços, enquanto ela se espremia para fora do espaço entre ele e a parede. – Não tenho nenhuma intenção de me casar com o senhor. Gostaria que fosse embora.
Oxford piscou duas vezes, como se fosse incapaz de compreender a decisão dela.
– Não pode estar falando sério.
A ironia da situação não passou despercebida para Bella. Depois de 28 anos esperando que alguém, qualquer um, mostrasse interesse por ela, dois homens a pediam em casamento e ela rejeitava ambos. Estou louca?
– Sem dúvida, estou falando muito sério. Parece-me que entendeu mal minha amizade.
– Amizade? – escarneceu Oxford, fazendo um arrepio de medo percorrer Bella diante da mudança brusca em seu tom. – Acha que estou procurando amizade? Pelo contrário, estou procurando uma esposa.
Ele cuspiu as palavras em cima dela como se fosse estúpida.
Bella se retraiu instintivamente para longe dele, surpresa com esse novo Oxford – o presunçoso enfadonho de sorriso brilhante havia sumido, tendo sido substituído por um homem zangado e desagradável.
– Então parece que vem trabalhando sob o equívoco de que estou procurando um marido.
Os lábios de Oxford se franziram e ele falou rudemente:
– Ora, vamos. Não pode esperar que eu acredite que não esteve sonhando com isso. Este não é o momento que todas as velhas solteironas almejam?
Bella se aprumou para atingir sua altura máxima, orgulhosa.
– Certamente, barão de Oxford, nós sonhamos com pedidos de casamento. Só não sonhamos com eles vindo do senhor.
Ela observou a raiva o tomar e o barão se enrijecer, seu rosto adotando um tom vívido de vermelho. Em geral, teria sentido certo orgulho de tal transformação, mas temeu por um instante que ele pudesse bater nela. Ele não o fez, afastando-se, simplesmente, e libertando-a de sua proximidade sufocante.
Bella observou a raiva se transformar em aversão e, por fim, viu o que ele realmente sentia por ela: completo e absoluto desdém.
– Está cometendo um erro terrível – advertiu ele.
– Duvido muito. – Suas palavras ficaram frias, suas defesas em ação. – Esta conversa acabou.
Ele ficou olhando para ela, os olhos cintilando de raiva, enquanto ela lhe dava as costas resolutamente, voltando a atenção para as galerias escuras do outro lado.
– Sou a melhor oferta que vai conseguir. Acha que alguém realmente vai querer uma leitoa em época escassa como você?
As palavras foram projetadas para ferir, e feriram. Bella manteve as costas eretas enquanto o barão saía da sala. Ouviu os passos dele se afastando, levando-o de volta ao salão de baile, e voltou-se para uma poltrona perto da porta.
Então, soltou um longo suspiro, sentindo a força abandoná-la conforme as palavras horríveis de Oxford se repetiam sem parar dentro de sua cabeça. Ele tinha razão, claro. Recebera duas propostas de casamento na mesma semana e nenhuma das duas tinha nada a ver com ela. Oxford precisava do dinheiro que receberia com o dote, e Edward... Edward estava tentando manter a reputação dela intacta, o que, apesar de honroso, não era o mais romântico dos conceitos.
Por que alguém, em algum lugar, não podia querê-la por ela mesma? Lágrimas arderam em seus olhos diante do pensamento. Que confusão!
Abaixou a cabeça e se afundou, os ombros pressionados com força contra o encosto da poltrona, os músculos protestando contra o movimento. Inspirou profundamente, purificando-se, e imaginou por quanto tempo poderia ficar naquela sala sem que sentissem sua falta.
– Não deveria ficar aqui sozinha.
Enrijeceu ao ouvir as palavras firmes, mas não se virou, sem querer mostrar o rosto manchado de lágrimas para Edward.
– Como sabia que eu estava aqui?
– Vi Oxford vindo dessa direção. Aconteceu alguma coisa? Está tudo bem?
Em vez de responder à pergunta dele, ela sussurrou na escuridão:
– Por favor, vá embora.
Houve uma pausa, seguida de uma mudança no ar em volta deles, conforme o marquês se aproximava, estendendo a mão para ela.
– Bella? – chamou, e a preocupação branda em sua voz rasgou-lhe o coração. – Está tudo bem? Meu Deus. Oxford tocou em você? Vou matá-lo.
Ela respirou fundo mais uma vez.
– Não... não. Ele não fez nada. Estou bem. Só gostaria que saísse antes que a minha... reputação... se torne um problema.
Ele deu uma risadinha.
– Acho que já passamos desse ponto, não concorda? – Ela não respondeu e ele foi em frente, falando para as costas dela. – Isso é parte do motivo pelo qual vim procurá-la.
Ela manteve os punhos fechados como um torno nos braços da poltrona.
– Cullen, por favor, só vá embora.
– Não posso. – Ele se aproximou, pousando as mãos nos ombros dela enquanto falava, seu tom ao mesmo tempo suplicante e sedutor. – Bella, você tem que me dar uma chance de provar que a minha oferta é legítima. Por favor. Case-se comigo.
Não conseguiria suportar. As lágrimas vieram de novo, rápidas, incontroláveis e totalmente constrangedoras. Ficou calada, forçando-se a não emitir nenhum som que revelasse sua tristeza. Ele sussurrou mais uma vez, perto do seu ouvido, as palavras tão tentadoras e adoráveis:
– Case-se comigo.
Ela abaixou a cabeça novamente.
– Não posso.
Uma pausa.
– Por quê?
– Eu... não quero me casar com você.
A mentira era quase mais do que poderia suportar. A raiva começou a se infiltrar na voz dele.
– Não acredito.
– É a verdade.
– Olhe para mim e repita.
Houve uma longa pausa durante a qual as palavras pairaram entre eles, e Bella considerou suas opções. Não tinha escolha. Virou-se e o encarou, agradecendo ao Criador por seu rosto permanecer nas sombras o tempo todo.
Com a voz trêmula, repetiu:
– Não quero me casar com você.
Ele balançou a cabeça lentamente.
– Não acredito. Você me quer. Acha que não percebi o quanto somos compatíveis? Intelectualmente? Fisicamente? – Quando ela não respondeu, ele continuou: – Devo provar para você de novo? – Seus lábios estavam tão próximos, e ela, tão consciente dele. O hálito das palavras a acariciou de uma forma que a fez não querer nada além de diminuir a distância escassa entre os dois e tomar o beijo pelo qual ansiava. – Você sabe que lhe darei tudo.
Ela fechou os olhos para se defender das palavras e de sua promessa sombria.
– Não tudo – respondeu, a tristeza na voz.
– Tudo o que puder lhe dar – jurou ele, esticando a mão para tocar seu rosto e puxando-a de volta quando ela se retraiu, quase violentamente.
– E o que vai acontecer quando isso não for suficiente?
O peso da pergunta ficou entre eles.
Edward bateu com força na cadeira atrás dela, e Bella se retraiu com o som que sua palma fez na madeira.
– O que mais você quer, Bella? Sou rico. Sou bonito...
Ela o interrompeu com uma risada pesarosa e frustrada.
– Acha que me importo com essas coisas? – perguntou, zangada, triste, magoada, tudo ao mesmo tempo. – Eu o aceitaria pobre e feio... não me importo... desde que...
O olhar dele se estreitou para Bella, enquanto ela interrompia o fluxo de palavras.
– Desde que o quê?
Desde que me amasse. Ela balançou a cabeça, sem confiar em si mesma para responder.
Edward soltou o ar bruscamente e tentou de novo, a confusão deixando-o frustrado e zangado:
– O que quer de mim? Diga e eu lhe darei! Sou um marquês, pelo amor de Deus!
Foi a gota d'água. Ela estava cheia.
– Não me importa se é o maldito rei! Não vou me casar com você!
– Por que diabo não!?
– Por uma série de motivos!
– Cite um!
Ele estava tão perto dela, tão zangado, e Bella disse a primeira coisa que lhe veio à cabeça.
– Porque eu te amo!
Ambos ficaram surpresos com as palavras. Ele se recuperou primeiro.
– O quê?
Bella balançou a cabeça, as lágrimas transbordando. Quando falou, sua voz estava tomada por um humor autodepreciativo, sua única defesa contra aquele momento horrível e constrangedor.
– Por favor, não me faça repetir.
– Eu... – ele parou, incerto de suas palavras.
– Não precisa dizer nada. Na verdade, prefiro que não diga. Mas aí está. Não podemos nos casar. Porque me mataria passar o resto dos meus dias com você quando só está se casando comigo por causa de um recém-descoberto... e equivocado... senso de honra e dever.
Ele ficou olhando para ela por longos momentos, acompanhando as lágrimas conforme elas caíam, sem entraves, por suas faces.
– Eu... – repetiu, pela primeira vez na vida inteiramente sem palavras.
Bella não podia suportar olhar para ele.
– Lembra-se da noite no seu quarto? – murmurou. – Quando negociamos os termos de nossa transação?
A noite em que tudo mudou.
– É claro que me lembro.
– Lembra-se que me prometeu um favor? Da minha escolha? No futuro?
Uma sensação fria de pavor se acomodou no fundo do estômago dele. Subitamente, soube o que ela ia dizer.
– Bella, não faça isso.
– Estou pedindo que honre aquela promessa. Agora. Por favor, vá embora.
A dor na voz dela era desoladora, e Edward teve que se conter para não a tocar e tentar reconfortá-la. Em vez disso, passou as mãos pelo cabelo, praguejando violentamente.
– Bella...
Ele parou, sem saber o que falar, mas determinado a dizer alguma coisa, qualquer coisa, que a convencesse de que devia se casar com ele.
Ela levantou uma única mão e Edward teve um momento fugaz de surpresa com sua determinação.
– Por favor, Edward. Se você se importa só um pouco comigo, por favor, vá embora. Vá embora e me deixe sozinha.
E como era o único pedido que ela lhe fizera que ele podia honrar, ele foi.
Bella ficou sentada por algum tempo no aposento silencioso, permitindo que a escuridão a cercasse. As lágrimas que vieram foram fugazes, logo substituídas por uma tristeza que chegava até os ossos, fruto da sensação de que sua história com Edward chegava ao fim. Naquele momento, teve certeza absoluta de que ficaria sozinha para sempre. Recusar o pedido de Edward tão sumariamente a arruinara para todos os outros. Afinal, se não podia tê-lo, nunca iria querer mais ninguém.
Talvez tivesse cometido um erro. Talvez pudesse tê-lo amado o suficiente pelos dois. Mas será que conseguiria passar a vida inteira sabendo que ele nunca a quisera de verdade? Que havia pedido sua mão simplesmente porque era o certo a fazer? Que, se pudesse fazer o que queria, teria encontrado alguém infinitamente mais experiente? Infinitamente mais bonita? Infinitamente... mais?
Não. Não podia suportar. Rejeitá-lo era a única opção.
Enxugou uma lágrima errante da face e fungou baixinho, sabendo que devia voltar para o baile, mas incapaz de fazer o esforço.
– Bella?
O sussurro, quase sem som, veio do vão da porta, e Bella ergueu a cabeça de um estalo para encarar Rosalie, que a espiava pela luz baixa para confirmar que a mulher no escuro era, sem dúvida, sua amiga.
Enxugando rapidamente outra lágrima do rosto, Bella aprumou-se na cadeira, encarando a mais nova.
– Rosalie, a senhorita não deveria estar aqui sozinha!
Ao ouvir as palavras, Rosalie fechou com firmeza a porta atrás de si e atravessou a sala até Bella, sentando-se em um banquinho próximo.
– Estou um tanto cansada de me dizerem o que devo e não devo fazer. A senhorita está aqui, não está? Não estou tão sozinha agora!
Bella ofereceu um sorriso lacrimoso diante do argumento.
– Isso é verdade.
– E parece que está precisando de companhia, amica. Assim como eu.
Bella piscou, fitando Rose, registrando seus olhos verdes, redondos e... magoados? Afastando a própria tristeza, perguntou:
– O que aconteceu?
Rosalie fez um gesto com a mão com o que Bella sabia ser desconsideração fingida.
– Saí da celebração e me perdi.
O olhar de Bella se suavizou.
– Rosalie, não pode deixar que eles a deixem chateada.
Os lábios de Rosalie se contorceram ironicamente.
– Não estou chateada. Na verdade, acho que estou ansiosa para mostrar a eles do que sou capaz.
Bella sorriu.
– Isso! É assim que tem de encará-los. Orgulhosa, forte e desse jeito maravilhoso que é só seu. Eles não vão resistir a isso. Garanto!
O rosto de Rose se obscureceu por um momento – tão rápido que Bella quase não viu.
– Alguns vão resistir a mim, pelo que parece.
Bella balançou a cabeça, pousando a mão quente e reconfortante no joelho da amiga.
– Juro que não por muito tempo.
– Posso lhe contar uma coisa? – Rosalie abaixou a cabeça mais para perto até suas testas quase se tocarem.
– Sempre.
– Decidi ficar aqui. Na Inglaterra.
– Decidiu? – Os olhos de Bella se arregalaram diante das palavras. – Mas isso é maravilhoso! – E bateu palmas de prazer. – Quando tomou essa decisão?
– Há apenas alguns momentos.
Bella se recostou.
– O baile decidiu seu destino?
A mais jovem assentiu com firmeza.
– Sem dúvida. Não posso simplesmente permitir que esses grã-finos aristocratas... – fez uma pausa, satisfeita com seu uso do termo –... me afugentem. Se eu voltasse para a Itália, quem iria corrigi-los?
Bella riu.
– Excelente! Vou ter muito prazer em vê-los cair! – Ela apertou as mãos de Rose nas suas. – E os seus irmãos... vão ficar felicíssimos.
A moça abriu um sorriso luminoso.
– É... presumo que sim. – A expressão dela logo ficou séria quando encarou os olhos da amiga. – No entanto, não sei se Edward merece notícias tão boas.
Bella olhou para o próprio colo. Foi a vez de Rosalie tomar as mãos dela nas suas.
– Isabella, o que aconteceu?
– Nada.
Seu irmão só partiu meu coração. Só isso.
Rosalie esperou até Bella erguer o rosto de novo e, quando ela o fez, os olhos cheios de lágrimas, a mais jovem buscou respostas em seu olhar. Após um momento muito longo, Rosalie pareceu encontrar o que estava procurando.
Apertando as mãos da amiga, disse:
– Você tem que encará-lo orgulhosa, forte e desse jeito maravilhoso que é só seu.
As palavras, um eco das que Bella dissera apenas momentos antes, fizeram as lágrimas transbordarem, descendo por suas faces em rastros longos e silenciosos. Na mesma hora, Rosalie se moveu para se empoleirar ao lado dela na poltrona, puxando-a para um abraço forte e vigoroso.
E, enquanto a amiga a abraçava, Bella sussurrou as palavras que não podia mais negar.
– Mas e se eu não for o bastante?
Ai ai ai... Bellinha e sua convicção de nunca é o bastante para ninguém.
Thekelly-chan: Pretexto em cima de pretexto. Disse exatamente o que eu penso. Ele não quer admitir para si mesmo o que pode estar sentindo por ela. Mas, talvez as coisas mudem, em breve. Reta final, né? rsrs
kjessica: Também achei uma afronta assumir que a Bella era amante do Edward. Queria muito saber como ela reagiu ao casamento dos dois rsrs. Pena (ou que bom) que ela não apareceu mais hahaha. AAAAAAHHHH, entendi! Essa comparação vai ser mais fácil para assimilar depois. Direto me confundia, agora não vou mais. Obrigada!
Guest: Oi, flor! Nem imagino seu nome, mas garanto que seu voto foi computado, ok? :)
Mila: Oi, querida! Ele está melhor sim, já voltou a aprontar como sempre kkkkk. Obrigada pelo reconhecimento, procuro sempre manter os compromissos e vocês, definitivamente, são um compromisso fixo na minha agenda. Adoro! Ok, um voto para a n.1. Pode deixar :) Beijo.
Jana Masen: Ah, já leu? É muito legal, né? Confesso que hoje em dia meu coração é dividido entre Edward e Gabriel. Amei mesmo!
Ktia S.: Também achei essa amante "madura o suficiente" kkkk. Vota na 01? Ok!
Duda Makalister: Emoções suficientes? hahahaha Cheio de pedidos e recusas de casamento, vai entender, rsrs. Voto na 02 computado! :)
Nick: Olá! Que bom, realmente espero continuar empolgada, e acompanhando sempre! :D Beijinhos.
Gente, vamos continuar votando! Vou encerrar no capítulo 24, para já estar preparada no Prólogo, hein?
Beijocas, até sábado ou as 08 reviews!
