Já era de manhã, e Bill e Laiz acordaram com alguém que batia insistentemente na porta. O moreno se levantou preguiçoso, e foi se arrastando para ver quem era. Mal destrancara a porta, e Tom entrou furioso no quarto.
- Desculpem, pombinhos. – ele evitava olhar para o quarto totalmente bagunçado, e apenas encarava o irmão, que vestia só a cueca. – Mas já são 9 horas da manhã, e a Amanda precisa se trocar. Afinal, ela não pode ficar usando as minhas roupas o dia todo.
Encostada no batente, ela estava vestindo o shorts da noite passada, e uma camiseta vermelha de Tom, larga e quase até os joelhos, e tinha os cabelos molhados. A amiga deu risada ao vê-la vestida dessa forma, e de repente sua expressão foi de surpresa:
- Vocês... Vocês... Também? – Laiz estava boquiaberta.
- Não, sua boba. Eu tomei banho, e não tinha roupa! – ela mostrou a língua. E olhou para o acompanhante da amiga. – Bela cueca, Bill. – todos os presentes riram.
- Certo, obrigado. – o vocalista enrubesceu. Pegou suas roupas e vestiu-as, beijando Laiz ternamente como despedida.
Amanda e Tom despediram-se com o olhar, e os quatro combinaram de se encontrar mais tarde para almoçarem juntos. Quando fecharam a porta, as amigas soltaram um grito animado, abraçando-se e começaram a contar tudo uma pra outra, nos mínimos detalhes.
Riram muito juntas, e até quando Laiz foi tomar banho, deixou a porta do banheiro aberta, para não cortarem o assunto. Arrumaram-se, Amanda dobrou a blusa do amigo (ela insistia em chamá-lo assim) para devolvê-la, e saíram para o saguão do hotel. Achavam que os gêmeos estariam lá, mas apenas um motorista esperava por elas. O carro era uma grande Land Rover, prata com detalhes em preto. Bancos revestidos em couro, detalhes em madeira por dentro do carro, painel bem iluminado. No som, tocava Sammy Deluxe. Com certeza, o CD era do Tom.
- Estão com fome? Os meninos mandaram um lanche para vocês. Provavelmente chegaremos lá à hora do jantar.
- Er... "Lá", seria aonde, exatamente? – Laiz perguntou, aflita.
- Perdão, garotas. Pediram-me que não dissesse. – o motorista piscou para elas, e ligou o carro, saindo em disparada pelas grandes avenidas. Quando as meninas se deram conta, estavam na estrada.
Se entreolharam, e sorriram. O que será que eles estavam aprontando dessa vez? Elas tentavam ler as placas no caminho, mas o carro estava rápido demais, e o balanço do motor chegava a dar sono. Cada uma encostou em uma janela, olhando o movimento do outro lado, e, perdidas em pensamentos adormeceram. A última coisa que Amanda lembra de ter visto, era o pôr-do-sol, além de uma placa que dizia "Magdeburg 80 km".
- Laiz? – ela remexeu-se no banco do carro. – AMOR! – sentiu que alguém lhe fazia cócegas. Abriu os olhos, e era Bill. – Acorde, bela adormecida. Minha mãe quer te conhecer. – ela arregalou os olhos, e olhou para o lado, procurando pela amiga, que não estava.
- Su... Sua mãe?
- É, bobinha! Amanda já está lá com o Tom! – ele estendeu a mão. – Venha!
A menina saiu do carro, quase tremendo, de tão nervosa que estava. Finalmente ficaria cara-a-cara com a "Tia Simone" e o "Tio Gordon". Oh-Meu-Deus!
A casa deles era maravilhosa. Havia um lindo jardim na frente da casa, com um pequeno balanço, que na verdade era um pneu pendurado numa árvore por uma corda. A sala de estar possuía decoração maravilhosa, em tons de branco e azul. Andando mais um pouco, chegaram à sala de jantar. Amanda estava sentada na mesa ao lado de Tom, e deu um sorriso quando a amiga entrou. A mãe dos gêmeos veio a seu encontro, sorrindo e lhe deu um abraço apertado. O padrasto deles estava sentado em uma das pontas da mesa, e sorriu, acenando. Ela estava super envergonhada, e deu uma ajeitada discreta no visual, com medo de que estivesse com "cara de quem acabou de acordar".
Jantaram, uma comida deliciosa, feita pela própria senhora Kaulitz-Trümper. As meninas responderam à várias perguntas, sobre como era o Brasil, sobre o que achavam da Alemanha, e a pior de todas, o que achavam de Bill e Tom. Elas nem sabiam o que responderam, mas parece que se saíram bem, pois estavam sendo super bem recebidas pela família.
Mais tarde, depois de uma longa conversa na sala de estar, as meninas se despediram, alegando que estava ficando tarde, e ainda precisavam pegar estrada.
- Ah, não se incomodem, meninas! – disse a mãe dos gêmeos. – Durmam aqui! Amanda pode deitar-se com Tom, e Laiz no quarto de Bill!
As meninas coraram, e os garotos também. Quer dizer, Tom deu um sorriso, encarando o chão. Deram boa noite aos pais dos gêmeos, e todos subiram para os quartos.
O quarto de Bill era decorado em tons de preto e vermelho, com posters colados por todos os lados, uma escrivaninha com um computador, um armário lotado, e uma cama de solteiro. O de Tom, tinha as paredes brancas, várias guitarras num canto, uma cama no outro, um armário e vários bonés espalhados.
- Eu sei que você não trouxe pijama, - ele começou. – mas eu posso lhe emprestar uma camiseta e uma calça, se quiser.
- Ah, hm, obrigada. Eu... Eu vou querer. – ela respondeu. Estava encabulada, olhando-o tirar a própria blusa.
O garoto seguiu até o armário, e pegou uma camiseta preta, e uma calça de pijama cinza. Ele riu, entregando a roupa para ela, que saiu do quarto para se trocar no banheiro, mas o mesmo estava ocupado.
- Hm, tem gente no banheiro... Você pode esperar lá fora, pra eu me trocar? É rápido!
- Me expulsando do meu próprio quarto, menina? Acho que não, heim. – ele piscou, sorrindo marotamente.
- Por favor? – ela insistiu.
- Nein. Nada feito, Mandy. – agora ele tentava controlar o riso. Ela suspirou impacientemente.
- Poderia ao menos se virar de costas, então?
- Vire-se você! – ele via como era divertido provocá-la.
Ela se virou de costas para ele e tirou a blusa, colocando a dele em seguida. Como era bem comprida, ela podia livrar-se da calça jeans e vestir a dele sem problemas. Desabotoou a calça e foi abaixando-a devagar, e tinha certeza de que Tom a fitava. Já estava pronta para vestir-se por completo, quando ele a virou de frente para si, encostando-a na parede, e a pressionando com o seu corpo.
Ficou ofegante, devido ao susto, e sem reação. O corpo dele tão próximo ao seu, sem camisa, e ela sem a calça.
- Eu acho que nunca disse como você é linda... – ele falou, antes de beijá-la fervorosamente.
Os seus lábios encaixavam-se perfeitamente com os dela, como se tivessem sido feitos para isso. Ela o enlaçou pelo pescoço com uma das mãos, enquanto a outra escorregava por sua barriga, acariciando-o de leve com as unhas. Podia sentir como ele estava arrepiado, e isso a deixou satisfeita.
Tom revidou passando ambas as pernas da menina por sua cintura, encaixando-se perfeitamente no meio delas, e a segurando pelas coxas. Ela não conseguiu conter um gemido baixo, o que o deixou mais excitado do que já estava. Ainda a segurando, foi até a cama, e a deitou, ficando por cima dela. Os toques tornaram-se mais urgentes, como se precisassem disso para continuarem vivos. Arrancaram as roupas um do outro com pressa, jogando-as por todo lado.
Tom fez questão de beijar cada pedacinho da menina, que se sentia inebriada pelos toques dele.
O garoto nunca havia sentido algo assim, nunca havia aproveitado tanto uma noite com uma mulher. Sempre pensou apenas em si mesmo, em ter prazer, e dessa vez foi diferente. Ele queria que ela estivesse gostando tanto quanto ele estava, queria ter certeza de que ele era a razão pela qual ela gemia e sussurrava seu nome o tempo todo.
Laiz estava deitada com Bill ao seu lado, trocando beijos e carinhos.
- Eu... Quero te dar uma coisa. – o moreno disse, encarando-a.
- O quê, amor?
Ele levantou e pegou algo no bolso de seu jeans. Entregou à ela uma pequena caixinha de veludo preta, e dentro haviam duas alianças de prata.
- Quer namorar comigo, Laiz? – ele disse. – Eu não sei como me apaixonei tão rápido, vivi anos sem uma garota ao meu lado, e quando te encontrei, foi como se tivesse simplesmente esperado esse tempo todo para ter você... - tremia ligeiramente, e era possível sentir o medo em sua voz. Ela sorriu, pegando a maior das alianças e colocando no dedo anelar da mão direita dele, e fez o mesmo em sua mão com a aliança menor. Ele assistia, e um sorriso ia se formando em seus lábios.
- Eu quero, Bill. – ela respondeu.
Beijaram-se carinhosamente, e ele deitou novamente, abraçando-a como se nunca mais fosse se soltar dela. Sussurrou vários "Ich liebe dich", e aos poucos, foram adormecendo.
Tom e Amanda estavam deitados, e abraçados. As respirações ainda começavam a se normalizar, e ambos se encaravam com sorrisos estampados nos rostos. Estavam perdidos, um no olhar do outro, tentando encontrar uma razão para tudo o que estavam sentindo, pelo simples fato de estarem juntos. Era possível ver indecisão, medo e receio do olhar dele, enquanto no dela, via-se conforto, carinho. Deram mais um beijos antes de fecharem os olhos e mergulharem em sono profundo.
