Olá pessoal! A casa vai cair nos próximos capítulos, então eu gostaria de pedir a quem está acompanhando a fic, e gosta dela, comente e favorite, pois é muito importante pro alcance da história. Esse é um dos meus capítulos favoritos, pois eu simplesmente AMO a declaração que Daphne faz a Harry no final do capítulo. Espero que vocês curtam tanto quanto eu e me deixem saber nos comentários a opinião de vocês. Divirtam-se!
""Ai!"Draco gritou inesperadamente cedo na manhã seguinte. "O que-"
Hermione se endireitou, tentando se orientar. Um primeiranista completamente horrorizado estava olhando em sua direção, os olhos comicamente redondos, tentando descobrir no que ele tinha acabado de pisar. O menino recuou lentamente.
"Olha por onde anda-" Draco começou a resmungar com raiva, massageando o pé.
"Draco..." Hermione sussurrou, pegando o pulso dele. "Ainda estamos sob o feitiço de ocultação, ele não pode nos ver."
O garoto deu meia-volta e saiu correndo, claramente chateado por ter acabado de irritar um fantasma totalmente invisível. Draco riu, esfregando o rosto, quando a compreensão o atingiu. "Qual é o nome dele? Eu poderia me divertir um pouco com isso no futuro." Ele lançou a Hermione um sorriso malicioso. "Você sabe. Fazê-lo pensar que ele está realmente sendo assombrado."
Hermione reprimiu um sorriso. "Eu não quero fazer parte disso."
Ele a puxou de volta para ele. "Vamos, Granger. Me deixe corromper você."
Hermione lhe deu um beijo nos lábios, antes de empurrá-lo. "Não."
"Chata."
Hermione revirou os olhos. "Vamos, temos que sair daqui antes que todo mundo acorde." Ela estendeu a mão para o top que alguém havia retirado dela no meio da noite.
Ele se sentou e beijou seu ombro nu logo antes de ser coberto por suas vestes. "Tudo bem. Mas é domingo."
"Sim, e?" Hermione fingiu que não sabia aonde ele queria chegar com isso.
"E então, temos planos, namorada?"
Ela gostava disso. Ela gostava muito disso. "Veremos." Hermione saiu de debaixo da capa, deixando Draco para lidar consigo mesmo e com o saco de dormir. Ela não tinha certeza, mas pensou tê-lo ouvido suspirar, 'Maldita atrevida', atrás dela.
Hermione ajudou a tirar todas as crianças do caminho para que os professores pudessem chamar de volta as mesas e os bancos para o Salão Principal e, em pouco tempo, todos se acomodaram para o café da manhã, ansiosos para encher a barriga com tudo o que era mais delicioso. Antes que Hermione pudesse escolher por onde começar, no entanto, o correio da manhã chegou.
Ela percebeu que algo estava terrivelmente errado quando suspiros e pequenos gritos abafados preencheram o espaço, enquanto as pessoas davam uma olhada na primeira página do Profeta Diário, os exemplares sendo jogados em seus colos pelo correio matinal. Hermione puxou o mais próximo, roubando-o das mãos de Harry.
INVASÃO AO COVIL DOS COMENSAIS DA MORTE TERMINA EM TRAGÉDIA
18 AURORES MORTOS
O suco na outra mão de Hermione caiu sobre a mesa, fazendo barulho e derramando por toda parte, mas ela nem notou - Dezoito mortos, dezoito mortos, dezoito mortos-
"Mione?" Ela vagamente registrou Harry a chamando, uma mão preocupada em seu ombro. "Hermione...?"
Como? Como eles morreram? Como um ataque terminou com mais da metade do Departamento de Aurores sendo eliminado? A menos que... Hermione não conseguia respirar, o ar ao redor deles parecendo chumbo enquanto ela tentava forçá-lo a descer por suas vias respiratórias. Era umaarmadilha. A casa do Lago dos Zabine nunca foi o novo quartel-general; eles não estavam realmente tendo uma reunião. Ela havia dado informações erradas à Ordem e agora eles estavam mortos, muitos deles assassinados - e foi tudo culpa dela.
Hermione examinou o artigo, passando os olhos pelos detalhes da emboscada, mas então sua atenção foi desviada pelas fotos. Dezoito fotos de dezoito pessoas que ela via todo fim de semana nas reuniões da Ordem. Emmeline Vance, normalmente quieta e reservada, a menos que você tentasse contradizê-la. Matthew Hunt, orgulhoso e barulhento - especialmente sobre suas duas filhas que ele considerava crianças prodígios. Os irmãos Smith, dois belos e jovens aurores que Moody sempre dizia para calar a boca em um tom paternal que mostrava o quanto ele secretamente gostava deles. Tonks — Hermione se engasgou, não. Tonks não! Seu membro favorito da Ordem, estava impressa lá, sorrindo para a câmera e piscando, completamente inconsciente de que sua contraparte da vida real já havia falecido. Ela se foi, uma lembrança, nada mais, nada menos. Nunca mais teria nenhum tipo de futuro, sem amor, nenhuma nova família.
Eu a matei.
"Mione!" Harry parecia urgente agora, mas de alguma forma mais distante do que antes.
Hermione desmaiou, caindo de seu assento.
Hermione abriu os olhos meio grogue na enfermaria, sabe-se lá quantas horas depois, com o sol alto no céu do lado de fora das janelas abobadadas.
"Ah, ela finalmente acordou." Ela ouviu a voz melodiosa de Daphne enquanto Madame Pomfrey caminhava entre as camas, a caminho de levar uma poção para outro paciente. Quando os olhos de Hermione finalmente se ajustaram ao brilho, ela viu a linda loira sentada na cama ao lado dela ela e percebeu que o único outro paciente em uma cama de hospital era Simas Finigam, e ele parecia estar usando algum tipo de gesso em seu braço. Isso trouxe todos os pensamentos da emboscada dos Comensais da Morte de volta para ela, e ela teve que se perguntar se o menino estava no hospital porque ele havia se machucado na briga.
"Eu tenho que dizer, nunca em todos os meus anos praticando medi-bruxaria eu já tive que banir magicamente visitantes das instalações. Mas estou feliz em saber que ainda sei como fazer barreiras mágicas." Ela deu a Hermione um olhar severo como se isso fosse culpa dela, quase enfiando a garrafa verde na boca de Simas, do outro lado do corredor. "Só porque ele trouxe você para mim, não significa que ele tem o direito de exigir que eu a cure primeiro, antes dos meus outros pacientes..." ela desajeitadamente acenou com a mão para trás em demonstração para Simas, acidentalmente derrubando o frasco ainda mais em sua boca, fazendo-o engasgar-se, "- e praticamente me perturbar até que eu faça isso, especialmente quando você está lidando apenas com choque agudo."
"Hum, eu..." Hermione realmente não sabia o que dizer. Isso não soava como Harry...
Ela olhou para Daphne que a estava olhando com um olhar conhecedor e o rosto de Hermione relaxou com compreensão: Malfoy. Claro.Ele adorava pegá-la e carregá-la nos lugares. "Ele viu você desmaiar e entrou em pânico. Harry está lá fora com ele, mas não sei dizer se está muito diferente de Draco."
"Me desculpe." Ela não tinha mais ideia de como deveria se sentir. Ela não queria preocupar o seu melhor amigo ou seu namorado. Ela nem teve tempo de pensar no dia anterior.Se o ataque tinha dado tão errado, ela tinha quase certeza de que havia recebido informações imprecisas de propósito para atrair os aurores para uma armadilha pronta. Mas isso significa…
Hermione sentiu como se tivesse levado uma facada no coração.
Draco sabe. Draco sabe que tenho trabalhado para a Ordem e me enganou com a intenção de... ela não poderia ir lá agora, e ainda assim, seu cérebro não se importava. Há quanto tempo ele sabe?Comoele descobriu? Como ele pôde me usar assim? Esse tem sido o objetivo de nosso relacionamento para ele o tempo todo?Hermione sentiu seu coração falhar uma batida. Será que ele se importa comigo ou foi apenas uma encenação que levou a este exato momento?Todas essas perguntas passaram por sua cabeça, fazendo-a se sentir enjoada e tonta mais uma vez.
"Ei, pode parar. Seja qual for o buraco em que você está entrando agora, saia dele!" Daphne ordenou a ela rapidamente, vendo claramente como Hermione tinha ficado branca como um fantasma.
Madame Pomfrey chegou perto da cama dela. "Certo, mas talvez você precise de um namorado menos raivoso."
Mas... ele me deixou aqui.Se a noite passada fosse o propósito de seu relacionamento com ele, certamente ele não teria se importado se ela desmaiasse no Salão Principal esta manhã. Ela teria cumprido sua função para ele, e ele poderia simplesmente ignorá-la. Inferno, ele poderia tê-la ignorado depois que todos os seus companheiros Comensais da Morte retornaram ao castelo na noite passada, mas ao invés disso ele fez amor com ela. Foi dessa forma que a noite anterior havia sido - como se Draco estivesse usando seu corpo para confessar o quanto a adorava e quão profunda era a sua devoção. Então eletinha que cuidar dela um pouco, certo? Por favor, diga-me que seus sentimentos por mim foramreais.Até seu monólogo interior parecia à beira das lágrimas.
Pomfrey veio até a cama dela, tentando fazê-la tomar uma dose de calmante, mas Hermione recusou. Saber que Malfoy a havia dopado com o mesmo equivalente de feitiço, provavelmente era mais do que suficiente para tornar absolutamente inútil qualquer potência que esse líquido carregasse.
"Eu sei que a morte dos Aurores deve ser muito difícil para você, Granger," Daphne continuou em um tom mais compreensivo, "mas eu não quero que você se preocupe. Não vamos permitir que nada aconteça a você!"
"Ela tem razão. Enquanto você estiver neste castelo, você está segura. Com Dumbledore como Diretor, você sempre estará segura." Os olhos de avelã de Hermione ergueram-se para as duas mulheres, a curandeira evidentemente não entendendo ao que Daphne estava se referindo. Hermione realmente gostaria de poder ser transportada de volta para um tempo mais simples, quando ela simplesmente aceitava qualquer coisa que um adulto lhe dissesse, como um evangelho.
Segundos depois, Moody, McGonagall, Snape e Dumbledore invadiram a Ala Hospitalar, os três tentando acompanhar o Auror, embora ele só tivesse uma perna verdadeira e mancasse loucamente. "ONDE ELA ESTÁ?" ele gritou enfurecido. Hermione ficou apavorada por Daphne enquanto ele vasculhava a sala, mas diante de seus olhos, mágicos e não, ambos pousaram sobre seu rosto. Merda.Ele estava procurando porela.
"Alastor!" McGonagall gritou, mas já era tarde demais. Moody já havia estuporado Daphne, sem nem mesmo dar um segundo olhar para a loira, descendo sobre a cama de Hermione, sua bengala de madeira pressionada contra a sua garganta.
"VOCÊ SABIA!"
Hermione se esforçou para se sentar contra os travesseiros, tentando tirar a madeira nodosa de seu pescoço, cuspindo para respirar, mas ela não tinha muitas opções para onde fugir.
Pomfrey estava ajoelhada no chão, com a cabeça de Daphne no colo, e parecia absolutamente confusa ao ver um uma de suas pacientes ser maltratada dessa forma. "Alastor Moody, como se atreve-"
"Essa garota é a razão pela qual perdi quase todos os meus melhores homens e mulheres na noite passada!" Moody uivou, os olhos nunca deixando Hermione, o cabelo espetado, parecendo completamente louco. "Ela é a razão pela qual eu quase morri! Alguém usou magia negra para tentar me explodir, diretamente na minha cara!"
Pomfrey olhou entre os dois, antes de se virar para McGonagall e Dumbledore, claramente esperando por ajuda, enquanto Snape levitava uma Daphne desacordada até a cama mais próxima, tentando argumentar "Seja como for-"
"NÃO!" Moody rugiu, "Ela SABIA! Ela sabia que era uma emboscada e ela vai apodrecer em Azkaban como uma terrorista-"
"Eu não-" Hermione implorou, finalmente encontrando sua própria voz rouca e desesperada. "Eu não sabia!"
Pomfrey correu para Simas, sem saber o que fazer enquanto Moody insistia em ter sua bengala ou varinha na jugular de Hermione. Ela observou perifericamente enquanto o garoto saiu correndo da Ala Hospitalar, claramente não querendo se envolver naquele caos. Os olhos de Hermione dispararam para McGonagall e Dumbledore, implorando-lhes para ajudá-la e conter Moody pelo menos um pouco, mas eles não se mexeram, a primeira apenas olhando para a cena com um leve olhar horror. MeAjudem!
"Não olhe para eles! Seus preciosos professores não podem salvá-la agora, sua escória traidora!"
Hermione tossiu, tentando sugar o ar, apesar de Moody esmagar sua traqueia. Ela podia sentir as lágrimas escorrendo por seu rosto pela falta de oxigênio. "Eu- não-"
"Você para de trabalhar para a Ordem, mas de repente você está de volta porque você tem informações que são muito importantes para não passar adiante? E você passou, não é mesmo? Você nos forneceu as informações específicas que mataram dezoito de nós-?"
"Alastor," a voz estrondosa de Dumbledore finalmente interrompeu o interrogatório de Moody, fazendo-o soltar a bengala, mas não a sua varinha trêmula, agora apontada para a têmpora dela.
Hermione não tinha certeza se era porque ela já estava muito tonta por falta de ar, mas ela podia jurar que ouviu uma batida explosiva vinda do outro lado da porta da Ala Hospitalar, como se alguém estivesse tentando abrir caminho através de uma barreira invisível. Ela não teve muito tempo para pensar nisso, no entanto, porque seu cabelo estava sendo puxado para trás e Moody estava forçando um líquido transparente em sua garganta. Queima.
Hermione tossiu engasgada, de repente se sentindo estranhamente alerta e acordada, olhando para Moody quase diligentemente.
"Você é uma agente dupla?" ele rosnou.
Ela não pensou, apenas moveu a boca. "Não." Seu corpo queria falar claramente, mas ela estava muito encharcada de ranho e lágrimas para atingir o objetivo.
Moody começou a ficar vermelho, mas ela viu McGonagall, por cima do ombro, visivelmente relaxar. "Você vê, Alastor? Isso não foi culpa dela-"
"Besteira!" Moody respondeu, o olho mágico girando ao redor da sala a mil quilômetros por minuto, enquanto seu olho humano permanecia firme, perfurando os dela.
Por que eles não o param?Ela não pôde deixar de gritar internamente. Ela estava perdida e confusa, mas agora também estava com muito medo. Ela sempre pensou que se alguém lhe desse Veritaserum - darsendo uma palavra figurativa, ela nunca imaginou que seria enfiado em sua garganta como se ela fosse um animal - teria sido pelo lado de Voldemort. Ela poderia até ter imaginado Malfoy tentando convencê-la a beber ela mesma, e ela poderia estar tão apaixonada por ele, que sob certas circunstâncias ela teria bebido. Mas a vida e a morte dependiam desse equilíbrio - aquele pequeno vislumbre de escolha.
Se Hermione fosse forçada a fazer algo horrível, ela sempre presumiu que teria sido pelo inimigo, e Malfoy teria usado seu tempo para fazer suas perguntas, provavelmente metade delas sujas, perseguindo-a pelo castelo até que ela ficasse roxa de vergonha. Mas isso? Isso era muito pior. Ela havia confiado nessas pessoas. Moody, Minerva, Dumbledore, Snape... a Ordem. Ela pensou que eles estivessem no mesmo time e que eles iriam protegê-la se chegasse a hora. Draco nunca faria isso comigo.Hermione abafou um poderoso soluço. Elenuncafaria isso.
"Você está trabalhando para Voldemort?" Moody rosnou agressivamente, continuando com seu interrogatório.
"Não." Lágrimas silenciosas de derrota continuaram a cair de seus olhos.
"Você sabia que o ataque seria uma armadilha?"
"Não."
Moody estava ficando cada vez mais furioso, mas continuou. "Você está conspirando com Malfoy?"
Hermione fechou os olhos, apenas desejando ter ido embora com os seus pais. "Não."
Moody apontou sua varinha firmemente contra o pescoço dela, definitivamente cutucando um dos chupões que Draco havia deixado nela. "Então por que diabos ele está lá fora com Potter tentando arrombar a maldita porta?"
Ele ainda estava lá. Com Harry. Draco estava tentando chegar até ela. Ele havia enviado Daphne.Ele estava tentando salvá-la. "Porque você está me machucando," ela sussurrou.
Moody passou por cima das palavras dela como se não significassem nada. "Você realmente não tinha ideia de que Malfoy estava alimentando você com informações imprecisas sobre a suposta reunião deles na noite passada?"
"Não, eu não sabia." Os olhos dela brilharam com as lágrimas refratárias quando ela olhou para ele. "Me perdoem." A porta da enfermaria rugiu com outro tremor poderoso e estrondoso. Madame Pomfrey gritou, parada bem ao lado dela.
"Alastor, já chega!" McGonagall tentou, soando mais frágil do que Hermione jamais a ouvira. Mas Moody persistiu, inclinando-se para mais perto do rosto de Hermione.
Ela sentiu cada gota de saliva que pousou em sua bochecha, escapando de sua boca desgastada.
"Quando Malfoy descobriu que você estava trabalhando para nós?"
"Eu não sei-" Hermione fechou os olhos com força, sentindo-se ainda mais envergonhada por não ter percebido que ele sabia antes. Ele sempre foi tãomisterioso. Ele sempre pareceu saber tudo sobre ela.
"Quando você percebeu?" Ele pressionou.
"Hoje." Faça parar. Por favor, Merlin, apenas faça issoparar. Hermione não sabia quanto mais desse questionamento ela poderia aguentar.
"Como eles souberam que deveriam voltar?" perguntou Moody.
Foi a primeira pergunta que não fez sentido para ela. "O quê?"
"Como os Comensais da Morte que ainda estudam em Hogwarts souberam que tinham que voltar para o castelo na noite passada?" ele esclareceu.
"Eu não-" Hermione se interrompeu com um suspiro. Oh meu maldito Merlin.Hermione engoliu em seco, parando enquanto seu cérebro descobria a dolorosa verdade. A festa do pijama da noite anterior tinha sido a maneira da escola de deduzir quais alunos haviam deixado o terreno - quais alunos estavam desaparecidos e, portanto, provavelmente apoiadores de Voldemort e assassinos.
"O que foi, garota?! Desembucha!"
A voz de Hermione soou tão vazia quanto seu interior. "Harry."
"Harry?" A voz de Dumbledore se fez presente, parecendo bastante surpresa naquele momento.
Incapaz de fazer qualquer outra coisa, Hermione delatou os três. "Harry deve ter pedido a Daphne para não sair do castelo."
Os dois olhos de Moody giraram para o corpo da garota desmaiada ao lado de Hermione "Porque Potter pediria a Greengrass para não sair do castelo?"
"Ele ficou com medo de que Daphne pudesse estar presente na emboscada" Hermione sussurrou.
"Daphne Greengrass é uma Comensal da Morte?" Moody estava praticamente a bebendo com os olhos.
"Eu não faço ideia."
"Isso ainda não explica porque Potter pediria tal coisa-".
"Potter e Greengrass estão apaixonados." Inacreditavelmente foi Snape quem falou.
Todos na sala ficaram em choque olhando para ele, até mesmo Dumbledore. "Tem certeza disso, Severus?" Os olhos de Dumbledore brilhavam para Daphne, mas Hermione estava abalada demais para entender o porquê.
"Sim. É um costume os Comensais da Morte, que fazem parte do ciclo interno, oferecerem os seus filhos primogênitos ao serviço do Lorde das Trevas. Alguns nomes foram mantidos em sigilo de todos, principalmente pela minha posição estratégica em Hogwarts. Então, apesar de eu imaginar quem são, o Lorde das Trevas preferiu que eu não tomasse conhecimento. Minha posição no castelo é de extrema importância, então quanto menos envolvido eu estiver em certos assuntos, melhor." O Professor Snape observou a loira desmaiada na maca, e logo após dirigiu seus olhos negros penetrantes para Hermione, como se o que fosse revelar fosse dirigido especialmente para ela. "No último verão, a Srta. Greengrass foi designada a receber a marca, mas misteriosamente foi diagnosticada com varíola de Dragão, permanecendo isolada as férias inteiras na casa de campo dos Malfoy. Entretanto, no início do ano letivo, ela retornou à Hogwarts milagrosamente curada."
Então Daphne escondeu não ter a marca para evitar desonrar à família perante a Voldemort? Ela realmente não é uma Comensal da morte?
Moody se virou para Hermione "Potter sabia disso? Que Greengrass não servia a Voldemort quando contou a ela sobre o ataque?"
"Nós desconfiávamos, mas não tínhamos absoluta certeza." Hermione confessou, uma lágrima escorrendo através do seu rosto.
"Se ela não é uma Comensal da Morte, porque ela avisaria a eles sobre as medidas que tomamos para identificá-los?"
"Porque Draco é o melhor amigo dela." Hermione suspirou. "Daphne pode ter contado a ele quando fomos reunir os alunos, então Draco pode tê-los chamado de volta quando a professora McGonagall instalou o bloqueio."
"E por que Malfoy ainda estava no castelo para receber o aviso de Greengrass? Por que ele nem apareceu na reunião?"
As lágrimas de agora não tinham nada a ver com sua dor física e tudo a ver com suas emoções desgastadas. "Porque eu pedi para ele ficar."
O olho azul elétrico de Moody praticamente brilhou quando ele finalmente encontrou o que estava buscando. "E por que você pediu para ele ficar se você não está trabalhando com ele?"
O lábio inferior de Hermione tremeu, incapaz de observar a maneira como todos os adultos na sala se inclinaram. "Porque eu o amo." Ela deu um suspiro trêmulo após sua confissão, não querendo que fosse assim. Nunca assim.Hermione fechou os olhos com força mais uma vez, odiando este homem, odiando este quarto, e atualmente odiando todos os outros por fazerem isso com ela. Ela poderia ter ouvido um alfinete cair com o silêncio que se seguiu à sua declaração.
"Alastor," era Dumbledore desta vez, finalmente intervindo, "acho que já exigimos o suficiente da Srta. Granger por uma noite."
Hermione não esperou para ser dispensada. Ela retirou os lençóis de cima de seu corpo, atirou um feitiço de levitação no corpo desacordado de Daphne e saiu do quarto o mais depressa que pôde.
Hermione voou para fora da Ala Hospitalar levitando Daphne, indo diretamente ao encontro de Malfoy e derrubando os três no chão. Harry correu para Daphne , querendo se certificar se ela estava bem após a queda, enquanto a pesada porta se fechou atrás deles com um baque retumbante. Hermione ficou de pé, ainda em pânico e cheia de uma necessidade desesperada de colocar o máximo de distância possível entre ela e as pessoas das quais acabara de fugir.
"Mione, que porra está acontecendo?!" Harry gritou desesperado, seu rosto indo freneticamente entre Hermione e uma Dapnhe desacordada.
O rosto irritado de Draco se suavizou quando ele se levantou na frente dela, notando instantaneamente as marcas de lágrimas manchando seu rosto. "Ei", ele balbuciou suavemente, estendendo a mão para ela, usando os polegares para enxugar a umidade de suas bochechas. "O que aconteceu?"
Ela queria dar um soco no nariz dele - logicamente. Este homem a havia traído; ele a usara como uma peça de xadrez para o lado de Voldemort e ela se apaixonara pelo anzol, linha e peixe, mas parecia que a dose pesada de Veritaserum que ainda estava circulando em suas veias a tornava incapaz de mentir para seu próprio coração, assim como com suas palavras.
Harry conseguiu acordar Daphne lançando um enervate na loira, que se lançou nos braços dele e balbuciou desesperada "Precisamos sair daqui!".
"Me diga o que aconteceu!" Harry estava muito irritado.
"Precisamos sair daqui, agora!" Hermione gritou e, sem mais explicações, os quatro correram o máximo que puderam em busca de uma sala de aula vazia. Todos entraram muito rapidamente, enquanto Hermione selava a porta logo depois.
"O que aconteceu?" Draco disparou diretamente para ela, assim que Hermione desviou os olhos da porta para eles.
"Eles acham que estou conspirando com vocês", respondeu Hermione, incapaz de se conter, antes de rapidamente colocar a mão sobre a boca. Ela supôs que não importava: não era como se eles já não soubessem que ela trabalhava para a Ordem. "Eles descobriram que Daphne e Harry estão juntos!"
Harry e Daphne pareceram chocados com a resposta dela, enquanto Draco estava irracionalmente zangado. Ele olhou por cima da cabeça dela como se pudesse ver através das paredes o que Moody tinha feito. "Eles te machucaram?"
Se ela não o conhecesse melhor, ela diria que ele estava a cerca de cinco segundos de tentar invadir a Ala Hospitalar ele mesmo - as proteções de Pomfrey que se danassem - e serviria a eles sua própria pequena porção de vingança. "Sim, mas por favor, Draco. Precisamos tirar os dois daqui primeiro, Moody está enlouquecido. Eu não sei o que ele pode ser capaz de fazer."
A vulnerabilidade em sua voz fez Harry voltar-se para ela. "Mione, o que-?"
"Por favor", ela o cortou desesperadamente, "se você e Daphne querem mesmo ficar juntos, precisam sair daqui agora, pelo menos até entendermos o que está acontecendo. Eu não acho que McGonagall e Snape vão dizer alguma coisa ou que Dumbledore vá permitir que mais alguém da Ordem saiba sobre vocês dois, mas precisamos estar preparados."
Daphne olhou para Harry como se esperasse uma decisão. Hermione nunca havia visto seu melhor amigo tão pálido. De repente, a loira respirou fundo e começou a andar a esmo pela sala. "Harry, só me fala uma coisa. Eu estou confundindo tudo ou você está nessa tanto quanto eu?"
"Como assim?" Harry encarou a sonserina confuso.
Então Daphne parou no meio da sala olhando para Harry. "Eu não estou mais cabendo dentro de Hogwarts, não estou mais cabendo dentro de mim. Dentro do meu corpo, dos meus pensamentos. Eu perdi a minha paz." Daphne engoliu seco. "Eu perdi a minha concentração. Fome? Sono? Eu perdi a minha calma e eu preciso recuperar isso para continuar vivendo. Eu preciso saber se eu estou sozinha ou se eu estou acompanhada nisso. Se isso é um delírio, uma ilusão, uma história que eu inventei e-"
"Daphne, você-"
"Espera, escuta…" De repente Daphne caminhou até Harry, dando as mãos a ele, olhando intensamente nos olhos cor de esmeralda do menino que sobreviveu. "Eu queria que você soubesse que mesmo que isso não dê em nada… já valeu! Já valeu a pena. Por tudo que eu experimentei nas últimas semanas, por todas as coisas que você me fez sentir… E tudo isso que eu estou sentindo fica preso assim-" Daphne juntou seu polegar com seu indicador na frente do rosto de um Harry completamente paralisado, "- por um fio de esperança que vem de cada encontro que a gente tem. De cada vez que eu sinto o seu cheiro." Daphne fechou os olhos, enquanto uma lágrima solitária escorria pelo lindo rosto da jovem. "De cada vez que eu vejo o seu sorriso." Daphne de repente soltou uma risada curta e desesperada, enquanto passava as mãos pelo próprio rosto. Draco e Hermione não ousavam respirar. "E é muito bom, é maravilhoso, mas eu preciso me libertar disso. Eu preciso recuperar a minha paz, eu preciso me livrar dessa angústia que está me matando. Mesmo que eu sofra o resto da vida desse sentimento, caso agora você escolha não ficar comigo."
Harry nem ao menos piscava enquanto Daphne continuava o seu monólogo. "Eu deveria ter me tornado uma Comensal da Morte no último verão. Pedi a Draco para que me ajudasse a evitar isso a todo custo, porque eu sabia que se recebesse a marca, você nunca me daria uma chance. Então forjamos todos os sintomas de varíola de dragão, de uma forma que parecesse verídica. Draco ofereceu a casa de campo ao meu pai com a desculpa de que eu precisava ficar o mais isolada possível, para me recuperar da falsa doença. Então, eu passei o último verão isolada no interior da França, com Draco me visitando em segredo. Porque mesmo naquela época, eu já sabia que conseguiria abrir mão de qualquer coisa: minha família, os ideais aos quais fui doutrinada, até mesmo a minha liberdade. Mas única coisa que eu não seria capaz de abrir mão, seria de você." As lágrimas agora escorriam livremente pelo rosto de Daphne. "Eu preciso saber se é para valer mesmo. Eu dei tudo que eu tinha para você, tudo. E quero ter a certeza de que nós estamos nessa juntos, porque sinceramente, de todo meu coração-"
"Eu te amo!"
"-eu te amo!"
Os dois disseram praticamente ao mesmo tempo, e então dois segundos depois Daphne soluçou alto e se jogou nos braços de Harry, que também disse chorando "Eu nunca seria capaz de abrir mão de você!"
Hermione olhou para Draco sorrindo, enquanto ele observava intensamente a cena que se desenrolava na frente deles. "Agora, vocês dois", Draco interrompeu o fluxo de choro e risadas vindas do casal à frente "eu sei que foi uma linda declaração de amor e que vocês estão muito felizes por finalmente terem se acertado, mas vocês precisam ficar fora das vistas nos próximos dias, para termos certeza de que a informação de que vocês estão juntos não vazou." Ele olhou diretamente para Daphne "Fique na Sala Precisa por enquanto, até que Moody saia do castelo."
Hermione ficou olhando para Draco, o coração inchado pela atitude dele. Daphne abraçou Draco, e Hermione avançou até Harry "Você está com a capa?"
Harry tirou o tecido brilhoso de dentro das vestes. "Sim, Mione."
"Então vai. Nós vamos segurar as pontas por aqui!" Hermione jogou os braços ao redor de Harry, pedindo a Merlin que Dumbledore não permitisse que o relacionamento dos dois se tornasse de conhecimento público.
Quando eles se soltaram, Harry olhou profundamente para Draco, que estava no canto do corredor, aparentemente dando mais algumas instruções para Daphne. "Cuide da minha irmã, Malfoy."
"E você cuide da minha, cicatriz!" Harry deu um aperto de mão em Malfoy, enquanto Daphne surpreendentemente circulou seus braços ao redor de Hermione, de forma desajeitada. Com um aceno de cabeça e um 'tenham cuidado', ela desapareceu com Harry embaixo da capa de invisibilidade.
E aí, gostaram? Comentem!
