Personagens de Stephenie Meyer. História de Sarah McLean.
CAPÍTULO VINTE E TRÊS
.
"Se entregue. Quero vê-la se despedaçar em cima de mim."
.
Bella acordou com o barulho de papel amassado.
Abriu os olhos a esse som, desorientada à luz baixa e cinzenta que marcava as horas que antecediam a alvorada, e fechou-os novamente. O fogo em seu quarto havia se apagado horas antes, e ela se aninhou junto à fonte de calor a seu lado, esticando-se contra a pele lisa e macia... antes de perceber exatamente a quem a pele em questão pertencia.
Seus olhos se abriram de supetão e ela viu o olhar atrevido e divertido de Edward.
– Bom dia, Imperatriz.
Sentiu, mais do que ouviu, as palavras, conforme elas ressoavam no peito dele, cheias de sono, e corou. Afinal de contas, não era todo dia que acordava com um homem na cama. Não estava inteiramente segura de como reagir, mas tinha certeza de que ignorá-lo seria altamente inadequado. Afastando-se em uma tentativa desesperada de restaurar um semblante de elegância, falou:
– Bom dia. Que horas são?
– Quase cinco – respondeu ele, um braço serpenteando em volta dela e puxando-a de volta à sua posição original, apertada contra o corpo muito quente, muito duro, muito nu dele. – Cedo demais para sair da cama.
– Vamos ser pegos! – sussurrou ela.
– Vou embora antes que isso aconteça, linda – prometeu –, mas antes tenho que devolver algo a você.
Ele ergueu a mão livre e, horrorizada, ela reconheceu o papel. A lista.
Jogou-se por cima dele, mas Edward afastou a folha com facilidade, forçando-a a se contorcer sobre seu peito, esticando-se para alcançá-la. Logo Bella se deu conta de que era uma batalha perdida e parou, virando os olhos acusatórios para o noivo.
– Você estava com ela!
– Não precisa olhar para mim como se eu a tivesse roubado, linda – defendeu-se ele, com uma afronta fingida. – Você a perdeu. Simplesmente a resgatei para você.
– Bem – respondeu ela, a voz doce –, tenho muita sorte em ter você como meu salvador, não é? – E esticou a mão para o papel. – Gostaria de tê-la de volta.
– Ficarei feliz em satisfazer seu pedido, claro – continuou ele, acenando indolentemente com o papel no ar –, mas você não acha que, considerando o nosso novo relacionamento, eu deveria conhecer a sua listinha? Afinal de contas, não gostaria de ser pego de surpresa pelas suas atividades excêntricas depois que formos casados.
Bella arregalou os olhos.
– Não! Você não pode! Prometeu que não ia olhar!
Ela se contorceu contra ele novamente, retomando a missão de resgatar o papel.
– Bem, é isso que você ganha por se envolver com um pilantra renomado – provocou ele, gemendo quando os seios exuberantes dela se pressionaram contra seu peito. Ele a imobilizou com uma das mãos. – Tenha cuidado, Imperatriz, ou vou ter que provar mais uma vez que sou um pervertido.
Ela se encheu de compreensão feminina em relação ao poder que sua nudez tinha sobre ele. Deslizou o corpo contra o de Gabriel, deliberadamente se esfregando em um de seus mamilos, e se deleitou com o som sibilante da respiração dele.
– Atrevida – rosnou Edward, roubando os lábios dela para um beijo profundo. Encerrando a carícia, anunciou: – Não. Você não vai me distrair. Vamos dar uma olhada nesta lista.
Reconhecendo a derrota, Bella enterrou o rosto contra ele, as bochechas pegando fogo, enquanto Edward lia os itens. O que ia pensar dela? O que iria dizer? Com os pelos do peito dele fazendo cócegas em seu nariz, esperou a reação à sua lista ridícula.
Ele ficou em silêncio por um longo tempo. E então perguntou:
– Qual destes você fez primeiro?
Ela queria morrer de vergonha. Balançou a cabeça.
– Bella. Qual veio primeiro?
Ela respondeu, as palavras abafadas pelo peito dele.
– Não estou ouvindo, meu bem.
Ela virou a cabeça, pressionando a orelha onde podia escutar os batimentos fortes e regulares do coração de Edward.
– Beijar...
O peito dele subiu e desceu com uma respiração profunda.
– A noite em que foi à Casa Cullen.
Ela assentiu, o rosto pegando fogo.
– É – sussurrou.
– Por que eu?
Ele fizera a pergunta em seu quarto naquela noite, e ela respondera com uma meia verdade. Mas esta manhã, enquanto o alvorecer rastejava pelo céu em pinceladas longas e rosadas, Bella descobriu que não queria mentir. Queria que ele a conhecesse. Mesmo que pusesse tudo em risco.
– Porque queria que fosse você. Desde o começo. Queria que o meu primeiro beijo fosse com você.
– No outro dia, na casa Cullen. – falou ele, baixinho, deslizando a mão pela pele macia dos ombros dela – Você disse que sempre tinha sido eu. O que isso significa?
Bella enrijeceu contra ele e Edward esperou enquanto ela considerava a pergunta. Ao responder, não conseguiu encará-lo.
– Eu tenho esse sentimento por você há séculos. Há mais tempo do que deveria, acho.
– Como?
Ela ficou em silêncio por tempo suficiente para ele achar que não responderia.
– Nós nos encontramos uma vez. Eu era jovem e impressionável. Você era charmoso e impossível de obter e... não pude evitar. – Ela desviou o olhar de novo, fitando o nada. – Você é um tanto difícil de ignorar.
– Por que não me lembro?
– Não sou exatamente uma beleza lendária. – O fantasma de um sorriso se desfez e o olhar dela caiu no peito dele, onde seus dedos acariciaram preguiçosamente o punhado de pelos escuros ali. – Raramente sou notada, na verdade.
Ele capturou a mão dela, imobilizando-a, e forçou-a a olhar em seus olhos.
– Não sei como não a notei, Bella, mas posso lhe dizer que fui um tanto imbecil nesse aspecto.
Ela prendeu a respiração ao ouvir as palavras, tão sinceras, tão francas. Edward voltou os olhos para o papel.
– Você tem alguns itens para riscar.
Ela seguiu a direção do olhar dele, lendo.
– Jogar – concordou. – Vou riscar assim que estiver novamente de posse da lista. Se isso acontecer – acrescentou, numa provocação.
Ele a fitou mais uma vez, os olhos escuros e sérios, apesar da tentativa dela de fazer graça.
– Não só jogar, Bella. Está na hora de perceber o quanto é linda.
Ela desviou o rosto ao ouvir as palavras, mas ele segurou seu queixo e a forçou a encará-lo de novo enquanto falava.
– Você é, muito possivelmente, a mulher mais linda que já conheci.
– Não... – sussurrou ela, relembrando a beleza grega Tanya Denali –, não sou. Mas é muito gentil da sua parte dizer isso.
Ele balançou a cabeça com firmeza.
– Escute-me bem. Não posso começar a listar todas as coisas em você que são lindas. Um homem poderia se perder nos seus olhos, em seus adoráveis lábios carnudos, no seu cabelo sedoso, nas suas curvas suaves e exuberantes, na sua pele cremosa perfeita e no jeito como cora e fica da cor de um pêssego maduro e magnífico. E isso sem considerar seu calor, sua inteligência, o humor e a maneira como sou completamente atraído por você quando entra em um aposento.
Lágrimas saltaram dos olhos dela diante das palavras – palavras nas quais queria desesperadamente acreditar.
– Nunca duvide de quanto é linda, Bella, pois a sua beleza me arruinou para todas as outras mulheres. E, francamente, queria tê-la encontrado anos atrás.
Eu também, pensou ela. E se ele a tivesse notado todos aqueles anos antes? E se a tivesse cortejado então? Será que ela teria tido uma vida cheia de romance e paixão? Teria evitado a solidão profunda e devastadora que negara sentir por tanto tempo? E quanto a ele? Será que teria aprendido a amar?
As emoções encobriram seu rosto e, apesar de não saber precisamente o que ela estava pensando, Edward pareceu entender mesmo assim. Tomou os lábios dela em um beijo apaixonado e ela o correspondeu, despejando uma profundidade de sentimentos na carícia e tirando o fôlego dele. Quando o beijo terminou, ele lhe ofereceu um sorriso malicioso.
– Acho que simplesmente vou ter que compensar o tempo perdido. – E ela não pôde deixar de rir com o tom dissoluto. – Gostaria de riscar mais um item da lista hoje?
– Muito. Qual você propõe?
Bella se virou para olhar o papel, enquanto ele o largava e a puxava para cima dele. Ela arfou ao senti-lo firme e quente debaixo de si, a suavidade da pele entre suas coxas.
– Acho que está na hora de tentar montar com as pernas abertas.
Quando entendeu o que queria dizer, as palavras enviaram uma onda de calor direto ao âmago dela, onde podia sentir a extensão dura dele, pressionando-a da mais íntima das maneiras.
– Não pode estar querendo dizer...
Calou-se, assim que as mãos dele a ergueram para uma posição sentada, segurando seus seios e esfregando os polegares nos mamilos rapidamente rígidos.
– Ah, é exatamente o que quero dizer, Imperatriz.
As palavras eram suaves e tentadoras, e ele a puxava para baixo só o suficiente para ter acesso aos bicos dos seios dela. Beijou primeiro um, depois o outro, enquanto passava as mãos por suas costas para acariciar as nádegas arredondadas, rearrumando-a, abrindo suas coxas. Soltou um mamilo intumescido com uma lambida demorada e a observou com olhos semicerrados enquanto a guiava para se sentar ereta. Suas mãos se moveram novamente, deixando fogo em seu rastro, finalmente encontrando o lugar onde ela doía por ele e acariciando as dobras escorregadias e molhadas de seu sexo, esfregando o polegar na protuberância dura e desejosa de prazer que parecia pertencer a ele agora.
Bella sussurrou seu nome na luz da aurora, e ele a encorajou baixinho:
– Isso mesmo, Imperatriz. Se entregue. Quero vê-la se despedaçar em cima de mim... tão apaixonada... tão linda.
Os sussurros eram pecaminosos, maliciosos, tentadores e perfeitos, e Bella precisou de todas as forças para negar com a cabeça, pousando as mãos no peito dele para sustentar seu peso.
– Não... – protestou. – Não quero... não sem você comigo.
As súplicas o atingiram fundo e Edward conseguia pensar em pouco mais do que estar dentro dela, levando-a ao limite e desabando com ela.
– Por favor, Edward – implorou. – Por favor, faça amor comigo.
Ele não teve a menor chance.
Em segundos, a havia erguido e se posicionado na entrada de seu calor luxuriante, permitindo que ela sentisse seu poder sobre ele enquanto afundava em cima de seu mastro, sentando-se ao máximo. Os olhos de Bella se arregalaram com o prazer recém-descoberto do movimento e, naquele momento, ele a adorou – sua incerteza entusiasmada tornando-a completamente irresistível.
Colocou as mãos em seus quadris, guiando-a para cima e de volta para baixo, lentamente, mostrando-lhe os movimentos, encorajando sua exploração.
– Assim, linda – murmurou, observando o corpo voluptuoso da noiva subir e descer em cima dele em um doce tormento. – Cavalgue-me.
E ela obedeceu, encontrando o próprio ritmo maravilhoso, que ele achou que ia matá-lo se não quisesse tão desesperadamente viver para ver o êxtase no rosto dela quando encontrasse seu alívio. Não teve que esperar muito. Bella aperfeiçoou o ângulo, arfadinhas minúsculas de prazer marcando cada passo que dava em direção ao objetivo final, e ele se agarrou aos seus quadris, a pegada firme e encorajadora, enquanto ela procurava a conclusão.
– Tome, Imperatriz – exclamou ele, rouco, enquanto a observava subir na crista de uma onda de prazer, os olhos fechados, as costas arqueadas, a cabeça jogada para trás em completo abandono, movendo-se contra ele. – Tome o que pediu.
Os olhos dela se abriram, e ele viu o desejo neles.
– Venha comigo – convidou ela, sem entender o poder erótico das palavras.
Tudo o que Edward podia fazer era atender a seu pedido. Flexionou-se debaixo dela, vendo-a perder as forças e cair contra ele, abafando seus gritos com um beijo, rolando-a de costas na cama e continuando os movimentos até o prazer se fazer em pedaços em volta dela novamente. Só então entregou-se ao alívio poderoso e pulsante que o fez querer nunca mais sair dos braços daquela mulher ou de sua cama.
Minutos depois, entrelaçados um ao outro, entorpecidos na conclusão de seu amor, Bella começou a rir baixinho contra a lateral do corpo de Edward.
Levantando a cabeça para ver seu sorriso largo e bobo, ele perguntou, numa voz arrastada:
– O que é que a diverte tanto, linda?
– Só estava pensando... – Ela parou para recuperar o fôlego da risada e começou de novo: – Só estava pensando que, se é assim que é montar de pernas abertas, a população feminina está perdendo uma das melhores experiências da vida.
A última palavra foi perdida, conforme se entregava mais uma vez às gargalhadas.
Ele a pegou contra si em um abraço poderoso e suspirou, incapaz de não sorrir para o teto ao dizer:
– Sabe, Imperatriz, os homens não gostam de risadas neste momento em particular. É devastador para a autoconfiança.
Bella o encarou depressa e viu que ele estava brincando.
– Ah, minhas desculpas, bom senhor – provocou. – Odiaria causar danos a um ego tão frágil quanto o do marquês de Cullen.
Com uma rosnada brincalhona, ele a prendeu contra o colchão.
– Atrevida. Vai pagar por isso.
E começou a beijar a lateral do pescoço dela, mordiscando a clavícula até ela suspirar de prazer.
– Se é assim que irei pagar, milorde, pode se assegurar de que irei provocá-lo bastante nos próximos meses.
– Mais do que meses, espero – devolveu ele, a voz arrastada, distraído pelos adoráveis seios brancos dela. – Anos. Décadas, até.
– Décadas – repetiu ela, admirada.
Meu Deus. Ele vai ser meu marido.
– Hum-hum – murmurou contra a pele clara, antes de se afastar. – Motivo pelo qual, por mais que seja difícil, para mim, deixá-la quente e exuberante na sua cama, vou me consolar com o fato de que, muito em breve, não terei nunca mais que fazer isso.
Ela ficou assistindo Edward se vestir, admirando sua forma magnífica, até ele se inclinar por cima dela para um suave e maravilhoso beijo de despedida.
– Vai estar no baile dos Chiltons esta noite?
– Planejei estar.
– Excelente. Nos vemos lá, então. Guarde uma valsa para mim. – Ele a beijou novamente, saboreando o gosto dela. – Guarde todas.
Ela sorriu.
– Isso com certeza vai causar um rebuliço.
– Sem dúvida, mas acredito que a nossa reputação pode aguentar. – Ele piscou. – Devo ter a licença oficial nas mãos até lá. O que acha de se casar esta noite na Casa Chilton e terminar logo com isso?
O calor explodiu no peito dela.
– Acho que vai fazer vários membros da alta-roda desmaiarem.
– Um bônus extra, então – rebateu ele, antes de lhe dar um beijo longo e demorado.
E então havia partido, deixando-a entorpecida, exausta e feliz.
Bella adormeceu quase instantaneamente. E, quando sonhou, foi com Edward e com seu futuro juntos.
..::..::..::..
– Ah, Bella! Um marquês!
Bella revirou os olhos diante da exclamação da mãe e olhou para os irmãos do outro lado da carruagem, em busca de apoio. Não demorou muito para perceber que não seriam de nenhuma ajuda. Alice estava sorrindo como uma tola, obviamente felicíssima pelo próprio casamento ter sido relegado ao posto de segundo mais aguardado aquela noite, e Emmett parecia estar considerando seriamente pular do veículo em movimento, para evitar o entusiasmo estridente da mãe.
– Não acredito que laçou um marquês, Bella! E Cullen, ainda por cima! E você, Emmett – a condessa-viúva voltou a atenção para o filho mais velho –, não acredito que tenha mantido os planos de lorde Cullen escondidos de mim por tanto tempo!
– É, bem, Bella e Cullen queriam muito manter o namoro em segredo, mamãe.
A condessa explodiu em uma afobação de tagarelice, enquanto Emmett erguia uma sobrancelha e fazia com a boca: "De todos nós."
Bella não pôde evitar o chute que desferiu.
– Ai! – exclamou Emmett, curvando-se para esfregar a canela machucada.
– Ah, sinto muito, Emm – desculpou-se Bella, docemente. – Devem ser os nervos que estão me deixando sobressaltada.
Os olhos de Emmett se estreitaram, enquanto a mãe falava:
– É claro que são os nervos! Ah! Pense! A nossa Bella! Noiva! De Cullen!
– Mamãe, por favor, tente não fazer um escândalo com a notícia esta noite – suplicou Bella. – Não gostaria de envergonhar Cullen.
Emmett e Alice soltaram gargalhadas idênticas diante da ideia de que a condessa-viúva pudesse conter seu entusiasmo.
– Um pouco tarde para isso, não acha, Bells? – provocou Emmett, enquanto a carruagem parava e ele pulava para fora para ajudar a mãe e as irmãs.
Antes de saltar, a condessa pousou a mão reconfortante na perna de Bella.
– Bobagem, Bellinha. Lorde Cullen é vivido o suficiente para saber como são essas coisas. Vai perdoar uma mãe extasiada.
Bella gemeu enquanto a mãe saía da carruagem.
– Devia ter pedido a ele para fugir.
Alice sorriu abertamente.
– Agora sabe como me sinto.
Com uma piscadela, saltou, seguindo a condessa-viúva.
Quando Bella finalmente estava fora da carruagem, sua mãe já havia começado a subir os degraus da Casa Chilton, dividindo, entusiasmada, a notícia com qualquer um que a ouvisse, e Bella teve a sensação desanimadora de que esta seria a noite mais horrível de sua vida. Encarou os olhos divertidos dos irmãos e disse:
– Vocês não ajudam em nada.
Os dois sorriram, incapazes de conter o divertimento.
– Você não devia tentar encontrar Cullen, Bella? Antes que mamãe tenha feito a sua mágica, quero dizer – sugeriu Alice, prestativa.
– É isso que é? Mágica? – Bella virou-se para olhar enquanto a mãe deles, um farol luminoso verde-limão com um gigantesco adereço de cabeça feito de renda e penas de avestruz, conversava animadamente com lady Lovewell, batendo o leque no braço da fofoqueira mais renomada da sociedade londrina. – Deus do céu – suspirou ela, baixinho.
– Eu mesmo já tentei rezar – disse Emmett, jovialmente. – Não parece funcionar com ela. Acho que fez um acordo com o Criador.
– Ou com outra pessoa – argumentou sua irmã, arrumando o xale e seguindo no rastro da mãe, o som das gargalhadas de seus irmãos soando atrás dela.
Depois que haviam entrado, Bella tentou desesperadamente encontrar Edward na multidão que enchia o salão de baile até quase estourar. Ficou perto da entrada, tentando parecer casual, enquanto se virava em uma meia-lua lenta, procurando por ele. Mas sua altura, ou a falta dela, tornava a tarefa particularmente difícil, e, com um suspiro, a moça acabou se dirigindo instintivamente para a área das solteironas.
Havia acabado de dobrar a esquina do salão de baile e já podia ver a Srta. Heloise e tia Beatrice quando, por sobre o ombro, ouviu uma voz grave e conhecida falar baixinho:
– Para onde está indo, Imperatriz?
Um arrepio percorreu sua espinha. Virou-se na direção de Edward, incapaz de mascarar o prazer por ele tê-la encontrado. Claro que, depois que estava de frente para o homem – alto, imponente, lindo, a roupa impecável e a gravata engomada –, ficou tímida na mesma hora.
O que se diz, afinal de contas, para o noivo que se viu pela última vez no próprio quarto, saindo às escondidas, logo antes do amanhecer?
Edward ergueu uma sobrancelha arrogante, como se estivesse lendo seus pensamentos. Ela escutou as primeiras notas de uma valsa, enquanto ele tomava uma de suas mãos enluvadas na dele.
– Gostaria muito de dançar a primeira valsa com minha noiva – falou, casualmente.
– Ah – disse ela, baixinho.
Deixou que a guiasse para a pista e a arrebatasse em seus braços.
Após vários momentos de silêncio, ele perguntou de novo:
– Então. Para onde estava indo?
Ela balançou a cabeça sem tirar os olhos da gravata do noivo.
– Lugar nenhum.
Edward se afastou de leve, inclinando a cabeça para olhar para ela.
– Bella – disse, em um tom a que ela tinha certeza de que nenhuma mulher jamais resistira. – Aonde estava indo?
– Para a área das solteironas – soltou, arrependendo-se das palavras na mesma hora.
As pessoas não a chamavam assim realmente.
Ele piscou uma vez, os olhos movendo-se para as senhoras idosas a vários metros de distância e então voltando-se para ela.
– Por quê?
Sentiu as faces queimarem.
– Eu... não sei.
– Você não é mais uma solteirona, linda – falou, perto de seu ouvido.
– Não me chame assim.
Bella olhou ao redor depressa, para ver se havia alguém olhando, se alguém poderia ter escutado. Parecia que todo mundo estava olhando. A mãe dela havia trabalhado rápido. Ele a virou com agilidade, recuperando sua atenção.
– Mas é verdade – disse, fingindo inocência. – Muito em breve será a marquesa de Cullen. Não estou dizendo que não pode mais socializar com as Srtas. Heloise e Beatrice – provocou. – Só que vai ter que dar outro nome à área em que vai fazê-lo.
Bella não pôde conter o sorriso.
– Prefiro valsar com você do que me sentar com elas.
As palavras vieram velozes, e ela imediatamente imaginou se fora atrevida demais... se o estava forçando demais. Afinal de contas, Edward nunca parecera gostar dos eventos da sociedade antes, e certamente não havia motivos para que fosse começar a comparecer a eventos sociais agora. Arriscou fitar os olhos sagazes e divertidos dele.
– Também prefiro, milady.
Ela repassou as palavras adoráveis várias vezes na cabeça enquanto ele a rodopiava pelo salão e se deliciou com a noção de que iriam dançar juntos de novo, e com frequência, depois que se casassem. Bella desviou o olhar e notou Rosalie observando-os, um sorriso brilhante no rosto.
– Contou para os seus irmãos sobre nós.
– Achei melhor saberem por mim do que pela sua mãe.
Bella estremeceu com as palavras.
– Sinto muito, Edward, tentei mantê-la calada.
Ele deu uma risadinha.
– Você deveria saber que era melhor nem tentar. Deixe-a se divertir, linda.
– Você vai mudar de ideia logo, logo – advertiu ela.
– Bem, então acho que é melhor aproveitarmos a minha magnanimidade enquanto ela dura, não é?
Ele a girou até a música acabar e os dois se aproximaram de Rosalie, que se jogou nos braços de Bella com um guinchinho baixo. Bella riu da pupila, mas não pôde deixar de ser contagiada pelo entusiasmo da noite e da notícia de que ela e Cullen iam se casar.
Não teve tempo para conversar, no entanto, pois começou a tocar uma quadrilha e Thony se juntou a eles, inclinando-se profundamente e convidando-a para ser sua parceira. Bella aceitou, animada, a oferta do futuro cunhado, e os dois logo estavam do outro lado do salão. Depois da quadrilha, foi imediatamente tirada para uma contradança, uma segunda quadrilha, um minueto e assim por diante, até ter dançado todas as músicas durante a primeira hora do baile. Estava tendo uma noite incrível.
Enquanto caminhava em volta do aposento com lorde Weston, um rapaz encantador na linha de sucessão de um ducado, ficou pensando no estranho rumo dos acontecimentos. Da área das solteironas para a bela do baile, e só bastou um pedido de casamento.
Fez uma pausa. Um pedido de casamento de Edward.
O marquês de Cullen.
E então, como se o tivesse conjurado, ele estava ali, ao lado dela. Pegando seu cotovelo, guiou-a pela lateral do salão.
– Está se divertindo? – perguntou, inocente.
– Sabe muito bem que estou – respondeu, por entre os dentes. – Você fez de propósito!
Ele então a surpreendeu com uma curva rápida, saindo por uma porta quase fechada do abafado salão de baile e dando em uma pequena sacada escondida.
– Não sei do que está falando.
Ela se virou para encará-lo, a silhueta destacada contra a luz dourada do salão de baile atrás.
– Você fez todos eles dançarem comigo! Por causa da lista! Que vergonha! – Respirou fundo, girando de novo para fitar o jardim às escuras e repetindo: – Que vergonha!
– Bella – disse Edward, confuso. – Sinceramente não faço ideia do que está falando.
Ela ergueu os olhos para o céu estrelado.
– Dançar todas as danças – explicou, baixinho. – Edward, nunca dancei tanto na vida quanto esta noite. Não pode me dizer que não teve nada a ver com isso. Você viu a lista.
– Claro que posso lhe dizer que não tive nada a ver com isso – insistiu –, porque não tive nada a ver com isso.
Ela se voltou para ele.
– É muito carinhoso, na verdade, que tenha se dedicado tanto para me ajudar a completar os itens. Acho que deveria agradecer-lhe por isso.
– Pode me agradecer, linda, mas honestamente não tive nada a ver com isso. – Ele deu um passo na direção dela. – Devo prová-lo para você?
Bella podia sentir o calor que seu corpo emanava, bem-vindo no ar frio da primavera.
– Por favor.
– Não gosto de vê-la dançar com outros homens. Preferiria que nunca mais comparecêssemos a outro baile para jamais ter que ficar de lado enquanto uma fila de cafajestes aproveita a oportunidade de tocá-la de forma inapropriada.
Ela arfou, indignada.
– Não foi inapropriado!
– Vai ter que se acostumar que eu seja o juiz dessas coisas. – Ele se aproximou, deixando poucos centímetros entre os dois. Ergueu a mão para tirar um cacho errante do rosto dela. – Eles foram inapropriados. Principalmente Weston.
Ela riu.
– Lorde Weston é louco pela esposa.
Lady Weston era considerada uma das mulheres mais bonitas de Londres.
– Ela não chega nem aos seus pés – disse ele, sincero, as palavras ricas e maravilhosas envolvendo-a.
Bella corou.
– Você realmente não fez nada?
Ele negou com a cabeça, um sorriso brincando em seus lábios.
– Não mesmo, Imperatriz. Mas não fico surpreso por eles quererem dançar com você. Está, afinal de contas, extraordinariamente linda esta noite.
Edward ergueu seu queixo e Bella ficou sem palavras.
– Ah, é?
– Sem dúvida – confirmou ele, segurando seu rosto com a mão em concha e virando sua cabeça só o bastante para garantir o ângulo perfeito do beijo.
Ele se deliciou nos lábios dela, provocando-a com pequenas mordidas em seu lábio inferior macio e carnudo, antes de tomar sua boca em um beijo profundo e apaixonado que enfraqueceu seus joelhos. A língua sedosa acariciou o lábio inferior, sondando dentro de sua boca para provar sua doçura. Bella suspirou nos lábios dele, ávida por mais, desesperada para que estivessem em qualquer outro lugar que não ali – qualquer lugar em que pudessem se deleitar um com o outro. Pressionou o corpo contra ele, ansiosa pelo seu calor e, conforme uma faixa de fogo se torcia no estômago dela, ouviu Edward emitir um rosnado.
– Eu devia saber que estaria aqui fora se aproveitando dela, Cullen. Garantindo que ganhou?
As palavras, ditas da entrada para o salão de baile, fizeram Bella se afastar num sobressalto. Mesmo sem ver quem falara, o desprezo em seu tom provocou-lhe um arrepio na coluna.
Edward enrijeceu e virou-se para ficar de frente para o recém-chegado, tentando bloqueá-la com seu tamanho.
– Oxford – disse, o tom cheio de advertência.
– Recebi a notícia de suas núpcias iminentes, Cullen. – falou Jacob, enquanto Bella saía de detrás do noivo para encarar o barão com os próprios olhos. – Confesso que fiquei muito surpreso em saber que havia descoberto um interesse tão grande em lady Isabella.
– Pensaria com muito cuidado antes de dizer mais alguma coisa, Oxford. – alertou Cullen, por entre dentes cerrados.
– Mas por que faria isso? – o barão balançava com cada palavra, e Bella não pôde deixar de se perguntar se estaria embriagado. – Não tenho nada a perder? Já perdi, não é?
Nesse momento, Alice e Emmett tropeçaram para dentro da sacada, interrompendo a conversa.
– Bella – chamou Alice, ofegante. – Você tem que vir comigo.
Os olhos de Bella se arregalaram.
– Por quê? O que aconteceu?
Alice lançou m olhar severo e autoritário na direção de Edward.
– Nada ainda, felizmente. – Virando-se de novo para a irmã, repetiu: – Você tem que vir comigo. Agora.
Bella balançou a cabeça, chegando para trás até sentir a proximidade de Edward. Diante do sorriso afetado do barão, o olhar suplicante de Alice e a expressão estoica de Emmett, virou-se para o noivo:
– Edward? – perguntou, confusão e insegurança na única palavra.
– Isabella. Vá com Alice – interrompeu Emmett.
Ela voltou-se para o irmão.
– Não vou, não. Não vou sair até alguém me explicar exatamente o que está acontecendo. – Virou-se para Alice e perguntou: – Allie?
A irmã suspirou.
– Estão dizendo que Oxford e Cullen fizeram uma aposta por você.
A ideia era tão ridícula que Bella riu.
– Que tipo de aposta?
– Estão dizendo lá dentro que Cullen apostou que Oxford não conseguiria a sua mão – explicou Emmett, os olhos cravados em Cullen, o desprezo quase incontido. – E, quando descobriu que o barão estava perto de conquistá-la... ele a tomou para si.
– Estão dizendo que você foi desvirtuada, Bella, e que é por isso que Cullen... – Alice deixou a voz sumir.
Bella riu de novo.
– Que dramático. Podem imaginar? – Ela voltou os olhos sorridentes para Edward, esperando que ele partilhasse de seu divertimento. Diante da expressão dura e imóvel, no entanto, a verdade se abateu. – Ah. – E olhou para o presunçoso Oxford. – Ah.
– Pobre garota. Achou que ele realmente a queria – escarneceu, com um sorriso afetado.
– Pare, Black. – As palavras de Edward eram gélidas.
Bella se virou para ele.
– Você fez uma aposta? Por mim?
– Ah, se fez – disse Jacob, orgulhoso, como se estivesse satisfeito pelo papel que desempenhava no momento que mudaria a vida dela para sempre. – Apostou que não se casaria comigo. E quando parecia que eu poderia ganhar, dobrou o valor e a cortejou para se assegurar de que ganharia. Suspeito que se aliar à sua família para garantir à irmã dele um lugar sólido na sociedade tenha sido uma vantagem adicional.
Bella não desviou o olhar de Edward.
– É verdade? Você fez uma aposta por mim?
Houve uma pausa, enquanto ele procurava a resposta certa. E, naquele momento, Bella soube.
Edward deu um passo na direção dela e Bella chegou para trás. Alice colocou a mão na cintura da irmã para reconfortá-la, enquanto o marquês dizia, quase desesperadamente:
– Não foi assim.
– Quanto?
– Bella – sussurrou Alice, tentando evitar uma cena, mas Bella ergueu a mão para deter suas palavras.
– Quanto, milorde?
Ele desviou o olhar.
– Duas mil libras.
Bella sentiu como se sua respiração tivesse sido arrancada dela.
– Quando? – sussurrou.
– Bella...
– Quando? – repetiu, mais alto.
– Na tarde do baile de noivado da sua irmã.
O rosto de Bella ficou transtornado.
– No dia em que me tirou para dançar.
Os olhos dele se arregalaram ao registrar a coincidência.
– Bella...
– Não. – Ela balançou a cabeça. – E quando dobrou a aposta?
Sem obter uma resposta, virou-se para Oxford.
– Quando ele dobrou a aposta?
O barão hesitou.
– Terça-feira.
Na manhã em que ele pedira sua mão. Há pouco tempo, ainda pensava nela como nada além de uma aposta.
– Eu devia ter imaginado – sussurrou Bella, o som tão triste, tão cru, que Edward achou que seu coração poderia se partir. – Devia ter percebido que você não... que não poderia mesmo... – deixou a frase morrer. Respirou fundo antes de olhar para ele, os enormes olhos castanhos brilhando com lágrimas não derramadas, e acrescentou: – Eu o teria ajudado com Rosalie de qualquer modo. Teria feito qualquer coisa que me pedisse.
A verdade de sua antiga devoção inabalável a dominou e uma única lágrima escorreu por sua face, antes de Bella enxugá-la com irritação. Mal podia ouvir os sons do baile do outro lado por causa do sangue martelando nos ouvidos, enquanto uma onda familiar de insegurança se quebrava em cima dela.
Fora tão, tão burra.
Quantas vezes dissera a si mesma que Edward não era para ela? Que ela era sem graça demais, rechonchuda demais, inexperiente e maçante demais para atrair o interesse dele? Quantas vezes fora advertida? Por sua família, seus amigos, pela amante dele, pelo amor de Deus! E ainda assim se permitira acreditar que a fantasia poderia ser real. Que, um dia, o mundo havia se inclinado só um pouquinho em seu eixo, e que Edward se apaixonara por ela. E ali estava ele... apostando no futuro dela. Brincando com suas emoções e com seu amor como se ela fosse um brinquedo a ser usado e então posto de lado.
E se sentia tão posta de lado.
Era muito fácil acreditar que significava tão pouco para ele. Tão tentador cair de volta na invisibilidade confortável que advinha de ser uma mulher passiva a quem tão poucas pessoas davam atenção de verdade. E isso era o que mais doía.
Aprumou-se até ficar totalmente ereta e endireitou os ombros antes de falar, sem qualquer emoção na voz:
– O senhor realmente ganhou, milorde. Pois não só não vou me casar com o barão de Oxford como também não vou me casar com o senhor. Eu o libero do nosso noivado. Está livre para voltar à sua vida de complacência e devassidão.
Ele abriu a boca para falar, para deter as palavras dela, para explicar tudo – seu orgulho bobo, a raiva ridícula e irracional diante do idiota de Oxford –, mas ela o interrompeu antes que pudesse dizer qualquer coisa:
– Só peço que fique o mais longe possível de mim.
E então havia partido, empurrando Emmett e Oxford para voltar ao salão de baile atrás deles, Alice acompanhando-a de perto.
Edward se moveu para segui-la, rompantes de insegurança e orgulho percorrendo seu corpo em igual medida diante da recém-descoberta força dela, de sua confiança poderosa, da relutância em comprometer seus desejos. Queria alcançá-la e dizer-lhe toda a verdade – que ele não se importava com a estreia de Rosalie ou com a reputação de sua família ou com mais nada, além dela.
– Deixe-a.
As palavras, duras e insensíveis, vieram do conde de Swan, que se colocara entre ele e a entrada do salão de baile no instante em que sua irmã havia escapado.
– Nunca quis magoá-la. A aposta não significa nada. Não preciso do dinheiro, Swan. Você sabe disso.
– Sei, de fato. E não entendo inteiramente o que o convenceu a continuar com esse jogo ridículo. – Emmett permaneceu imóvel, desafiando Edward a vir para cima dele. – Mesmo assim, a magoou. E, se chegar perto dela de novo, vou espancá-lo. No momento, vamos nos divertir muito lidando com um noivado desfeito.
– O noivado não está desfeito.
A voz de Edward era como aço.
– Deixe para lá, Cullen. Ela não vale a pena – comentou Oxford, alegremente.
Edward encarou o homem, de quem quase se esquecera, o arrogante insuportável que havia destruído sozinho a melhor coisa de sua vida, e perguntou:
– O que disse?
– Que ela não vale a pena – continuou o barão, sem se dar conta da expressão no rosto de Edward, o corpo retesado. – Sem dúvida, a melhor coisa das solteironas é que estão ávidas por uma migalha, mas não acredito que você precise recorrer a uma tão sem graça e desinteressante quanto essa. Apesar de parecer mais do que disposta a levantar as saias para você... e suponho que isso seja alguma coisa.
Emmett enrijeceu e uma fúria, quente e rápida, percorreu Edward diante das palavras, tão degradantes e desagradáveis, dirigidas à mulher que planejava tomar como esposa. Porque não havia absolutamente dúvida nenhuma de que Bella iria ser sua esposa.
Bêbado ou não, Oxford iria pagar por suas palavras.
Esticando as mãos, ele agarrou Oxford pela lapela do sobretudo e o arremessou contra a parede de pedra na lateral da sacada. A força do golpe tirou o fôlego do barão e, arfando, ele desabou no chão, segurando o peito. Por sobre o nariz longo e elegante, Edward fitou a criatura vil aos seus pés e anunciou:
– Acabou de contestar a honra de minha futura marquesa. Escolha seu padrinho. Eu o verei ao amanhecer.
Deixando Oxford cuspindo no chão, Edward então virou-se para encarar Emmett.
– Quando tiver terminado com ele, vou procurar sua irmã. E, se pretende me manter longe dela, é melhor ter um exército do seu lado.
Aposta e orgulho estúpidos. Jacob merece isso e mais!
Bianca Cullen Riddle: A tragédia já começou antes mesmo de poder começar bafafá de flagrante e tal. A fofoca já tomou outro rumo. A gente acha que notícia corre rápido nos dias de hoje, mas é porque não conhecemos a aristocracia londrina hahahahaha Triste, mas ao menos ele não tentou mentir e enganar...
Isabela: Pois é. A gente acha que criança não entende muito bem e tal, mas tem marca que fica pra sempre até.
Duda Makalister: Descobriu agora, de forma humilhante na frente dos outros - além de, claro, as datas terem coincidido para parecer ainda mais como uma aposta verdadeira apenas pelo dinheiro. Caquinha do Edward, vamos ver como ele vai consertar.
MilaG: Fico feliz que esteja melhor, querida. O que achou dessa descoberta? Triste hein? Tava indo tudo tão bem...
Nanny: Poxa, perdão, nega. Não deu mesmo. Você nem imagina o quanto foi corrido, não consegui nem 10 minutinhos no trabalho.
mari A: Parece que vai ser essa mesmo, já que a maioria dos votos até agora tem favorecido O Anjo Caído, rs. Eles conquistam a gente mesmo, amo também!
ThammyCristina: Que bom que gostou do último, já não sei se será o mesmo com esse aqui kkkkk. Casamento? Hm, será que rola? hahahaha
Ktia S.: Conseguiria se, ao menos, tivesse ido lá. Não saio de casa, tá foda.
PennySLove: Então tu tá com a maioria! Anjo Caído está ganhando de lavada :D
kjessica: Pois é, as marcas ficam para sempre, mas neste caso ele pode superar. Tenho casos conhecidos e um inclusive é comigo, sobre essas marcas da infância... Não é fácil não :( Então, eu achei estranho você não ter comentado, percebi sua falta mesmo rsrs Adoro que me acompanhe assim, significa muito, obrigada!
Tardei, mas não falhei! rsrsrs Muito corrido, peço desculpas pelo atraso. Sexta sem falta, juro, virá o próximo! O Anjo Caído está liderando a votação que, inclusive, encerra no próximo (e último) capítulo *chora*
Beijinhos!
