EPÍLOGO
Kyoko partiu a Yamadera tão logo possível. Levou consigo apenas os contatos do casal Darumaya e de Hamada-san. Como companheira de aventura, uma mochila de viagem estufada com todos os itens que ela julgava serem necessários. Não sabia quanto tempo ficaria fora, nem se passaria todo o período em um só lugar; tudo dependia de sua própria vontade, e Kyoko se sentia aberta a mudanças. Fez questão de levar a pedra Corn, mas deixou a princesa Rosa para trás, com o casal, por ser pequena e fácil de perder.
Despediu-se ainda de madrugada de Taisho e Okami-san, com a promessa de que se cuidaria muito bem. Levava consigo uma carta do casal e a recomendação de entrega-la a Akemi-san. "Tenho certeza de que ela a acolherá!", dissera Okami-san.
A viagem que durou quase o dia inteiro na época da fuga do casal, para Kyoko durou menos de 4 horas. Chegando a Yamagata, caminhou ao longo do rio e observou quanto movimento havia àquela hora da manhã. "Parece que muita coisa mudou desde a fuga dos dois! Será que eles sabem?", perguntou-se. Muitas lojas de souvenires e turistas reunidos, embora bem menos do que ela estivesse acostumada tanto em Kyoto quanto em Tóquio, contradiziam toda a expectativa que Kyoko havia depositado sobre aquela viagem. Até o momento, o vilarejo não parecia tão tradicional assim.
Começou a subir a montanha que abriga o templo, para descobrir logo na entrada que o acesso não era gratuito como nos templos que conhecera em Kyoto. Pagou a pequena taxa e começou seu percurso até o topo, observando que o templo, na verdade, era um complexo religioso com dezenas de construções ao longo da montanha, todas levando ao santuário principal, no cume.
Todo o cenário era de tirar o fôlego, mas ainda assim Kyoko se perguntava como aquele lugar poderia ser um retiro espiritual, se era tão visitado por turistas. "Locais de meditação não deveriam ser silenciosos e calmos?".
"Moça, o seu ki está me atrapalhando! Conserte-o!"
Kyoko olhou para trás e para baixo, e viu uma menina de cerca de oito anos, que falava como um adulto, olhando autoritariamente para ela. Usava as vestes típicas do templo, então a garota concluiu que deveria se tratar de uma aprendiz.
"Ayumi, não aborde assim os visitantes!", um homem de meia-idade e rosto simpático, usando trajes semelhantes, advertiu a menina. "Desculpe, senhorita. Minha filha se agita muito quando entra em contato com...". Após uma pausa desconfortável, na qual o homem olhou Kyoko de cima a baixo com a expressão de extrema concentração, Kyoko sentiu sua irritação crescer, o que fez a pequena Ayumi soltar uma exclamação irritada e o homem se apressar em levar todos para dentro do santuário.
"Senhorita, por favor, queira me acompanhar. Meu nome é Akio e sou o sacerdote deste templo".
"Akio-san!"
N/A – Nem sei como agradecer às pessoas que me apoiaram durante esta fic, em especial mutemuia e ktoll9. Vocês são incríveis! A primeira série da trilogia está concluída e já iniciarei a segunda parte, CURANDO REN. A previsão é de que seja uma fic menor que esta, e logo entrarei na terceira e última parte, APRENDENDO A VOAR.
