Por Leona-EBM
Blecaute
Parte II
OoO
"Vale
mais a pena calar o sentimento, do que manifestar amor
a quem não
pode compreender". (autor desconhecido)
OoO
Alguma coisa estava faltando na sua vida e precisava saber o que era.
Eles entraram no apartamento do ruivo. Kyo ficou surpreso com a simpatia do porteiro que lhe sorriu e perguntou algo sobre um curso que Kyo estava pretendendo fazer. O moreno não sabia o que responder e Yagami veio lhe salvar, puxando-o até o elevador.
Eles chegaram na cobertura, quando Kyo entrou, ele quase caiu para trás. O lugar que Yagami morava era maravilhoso e tinha uma vista incrível, ele caminhou pela sala sem cerimônia e foi até uma grande janela de vidro que ia do chão até o teto, observando as luzes da cidade.
- A primeira vez que veio aqui. Você fez a mesma coisa. – falou o ruivo, sorridente. Kyo certamente era transparente nas suas ações.
- Que lugar chique.
- E você comentou isso também. – comentou, surpreendendo-se com a sinceridade e o jeito espontâneo de seu namorado – venha, eu quero te mostrar algumas coisas.
Os dois entraram no quarto. Kyo se sentou numa poltrona e ficou olhando para Yagami que andava de um lado para o outro, reunindo coisas para mostrar para o mais novo e quando terminou, ele se sentou no chão, fazendo com que Kusanagi o copiasse.
- Essa foto nós tiramos há poucos meses. – falou, entregando uma foto onde ele e Kyo estavam abraçados.
- Não parece montagem. – comentou baixinho.
- E não é! – falou com certa irritação.
Algumas roupas de Kyo foram reapresentadas para ele, que felizmente as reconhecendo, sentindo um cheiro diferente nelas. Era o perfume de Iori misturado ao de Kyo.
Informações, objetos, frases que somente Kyo sabia e que Iori também as compartilhava, histórias da infância, etc. todos esses elementos foram jogados contra o rei dos lutadores.
Momentos depois, Kyo fechou os olhos e respirou profundamente, cansado de ouvir e falar com Iori, desejando dormir um pouco. Ele estava debilitado desde o acidente, seu rendimento havia caído.
- Está com fome?
- Um pouco, eu preciso ir.
- Eu vou cozinhar algo. – falou, erguendo-se do chão, olhando com carinho para seu namorado. Não ia permitir que Kyo fosse embora tão rápido. Ele sentia saudade do moreno.
- Eu acho que é que melhor eu...
- Kyo, por favor, apenas jante aqui.
Após algumas argumentações e réplicas do mais novo, Kyo estava sentado no balcão de madeira, olhando para o ruivo que cozinhava, enquanto conversava tranqüilamente com ele. O que surpreendia Kyo era que ele e Iori conseguiam conversar sobre diversos assuntos tranqüilamente, como se já se conhecessem e entendessem ao outro por anos.
O prato foi simples, massa com almôndegas. Um dos pratos favoritos de Kyo. Eles se sentaram à mesa e começaram a comer em silêncio.
- Você cozinha bem.
- Obrigado. – falou – quer vinho?
- Eu não posso tomar por causa dos remédios.
- Eu entendo. Tem suco de soja, mas você não gosta.
- Er... verdade. – falou sem jeito – está bom assim.
Quando o jantar terminou, Kusanagi bocejou, desejando ardentemente por um banho e uma cama. Iori jogou a louça suja na máquina de lavar e pediu para que o moreno o acompanhasse até a sala.
- Yagami eu...
- Me chame pelo meu primeiro nome.
- Desculpe... er... eu preciso ir agora.
- Pode passar a noite aqui, afinal você sempre dormia comigo.
Kyo ficou vermelho de repente, pensando na vida sexual que tinha com Iori. Ele não desconfiava mais que ambos tivessem um caso, mas ainda sim não conseguia admitir que amava o homem a sua frente. Ele sentia raiva de Yagami, desejava matá-lo, mas agora estava incomodado por ter raiva de alguém que lhe tratava tão bem. Estava confuso!
O moreno sentou no sofá e olhou para Iori, tomando coragem para perguntar algo pessoal.
- Nós... já... fizemos sexo?
A resposta foi uma risada sonora que ecoou por todo apartamento.
- Fazemos sexo quase todas as noites.
- Era o que eu temia... – murmurou – e... bom... como é que... a posição... como seria... isso?
O ruivo entendeu o que ele queria perguntar, o ruivo estendeu seu braço e tocou numa mecha castanha, vendo os olhos castanhos lhe acompanhar com cautela.
- Bom, Kyo, eu acho que você deveria imaginar.
- Eu não quero imaginar isso, sem ofensa.
- Eu sou ativo.
- Ah! Merda! – xingou, jogando sua cabeça para cima, praguejando baixinho.
Iori riu, não conseguindo resistir à cara de desgosto que o moreno havia feito.
- Você fica bem satisfeito.
- Poupe-me. Não quero saber disso.
- Não fazemos somente sexo, nos preocupamos com o outro. Envolvemos nossos sentimentos, não veja apenas como algo físico. – comentou com certo descontentamento na voz.
Kyo não conseguia concordar, ele só imaginava Iori dominando seu corpo e aquilo lhe causava aversão. Yagami estava lhe dominando! Isso não podia acontecer.
- Fique aqui essa noite, eu prometo que não farei nada. Amanhã de manhã vá para sua casa e descanse.
- Eu queria ir para casa.
- Já está tarde. Mas eu vou te levar no meu carro então.
- Não precisa se preocupar.
- Kyo, só porque você não lembra de mim, isso não quer dizer que eu não lembre de nós. Eu te amo... – falou, confessando seu amor num sussurro – eu me importo com você, para você isso é repentino, mas estávamos há oito meses juntos e nos amávamos. Eu não posso permitir que você saia nesse horário com essa expressão cansada, eu tenho medo que o acidente se repita e você me deixe.
As palavras de Iori eram fortes assim como sua expressão facial. Não tinha como duvidar da veracidade daquela confissão. Ele fechou os olhos e sentiu um toque cálido no seu rosto, eram os lábios róseos de Yagami que lhe beijavam. Aquilo o incomodou, não conseguia aceitá-los, porém tentou suportar.
- Você está tenso.
- Eu posso ter te amado, Yagami. Mas eu não sinto nada agora.
- Eu não quero que me chame assim.
- Deixe-me me acostumar com tudo isso, por favor. – pediu, voltando a abrir seus olhos, encontrando uma expressão triste naquele rosto que sempre se mostrava impassível com um leve sorriso de deboche.
- Aos poucos você vai se lembrar, eu espero.
- Eu fico essa noite aqui, mas eu sairei pela manhã.
- Tudo bem. Se quiser, nós podemos dormir separados.
- Eu acho melhor. – respondeu rapidamente. Não conseguindo se imaginar dormindo abraçado ao corpo de Yagami.
Um tempo depois, Kyo estava na cama de Yagami, sentindo-se desconfortável. Ele preferia ficar no quarto de hóspedes, mas o ruivo havia insistido para que ele dormisse na sua cama, Kyo não sabia, mas o ruivo desejava sentir o cheiro de Kusanagi nos seus lençóis novamente.
O moreno estranhou ficar em outra casa, mas dormiu rapidamente. Na calada da noite, o ruivo entrou furtivo no quarto, não resistindo à presença de Kyo na sua casa. Ele se deitou ao seu lado com cuidado, temendo despertar o mais novo.
O sono pesado de Kyo era algo característico, o ruivo sabia disso, por isso estava confiante. Ele abraçou o moreno delicadamente, ficando com o nariz próximo ao seu pescoço, aspirando seu cheiro doce, tentando relutar contra o sono para aproveitar ao máximo aquela aproximação, mas seu corpo estava cansado e acabou por dormir.
Na manhã seguinte, Kyo se remexeu na cama, assustando-se com o rosto adormecido que estava próximo ao seu. Ele se remexeu e se livrou dos braços de Yagami.
O ruivo logo acordou ao sentir a agitação na cama. Os dois se encararam e Iori disse um bom dia preguiçoso, Kyo apenas repetiu a mesma frase e se levantou, vestindo a camiseta que estava em cima da cadeira e seu jeans.
- Eu vou indo agora. – falou rapidamente.
- Coma alguma coisa antes.
- Não, eu tenho que ir para casa. – falou com certa irritação.
- Tudo bem, eu o acompanho.
- Não precisa.
- Mas eu quero! – falou mais alto, irritando-se com aquela negação.
Yagami se vestiu com o cenho franzido e os lábios encurvados para baixo. A dupla saiu em silêncio, cada um pegou seu veículo e saiu pelas ruas. Kusanagi estava sentindo-se pressionado, queria se livrar daquele ruivo possessivo o quanto antes. Ele parou na frente do estacionamento do seu prédio e olhou para o lado.
- Eu vou entrar agora. Obrigado.
- Eu te ligo.
- Ah... tudo bem.
Quando Kyo sumiu, Iori sentiu seu peito pesar. Ele estava triste com as reações do moreno, mas não podia obrigá-lo a amá-lo. Sabia que Kyo não entendia seus sentimentos.
A volta para casa foi triste. Quando entrou no seu apartamento, o ruivo sentiu vontade de chorar, um sentimento que há anos não habitava mais seu peito. Ele se sentou no sofá e ficou olhando para a grande janela de vidro, sentindo a amargura lhe corroer a alma.
E os dias foram se passando. Iori sempre ligava e procurava sair com Kyo, contudo ele tinha que ser insistente, já que o moreno sempre se esquivava, inventando novos compromissos. Eles se viam uma vez por semana no mínimo por insistência do mais velho. Todavia eram encontros rápidos e em lugares públicos.
A memória de Kyo continuava a mesma, ele não se lembrava de nada que havia acontecido há um ano. Ele encontrava algumas pessoas na rua que lhe paravam para conversar, o moreno sorria e explicava sobre seu acidente, pois não achou maneira melhor de dizer que não se lembrava da pessoa em questão.
Numa noite. Kyo estava num barzinho noturno com seu amigo Benimaru. Ele ria baixinho enquanto bebia um pouco de vodka, adorando sentir a animação da noite. Fazia tempo que não se divertia.
Após alguns drinks, o moreno já se encontrava bêbado. Ele se ergueu e foi para a pista de dança, balançando seu corpo sensualmente, movendo seus cabelos castanhos de um lado para o outro, seduzindo as pessoas ao seu redor.
Kyo sentiu alguém lhe segurar na cintura, ele olhou para trás encontrando um par de olhos verdes. Era um rapaz bonito que lhe sorria, dando um beijo atrevido no seu pescoço. O moreno não resistiu, gostando daquela carícia. Os seus corpos ficaram mais colados e aos poucos foram se afastando da pista, indo para um canto.
O homem prensou Kyo contra a parede e começou a lhe devorar a boca. O moreno sorria e o beijava com a mesma intensidade, sentindo seu corpo se acender e a bebida lhe ajudava a se soltar.
De repente tudo parou quando o homem foi puxado para trás num tranco. Kyo abriu os olhos e viu Yagami na sua frente, discutindo com o desconhecido, que praguejou e foi embora.
- Yagami?
- O que estava fazendo? – indagou com irritação, aproximando-se perigosamente de Kyo que estava encostando a parede.
- Ora... quem você pensa que é para...
- Seu namorado. – respondeu rapidamente, batendo com a mão na parede, deixando-a ao lado da cabeça de Kusanagi – você sabe muito bem que é meu namorado.
- Eu era seu namorado.
- Você não sabe o que está dizendo, você nem se lembra.
- E o que quer que eu faça?! Que eu fique com você mesmo que eu não goste de você?
- Se você continuar vivendo comigo vai acabar relembrando e...
- Eu não quero ficar assim. Eu tenho minha vida e se um dia eu lembrar desse relacionamento, a gente senta e conversa. Agora pare de ficar me seguindo!
- Eu te amo, Kyo. Você disse que era meu!
- Eu não me lembro!
As mãos de Iori abraçaram a cintura estreita, apertando-a, tomando Kyo para ele. Ele estava morrendo de ciúme por ver seu namorado se entregar facilmente qualquer um.
- Você fica com qualquer um, mas a mim você despreza!
- Eu não te desprezo, mas vou começar a fazê-lo. Agora me solta!
- Você está bêbado, Kyo. Eu vou levá-lo para casa.
- Eu não quero ir com você.
- Eu só quero o seu bem. Esse tipo de lugar vai acabar com sua saúde.
Kyo começou a empurrar o peito largo de Iori, mas ele não se afastou, ao contrário, prensou Kyo ainda mais na parede, começando a beijar seu rosto com doçura.
- Perdoe-me... – pediu num sussurro, vendo que os xingamentos e empurrões do mais novo pararam.
- Yagami... eu sei que deve ser difícil. Mas pensa que eu não sei nada sobre você.
- Apenas deixe-me mostrar quem eu sou.
- Eu não consigo pensar em você de outra forma.
- Eu te amo.
- Isso apenas me fere. Eu não quero te magoar, não quero ser insensível... mas eu não quero ser falso. Eu não posso fingir que te amo ou que gosto de você.
- Você ainda me odeia?
- Eu tenho raiva de você, mas tenho raiva de mim também, pois você não merece esse sentimento, sendo tão gentil comigo.
Iori riu baixinho ao ouvir aquilo. Kyo havia lhe dito isso há muito tempo atrás, não nas mesmas palavras, mas com o mesmo sentido.
Os dois continuaram abraçados por mais um tempo até que Kusanagi se afastou, perdendo-se na multidão. Iori apenas o deixou partir, talvez fosse melhor dar um tempo para Kyo ou então o perderia para sempre. Ele não queria deixar o mais novo infeliz.
Kyo, esse atual Kyo não o amava e estava infeliz. Era essa a realidade, Iori não podia ser egoísta e obrigar que o outro o amasse. O jeito era agradecer pelo outro estar vivo e continuar com sua vida solitária.
Yagami partiu, sem olhar para trás, pois sabia que Kusanagi não estaria ali, olhando para ele. Ele chorou silenciosamente naquela noite, trancafiando-se nas suas tristezas.
À medida que o tempo passava, Yagami procurava eliminar Kyo de sua vida, apagando todos os rastros de sua existência. Era difícil, mas estava lutando para continuar a viver, temendo que a depressão o fizesse cometer suicídio.
Fazia quatro meses que estavam separados. Era uma manhã fria e chuvosa de segunda-feira. Yagami estava jogado na cama, lendo uma revista musical, quando sua campainha tocou.
- "Ninguém interfonou?" – indagou em pensamento, achando estranho alguém bater na sua porta.
Ele foi até a porta, abrindo-a lentamente, ficando com receio de ser algum bandido. Quando terminou de abrir, ele encontrou a pessoa que desejava esquecer nesse meio tempo.
- Kyo... o que faz aqui?
- Não vai me convidar para entrar?
Iori deu espaço vendo Kyo entrar, quando o moreno foi até sala, ele fechou a porta e o seguiu, vendo-o se sentar no sofá.
- Kyo, eu pensei que não quisesse mais me ver. – falou num tom baixo, sentando-se ao seu lado.
- Eu realmente não queria.
- O que fez você mudar de idéia?
Kyo sorriu e balançou a cabeça, mostrando-se pensativo.
- Eu não me lembro de tudo com perfeição. Mas eu estou tendo muitas imagens suas no meu dia-a-dia. – confessou – eu lembro de algumas coisas, aos poucos minha memória está voltando.
- E o que quer fazer?
- Eu queria... bom, ficar um pouco mais com você. E isso pode parecer estranho, mas eu tenho... saudade de você.
Aquelas palavras eram uma dádiva para o ruivo. Ele tocou no rosto de Kyo e o puxou, colando seus lábios, sentindo a urgência de tomar aquele ser. Sua língua era afobada, descia como uma serpente, rastejava-se por todos os cantos, enquanto suas mãos amassavam a musculatura de Kyo.
- Não acha que devíamos ir mais devagar?
- Não!
As costas de Kyo bateram contra o sofá, enquanto sua boca continuava a ser devorada. Agora as mãos de Yagami começavam a puxar suas roupas, rasgando-as em certos pontos, às vezes machucava Kyo, pois o tecido era arrancado com violência.
Kyo estava somente com sua roupa debaixo, ele estava constrangido, não conseguia evitar o vermelhão que cobria sua face. Iori se ajoelhou no meio de suas pernas e começou a retirar suas roupas, ficando completamente desnudo, mostrando o membro ereto que apontava para cima.
O sentimento foi de pavor, Kyo engoliu em seco. Não imaginava como aquele grande pedaço de carne entraria no seu corpo, o moreno se sentia feliz por ter um membro avantajado, isso o deixava orgulhoso, mas Iori era um caso a parte. Ele tinha ótimos dotes.
- Gostou? – indagou, com uma expressão safada.
- Hum... eu acho que é melhor... a gente ir devagar.
Kyo fechou os olhos e algumas imagens vieram até sua mente, esse tipo de coisa estava acontecendo com sua cabeça nos últimos tempos. Ele via flashs passados. E nesse momento lembrou-se do prazer que sentia ao ser invadido pelo o homem que amava, aquilo lhe causou calafrios. Estava ansioso e receoso ao mesmo tempo.
- Quer ir para o quarto?
- Sim! – concordou imediatamente. Ele precisava de um tempo para respirar ou ia enlouquecer.
O ruivo o puxou pela mão, arrastando-o pelo apartamento. Kyo não teve tempo para relaxar, pois logo foi jogado na cama, sentindo os lençóis de seda receberem seu corpo. Os beijos lascivos de Yagami já o atacavam, descendo a curva de seu pescoço.
- Yaga...
- Iori! Me chame de Iori, Kyo.
- Melhor a gente conversar...
- Depois a gente... conversa! – falava, enquanto beijava o tórax.
Ele estava sendo tocado por Yagami, ainda não conseguia aceitar esse tipo de situação. Com um impulso jogou o ruivo para o lado, sentando-se rapidamente na cama, ficando de costas para o outro.
- Eu não consigo fazer isso.
Iori ofegava, ele abaixou a cabeça e tentou normalizar sua respiração. Talvez estivesse indo rápido demais. O anfitrião se levantou e vestiu um roupão de algodão.
Kyo olhou de soslaio para o outro, sentindo vergonha de sua nudez. Contudo Iori fingiu não olhá-lo, mas quando Kyo se distraia, os orbes azuis de Yagami lhe devoravam.
- O que você lembra? – indagou, voltando a se sentar na cama.
- Algumas coisas. – respondeu, cobrindo-se com o lençol – eu não vejo a cena inteira, sabe? Apenas pedaços. Mas tem uma coisa que vive martelando na minha cabeça.
- O que seria?
- Eu estou lhe dando um tapa na sua cara e depois nós nos beijamos. – disse – isso... existiu?
O ruivo riu alto, passando a mão por sua franja ruiva. De todos os bons momentos que já tiveram, Kyo acabou por se recordar de uma briga feia que tiveram há um tempo.
- Você ficou com ciúme de um colega meu e jogou na minha cara que eu não prestava. Eu não ia deixar barato, pois adoro te provocar... – comentava, rindo baixinho – no final você me bateu e eu te agarrei. Acabamos nossa briga na cama.
- São imagens assim que eu estou tendo. E você me traiu mesmo? – indagou, arqueando as sobrancelhas.
- Claro que não! – riu baixinho, contendo-se para não atacar seu namorado novamente. Kyo era Kyo, não importando se lembrava ou não do ruivo, as reações eram as mesmas. Iori só podia ter uma certeza com essa nova situação, ele era apaixonado pelo homem que estava na sua cama.
OoO
Continua...
Nota: Não fiquei a enrolar no encontro decisivo do casal, pois acho que não é necessário e não quis fazer uma novela muito extensa. Eu espero que estejam gostando. O que estão achando?
Comentário são bem-vindos.
22/3/2009
Por Leona-EBM
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