Bella Cullen PDV

— O que aconteceu? — eu entrei correndo na sala, meu corpo suado e o coração batendo com força. Eu tinha acordado sozinha na cama e desci as escadas correndo atrás de Edward, preocupada.

— Onde ele está? — gritei chamando a atenção de Rosalie, Esme, Emmett, Anthony e Carlisle, que estavam juntos ali.

— Edward morreu! Jacob matou ele — Esme se virou chorando.

— Você está feliz agora? — Carlisle gritou comigo. — Ele morreu por sua causa.

— Não não, me diz que é mentira, por favor — comecei a chorar desesperada, olhei para todos da família Cullen, mas estavam todos desolados.

— Anthony, por favor — supliquei indo até ele e o agarrando.

Como poderia continuar a olhá-lo?

— Você é a culpada de tudo, ele te amava e o que você fez? — cuspiu para mim.

— Você o matou — Rosalie gritou para mim com um olhar de puro ódio que nunca tinha visto em seus olhos azuis.

— Não, não! — gritei sentindo meu peito ser esmagado.

Eles se afastaram e percebi pela primeira vez, que estavam ao redor de um caixão preto.

Meu corpo todo gelou e me aproximei.

Edward estava deitado nele completamente imóvel e pálido como nunca. Suas mãos cruzadas, usava um terno preto. Morto.

— NÃO, EDWARD, NÃO!

Gritei perdendo as forças e caindo em um chão sem fundo, meu corpo girando, girando e girando.

— Bella, Bella acorda — alguém me sacudia com força.

Eu abri meus olhos, sentando na cama assustada. Meu corpo tremia. Edward me encarava preocupado. Um engasgo rompeu em meu peito e chorei com força.

— Calma, você teve um pesadelo, calma — passou seu braço livre da tipoia em mim.

Passei a mão em meu rosto limpando minhas lágrimas e vi sua face próxima a minha. Ele parecia ter se levantado a algum tempo.

— Você tá aqui, você tá vivo! — o abracei com cuidado, fungando.

— Eu estou bem, Bella.

— Não, você não estava, você tinha morrido.

— Foi só um pesadelo.

— Não, não foi, podia ter sido real — coloquei a mão em seu ombro machucado. — Se Jacob tivesse... se ele tivesse…

Eu nem conseguia colocar as palavras para fora.

— Mas eu estou aqui Bella, nada aconteceu.

Eu o abracei com força ainda chorando.

— Eu estou aqui, estou aqui — Edward disse sua mão acariciando meu cabelo. Ele se virou e beijou meu rosto, mas eu precisava de mais, queria sentir que estava realmente ali comigo.

Então virei meu rosto no momento que percebi que ia me beijar de novo.

Nossos lábios se tocaram e todo aquele sentimento explodiu dentro de mim. Me virei agarrando seu pescoço e o beijando com força. Seu hálito estava com gosto da pasta dental, sabia que deveria escovar a boca, mas não podia parar o beijo nunca.

— Bella, o que está fazendo? — Edward quebrou o beijo ofegante.

Seus olhos verdes me encarando, eu podia me ver refletida neles.

— Eu quero você — declarei puxando sua boca de volta para mim.

— Bella — arfou, minha mão deslizando por seu peito.

— Eu não quero perder você Edward, quando eu percebi que você podia ter morrido eu percebi que.. eu não posso ficar sem você. Foda-se o dinheiro, o poder, eu não quero nem preciso de nada disso, eu só quero e preciso de você — admiti chorando.

E como imaginei ele deu aquele maldito sorriso, seus lindos olhos brilhando e me senti ainda mais apaixonada por ele.

— Você está falando sério?

— Sim, eu quero ser sua, como uma esposa deve ser. Quero que nosso casamento seja real — admiti.

Eu não conseguia parar de pensar nisso, queria ser toda dele.

— Ah Bella, Bella — me puxou com seu braço livre e me beijou dessa vez tão entusiasmado como eu.

Deslizei minha mão por seu pescoço e seu ombro, ele soltou um gemido de dor.

— Me desculpa — falei quando percebi que apertei seu machucado.

— Ah tudo bem, mas isso tá doendo, puta merda!

— Desculpa — pedi de novo e fiz uma trilha de beijos suaves até seu machucado.

Edward me puxou fazendo carinho em meu rosto.

— A gente pode esperar até eu me recuperar? Quero segurar você direito quando fizermos isso.

— Três semanas, tudo bem — eu assenti com um biquinho.

Seria difícil, mas iria resistir.

— Vem vamos deitar, quero aproveitar isso se eu estiver sonhando — sorriu me puxando para a cama.

— Isso não é um sonho, mas deixa eu usar o banheiro rapidinho.

Ele assentiu e me afastei caminhando até o banheiro, escovei a boca e lavei o rosto, sorrindo para minha imagem ansiosa no espelho.

Edward estava deitado na cama e sorriu quando saí, esticando seu braço livre da tipoia, eu deitei por cima dele, colocando minha cabeça em seu peito e ouvi seu coração bater.

Depois do medo que senti achando que iria perdê-lo e do pesadelo, aquele se tornou o som mais lindo do mundo. Enquanto seu coração batesse ele estaria vivo e nós estaríamos juntos.

— Ah Bella — sua mão afagou meu rosto.

Eu fechei meus olhos sorrindo e apreciando seu carinho.

Levantei deixando nossos rostos próximos, segurei seu rosto com minhas duas mãos, sua barba estava começando a espetar.

— Você tomou seu remédio?

— Ainda não está no horário. Você é tão linda!

— Você também é — beijei a ponta de seu nariz e rimos um para o outro.

— Que droga! Está me matando não poder te tocar como eu quero — reclamou. — Não sabe como foi difícil ficar esses dias todos ao seu lado e não poder fazer nada, agora que posso esse fodido braço não deixa.

Eu sorri.

— Eu sei, foi difícil para mim também. São só alguns dias, podemos aguentar. Se preocupe em ficar bom.

Abracei-o.

— Enquanto você estiver do meu lado, tudo vai ficar ótimo. Eu só preciso de você.

— Eu só preciso de você também,

Quando nos tornamos tão melosos assim?

Eu não sabia, mas não queria parar.

Ficamos alguns minutos apenas abraçados e trocando beijos suaves, sentindo aquele sentimento nos dominar. Não precisávamos falar aquelas três palavras para saber o que estávamos sentindo.

— Dormiu? — perguntou suave.

Levantei meu rosto que estava apoiado na curva de seu pescoço.

— Tenho que me levantar, preciso trabalhar.

Ah, não!

— Você não pode ir Edward, ainda está machucado — falei com uma carranca.

— Bella, eu estou bem.

— Não, você não está bem. Você tomou um tiro se lembra?

Ele suspirou.

— Sim, mas…

— Mas nada. Não vai por favor, fique aqui comigo. Deixe eu tomar conta de você hoje. — pedi com um biquinho.

Ele me observou por um momento antes de esticar sua mão e acariciar meu cabelo.

— Tudo bem, eu fico.

Eu sorri sentindo uma satisfação por aquela pequena vitória.

— Você é uma bruxa, sabia?

— Por que? — eu ri.

Seus olhos verdes me olharam profundamente.

— Não há nada, nada nesse mundo que você me peça com esses olhos, sua voz e falando por favor que eu não vá ser capaz de fazer. Você é a minha maior fraqueza, Bella.

Eu não disse nada e apenas o beijei, pois ele também tinha se tornado a minha.

Edward passou o dia no quarto eu só deixei levantar para ir ao banheiro.

Sua mãe e irmã vieram visitá-lo e sempre traziam comida para nós dois. Esme sorriu para mim quando chegou e percebeu que estávamos diferente. Eu não precisei dizer nada para ela entender que tínhamos nos acertado e pareceu exultante.

Anthony veio de noite preocupado com o irmão e contou que ainda não conseguiram descobrir onde Jacob estava se escondendo, esperava que ele se lembrasse da nossa conversa.

Eu queria o sangue desse cachorro escorrendo no chão.

Edward e eu ficamos abraçados na cama a maior parte do tempo, pouco falávamos e apenas apreciávamos o novo passo que tínhamos dado.

Quando acordei no outro dia ele já estava em pé terminando de abotoar sua blusa só com uma mão.

— Por que não me chamou? — reclamei bocejando e levantando da cama o ajudando a passar o braço e prender a tipoia.

— Você estava tão serena dormindo, não quis perturbá-la.

— Não iria, você não precisa trabalhar hoje.

— Bella, eu tenho que ir. Preciso resolver a confusão que esse tiroteio com certeza causou.

Eu suspirei.

— Me espere aqui, então. Vou me arrumar também.

Ele assentiu com um pequeno sorriso, eu corri para o banheiro.

Todos estavam na mesa quando chegamos e perguntaram como Edward estava se sentindo.

Ele estava bem, mas sabia que seu machucado ainda doía muito.

— Vamos ter que adiar a coroação até estar melhor Edward — Carlisle falou.

Ele suspirou ao meu lado e eu apertei sua mão suavemente debaixo da mesa, sempre estava nos tocando quando ele não segurava nada para comer.

— É, eu imaginei.

— Ah que pena, estava tão ansiosa — Rose falou.

— Ainda vai acontecer, quando estiver 100% marcaremos uma nova data.

— Tudo bem pai, eu entendo.

Terminamos o café e Edward subiu para o quarto, pois havia esquecido o celular.

Eu aproveitei que ficamos sozinhos e o abracei.

— Toma cuidado, por favor

— Eu vou, não se preocupe.

— É bom mesmo, quero você inteirinho para mim.

Ele riu e me puxou pela cintura com sua mão boa me beijando.

Eu não conseguia parar de fazer isso.

Seus beijos, seus lábios, eu era apaixonada.

Ele nos separou segurando meu queixo.

— Quando voltarmos temos algo sério para discutir — apertou seu indicador no meu nariz.

— O que? — franzi meu cenho.

— O meu prêmio da aposta que eu ganhei — piscou sorrindo.

Eu o empurrei em seu ombro bom.

— Você não ganhou nada.

— Não?

— Eu nunca disse que gosto de você. — ressaltei.

Ele bufou.

— Você disse que não pode ficar sem mim e quer ser minha esposa.

— Isso é diferente de gostar, quem eu vou atentar se você morrer?

Ele riu.

— Continue dizendo isso — me beijou de novo. — Mas eu sei que você gosta de mim.

Eu não podia negar mais.

— Ah sai daqui senão atiro no seu outro ombro — ele riu e me puxou pela cintura, me dando um último beijo antes de ir.

Eu me joguei no sofá quando saiu e suspirei.

Eu queria tanto aquele homem, como aguentaria ficar três semanas sem tocar nele?

Fodido Jacob! Esperava que tivesse uma morte bem dolorosa.

Edward Cullen PDV

— Você e Bella parecem diferentes um com o outro — Anthony comentou enquanto entramos no carro com ele dirigindo.

Dei um pequeno sorriso. Eu ainda não conseguia acreditar que tínhamos nos acertado e que admitiu que queria ficar comigo.

Ela não tinha dito que gostava de mim, mas não precisava dizer, eu podia sentir que estava tão rendida como eu, eu podia sentir a força e a imensidão do sentimento que nos envolvia. Era maior do que qualquer sentimento que podia existir nesse mundo.

O dia passado tinha sido tão bom, só ficar abraçadinho com ela na cama trocando beijos. Eu me sentia como um adolescente e faria tudo que fosse possível para me recuperar logo desse machucado.

Não via a hora de me ficar bom e poder tocar e segurar nela como queria.

— Precisei levar um tiro para ela querer ficar comigo, pelo menos isso valeu de alguma coisa. Se soubesse eu mesmo tinha dado um antes.

Ele riu.

— Tirou a sorte grande mano.

Eu suspirei e o encarei.

— Você também vai ser feliz com alguém um dia.

— É, vamos ver. Não estou preocupado com isso — deu de ombros.

— Preciso contar uma coisa — ficou sério de repente.

— O que?

— Bella mandou que eu matasse Jacob.

Eu arfei.

— Como assim?

— Ela foi no meu quarto e disse que queria que ele morresse, tá caidinha por você mano.

Eu sorri todo bobo. Minha mulher era uma caixinha de surpresa, estava amando aquele lado malvado que estava revelando.

Minha garota poderosa, ela não tinha ideia de como era perfeita para mim.

— O que eu devo fazer?

— O que ela mandou. Ou eu mesmo faço, assim que colocar as mãos nele. Não consigo entender como ele tá conseguindo escapar da gente assim.

— O cara parece ter evaporado, até o sistema de vigilância que Isaac hackeou com a ajuda de Charlie, não conseguiram encontrar nenhuma pista dele.

— É, mas uma hora ele vai vacilar, aí a gente pega ele.

— Isso mesmo! — aproveitou o sinal vermelho e se virou, demos nosso soquinho de mãos.

Tivemos uma reunião com o conselho mais tarde, todos estavam putos pelo que tinha acontecido bem debaixo do nosso nariz.

— Alguém tem que tá ajudando Jacob para ele conseguir escapar da gente assim — Eleazar comentou quando todos se acalmaram mais.

Isso era o que mais estava remoendo. Só em pensar que tinha um traidor entre nós.

— Mas quem faria isso? — Jeremy perguntou.

— Talvez não seja um traidor — Laurent falou — Isaac descobriu que Jacob conseguiu acesso a uma conta que o pai dele tinha em um paraíso fiscal. Deve tá pagando caras aleatórios para trabalhar para ele. Muita gente faz qualquer coisa por dinheiro, ainda mais se for um membro renegado da Grand C.

— Seja o que for, não podemos mais deixar isso acontecer. Jacob chegou perto demais é hora de dar um basta. — falei firme.

— Sim, podia ter perdido meu filho e é inadmissível isso que aconteceu. Já coloquei vários soldados rodando a cidade atrás dele, vamos pegá-lo logo. — meu pai concordou e eu assenti.

Logo mais Jacob Black morreria.

Uma semana se passou e tentava não me preocupar muito com Jacob, mas o cara parecia ter sumido do Estado e isso me atormentava. Sabia que deveria estar em um beco escuro planejando seu próximo passo e tínhamos que pegá-lo antes disso acontecer.

Por outro lado, minha relação com Bella tinha saído do nada para tudo. Mesmo que não falássemos nada sobre o que estavamos sentindo de verdade, vivíamos como dois adolescentes trocando juras de amor, provocações e confissões.

Eu não aguentava mais não poder tocar minha esposa como gostaria, ainda mais quando ela não escondia e fazia questão de mostrar como me queria. Desfilando por nosso quarto com roupinhas pequenas e sexys de seda e renda.

O dia que seria nossa coroação passou sem grandes acontecimentos, ainda continuava o subchefe e seria assim até o dia que meu pai me passasse o título, depois me tornaria o Grand Chefão e governaria a Grand C.

O dia 26 chegou trazendo nosso primeiro mês de casados. Eu queria fazer algo especial para ela, mas infelizmente ainda não podia. A noite mamãe fez um jantar especial para nós e ficamos em casa. Charlie estava presente e apesar de não ter sido como eu queria, nossa noite foi boa, com nossa família reunida.

— Olha Bella, acho que um ponto caiu — falei saindo do banheiro entusiasmado, tinha pouco mais de uma semana que me feri e no dia seguinte teria uma consulta para retirar os pontos.

Minha boca se abriu ao ver Bella e paralisei.

Ela estava com um pé apoiado na cama e passava um hidratante em sua perna, sua mão esfregando suas coxas e mais para cima usava um shortinho curto que só cobria sua bunda e uma blusinha de alças finas que marcava seus seios. O tecido era de seda e em um tom azul com bolinhas pequenas e brancas. Ela se endireitou e engoli em seco, quando se aproximou de mim, colocando as mãos ao redor do meu machucado. Eu podia ver o contorno de seus mamilos pequenos eriçados, merda.

— Isso é ótimo, está cicatrizando muito bem.

— É… — murmurei engolindo em seco.

Seus olhos vieram para meu rosto e sua palma esticou em meu peito, queimando minha pele.

Eu estava só com uma bermuda folgada.

— Você está muito linda, essa cor fica boa em você — coloquei minha mão livre em sua cintura, sentindo o tecido liso do seu babydoll.

Bella respirou fundo, sua mão subiu pelo meu pescoço.

— Sabe, acho que somos o primeiro casal a casar e ficar sem fazer isso logo no começo.

Eu ri.

— Disso eu não posso discordar.

— A gente não precisa do seu braço para fazer isso, só disso — sua mão deslizou pelo meu estômago parando abaixo do meu umbigo, seus dedos roçando o elástico da bermuda.

— Droga, Bella já é difícil demais — me afastei dela, respirando fundo. — Sei que podemos fazer isso, mas não quero fazer assim. Eu quero te segurar com minhas mãos e.. droga, ainda dói mexer o braço.

Ela suspirou.

— Tudo bem, mais alguns dias podemos passar por isso, se você parar de ficar sem blusa na minha frente.

— Então você vai ter que usar uma burca.

Nós rimos juntos.

— Ok, vamos dormir — suspirou puxando o lençol da cama.

Nós nos deitamos e desligamos as luzes, ela dormia do meu lado esquerdo e por baixo da coberta segurei sua mão, entrelaçando seus dedos.

— Eu estou feliz de ter casado com você.

— É, eu também.

Eu sorri feliz.

Os dias correram, ainda estávamos sem nenhuma pista de Jacob e apesar de estarmos em vigilância constante, seguimos nossa rotina normal.

A nova data da coroação foi marcada para o fim do mês de julho, depois da festa de noivado de Rosalie.

A noite estava se tornando cada vez mais difícil para dormir, ficamos lado a lado, sem nos tocar. A tensão entre nós me deixava com a boca seca e meu maxilar estava dolorido de tanto que o apertava.

Sem saber como, conseguimos vencê-la e mais dias passaram, até que tive outra consulta com o dr. Grandy, dessa vez em seu consultório.

— Cicatrizou muito bem, Edward. — elogiou quando viu meu machucado e o exame da tomografia. — Parece que está tudo certo — encarou o exame.

— Então já estou liberado para tudo? — perguntei ansioso.

Ele riu.

— Calma, a hipoderme é a camada mais profunda da pele e demora mais para cicatrizar, ela não está 100% ainda e nem seu músculo que ficou imobilizado. Vou passar por algumas sessões de fisioterapia, para ajudar na recuperação. Não precisa mais da tipoia, mas evite movimentos bruscos e pode pegar peso, se não doer o machucado.

— Sessenta quilos pode?

— Nada acima de cinco, daqui uns dias vamos fazer outra avaliação

— Tudo bem — concordei, aliviado de ao menos já estar sem tipóia.

Ele fez alguns exercícios e apesar de doer e sentir queimar um pouco, consegui levantar e movimentar o braço, sabia que com meu foco não demoraria muito para melhorar de uma vez.

Não via a hora de poder chegar em casa e poder contar para Bella isso. Sabia que não demoraria muito para eu fazê-la minha. E já estava planejando um fim de semana especial só nós dois, longe de tudo e todos.

Porém tive que voltar para o Clube Oculto e trabalhar em uma encomenda que estava negociando, a tarde fui surpreendido com uma visita.

— Chefe, sua esposa está aqui — um dos guardas disse ao bater na porta e a abriu.

— Minha esposa? — me levantei surpreso da cadeira e ele abriu mais a entrada

Gemi internamente ao vê-la, estava tão linda.

Usava um vestido curto de mangas compridas e um decote quadrado, um cintinho branco marcava sua cintura e combinava com a bolsa da Prada branco, suas pernas pareciam maiores na sandália de salto bege.

Eu era o homem mais sortudo do mundo.

— Bella, o que faz aqui?

— Pedi para sua mãe me deixar aqui depois que saímos da reunião, nunca tinha vindo aqui.

— Foi tudo bem lá? Entre.

— Ah sim — entrou olhando ao redor, colocou a bolsa em cima da cadeira — Tanya entra muda e sai calada e as outras mulheres são bem participativas. Conversei com Lucy também e dei até quinta feira para ela pagar o que deve, caso contrário nossos homens vão fazer uma visitinha para ela. — piscou.

Eu sorri.

— Você está gostando disso, não está?

— É, estou. — admitiu. — Ver aquelas mulheres todas tendo que me obedecer… gosto de sentir o poder que tenho com elas.

Meu sorriso se abriu ainda mais.

— Você é perfeita para mim — sem aguentar mais a puxei e beijei seus lábios com força. Segurei-a finalmente com as duas mãos descendo até seu quadril, apertei um pouco e doeu mais do que imaginei. Droga.

Bella retribuiu abraçando-me pelo pescoço, mas quebrou o beijo e me olhou atenta, sua boca se abrindo um pouco.

— Você está sem a tipoia, Edward! Não pode.

Eu sorri de ela só ter percebido aquilo nesse momento.

— Fui ver ao médico mais cedo manhã, o buraco já fechou bem e só falta cicatrizar melhor uma parte da pele que fica mais profunda e o músculo. Fiz alguns exercícios para fortalecer o ombro que ficou muito tempo parado. Ele disse que se não doer eu posso até levantar o braço, só não exagerar muito.

— Ah, isso é ótimo. Sei como estava impaciente usando a tipoia — beijou meu ombro em cima da blusa.

— Só vou sentir falta da minha enfermeira.

Bella riu.

— Eu vou tá aqui, sempre que quiser — sussurrou e eu não aguentei a beijando de novo.

Queria mais e mais dela.

Eu não aguentava mais esperar.

Antes era mais fácil dormir com ela ao meu lado, pois nunca a forçaria fazer algo que não queria. Mas naquele momento que eu sabia que ela também queria e ficávamos trocando beijos a noite e carinho, beirava o insuportável.

Eu vivia constantemente com tesão acumulado e descontando minha frustração em qualquer pessoa que não fosse ela. Levantei da cadeira, segurando Bella com meu braço bom e a coloquei em cima da minha mesa.

Doeu um pouco, mas não iria parar.

Foda-se esse ombro idiota, eu iria fazê-la minha ali mesmo.

Desci e subi minhas mãos por seu corpo e abri suas pernas, tocando suas coxas.

— Quero você Bella, eu não aguento mais.

— Eu também te quero, Edward, não aguento mais.

Nos beijamos com força e a toquei entre suas pernas, sentindo o tecido de sua calcinha rendada. Ela quebrou o beijo e afastou seu rosto, seus lábios vermelhos dos meus e puxou minha mão.

— Edward… temos que parar.

— Por que, você não disse que queria? — franzi meu cenho.

— Mais aqui?

Eu respirei fundo tentando controlar a chama incontrolável do desejo que sentia por ela.

— E isso importa? Não aguento mais, Bella… já esperamos tempo demais. — voltei a beijá-la, ela se afastou.

— Mas… mas eu não quero que minha primeira vez seja em uma mesa — sussurrou.

Eu estaquei e me afastei um pouco, olhei-a.

— Como assim primeira vez? — franzi minha testa.

— Primeira vez ué — deu de ombros sem olhar para mim.

Minha boca se abriu.

— Bella, você é virgem?

— Sim, tem algum problema com isso? — cruzou os braço e empinou o nariz.

— Não claro que não, mas eu pensei que você e Jacob…

Eu lembrava muito bem dele sugerindo que já havia feito isso com ela. Ele só queria me provocar. Aquele fdp.

— Eca! Não. Ele queria e confesso que eu também quis, mas agora vejo que foi um livramento de Deus, odiaria se minha primeira vez tivesse sido com ele.

Eu queria explodir de felicidade, ao saber que ninguém a tinha tocado daquela forma, que seria seu primeiro. Que seria o único.

Não que importasse muito, mas meu lado pervertido amou saber disso.

— Mas você quer que seja comigo? — que pergunta idiota a se fazer, percebi. — Você é meu marido ou não? Se achar melhor, posso chamar um dos seus soldados e..

— Claro que não, pare com isso. — me afastei dela. — Mas se você quiser esperar mais, podemos esperar. Não quero que ache que tem que fazer isso porque estamos casados e..

— Eu quero fazer isso, Edward. Quero consumar nosso casamento, estou cansada de fugir de tudo que eu sinto.

— E o que você sente?

Balançou a cabeça e pulou da mesa arrumando sua roupa.

— Vamos para casa — disse e eu sorri, por ela fugir de mim.

Porém uma hora ou outra, ia ter que admitir o que sentia.

— Vamos — entrelacei nossas mãos.

Bella Cullen PDV

Eu estava de olhos fechados tentando dormir.

Já havia contado carneirinho, orei, implorei, cantei, me imaginei em um lugar calmo e bonito, fiz tudo que era possível, mas aquela noite estava difícil demais para dormir.

Tinha três dias que Edward estava sem a tipoia e todos os dias ele fazia fisioterapia e exercícios, parecia cada vez melhor, apesar de ainda saber que ele sentia dor quando movimentava demais o braço.

A tensão entre nós só tinha aumentado, bastava um toque para o choque acontecer.

Aquela noite estava insuportável, ficar no nosso quarto. Eu também não tinha facilitado muito, vesti uma camisola de seda bem sexy vermelha e curta, com detalhes de renda na lateral, os olhos dele quase saíram do seu rosto quando viram eu saindo do banheiro. Ele murmurou apenas um boa noite e se virou do outro lado da cama, quando me viu. Eu ri e me afundei no cobertor, Edward só sabia dormir com o ar condicionado gelando tudo.

Ele não voltou a dizer algo, mas sabia que também não estava dormindo.

Eu me mexi virando na cama e encontrei suas costas largas, ele tinha algumas pintinhas ali. Apesar de ficar frio no quarto, sempre dormia só com sua bermuda, que eu sabia não usar cueca. Suspirei pensando nele sem cueca e de sunga, nós dois em Maldivas, o que ele tinha feito comigo, nossos beijos, sua mão se tocando.

Ele se mexeu ao meu lado, chamando minha atenção. Ficou de barriga para cima e tamborilou os dedos em seu estômago.

— Ok, eu não aguento mais. Acho que vou dormir no sofá. — murmurou sentando na cama.

O quarto estava escuro, mas podia distinguir sua sombra.

— Você acha que vai adiantar? Eu posso sentir isso mesmo se você estivesse na China.

— Merda, Bella. Nunca senti tanto tesão na vida e você não ajuda nada com esses pijaminhas.

Eu ri.

— Culpe sua mãe, ela que me deu a maior parte das minhas lingeries e pijamas, dizendo que uma mulher sempre deve seduzir o marido.

— Ótimo jeito de me esfriar, obrigado. Agora posso dormir — voltou a se deitar.

Eu me aproximei dele com cuidado para não ficar por cima de seu braço que ainda se recuperava.

— Você me deixa doidinha, Edward. — sussurrei, colocando minhas mãos em seu rosto.

— Porra, sobe em mim, no meu colo.

Eu não esperei ele falar duas vezes puxando o lençol que estava em suas pernas e subi, sentando em seu quadril. Senti algo enrijecido debaixo de mim e mordi meu lábio, minha pulsação acelerando. O quarto escuro e a excitação me deixando sem vergonha.

Ele me segurou me apertando. Afastei meu cabelo e beijei sua boca.

O beijo foi cheio de tesão e rebolei em seu colo, me esfregando no volume que sentia ali.

Nós gememos, passei a mão em seu peito, arranhando seu estômago e o senti tremer.

— Puta merda — sorri ao sentir seu volume crescer e rebolei nele.

Eu podia nunca ter feito essas coisas, mas sabia exatamente o que fazer.

Desci minha mão e o toquei pela primeira vez por cima da bermuda, lambi seu lábio e comecei a puxar o tecido para baixo.

— Por mais que eu queira muito que me toque assim, se fizer isso eu não vou conseguir resistir, então só rebola em mim vai, no meu pau.

— Edward — gemi me movimentando, seguindo meus instintos.

Tudo que nos separava era minha calcinha molhada e sua bermuda.

— Droga, não dá. Preciso sentir você — ele praguejou e puxou sua bermuda.

Eu arfei ao sentir seu membro entre minhas pernas, sua mão me esfregou ali e ele afastou minha calcinha para o lado.

— Vai, só se esfrega no meu pau — pediu.

Não esperei duas vezes e esfreguei minha entrada úmida nele, indo e voltando e rebolando. Ele era tão grande, e o queria dentro de mim. Merda.

— Porra — xingou e eu mordi meu lábio com força.

Eu me esfreguei nele descaradamente, seu membro estava bem duro e quente, queria ver e tocá-lo todo, mas me contentei com o atrito gostoso que estava sentindo, minha entrada pulsava. Eu estava tão molhada que deslizava com facilidade nele.

Se fazer sexo com ele fosse algo próximo daquilo eu podia muito bem passar a vida inteira fazendo.

Ele se inclinou para cima e mordiscou meu lábio, sua mão apertando meu seio, nós gememos juntos. Estávamos com tanto tesão, eu não ia aguentar muito. Edward começou a se mexer também fazendo o movimento ficar mais forte e quase senti um pouco dele entrando dentro de mim, mas foi bem rápido.

— Isso Bella, que delícia. Você está gostando?

— Sim, merda, não para.

Senti o prazer me tomar e gritei, meu corpo estremecendo enquanto gozava. Edward deu um gemido rouco, seu corpo tremendo embaixo de mim. Saí de cima dele e me deitei ao seu lado. Percebi pelo movimento que ele tirou sua bermuda e se limpou, depois me abraçou. Eu joguei as pernas por cima das suas sabendo que ele estava todo nu.

Odiei o escuro naquele momento.

— Porra, eu não quero parar — ele se virou para mim. Sua mão segurou meu queixo e seus lábios vieram famintos para cima dos meus.

— Então não pare — falei puxando-o pela nuca. — Me faça sua mulher.

Ele se apoiou em cima de mim e envolvi com minhas pernas, o fogo nos consumindo de novo.

— Merda, não posso ficar muito tempo com o braço apoiado na cama, ainda dói um pouco.

— Eu posso ficar por cima de novo, você tem camisinha? — perguntei antes que esquecesse aquele detalhe importante.

Senti-o congelar ainda em cima de mim.

— Não! Você não começou a tomar anticoncepcional?

— Sim, mas ainda não sei se já começou a fazer efeito direito, o retorno com a médica é só amanhã — quase chorei.

— Droga, talvez Anthony tenha.

— Acho que vamos ter que esperar.

Ele bufou saindo de cima de mim.

— Limpe sua agenda esse fim de semana, você vai ser minha. Vamos para um lugar longe daqui sexta a noite.

— Aleluia — beijei seus lábios.

Ele riu e ficamos abraçadinhos, o sono finalmente tomando conta da gente.


Nota da Autora:

E finalmente o capítulo que tanto esperavam hahaha o que acharam? Enjoaram de beward? hehehe

no próximo vamos finalmente ter a primeira vez deles e como a Bella disse: aleluia!

Comenteeem muito para me inspirar e escrever um hot bem legal para eles hein, qual surpresa será que o edward vai fazer?

Para as mamães leitoras, feliz dia das mães, que vocês sejam muito abençoadas!

Beijos e quinta tem mais!